Ministério da Justiça altera classificação de “Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola”
Após proibir a exibição do filme “Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola” nas plataformas de streaming, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um despacho determinando que a classificação indicativa do filme escrito e estrelado por Danilo Gentili mude de 14 para 18 anos. Num evidente contraste, a pasta recomendou ainda que a exibição do filme na TV aberta ocorra apenas após às 23h. Segundo o documento, assinado pelo secretário Nacional de Justiça, José Vicente Santini, “a nova classificação etária, com os devidos descritores de conteúdo, deve ser utilizada em qualquer plataforma ou canal de exibição de conteúdo classificável em até 5 dias corridos”. A decisão foi divulgada após o ministro da Justiça Anderson Torres compartilhar no Twitter o trecho de outro despacho, publicado no Diário Oficial da União de terça (15/3), que determinava que Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple TV+ e Amazon Prime Video suspendessem a exibição e oferta do filme, “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. Caso as plataformas não cumprissem a determinação em cinco dias, seria aplicada multa diária no valor de R$ 50 mil. Foi o primeiro ato de censura federal a um filme desde o final da ditadura militar. A decisão extrema aconteceu após uma campanha de perfis bolonaristas nas redes sociais, entre eles o do secretario especial de Cultura Mario Frias, atacando uma cena de cunho sexual do filme, que envolve o ator Fabio Porchat e os menores Bruno Munhoz e Daniel Pimentel. No contexto da trama, a cena criticava a pedofilia. O contraste entre as duas determinações do Ministério da Justiça em relação ao filme se deve ao fato de terem partido de secretarias diferentes. A ordem de censura total não foi iniciada pela Secretaria Nacional de Justiça, mas pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), que é comandada pelo advogado Rodrigo Roca, um dos defensores do senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas. A ordem de censura aconteceu, portanto, quando o filme encontrava-se liberado para maiores de 14 anos e com poucas restrições, independente do pedido de reclassificação via Secretaria Nacional de Justiça. Para contornar essa questão, o Ministério da Justiça teria apressado o processo de reclassificação, que dura em média 30 dias, para que fosse iniciado, discutido e encerrado em menos de 24 horas. Anteriormente, um pedido de reclassificação etária do filme tinha sido recusado.
Instagram de Britney Spears fica indisponível
O conteúdo do perfil no Instagram de Britney Spears ficou indisponível nesta quarta (16/3), e o aviso de que “a página pode ter sido removida” deixou os fãs preocupados. A cantora tem mais de 39 milhões de seguidores na rede social. O site TMZ apurou que o Instagram não removeu ou suspendeu o perfil da cantora por alguma postagem irregular, o que indica que o sumiço possa ter sido iniciativa da própria Britney ou de pessoas com acesso à sua conta. Nos últimos meses, a cantora vinha usando bastante a rede social para comentar os problemas que passou sob a tutela do pai, situação que até então mantinha para si mesma, já que toda sua vida pessoal – inclusive o Instagram – eram controlados. “O primeiro dia em que meu pai se tornou meu tutor nunca vou esquecer. Ele disse ‘sente-se naquela cadeira que vamos ter uma conversa’ e [ainda] disse ‘Sou Britney Spears e eu dou as ordens a partir de agora’. Desde aquele dia senti uma grande parte da minha feminilidade despojada de mim e nunca mais fui a mesma”, ela chegou a escrever recentemente. Embora a maioria dos seguidores tenha demonstrado preocupação, uma conta de fãs da cantora acredita que o desaparecimento do perfil possa ter relação com o anúncio de alguma novidade que está por vir. Em setembro do ano passado, uma situação parecida aconteceu com a conta da cantora, que ficou temporariamente fora do ar, voltando em seguida sem nada diferente.
Netflix testa cobrar por contas compartilhadas em diferentes endereços
A Netflix vai começar a testar uma nova forma de evitar o compartilhamento ilícito de assinaturas. Por enquanto, o teste será aplicado em três mercados da América Latina: Peru, Costa Rica e Chile. Visando restringir o compartilhamento de perfis entre indivíduos que moram em casas diferentes – uma prática comum, mas realizada de maneira teoricamente ilegal, segundo os Termos de Serviço da plataforma – , a Netflix vai passar a cobrar uma taxa para “adicionar um membro extra” fora do endereço da conta. A novidade vai aparecer na hora de criar e gerenciar perfis, quando será oferecida a possibilidade de dar acesso à conta para um indivíduo de fora da moradia principal. A opção vai custar US$ 3,99 na Costa Rica, 7,9 Soles no Peru, e 2380 pesos chilenos. Chengyi Long, diretora de inovação da Netflix, escreveu no blog oficial da plataforma que a nova ferramenta pode ou não ser expandida para outros mercados após o teste nesses três territórios. “Vamos tentar entender o quanto os nossos assinantes acharam essa funcionalidade útil nesses países”, explicou. “Sempre quisemos facilitar o compartilhamento da conta da Netflix entre pessoas que moram juntas, e por isso desenvolvemos opções como a criação de perfis diferentes e a possibilidade de streaming em várias telas simultâneas.” “Embora essas opções sejam enormemente populares, elas também criaram algumas confusões sobre quando e como a sua conta da Netflix pode ser compartilhada”, acrescentou Long.
Danilo Gentili resgata cena de novela para criticar Mario Frias: “Agressão a mulher”
O humorista Danilo Gentili postou uma cena da novela “Os Mutantes”, da rede Record, para fazer piada com a iniciativa do Ministério da Justiça de ressuscitar a censura federal para impedir o filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” de ser visto nas plataformas de streaming. A decisão extrema aconteceu após uma campanha de perfis bolonaristas nas redes sociais, entre eles o do secretario especial de Cultura Mario Frias, atacando uma cena de cunho sexual do filme, que envolve o ator Fabio Porchat e os dois menores. Na trama, a cena criticava a pedofilia. Gentili respondeu exibindo em seu perfil no Twitter uma cena de “Os Mutantes” que conta com a participação de Frias. Vilão da história, ele aparece agredindo fisicamente uma mulher. “Que cena horrível que incentiva a agressão contra as mulheres. Isso passou em TV aberta? E se uma criança assiste? Nossa… deveríamos censurar?”, escreveu o apresentador do programa “The Noite”, em tom irônico. Que cena horrível que incentiva a agressão contra as mulheres. Isso passou em TV aberta?E se uma criança assiste? Nossa…Deveríamos censurar? pic.twitter.com/2kR8YfBOEs — Danilo Gentili 🇺🇦 (@DaniloGentili) March 15, 2022
Halle Berry adota novo visual e dispara rumores de X-Men
A atriz Halle Berry destacou seu novo visual, exibido na noite de segunda (13/3) durante o Critics Choice Awards, com a publicação de fotos e menções explícitas a seu corte de cabelo. Ao lado das imagens, ela indicou que a mudança era um presente aos seus “lindos fãs que viviam pedindo pelo retorno do meu cabelo curto”. O detalhe é que, além de curto, o cabelo também foi parcialmente descolorido, retomando o branco usada pela atriz quando viveu a heroína Tempestade na franquia X-Men. Por conta disso, muitos apostam que ela deve retomar o papel em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, enchendo o Twitter com resgates de cenas da heroína. O trailer mais recente da produção já tinha incluído uma voz conhecida dos filmes dos X-Men: Patrick Stewart (ou um bom imitador), que viveu o Professor X (Charles Xavier). A produção estrelada por Benedict Cumberbatch marca a volta do diretor Sam Raimi aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha. O roteiro é de Michael Waldron (criador de “Loki”). E a estreia está marcada para 5 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. This is for all my beautiful fans that have wanted my short hair back ! 💥 this is for YOU! pic.twitter.com/xilMj6Dhna — Halle Berry (@halleberry) March 14, 2022
Senado aprova Lei Paulo Gustavo
O Senado aprovou nesta terça (15/3) a versão final da Lei Paulo Gustavo, que prevê um socorro de R$ 3,8 bilhões ao setor cultural neste ano. A proposta obriga o governo federal a repassar os recursos a estados e municípios para aplicação em ações emergenciais, em função da pandemia de covid-19. Na aprovação, o Senado reverteu uma alteração da Câmara sobre o prazo para transferência dos recursos, dando 90 dias para o repasse após a publicação da lei, que dependerá de sanção do presidente Jair Bolsonaro. No texto anterior, esse período correspondia ao período para definição da ajuda pela Secretaria Especial de Cultural. O projeto aponta como fontes de recursos as programações que já estão no Orçamento, o excesso de arrecadação do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e outras receitas apontadas pela União, que se encontravam paralisadas por inércia do governo. Embora exista a versão de que o repasse possa esbarrar no teto de gastos públicos, que limita o crescimento de despesas federais, muitos dos incentivos, como o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), são formados por taxação específica do setor e não necessitam de investimento do governo – por sinal, apesar da taxação ser contínua, o uso do FSA chegou a ficar paralisado por cerca de dois anos. O novo projeto vai agora para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Caso seja vetado por Bolsonaro, o projeto volta ao Congresso para ser aprovado novamente por votação com imediata transformação em lei. Durante a votação no Senado, o governo não se posicionou sobre a proposta e liberou a base para votar como quisesse, mas o secretário especial de Cultura Mario Frias tem sido um feroz opositor de leis que liberem verbas para o setor cultural. Ele chegou a rebater a lei insinuando que Paulo Gustavo não teria morrido de covid-19.
Morte de Bob Saget não tem “conclusão definitiva”
O Gabinete do Xerife do Condado de Orange, na Flórida, anunciou que não há uma “conclusão definitiva” sobre a causa da morte de Bob Saget, astro da série “Três É Demais” (Full House). O anúncio foi feito após um novo exame no quarto de hotel em que o ator se hospedou e faleceu no dia 9 de janeiro, aos 65 anos. As autoridades divulgaram que a morte foi “resultado de um traumatismo craniano contuso”, uma vez que teve fraturas graves atrás da cabeça e ao redor dos olhos. Com isso, inicialmente concluiu-se que foi um acidente. Mas a tese não encontrou comprovação. Na autópsia, os médicos indicaram que a fratura ocorreu depois de um contato com “algo duro, coberto por algo macio”. Logo, foi sugerido que Bob tivesse caído no carpete, o que foi descartado em seguida, por não haver sinais de sangue. A partir disso, iniciaram-se as buscas por “locais ou itens específicos” que pudessem ter causado o trauma na cabeça da estrela. Nada foi encontrado. “Como mencionado anteriormente, a maior parte da suíte era acarpetada. A cabeceira da cama era levemente acolchoada e ligeiramente afastada da parede. Estes estão listados aqui como possíveis mecanismos de lesão, mas nada foi localizado no quarto que permite uma conclusão definitiva”, indicou o relatório. Por isso, o relatório do Gabinete do Xerife do Condado de Orange confirmou que não existe um conclusão para a causa da lesão fatal de Bob Saget. Paralelamente a este anúncio, a família do ator entrou na Justiça para evitar que mais detalhes de sua morte sejam revelados. Kelly Rizzo, viúva de Saget, e Aubrey, Lara e Jennifer – filhas da ex-esposa do ator, Sherri Krammer – querem impedir que detalhes minuciosos sobre a circunstâncias da morte do artista, como imagens ou vídeos da autópsia, ganhem repercussão. Recentemente, a People e o Page Six divulgaram detalhes sobre os ferimentos de Saget após uma provável queda, a qual resultou em um traumatismo craniano. Além disso, os veículos revelaram que o ator estava com covid-19 quando faleceu. “A parte queixosa passará por sofrimentos irreparáveis com danos psicológicos, angústia e estresse no caso da divulgação de novos registros, seja por demandas públicas ou qualquer outro motivo”, declararam os representantes legais dos familiares de Saget.
Mario Frias exibe no Twitter cena que diz ser explícita e repugnante
A cena que revoltou perfis bolsonaristas contra o filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” está sendo divulgada na íntegra pelo secretário de Cultura Mario Frias em seu Twitter. Exibida há dois dias, desde domingo (13/3), a cena já foi vista 13,3 mil vezes no perfil de Frias, que segue fazendo sua divulgação, mesmo após a censura do filme pelo Ministério da Justiça. Por coincidência, o Twitter não foi alvo do despacho que visa restabelecer a censura federal no Brasil, encerrada com o fim da ditadura militar. O documento determina apenas que Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple TV+ e Amazon Prime Video suspendam a exibição e oferta do filme, “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. Mario Frias publicou a cena integralmente dizendo que ela é uma “explícita apologia ao abuso sexual infantil protagonizada pelo Fábio Porchat no filme em cartaz na Netflix”. Acrescentou que “é uma afronta às famílias e às nossas crianças”. E ressaltou que “utilizar a pedofilia como forma de ‘humor’ é repugnante! Asqueroso!” Ele não fez ressalvas sobre usar a mesma cena como forma de “política”. De modo revelador, a cena também não foi considerada inadequada para as políticas de controle do Twitter. Nem o perfil de Mario Frias foi denunciado, até agora, como “desrespeitoso ou ofensivo”. Em outro post, Frias acrescentou que tomaria “as medidas cabíveis para que nossas crianças não sejam contaminadas por esse conteúdo sujo e imoral”. Sua contribuição para a contaminação foram 823 retuítes. Dentre os retuítes, 79 pessoas que ajudaram na divulgação da “apologia ao abuso sexual infantil” de Frias também acrescentaram comentários, todos indignados contra o intérprete Fabio Porchat e o roteiro de Danilo Gentili. Não há registros de queixas contra a divulgação da cena “repugnante” por Frias nem por eles mesmos. Além de Frias, vários perfis bolsonaristas estão ajudando a propagar a cena de um minuto de duração. O público pode encontrá-la com facilidade sem a necessidade de assistir aos demais 1h45 minutos que sofreram censura federal com um despacho publicado no Diário Oficial da União desta terça (15/3). Veja abaixo o print do post do secretário especial de Cultura.
Golpista de “Inventando Anna” é deportada para a Alemanha
A golpista Anna Sorokin, também conhecida como a falsa herdeira Anna Delvey, que inspirou a série “Inventando Anna” na Netflix, foi retirada do centro de detenção onde estava presa em Nova York e, na noite de ontem, foi deportada para a Alemanha, onde está sua família. As informações foram divulgadas pelo jornal New York Post, que descreveu Sorokin como “furiosa” com a deportação. Ela foi presa no dia 25 de março de 2021 após autoridades de imigração constatarem que seu visto já estava vencido. Sorokin nasceu em Domodedovo, na Rússia. Seu pai era um caminhoneiro e sua mãe dona de uma loja de conveniência. Eles se mudaram para a Alemanha em 2007, quando ela tinha 16 anos. Em 2014, ela se mudou para os Estados Unidos e passou a aplicar golpes em hotéis de luxo. A farsa durou até 2017, quando foi presa após não pagar um almoço de US$ 200. Em fevereiro do ano passado, ela saiu da prisão por bom comportamento, mas um mês depois foi detida novamente pela imigração.
HBO Max e Discovery+ vão virar um único streaming
Uma das decisões mais aguardadas da fusão entre a WarnerMedia e a Discovery, finalizada na sexta-feira passada (11/3), já teria sido tomada. As plataformas de streaming da nova empresa, batizada de Warner Bros. Discovery, vão se juntar num único serviço que combinará ambos acervos. O diretor financeiro da Discovery, Gunnar Wiedenfels, falou sobre o plano de fundir HBO Max e Discovery+ nesta segunda (14/3), durante seu discurso na 30ª Conferência Anual de Mídia do Deutsche Bank. “Um dos itens mais importantes aqui é que acreditamos em um produto combinado em vez de um pacote”, disse o CFO no evento. “Acreditamos que a amplitude e a profundidade do conteúdo oferecido será uma proposta valiosa e fenomenal para o consumidor”. “Não tenho dúvida de que criaremos um dos produtos mais completos para atingir os quatro quadrantes, velhos, jovens, masculino e feminino, por aí. Mal posso esperar para ver as primeiras métricas combinadas diretas ao consumidor porque, em teoria, o poder de aquisição do HBO Max combinado com o poder de retenção do conteúdo do Discovery certamente devem impulsionar um crescimento de receita muito saudável nos próximos anos”, acrescentou. O executivo ponderou que ainda há estudos para a empresa definir como proceder e a questão não será resolvida em semanas, mas sim em meses. “Mas o principal objetivo será harmonizar a plataforma tecnológica. Construir uma plataforma e um produto muito forte e combinado diretamente para o consumidor, e isso vai demorar um pouco”, acrescentou, lembrando que cerca de 100 milhões de assinantes serão afetados pela mudança. No Brasil, ambas as plataformas estão disponíveis de forma individual desde 2021. Enquanto a HBO Max aposta em conteúdo de filmes e séries de ficção, a Discovery+ é especializada em documentários e reality shows.
Após cirurgia, Ana Beatriz Nogueira está curada do câncer
A cirurgia da atriz Ana Beatriz Nogueira para retirar um pequeno tumor do pulmão foi bem sucedida. Ela foi operada na última quinta-feira (10/3) e vai para casa na próxima quarta. A atriz teve todo o câncer retirado. Isto significa que não precisará de quimioterapia ou radioterapia. O sucesso se deve à descoberta precoce da doença, que aconteceu por acaso. Teve influenza e, na tomografia, foi detectado o tumor. “Passou, passou! Bendita influenza”, comemorou a atriz à coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo. Ana Beatriz Nogueira está atualmente no ar na rede Globo, interpretando o papel de Elenice na novela “Um lugar ao Sol”, que foi gravada com antecedência. Ela será vista a seguir em outro novela, “Olho por Olho”, de João Emanuel Carneiro, que será lançada com exclusividade na Globoplay. As gravações estão previstas para começar em maio e o lançamento é esperado para o final do ano.
William Hurt (1950–2022)
William Hurt, vencedor do Oscar de Melhor Ator por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), morreu de causas naturais neste domingo (13/3), aos 71 anos. O ator foi diagnosticado com um câncer de próstata em 2018 e continuou trabalhando enquanto fazia o tratamento. Muito reservado na vida pessoal, ele foi casado por três vezes e teve quatro filhos. O Oscar de “O Beijo da Mulher-Aranha” foi o primeiro entregue pela Academia para celebrar um personagem abertamente gay. No filme rodado em São Paulo por Hector Babenco e com Sônia Braga no elenco, Hurt viveu um prisioneiro gay alienado que se apaixonava por um militante político (Raul Julia) encarcerado pela ditadura militar brasileira. “O Beijo da Mulher-Aranha” também lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Ele ainda era um ator em início de carreira quando recebeu essas consagrações, tendo estreado cinco anos antes como protagonista de “Viagens Alucinantes” (1980), de Ken Russell. Hurt não demorou a se firmar em Hollywood, destacando-se em seguida em dois filmes cultuados do diretor Lawrence Kasdan: “Corpos Ardentes” (1981) e “O Reencontro” (1983). E se tornou um dos atores mais respeitados dos anos 1980 com mais duas indicações ao Oscar naquela década: por “Filhos do Silêncio” (1986) e “Nos Bastidores da Notícia” (1987). Ainda voltou a disputar o Oscar duas décadas mais tarde por “Marcas da Violência” (2005). Mas ultimamente era mais visto em pequenos papéis. A lista inclui filmes importantes, desde “Na Natureza Selvagem” (2007) até os blockbusters da Marvel. Seu desempenho como o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross em “O Incrível Hulk” (2008) acabou lhe rendendo aparições em mais quatro filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês): “Capitão América: Guerra Civil” (2016), “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), “Vingadores: Ultimato” (2019) e “Viúva Negra” (2021), com seu personagem promovido a Secretário de Estado. Além de filmes de sucesso, ele também estrelou séries como “Duna” (em 2000), “Damages” (2009), “Humans” (2015), “Beowulf: Return to the Shieldlands” (2016), “Condor” (2018-2020) e “Goliath” (2016-2021). Ele deixou dois trabalhos póstumos finalizados: o filme “The Fence” e a dublagem da série animada “Pantheon”, do canal pago americano AMC. Veja abaixo o registro de sua vitória no Oscar, em que ele homenageia o Brasil com a palavra que mais se adequa ao momento: “Saudade”.
Megafusão da Warner com a Discovery é aprovada
Os acionistas da Discovery aprovaram na sexta-feira (11/3) a megafusão da empresa com a WarnerMedia, que vai criar uma nova companhia de entretenimento global: a Warner Bros. Discovery. O chefão da Discovery, Davis Zaslav, é quem vai comandar o novo conglomerado, que não encontrou objeção jurídica após o departamento antitruste norte-americano perder o prazo de contestação – ao contrário do que aconteceu com os vários entraves levantados pelo governo Trump contra a aquisição da Warner pela AT&T. No Brasil, a megafusão também já foi aprovada pelo Cade sem restrições. A criação da Warner Bros. Discovery passa a originar uma empresa mais valiosa que a Netflix e a NBCUniversal, ficando atrás apenas da Walt Disney Company em termos de grupos de mídia norte-americanos. O valor estimado da nova companhia é de US$ 150 bilhões, juntando um portfólio de canais como Discovery, HGTV, Food Network, TLC e Animal Planet ao grupo Warner, dono de estúdios de cinema e TV e canais como HBO, CNN, TNT e Cartoon Network, além da plataforma HBO Max, a editora DC Comics e metade da rede The CW. Segundo os termos do acordo, os acionistas da AT&T controlarão 71% da nova empresa, enquanto os acionistas da Discovery deterão 29% e ainda precisarão desembolsar US$ 43 bilhões em compensação financeira. Na prática, porém, a Discovery está pagando para ser a cabeça do negócio, enquanto a AT&T abandona o mercado de entretenimento para se forcar em seu negócio original, tecnologia de comunicação. Por conta disso, Zaslav deve montar uma equipe formada basicamente por executivos da Discovery, mantendo apenas um punhado de profissionais da WarnerMedia em posições de chefia. Uma das decisões mais esperadas da nova companhia é sobre o destino dos streamings HBO Max e Discovery+, que atualmente são plataformas distintas. Ambos podem continuar coexistindo, como aconteceu com a Disney+ e a Hulu (Star+ no Brasil) após a fusão da Disney com a Fox, ou podem ser integrados num único serviço. Segundo apurou o site Deadline, Zaslav não deve se apressar para implementar mudanças, porque há riscos de abalos no mercado de ações. Afinal, a Discovery será a terceira empresa a comandar os destinos corporativos da Warner em menos de quatro anos. Uma nova mexida grande no comando do grupo pode ser percebida como um tiro no próprio pé, diante do sucesso atual da HBO Max e das adaptações dos quadrinhos da DC Comics nos cinemas e em séries.












