Estreias: “Pretty Little Liars”, “Paper Girls” e as melhores séries da semana
As novidades de séries destacam garotas empoderadas, que encaram serial killer e viajam no tempo: a nova “Pretty Little Liars” e a adaptação de quadrinhos “Paper Girls”. Ambas tiveram 100% de aprovação nas primeiras críticas reunidas pelo agregador Rotten Tomatoes. As demais opções são bem variadas, incluindo até uma minissérie sobre um cadáver: “Santa Evita”, que só não é mais surreal porque se baseia em fatos reais. A lista ainda inclui supervilãs da DC, suspense e muita música, com adolescentes cantores, um grupo de rap feminino e baladas LGBTQIAP+. Saiba mais abaixo, com os trailers dos 10 melhores lançamentos em streaming desta semana. | PRETTY LITTLE LIARS: UM NOVO PECADO | HBO MAX Vinte anos atrás, uma morte sem explicações agitou a cidadezinha de Millwood. Agora, nos dias atuais, cinco garotas adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido por algo que desconhecem e que tem a ver com os segredos de suas mães. A terceira série derivada de “Pretty Little Liars” junta as mensagens anônimas da atração original com um ambientação de terror slasher, bem mais violento que o clima de intriga teen anterior, onde não falta sequer um serial killer mascarado. Refletindo a tendência dos últimos anos, as novas protagonistas são mais diversificadas. O elenco é encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases. Para os fãs da primeira versão, o spin-off é imperdível. Mas mesmo quem não viu vai se envolver com a intriga, a tensão e o mistério, enquanto as garotas tentam descobrir quem é A. Vale lembrar que, apesar do sucesso da primeira atração – que durou sete temporadas, de 2010 a 2017 – , a produtora I. Marlene King nunca conseguiu repetir o desempenho com seus spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), ambos cancelados na 1ª temporada. Por isso, “Um Novo Pecado” é o primeiro spin-off sem relação com a equipe original. Em seu lugar está o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, que produz e assina os roteiros com sua colaboradora de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. E os três primeiros episódios disponibilizados já deixam claro que a série é melhor escrita e possui um orçamento maior que a primeira “Pretty Little Liars”. | PAPER GIRLS | PRIME VIDEO A adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (criador também de “Os Fugitivos”) se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando quatro jornaleiras adolescentes, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”), fazem um desvio inesperado em sua rota de entrega de jornais, chegando sem querer no futuro – que é 2019 – onde encontram suas versões adultas. Além de serem pegas de surpresa com a situação, elas passam a ser perseguidas pela polícia do tempo, que as considera criminosas pela viagem ilegal. Produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, a adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produz a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos. | HARLEY QUINN # 3 | HBO MAX A série animada adulta da Arlequina volta ainda mais imprópria, com violência sanguinária, muitos palavrões e uma cena de sexo entre Batman e a Mulher-Gato que fez a diretoria da DC intervir na produção. O que não foi censurado foi o romance entre Harley e Ivy (a Hera Venenosa). Elas aprofundam o namoro assumido na temporada passada, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da vilã esverdeada de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. | SANTA EVITA | STAR+ A minissérie gira em torno do cadáver da ex-primeira dama argentina Eva Perón, narrando a intrigante história de Evita depois de sua morte por câncer aos 33 anos de idade – que nesta semana completou 70 anos! Adorada pela população argentina, Evita foi embalsamada e velada por milhões de pessoas. Até que a ditadura militar destituiu Perón do poder e decidiu sequestrar o cadáver da ex-primeira dama para que não se convertesse em objeto de culto. Mesmo assim, seu cadáver se multiplicou, por meio de réplicas, e deu origem a um número incrível de incidentes, vividos por militares do Serviço de Inteligência do Exército Argentino. Alguns fatos parecem comédia, mas aconteceram de verdade. A adaptação está a cargo das autoras e atrizes argentinas Marcela Guerty e Pamela Rementería (criadoras de “O Homem da Sua Vida”, que ganhou remake brasileiro na HBO), e traz a atriz uruguaia Natalia Oreiro (de “Infância Clandestina” e ex-Paquita da versão em espanhol do Xou da Xuxa”) no papel-título, acompanhada pelo argentino Darío Grandinetti (“Vermelho Sol”) no papel do ex-presidente Juan Domingo Perón, e o conterrâneo Ernesto Alterio (“Narcos: Mexico”) como o coronel Moori Koenig, que, trabalhando no serviço diplomático na Alemanha, recebe o corpo ao qual deve dar sumiço, apenas para vê-lo ser roubado e reaparecer nos lugares mais inacreditáveis. A série tem direção do argentino Alejandro Maci (criador da versão argentina de “Em Terapia”) e do colombiano Rodrigo García (“Últimos Dias no Deserto”), que é filho do escritor Gabriel García Márquez. Além disso, tem fotografia de Félix Monti (“O Segredo dos Seus Olhos”, “O Quatrilho”), que é o melhor cinematógrafo da Argentina, e produção a cargo da estrela mexicana Salma Hayek (“Frida”). | UNCOUPLED | NETFLIX Gay assumido, Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) teve poucas chances de interpretar um homossexual na carreira. A série remedia a situação, mostrando-o como um homem que, após 17 anos de relacionamento, é abandonado pelo marido e precisa lidar com a repentina vida de solteiro. Ele logo descobre que isto não é o fim do mundo, mas sofre alguns choques geracionais ao tentar se inserir na agitada vida noturna da cidade de Nova York. Criada por Jeffrey Richman (roteirista-produtor de “Modern Family”) e Darren Star (criador de “Sex and the City” e “Emily in Paris”), a produção combina diálogo espirituoso com drama emocional e também inclui em seu elenco Marcia Gay Harden (“The Morning Show”), Tisha Campbell (“Empire”), Emerson Brooks (“Do Fundo do Mar 3”), Colin Hanlon (“The Good Fight”), Iván Amaro Bullón (“A Maravilhosa Sra. Maisel”) e Jay Santiago (“New Amsterdam”), entre outros. | QUEER AS FOLK | STARZPLAY A produção que retoma o título da série gay clássica estreia no domingo (31/7) em streaming, acompanhando um novo grupo diversificado de amigos da cena LGBTQIAP+ de Nova Orleans, cujas vidas são transformadas após uma tragédia. A estreia registra um massacre promovido por um atirador homofóbico num clube gay, com direito a mortos e feridos. É impactante. Mas apesar dessa densidade, há muitos momentos leves na produção, que destaca personagens adoráveis e carrega muita ressonância cultural. Esta é a segunda vez que o título da série britânica de 1999, criada por Russel T. Davies (também responsável pelo revival de “Doctor Who”), é usado numa adaptação para o público dos Estados Unidos. Um ano após a estreia da atração original, Ron Cowen e Daniel Lipman fizeram uma versão ambientada em Pittsburgh para o canal pago Showtime, que pegou as histórias passadas na Inglaterra e as expandiu ao longo de cinco temporadas, entre 2000 e 2005. O remake acabou se tornando o primeiro drama da TV americana protagonizado por homens gays, o que ajudou a inaugurar uma nova era de programação, abrindo caminho para inúmeras séries LGBTQIA+. A nova versão foi desenvolvida por Stephen Dunn (“Little America”) e reúne um grande elenco, formado por Jesse James Keitel (“Big Sky”), Johnny Sibilly (“Hacks”), Fin Argus (“Agents of SHIELD”), Devin Way (“Grey’s Anatomy”), Ryan O’Connell (“Special”), Lukas Gage (“The White Lotus”), Chris Renfro (“Two Dollar Therapy”), Armand Fields (“Work in Progress”), Megan Stalter (“Hacks”) e os veteranos Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Kim Cattrall (“Sex and the City”) e Ed Begley Jr. (“Young Sheldon”). | MALDITO RAP | HBO MAX A nova criação de Issa Rae (“Insecure”) acompanha duas amigas (Aida Osman e KaMillion) que se reconectam depois de muito tempo e decidem começar um grupo de rap em Miami. Para isso, recebem a ajuda providencial de outra mulher talentosa (Jonica Booth) que aceita dar um rumo aos negócios. Mas enquanto uma quer usar o rap para conscientizar as pessoas e deixar sua marca, a outra está mais disposta a rebolar e ser sensual para vender discos. O impasse rende ótimas discussões sobre o papel das mulheres no rap, sem romper a amizade das duas, especialmente quando a opção é voltar para suas vidas como camareira de hotel e como mãe solteira. Apesar de ser uma obra de ficção, os primeiros episódios evocam a trajetória real do grupo de rap City Girls, que ficou conhecido em 2018 por ter uma integrante presa logo depois do lançamento da primeira música. E não se trata de acaso – as rappers Yung Miami e JT, do duo de Miami, são produtoras da atração. | HIGH SCHOOL MUSICAL: A SÉRIE: O MUSICAL # 3 | DISNEY+ A 3ª temporada leva os personagens para um acampamento de verão ao estilo de “Camp Rock”, onde os Wildcats aceitam o desafio de produzir um musical baseado na animação “Frozen”. Os novos episódios contam com participação especial de Corbin Bleu, que viveu Chad nos filmes originais da franquia, e Jesse Tyler Ferguson (o Mitchell de “Modern Family”) interpretando um amigo da família de Nini (Olivia Rodrigo). Por sinal, a leva de capítulos também marca a despedida de Olivia Rodrigo da série, numa participação bem pequena. | REBELDE # 2 | NETFLIX A 2ª temporada traz um novo diretor musical à Elite Way School, que decide mudar tudo. Em vez de bandas, ele passa a incentivar carreiras individuais. Os grupos são desmanchados para que os alunos lutem entre si para chegar ao estrelato, fazendo com que a amizade dos protagonistas seja colocada em jogo. Para compensar o clima ruim na escola e ensaios tumultuados, há muito romance e beijos. Mas também um assassinato, demonstrando a influência de “Elite” no reboot da antiga novela latina. A série atualiza o universo da produção mexicana homônima de 2004 com a brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”), Andrea Chaparro (“Não Foi Minha Culpa: México”) e Lizeth Selene (“APPortados”) – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. As novidades da 2ª temporada incluem Flavio Medina (“Narcos: Mexico”) como o diretor e dois novos alunos: a cantora Alaide e o jovem compositor Saak, parceiro musical de Danna Paola (de “Elite”), que estreiam como atores. | SURFACE | APPLE TV+ Criada por Veronica West (“Alta Fidelidade”), a trama de suspense gira em torno de uma mulher...
Estreias: “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” e os melhores filmes pra ver em casa
O multiverso indie chega às locadoras digitais. A programação de filmes da semana destaca o maior “blockbuster” independente do ano: “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, um filme de ação e fantasia que virou unanimidade crítica. Há também a bizarrice biológica de David Cronenberg, um terror tailandês de arrepiar, duas produções brasileiras e vários filmes premiados, com destaque para “A Pior Pessoa do Mundo”, que foi indicado a quase 100 prêmios, entre eles dois Oscars, e venceu 22 vezes. Confira abaixo a sugestão semanal dos 10 melhores lançamentos para programar seu cinema em casa. | TUDO EM TODO O LUGAR AO MESMO TEMPO | VOD* Maior sucesso da História do estúdio indie A24 (de filmes como “Midsommar” e “Ex Machina”), a sci-fi com 95% de aprovação da crítica americana no Rotten Tomatoes conta a história de uma mãe de família exaurida pela dificuldade de pagar seus impostos, quando descobre a existência do multiverso e de muitas versões dela mesma em diferentes realidades. Não só isso: um de seus maridos de outro mundo lhe revela que o destino do multiverso está em suas mãos. E para impedir o fim de todos os mundos, a personagem vivida por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) precisará incorporar as habilidades da totalidade de suas versões para enfrentar Jamie Lee Curtis (“Halloween”) e outras ameaças perigosas que a aguardam em sua missão. O elenco ainda destaca Ke Huy Quan (que foi o menino Short Round de “Indiana no Templo da Perdição”) como o marido de Yeoh, Stephanie Hsu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como sua filha e o veterano James Hong (“Aventureiros do Bairro Proibido”), entre outros. Roteiro e direção são dos Daniels, pseudônimo da dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert (ambos de “Um Cadáver Para Sobreviver”), e a produção já é considerada cult. | CRIMES OF THE FUTURE | MUBI A sci-fi bizarra marca a volta do diretor David Cronenberg aos horrores biológicos do começo de sua carreira – e até os efeitos parecem de época, sem nenhum tratamento computadorizado. Centrado em mutações biológicas e performances de arte corporal, o filme chama mais atenção por sua ideias subversivas – frases como “cirurgia é o novo sexo” – e pela ambientação decadente – num futuro em que tudo parece antigo, sem computadores nem celulares – do que pela trama, tão nonsense quanto a de “Videodrome” (1983) e com muitas pontas soltas sem resolução. Nesse futuro onde a tecnologia parece alienígena, as pessoas estão sofrendo mutações espontâneas, com o surgimento de novos órgãos internos. O protagonista, vivido por Viggo Mortensen (“Green Book”), é um performer conhecido por transformar seu corpo em espetáculo, extraindo, com a ajuda da esposa (Léa Seydoux, de “007 – Sem Tempo para Morrer”), suas próprias mutações diante de uma plateia extasiada. Ele também é um assistente voluntário de uma organização burocrática criada para catalogar o surgimento de novos órgãos – e sua biologia única encanta os dois encarregados desse processo, vividos por Kristen Stewart (“Spencer”) e Don McKellar (“Ensaio contra a Cegueira”). Como se não bastasse, secretamente ainda é um informante da polícia. Ele se infiltra entre revolucionários pró-mutação, fingindo permitir que suas performances se tornem plataformas para a próxima fase da evolução humana. | A PIOR PESSOA DO MUNDO | VOD* A obra mais premiada do dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), vencedora de 19 prêmios internacionais, indicada a dois Oscars (Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Internacional) e com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, acompanha uma mulher que se aproxima dos 30 anos com uma crise existencial. Vários de seus talentos foram desperdiçados e seu namorado está pressionando para que eles se estabeleçam. Uma noite, ela invade uma festa, conhece um homem charmoso e se joga em um novo relacionamento, esperando encontrar uma perspectiva diferente em sua vida. Elogiadíssima pelo desempenho, a norueguesa Renate Reinsve (“Oslo, 31 de Agosto”) foi consagrada como Melhor Atriz no Festival de Cannes. | DOWNTON ABBEY: UMA NOVA ERA | VIVO PLAY, VOD* O segundo filme baseado na série britânica volta a trazer a maioria do elenco original numa trama que é literalmente cinematográfica, por mostrar a produção de um filme na propriedade da família Crawley. Em sua volta às telas, os personagens também embarcam numa viagem de veraneio, após a Condessa de Grantham (Maggie Smith) herdar uma villa na Riviera Francesa – e deixar todos curiosos para descobrir o mistério por trás dessa herança. E além de encher a tela com a paisagem esplendorosa do litoral francês, a trama ainda inclui um casamento. O roteiro é de Julian Fellowes, que conduziu a série de época entre 2010 e 2015, e a direção está a cargo do cineasta Simon Curtis (“Sete Dias com Marilyn”). | A MEDIUM | VIVO PLAY, VOD* Longe de ser um terror hollywoodiano, “A Médium” é uma história assustadora baseada na espiritualidade tailandesa. O diretor Banjong Pisanthanakun é especialista no gênero, responsável pelo sucesso “Espíritos” (2004), que virou franquia, e vários outros horrores made in Thailand. Sua abordagem segue de perto a escola “found footage” (mais “Holocausto Canibal” que “A Bruxa de Blair”), com equipe de (falsos) documentaristas mobilizada para acompanhar um exorcismo com rituais muito diferentes dos apresentados nos terrores católicos. Na trama, Nim, uma importante médium que mora ao norte da Tailândia, percebe comportamentos cada vez mais sinistros em sua jovem sobrinha Mink, indicando que talvez ela esteja sendo possuída por uma entidade maligna ancestral. A médium logo descobre que a jovem é vítima de algo que aconteceu em sua família, muitos anos atrás. E a câmera tremida deixa tudo muito mais realista e arrepiante. | A SUSPEITA | VIVO PLAY, VOD* Glória Pires foi premiada no último Festival de Gramado como Melhor Atriz pelo desempenho neste filme, em que interpreta uma policial diagnosticada com Alzheimer. Enquanto se conforma com sua aposentadoria, a investigação de seu último caso aponta um esquema que pode torná-la suspeita de assassinato. Logo, ela percebe que precisará encontrar o verdadeiro culpado, enquanto luta contra os lapsos de memória e recusa os conselhos de pegar leve. Diretor de novelas da Globo, Pedro Peregrino fez sua estreia no cinema à frente deste thriller policial, que foi escrito por dois roteiristas experientes, Newton Cannito (“Bróder”, “Reza a Lenda”) e Thiago Dottori (“VIPs” e “Turma da Mônica: Laços”), em parceria com a produtora Fernanda De Capua (“Domingo”). | INFLUENCER DE MENTIRA | STAR+ Escrita e dirigida pela atriz Quinn Shephard (“Sol da Meia-Noite”), a comédia segue Danni Sanders (Zoey Deutch, de “Zumbilândia: Atire Duas Vezes”), uma aspirante a escritora que é praticamente invisível, sem perspectivas românticas nem seguidores nas redes sociais. Quando ela decide fingir ser uma influencer digital para alavancar seu status social, simples e inocentes montagens para mostrá-la em Paris viram seu pior pesadelo. Isto porque a capital francesa vira palco de um atentado, transformando Danni na principal personagem da mídia sobre o ocorrido. Acumulando fama e seguidores como sobrevivente fake do ataque mortal, ela se vê enredada numa ficção muito maior que jamais imaginou. O elenco também destaca um irreconhecível Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”), bem loiro e tatuado, além de Embeth Davidtz (“The Morning Show”), Sarah Yarkin (“O Massacre da Serra Elétrica”), Brennan Brown (“Chicago Med”) e Karan Soni (“Deadpool”). | MINHAS FÉRIAS COM PATRICK | MUBI A comédia rendeu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz para Laure Calamy. A história em si é típica do cinema do país, acompanhando uma farsa entre amantes. Calamy vive a professora amante do pai de um de seus alunos, que resolve encontrá-lo “por coincidência” nas férias com a esposa e o filho. O passeio pela locação bucólica, porém, envolve um burro (o animal, não o marido) não muito cooperativo. Vagamente inspirada num conto de Robert Louis Stevenson do final do século 19, “Minhas Férias com Patrick” é o segundo filme dirigido por Caroline Vignal, lançado 20 anos após a estreia da cineasta com “Les Autres Filles” (2000). | A FESTA | MUBI A comédia britânica ironiza a esquerda intelectual com humor ferino e fotografia em preto e branco, mas divide opiniões – talvez porque a esquerda intelectual não tenha gostado de se reconhecer no enquadramento da cineasta Sally Potter (“Ginger & Rosa”). Mesmo quem desdenha, dá o braço a torcer para a interpretação de Patricia Clarkson (“A Livraria”), que rouba as cenas como convidada da festa do título, realizada pela personagem de Kristin Scott Thomas (“O Destino de uma Nação”) para comemorar sua indicação a um cargo político. Clarkson ganhou o BIFA, o prêmio do cinema indie britânico. | BARBA, CABELO E BIGODE | NETFLIX O ex-BBB Lucas Penteado interpreta Richardsson, um jovem que termina o Ensino Médio e entra na fase de descobrir o que fazer com a própria vida. Embora sua mãe (Solange Couto) tenha grandes sonhos para seu futuro, a vontade dele é cortar cabelos no Saigon, salão administrado por ela e que enfrenta crise financeira no bairro carioca da Penha. Sem apoio da mãe, ele busca realizar seu sonho por conta própria, envolvendo-se em várias confusões, enquanto espalha cortes estilosos pelo Rio de Janeiro. A direção é de Rodrigo França (“Como Esquecer um Grande Amor”) e Letícia Prisco (diretora assistente de “Minha Mãe é uma Peça 3”), e o elenco também inclui Juliana Alves, Rebecca, MV Bill, MC Carol, Yuri Marçal, Jeniffer Dias, Sérgio Loroza e Neuza Borges. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Jason Momoa dá spoiler de Ben Affleck: “Grandes coisas em Aquaman 2”
Jason Momoa postou fotos de um reencontro com Ben Affleck nos estúdios da Warner Bros. Reforçando o significado da foto com um comentário sobre “grandes coisas que estão por vir em ‘Aquaman 2′”, ele praticamente deu o spoiler sobre a participação de Batman em seu novo filme. Vale observar que o quadro visto nas fotos, atrás dos dois atores, traz realmente um cronograma da produção do novo filme de “Aquaman”. E, como se não bastasse, Momoa ainda incluiu no post um vídeo em que acena para visitantes do set, comentando que eles flagraram um grande segredo. Na legenda, o intérprete de Aquaman descreveu: “Bruce e Arthur reunidos. Te amo e sinto sua falta. O passeio turístico da Warner Bros. acaba de visitar o estúdio. Encontraram no set todas as grandes coisas que estão por vir em ‘Aquaman 2’. Todo meu aloha”. “Aquaman e o Reino Perdido” tem direção de James Wan, que retoma a função após ter comandado o primeiro longa de 2018. A trama vai lidar com a busca de vingança do Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II) e ainda trará de volta Amber Heard como Mera, Patrick Wilson como Mestre do Oceano, Dolph Lundgren como o Rei Nereus, Temuera Morrison como Tom Curry, o pai de Aquaman, e Nicole Kidman como Atlanna, a mãe do herói. Para completar, o elenco foi reforçado por Indya Moore (“Pose”) como Karshon, que nos quadrinhos é um tubarão mutante com poderes telepáticos, o galês Vincent Regan (“Poldark”) como Atlan, o antigo rei místico que afundou Atlântida, e a portuguesa Jani Zhao (“Peregrinação”) como Stingray, personagem inédita criada para o filme. A produção tem estreia marcada para 16 de março de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jason Momoa (@prideofgypsies)
Amazon cancela “The Wilds” após duas temporadas
A Amazon cancelou “The Wilds”, que não retornará para uma 3ª temporada na plataforma Prime Video. Embora a plataforma não tenha feito um anúncio oficial, elenco e equipe do drama de sobrevivência já foram informados sobre a decisão, apurou o site Deadline. Primeira série para o público jovem da Amazon, a produção acaba de forma lamentável, sem final para quem acompanhou as duas temporadas produzidas. “The Wilds” se antecipou à trama de “Yellowjackets”, ao acompanhar uma história de sobrevivência de garotas após a queda de seu avião numa região inabitada – no caso, uma ilha deserta. A premissa gerou muito burburinho quando foi lançado em 11 de dezembro de 2020, garantindo uma rápida renovação. Já a reação ao drama adolescente foi mais moderada em seu retorno em maio passado. Com elementos de “Lost” e “O Senhor das Moscas”, a série foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destacava em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”), Troy Winbush (“Os Goldbergs”) e Greg Bryk (“Bitten”).
Charlize Theron entra na “cinebiografia” do autor de “Blade Runner”
A atriz Charlize Theron (“The Old Guard”) se juntou ao cineasta Alfonso Cuarón (“Gravidade”) na produção de “Jane”, uma “cinebiografia” alternativa do escritor de ficção científica Philip K. Dick em desenvolvimento pelo Amazon Studios. Além de coproduzirem o filme, Cuarón deve dirigir e Theron estrelar o longa no papel-título. O projeto é centrado na forma como a vida e a obra do escritor foram afetadas pela morte de sua irmã gêmea, Jane, quando os dois era bebês, e em como isso o inspirou a imaginar realidades alternativas, onde mortos continuavam vivos e a história se desenrolava de forma diferente – como no livro “O Homem do Castelo Alto”, que venceu o prêmio Hugo (o Oscar da sci-fi) em 1963 e foi adaptado em 2015 numa das séries de maior audiência da Amazon Prime Video. “A história de ‘Jane’ está comigo desde que me lembro”, disse Isa Hackett, filha do escritor e coprodutora do filme. “Jane, a irmã gêmea de meu pai que morreu poucas semanas após o nascimento, estava no centro de seu universo. Adequado a um homem de imaginação única, este filme vai desafiar as convenções de uma cinebiografia e abraçar a realidade alternativa que Philip K. Dick desejava alcançar tão desesperadamente – uma em que sua amada irmã sobreviveu além das seis semanas de vida. É a história dela que contaremos, veremos através das lentes da imaginação [de K. Dick]. Não há melhor maneira de honrá-lo do que lhe conceder seu desejo, mesmo que apenas para a tela”, completou. Outras produções famosas inspirados nas histórias de Dick incluem “Blade Runner” (1982) com Harrison Ford, “O Vingador do Futuro” (1990) com Arnold Schwarzenegger e “Minority Report” (2002), estrelado por Tom Cruise. Vários de seus contos também inspiraram a série de antologia “Electric Dreams”, dedicada a sua obra na plataforma da Amazon. Por enquanto, não há previsão para a estreia de “Jane”. Além deste filme, outra produção sobre Philip K. Dick também se encontra em desenvolvimento: “Only Apparent Real”, centrado num período nebuloso de sua vida nos anos 1970.
Festival de Toronto vai exibir novos filmes de Spielberg, Sam Mendes e Rian Johnson
O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (28/7) sua programação de 2022. Como de praxe, a 47ª edição do evento canadense servirá de lançamento norte-americano para vários filmes com aspiração ao Oscar, além de trazer aguardadas estreias em exibições fora da competição. O evento será aberto pela projeção de “The Swimmers”, drama da diretora britânica Sally El Hosaini (“My Brother the Devil”), que relata a história real das irmãs nadadoras Yusra e Sarah Mardini, que fugiram como refugiadas da Síria devastada pela guerra para participar das Olimpíadas do Rio de 2016. Três títulos se destacam entre as principais estreias exclusivas – isto é, não anunciadas até agora em outros festivais: “The Fabelmans”, ficção inspirada em lembranças da juventude de Steven Spielberg, “Empire of Light”, uma ode ao cinema de Sam Mendes, e “Glass Onion: Um Mistério Entre Facas e Segredos”, continuação de “Entre Facas e Segredos”, dirigido por Rian Johnson em 2018. “Glass Onion” reúne um elenco grandioso, encabeçado por Daniel Craig, mas não vão faltar estrelas no tapete vermelho do festival, que também vai projetar “Causeway”, estrelado por Jennifer Lawrence, “The Menu”, com Anya Taylor-Joy, “My Policeman”, com Harry Styles, e “A Mulher Rei”, que traz Viola Davis como guerreira do Reino de Daomé, na África. O Festival de Toronto acontece entre os dias 8 e 18 de setembro. Veja abaixo a lista completa dos filmes confirmados no evento. Abertura “The Swimmers”, de Sally El Hosaini Apresentações de Gala “Alice, Darling”, de Mary Nighy “Black Ice”, de Hubert Davis “Butcher’s Crossing”, de Gabe Polsky “The Greatest Beer Run Ever”, de Peter Farrelly “The Hummingbird”, de Francesca Archibugi “Hunt”, de Lee Jung-jae “A Jazzman’s Blues”, de Tyler Perry “Kacchey Limbu”, de Shubham Yogi “Moving On”, de Paul Weitz “Paris Memories”, de Alice Winocour “Prisoner’s Daughter”, de Catherine Hardwicke “Raymond & Ray”, de Rodrigo García “Roost”, de Amy Redford “Sidney”, de Reginald Hudlin “The Son”, de Florian Zeller “The Swimmers”, de Sally El Hosaini “What’s Love Got To Do With It?”, de Shekhar Kapur ”A Mulher Rei”, de Gina Prince-Bythewood Apresentações Especiais “Allelujah”, de Sir Richard Eyre “All Quiet on the Western Front”, de Edward Berger “The Banshees Of Inisherin”, de Martin McDonagh “Blueback”, de Robert Connolly “The Blue Caftan”, de Maryam Touzani “Broker”, de Hirokazu Kore-eda “Brother”, de Clement Virgo “Bros”, de Nicholas Stoller ”Catherine Called Birdy”, de Lena Dunham “Causeway”, de Lila Neugebauer “Chevalier”, de Stephen Williams “Corsage”, de Marie Kreutzer “Decision to Leave”, de Park Chan-wook “Devotion”, de JD Dillard “Driving Madeleine”, de Christian Carion “El Suplente”, de Diego Lerman “Empire of Light”, de Sam Mendes “The Eternal Daughter”, de Joanna Hogg ”The Fabelmans”, de Steven Spielberg ”Glass Onion: Um Mistério Entre Facas e Segredos”, de Rian Johnson “Good Night Oppy”, de Ryan White “The Good Nurse”, de Tobias Lindholm “Holy Spider”, de Ali Abbasi “Joyland”, de Saim Sadiq “The King’s Horseman”, de Biyi Bandele “The Lost King”, de Stephen Frears “A Man of Reason”, de Jung Woo-sung “The Menu”, de Mark Mylod “On the Come Up”, de Sanaa Lathan “One Fine Morning”, de Mia Hansen-Løve “Other People’s Children”, de Rebecca Zlotowski “Moonage Daydream”, de Brett Morgen ”My Policeman”, de Michael Grandage “Nanny”, de Nikyatu Jusu “No Bears”, de Jafar Panahi “The Return of Tanya Tucker: Featuring Brandi Carlile”, de Kathlyn Horan “Saint Omer”, de Alice Diop “Sanctuary”, de Zachary Wigon “Stories Not to be Told”, de Cesc Gay “Triangle of Sadness”, de Ruben Östlund “Walk Up”, de Hong Sang-soo “Wendell & Wild”, de Henry Selick “The Whale”, de Darren Aronofsky “Women Talking”, de Sarah Polley “The Wonder”, de Sebastián Lelio
Astro de “No Ritmo do Coração” vai estrelar série sobre time de jogadores surdos
A Disney+ está desenvolvendo uma série baseada no time de futebol americano da Escola Riverside para Surdos da Califórnia (CSDR, na sigla em inglês), que será estrelada por Troy Kotsur, vencedor do Oscar 2022 de Melhor Ator Coadjuvante por “No Ritmo do Coração”. Ele interpretará o treinador da equipe esportiva. A produtora ABC Signature fez uma parceria com o CSDR e o Departamento de Educação da Califórnia para desenvolver a série, que ainda não tem título definido. A trama será baseada na história real da temporada do time em 2021, quando ficou invicto e se qualificou ao Campeonato Estadual da Califórnia. A série vai retratar os alunos, professores e suas famílias. A equipe de redação e produção, tanto na frente quanto atrás das câmeras, também incluirá artistas da comunidade surda. Além de estrelar, Kotsur será produtor executivo e vai se reunir nos bastidores com sua esposa de “No Ritmo do Coração”, a atriz Marlee Matlin, também produtora da atração. O projeto foi desenvolvido pelo cineasta Ron Shelton, conhecido por comédias esportivas como “Sorte no Amor” (1988), “Homens Brancos Não Sabem Enterrar” (1992) e “O Jogo da Paixão” (1996), e ainda não tem previsão de estreia.
SBT negocia versão brasileira do reality “Hotel de los Famosos”
O SBT negocia a produção da versão brasileira do reality show “Hotel de los Famosos”, um grande sucesso da TV argentina lançado em março passado, que mistura elementos do “BBB” e “A Fazenda”. Reality de confinamento com jogos e funções rotativas, o programa original acompanhou 16 famosos trancados num hotel de luxo sem serviços, que a cada semana disputam provas para definir quem assume os papéis de hóspedes e quem serão os funcionários, com uma eliminação por semana. Os hóspedes ficam em quartos espaçosos e têm direito à piscina, spa e bar, além de buffet de café da manhã e outras refeições. Já os funcionários precisam ficar numa área de serviço com pouco conforto e realizar várias tarefas de manutenção e serviço ao hóspede, como lavar roupa, preparar o café e outras refeições, cuidar dos espaços verdes e da piscina, reparação e manutenção geral das instalações, sob ordens de gerentes da produção. Os direitos são de Diego Guebel, conhecido no Brasil como criador do “CQC” (2008-2015) e por ter sido diretor da Band na década passada. Caso o contrato seja fechado, a versão brasileira já vai estrear em 2023. A informação foi publicada inicialmente pelo colunista Flávio Ricco e confirmada por várias fontes. Silvio Santos já deu a aprovação. Na Argentina, o reality elevou a audiência do canal El Trece, que chegou a atingir 15 pontos, um número bastante elevado para os padrões locais. Veja abaixo o trailer da atração original.
Drago: Vilão de “Rocky IV” vai ganhar filme
O estúdio MGM está desenvolvendo um novo derivado da franquia “Rocky”, intitulado “Drago”. O roteiro está sendo escrito por Robert Lawton (“Crave”) e vai se focar na relação entre o boxeador russo Ivan Drago, personagem vivido por Dolph Lundgren em “Rocky IV” (1985), e seu filho Viktor Drago (Florian Munteanu), que enfrentou Michael B. Jordan em “Creed 2” (2018). Rumores sobre o derivado circulavam desde o ano passado, quando Lundgren mencionou um projeto em desenvolvimento sobre seu personagem, mas na época o filme era visto como uma possibilidade remota. Desde então, a MGM se impressionou com o roteiro de Lawton para o vindouro filme “Becoming Rocky”, a história dos bastidores do primeiro “Rocky” (1976). E embora essa produção ainda não tenha previsão de filmagem, Lawton convenceu o estúdio e ganhou aval para desenvolver a história de Drago. Enquanto isso, a MGM se prepara para retomar esse universo em “Creed III”, que trará novamente Michael B. Jordan como Adonis Creed, o filho do primeiro adversário e amigo de Rocky (Sylvester Stallone), Apollo Creed (Carl Weathers). Além de estrelar, Jordan fará sua estreia como diretor na nova sequência, que teve sua estreia definida nesta quinta (28/7) para o dia 3 de março de 2023 nos EUA. Por enquanto, ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Krysten Ritter vai estrelar spin-off de “Orphan Black”
A atriz Krysten Ritter, estrela da série “Jessica Jones”, vai estrelar “Orphan Black: Echoes”, spin-off da premiada série de clones “Orphan Black”, com estreia prevista para 2023 no canal pago americano AMC. Exibida de 2013 a 2017, “Orphan Black” girava em torno de um grupo de mulheres que descobria ser clones da mesma pessoa, após serem separadas e criadas em diferentes localidades, em meio a uma conspiração envolvendo grupos rivais numa guerra pelo controle da experiência. A continuação não deve trazer de volta as “sisters” originais do “clone club” – ou “sestras” como dizia a clone russa – que foram interpretadas, de forma impressionante, pela mesma atriz: a canadense Tatiana Maslany, em uma dezena de papéis diferentes. Em vez disso, a nova série contará outra história passada no mesmo universo. “Orphan Black: Echoes” vai seguir um novo grupo de mulheres interpretadas por Ritter, enquanto elas entram na vida umas das outras e embarcam em uma jornada para desvendar o mistério de sua identidade. A AMC está em busca de um novo sucesso, diante do fim de “The Walking Dead”, que exibirá seus últimos episódios no final do ano, por isso faz uma aposta alta no resgate da franquia consagrada pelo Emmy – que rendeu o troféu de Melhor Atriz para Maslany. O roteiro da nova versão está a cargo de Anna Fishko (roteirista de “Fear the Walking Dead”), que também vai dividir a produção da série com John Fawcett, o co-criador da série original, e com a atriz Krysten Ritter.
Mary Alice: Oráculo de “Matrix” morre aos 85 anos
A atriz Mary Alice, que interpretou Oráculo na franquia “Matrix”, morreu na quarta-feira (27/7) em Nova York, aos 85 anos de idade, de causa não revelada. Mary Alice Smith nasceu em 3 de dezembro de 1936, em Indianola, Mississippi, e foi criada em Chicago numa família de operários. Ela trabalhou no serviço público e foi professora do ensino fundamental antes de ingressar em um grupo de teatro comunitário. Após chamar atenção de Douglas Turner Ward, co-fundador da Negro Ensemble Company, mudou-se para Nova York em 1967, onde sua carreira floresceu em várias peças do circuito off-Broadway. A estreia no cinema aconteceu em 1974, em “A Educação de Sonny Carson”, e logo em seguida ela iniciou uma longa e prolífica rotina de aparições em séries TV – só em 1975, apareceu em episódios de “Sanford & Son”, “Good Times” e “Police Woman”. Em 1976, Mary Alice teve seu primeiro papel de destaque no cinema em “Sparkle”, como a mãe de três filhas que formam um grupo musical ao estilo das Supremes. Produzido cinco anos antes de “Dreamgirls”, musical da Broadway com tema semelhante, o filme lançou as carreiras de Irene Cara (“Fama”) e Lonette McKee (“Malcom X”) e ganhou um remake em 2012, em que Whitney Houston assumiu o papel da mãe. Sua consagração acabou vindo pelo teatro e a TV. Ela venceu o Tony em 1987 por sua atuação como Rose Maxson na peça da Broadway “Fences” – cuja adaptação de cinema, batizada no Brasil como “Um Limite Entre Nós” (2016), rendeu o Oscar para Viola Davis. Em 1993, veio o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama por “I’ll Fly Away”, em sua segunda indicação pelo desempenho na atração sobre segregação racial dos anos 1950. Ela também ganhou reconhecimento pelo filme “Não Durma Nervoso” (1990), de Charles Burnett, pelo qual foi indicada ao troféu de Melhor Atriz no Spirit Awards (o Oscar do cinema independente). E essa sequência de prêmios lhe rendeu convites para muitos trabalhos, acrescentando várias séries e filmes em seu currículo. Entre os destaques, estão os longas “Tempo de Despertar” (1990), de Penny Marshall, “A Fogueira das Vaidades” (1990), de Brian De Palma, “Malcolm X” (1992), de Spike Lee, “Um Mundo Perfeito” (1993), de Clint Eastwood, “Ressurreição” (1998), de Maya Angelou, “A Terra do Sol” (2002), de John Sayles, e “Matrix Revolutions” (2003), das irmãs Wachowski. O papel de Oráculo no desfecho da trilogia original de “Matrix” foi seu último trabalho no cinema. Ela se aposentou da atuação logo após viver novamente a personagem nos videogames “Enter the Matrix” (2003) e “The Matrix Online” (2005). Em homenagem à intérprete original de Rose, a atriz Viola Davis escreveu nesta quinta: “Você foi uma das maiores atrizes de todos os tempos!! Obrigada pelo trabalho, inspiração e obrigada pela Rose. Vá com Deus, Rainha.”
Locke & Key: Trailer revela ameaças finais da série
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 3ª e última temporada de “Locke & Key”. A prévia apresenta uma nova chave capaz de abrir portas em outras épocas, confirma a grande ameaça da temporada e inclui a volta da vilã Dodge, após ter sido derrotada no final do segundo ano. Baseada nos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) desenhados por Gabriel Rodriguez, a série acompanha uma mãe e seus três filhos, após se mudarem para a antiga casa da família, onde são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Uma das chaves abre um buraco para o inferno, de onde um demônio poderoso escapou para aterrorizar os protagonistas nos episódios finais. O elenco destaca Emilia Jones (do filme vencedor do Oscar 2022 “No Ritmo do Coração”), Connor Jessup (“Falling Skies”) e o menino Jackson Robert Scott (o Georgie de “It: A Coisa”) como os jovens irmãos protagonistas, Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) no papel da mãe, Aaron Ashmore (“Killjoys”) como um tio da família e Laisla de Oliveira (“The Gifted”), atriz canadense de pais brasileiros, como a forma principal de Dodge. Desenvolvida por Meredith Averill (criadora de “Star-Crossed”), Aron Eli Coleite (criador de “Daybreak”) e Carlton Cuse (criador de “Bates Motel” e “Jack Ryan”), a retorna para se despedir no dia 10 de agosto.
Bernard Cribbins: Ator de “Doctor Who” morre aos 93 anos
O ator Bernard Cribbins, que participou de “Doctor Who” e estrelou o clássico infantil “Quando o Coração Bate Mais Forte” (The Railway Children), morreu nesta quinta (28/7) na Inglaterra aos 93 anos. A notícia foi dada por sua agência, sem revelar a causa da morte. “Sua carreira durou sete décadas com trabalhos tão diversos que começam em filmes como ‘Quando o Coração Bate Mais Forte’ e as comédias ‘Carry On’”, disse a Gavin Barker Associates em comunicado. “Ele trabalhou bem até os 90 anos, aparecendo recentemente em ‘Doctor Who’ e na série ‘Old Jack’s Boat’. Ele perdeu sua esposa de 66 anos, Gill, no ano passado”. A declaração completa: “A contribuição de Bernard para o entretenimento britânico é inquestionável. Ele era único, tipificando o melhor de sua geração, e fará muita falta a todos que tiveram o prazer de conhecê-lo e trabalhar com ele.” Nascido em Oldham em 29 de dezembro de 1928, o ator fez sua estreia nas telas na minissérie da BBC “David Copperfield”, de 1956, e após uma longa carreira na TV ganhou sua própria atração batizada com seu nome: “Cribbins”, exibida por duas temporadas na ITV, de 1969 a 1970. Paralelamente, começou a se destacar em várias comédias do cinema britânico, como “O Braço Esquerdo da Lei” (1963), com Peter Sellers, e “Um Golpe das Arábias” (1968), com Jerry Lewis, além da sátira de 007 “Cassino Royale” (1968) e de diversos filmes da franquia “Carry On”, desde “Com Jeito Vai… Marujo” (1964) até “Com Jeito Vai… Colombo” (1992). Sua filmografia também inclui a fantasia “A Deusa da Cidade Perdida” (1964), que trazia Ursula Andress como uma deusa imortal, e o suspense clássico “Frenesi” (1972), de Alfred Hitchcock. Mas ele é mais lembrado por sua participação como o funcionário da estação de trem do icônico filme infantil “Quando o Coração Bate Mais Forte” (1970), sobre crianças que vigiavam os trilhos para evitar acidentes e descobrir pistas do desaparecimento de seu pai. A identificação com o público infantil se estendeu à várias séries, como “The Wombles” (1973-1975) e “Jackanory” (1966-1995), nas quais atuou como narrador, além da recente “Old Jack’s Boat” (2012-2015), produção do canal pago infantil Cbeebies que ganhou até spin-off estrelado por Cribbins, “Old Jack’s Boat: Rockpool Tales” (2015). Nos últimos tempos, ele também apareceu em diversos episódios de “Doctor Who” (entre 2007 e 2010) como Wilfred Mott, o avô de Donna Noble (Catherine Tate), uma das companheiras do Doutor vivido por David Tennant. A participação não foi a primeira relação de Cribbins com a franquia. Ele entrou no universo de “Doctor Who” ainda nos anos 1960, com uma participação no filme “Ano 2150: A Invasão da Terra” (1966). E seu último trabalho foi um podcast sobre aquele filme, “Dr. Who & The Daleks: The Official Story of the Films”, lançado em maio passado. Em 2011, ele foi premiado com uma OBE (Ordem do Império Britânico) por seus serviços prestados às artes. O showrunner de “Doctor Who”, Russell T. Davies, postou uma homenagem ao ator em sua conta do Instagram, declarando que “amava este homem” e lembrando o quanto “ele adorava fazer Doctor Who”. “Bernard nos dizia, com um sorriso no rosto, que crianças na rua o chamavam de ‘vovô'”, escreveu o responsável pela série. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Russell T Davies (@russelltdavies63)












