Academia Europeia de Cinema anuncia boicote de filmes russos
A Academia Europeia de Cinema (EFA, na sigla em inglês) atendeu ao apelo da Academia Ucraniana de Cinema para realizar um boicote aos filmes russos. Em um comunicado enviado nesta terça (1/3), a EFA anunciou que filmes russos serão excluídos de sua premiação anual, European Film Awards, marcada para dezembro, e que a organização concorda e apoia com cada elemento do pedido de boicote. A principal entidade do cinema ucraniano pediu aos festivais internacionais de cinema que não permitam filmes russos em suas programações, que os produtores de cinema encerrem negócios com o país, parando de contribuir com a arrecadação de impostos para o governo russo, e que os distribuidores internacionais não lancem filmes na Rússia. O comunicado da EFA veio um dia após o premiado cineasta ucraniano Sergei Loznitsa renunciar à sua participação na EFA, criticando a organização pela brandura de sua resposta inicial, que incluía uma promessa de apoio aos cineastas ucranianos. Nesta terça, a EFA assumiu que deveria ter sido mais enérgica e rápida em sua resposta, admitindo que “esta reação deveria ter ocorrido em um momento anterior nos últimos dias” e que o processo democrático do órgão a atrasou. “A Academia condena veementemente a guerra iniciada pela Rússia – a soberania e o território da Ucrânia devem ser respeitados. As ações de Putin são atrozes e totalmente inaceitáveis, e as condenamos veementemente”, acrescenta o comunicado da entidade. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por European Film Awards (@eurofilmawards)
Veronica Carlson (1944–2022)
A atriz inglesa Veronica Carlson, que estrelou clássicos de terror da Hammer, morreu no domingo (27/2) de causas naturais na Carolina do Sul, EUA. Ela estreou no cinema em 1967 como figurante na sátira de 007 “Cassino Royale” e na comédia musical “As Psicodélicas”, antes de ganhar seu primeiro papel de destaque num terror da Hammer, como vítima preferencial do vampiro interpretado por Christopher Lee em “Drácula, o Perfil do Diabo” (1968). Carlson nunca escondeu que foi sua beleza que lhe rendeu seu primeiro grande papel. “Um tabloide publicou uma foto em que eu saia da praia em um biquíni branco e [o executivo da Hammer] Jimmy Carreras viu aquela fotografia e disse que me queria em seu próximo filme. Então, fiz um teste e acabei nos braços de Drácula”, contou numa entrevista de 2014. A atriz também coestrelou dois filmes de Frankenstein da Hammer, contracenando com Peter Cushing em “Frankenstein Tem que Ser Destruído” (1969) e com Alan Bates em “O Horror de Frankenstein” (1970). A cena com Cushing era pesadíssima: um estupro. Mas, na mesma entrevista de 2014, ela contou que o ator a ajudou a passar sem traumas pela experiência daquela “cena que foi jogada no filme”. “Trabalhamos juntos e resolvemos os problemas da melhor forma possível”. Os dois atores voltaram a se encontrar em “O Carniçal” (1975) e ela ainda estrelou uma paródia de Drácula em 1974, chamada “Vampira”, antes de se afastar temporariamente do cinema para se dedicar à carreira de artista plástica, na qual foi muito bem-sucedida. Nos últimos anos, aceitou voltar a atuar para participar de filmes-tributos, como “House of the Gorgon”, lançado em 2019 com vários atores antigos da Hammer.
Ralph Ahn (1926–2022)
O ator Ralph Ahn, conhecido por sua atuação na série “New Girl”, morreu aos 95 anos. A informação foi confirmada pela Federação Coreano-Americana de Los Angeles, mas a causa da morte não foi revelada. Ahn iniciou a carreira nos anos 1950 com figurações em filmes sobre a Guerra da Coreia, como “Campo de Batalha” (1953), “Sob o Céu da Coreia” (1953) e “Atrás da Cortina de Bambu” (1954). Cansado desse tipo de papel, resolveu parar de lutar na Coreia hollywoodiana em “Sede de Vingança” (1963), preferindo dedicar-se ao ofício de professor de matemática e técnico de futebol em uma escola na Califórnia. Após o Vietnã substituir a Coreia nos filmes de guerra americanos, ele decidiu retomar a atuação, o que aconteceu em 1988 na comédia “Uma Questão de Escolha”. A partir daí, emendou várias participações em filmes e séries, sem novos intervalos. Ele apareceu em séries como “Super Gatas”, “Plantão Médico/E.R”, “Suddenly Susan”, “O Rei do Queens”, “Gilmore Girls” e muitas mais. Seu papel mais marcante foi justamente o último. Em “New Girl”, ele interpretou Tran, personagem que simbolizava uma figura paterna para Nick Miller (Jake Johnson). Mas apesar do status de recorrente, o ator apareceu em apenas sete episódios bastante espaçados da trama, entre 2012 e 2018, e tinha pouquíssimas falas. Em seu perfil no Instagram, o ator Jake Johnson prestou uma homenagem a Ralph Ahn. “Descanse em paz. Foi sempre algo bastante divertido trabalhar com ele, que fez tanta coisa com literalmente nenhuma fala. Amava quando ele estava no set e sempre esperei poder trabalhar com ele de novo”, escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por jake johnson (@mrjakejohnson)
Sean Penn sai da Ucrânia em meio a invasão do país pela Rússia
O ator americano Sean Penn revelou em seu Twitter que saiu da Ucrânia, onde estava filmando um documentário sobre o conflito do país com a Rússia. Ele publicou uma foto em seu Twitter sobre a reta final de sua jornada, carregando malas a pé numa estrada, ao lado de um engarrafamento gigantesco de carros em fuga. Junto da imagem, ele descreveu a situação. “Eu e dois colegas andamos quilômetros até a fronteira polonesa depois de abandonar nosso carro na beira da estrada. Quase todos os carros nesta foto levam apenas mulheres e crianças, a maioria sem nenhuma bagagem, e o seu carro é o único bem de valor”, contou. Enquanto estava na Ucrânia, Penn captou imagens e bastidores das reação das autoridades ucranianas aos ataques que culminaram numa invasão armada do país pela Rússia. Na semana passada, Penn chegou a publicar um apelo aos Estados Unidos para que entrasse na guerra em defesa da Ucrânia. “Já é um erro brutal, com vidas ceifadas e corações destroçados, e se ele não ceder, acredito que Putin terá cometido um erro terrível para toda a humanidade (…). A Ucrânia é a ponta da lança para o abraço democrático dos sonhos. Se permitirmos que ela lute sozinha, nossa alma como Estados Unidos da América está perdida.” Diante de seus esforços para auxiliar a Ucrânia, o gabinete do presidente Volodymyr Zelensky elogiou o ator e agradeceu seu apoio. Myself & two colleagues walked miles to the Polish border after abandoning our car on the side of the road. Almost all the cars in this photo carry women & children only, most without any sign of luggage, and a car their only possession of value. pic.twitter.com/XSwCDgYVSH — Sean Penn (@SeanPenn) February 28, 2022
Cannes proíbe delegações russas em seu festival
O Festival de Cannes tornou-se a mais recente organização internacional a expressar sua solidariedade com a Ucrânia e anunciar boicotes contra a Rússia. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira (1/3), a organização do evento apontou que, a menos que a invasão russa termine com condições aceitáveis para a Ucrânia, não receberia nenhuma delegação russa ou qualquer pessoa ligada ao governo russo em sua edição de 2022. Ao mesmo tempo, estendeu seu apoio a artistas e profissionais de cinema russos que “nunca deixaram de lutar contra” o regime de Putin, e não comentou se iria banir filmes russos da seleção oficial. Outros festivais de cinema, como os realizados em Estocolmo, na Suécia, e Glasgow, na Escócia, atenderam de forma integral ao apelo da Academia Ucraniana de Cinema e barraram a exibição de filmes russos em seus eventos, enquanto os maiores estúdios de cinema de Hollywood tem se solidarizado num boicote ao circuito exibidor russo, suspendendo seus lançamentos no país. O início do Festival de Cannes deste ano está marcado para o dia 17 de maio. Leia abaixo a íntegra do comunicado do evento. “Como o mundo foi atingido por uma forte crise em que uma parte da Europa se encontra em estado de guerra, o Festival de Cannes deseja estender todo o seu apoio ao povo da Ucrânia e a todos aqueles que estão em seu território. Por mais modesto que sejamos, unimos nossas vozes aos que se opõem a essa situação inaceitável e denunciamos a atitude da Rússia e de seus líderes. Nossos pensamentos vão em particular para os artistas e profissionais da indústria cinematográfica ucraniana, bem como para suas famílias, cujas vidas estão agora em perigo. Há aqueles que nunca conhecemos, e aqueles que conhecemos e recebemos em Cannes, que vieram com obras que dizem muito sobre a história e o presente da Ucrânia. Durante este inverno de 2022, o Festival de Cannes entrou em sua fase de preparação. A menos que a guerra termine em condições que satisfaçam o povo ucraniano, foi decidido que não receberemos delegações oficiais russas nem aceitaremos a presença de qualquer pessoa ligada ao governo russo. No entanto, gostaríamos de saudar a coragem de todos aqueles na Rússia que correram riscos para protestar contra o ataque e invasão da Ucrânia. Entre eles estão artistas e profissionais do cinema que nunca deixaram de lutar contra o regime contemporâneo, que não podem ser associados a essas ações insuportáveis e aqueles que estão bombardeando a Ucrânia. Fiel à sua história que começou em 1939 na resistência à ditadura fascista e nazista, o Festival de Cannes sempre servirá artistas e profissionais da indústria que levantam suas vozes para denunciar a violência, a repressão e as injustiças, com o objetivo principal de defender a paz e a liberdade”.
Disney anuncia boicote do mercado de cinema russo
A Walt Disney Pictures se tornou nesta segunda (28/2) a primeira empresa de Hollywood a boicotar o mercado de cinema da Rússia. Numa decisão ousada, considerando os valores envolvidos, o estúdio anunciou que está retirando todos seus filmes em exibição na Rússia e suspendendo a estreia dos demais, em resposta à invasão da Ucrânia pelas tropas de Vladimir Putin. O próximo lançamento da Disney na Rússia seria a animação da Pixar “Red: Crescer é uma Fera”, que chegaria no país em 10 de março. No ano passado, em plena pandemia, os filmes da Disney faturaram mais de US$ 445 milhões nas bilheterias da Rússia. “Dada a invasão não provocada da Ucrânia e a trágica crise humanitária, estamos pausando o lançamento de filmes nos cinemas na Rússia”, disse a Disney em comunicado. “Tomaremos futuras decisões de negócios com base na evolução da situação. Enquanto isso, dada a escala da emergente crise, estamos trabalhando com nossas ONGs parceiras para fornecer ajuda urgente e outra assistência humanitária aos refugiados”, acrescentou a nota. O anúncio sacudiu os demais estúdios, que ainda não tinham se pronunciado sobre o conflito. A Warner Bros., por exemplo, logo em seguida suspendeu a estreia de “Batman”, que aconteceria na quinta-feira (3/3) na Rússia. A invasão da Ucrânia pela Rússia atraiu condenação universal dos EUA e da União Europeia, enquanto o Brasil busca manter uma posição “neutra”, com elogios a Putin por parte de Bolsonaro, que também tem criticado a Ucrânia em declarações polêmicas. Europa e EUA estão a frente de um boicote internacional à economia russa. Além disso, a Academia Ucraniana de Cinema fez apelos para não esquecerem de boicotar a Cultura e principalmente o cinema russo.
Ned Eisenberg (1957–2022)
O ator Ned Eisenberg, que marcou presença na franquia “Law & Order” e mais recentemente em “Mare of Easttown”, faleceu no domingo (27/2) aos 65 anos, vítima de câncer. “Como o próprio Ned diria, ele foi atacado por dois assassinos muito raros – colangiocarcinoma e melanoma ocular. Ao longo de dois anos, ele enfrentou os cânceres bravamente e em particular, enquanto continuava a trabalhar para garantir que pudesse pagar sua cobertura médica e a da sua família”, disse sua esposa ao site TMZ. Eisenberg fez sua estreia nas telas em 1980, no filme trash “O Exterminador”, e se manteve em várias produções B de terror e ação até começar a aparecer na TV – a partir de participações em “Miami Vice” em 1985, chegando a interpretar três vilões da semana diferentes na série. Seu primeiro papel fixo foi na sitcom “The Fanelly Boys”, que durou só uma temporada em 1990. Seu ingresso em “Law & Order” aconteceu no final da década, interpretando o advogado de defesa James Granick de forma recorrente, em episódios exibidos entre 1997 e 2009. Curiosamente, no meio dessa repetição de personagem, ele começou também a aparecer no derivado “Law & Order: SVU” em papéis diferentes. Primeiro, foram dois personagens aleatórios, mas logo ele se estabeleceu como outro advogado de defesa da franquia, Roger Kressler, mantendo-se em aparições constantes no spin-off de 2001 a 2019. Ele voltou aos cinemas em um punhado de filmes bem-sucedidos dos anos 2000, incluindo dois dramas dirigidos por Clint Eastwood: “Menina de Ouro” (2004) e “A Conquista da Honra” (2006). Na década atual, também fez parte de “Little Voice”, série da Apple TV+, viveu um vilão de “Blacklist”, interpretou o Detetive Hauser em “Mare of Easttown” e o agente Lou Rabinowitz em “Maravilhosa Sra. Maisel”.
Secretaria de Cultura afirma que colonizadores portugueses e indígenas eram amiguinhos
A Secretaria Especial de Cultura decidiu comemorar os 200 anos da independência do Brasil celebrando a relação supostamente amigável entre os povos nativos do Brasil e os navegadores portugueses que colonizaram o país. “O encontro entre índios e portugueses foi marcado pelo tom pacífico, amigável e de mútuo interesse por parte dos dois povos. A receptividade, a alegria e a boa acolhida ainda hoje são marcas presentes no comportamento dos brasileiros”, diz um trecho do texto publicado no site oficial da Secretaria de Cultura, numa seção batizada de “Memorial da Soberania”. O texto de cartilha antiga de Ensino Fundamental, característico da época da ditadura militar, é uma das primeiras ações da pasta da Cultura em relação ao tema que deve dominar boa parte da agenda cultural do governo Bolsonaro no segundo semestre, após ignorar solenemente o centenário da Semana de Arte Moderna. Ao contrário da imagem idílica defendida pelo site do governo Bolsonaro e nas velhas cartilhas de teor ideológico, a colonização portuguesa não foi nada pacífica, marcando o início dos conflitos com os indígenas brasileiros, imediatamente chamados de “selvagens”. Desconsiderados como “pessoas”, porque não eram cristãos, eles foram escravizados e sofreram todo tipo de abuso, inclusive sexual, no início da decantada miscigenação brasileira. “Os valores religiosos e de respeito mútuo ainda hoje estão presentes na cultura do Brasil”, segue o texto de fábula encantada, que desconsidera a possibilidade de os indígenas terem uma religião antes do contato com cristãos. A escravidão indígena só é mencionada no 25° parágrafo do site, que não cita massacres, estupros, expulsões de terras ou o extermínio por doenças como tuberculose e gripe, trazidas da Europa para o Brasil. Já a escravidão africana é citada apenas num contexto de elogio ao trabalho dos padres jesuítas, que supostamente combateram “os excessos dos castigos sobre escravos africanos”. No ano passado, o secretário de Cultura Mario Frias anunciou um edital de R$ 30 milhões para selecionar projetos de obras audiovisuais voltados à comemoração dos 200 anos da independência. Cerca de 20 produções serão contempladas, de acordo com os “filtros” da cartilha da secretaria. “Teremos um excelente investimento no resgate do imaginário público de todos os grandes heróis da nossa independência”, disse Frias à época. “A comemoração do bicentenário é um evento de todos os brasileiros, e iremos levá-la para cada um de vocês”, acrescentou. Na sexta-feira, o secretário responsável pelo fomento à cultura, André Porciúncula, escreveu no Twitter que “vem novidade boa por aí”. E publicou a imagem de um cartaz onde se vê uma ilustração de dom Pedro sobre um cavalo numa pose heroica, assinada por um artista brasileiro demitido da Marvel supostamente por incluir desenhos antissemitas nos quadrinhos de “O Imortal Hulk”. Um grande equívoco para uma secretaria que já foi associada ao nazismo, via cópia de um discurso de Joseph Goebbels pelo ex-secretário de Cultura Roberto Alvim. “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa […] ou então não será nada”, disse Alvim na ocasião, usando palavras do principal ideólogo do nazismo. E Frias mantém o tom nacionalista, fazendo referência aos brasileiros como um “povo heroico” desde uma campanha patriótica lançada pelo governo às vésperas de 7 de Setembro de 2020 e estrelada por ele próprio.
Dois festivais europeus anunciam boicote ao cinema russo
Dois festivais internacionais de cinema da Europa atenderam ao apelo da Academia Ucraniana de Cinema e baniram filmes russos de suas programações. O Festival de Glasgow anunciou a retirada de dois filmes russos que tinha sido anunciados em sua seleção, em protesto contra a invasão da Ucrânia pelas tropas de Vladimir Putin. “No Looking Back”, de Kirill Sokolov, e “The Execution”, de Lado Kvataniya, não participarão mais do evento que acontece entre os dias 2 e 13 de março, na Escócia. “(A decisão) não reflete as visões e opiniões dos realizadores dos títulos. Apenas acreditamos que seria inapropriado seguir com estas exibições nas atuais circunstâncias”, disse um comunicado oficial do evento. O Festival de Estocolmo também anunciou um boicote, afirmando que não exibirá nenhum filme que recebeu financiamento estatal da Rússia. “É uma decisão lamentável, mas um posicionamento necessário em um momento como o atual. As ações da Rússia são inaceitáveis”, destacou Beatrice Karlsson, coordenadora de programação do evento, que só vai acontecer em novembro na Suécia. Nas redes sociais, a organização sueca ainda festejou o cinema ucraniano. “Por vários anos, a Ucrânia teve grande sucesso no cinema. O vencedor do ano passado do troféu de Melhor Filme no Festival de Cinema de Estocolmo foi o diretor ucraniano Oleg Sentsov com ‘Rhino’, que descreve o submundo da Ucrânia nos anos 1990. Sentsov, que não pôde vir por motivos de covid no ano passado, está agora convidado para o festival deste ano. Atualmente, ele é um dos cineastas que largou as câmeras e pegou em armas para defender seu país”, diz o texto publicado no Instagram do Festival de Estocolmo. Já o Festival de Locarno adiantou que não pretende seguir essa tendência. Em comunicado, a mostra da Suiça, que vai acontecer entre 3 e 13 de agosto, disse defender “a liberdade de expressão e a arte cinematográfica em todas as suas formas”. No Brasil, a Mostra de São Paulo e o Festival do Rio, que têm maior alcance em suas programações internacionais, ainda não se manifestaram sobre a atual situação, mas nos próximos dias outros festivais de cinema devem tornar suas posições conhecidas. O boicote ao cinema russo foi uma um pedido feito no final de semana pela Academia de Cinema da Ucrânia, que publicou uma petição online para que produtores deixem de lançar filmes na Rússia, distribuidores não negociem com produtoras russas e que festivais internacionais não selecionem obras do país. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Stockholms filmfestival (@sthlmfilmfest)
“Indiana Jones 5” conclui filmagens
O produtor Frank Marshall e o diretor James Mangold anunciaram o final das filmagens de “Indiana Jones 5” neste domingo (27/2) nas redes sociais. Enquanto o produtor compartilhou a imagem de um boné de Indy, Mangold publicou a foto de uma cena clássica de “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), escrevendo “E então começa o primeiro dia após a tempestade”. As filmagens do quinto filme sobre o arqueólogo aventureiro começaram em maio no Reino Unido sob o comando do diretor de “Logan” (2017) e “Ford vs Ferrari” (2019), mas a única notícia vinda dos sets desde então foi um acidente sofrido pelo veterano Harrison Ford logo nos primeiros dias. Ele machucou o ombro, precisando se afastar brevemente dos trabalhos. Apesar do acidente, a produção não foi interrompida. Mesmo assim, poucas fotos foram feitas por fãs e paparazzi durante as filmagens. As imagens que circularam nas redes sociais sugeriram que a história se passa em 1969, além de conter um possível flashback dos anos 1940, já que um trem antigo, identificado com insígnia nazista, também foi clicado. O elenco da produção inclui Boyd Holbrock (“Logan”), Mads Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”), Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), Antonio Banderas (“Uncharted”), Toby Jones (“Um Menino Chamado Natal”), Thomas Kretschmann (“Vingadores: Era de Ultron”) e Shaunette Renée Wilson (“The Resident”). A estreia está prevista para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. That's a wrap!!! #indianajones pic.twitter.com/pQRTw0oOXx — Frank Marshall (@LeDoctor) February 27, 2022 And so begins the first day after the storm.. pic.twitter.com/nb0jnHIeec — Mangold (@mang0ld) February 27, 2022
Ryan Reynolds e Blake Lively prometem doar US$ 1 milhão a refugiados da Ucrânia
O casal Ryan Reynolds (“Alerta Vermelho”) e Blake Lively (“Um Pequeno Favor”) iniciaram uma campanha de doação para ajudar os refugiados da Ucrânia, que estão fugindo do país devido à invasão militar da Rússia. E para incentivar seus fãs, prometeram doar o mesmo que todos que se dispuserem a contribuir, no limite máximo de US$ 1 milhão, para dobrar os valores arrecadados e fortalecer a corrente de apoio. “Reynolds e eu estamos dobrando cada dólar doado até atingirmos US$ 1 milhão”, explicou Blake Lively no Twitter, junto de uma foto em que uma criança estende a mão para os braços de outra pessoa. “Em 48 horas, inúmeros ucranianos foram forçados a fugir de suas casas para países vizinhos. Eles precisam de proteção. Quando você doar, daremos US$ 1 milhão, criando o dobro do apoio”, acrescentou Reynolds com um link para o site de doação de refugiados das Nações Unidas. O Comissário da Agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para Refugiados, Filippo Grandi, disse ontem que mais de 150 mil ucranianos já deixaram seu país em direção aos países vizinhos.
YouTube bloqueia monetização de canais russos
O YouTube anunciou no sábado (26/2) que vai bloquear a monetização de alguns canais russos na plataforma, devido “às circunstâncias excepcionais” na Ucrânia. Além disso, irá limitar o acesso de canais russos de notícias na Ucrânia, país invadido por tropas da Rússia. “Devido às circunstâncias excepcionais na Ucrânia, estamos tomando uma série de medidas”, anunciou Ivy Choi, um porta-voz da empresa. “Nossas equipes começaram a suspender a possibilidade de alguns canais monetizarem no YouTube, incluindo os canais RT (Russia Today) em todo o mundo”, assinalou. “Em resposta ao pedido de um governo, restringimos o acesso ao RT e vários outros canais na Ucrânia”, acrescentou. O YouTube também disse que, nos últimos dias, removeu centenas de canais e milhares de vídeos que violavam suas políticas, entre eles vários canais que estariam disseminando notícias falsas contra a Ucrânia. No começo do mês, a Alemanha proibiu a rede RT em seu território, o que levou Moscou a fechar o escritório local da emissora alemã Deutsche Welle. O Ocidente acusa a RT de contribuir para a desinformação. A RT foi criada em 2005, é financiada pelo governo Russo e possui emissoras e sites em vários idiomas, principalmente inglês, francês, espanhol, alemão e árabe. Neste domingo (27/2), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a UE proibirá o acesso aos sites RT e Sputnik, acusando-os de espalhar “desinformação prejudicial”. Definindo a ação como um passo “sem precedentes”, von der Leyen anunciou: “Vamos banir na União Europeia a máquina de mídia do Kremlin”. “As estatais Russia Today e Sputnik, assim como suas subsidiárias, não poderão mais espalhar suas mentiras para justificar a guerra de Putin e semear divisão em nossa União” , continuou ela. “Estamos desenvolvendo ferramentas para banir a desinformação tóxica e prejudicial na Europa.”
Estrelas ucranianas de Hollywood protestam contra guerra
As atrizes ucranianas mais famosas de Hollywood publicaram em suas redes sociais mensagens de solidariedade ao país e protestos contra sua invasão pela Rússia. Guerreira mais valente da série “Vikings”, Katheryn Winnick descreveu ter acordado “com textos da minha família e amigos ucranianos dizendo ‘começou'”. “Alguns fugindo, alguns se abrigando no subsolo e outros ficando para lutar”, explicou, ao lado de uma foto de seus pais. “Sou uma ucraniana orgulhosa”, acrescentou, antes de concluir: “Somos um país pacífico. Não merecemos esta guerra”. A ex-Bond girl e vilã da Marvel Olga Kurylenko (“Viúva Negra”) escreveu que estava “rezando pela Ucrânia e a segurança de seu povo”. O mesmo sentimento foi compartilhado por Mila Kunis (“Perfeita é a Mãe!”) em seu Twitter. “Deus proteja o povo da Ucrânia. Meus pensamentos e preces estão com vocês”, ela postou. Já a estrela de filmes de ação Milla Jovovich (“Resident Evil”), que nasceu na capital do país, fez o texto mais longo, afirmando estar com o “coração partido” com a destruição de Kiev pelas forças russas. “Estou com o coração partido e estupefata tentando processar os eventos desta semana em minha terra natal, a Ucrânia”, escreveu no Instagram. “Meu país e pessoas sendo bombardeados. Amigos e familiares escondidos”. “Estou confusa enquanto vejo o horror desenrolar e o país sendo destruído, famílias sendo deslocadas e toda sua vida se tornando fragmentos carbonizados ao seu redor”, continuou. “Lembro da guerra na terra natal de meu pai, a ex-Iugoslávia, e das histórias que minha família contava sobre o trauma e o terror que vivenciaram. Guerra. Sempre guerra. Líderes que não podem trazer a paz. O rolo compressor sem fim do imperialismo. E sempre são as pessoas pagam com derramamento de sangue e lágrimas.” Ela assinou o texto com uma hashtag de pedido de ajuda para a Ucrânia e também direcionou os seguidores para um link com organizações humanitárias, como o Fundo Humanitário da Ucrânia, que estão ajudando o país. Além das quatro estrelas nascida no país invadido pela Rússia, as americanas Vera Farmiga (“Gavião Arqueiro”) e Taissa Farmiga (“American Horror Story”), filhas de pais ucranianos, postaram imagens da bandeira ucraniana em suas contas do Instagram. Vera ainda acrescentou a letra do Hino Nacional do país, junto de um hashtag, compartilhada com a irmã: “Eu estou com a Ucrânia”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Milla Jovovich (@millajovovich) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Olga Kurylenko (@olgakurylenkoofficial) pic.twitter.com/XLGehJ57Xo — Mila Kunis 🦋 (@MilaKunisv) February 25, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Vera Farmiga (@verafarmiga) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taissa Farmiga (@taissafarmiga)












