Ezra Miller é alvo de novas acusações de comportamento abusivo
O ator Ezra Miller, que interpreta o Flash nos filmes da DC Comics, virou alvo de novas acusações. Ele foi denunciado por assediar uma mulher em fevereiro na Alemanha. Além disso, a vítima de seu ataque na Islândia decidiu quebrar o silêncio. Foi na Islândia que a onda de violência do ator começou. Miller começou a frequentar os bares da capital Reykjavík após a interrupção das filmagens de “The Flash”, devido à pandemia de covid-19, em março de 2020. Segundo o bartender do Prikið Kaffihús, um pub localizado no coração de Reykjavík, ele já tinha se envolvido em confusões antes do vídeo da agressão a uma mulher ter se tornado viral em abril daquele ano. Logo após o incidente, a revista Variety falou com a vítima da tentativa de enforcamento, mas só agora ela permitiu que seus comentários fossem impressos, pedindo apenas para permanecer anônima por conta de sua privacidade. No vídeo, Miller é visto confrontando a mulher, que está sorrindo. Em seguida, ele agarra seu pescoço, enquanto ela solta um suspiro audível. A pessoa que gravou o vídeo parou para intervir ao ver que o enforcamento era real. De acordo com três fontes, a mulher estava conversando com Miller no bar e perguntou sobre os chinelos que ele usava. Ele garantiu que podia usá-los até numa briga e perguntou se ela queria testar. Foi o início de tudo. “Eu achei que era uma brincadeira, mas não era”, disse ela para a Variety. Mesmo depois de separar o ator, ele continuou com raiva, cuspindo nas pessoas e xingando a todos. Reação parecida foi testemunhada por outra mulher, Nadia, que pediu para não ter seu sobrenome divulgado em nome de sua privacidade. Nadia alega que, após uma amizade calorosa de dois anos com Miller, convidou o ator a ir a seu apartamento em Berlim em fevereiro passado. Eles não se viam desde que tiveram um encontro sexual consensual em 2020. Mas depois de uma interação amigável, o humor de Miller mudou drasticamente quando ela lhe disse que não podia fumar dentro de sua casa. “Isso desencadeou uma mudança de comportamento”, disse Nadia. Usando a terceira pessoa do plural, já que Miller passou a se identificar como não binário, ela descreveu: “Pedi para eles saírem umas 20 vezes, talvez mais. Eles começaram a me insultar. Eu seria um ‘pedaço de merda transfóbico’. Eu seria uma ‘nazista’. Tornou-se tão, tão estressante para mim… Eles andavam pela minha casa, olhando tudo, tocando tudo, espalhando folhas de tabaco no chão. Parecia nojento e muito intrusivo.” Depois de cerca de meia hora de súplica, Nadia decidiu chamar a polícia e só depois disso Miller resolveu sair. Apenas para voltar meia-hora depois e tentar arrombar a porta, gritando que ela tinha lhe roubado o passaporte. Miller tinha esquecido uma jaqueta com seus documentos, que Nadia jogou pela janela para se livrar dele. O incidente a deixou profundamente perturbada. Embora ela acredite que não correu risco de abuso sexual, temeu que o ator “pudesse de alguma forma me atacar fisicamente”. “Eu me senti totalmente insegura”, disse ela. Cinco pessoas – duas amigas, uma defensora dos direitos das mulheres, uma assistente social e a advogada de Nadia – disseram à Variety que conversaram com ela logo após esse encontro com Miller e corroboraram seu relato. Em abril, Nadia apresentou uma queixa criminal contra Miller no Ministério Público em Berlim. Mas o processo foi interrompido porque o ator não se encontrava na Alemanha. Pouco mais de um mês após sua experiência, Nadia viu as notícias de que o ator havia sido preso a meio mundo de distância no Havaí, por conduta desordeira e assédio, após outro incidente turbulento em um bar. Em maio, o TMZ divulgou um vídeo de câmera corporal da prisão de Miller, no qual o ator registra grande parte do encontro para, segundo eles, lançar uma “arte criptográfica NFT”. No vídeo, ele também diz que um cliente do bar “se declarou nazista” e acusou um policial de tocar em seu pênis durante a revista. Nadia disse que então percebeu que se tratava de “um padrão”. “Eles abusam do jet-set”. Esse suposto padrão foi se tornando cada vez mais alarmante nas semanas e meses seguintes. Miller foi submetido a uma segunda prisão no Havaí em abril, desta vez por jogar uma cadeira em uma mulher numa festa e deixá-la com um corte na testa. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira, conforme relatado pelo jornal Los Angeles Times, foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts. O site The Daily Beast relatou que Miller supostamente entrou em um confronto agressivo com a família da criança, sobre a referência casual da mãe a “sua tribo”. A certa altura, Miller supostamente revelou uma arma e disse a um membro da família: “Falar assim pode colocá-lo em uma situação realmente séria”. Ele teria, em seguido, constrangido a criança por abraçá-la e fazer comentários sobre gênero, ao descobrir que ela também se definia como não binária. Para completar, neste mês de junho a revista Rolling Stone reportou que Miller estava abrigando uma mãe e seus filhos pequenos em sua fazenda em Vermont, em meio a condições inseguras, com armas e munição espalhadas pela propriedade. A mãe disse à publicação que o ator a ajudou a escapar de um casamento abusivo. A Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção. Uma alternativa seria assumir prejuízos para lançar o longa direto em streaming. A verdade é que, neste momento, o estúdio não sabe o que fazer, após tentar minimizar o envolvimento de Miller em “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que estreou nos cinemas em abril e teve péssima bilheteria.
Sonny Barger (1938–2022)
Ralph “Sonny” Barger, fundador dos Hells Angels e ator da série “Sons of Anarchy”, morreu na quarta (29/6) de câncer, aos 83 anos. Ele deixou uma mensagem em sua conta no Facebook, mencionando que viveu uma vida longa, cheia de aventuras e que terminou ao lado de sua esposa, Zorana. “Se você está lendo esta mensagem, é porque eu já não estou mais aqui. Pedi que fosse postada imediatamente após minha morte. Tive uma vida longa, com muitas aventuras. E tive o privilégio de ser parte de um clube incrível. Apesar de ser uma pessoa pública por muito tempo, eu preferia estar com meus irmãos de clube, minha família e amigos mais próximos. Saibam que eu fiz minha passagem de forma tranquila, após uma breve batalha contra o câncer. E saibam que, no final, estava com minha esposa, Zorana e as pessoas amadas por perto. Mantenham a cabeça erguida, sejam leais, livres e valorizem sempre a honra”. Barger fundou o famoso clube de motoqueiros em Oakland, Califórnia, em 1957, mas os Hells Angels levaram uma década para ficarem famosos. O motoclube ganhou especial notoriedade após ser desastradamente contratado para fazer segurança num show gratuito dos Rolling Stones em Altamont, no ano de 1969. Uma pessoa foi assassinada na plateia durante uma briga com um dos motoqueiros. Segundo o fundador do clube, a culpa do clima de violência no show seria dos Rolling Stones, que demoraram demais a entrar no palco. Ele escreveu vários livros sobre o sua experiência com os Hells Angels, abordando este e outros casos históricos. Além disso, inspirou personagens em livros de Hunter S. Thompson e Tom Wolfe. A fama do clube também o levou ao cinema. Barger viveu uma variação de si mesmo, como presidente dos Hells Angels, em “Os Demônios do Volante”, um dos primeiros filmes de motoqueiros, dirigido por Richard Rush em 1967 – dois anos antes de “Sem Destino” (Easy Rider). Em seguida, apareceu em “Hell’s Angels ’69” (1969), mas o incidente em Altamont colocou tudo o que se relacionava aos Hells Angels em pause. Barger foi visto no documentário sobre o show dos Stones, “Gimme Shelter”, lançado em 1970, e depois só em outro documentário sobre o clube, lançado 13 anos depois – “Hells Angels Forever” (1983) – , na mesma época em que foi diagnosticado com câncer na garganta. O câncer deixou marcas, obrigando-o a usar um aparelho na garganta para se comunicar. Ele também foi preso várias vezes, acusado de tráfico de drogas e armas. Mas, com o tempo, voltou a aparecer em documentários sobre motos e loucuras: “Harley Davidson: The Spirit of America” (2005), sobre a trajetória da famosa marca de motocicletas nos EUA, e “Gonzo: The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson” (2008), em que comentou sua relação com o célebre escritor. Esse ressurgimento inspirou Kurt Sutter, criador de “Sons Of Anarchy”, a convidá-lo a interpretar um personagem da série entre 2010 e 2012. Focada num clube de motoqueiros não muito diferente dos Hells Angels, a série lhe permitiu voltar à atuação e ele ainda emplacou uma pequena figuração no terror barato “Dead in 5 Heartbeats” em 2013. Em 2010, novamente recebeu o diagnóstico de um câncer, desta vez na próstata. Ele seguiu seu tratamento, mas em sua mensagem de despedida não menciona se foi isso que acabou vencendo sua última corrida contra o destino.
Maisa encontra Selena Gomez: “Sonho realizado”
Maisa Silva revelou ter conhecido Selena Gomez e que foi como um “sonho realizado”. De passagem pelos Estados Unidos, a artista brasileira participou de um evento de uma marca de cosméticos que tem Selena como garota-propaganda. Na ocasião, ficou passada pela americana ter usado seu apelido para cumprimentá-la: “Oi, Mamá”. A estrela de “De Volta aos 15” deu detalhes do encontro no Stories de seu Instagram. “Sim, eu estou num evento da Rare Beauty. É um lançamento de batons e lipliners. Ela está aqui atrás, mas eu já conheci ela. Ela conversou com a gente, foi tudo”, contou. A atriz mostrou que Selena bateu um papo com algumas influenciadoras e lhe dedicou especial atenção. “A Selena Gomez olhou pra mim e falou: ‘Hi, Mamá’. Só de lembrar, eu fico nervosa. Gente, eu segurei muito a emoção. Teve uma hora que eu achei que fosse me mijar de nervoso. Quando eu fico muito nervosa, dá vontade de fazer xixi, ou de chorar ou de rir”. “Parece que eu tô sonhando, sonhando, sonhando, sonhando… Eu nunca, nunca, nunca vou me esquecer do dia de hoje, eu tô muito grata e queria dizer pra vocês que a Selena Gomez é tudo isso e muito mais”, acrescentou, entusiasmada. Embora tenha sido o primeiro encontro entre as duas, Selena já sabia quem era Maisa porque chegou a mandar uma mensagem para ela durante o evento online de aniversário de 18 anos da brasileira. Ela lembrou, apesar disso ter sido há dois anos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por +A (@maisa) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Guilherme Oliveira (@guilherme_)
R. Kelly é condenado a 30 anos de prisão
Após inúmeras denúncias e um série documental bombástica, a Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, condenou nesta quarta-feira (29/6) Robert Sylvester Kelly, mais conhecido pelo nome artístico de R. Kelly, a 30 anos de prisão. Considerado o Rei do R&B romântico dos anos 1990, Kelly era acusado de liderar uma rede de tráfico e abuso sexual. O júri, composto por cinco mulheres e sete homens, considerou o artista de 55 anos culpado por todas as acusações que tinha contra si, acusando-o de usar sua fama para recrutar vítimas para fins sexuais, com a colaboração de sua equipe. Como resultado, a pena da juíza do tribunal do Brooklyn, Ann Donnelly, foi superior à pedida pela própria promotoria, que buscava 25 anos de prisão. Os promotores descreveram um “universo centrado em Robert Kelly”, que fez com que seus assessores apoiassem ou fechassem os olhos para o comportamento do cantor, ajudando a encobrir, ao longo dos anos, diversos problemas decorrentes de atividade sexual criminosa com acordos financeiros com algumas das vítimas. Três vezes vencedor do Grammy, R. Kelly vendeu em sua carreira mais de 75 milhões de discos, tornando-se um dos músicos de maior sucesso comercial da história do R&B, com hits como “I Believe I Can Fly” (da trilha do filme “Space Jam”) e “Ignition”. No auge de seu sucesso, R. Kelly trabalhou com Michael Jackson (“You Are Not Alone”), Janet Jackson (“Any Time, Any Place”), Jennifer Lopez (“Baby I Love U”), Toni Braxton (“I Don’t Want To”) e Britney Spears (“Outrageous”), Jay-Z (“The Best of Both Worlds”), além de ter gravado um dueto com Celine Dion (“Gotham City”) para a trilha do filme “Batman e Robin” (1997). Mas os boatos de abuso sexual também começaram a surgir em meio a essa fase bem-sucedida, envolvendo inclusive a falecida cantora Aaliyah. Diversos casos foram relatados, com testemunhos, na série documental “Surviving R. Kelly”, lançada pelo canal pago Lifetime em 2019. A produção teve tanta repercussão que inspirou novas denúncias e uma 2ª temporada em 2020. R. Kelly ainda vai enfrentar outro julgamento em agosto, desta vez em Chicago, onde é acusado de manipular um julgamento por pornografia em 2008, além de esconder evidências da prática de abuso infantil.
Rodrigo Mussi participa de primeiro evento e passa mal
Rodrigo Mussi participou de seu primeiro evento social em três meses, desde que sofreu um grave acidente de carro que quase custou sua vida. Ele esteve no fim de semana no Festival de Parintins, no interior do estado do Amazonas, onde reencontrou os colegas de “BBB 22” Eslovênia Marques e Lucas Bissoli, além da cantora Gabi Martins, e festejou muito. Possivelmente, até demais, porque depois da festa não se sentiu bem. Depois de passar mal e ficar de cama, o ex-participante do reality explicou no Stories de seu Instagram que sofreu com problemas no estômago. Ele ficou sumido das redes sociais e reapareceu nesta quarta-feira (29/6) para tranquilizar os seguidores. “Não sumi, não. É que ontem fiquei muito doente, de cama mesmo, tive um problema enorme no estômago, mas já estou melhorzinho, melhorando”, disse ele. E ainda acrescentou que não se abateu com a situação. “Estou vendo o pessoal falar ‘que fase’. Mas está bom, que fase, mas estou voltando. Pode vir qualquer coisa, que vou tentar até o final”, declarou Rodrigo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Mussi 🥷 (@rodrigo.mussi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Eslovênia 🇸🇮 (@eslomarques) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lucas Bissoli (@bissolilucas)
Klara Castanho se manifesta após revelações: “Ventos de mudança”
Klara Castanho voltou a se manifestar nas redes sociais após as revelações de seu estupro, gravidez e doação de bebê. Ela comentou um post do Instagram da Zola Filmes, produtora responsável pela série “Bom Dia, Verônica”, que será seu próximo trabalho a ir ao ar. A atriz está na 2ª temporada e tem uma cena forte de estupro na produção. Na trama, Klara interpreta uma jovem de 18 anos que é abusada sexualmente pelo próprio pai, um líder religioso interpretado por Reynaldo Gianecchini. Os produtores tem buscado dar atenção especial à cena, de modo a não mostrar nada traumatizante, mas que reflita a trama. O post da Zola Filmes afirmou: “Estamos ao seu lado! Seu talento, carisma e profissionalismo encantaram a todos no set da 2ª temporada de ‘Bom Dia, Verônica’. Uma atriz genuína, uma pessoa doce e inteligente que só inspira amor e respeito”. O texto ainda declara que a produtora rejeita a forma como a intimidade da atriz foi devassada pela mídia. “Nenhuma mulher deveria ser obrigada a expor uma violência que passou. Lamentamos muitíssimo por todo horror e sofrimento que lhe causaram. Todo nosso repúdio a quem expõe e tripudia da dor do outro. Basta de desrespeito à vida das mulheres! Klara, receba nosso amor e respeito”, diz o texto. Ela respondeu à manifestação citando sua personagem na atração. “Que nossa Ângela traga ventos de mudanças. É só o que eu desejo agora. Obrigada pelo cuidado de vocês”, escreveu nos comentários. A postagem também recebeu o apoio da atriz Tainá Müller, protagonista da série, que comentou a publicação com três emojis de coração. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Z O L A (@zolafilmes)
Estrela de “Orange is the New Black” diz que aborto salvou sua vida
A atriz Laura Prepon (a Alex de “Orange Is the New Black”) afirmou que um aborto “salvou sua vida”, após ter descoberto que o bebê não sobreviveria e ela própria corria risco durante uma gravidez. Em uma postagem no Instagram, ela revelou que o dia da interrupção da gravidez foi “o pior de sua vida”, mas admitiu que estava agradecida por ter essa escolha, lamentando que as pessoas em sua posição agora possam ser forçadas a ir com a gravidez até o fim, apesar dos riscos, graças à recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que permitiu a estados conservadores considerarem o aborto ilegal. “Um dos piores dias da minha vida foi quando fiz a escolha de interromper uma gravidez no segundo trimestre. A verdade devastadora é que descobrimos que o feto não sobreviveria até o fim e que minha vida também estava em risco. Na época – eu tinha a escolha”, ela escreveu. “Todo mundo tem sua própria maneira para buscar esse procedimento médico e eu simpatizo com qualquer um que tenha se deparado com essa decisão impossível. Estou orando por todos nós, para que possamos passar por esse momento desafiador e recuperar o arbítrio sobre nossos próprios corpos”, completou. A atriz já havia dado mais detalhes sobre o assunto em 2018. Ela e o marido Ben Foster (“A Qualquer Custo”) decidiram não contar a ninguém sobre a gravidez até um exame de 16 semanas, quando foram informados de que o feto tinha higroma cístico, um desenvolvimento anormal do sistema vascular linfático. “Nosso especialista neonatal nos disse que o cérebro não estava crescendo e os ossos não estavam crescendo. Fomos informados de que o bebê não sobreviveria e que eu corria o risco se continuasse com a gravidez. Ben me segurou enquanto eu chorava. Tivemos que interromper a gravidez”, relatou a atriz na ocasião. Ex-seguidora da Igreja da Cientologia, Laura Prepon surpreendeu a muitos por interpretar uma lésbica nas sete temporadas de “Orange Is the New Black”). O final da atração, em 2019, foi seu último trabalho nas telas. Atualmente, ela aparece vinculada à série “That ’90s Show”, continuação de “That ’70s Show”, que ela estrelou há 24 anos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Laura Prepon (@lauraprepon)
Chris Pratt desabafa sobre críticas: “Eu chorei”
O ator Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) fez um desabafo durante uma entrevista à revista Men’s Health, declarando lamentar ser visto como uma pessoa mais religiosa do que realmente é. Pratt passou a ser associado à religiosidade em 2019, durante o recebimento de um prêmio no MTV Movie Awards. À época, ao mencionar suas nove regras, ele destacou em uma delas que “Deus é real. Deus te ama, Deus quer o melhor para você. Acredite nisso, eu acredito.” “Talvez tenha sido arrogante eu ter subido no palco e dito as coisas que eu disse. Não tenho certeza se alguém se sentiu tocado”, o ator ponderou, em retrospecto. Naquele mesmo ano, ele foi acusado por Eliot Page de frequentar uma Igreja polêmica, a Hillsong, que condena ferozmente a comunidade LGBTQIAP+. À época, Pratt respondeu que os comentários “não poderiam estar mais longe da verdade”, afirmando que frequenta uma igreja “que abre suas portas para absolutamente todos”. Agora, o ator reforçou que não frequenta nem nunca frequentou a Hillsong, que recentemente também se envolveu em acusações de abuso sexual. Durante a conversa, ele procurou reforçar a diferença entre sua fé e a opressão das religiões ao longo dos séculos. “A religião tem sido opressiva pra caral** há muito tempo”, disse ele. “Eu não sabia que meio que me tornaria o rosto de uma religião, quando na verdade nem sou uma pessoa tão religiosa. Acho que há uma diferença muito grande entre ser religioso – aderir aos costumes concebidos pelos homens, muitas vezes apropriando-se do encantamento reservado a quem acredito ser um Deus muito real – e usar religião para controlar as pessoas, tirar dinheiro das pessoas, abusar de crianças, roubar terras e justificar o ódio”. Por fim, Pratt revelou que chorou depois de receber críticas na imprensa e nas redes sociais por mencionar que sua esposa Katherine Schwarzenegger tinha dado à luz uma menina saudável no ano passado. “Muitos artigos saíram dizendo: ‘Isso é tão constrangedor. Não posso acreditar que Chris Pratt agradeceria a esposa por uma filha saudável quando seu primeiro filho nasceu prematuro’”. O filho mais velho do ator teve hemorragia cerebral, precisando de cuidados especiais. “Meu filho vai ler isso um dia. Ele tem nove anos. Isso realmente me incomodou, cara. Eu chorei por isso”, afirmou. O astro poderá ser visto nos cinemas e em streaming em dois lançamentos dos próximos dias. Chris Pratt protagoniza a série “A Lista Terminal”, da Amazon Prime Vídeo, que será lançada em 1º de julho, e participa de “Thor: Amor e Trovão”, da Marvel, com estreia marcada para 7 de julho nos cinemas brasileiros.
Selton Mello e mais seis brasileiros são convidados a integrar a Academia do Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos emitiu nesta terça (28/6) seus convites anuais para novos membros, que passarão a integrar seus quadros. Ao todo, foram convidadas 397 pessoas de todos os campos da produção cinematográfica, de astros a relações públicas, e com múltiplas nacionalidades. Entre os 53 convidados de fora dos EUA, destacam-se sete brasileiros: Selton Mello (“O Palhaço”), selecionado pelo setor de atuação da Academia; Bruno Barreto, que chegou a disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com “O Que é Isso, Companheiro?” (1997); Jeferson De (“Doutor Gama”), um dos mais ativos diretores negros do país; Emílio Domingos (“Favela É Moda”), convidado como documentarista por seus filmes sobre cultura nas favelas; Sara Silveira, produtora de diversos clássicos do cinema independente nacional; Ilda Santiago, diretora executiva do Festival do Rio; e Waldir Xavier, engenheiro de som de “Central do Brasil” (1998), indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro. Outros estrangeiros incluem o japonês Ryûsuke Hamaguchi, roteirista e diretor de “Drive My Car”, que venceu o Oscar 2022 de Melhor Filme Internacional, o dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, diretor do documentário animado “Flee”, o indiano Pawo Choyning Dorji, cineasta de “A Felicidade das Pequenas Coisas”, e a atriz norueguesa Renate Reinsve, estrela de “A Pior Pessoa do Mundo”. Como é tradição, a lista também inclui os novatos vencedores do Oscar passado, como os atores Ariana DeBose (“Amor, Sublime Amor”) e Troy Kotsur (“No Ritmo do Coração”), a diretora-roteirista Siân Hader (também de “No Ritmo do Coração) e a cantora Billie Eilish e seu irmão Finneas O’Connell (autores da música-tema de “007: Sem Tempo para Morrer”). A relação de astros que brilharam em filmes do Oscar passado abrange ainda Caitríona Balfe e Jamie Dornan de “Belfast”, Jesse Buckley de “A Filha Perdida”, Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee de “Ataque dos Cães”, e Anya Taylor-Joy de “Noite Passada em Soho”. Aqueles que aceitarem os convites serão as únicas adições à associação em 2022 e passarão a ter o direito de votar no Oscar, escolhendo os melhores em suas categorias específicas e em categorias principais. A seleção deste ano tem dois integrantes a mais que a turma de 2021 e mantém o objetivo de diversificar os eleitores do Oscar, após a reação negativa às indicações de 2015 originar a campanha #OscarsSoWhite, denunciando a falta de candidatos não brancos ao troféu. A nova turma de convidados deve fazer com que a Academia supere um total de 10 mil membros aptos a votar no Oscar, tornando o prêmio um dos mais representativos de toda a indústria do entretenimento mundial.
Woody Allen revela que pretende fazer só mais um filme
O diretor Woody Allen (“Vicky Cristina Barcelona”) foi entrevistado na manhã desta terça-feira (28/06) pelo ator Alec Baldwin (“Simplesmente Complicado”) no Instagram e revelou que deve encerrar a carreira de diretor em breve, após seu próximo filme. “Provavelmente farei pelo menos mais um filme. Muito da emoção se foi”, disse Allen. “Quando eu costumava fazer um filme, ele ia para um cinema em todo o país. Agora você faz um filme e passa algumas semanas em um cinema. Talvez seis semanas ou quatro semanas e depois vai direto para streaming ou pay-per-view… Não é a mesma coisa… Não é tão agradável para mim”, explicou. “Eu não tenho a mesma diversão do que fazer um filme e colocá-lo no cinema. Foi uma sensação boa saber que 500 pessoas assistiram uma vez… Não sei como me sinto fazendo filmes. Vou fazer outro e vou ver como é”. O próximo projeto de Woody Allen será filmado em Paris, mas ainda não há título oficial ou mais detalhes sobre a produção, que atualmente está em fase preliminar. Tópicos controversos foram evitados pela dupla de parte a parte. Por questões técnicas, a transmissão precisou ser interrompida pelo menos três vezes. Baldwin chegou a questionar se Woody Allen estaria no cômodo com melhor sinal de Wi-Fi na casa. Pouco afeito a entrevistas, Allen trabalhou com Baldwin em três filmes: “Simplesmente Alice” (1990), “Para Roma, Com Amor” (2012) e “Blue Jasmine” (2013). O ator classificou os trabalhos realizados em parceria como “um banho quente, que faz tudo ficar bem”. Pelas polêmicas nas quais Woody Allen está envolvido, foi com grande surpresa que o público recebeu o anúncio de que o diretor seria entrevistado por Alec Baldwin no Instagram. Muitos, inclusive, foram contrários a esse tipo de promoção. “Deixe-me começar afirmando que não tenho interesse nos julgamentos e postagens hipócritas de qualquer pessoa aqui”, escreveu Baldwin no Instagram antes da entrevista. “Obviamente, sou alguém que tem meu próprio conjunto de crenças e não poderia me importar menos com as especulações de outras pessoas. Se você acredita que um julgamento deve ser realizado por meio de um documentário da HBO, o problema é seu.” A série documental “Allen v. Farrow”, produzida pela HBO em 2021, incluiu um vídeo caseiro, até então nunca visto, de Dylan Farrow, a filha adotiva do diretor, falando aos 7 anos sobre o suposto abuso que sofreu de Allen. O vídeo foi feito por Mia Farrow, ex-esposa de Allen, depois de sua separação, quando lutava contra o diretor na Justiça. Duas investigações diferentes foram realizadas após as acusações, que concluíram que Dylan estaria fantasiando tudo. O cineasta sempre negou a alegação e a classificou como “falsa e vergonhosa” em um comunicado logo após o lançamento da série da HBO.
Filha de Alec Baldwin revela estupro e aborto na adolescência
A modelo Ireland Baldwin, filha dos atores Alec Baldwin e Kim Basinger, compartilhou um vídeo no TikTok em que relatou ter sido estuprada na adolescência e realizado um aborto após uma gravidez indesejada. “Eu estava completamente inconsciente quando a violência sexual aconteceu. Isso mudou o rumo da minha vida”, contou, numa iniciativa para protestar contra a Suprema Corte dos EUA, que permitiu a estados conservadores suspenderem o direito ao aborto. Ela disse que demorou a contar para a família sobre o ocorrido. Mas, em consequência da violência, passou a exagerar na bebida e remédios, se envolveu em relacionamentos abusivos e “perdeu o controle” de sua vida. A modelo, atualmente com 26 anos, assumiu que teria abortado (ou doado a criança como Klara Castanho) se tivesse engravidado na ocasião. “Teria sido traumatizante criar uma criança com tudo que enfrentava”, revelou. Apesar disso, ela acabou engravidando de verdade posteriormente e explicou o motivo que a fez optar pelo aborto. “Sei como é nascer em uma relação em que os pais se odeiam”, afirmou. Os pais de Ireland se separaram em meio a boatos de traição e um processo de divórcio litigioso. @irelandshmireland I’m here for you ♥️ #fyp #roevwade #womensrights ♬ original sound – Ireland
Mary Mara (1960-2022)
A atriz Mary Mara, conhecida por trabalhos nas séries “Nash Bridges” e “Plantão Médico” (E.R.), morreu no domingo (26/6) afogada no rio St. Lawrence na cidade de Cape Vincent, em Nova York. Ela tinha 61 anos. O comunicado divulgado pelo Departamento de Polícia de Nova York relata que ela foi encontrada no rio na manhã de domingo por bombeiros e as investigações preliminares indicam que ela se afogou enquanto nadava, mas uma autópsia será realizada para determinar a causa oficial da morte. Um representante da família de Mara disse que ela estava hospedada na casa de verão da irmã, Martha Mara, de Syracuse, em uma propriedade de frente para o rio. Mary Mara começou sua carreira em 1989 no telefilme “Assassinato no Central Park”. Depois, trabalhou como atriz em diversos papeis na TV e no cinema, além de atuar em peças no circuito off-Broadway e em Los Angeles. Seu papel mais lembrado foi na série “Nash Bridges”, em que interpretou a inspetora Byrn Carson ao longo de duas temporadas, entre 1996 e 1997. Também se destacou no papel de Loretta Sweet, uma prostituta pobre e mãe solteira em nove episódios da 2ª temporada de “Plantão Médico” (1995-1996). Acostumada a interpretar personagens problemáticos, ainda viveu uma psicopata em “Mentes Criminosas”, além de ter aparecido em episódios de “Dexter”, “Bones”, “Monk”, “Jornada nas Estrelas: Enterprise”, “West Wing”, “Ally McBeal” e “Law & Order: SVU”, entre outras atrações. Ela também fez diversos filmes, contracenando com estrelas como Michael J. Fox (“O Caminho Difícil”), Billy Crystal (“Mr. Saturday Night: A Arte de Fazer Rir”), Sandra Bullock (“Poção do Amor Nº9”) e John Travolta (“A Qualquer Preço”). Chegou, inclusive, a dividir o pôster de “A Cidade do Crime” (1992) com Michael Paré. Seu trabalho mais recente foi no thriller de ação “Break Even”, de 2020.
Caso de Klara Castanho inspira projeto de lei
O caso de Klara Castanho, que doou bebê gerado por estupro e teve seu sigilo violado, está inspirando um projeto de lei estadual em São Paulo. A deputada estadual Erica Malunguinho protocolou o projeto nesta segunda-feira (27/6), na Assembleia Legislativa de São Paulo, visando garantir o sigilo para grávidas – mulheres cis e homens trans – que optem por entregar a tutela do bebê de forma legal para terceiros. Além de garantir os segredos de informações sobre o nascimento e a entrega da criança para adoção, a lei prevê punições para quem vazar as informações, incluindo os serviços de saúde e de assistência social. Um dos artigos ainda exige que “a pessoa gestante que optar por fazer a entrega direta do bebê para adoção deverá ser tratada com cordialidade pelos profissionais que lhe atenderem, sem que sua decisão seja confrontada a qualquer tempo”. De acordo com o texto protocolado, o descumprimento desta lei, se aprovada, acarretará em multas que variam entre cerca de R$ 16 mil e R$ 48 mil, além da suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 dias em caso de reincidência. “Embora o sigilo seja garantido por lei, não há responsabilização administrativa estipulada em caso da sua eventual quebra”, escreveu Malunguinho no Twitter. Ela também informou que o projeto faz parte de ação conjunta no âmbito nacional, numa proposta que inclui outras assembleias estaduais ao redor do país. A deputada pretende batizar a lei com o nome da atriz, mas apenas se Klara Castanho aprovar a ideia.












