“Quem Matou Sara?” é a série mais vista da Netflix em 2021
A Netflix anunciou que o thriller mexicano “Quem Matou Sara?” foi a série mais popular de seu catálogo de streaming no primeiro trimestre de 2021, com uma estimativa de 55 milhões de visualizações de assinantes desde seu lançamento no mês passado. Criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”), “Quem Matou Sara?” gira em torno da vingança de um homem que passou 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imaginava é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara são seu principal obstáculo para chegar à verdade. A série foi lançado em 24 de março e renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming. A 2ª temporada já tem estreia marcada, para o dia 19 de maio. Entre as atrações americanas, a empresa revelou que “Amigas para Sempre” (Firefly Lane), que junta Katherine Heigl (a Dra. Izzie Stevens de “Grey’s Anatomy”) e Sarah Chalke (a Dra. Eliot Reid de “Scrubs”), foi a série mais assistida, por 49 milhões de pessoas desde seu lançamento em 3 de fevereiro – abaixo do público da produção mexicana. Já a lista de filmes juntou mais público, com destaque para “Eu Me Importo” (I Care A Lot), estrelado por Rosamund Pike, com 56 milhões de visualizações, a comédia infantil “Dia do Sim” (Yes Day), liderado por Jennifer Garner e vista por 62 milhões, e a sci-fi militar “Zona de Combate” (Outside The Wire), com Anthony Mackie, assistida 66 milhões de vezes. Entre os longas internacionais, os líderes foram o thriller espanhol “Abaixo de Zero” (Below Zero) com 47 milhões de visualizações, a comédia romântica polonesa “Amor²” (Squared Love), vista por 31 milhões de espectadores, e a sci-fi sul-coreana “Nova Ordem Espacial” (Space Sweepers), que atingiu 26 milhões. Veja abaixo o trailer da 1ª temporada de “Quem Matou Sara?”.
Netflix anuncia investimento de US$ 17 bilhões em conteúdo para 2021
A Netflix anunciou que vai gastar US$ 17 bilhões em conteúdo em 2021 – pela primeira vez mantendo a média anual de seus gastos. A plataforma revelou o valor em seus relatório financeiro do primeiro trimestre. “Embora a distribuição de vacinas seja muito desigual em todo o mundo, estamos voltando e produzindo com segurança em todos os principais mercados, com exceção do Brasil e da Índia. Presumindo que isso continue, gastaremos mais de US$ 17 bilhões em dinheiro em conteúdo este ano e continuaremos a entregar uma variedade incrível de títulos para nossos membros com mais produções originais neste ano do que no passado”, observou a empresa em comunicado aos acionistas. Os gastos da Netflix nos últimos anos atingiram os mesmos US$ 17 bilhões em 2020, um pouco mais de US$ 15 bilhões em 2019 e na casa dos US$ 12 bilhões em 2018. Grande parte do investimento será voltado para produções de língua não inglesa, que experimentam aumento de popularidade em 2021 – inclusive nos EUA, diante da falta de produtos novos em streaming. O investimento pesado também será um forma de enfrentar a concorrência cada vez maior em streaming, com o fortalecimento de plataformas como Disney+ (que pretende gastar cerca de US$ 8 bilhões em 2021), HBO Max, Apple TV+, Paramount+, Peacock e Amazon.
Produtor vencedor do Oscar se afasta de Hollywood após denúncias de violência e abusos
Um dos produtores mais premiados da indústria do entretenimento dos EUA, Scott Rudin, vencedor do Oscar por “Onde os Fracos Não Têm Vez’ (2007), vai se afastar de todas as atividades de teatro, cinema e TV após vários funcionários virem à público denunciar seu comportamento violento. Segundo relatos, por décadas ele agiu de forma beligerante nos bastidores, utilizando o assédio moral como forma de tratamento habitual. Chamado de “monstro” em algumas denúncias, Rudin teria ultrapassado do limite várias vezes, extrapolando no uso de tortura psicológica e até violência física em seu arsenal de bullying cotidiano no ambiente de trabalho. As denúncias se acumularam nos últimos dias, até o produtor se ver forçado a se manifestar. Ele se desculpou publicamente por meio de uma nota enviada à imprensa americana e anunciou seu afastamento de Hollywood e da Broadway. O anúncio chegou após algumas produtoras com quem mantinha relação comercial terem declarado que não voltariam a trabalhar com ele. Rudin virou pessoa non-grata no estúdio A24, para quem produziu os filmes “Joias Brutas” e “Lady Bird”, e vai sair de todos os projetos que desenvolvia para a produtora, incluindo “Men”, de Alex Garland, e “Red, White and Water”, um drama de guerra que será estrelado por Jennifer Lawrence. Ele também tem um acordo com o 20th Century Studios desde 2015, que atualmente possui várias produções finalizadas e com exibição agendada, entre elas o suspense “A Mulher da Janela”, que será lançado em 14 de maio na Netflix, e “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), novo filme de Wes Anderson com première agendada para o Festival de Cannes 2021. Além disso, Rudin é produtor da série “O Que Fazemos nas Sombras” (What We Do in the Shadows) do canal pago FX, entre outras atrações televisivas e de streaming. A decisão de se afastar dos filmes e das séries foi tomada poucos dias após o anúncio de abandono de suas produções da Broadway, onde estava à frente de “The Music Man”, protagonizada por Hugh Jackman, e “O Livro de Mórmon”. “Depois que comentei no fim de semana que estava focado na reabertura da Broadway e não queria que meu comportamento prejudicasse os esforços de todos para voltarem a apresentar espetáculos [após a covid-19], ficou claro para mim que devo seguir o mesmo caminho nos filmes e streaming. Lamento profundamente a dor que meu comportamento causou e dou este passo com o compromisso de crescer e mudar”, ele declarou em nota oficial. Não está totalmente claro o que isso implicará, se Rudin vai lucrar com os projetos que finalizou e se ele continuará a ser creditado como produtor. “Muito tem sido escrito sobre minha história de interações problemáticas com colegas, e lamento profundamente a dor que meu comportamento causou aos indivíduos, direta e indiretamente”, disse Rudin em sua primeira nota, sobre a Broadway. Na denúncia original, publicada pela revista The Hollywood Reporter, o produtor de “A Rede Social”, “Sangue Negro” e “Capitão Phillips” foi retratado como um patrão que jogava coisas nos empregados, incluindo um grampeador e até um prato de batata assada. Ele também quebrou um monitor de computação num assistente, que foi parar num pronto socorro, e teria ameaçado funcionários com retaliação profissional se o denunciassem ou deixassem o emprego. A queda de Rudin é um sinal de que Hollywood não vai mais tolerar a tirania dos produtores e cineastas arrogantes, mudando o foco das denúncias de assédio sexual para enquadrar o comportamento abusivo dos poderosos nos sets de gravação. O cineasta Joss Whedon foi o primeiro a cair em desgraça por conta disso, após investigação interna da WarnerMedia. Ele não pediu desculpas. Ganhando tração, a revolta contra o assédio moral pode trazer consequências para outros executivos famosos de temperamento explosivo, que alimentaram em Hollywood uma cultura tóxica de bullying.
Novos filmes de Wes Anderson e Paul Verhoeven são confirmados em Cannes
Os novos filmes de Wes Anderson e Paul Verhoeven, “A Crônica Francesa” (The French Dispatch) e “Benedetta”, foram confirmados na programação do Festival de Cannes 2021. Segundo o presidente do festival, Thierry Frémaux, eles faziam parte da seleção do ano passado, que foi cancelada pela pandemia de coronavírus, mas como ainda não foram exibidos em nenhum lugar, tiveram suas premières mundiais agendadas para o evento deste ano. “A Crônica Francesa” tem estrutura de antologia e gira em torno da apuração de jornalistas para um jornal francês de expatriados. A fotografia em tons pastéis, a proporção de tela pré-widescreen, o figurino de época (anos 1960) e a cenografia minunciosamente detalhista aproxima a obra especialmente de “O Grande Hotel Budapeste” (2014), filme live-action anterior de Anderson, que também se passava na Europa de antigamente. O elenco estelar inclui diversos integrantes da trupe que acompanha Anderson na maioria de seus projetos, formada por Bill Murray, Owen Wilson, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Willem Dafoe, Tilda Swinton, Edward Norton, Bob Balaban, Anjelica Huston, Frances McDormand, os “novatos” Tony Revolori, Saoirse Ronan, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Fisher Stevens (que entraram na turma em “O Grande Hotel Budapeste”) e Liev Schreiber (em “Ilha dos Cachorros”). Mas também há diversos estreantes no universo do diretor: Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Benicio Del Toro (“Sicario”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Lyna Khoudri (“Papicha”), Cécile de France (“O Garoto da Bicicleta”), Rupert Friend (“Homeland”), Alex Lawther (“The End of the F***ing World”), Henry Winkler (“Barry”), Lois Smith (“Lady Bird”), Griffin Dunne (“This Is Us”), Guillaume Gallienne (“Yves Saint Laurent”), Stephen Park (“O Expresso do Amanhã”), Hippolyte Girardot (“Amar, Beber e Cantar”) e até Morgane Polanski (“Vikings”), filha do cineasta Roman Polanski. “Benedetta”, por sua vez, é um drama erótico do veterano diretor holandês de “Instinto Selvagem” sobre uma freira do século 17 que sofre com perturbadoras visões religiosas. O elenco destaca Virginie Efira (“Elle”), Charlotte Rampling (“Ninfomaníaca”) e Lambert Wilson (“A Odisseia de Jacques”). Os dois longas se juntam a “Annette”, ópera rock de Leos Carax, com músicas da banda Sparks e estrelada por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Marion Cotillard (“Aliados”), que foi anunciado na segunda-feira (19/4) como filme de abertura do festival. O mais famoso festival de cinema do mundo, que habitualmente acontece em maio, este ano foi adiado devido à pandemia e será realizado entre os dias 6 e 17 de julho na Riviera Francesa.
Ava DuVernay fará série animada baseada na fantasia literária Asas de Fogo
A cineasta Ava DuVernay prepara mais um projeto na Netflix. Dessa vez, a criadora de “Olhos que Condenam” está desenvolvendo uma série de animação baseada nos livros de fantasia “Asas de Fogo” (Wings of Fire, no original), da escritora Tui T. Sutherland. A produção é uma parceria da empresa de DuVernay, Array Filmworks, com a Warner Bros. Animation. A trama tem como pano de fundo uma guerra épica no mundo fictício de Pirria, onde, de acordo com uma profecia, cinco jovens dragões surgirão para encerrar o derramamento de sangue e trazer a paz de volta. A franquia literária já tem 14 livros e um 15º planejado. Os quatro primeiros foram lançados no Brasil pela editora Fundamento. “Não poderíamos estar mais orgulhosos por Ava escolher a Netflix como o lar de sua primeira série de animação”, disse Melissa Cobb, Vice-Presidente de Animação da Netflix, em comunicado sobre o projeto. “Uma saga de fantasia épica cheia de arrebatamento e espetáculo, ‘Wings of Fire’ promete ser um evento imperdível para toda a família.”
Filme sobre Boy George troca produtora e agenda filmagens
O filme biográfico de Boy George, cantor da banda dos anos 1980 Culture Club, mudou sua produção da MGM para a Millennium Media, planejando acelerar o início dos trabalhos. O cronograma atual visa começar as filmagens em Londres durante o próximo verão europeu (nosso inverno). O próprio Boy George contou as novidades num vídeo divulgado nesta terça (20/4), no qual ainda afirma que a busca pelo elenco está em andamento. Ele chegou a revelar que Daniel Mays (“Belas Maldições”, “White Lies”) vai viver seu pai e que “há rumores de Keanu Reeves aparecendo”. Quando o projeto foi anunciado em 2019, a atriz Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) se candidatou a viver o cantor. Intitulada “Karma Chameleon”, a cinebiografia está a cargo do roteirista e diretor Sacha Gervasi (“Hitchcock”, “Meu Jantar com Hervé”) e vai cobrir da juventude de George, trabalhando numa chapelaria no Blitz, club londrino onde aconteceu a explosão da cena “new romantic”, até o seu sucesso com os hits “Karma Chameleon”, “Miss Me Blind” e “Do You Really Want to Hurt Me”, à frente do Culture Club. Conhecido pelo visual andrógino com o qual se apresentava, George se tornou um ícone do movimento LGBTQIA+ no Reino Unido e em todo o mundo. O cantor, que se identificava como bissexual no auge do sucesso do Culture Club, passou a se declarar abertamente gay nos anos 2000. Juntando o sucesso do Culture Club com seus álbuns solo, George já vendeu mais de 100 milhões de singles e 50 milhões de álbuns ao redor do mundo. O músico também escreveu duas autobiografias que se tornaram best-sellers, “Take It Like a Man” (1995) e “Straight” (2004). E teve uma carreira como DJ. Dos anos 1980 até recentemente, ele também lutou contra o vício em drogas, especificamente a heroína. O filme de Boy George é reflexo do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, focado em Freddie Mercury, e “Rocketman”, sobre Elton John, e faz parte de uma tendência que levará várias outras cinebiografias musicais aos cinemas nos próximos anos, abrangendo as carreiras de artistas tão diferentes quanto Aretha Franklin, Robbie Williams, os Ramones e os Bee Gees. Veja abaixo o vídeo do anúncio e o clipe da música que dá nome à produção.
Mare of Easttown: Minissérie criminal com Kate Winslet vira sucesso na HBO
A estreia da minissérie “Mare of Easttown”, estrelada por Kate Winslet, atraiu 1 milhão de telespectadores para a HBO no domingo (18/4) nos EUA. O desempenho foi a segunda maior estreia de uma atração disponibilizada também na HBO Max, atrás apenas dos números da semana passada de “The Nevers”. “The Nevers”, sci-fi vitoriana criada por Joss Whedon (“Os Vingadores”), foi vista por pouco mais de 1,4 milhão de pessoas em transmissões televisivas e digitais no dia 12 de abril. Segundo a HBO, o início de “Mare of Easttown” correspondeu às performances de estreia de sucessos recentes do canal pago, como “Succession” e “Euphoria”, que compartilharam o mesmo horário das 22h de domingo. A produção marcou o retorno de Kate Winslet para a TV – e para a HBO – após ter estrelado “Mildred Pierce”, minissérie de 2011 que lhe rendeu um Emmy. Na trama, ela vive uma detetive da polícia que experimentou o auge na juventude e agora vê sua vida pessoal desmoronar ao se envolver em um complicado caso de assassinato na pequena cidade da Pensilvânia onde mora. Além de Winslet, o bom elenco da produção ainda inclui Guy Pearce (“O Último Vermeer”), Jean Smart (“Watchmen”), Cailee Spaeny (“Jovens Bruxas: Nova Irmandade”), Evan Peters (“WandaVision”), Angourie Rice (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Julianne Nicholson (“The Outsider”), Sosie Bacon (“13 Reasons Why”), David Denman (“Outcast”) e o menino Cameron Mann (“For Life”). “Mare of Easttown” tem roteiro de Brad Ingelsby (“Tudo por Justiça”) e todos os episódios são dirigidos pelo cineasta Craig Zobel (“A Caçada”). Veja abaixo o trailer da atração.
Ted Lasso: 2ª temporada da série mais premiada da Apple ganha trailer e data de estreia
A Apple TV+ divulgou o trailer e a data de estreia da 2ª temporada de “Ted Lasso”, série estrelada pelo comediante Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), que se consagrou na atual temporada de premiações com três troféus do Critics Choice, dois WGA Awards (prêmio do Sindicato dos Roteiristas) e o SAG Award (do Sindicato dos Atores) para Sudeikis. Embora a Apple, assim como outros streamers, não divulgue dados de audiência, “Ted Lasso” é classificado como o programa mais assistido da plataforma nos EUA, Reino Unido, Austrália, Alemanha, México, França e Canadá, entre outros territórios, com a grande maioria dos espectadores acompanhando todos os episódios disponíveis. Segundo a Apple, a série foi responsável por atrair 25% novos assinantes ao serviço após seu lançamento em 14 de agosto. Co-criado, co-escrito e co-produzido por Sudeikis e Bill Lawrence (criador de “Scrubs” e “Cougar Town”), o programa gira em torno do personagem-título, um treinador de futebol americano que é contratado para trabalhar num clube de futebol inglês, apesar de não ter nenhuma experiência no esporte que os moradores dos EUA chamam de soccer. O mais curioso em relação à “Ted Lasso” é que o personagem e toda sua premissa já existia antes de virar série, tendo sido concebido em 2013 para comerciais do canal pago NBC Sports. A produção da Apple pegou a piada dos comerciais estrelados por Sudeikis e a estendeu para episódios e temporadas completas. A série retorna em 23 de julho e, graças à consagração, já se encontra renovada para a 3ª temporada.
DiCaprio, Katy Perry, Joaquin Phoenix e outros artistas pedem para Biden isolar Bolsonaro
Artistas americanos e brasileiros assinaram uma carta nesta terça-feira (20/4), pedindo para que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, isole e não faça qualquer acordo ambiental com Jair Bolsonaro. Os dois devem se encontrar na Cúpula do Clima, que tem início na quinta-feira (22/4). A iniciativa acontece após a circulação de um vídeo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), compartilhado por artistas, que avisa para Biden não confiar nas mentiras de Bolsonaro. Na semana passada, Bolsonaro escreveu ao presidente americano uma carta com várias promessas vazias, incluindo, por exemplo, o que já estava prometido desde Dilma Rousseff na assinatura do Acordo de Paris sobre o clima: acabar com desmatamento até 2030. Entre os artistas que assinaram a carta contra o acordo com Bolsonaro estão Leonardo DiCaprio, Katy Perry, Gilberto Gil, Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo, Jane Fonda, Sigourney Weaver, Sonia Braga, Wagner Moura, Caetano Veloso, Fernando Meirelles e Philip Glass. Eles apelam a Biden para ouvir lideranças indígenas e ambientalistas, e dialogar com governos estaduais em vez do presidente, que está sendo investigado na Suíça por genocídio contra indígenas e que incentiva as passadas de boiada de um Ministro do Meio Ambiente acusado no STF (Supremo Tribunal Federal) de defender o desmatamento criminoso. “Nós apelamos ao seu governo para ouvir o pedido deles (indígenas e ambientalistas) e não se comprometer com nenhum acordo com o Brasil a esta altura”, escrevem eles. “Unimo-nos a uma coalizão crescente ao fazer um apelo ao seu governo para rejeitar qualquer acordo com o Brasil até o desmatamento ser reduzido, os direitos humanos serem respeitados e uma participação significativa da sociedade civil ser alcançada”, acrescenta a carta. Em 2020, o desmatamento na parte brasileira da Amazônia atingiu recordes históricos e destruiu uma área com 14 vezes o tamanho da cidade de Nova York, segundo dados do próprio governo brasileiro.
Ex-presidente do Globo de Ouro é demitido após e-mail racista
A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou a expulsão de Philip Berk, ex-presidente da entidade responsável pelo Globo de Ouro, após o vazamento de uma mensagem de e-mail considerada racista. “Com efeito imediato, Phil Berk não é mais membro da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood”, disse de forma sucinta o conselho da HFPA em um comunicado divulgado na tarde desta terça-feira (20/4). A decisão foi tomada após a associação ser pressionada pela rede NBC, que exibe o Globo de Ouro na TV, e a MRC, dona da Dick Clark Productions, que produz o evento. As duas empresas exigiram a expulsão de Berk. Aos 88 anos e até esta manhã membro da HFPA, Berk encaminhou um e-mail aos colegas no domingo (18/4) chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, o jornalista sul-africano criticou Patrisse Cullors, uma das fundadoras do Black Lives Matter, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail, revelado pelo jornal Los Angeles Times, criou ainda mais atrito por virado assunto no dia em que o policial Derek Chauvin foi condenado pelo assassinato de George Floyd, homem negro que foi asfixiado até a morte por nove minutos, sob custódia policial no estado de Minneapolis, nos Estados Unidos. O homicídio foi o estopim para os principais protestos do Black Lives Matter. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como “racista”, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk ajuda a explicar o motivo da falta de integrantes negros no HFPA. Não por acaso, a nova controvérsia acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Literalmente. A rede NBC, que se manifestou prontamente, estaria avaliando encerrar seu contrato para exibir a premiação. A HFPA meteu-se em uma série de polêmicas neste ano após sua seleção de indicados para o Globo de Ouro 2021 se provar completamente desconectada da realidade, sem destaque para filmes de temáticas negras. A situação se agravou após o Los Angeles Times trazer à luz detalhes de sua organização pouco transparente, como um histórico de subornos aceitos por seus membros e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros. Pressionada por movimentos sociais e agentes de talentos, que ameaçaram impedir que atores famosos fossem ao próximo Globo de Ouro, a HFPA jurou que faria mudanças em seus quadros para refletir melhor a sociedade. As mudanças, consideradas insuficientes por ativistas, ainda não aconteceram e há uma reunião marcada para 5 de maio com vários representantes de astros de Hollywood que pode definir o futuro do prêmio. A HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O próprio Berk é um exemplo disso, afinal não foi a primeira vez que ele cria constrangimento para a instituição. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a HFPA. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E, em 2018, foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação.
Filha caçula de Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones faz 18 anos
A atriz Catherine Zeta-Jones usou seu perfil no Instagram para homenagear a filha Carys Douglas, que está completando 18 anos de idade. A jovem é filha da atriz de 51 anos com o ator Michael Douglas, de 76. “Feliz aniversário de 18 anos, Carys Zeta! Você é tudo e tudo é você. Obrigado pela alegria que você me traz”, escreveu a mãe coruja ao lado de fotos que mostram Carys criança e nos dias atuais. “Às cinco da manhã, você me mandou uma mensagem para me agradecer por ter te dado à luz”, continuou a atriz. “Esse é o tipo de mulher que você é, gentil, sábia. Sua beleza é profunda e o seu coração é grande o suficiente para amar e envolver o mundo, seu senso de humor é intransponível. Eu poderia continuar…”, acrescentou, finalizando com “Te amo, anjo. Mama”. Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas também são pais de Dylan, de 20 anos. Mas o ator tem outro filho, Cameron Douglas, de 42 anos, de seu casamento anterior com Diandra Luker. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Catherine Zeta-Jones (@catherinezetajones)
Veja os primeiros 7 minutos violentos do novo “Mortal Kombat”
A HBO Max revelou os sete primeiros minutos do novo “Mortal Kombat”, que exploram a origem da rivalidade entre Scorpion (Hiroyuki Sanada, de “Westworld”) e Sub Zero (Joe Taslim, de “The Raid – Operação Invasão”). A cena antecipada mostra Bi-Han, o futuro Sub-Zero, massacrando a família de Hanzo Hasashi, o futuro Scorpion, antes de enfrentá-lo pessoalmente. A prévia não economiza sangue e também serve para apresentar o tom violento do filme, que foi classificado como “R-Rated”, impróprio para menores nos EUA. De acordo com o produtor Todd Garner, a inspiração para a cena de abertura foram os filmes de samurais de Akira Kurosawa. “Mortal Kombat” tem produção de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”), direção do novato Simon McQuoid e roteiro de Dave Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”) e Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”). Já o elenco também destaca Lewis Tan (“Into the Badlands”), Ludi Lin (“Power Rangers”), Mehcad Brooks (“Supergirl”), Sisi Stringer (“Colheira Maldita”), Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), Josh Lawson (“House of Lies”), Jessica McNamee (“Megatubarão”), Max Huang (“Operação Zodíaco”) e Chin Han (“Marco Polo”). O lançamento vai acontecer simultaneamente nos cinemas e na HBO Max nesta sexta (23/4) nos EUA. No Brasil, a estreia está marcada para 13 de maio apenas nos cinemas – mas a data pode mudar, devido à pandemia de coronavírus.
Emilia Clarke vai estrelar sua primeira produção da Marvel
A atriz Emilia Clarke, indicada quatro vezes ao Emmy por seu papel como Daenerys Targaryen em “Game of Thrones”, está negociando estrelar seu primeiro papel na Marvel. A revista Variety apurou que ela recebeu o contrato para integrar o elenco da série “Secret Invasion”, escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) para na plataforma Disney+ (Disney Plus). Sua personagem não foi revelada, mas ela atuará ao lado de Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn, que repetirão seus papéis como Nick Fury, o chefe da SHIELD, e Talos, o líder dos alienígenas conhecidos como skrulls, que se tornaram aliados em “Capitão Marvel” (2019). Além deles, o elenco também inclui Kingsley Ben-Adir (“Uma Noite em Miami”) e Olivia Colman (“A Favorita”), ambos sem personagens identificados, embora o primeiro seja apontado como vilão da história. A série é uma adaptação dos quadrinhos homônimos, escritos por Brian Michael Bendis em 2008 e lançados no Brasil como “Invasão Secreta”. Na trama original, uma facção maligna dos skrulls (raça de alienígenas com poder de metamorfose) tenta se infiltrar em posições-chave dos governos da Terra para dominar o planeta sem que ninguém saiba.












