Gabrielle Union processa NBC e produtores do reality America’s Got Talent por racismo
A atriz Gabrielle Union, que foi recentemente demitida de sua função de jurada no programa “America’s Got Talent”, resolveu processar produtores e a rede NBC por racismo. A estrela da série “L.A.’s Finest” foi jurada do reality show durante sua 13ª temporada e não teve o contrato renovado após a conclusão do trabalho. Ela credita à dispensa às suas queixas sobre o comportamento da equipe nos bastidores e a reação do canal contra ela e prestou queixa por discriminação racial na Justiça do estado da Califórnia contra todos os responsáveis pelo programa, o que inclui as produtoras Syco, de Simon Cowell, e a FremantleMedia, bem como a NBCUniversal, dona da emissora NBC. Union revelou à revista Variety que o presidente da NBC, Paul Telegdy, chegou a ameaçá-la para que ela não denunciasse os casos de racismo que sofria durante as gravações. Ela foi demitida do programa em 2019 e, desde então, denúncias têm surgindo sobre o ambiente de bastidores das gravações do reality. Dentre as denúncias estão críticas ao cabelo da atriz – considerados “muito negros” – e apresentações com “blackface” (brancos com cara pintada para se passar por negros) aprovadas pelos produtores. Um porta-voz da NBCUniversal enviou uma nota oficial à Variety, dizendo que as acusações são falsas e que todas as reclamações de Union foram levadas a sério. Bryan Freedman, o advogado da atriz, diz que a emissora faz “jogo de palavras” para negar a acusação, e que a ameaça existiu sim contra Gabrielle Union, mas foi feita para um dos agentes dela, que pode testemunhar. O advogado da Union também afirmou que a NBC “não se importou o suficiente para investigar prontamente as queixas da senhora Union ou mesmo pedir ao RH que se envolvesse. Em vez disso, a NBC se opôs a ela e dirigiu seu ‘ultraje’ à Sra. Union por denunciar a conduta racialmente ofensiva que experimentou enquanto trabalhava para a NBC no ‘America’s Got Talent’”.
Justice Smith se assume queer e revela namoro com ator de Queen Sugar
O ator Justice Smith, conhecido por seus papéis em “Pokémon: Detetive Pikachu”, “Jurassic World: Reino Ameaçado” e na série “The Get Down”, se assumiu queer no Instagram. O ator revelou que está namorando o colega de profissão Nicholas L. Ashe, da série “Queen Sugar”, e que o movimento Black Lives Matter precisa incluir os direitos dos negros LGBTQIA+. “Nic e eu fomos a um protesto em Nova Orleans [nos EUA] hoje”, escreveu ele, referindo-se às manifestações que eclodiram pelo país após o assassinato de George Floyd, sufocado à luz do dia por policiais brancos. “Nós bradamos: ‘Vidas negras trans importam’, ‘vidas negras queer importam’, ‘todas as vidas negras importam'”. “Como um homem negro queer, eu me senti desapontado ao ver pessoas ansiosas para dizer que vidas negras importam [‘black lives matter’], mas hesitando ao incluir a palavra trans/queer na frase. Eu quero reiterar uma coisa: se o seu movimento não inclui vozes negras queer, ele não é antirracista”, comentou o ator. “Se a sua revolução se sente bem em deixar pessoas negras trans como Tony McDade morrerem para liberar apenas homens negros cisgênero e héteros, ela não é antirracista. Você está tentando lutar contra um sistema desenhado contra você, mas não quer deixar ninguém vir junto”, escreveu ainda. “Está no nosso condicionamento tentar chegar o mais perto possível da branquitude, da heteronormatividade, da masculinidade, porque é nesses lugares que estão o poder. Se a gente conseguir que eles gostem de nós, talvez nos deem um pedaço desse poder”, continuou. “A revolução não pode ser sobre fazer com que eles gostem de nós. Tem que ser sobre reivindicar coisas que deveriam ser nossas desde o começo. O que deveria ser dado a indivíduos negros, queer, trans desde o começo: o direito de existir, viver e prosperar, em público, sem medo de perseguição e violência”, explicou. Para encerrar sua mensagem de maneira positiva, Smith colocou fotos suas com o namorado, Ashe, no post. “Há tanta tragédia na timeline neste momento, então adicionei algumas fotos minhas com Nic para mostrar um pouco de #alegrianegra #amornegro #amorqueernegro”, escreveu. “Você tem sido minha rocha e meu farol durante todo este momento e eu te amo tanto. Eu sei que do outro lado disso tudo há uma mudança, mas a luta está só começando”, declarou ainda. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram @nckash and I protested today in New Orleans. We chanted ‘Black Trans Lives Matter’ ‘Black Queer Lives Matter’ ‘All Black Lives Matter’. As a black queer man myself, I was disappointed to see certain people eager to say Black Lives Matter, but hold their tongue when Trans/Queer was added. I want to reiterate this sentiment: if your revolution does not include Black Queer voices, it is anti-black. If your revolution is okay with letting black trans people like #TonyMcDade slip through the cracks in order to solely liberate black cishet men, it is anti-black. You are trying to push yourself through the door of a system designed against you, and then shut the door behind you. It is in our conditioning to get as close to whiteness, straightness, maleness as we can because that’s where the power is. And if we appeal to it, maybe it’ll give us a slice. But the revolution is not about appeal. It is about demanding what should have been given to us from the beginning. What should have been given to black, queer, and trans individuals from the beginning. Which is the right to exist. To live and prosper in public. Without fear of persecution or threat of violence. There is so much tragedy on the timeline these last couple of days so I added some photos of me and Nic to show some #blackboyjoy #blacklove #blackqueerlove ❤️🧡💛💚💙💜 You’ve been my rock and guiding light through all of this and I love you so much. I know that on the other side of this Is change, though the fight is far from over. #justicefortonymcdade #justiceforninapop #justiceforgeorgefloyd #justiceforahmaud #justiceforbreonna #sayhername #defundthepolice #endwhitesupremacy Uma publicação compartilhada por Justice Smith (@standup4justice) em 5 de Jun, 2020 às 8:37 PDT
Marvel condena uso da caveira do Justiceiro por policiais que reprimem atos antirracistas nos EUA
Depois de uma campanha online pedir que a Disney/Marvel proíba a polícia dos Estados Unidos de utilizar a caveira do Justiceiro em seus uniformes, a Marvel se pronunciou, afirmando que “está levando a sério” o uso não licenciado do símbolo do Justiceiro por policiais vistos na linha de frente da repressão contra os protestos antirracistas que eclodiram nos EUA desde a morte de George Floyd, sufocado por policiais brancos. Embora não tenha dado detalhes das ações que pretende adotar para impedir o uso do símbolo da caveira, a Marvel condenou diretamente a associação entre policiais e o Justiceiro, apontando para um trecho de uma história em quadrinhos em que o próprio personagem aborda o tema. “Não somos iguais. Vocês fizeram um juramento de manter a lei e ajudar as pessoas, enquanto eu desisti disso há muito tempo. Vocês não fazem o que eu faço, ninguém faz. Vocês precisam de um modelo? O nome dele é Capitão América e ele ficará feliz em ouvi-los”, diz o Justiceiro na revista indicada pela editora, em que Frank Castle aparece rasgando um adesivo com sua caveira colada em uma viatura e exigindo que os policiais nunca mais a utilizassem. Conhecido por matar criminosos, o logo do Justiceiro representa um vigilantismo que não cabe a policiais no mundo real, que são convocados para manter a ordem, e não executar suspeitos. A Marvel também apontou para uma declaração pública de apoio aos protestos que fez pelas redes sociais. “Nós estamos juntos contra o racismo. Estamos juntos pela inclusão. Estamos juntos com nossos funcionários, contadores de histórias, criadores e toda a comunidade negra. Precisamos nos unir e falar sobre isso”, escreveu a empresa no último domingo (31/5) nas redes sociais. Para completar, Gerry Conway, criador do personagem, disse que criará uma campanha para desassociar a caveira de Frank Castle da brutalidade policial. Pelo Twitter, o quadrinista convocou artistas não-brancos a “reivindicar a caveira como um símbolo de justiça ao invés de [um ícone para] opressão ilegal da polícia”.
Califórnia pretende retomar produção de filmes e séries em uma semana
A Califórnia pretende retomar a produção de filmes e séries em uma semana, informaram as autoridades estaduais ao aprovarem novas diretrizes para impedir a propagação do novo coronavírus nos estúdios. Os produtores precisarão da aprovação das autoridades locais de saúde para reiniciar as filmagens, de acordo com uma declaração do Departamento de Saúde da Califórnia, emitida na sexta (6/6). Com a aprovação, poderão voltar ao trabalho a partir da sexta-feira que vem (12/6), seguindo medidas indicadas pela força-tarefa formada por estúdios e Hollywood e sindicatos. As medidas, desenvolvidas por representantes de Walt Disney, Netflix, AT&T, Warner Bros e NBCUniversal, além de sindicatos como SAG-AFTRA, IATSE e DGA, incluem testes amplos de coronavírus, checagens diárias de sintomas e outras salvaguardas para permitir que atores e membros da equipe possam voltar ao trabalho em condições seguras. As filmagens no estado foram interrompidas em meados de março, numa medida para conter a pandemia de coronavírus.
Próximo filme do diretor de Hereditário e Midsommar será comédia de terror de quatro horas
O diretor Ari Aster adiantou detalhes de seu próximo filme durante uma transmissão ao vivo para os estudantes da universidade de Santa Barbara (EUA). Após aterrorizar espectadores com “Hereditário” e “Midsommar”, ele vai investir em um “pesadelo cômico” no seu próximo longa. A mistura de terror e comédia ainda não tem título e está em fase de roteirização. “Por enquanto, eu só sei que o filme terá mais de quatro horas, e será indicado para maiores de 17 anos”, comentou.
Miguel Falabella sai da Globo após quatro décadas
Miguel Falabella foi comunicado na quinta-feira (4/6) que não terá seu contrato renovado na Globo. Contratado pela emissora desde 1982, seu vínculo se encerra em setembro. O ator, roteirista e diretor é mais um veterano enquadrado na “nova fase” da Globo, que decidiu encerrar contratos de longo prazo com autores e artistas sem trabalhos em andamento ou planejados. Foi a mesma justificativa para a não renovação do contrato com Aguinaldo Silva em janeiro e de vários atores tradicionais de novelas. Autor de “Sai de Baixo”, “Toma Lá Dá Cá”, “Pé na Cova”, “A Vida Alheia” e várias novelas (“Salsa e Merengue”, “A Lua Me Disse”, “Negócio da China”), Falabella vinha tendo dificuldades em aprovar novos projetos nos últimos anos. Seu trabalho mais recente foi “Eu, a Vó e a Boi”, série de comédia lançada diretamente na Globoplay no ano passado. A produção foi encomendada por Gloria Perez no curto período em que a autora atuou como assistente de Silvio Abreu na direção de teledramaturgia. Mas a verdade é que a relação de Falabella com a área de criação da Globo não vinha bem nos últimos anos, devido a vários projetos que não saíram do papel. Durante o Festival de Gramado, ele chegou a dizer que não pretendia renovar seu contrato com a emissora. “Acho que não quero renovar porque eu fico muito preso e quero liberdade. Se eles dizem não a um projeto meu, não tenho outra porta para bater”, disse ao UOL. Agora, em nova entrevista ao portal, Falabella que o processo de afastamento foi “muito delicado”, mas tem do que reclamar. “Tenho quase 40 anos de Globo. Fui tratado sempre como um príncipe. Nunca atrasou um dia o pagamento. Me ajudaram quando precisei de assistência médica. São verdadeiros pais”. O autor também tem consciência que, mesmo fora da Globo, seu trabalho não deixará de ser exibido na tela da emissora, como aconteceu com as reprises bem-sucedidas de “Sai de Baixo” no canal pago Viva – que chegou a inspirar um curto revival e até mesmo um filme. Sobre os próximos passos, Falabella disse ser “bacana, na minha idade (63 anos), ter uma oportunidade de se reinventar. A gente se reinventa”. E acrescentou: “Projetos tenho vários. Desde que saiu a notícia, não paro de receber propostas”. “Vou ter a oportunidade de abrir novas vertentes, exercitar novas linguagens”, concluiu.
Lili Reinhart se assume bissexual após se separar de Cole Sprouse
A atriz Lili Reinhart, intérprete de Betty Cooper em “Riverdale”, assumiu-se bissexual durante uma série de Stories em seu Instagram, na quarta passada (3/6). Após terminar seu namoro com o colega de elenco Cole Sprouse, intérprete de Jughead Jones na série, ela fez vídeos para convidar seus seguidores a participar de uma passeata LGBTQIA+ em apoio ao movimento Black Lives Matter, integrando-se aos protestos contra o racismo estrutural dos EUA como uma “bissexual orgulhosa”. “Embora nunca a tenha anunciado publicamente antes, sou uma mulher bissexual orgulhosa”, disse a atriz de 23 anos. “E eu vou me juntar a este protesto hoje. Venha juntar-se.“ Reinhart também aproveitou para abordar no Twitter sua indignação contra o assassinato de George Floyd por policiais brancos no mês passado. “Quero dizer que tenho vergonha do racismo que existe neste país. Somos ensinados a ver nossos policiais como prestativos e amigáveis quando aprendemos sobre “líderes” na escola primária. Nossos ‘líderes’ falharam conosco”, ela . “Não consigo imaginar o horror de se preocupar em não ser protegido por seus ‘líderes’ por causa da cor de sua pele. Eu sei que existe um privilégio branco e nunca consegui entender completamente como é ser oprimido por causa da minha raça. Não tenho todas as palavras certas, mas estou ao seu lado. #BlackLivesMatter.” O ex-namorado da atriz também tem participado dos protestos que estão sacudindo os EUA. Cole Sprouse revelou que até foi preso durante uma manifestação em Santa Monica, Califórnia, na segunda-feira (1/6).
Instagram censura segunda fake news de Regina Duarte
O Instagram estampou um alerta de fake news sobre uma publicação feita pela ex-atriz Regina Duarte. É a segunda vez que a plataforma utiliza informações verificadas por agências de checagem de fatos para indicar que ela compartilha dados inverídicos sobre a pandemia da Covid-19. A primeira foi em abril e dizia respeito ao uso da cloroquina no combate à doença. Na quinta-feira (4/6), o selo de “notícia falsa” foi estampado sobre conteúdo que tentava minimizar a covid-19 ao afirmar que pandemias acontecem a cada cem anos e seguem um padrão. A informação é, digamos, imprecisa e as datas citadas não batem com a realidade. Um “verificador independente” a serviço do Instagram concluiu que se trata de notícia falsa porque pandemias não seguem um padrão, as datas envolvidas na teoria não refletem fatos históricos e todas as exceções que desmentem a tese foram excluídas da hipótese, como a pandemia de gripe A em 2009, por exemplo. Ao ser flagrada mentindo para seus seguidores pela segunda vez, Regina apagou o post. Mas é possível ver a intervenção do Instagram na cópia abaixo.
Governo do Rio vai comprar ingressos de eventos culturais para minimizar perdas do setor
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sancionou a Lei nº 8863, que autoriza a utilização de até 30% dos recursos do Fundo Estadual de Cultura para a compra antecipada de ingressos para eventos culturais. A lei, que engloba cinemas, teatros e casas de shows e espetáculos, visa minimizar o impacto financeiro da pandemia sobre o setor, e foi concebida pelo deputado André Ceciliano (PT), presidente da Alerj. De acordo com o texto, publicado na quinta-feira (4/6) no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, os recursos serão utilizados com “o objetivo de garantir a manutenção dos pagamentos pelos mecanismos culturais enquanto perdurar a proibição de realização de eventos com aglomeração de pessoas.” Desse modo, as casas que receberem o aporte deverão priorizar “o pagamento de seus funcionários de apoio técnico, operacional e administrativo, bem como de seu corpo técnico e artístico.” Segundo a proposta, os ingressos adquiridos através da lei devem ser distribuídos entre a população de baixa renda e alunos do sistema estadual de educação, podendo ser utilizados até o dia 31 de dezembro de 2021. A lei, que entrou em vigor nesta quinta, tem validade até o fim do período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus.
Festival de Cannes: curta brasileiro entra na seleção da Semana da Crítica
Um dia após a divulgação da seleção principal do Festival de Cannes, com o longa brasileiro “Casa de Antiguidades”, os organizadores da mostra paralela Semana da Crítica revelaram os 15 filmes que fariam parte de sua edição de 2020 e receberão o seu “selo de aprovação”. A lista inclui outro filme nacional, o curta-metragem “Menarca”, da diretora Lillah Hallah. A história é focada em Nanã e Mel, duas garotas que vivem em uma vila de pescadores no interior do país, estranhamente infestada por piranhas. Além de receber o selo de aprovação, os títulos selecionados pelo Sindicato dos Críticos Franceses de Cinema podem ser exibidos em outros festivais durante o ano. Confira abaixo a seleção completa. Longas: “After Love”, de Aleem Khan (Reino Unido) “De l’Or Pour Les Chiens”, de Anna Cazenave Cambet (França) “La Nuée”, de Just Philippot (França) “Sous Le Ciel d’Alice”, de Chloé Mazlo (França) “La Terre des Hommes”, de Naël Marandin (França) Curtas: “August 22, This Year”, de Graham Foy (Canadá) “Axsama Dogru”, de Teiomur Hajiyev (Azerbaijão) “Dustin”, de Laila Guiguet (França) “Forastera”, de Lucia Aleñar Iglesias (Espanha) “Good Thanks, You?”, de Molly Manning Walker (Reino Unido) “Humongous!”, de Aya Kawazoe (Japão) “Maalbek”, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França) “Marlon Brando”, de Vincent Tilanus (Holanda) “Menarca”, de Lillah Hallah (Brasil) “White Godfish”, de Jan e Raf Roosens (Bélgica)
IZA lança documentário da produção de seu novo clipe com o americano Maejor
A cantora IZA lançou em seu canal no YouTube um documentário que mostra os bastidores da campanha feita em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas) e com a Fundação Humanity Lab que resultou no clipe “Let Me Be The One”, gravado com o cantor americano Maejor – mais conhecido por aqui por ter trabalhado com Anitta no hit “Vai Malandra”. O vídeo traz os bastidores da gravação do clipe e entrevistas com os artistas, a equipe e parte do elenco formado por indígenas, refugiados e grupos que sofrem com a invisibilidade. Incluídos no clipe, eles aproveitam o novo vídeo para contar suas histórias e pedir ajuda. “Eu acho muito importante que todas as pessoas entendam que nós podemos fazer o que a gente quiser. Podemos ocupar qualquer lugar. Uma capa de revista, a TV, a novela. É importante você se ver representado em algum lugar para que você entenda que não existem barreiras”, diz IZA . Para o parceiro de IZA na música, Maejor, o ativismo está nas pequenas atitudes e pode ser praticado por qualquer um. “Às vezes pensamos no ativismo como algo que tenha que mover grandes montanhas, mas para mim o ativismo é realizar pequenos atos que tornam o mundo melhor”. O clipe e o documentário foram gravados em São Paulo, em fevereiro, antes da pandemia mundial do coronavírus, com direção de Felipe Sassi (de vídeos de Boss in Drama, Gloria Groove, Ludmilla) e produção da Agência de Música para a gravadora Warner. Veja abaixo o clipe e o documentário de seus bastidores.
José de Abreu sai da Globo e vai tentar carreira internacional
O ator José de Abreu anunciou na noite de quarta (3/6) que vai deixar a Globo no próximo dia 30 de junho, depois de quase 40 anos no canal. A revelação foi feita durante transmissão de live realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. “Eu acabei de fechar um distrato com a Globo de uma maneira extremamente boa para os dois lados. Há dois meses, a gente começou uma negociação e fechamos há cerca de um mês. Tive uma boa conversa com [o diretor artístico Carlos Henrique] Schroder na semana passada. Vou me desligar da Globo no dia 30”, afirmou ele. Ao contrário de outros, que ficaram arrasados com o fim de seus contratos duradouros, o ator revelou entusiasmo com a nova fase e disse que agora, aos 74 anos, tentará começar sua carreira internacional. Ele se mudou recentemente para a Nova Zelândia com a noiva, Carol Junger, de 22 anos. “Agora vou tentar carreira internacional. Vou mudar de vida. Estou aqui [na Nova Zelândia] melhorando o meu inglês. Vou continuar trabalhando na Globo, por obra certa, mas sem contrato depois de 40 e tantos anos… É uma nova maneira da Globo se relacionar com os seus artistas”, completou. José de Abreu fez a sua primeira novela na Globo em 1980, atuando em “As Três Marias”, mas deixou a emissora entre 1989 e 1991, quando migrou para a extinta TV Manchete e participou de novelas como “Pantanal” e “A História de Ana Raio e Zé Trovão”. Desde então, foi só Globo, em sucessos como “A Indomada” (1997), “Senhora do Destino” (2004), “Caminho das Índias” (2009), “Avenida Brasil” (2012), entre outras.
Mais atores detonam “racismo” de Lea Michele nas redes sociais
Apesar de seu pedido de desculpas, as acusações de racismo contra Lea Michele continuam a surgir no Twitter e no Instagram de atores que trabalharam com a atriz. E agora não apenas em “Glee”, mas também em “The Mayor”, “Scream Queens” e até na montagem de “Spring Awakening” na Broadway. O fato é que o termo “racista” começou a ser empregado com mais clareza. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram gifs irônicos, que sugeriam saber de podres desse confronto. Depois de perder um contrato de publicidade de uma empresa alimentícia devido à polêmica, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e jurando se tornar “uma pessoa melhor no futuro”. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Isso não impediu novos comentários de ex-colegas nas redes sociais. Depois de seu gif, Amber Riley apoiou os comentários de Ware e disse que outros atores e atrizes negros contaram histórias semelhantes sobre Michele, durante uma conversa com uma jornalista da revista Essence no Instagram. Heather Morris, a Brittany de “Glee”, foi clara, taxando-a de racista. “Acredito que Lea devia ser enquadrada por tratar os outros de forma desrespeitosa por tanto tempo. E sim, também depende de nós, porque permitir que isso continue por muito tempo sem se manifestar é outra coisa que precisamos mudar e estamos aprendendo isso junto com o resto da sociedade. Mas, no momento atual, está implícito que ela é racista e, embora eu não possa comentar suas crenças, acho que estamos assumindo, e você sabe o que acontece quando todos assumimos”, ela escreveu no Twitter. Yvette Nicole Brown, estrela de “Community” que estrelou “The Mayor” com Michele, respondeu ao tuíte original de Ware, escrevendo: “Senti todas essas letras maiúsculas”. Ela acrescentou: “Toda pessoa em um conjunto é importante. Toda pessoa em um set merece respeito. E é responsabilidade de todas as séries regularmente fazer com que todas as pessoas que visitam sua casa se sintam bem-vindas. Essa atitude de desprezo é o que há de errado em Hollywood e no mundo”. Gerard Canonico, da peça da Broadway “Spring Awakening”, comentou as desculpas de Michele no Instagram de forma dura. “Você não passou de um pesadelo para mim e para os colegas de elenco. Você nos fez sentir como se não pertencêssemos lá. Durante anos, tentei ser legal com você sem sucesso. Você devia pedir desculpas de verdade em vez de colocar a culpa em como os outros te ‘percebem'”. Abigail Breslin, que trabalhou com a atriz em “Scream Queens”, curtiu um tuíte que dizia “Nem todos devem concordar que tem alguma coisa estranha com Lea Michele… Mas onde vocês estavam na época que eu dizia isso, há anos??? Pensei que era a única.” Até Melissa Benoist, a “Supergirl”, que entrou em “Glee” na 4ª temporada, curtiu o tuite original de Ware. Ela também curtiu os tuítes com os gifs de Newell e Riley, demonstrando saber algo e expressando seu apoio.












