Intérprete de Ciborgue retoma briga com a Warner pelo filme do Flash
Ray Fisher e a WarnerMedia continuam em clima litigioso, após o ator denunciar abusos nos bastidores das refilmagens de “Liga da Justiça” e exigir uma investigação independente contra atitudes do diretor Joss Whedon e dos produtores Jon Berg e Geoff Johns. Após acusar o presidente da DC Films, Walter Hamada, de tentar acobertar o caso, o intérprete do herói Ciborgue disse que não trabalharia mais em nenhum filme produzido pelo executivo. Assim, a Warner anunciou o corte de sua participação no vindouro filme do Flash. Isto originou uma nova disputa de versões. Fisher publicou um longo texto de duas páginas em seu Twitter na noite de quarta (13/1), em que confirmou ter sido removido do elenco de “The Flash”. “Eu recebi confirmação oficial de que a Warner Bros. decidiu me remover do elenco de ‘The Flash’. Eu discordo fortemente desta decisão, mas não me surpreendo. Apesar do que havia sido noticiado, o envolvimento do Ciborgue em ‘The Flash’ era muito maior do que apenas uma ponta – e embora eu lamente perder a oportunidade de levar Victor Stone de volta às telas, chamar atenção às ações de Walter Hamada se provarão muito mais importantes para o mundo”. A WarnerMedia, a empresa-mãe da Warner Bros., contestou as alegações de Fisher de que ele foi removido do filme, observando que o ator se recusou a participar do longa ao dizer publicamente que não voltaria a trabalhar com Hamada. “No verão passado, Fisher foi convidado a repetir seu papel como Ciborgue em ‘The Flash’”, disse a WarnerMedia em um comunicado. “Dada sua declaração de que não participará de nenhum filme associado ao Sr. Hamada, nossa produção está agora seguindo adiante”. A WarnerMedia também negou ter rompido com Geoff Johns, o ex-chefe dos filmes da DC, que Fisher alegou que estava saindo da empresa após a investigação de suposta má conduta nos bastidores de “Liga da Justiça”. Johns é um dos roteiristas de “Mulher-Maravilha 1984”, criador e showrunner de “Stargirl”, além de produtor de várias séries da DC Comics. “A Warner Bros. continua a fazer negócios com Geoff Johns, que continua a produzir ‘Stargirl’, ‘Batwoman’, ‘Patrulha do Destino’, ‘Superman & Lois’ e ‘Titãs’ para o estúdio, entre outros projetos”, acrescentou a empresa. Fisher tem feito várias alegações por meio das redes sociais, inclusive apontando que a saída de Joss Whedon da vindoura série “The Nevers”, que o cineasta criou para a HBO, teria sido consequência de sua denúncia e da investigação que se seguiu, apesar da suposta resistência inicial de Hamada em lhe dar ouvidos. Hamada não era o chefe da DC Films durante a produção de “Liga da Justiça”. o ex-diretor da New Line assumiu o cargo em janeiro de 2018, dois meses depois do filme implodir nas bilheterias. No entanto, Fisher diz que Hamada tentou acobertar os supostos maus-tratos cometidos por Whedon, que assumiu a cadeira de diretor depois que o cineasta original, Zack Snyder, deixou a produção devido à morte de sua filha. Ele também teria tentado livrar Geoff Johns das acusações. Agora é Ann Sarnoff, presidente e CEO da WarnerMedia Studios and Networks Group, quem se pronuncia contra as afirmações de Fisher. “Acredito em Walter Hamada e que ele não impediu ou interferiu na investigação”, disse Sarnoff em nota. “Além disso, tenho total confiança no processo e nas conclusões da investigação. Walter é um líder respeitado, conhecido por seus colegas e por mim como um homem de grande caráter e integridade. Como eu disse no anúncio recente de extensão do acordo de Walter, estou animada com o caminho que ele está levando a DC Films e ansiosa para trabalhar com ele e o resto da sua equipe para construir o Multiverso DC”. Apesar disso, Fisher não está recuando. Nas redes sociais, ele se ofereceu para “submeter-se a um teste do polígrafo para apoiar minhas alegações contra [Hamada]”. A investigação das alegações de Fisher foi encerrada em dezembro, com a Warner divulgando um comunicado, dizendo que “medidas corretivas foram tomadas”. A impressão, porém, é que apenas Whedon, que disse estar se afastando de “The Nevers” por vontade própria, e o próprio Fisher foram prejudicados.
Netflix já é o segundo maior grupo de TV da Europa
A Netflix se tornou o segundo maior grupo de TV da Europa em receita financeira, de acordo com os dados apurados pela empresa de pesquisa Ampere Analysis. O mais impressionante dessa constatação é que a empresa de streaming chegou nesta posição sem recursos oriundos da publicidade. Em sua análise, a Ampere somou as receitas vindas da publicidade, de vídeos sob demanda, do financiamento público e de assinaturas. A Netflix somou sua fortuna apenas com assinaturas. A pesquisa observa que, desde seu lançamento em 2012, a plataforma americana cresceu rapidamente na Europa, tendo atingindo seu primeiro US$ 1 bilhão de arrecadação em 2016 e, um ano depois, passou a ter a maior contagem de clientes de qualquer negócio de TV por assinatura na Europa. Com uma participação de 6,1% na arrecadação total do mercado europeu, a Netflix ultrapassou a ARD, emissora pública alemã, que caiu para o 3º lugar, seguida pela rede britânica BBC (4,2%) e o Canal Plus francês (3,2%). Mas apesar do sucesso da plataforma, a Comcast, nova dona das operações europeias da rede de TV paga Sky, permanece líder, com uma participação de 12% em receita. Já a maior rival de streaming da Netflix no continente, a Amazon Prime Video, está na 13ª posição com 2% do mercado.
Lady Gaga cantará o hino americano na posse de Joe Biden
Lady Gaga cantará o hino dos Estados Unidos durante a cerimônia de posse de Joe Biden e Kamala Harris em 20 de janeiro. Além dela, a cerimônia deverá contar com uma apresentação de Jennifer Lopez, além de participações de religiosos e membros da sociedade civil. Artistas adicionais ainda não foram divulgados publicamente, mas a expectativa é que o evento reúna várias estrelas, dado o apoio da indústria do entretenimento à chapa de Biden-Harris. Lady Gaga, por sinal, foi uma das mais destacadas divulgadoras da candidatura vencedora. Ela chegou a participar do último comício dos Democratas em Pittsburgh, Pensilvânia, onde Biden venceu Donald Trump. Na verdade, a parceria entre a cantora e o presidente eleito vem desde 2017, quando os dois se juntaram numa campanha de conscientização sobre abuso sexual. Na época, Biden escreveu no Twitter que considerava “uma honra trabalhar com uma mulher de grande coragem, minha amiga Lady Gaga”. A cerimônia de posse também será acompanhada por um desfile virtual e outros eventos, que terão transmissão ao vivo em 20 de janeiro, inclusive um especial televisivo em horário nobre apresentado por Tom Hanks. Vale lembrar que Lady Gaga já cantou o hino americano num grande evento anterior. Ela ganhou elogios por sua interpretação na abertura do Super Bowl de 2016. Veja o vídeo abaixo.
Atriz de Ramy entra na série do Cavaleiro da Lua
A atriz May Calamawy, conhecida por sua atuação na série “Ramy”, entrou no elenco da série do herói Cavaleiro da Lua (Moon Knight), produção da Marvel para a plataforma Disney+ (Disney Plus). O estúdio não revelou qual será o papel de Calamawy, mas ela se junta a Oscar Isaac, intérprete do herói na produção, que deve começar a ser rodada em março em Budapeste, na Hungria. O Cavaleiro da Lua é uma espécie de Batman da Marvel, que usa capuz e capa brancas. Criado em 1975 por Doug Moench como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Originalmente, Marc Spector era um mercenário que se transformou no herói após ser abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que teve uma visão do deus egípcio da lua. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver crimes incomuns. A atração está sendo desenvolvida pelo roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix). Foi ele quem tirou o projeto do papel, após uma década de desenvolvimento por outros roteiristas. A equipe também conta com os diretores Mohamed Diab (“Clash”), uma das grandes revelações recentes do cinema egípcio, e Justin Benson e Aaron Moorhead, especialistas em terrores independentes, como os premiados e cultuados “Primavera” (2014) e “O Culto” (2017).
Produtor de Stargate vai transformar trilogia Powder Mage em série
Criador de “Dark Matter” e produtor das séries derivadas do filme “Stargate”, o roteirista Joseph Mallozzi trabalha numa nova série de fantasia. Ele vai adaptar os romances da trilogia “Powder Mage”, de Brian McClellan, em parceria com as produtoras canadenses No Equal Entertainment (“Bitten”) e Frantic Films (“Baroness Von Sketch Show”). Mallozzi escreverá o episódio piloto e deve se tornar o showrunner da série, que começará com a trama do primeiro livro da saga, “Promise of Blood”. A história se passa nas Nove Nações, um mundo fictício no qual a magia colide com a tecnologia do século 18 em um cenário de revolução política e social. No centro da história estão os Magos da Pólvora, indivíduos únicos que ganham habilidades mágicas por meio da pólvora comum. A série é uma luta pela sobrevivência, enquanto deuses míticos retornam para a batalha por um mundo que mudou em sua ausência. A produção contará com batalhas épicas, magia, duelos intensos, manobras políticas e traições chocantes. A trilogia “Powder Mage” começou a ser publicada em 2013 e já vendeu mais de 700 mil exemplares. O projeto ainda será levado ao mercado em busca de um acordo de exibição.
Judas e o Messias Negro: História dos Panteras Negras ganha novo trailer
A Warner divulgou o pôster e um novo trailer de “Judas e o Messias Negro” (Judas and the Black Messiah), filme sobre a história dos Panteras Negras, que volta a juntar Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield após o sucesso de “Corra!” (2017). Kaluuya vive o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras que é traído por William O’Neal, o Judas vivido por Stanfield, criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento em troca de liberdade. A prévia registra o momento histórico em que Hampton anuncia a criação da Coalizão Arco-Íris: uma união de forças com outros segmentos oprimidos da cidade de Chicago para lutar por igualdade e empoderamento político. Esta iniciativa assustou o conservadorismo americano, acirrando a repressão, a violência e os assassinatos (“autos de resistência”) dos líderes do movimento. Este é o segundo lançamento recente a incluir Fred Hampton, que é um dos personagens da dramatização de “Os 7 de Chicago”, filme de Aaron Sorkin para a Netflix sobre vários militantes políticos dos anos 1960. “Judas e o Messias Negro” é produzido por Ryan Coogler (diretor do “Pantera Negra” da Marvel) e é endossado pelo filho de Hampton, Fred Hampton Jr, que acompanhou todos os dias de filmagem para garantir o realismo da trama. Hampton Jr, inclusive, defendeu a escolha de Kaluuya, que é inglês, como intérprete de seu pai, lembrando que os Panteras Negras tinham uma visão internacionalista sobre a diáspora causada pelo escravagismo. O filme tem roteiro e direção de Shaka King, que foi premiado no Festival de Sundance e no Independent Film Spirit Awards por sua estreia, “Newlyweeds” (2013). O elenco também conta com Jesse Plemons (“O Irlandês”), Algee Smith (“O Ódio que Você Semeia”), Darrell Britt-Gibson (“Luta por Justiça”), Dominique Thorne (“Se a Rua Beale Falasse”), Amari Cheatom (“Roman J. Israel, Esq.”), Caleb Eberhardt (“The Post – A Guerra Secreta”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e Martin Sheen (“Apocalypse Now”) como o diretor do FBI J. Edgar Hoover. A estreia está marcada para 12 de fevereiro nos EUA, com distribuição simultânea nos cinemas e na plataforma HBO Max, mas ainda não há previsão para o Brasil.
Katy Perry vai participar de especial musical de Pokémon
Katy Perry vai se juntar ao Pikachu num especial musical em comemoração aos 25 anos da franquia “Pokémon”. “‘Pokémon’ tem sido uma constante em minha vida, desde jogar os videogames originais no meu Game Boy, trocar cartas Pokémon TCG no almoço, até as tentativas de pegar um Pokémon na rua com o ‘Pokémon GO'”, disse Perry em um comunicado. “É uma honra ser escolhida para ajudar a celebrar uma franquia que me deu tanta alegria nos últimos 25 anos”, acrescentou. Até o momento, os detalhes do evento PerryMon não foram revelados, mas o anúncio prevê um “programa repleto de estrelas, criado em parceria com o Universal Music Group (UMG), líder mundial em entretenimento musical, que acompanhará ativações de fãs comemorando os 25 anos de ‘Pokémon’ em todo o portfólio da franquia – de videogames, aplicativos móveis, animação, mercadorias e muito mais”. “Estamos honrados em comemorar o 25º aniversário de Pokémon e o impacto cultural significativo que essa amada franquia continua a ter em todo o mundo. Trabalhando juntos, desenvolvemos uma programação dinâmica durante todo o ano envolvendo artistas de todos os selos da UMG – porque não há melhor maneira de criar uma celebração global do que através do poder da música ”, disse LJ Gutierrez, gerente geral da Universal Music ao anunciar o acordo, que promete incluirá mais artistas e surpresas ao longo de 2021. O anúncio foi acompanhado por um trailer animado de quase dois minutos apresentando alguns dos personagens mais amados da franquia, em uma série de aventuras que terminaram com um letreiro de néon com o nome de Katy Perry. Perto do fim, Pikachu anda de skate em uma bola de discoteca, acionando um toca-discos que emite o som de Katy cantando a palavra “electric!” Assista abaixo ao vídeo e um teaser da parceria no Twitter oficial de “Pokémon”. You can’t have a party without a playlist! Right, @katyperry? Hope you’re ready for some exciting musical surprises this year, Trainers! #Pokemon25 pic.twitter.com/nU90k03zgM — Pokémon (@Pokemon) January 13, 2021
Programação de cinemas inclui segunda comédia de Marcus Majella em 2021
Com uma programação que reflete a falta de grandes títulos de Hollywood, devido à pandemia de coronavírus, os cinemas exibem filmes menos badalados nesta semana. Mas há duas comédias que podem atrair maior interesse. Uma semana após o lançamento de “Um Tio Quase Perfeito 2”, Marcus Majella e o diretor Pedro Antonio voltam ao circuito em nova produção nacional, “Os Salafrários”. O ano mal começou e eles já estão no segundo longa de 2021, desta vez com Samantha Schmütz como protagonista feminina. Os três já tinham trabalho juntos em “Tô Ryca!” (2016). Curiosamente, “Os Salafrários” foi feito nessa época (mais exatamente em 2017), mas ficou guardado até agora. Já entre os títulos internacionais, o destaque fica com a comédia musical britânica “Unidas pela Esperança”, mais recente filme do diretor Peter Cattaneo, que trilhou esse gênero em seu maior sucesso, “Ou Tudo ou Nada” (The Full Monty), de 1997. Confira abaixo os trailers destas e de outras cinco estreias que entram em cartaz nesta quinta (14/1) no Brasil. Os Salafrários | Brasil | 2020 Unidas pela Esperança | Reino Unido | 2019 O Mensageiro do Último Dia | EUA | 2020 Um Crime em Comum | Argentina, Brasil | 2020 O Império De Pierre Cardin | EUA, França | 2020 Atravessa a Vida | Brasil | 2020 Delicadeza é Azul | Brasil | 2020
Diretor de Batman vai produzir série sci-fi tecnológica na HBO Max
A HBO Max encomendou uma nova série sci-fi intitulada “The Future”, que conta com produção de Matt Reeves, diretor da franquia “Planeta dos Macacos” e do vindouro filme de Batman. A atração é um drama tecnológico baseado no romance inédito de Dan Frey, “The Future Is Yours”, que será lançado em fevereiro nas livrarias americanas. A trama gira em torno de dois melhores amigos que inventaram o dispositivo tecnológico mais revolucionário da história da humanidade. Apesar de se passar no Vale do Silício atual, trata-se de uma sci-fi com questões prementes sobre nossa relação com a tecnologia, contadas por meio de um estilo multimídia inovador que, segundo o anúncio oficial, nunca foi visto na TV. O roteiro será escrito pelo próprio autor do romance e os episódios contarão com direção do cineasta Aneesh Chaganty. Ele tem experiência com “estilo multimídia inovador” após ter dirigido o suspense digital “Buscando…”. Reeves vai produzir a atração por meio de sua empresa, 6th & Idaho, que tem um rico contrato de desenvolvimento com a Warner Bros. TV. “The Future” também marca o segundo projeto da 6th & Idaho para a HBO Max. A outra produção é um spin-off do filme “Batman” centrado nos policiais do departamento de polícia de Gotham City.
Demi Lovato vai abordar sua overdose em série documental
Demi Lovato vai ganhar seu segundo projeto documental no YouTube, após o sucesso de “Simply Complicated”, lançado em 2017 e atualmente com mais de 35 milhões de visualizações. Intitulada “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, a série documental será uma continuação e abordará a overdose quase fatal que ela sofreu em 2018, refletindo o momento em que a cantora percebeu a importância da saúde física, emocional e mental, e buscou uma reviravolta em sua vida. “Há dois anos enfrentei o momento mais difícil da minha vida e agora estou pronta para compartilhar minha história com o mundo inteiro. Pela primeira vez vocês poderão ver o meu ponto de vista sobre minha história de luta e cura. Sou grata por ter conseguido encarar meu passado e finalmente compartilhar minha jornada com o mundo”, declarou Demi no comunicado do anúncio do projeto. Com direção de Michael D. Ratner (da série documental “Justin Bieber: Seasons”), a produção promete mostrar os últimos três anos da artista, com imagens da turnê “Tell Me You Love Me”, que foi cancelada antes de chegar ao Brasil para que ela pudesse se recuperar da overdose. “A vontade de Demi de explorar os elementos mais sombrios de sua vida vai fazer com que o público compreenda completamente tudo o que ela passou e para onde ela está indo”, declarou Ratner sobre a série. “Demi representa o empoderamento, e este documentário vai responder muitas perguntas — trazendo uma visão íntima da vida de uma das maiores estrelas do mundo, que no fim é apenas um ser humano como todos nós”, concluiu. A série terá quatro episódios — sendo que dois serão lançados juntos na estreia, marcada para o dia 23 de março na página oficial do YouTube da cantora.
Armie Hammer desiste de filme com Jennifer Lopez em meio a boatos de canibalismo
Armie Hammer desistiu de filmar “Shotgun Wedding” com Jennifer Lopez. A decisão foi tomada após supostas mensagens vazadas de Armie Hammer virem à tona, em que o astro de “Me Chame pelo Seu Nome” se confessa canibal e com desejos típicos de um serial killer. O estúdio Lionsgate confirmou que a iniciativa partiu do ator e que apoia sua decisão. “Dada a data de início iminente de ‘Shotgun Wedding’, Armie pediu para se afastar do filme e nós o apoiamos em sua decisão”, disse o estúdio em uma nota oficial sucinta. Pela primeira vez, desde que os boatos de canibalismo começaram, o ator também se manifestou, via seu próprio comunicado. “Não estou respondendo a essas alegações de m*rda, mas à luz dos ataques online viciosos e espúrios contra mim, não posso, em sã consciência, deixar meus filhos por quatro meses para fazer um filme na República Dominicana. A Lionsgate está me apoiando nisso e sou grato a eles por isso”, explicou. As mensagens polêmicas, que de acordo com o Page Six, vazaram por uma conta anônima da mídia social sob o nome de House of Effie, eram supostamente mensagens diretas de Hammer, detalhando fantasias sexuais perturbadoras. Mistura de comédia e ação, “Shotgun Wedding” deveria acompanhar os personagens de Lopez e Hammer no dia de seu casamento. Enquanto reúnem suas famílias adoráveis, mas cheias de opiniões, para viajar até o local da cerimônia, os dois começam a discutir e colocam em xeque o matrimônio. E no momento em que o casamento balança, todos acabam virando reféns. O projeto tem roteiro de Liz Meriwether (a criadora de “New Girl”) e Mark Hammer (“Apenas Duas Noites”), direção de Jason Moore (“A Escolha Perfeita) e ainda inclui o astro Ryan Reynolds (“Deadpool”) em sua equipe de produção. É que ele estava originalmente negociando estrelar o filme, mas acabou negociando participação apenas como produtor. A produção irá agora buscar um substituto para Hammer.
Atores de Mosul recebem ameaças de morte do Estado Islâmico
O terrorismo do mundo real decidiu escolher uma alvo hollywoodiano: o elenco do filme “Mosul”, um thriller de guerra falado em língua iraquiana. Os atores ligados à produção têm recebido ameaças de morte do Estado Islâmico. Os fanáticos não gostaram do longa, baseado na história real de um esquadrão da SWAT iraquiana que saiu às ruas para exterminar membros do Estado Islâmico, buscando vingança pela morte de membros de sua unidade nas mãos da organização terrorista. Lançado no final de novembro pela Netflix, o filme se tornou um dos mais vistos da plataforma na Europa e no Oriente Médio. Mas a popularidade no Oriente Médio também fez com que várias das estrelas da produção fossem ameaçadas em suas páginas de mídia social, com juramentos inquietantes de violência e morte. “Quando postei em minhas redes sociais que o filme estava para ser lançado, no primeiro dia já houve muita reação do Estado Islâmico”, disse Suhail Dabbach, que interpreta o coronel Jasem, o líder da equipe SWAT, em depoimento para o site Deadline. “Eles publicaram muitos vídeos e palavrões. Em resumo, disseram: ‘Agora nós conhecemos você e você tem que se cuidar’. Disseram: ‘Todos os dias, toque na sua cabeça para se certificar de que ela ainda não foi decepada’. E ainda: ‘Nós sabemos onde você mora e iremos pegá-lo.’ A família de Dabbach também recebeu ameaças assustadoras e seu colega de elenco, Adam Besa, que interpreta o policial que é convocado para a equipe, viu sua página do Instagram ser apagada e passou a sofrer ameaças no WattsApp. As ameaças foram rastreadas até a Turquia. Os financiadores do filme, AGBO, Netflix e 101 Studios, levaram isso a sério o suficiente para direcionar esforços para garantir que todos ficassem seguros. “Foi certamente uma experiência enervante para os atores”, disse o cineasta Joe Russo (de “Vingadores: Ultimato”), produtor do filme, ao Deadline. “Nunca é uma sensação confortável ter sua privacidade violada, e é assustador receber ameaças de morte de fontes anônimas. Mas sentimos que isso foi tratado com habilidade pela Netflix e por nossa própria equipe de segurança. ” Seu irmão e parceiro Anthony Russo se recusou a dizer se as ameaças de morte vieram realmente do Estado Islâmico. “Só direi que tratamos isso muito a sério”, ele afirmou ao Deadline. “Sabíamos que o filme era provocativo e potencialmente perigoso para todos os envolvidos. Tomamos as medidas de segurança mais altas que podíamos imaginar”. Ele listou ações que foram tomadas durante a produção, no Marrocos, para evitar atentados no set. “Não distribuímos roteiros, tínhamos um codinome para o filme e retiramos todas as referências ao Estado Islâmico dos roteiros quando tivemos que torná-los públicos, de modo que a organização nunca aparece mencionada explicitamente como no filme. Tínhamos os melhores seguranças trabalhando conosco, mas ainda assim havia perigo. Só que tínhamos que estar em um país do Oriente Médio para fazer o filme como fizemos. Ficamos expostos e tínhamos que agir da forma mais responsável possível, mas todos sentiram que valia a pena correr o risco”, explicou. Matthew Michael Carnahan, que escreveu e dirigiu o drama para a AGBO e a Netflix, disse que as ameaças são um subproduto terrível da audiência extremamente alta atingida pelo filme. Ele próprio acha esse sucesso particularmente inusitado porque eles filmaram em língua iraquiana para manter a sensação de autenticidade, de modo que a maioria do público viu “Mosul” com legendas. “Ninguém sabia que chegaria a esse nível”, disse Carnahan. “Que a família de Suhail no Oriente Médio seria ameaçada, que eles invadiriam o telefone de sua esposa, ou que a página do Instagram de Adam desapareceria e ele receberia essas ameaças WattsApp. Por um lado, foi apavorante, mas por outro pensamos que acertamos algo em cheio. Devemos ter atingido um ponto nevrálgico no que resta do Estado Islâmico, ou pelo menos nessa mentalidade do Estado Islâmico. ” Apesar dos problemas, o filme acabou sendo o ponto alto da carreira de Suhail Dabbach, cujo desempenho tem sido amplamente aclamado. Ele se formou no Baghdad College Fine Arts com a intenção de ser ator, mas teve que fugir quando Saddam Hussein assumiu o poder e instalou seu filho Uday como encarregado das artes. Isso transformou o cinema em uma profissão perigosa. Dabbach passou um tempo em campos de refugiados da Jordânia antes de conseguir migrar para os Estados Unidos, onde procurou emprego como ator, mas ganhava a vida trabalhando principalmente em um asilo de idosos. O ator começou sua filmografia com outra produção americana sobre o Iraque, “Guerra ao Terror” (2008), onde apareceu como um homem preso em um colete explosivo que implora ao especialista em bombas para desarmar o mecanismo e salvar sua vida, sem sucesso. Todos os demais trabalhos que se seguiram foram como figurante, até “Mosul”. “A gente achava que seria ótimo se o mundo descobrisse esses caras – e Suhail estava trabalhando em uma comunidade de aposentados quando entrou no elenco – mas agora eles estão no radar de algumas pessoas muito más”, disse Carnahan. “Quero que Suhail seja reconhecido pelo risco que correu, quero que Adam seja reconhecido pelo risco que correu, e quero que as pessoas pensem sobre esse filme e o vejam sabendo que há pessoas muito perigosas por aí, que odeiam que eles estão assistindo isso. Que odeiam que alguém tenha retratado essa luta, com uma narrativa sobre a qual eles não têm controle”, continuou. “Sim, é um filme, mas ele carregou riscos físicos para todos os envolvidos, especialmente para os atores. É uma prova de como eles são bons. ” Veja abaixo o trailer de “Mosul”.
Thriller digital Buscando… vai ganhar sequência
O estúdio Stage 6 Films, uma divisão da Sony, fechou contrato com a dupla Will Merrick e Nick Johnson para desenvolver uma sequência do thriller digital “Buscando…”, um sucesso inesperado de cinema estrelado por John Cho em 2018. Merrick e Johnson trabalharam como editores no filme original e farão suas estreias nas novas funções em longa-metragem – embora já tenham escrito e dirigido curtas. O acordo mantém a equipe criativa intacta. O filme está sendo produzido pelo cineasta Timur Bekmambetov, que produziu o primeiro filme, e teve sua premissa concebida por Aneesh Chaganty e Sev Ohanian, roteiristas do longa original. Chaganty, por sinal, foi o diretor de “Buscando…”. O novo filme contará uma história diferente e com novos personagens. O enredo ainda está em segredo, mas manterá o mesmo formato de suspense digital, retratando a trama nas telas dos dispositivos dos personagens – de computadores a celulares. O original trouxe Cho como um pai que invade o computador de sua filha quando ela desaparece, em uma tentativa desesperada de localizá-la. “Com esses parâmetros visuais restritivos, um filme como ‘Buscando…2′ requer um novo estilo visual para separá-lo do original”, disse Chaganty, em comunicado. “Eu contribuí com o que pude para este subgênero em crescimento. Mas se há alguém no planeta com potencial para levar isso ainda mais longe é Nick e Will, que estiveram lá desde o início. ” Bekmambetov, que é o pioneiro do movimento Screenlife (que reproduz a maneira como as pessoas veem o mundo através de seus dispositivos eletrônicos) acrescentou: “’Buscando…’ é até agora o filme de maior sucesso rodado no formato Screenlife e a sequência está prestes a se tornar um marco histórico. O que parecia uma técnica experimental há alguns anos ganhou um grande impulso agora, com mais e mais profissionais da indústria se voltando para essa técnica de produção de filmes digitais”. O motivo do sucesso do formato tem a ver com a popularização do Zoom e as restrições causadas pela pandemia de coronavírus. Johnson e Merrick são jovens formados pela USC (Universidade do Sul da Califórnia) que estrearam em longa-metragem como editores e “diretores de fotografia virtual” de “Buscando…”. Rodado por apenas UD$ 1 milhão, o filme foi adquirido por um bom valor pela Sony durante o Festival de Sundance de 2018 e lançado mundialmente no mesmo ano. Os críticos amaram a edição e o estilo visual do filme, que arrecadou US$ 75 milhões em todo o mundo, gerando um lucro enorme para o estúdio. Os dois voltaram a trabalhar com Aneesh Chaganty em um novo thriller, “Run”, lançado pela plataforma americana de streaming Hulu em novembro passado. Veja abaixo o trailer legendado do filme original.












