John Boyega vira herói da resistência real após discurso poderoso contra racismo
O ator John Boyega, líder da resistência na franquia “Star Wars”, fez um discurso poderoso e emocionante diante de milhares de pessoas no Hyde Park, em Londres, como parte dos protestos internacionais contra o racismo estrutural, que surgiram como reação ao assassinato de George Floyd por policias brancos em 25 de maio, nos EUA. Vídeos do ator falando para a multidão viralizaram nas redes sociais, onde é possível vê-lo falando com toda a força de seus pulmões, expressando raiva e dizendo que poderia estar acabando com a própria carreira ao se manifestar daquela forma. Mas o caso não podia ser mais diferente. O perfil oficial de “Star Wars” o chamou de “herói”, a produtora Blumhouse fez coro e vários cineastas, entre eles Jordan Peele (“Corra!”) e Mike Flanagan (“Doutor Sono”), além do showrunner Charlie Brooker (criador de “Black Mirror”), lhe transmitiram apoio, sugerindo que ele estava “garantido” e não precisava se preocupar em ficar desempregado. “Vidas negras sempre importaram. Nós sempre fomos importantes. Nós sempre significamos algo. Nós sempre vencemos, apesar das dificuldades”, declarou o ator em um megafone. “Nós [manifestantes] somos a representação física do nosso apoio a George Floyd”, continuou. “Estou falando com vocês do meu coração. Olha, eu não sei se vou ter uma carreira depois disso, mas f***-se. F***-se **** ****, f***-se a ******. Isso é mais vital”, proclamou o ator, listando os nomes de homens e mulheres negros mortos pela polícia nos últimos anos, com destaque para britânicos. “Eu preciso que vocês entendam o quão dolorosa essa m**** é.” “Hoje trata-se de pessoas inocentes que estavam no meio de seu processo [de vida]”, Boyega continuou, enquanto lutava contra as lágrimas. “Não sabemos o que George Floyd poderia ter conquistado, não sabemos o que Sandra Bland poderia ter conseguido, mas hoje vamos garantir que esse pensamento não seja estranho para nossos jovens”, afirmou o ator. “Toda pessoa negra aqui se lembra de quando outra pessoa te lembrou que você era negro… Preciso que você entenda o quão doloroso isso é. Preciso que você entenda quão doloroso é ser lembrado todos os dias de que sua raça não significa nada”, continuou Boyega. Após uma pausa para conter o choro, ele pediu para os homens negros cuidarem melhor de suas mulheres. “Elas são o nosso coração, elas são o nosso futuro. Não podemos demonizar nossos semelhantes, nós somos os pilares da família”, disse. “Imaginem isso: uma nação que é construída com famílias que estão se desenvolvendo, que são saudáveis, que se comunicam, que criam seus filhos com amor, que têm maiores chances de se tornarem seres humanos melhores, e é isso o que precisamos criar”, declarou. Poucas horas depois, num tuíte do feed oficial da conta de “Star Wars”, a Lucasfilm definiu o intérprete de Finn como um “herói”. “A LucasFilm está com John Boyega”, dizia o texto da mensagem que citou frases que ele proferiu, incluiu um link para o vídeo do discurso completo, expressou apoio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e concluiu dizendo: “John Boyega, você é nosso herói”. Ele recebeu várias outras mensagens de apoio ao longo do dia. Mas foi um anônimo que melhor definiu o impacto de seu discurso. “John Boyega não precisa de ‘Star Wars’ para ser um general da rebelião”, escreveu um perfil do Twitter dedicado ao famdom de “Star Wars”. We stand with and support you, @JohnBoyega. View his full speech: https://t.co/Goxb5y2wrK pic.twitter.com/ZvE0t5tRPY — Star Wars (@starwars) June 3, 2020 We hear you. We see you. We're with you @JohnBoyega #RealLifeHero #BlackLivesMatterhttps://t.co/c5TncuX9Ow — Blumhouse (@blumhouse) June 3, 2020 We got you, John. https://t.co/oX7Rr52omx — Jordan Peele (@JordanPeele) June 3, 2020 I would work with John Boyega anytime, and I’d consider myself lucky to do so. https://t.co/l3eRnpsXUv — Mike Flanagan (@flanaganfilm) June 4, 2020 I would work with John Boyega and I urge other Non-Black creators to affirm that they have his back as well. https://t.co/SqXgmIS5aR — Matthew A. Cherry (@MatthewACherry) June 3, 2020 I would crawl through a barrel of broken glass to have John Boyega even so much as *glance* at one of my scripts. https://t.co/0bcLeldaEg — Charlie Brooker (@charltonbrooker) June 3, 2020 John Boyega doesn't need Star Wars in order to be a resistance general. pic.twitter.com/5z7jMBbX9o — Everything Star Wars (@EverythingSW66) June 3, 2020
Diretor da HBO Max diz que não vai “refazer todos os filmes” após “Snyder Cut” da Liga da Justiça
Com a oficialização da produção do “Snyder Cut”, versão de “Liga da Justiça” reeditada pelo diretor Zack Snyder para lançamento na HBO Max, campanhas por novas versões de filmes que foram mutilados, na fase de edição, por seus produtores, tomaram conta das redes sociais. Mas em uma entrevista para o site The Verge, o chefe da HBO Max, Tony Goncalves, afirmou que não há planos para outros projetos similares, pelo menos em sua plataforma. “Isto definitivamente não é um precedente”, explicou Goncalves, jogando areia na campanha do “Ayer Cut”, a versão de “Esquadrão Suicida” do diretor David Ayer. Mesmo assim, ele faz uma ressalva. “Consumidores falam e nós, como uma indústria, precisamos ouvir”, afirmou. E continuou: “Acho que, quando se fala de conteúdo, o consumidor nunca teve tanta escolha, tanta voz. Mas isso não significa que vamos investir dinheiro em todos os fandoms que existem. Mas acho que há uma referência nos fandoms de ‘Friends’ e ‘Liga da Justiça’, que tem o consumidor falando, e temos que ouvir” O executivo reforça, entretanto, que o caso de “Liga da Justiça” é único. “Isso não significa que vamos investir nossos dólares em todos os fãs que existem”, declarou. “Isso não significa que vamos refazer todos os filmes já feitos. Mas acho que definitivamente temos que ouvir. E acho que ouvimos.” Anteriormente, a Warner já tinha refeito, com grande sucesso, o clássico sci-fi “Blade Runner” (1982), que também tinha sido mutilado pelos executivos do estúdio na época de seu lançamento. Uma versão chamada de “do diretor”, mas sem aval de Ridley Scott, foi lançada em VHS em 1992, e uma oficial, assinada por Scott, chegou ao Blu-ray em 2007.
Lea Michele pede desculpas a ex-colegas de Glee e jura que será “uma pessoa melhor”
Após dois dias de repercussão negativa, a atriz Lea Michele finalmente se manifestou a respeito das acusações de ex-colegas de “Glee” sobre seu comportamento nos bastidores da produção. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto. Enquanto se manteve em silêncio, Lea Michele perdeu um contrato de publicidade. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Agora, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e, depois de ouvir com atenção todas as críticas, jura que vai “ser uma pessoa melhor no futuro”, começando com um pedido de desculpas. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Leia o texto na íntegra: “Uma das lições mais importantes das últimas semanas é que todos nós precisamos de um tempo para ouvir e entender as perspectivas das outras pessoas, e perceber o papel que nós tivemos, para ajudar a tratar as injustiças que elas encararam. Quando eu tuitei no outro dia, era para ser um apoio aos nossos amigos, vizinhos e comunidades não-caucasianas durante este momento difícil, mas as respostas que eu tive também me fizeram focar especificamente no meu próprio comportamento com colegas de elenco, e como ele foi percebido por eles. Apesar de não lembrar das declarações específicas, e eu nunca julguei pessoas por seu histórico ou cor de pele, este não é o ponto. O que importa é que eu claramente agi de modos que machucaram outras pessoas. Se foi minha posição privilegiada e perspectiva que colaboraram para que eu fosse percebida como insensível ou inapropriada em certos momentos, ou se foi só minha imaturidade e o fato de eu ser desnecessariamente difícil, eu peço desculpas pelo meu comportamento e qualquer dor que eu possa ter causado. Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos. Eu vou me tornar uma mãe em alguns meses e sei que eu preciso continuar a melhorar e assumir responsabilidade por minhas ações para que eu possa ser um modelo para meu filho e passar lições e erros para que ele possa aprender. Eu ouvi as críticas, estou aprendendo, e apesar de estar arrependida, eu vou ser uma pessoa melhor no futuro por causa desta experiência.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lea Michele (@leamichele) em 3 de Jun, 2020 às 4:03 PDT
Conteúdo original lidera audiência da HBO Max
Uma pesquisa de audiência revelou que as séries originais são o conteúdo mais assistido da nova plataforma HBO Max. O streaming da WarnerMedia foi lançado na quarta passada (2/5) nos EUA, com ênfase no catálogo de filmes e séries clássicas disponíveis para seus assinantes, tanto que “Friends”, “Game of Thrones” e filmes de super-heróis da DC Comics tiveram destaque no material de divulgação. Entretanto, os três conteúdos mais assistidos, segundo apurou a consultoria Parrot Analytics – a pedido da Bloomberg – , foram as poucas séries originais disponibilizadas no lançamento. O título mais procurado na primeira semana foi “Looney Tunes Cartoons”, nova série animada com os personagens da Turma do Pernalonga. Outro título infantil inédito ocupou a segunda posição: o “The Not-Too-Late Show with Elmo”, talk show apresentado por Elmo, personagem da “Vila Sésamo”. A comédia romântica “Love Life”, com Anna Kendrick, completou o pódio. Trata-se da primeira e até agora única série live-action original da plataforma. A pesquisa da Parrot Analyctics constatou que “Looney Tunes Cartoons” foi um verdadeiro sucesso, superando a suposta audiência dos maiores hits da Apple TV+ (“See”, com Jason Momoa) e do Quibi (“Chrissy’s Court”) na época dos seus lançamentos. Com o tempo, a Apple TV+ encontrou hits maiores de audiência, como “Dickinson” e “Em Defesa de Jacob”. O detalhe é que o sucesso inicial de Pernalonga, Patolino e Frajola passou longe da demanda gigante por “The Mandalorian”, primeira série live-action da saga “Star Wars”, na época do lançamento da Disney+ (Disney Plus), no ano passado. Conteúdo original sempre foi a fórmula da Netflix para se diferenciar no mercado, inclusive na época em que era a única plataforma de streaming disponível. A HBO até encomendou muitas atrações, mas a pandemia de coronavírus suspendeu as gravações e atrapalhou os planos dos executivos da WarnerMedia. Diversos programas originais foram anunciadas nos últimos meses, incluindo novas séries de super-heróis, como “Lanterna Verde” (Green Lantern) e “Liga da Justiça Sombria” (Justice League Dark), um derivado de “O Iluminado”, uma produção sci-fi de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), “Dune: The Sisterhood”, que é derivada do universo sci-fi de “Duna”, uma série animada dos “Gremlins”, um revival de “Gossip Girl” e até um especial de reencontro do elenco de “Friends”, entre vários títulos mais, que não puderam começar a ser produzidos. Muitos outros ainda estão sendo anunciados, como a versão da “Liga da Justiça” do diretor Zack Snyder, oficializada há poucos dias. Ainda não há previsão para o lançamento do serviço no Brasil.
Paulo Gustavo cede seu Instagram para Djamila Ribeiro debater questões raciais do Brasil
O ator Paulo Gustavo anunciou que vai ceder o seu Instagram para a escritora Djamila Ribeiro durante todo o mês de junho. O objetivo do humorista é levar a seus 13,5 milhões de seguidores um debate sobre questões raciais. Djamila Ribeiro é mestra em Filosofia Política e tornou-se conhecida por seu ativismo na internet. Entre as inúmeras realizações de sua carreira, atuou como secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, recebeu o Prêmio Cidadão SP em Direitos Humanos em 2016, foi escolhida como “Personalidade do Amanhã” pelo governo francês em 2019 e está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo abaixo de 40 anos, segundo a ONU. Atualmente, é colunista do jornal Folha de S. Paulo. “Gente, diante dessa realidade tão brutal, no mês de junho, meu Instagram será totalmente dedicado a abordar as questões raciais no Brasil! Portanto, resolvi ceder minha conta do Instagram a escritora e ativista Djamila Ribeiro, que vai trazer conteúdos muito importantes para todos nós!”, escreveu Gustavo no Instagram, ao lado de uma foto de Djamila. “Me sinto na obrigação de ajudar e o meu melhor posicionamento será de escutar e aprender!”, ele acrescentou. “Vamos visibilizar as vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas! Vamos aprender juntos? Essa é uma luta de todas e todos! Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política!”, continuou o artista. Para concluir, ele elogiou a escritora. “Já li livros e artigos dela e acho ela uma gênia! Estarei acompanhando essas aulas e voltamos a nos encontrar em julho! Obrigado Rainha Djamila, por topar entrar na minha conta e trazer histórias e conhecimentos que vão tocar e transformar milhares de pessoas”. Mais tarde, em novo post, ele afirmou ter ficado “comovido” com a repercussão positiva da iniciativa. “Isso pra mim mostra o quanto as pessoas querem ações. Precisamos sim entender o nosso lugar e visibilizar vozes importantes na luta pela igualdade racial”, escreveu. E lançou uma campanha para outros artistas famosos fazerem o mesmo. “Gostaria de convidar meus colegas e minhas colegas artistas famosas com milhões de seguidores para cederem suas contas no Instagram e abrirem alas para as vozes que estão muito tempo silenciadas. É hora do Brasil falar, mas também é hora do Brasil ouvir. Convide uma ativista, uma amiga, uma pessoa comprometida com a causa racial para ocupar seu Instagram! Tem muitas vozes incríveis que precisam ser amplificadas!”, exaltou. Ver essa foto no Instagram Gente, diante dessa realidade tão brutal, no mês de junho, meu instagram será totalmente dedicado a abordar as questão raciais no Brasil! Portanto, resolvi ceder minha conta do instagram a escritora e ativista Djamila Ribeiro, que vai trazer conteúdos muito importantes pra todos nós! Me sinto na obrigação de ajudar e o meu melhor posicionamento será de escutar e aprender! Vamos visibilizar as vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas! Vamos aprender juntos? Essa é uma luta de todas e todos! Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política! Ja li livros e artigos dela e acho ela uma genia! Estarei acompanhando essas aulas e voltamos a nos encontrar em julho! Obrigado Rainha Djamila, por topar entrar na minha conta e trazer histórias e conhecimentos que vão tocar e transformar milhares de pessoas. ❤️ @djamilaribeiro1 Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 2 de Jun, 2020 às 5:25 PDT Ver essa foto no Instagram Gente, acordei muito comovido com a repercussão positiva em ter cedido meu Instagram para Djamila Ribeiro. Isso pra mim mostra o quanto as pessoas querem ações. Precisamos sim entender o nosso lugar e visibilizar vozes importantes na luta pela igualdade racial. Por isso, eu gostaria de convidar meus colegas e minhas colegas artistas famosas com milhões de seguidores para cederem suas contas no instagram e abrirem ala para as vozes que estão muito tempo silenciadas. É hora do Brasil falar, mas também é hora do Brasil ouvir. Convide uma ativista, uma amiga, uma pessoa comprometida com a causa racial para ocupar seu Instagram! Tem muitas vozes incríveis que precisam ser amplificadas! Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 3 de Jun, 2020 às 1:03 PDT
Jaime King é presa durante protesto em Los Angeles
A atriz Jaime King foi presa na terça (2/6) durante um protesto em Los Angeles, nos Estados Unidos. No Twitter, a estrela das séries “Hart of Dixie” e “Black Summer” condenou a ação da polícia, afirmando que a manifestação pela morte de George Floyd era pacífica. “Estou escrevendo algemada na parte de trás do ônibus (da polícia). Todos estavam pacíficos. Jaime e o resto das minhas irmãs neste ônibus, indo para a 77ª delegacia”, ela escreveu em seu Twitter. Depois de um tempo, ela fez atualizações sobe o ocorrido. “Estou no ônibus há mais de quatro horas. Ele nos levou da 77ª delegacia para San Pedro. Mulheres sem acesso a remédios vitais, banheiros, sangrando pelas calças. Eles estão rindo de nós. #BlackLivesMattter”, escreveu. No fim do dia, ela apagou todos os tuítes. Mas eles foram copiados e preservados, podendo ser vistos abaixo. Além da atriz de 41 anos, Cole Sprouse, intérprete de Jughead na série “Riverdale”, também revelou ter sido preso ao protestar pela morte de George Floyd e contra o racismo estrutural dos EUA.
Lea Michele perde contrato publicitário após denúncias de racismo de ex-colegas de Glee
A empresa HelloFresh, que fabrica kit de refeições, dispensou os serviços de Lea Michele como garota-propaganda depois que sua ex-colega de “Glee”, Samantha Ware, disse que ela tornou sua vida um “inferno” durante as gravações. A declaração foi seguida por outras manifestações de atores negros da série, sugerindo racismo da parte da atriz. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Desde o começo da polêmica, nem a atriz nem seus representantes atenderam pedidos para comentarem as acusações. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário teve ampla repercussão e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto.
Mais atores negros de Glee sugerem que Lea Michele tinha atitudes preconceituosas
Depois que Samantha Marie Ware revelou ter sido maltratada por Lea Michele nos bastidores de “Glee”, outros atores negros da série se manifestaram, sugerindo que a estrela tinha atitudes preconceituosas. Tudo começou quando Lea Michele tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee”, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário da atriz teve ampla repercussão e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam estímulo ao confronto. Veja abaixo. Até o momento, Michele não respondeu aos comentários no Twitter. LMAO REMEMBER WHEN YOU MADE MY FIRST TELEVISON GIG A LIVING HELL?!?! CAUSE ILL NEVER FORGET. I BELIEVE YOU TOLD EVERYONE THAT IF TOU HAD THE OPPORTUNITY YOU WOULD “SHIT IN MY WIG!” AMONGST OTHER TRAUMATIC MICROAGRESSIONS THAT MADE ME QUESTION A CAREER IN HOLLYWOOD… https://t.co/RkcaMBmtDA — SAMEYAAAAAA (@Sammie_Ware) June 2, 2020 GIRL YOU WOULDNT LET ME SIT AT THE TABLE WITH THE OTHER CAST MEMBERS CAUSE “I DIDNT BELONG THERE” FUCK YOU LEA https://t.co/s4NoLdtqRs — Dabier (@OfficialDabier) June 2, 2020 https://t.co/80ohlWM4Yd pic.twitter.com/tcfQyhgiGP — Alex Newell (@thealexnewell) June 2, 2020 pic.twitter.com/mgq6Vtcmgm — Amber Patrice Riley (@MsAmberPRiley) June 2, 2020
Filmagens dos próximos Missão: Impossível devem ser retomadas em setembro
As filmagens das sequências de “Missão: Impossível” devem recomeçar em setembro, apurou a revista Variety junto ao ator Simon Pegg e ao assistente de direção Tommy Gormley. A informação acompanha a publicação de diretrizes de saúde para a retomada de filmagens no Reino Unido, onde a equipe pretende reiniciar a produção. Pegg afirmou que as primeiras cenas a serem gravadas no retorno serão em locais abertos. Mais tarde, a produção retornará aos estúdios do Reino Unido, seguindo as novas normas de distanciamento social e higiene sanitária. Apesar das dificuldades, a equipe tentará encontrar uma forma de manter o nível de ação que o público espera da franquia. “Esse é o nosso desafio, não somos um filme pequeno. Fazemos espetáculo, e é isso que as pessoas esperam de nós”, disse Gormley. “Temos protocolos e revisamos todos os procedimentos com cuidado. Vamos colocar tudo em andamento novamente. Algumas coisas são mais desafiadoras, como as cenas de ação, com bastante figurantes etc, mas não podemos fazer um ‘Missão: Impossível’ sem lutas ou carros.” Para complicar, dois longas da franquia estão sendo filmados simultaneamente. A produção tinha recém-chegado na Itália quando o país se tornou o epicentro europeu do coronavírus. Com a paralisação das filmagens, o filme ainda perdeu um dos integrantes de seu elenco. O adiamento causou conflito de agenda com outro filme que Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”) pretendia filmar. Assim, Esai Morales, que viveu o vilão Exterminador na 2ª temporada de “Titãs”, foi contratado há duas semanas para seu lugar, como antagonista das continuações. Ambos os filmes foram escritos e serão dirigidos por Christopher McQuarrie, que retorna ao posto após o sucesso dos dois últimos filmes. Tom Cruise também retoma seu papel na franquia, como o agente Ethan Hunt, ao lado de outros integrantes da saga de espionagem, como Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Outro retorno confirmado é o de Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Para completar, as novidades ainda incluem Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”) e Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”). Devido à paralisação das filmagens, as duas sequências receberam novas previsões de estreia da Paramount. “Missão: Impossível 7” ficou para 19 de novembro de 2021, e o filme seguinte, “Missão: Impossível 8”, foi remarcado para 4 de novembro de 2022.
J.J. Abrams se compromete a doar US$ 10 milhões para organizações antirracistas
O cineasta JJ Abrams (“Star Trek”, “Star Wars: A Ascensão Skywalker”) comprometeu-se a doar US$ 10 milhões para organizações antirracistas nos Estados Unidos, por meio de sua produtora Bad Robbot e da fundação que compartilha com sua esposa, Katie McGrath. A iniciativa foi anunciada pelo Instagram da Bad Robot e acompanhada por um texto que ressalta a importância de grandes empresas lutarem por uma sociedade mais igualitária. A doação é uma forma de Abrams se alinhar à onda de protestos contra a brutalidade policial que abate cidadãos negros nos Estados Unidos. O assassinato de George Floyd por asfixia, quando detido por policiais brancos na segunda passada (25/5), foi o estopim de manifestações antirracistas que explodiram por todo o país e, uma semana depois, não tem previsão para serem encerradas. Veja a seguir a íntegra do comunicado da Bad Robot. “Chega é chega. Chega de brutalidade policial. Chega de privilégios desmedidos. Chega de falar educadamente. Chega de conforto branco. Chega de oportunidades desiguais. Chega de esgotar nossos amigos e colegas. Chega de ser indiferente. Chega de ser não intencional. Chega de injustiça. Chega de mortes. CHEGA. Nós da Bad Robot somos gratos aos vários estudiosos, ativistas, organizadores e líderes lutando nas linhas de frente da mudança em nosso país sistemicamente injusto. É essa constelação de pensadores e feitores que têm o projeto para uma união mais perfeita, justa, igualitária e gentil. Nesses tempos de fragilidade, palavras importam, ouvir é crítico e investir é necessário. Os séculos que negligenciaram e abusaram de nossos irmãos e irmãs negros só podem ser tratados por um investimento escalável. Uma revisão maciça e ponderada sobre a política tributária, uma que efetivamente reconheça as necessidades de muitos nesse país, não só dos poucos, está muito atrasada. Filantropia corporativa e privada nunca pode alcançar o impacto necessário para tratar dessas desigualdades sistêmicas, mas como empresas e indivíduos capazes, devemos fazer o que pudermos até nossos líderes políticos tomarem a frente. Entre a Bad Robot e a fundação familiar Katie McGrath e JJ Abrams, nos comprometemos à um adicional de US$ 10 milhões pelos próximos 5 anos para organizações e esforços baseados nos ideais antirracistas que preenchem os vãos, elevam os pobres e constroem uma América justa para todos. Estamos honrados em anunciar que os primeiros US$ 200 mil investidos serão destinados às seguintes organizações: Black Futures Lab, Black Lives Matter LA, Community Coalition, Equal Justice Initiative e Know Your Rights Camp.” Ver essa foto no Instagram We at Bad Robot are grateful to the many scholars, activists, organizers and leaders fighting on the frontlines of change in our systemically unjust country. #blacklivesmatter To learn more about each organization go to link in bio. Uma publicação compartilhada por Bad Robot (@bad_robot) em 1 de Jun, 2020 às 4:02 PDT
Atriz de Glee acusa Lea Michele de atormentá-la durante gravações da série
A atriz Samantha Marie Ware acusou sua ex-colega Lea Michele de tê-la atormentado durante as gravações de “Glee”, tornando sua estreia na TV um “inferno” devido a “microagressões traumáticas”. Ware ligou a declaração ao racismo, ao comentar um tuíte de Michele com a hashtag #BlackLivesMatter. Michele tuitou sobre a morte de George Floyd, sufocado por policiais brancos, durante o fim de semana. E Ware replicou ao post, ironizando a declaração (“LMAO”) e revelando que a estrela de “Glee” ameaçou “defecar” na peruca afro, que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. Ware participou de 11 episódios da 6ª temporada de “Glee”, no papel recorrente de Jane Hayward. Depois da estreia na série, ela seguiu carreira, estrelando “Margot vs. Lily” no YouTube e “Dilema” (What/If) na Netflix, e acaba de entrar em “Patrulha do Destino” (Doom Patrol) da DC Universe/HBO Max. Já Michele protagonizou todas as seis temporadas de “Glee” e depois fez “Scream Queens” na rede Fox e “The Mayor” na ABC. Os representantes de Ware e Michele não retornaram imediatamente pedidos de comentários da imprensa sobre as declarações. LMAO REMEMBER WHEN YOU MADE MY FIRST TELEVISON GIG A LIVING HELL?!?! CAUSE ILL NEVER FORGET. I BELIEVE YOU TOLD EVERYONE THAT IF TOU HAD THE OPPORTUNITY YOU WOULD “SHIT IN MY WIG!” AMONGST OTHER TRAUMATIC MICROAGRESSIONS THAT MADE ME QUESTION A CAREER IN HOLLYWOOD… https://t.co/RkcaMBmtDA — SAMEYAAAAAA (@Sammie_Ware) June 2, 2020
Batman e Animais Fantásticos 3 poderão retomar filmagens em julho
Depois da Nova Zelândia, país mais bem-sucedido no combate ao coronavírus, permitir a retomada das filmagens das sequências de “Avatar”, o Reino Unido também estaria planejando liberar as atividades cinematográficas no país. Segundo o jornal The Guardian, o governo britânico aprovou o retorno das filmagens de longas como “The Batman” e “Animais Fantásticos 3”, após desenvolver um guia de segurança para prevenir a contaminação por covid-19 nos sets de produção. Mas o retorno não aconteceria de imediato. O planejamento é para julho. As diretrizes de higiene e segurança, criadas pela British Film Commission e o British Film Institute, incluem regras sobre distanciamento social, treinamento de segurança e testes consecutivos. O documento foi aprovado pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esportes e pelo Comitê de Saúde e Segurança Pública do Reino Unido, e as produções interessadas em retomar suas filmagens precisarão seguir as determinações do guia. Segundo apurou o Guardian, a Warner pretende colocar as produções de “The Batman” e “Animais Fantásticos 3” de volta à ativa o mais rápido possível. Outros títulos que devem ser filmados no Reino Unido incluem o remake live-action de “A Pequena Sereia”, da Disney, e a 2ª temporada da série “The Witcher”, da Netflix.
Netflix, YouTube, Amazon, HBO, Warner, Disney e Marvel se juntam aos protestos contra racismo nos EUA
Os grandes estúdios e plataformas de filmes e séries de Hollywood se juntaram em apoio aos atos de protesto contra o racismo nos EUA, que explodiram na semana passada, após o assassinato gravado de George Floyd por asfixia, nas mãos de um policial branco. Netflix, Amazon, HBO, Warner, YouTube e até a Disney e suas inúmeras subdivisões fizeram questão de deixar claras suas posições. Se já tinha se tornado comum encontrar artistas-ativistas, como Jane Fonda e Joaquin Phoenix, o movimento dos estúdios é inédito. O primeiro a se posicionar foi o YouTube, na última sexta (29/5). A plataforma de vídeos do Google publicou no Twitter uma mensagem manifestando seu repúdio “contra o racismo e a violência” e anunciando uma doação de US$ 1 milhão para “enfrentar injustiças sociais”. No sábado, foi a vez da Netflix, que afirmou nas redes sociais que “ficar em silêncio é ser cúmplice”, apoiando abertamente o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que protesta contra o assassinato de negros pela polícia branca americana. O posicionamento foi replicado pelas sucursais da plataforma em todo o mundo. A Netflix Brasil lembrou vítimas nacionais, como João Pedro e João Vitor, ambos mortos em ações policiais. Não ficou nisso. Em um ato conjunto de solidariedade, os principais concorrentes da Netflix no Brasil, o Amazon Prime Video e o Globoplay, replicaram a mensagem da plataforma. “Somos aliados nessa”, escreveu a plataforma da Globo. O perfil da HBO foi além, trocando o nome do canal pela hashtag #BlackLivesMatter: “Estamos com nossos colegas, empregados, fãs, atores e criadores negros — todos afetados pela violência sem sentido”. Mensagem semelhante foi publicada pela Warner Bros. Pictures, que pertence ao mesmo grupo da HBO, a WarnerMedia. A Disney, por sua vez, compartilhou uma carta endereçada aos funcionários e assinada pelo CEO Bob Chapek, pelo presidente executivo Bob Iger e pela diretora de diversidade, Latondra Newton, em que se posicionam ao lado dos protestos. “O recente assassinato de George Floyd, bem como outros exemplos de ataques letais e assédio a cidadãos negros desarmados em nossa nação continua a motivar revolta e indignação em pessoas de todas as origens, incluindo muitos de nossos funcionários. Sentimentos de luto e raiva nos fazem confrontar a ideia de que algumas vidas são consideradas menos valiosas — e menos merecedoras de dignidade, cuidado e proteção — do que outras. Nós também percebemos que agora, mais do que nunca, é a hora de todos nós fortalecermos nosso compromisso com a diversidade e a inclusão em todos os lugares”, diz o texto. A Marvel Entertainment, que pertence à Disney, também fez questão de se pronunciar. “Nós nos posicionamos contra o racismo. Nós nos posicionamos a favor da inclusão. Nós estamos com nossos funcionários e criadores negros, e com toda a comunidade negra. Nós devemos nos unir e nos manifestar”. Foi seguida pela Hulu, plataforma de conteúdo adulto da Disney. “Nós apoiamos as vidas negras. Hoje e todos os dias. Vocês estão sendo vistos. Estão sendo ouvidos. E estamos com vocês”, escreveu o serviço de streaming no Twitter. O presidente da Paramount, Jim Gianopulos, também se pronunciou, mas por meio de um e-mail direcionado aos funcionários, que foi revelado ao público pela imprensa americana. “Em meio a esta época incrivelmente difícil, saibam que estamos aqui para vocês e que permanecemos uma comunidade e uma empresa que está comprometida com a justiça racial e social”, escreveu o executivo.












