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  • Filme

    Kristen Stewart e Elle Fanning vão estrelar novo filme de Karim Aïnouz

    24 de maio de 2023 /

    Kristen Stewart (“Spencer”), Elle Fanning (“The Great”) e Josh O’Connor (“The Crown”) foram anunciados como protagonistas de “Rosebushpruning”, o próximo longa do diretor brasileiro Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”). A trama será uma releitura do drama psicológico clássico “De Punhos Cerrados” (1965), do diretor italiano Marco Bellochio. A nova versão será escrita pelo roteirista grego Efthimis Filippou (“Piedade”). Aïnouz anunciou o longa durante o Festival de Cannes, explicando a importância do filme original. Ele apontou que a obra de Bellochio teve um grande impacto no cinema italiano e na narrativa da época. “Estou animado por colaborar com Efthimis Filippou para revisitar este trabalho icônico para criar uma parábola contemporânea sobre a morte da família patriarcal tradicional – que espero que seja tocante e provocativa em medidas iguais”, declarou. “Rosebushpruning” é descrito como uma sátira sombria que aborda valores familiares e sociais. A trama gira em torno de um jovem que sofre de epilepsia e planeja os assassinatos de sua família disfuncional. Combinando elementos psicológicos e crítica social, o filme será a segunda obra em inglês do cineasta brasileiro. Ainouz está em Cannes para acompanhar a première de “Firebrand”, seu primeiro filme falado em inglês e com um elenco internacional, encabeçado por Alicia Vikander (“Tomb Raider: A Origem”) e Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”). Em 2019, o diretor brasileiro foi vencedor da mostra Um Certo Olhar, em Cannes, pelo filme “A Vida Invisível”. As filmagens de “Rosebushpruning” estão programadas para o próximo ano. Até o momento, Stewart, Fanning e O’Connor são os únicos nomes confirmados no elenco.

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  • Filme

    Margot Robbie encerra sigilo e revela história de “Barbie”

    24 de maio de 2023 /

    O aguardado filme live-action de “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), tem gerado altas expetativas entre o público. Embora esteja perto de chegar aos cinemas, sua história vinha sendo mantida em sigilo para aumentar ainda mais a curiosidade dos espectadores. Até que a interprete da boneca, Margot Robbie, decidiu contar tudo numa entrevista para a revista Vogue, publicada nesta quarta (24/5). Segundo a atriz, a trajetória da personagem no filme é sobre entender sua própria moralidade, o que a faz fugir para a realidade do mundo humano. “Você sabe como você tem uma voz em sua cabeça o tempo todo?” diz Robbie, mencionando o superego, também chamado de consciência. “Essa mulher, ela não tem aquela voz na cabeça”. Na entrevista, Robbie contou que Barbie deixa sua bela vila porque começa a se perguntar sobre sua própria mortalidade. Depois de apresentar suas dúvidas e preocupações para as amigas, ela começa a se comportar menos como boneca, o que faz com que todos ao seu redor a olhem como se ela não fosse normal. Então, ela decide se aventurar fora do mundo Barbie, presumivelmente para obter respostas. Mas Ken (Ryan Gosling) entra furtivamente em seu carro para acompanhá-la. Durante suas aventuras no mundo humano, Barbie terá que aprender como as pessoas realmente morrem, e como o estilo de vida a que ela estava acostumada em sua casa habitada por bonecas não é nada parecido com as coisas pelas quais as pessoas comuns passam todos os dias. Ela ainda cruza com um alto executivo de uma empresa de brinquedos, interpretado por Will Ferrell. Atuando também como produtora do longa, Robbie explicou o processo de criar camadas para a personagem, incluindo sua sexualidade. “Ela é uma boneca de plástico. Ela não tem órgãos. Se ela não tem órgãos, ela não tem órgãos reprodutivos. Se ela não tivesse órgãos reprodutivos, ela sentiria desejo sexual? Não, acho que ela não conseguiria”, refletiu. “Ela é sexualizada. Mas ela nunca deve ser sexy. As pessoas podem projetar sexo nela”, explica a atriz. “Sim, ela pode usar saia curta, mas porque é divertido e rosa. Não porque ela queria que você veja a bunda dela”. O longa deve se aprofundar nesses e outros debates sobre a personagem. E Robbie diz que, por mais que quisesse honrar o legado da boneca da Mattel, foi preciso reconhecer que há muitas pessoas que criticam o estereótipo que ela carrega. “Eles odeiam ativamente a Barbie. E tem um problema sério com a Barbie. Precisávamos encontrar uma maneira de reconhecer isso”, revelou. Em outra entrevista recente, a atriz confessou ter duvidado que o filme realmente saísse do papel. “A primeira vez que li o roteiro de ‘Barbie’, minha reação foi dizer: ‘nossa, isso é tão bom, pena que nunca vai acontecer, porque os produtores de Hollywood nunca vão nos deixar fazer um filme assim, mas eles deixaram!”. O grandioso elenco do filme também inclui Ryan Gosling (“Blade Runner 2049”), Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”), Helen Mirren (“A Rainha”), Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Alexandra Shipp (“X-Men: Fênix Negra”), Kingsley Ben-Adir (“Uma Noite em Miami”), Emma Mackey (“Sex Education”), Michael Cera (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”), Alexandra Shipp (“X-Men: Apocalipse”), Hari Nef (“País da Violência”), Nicola Coughlan (“Bridgerton”), Emerald Fennell (“The Crown”), Issa Rae (“Insecure”), Ncuti Gatwa (“Sex Education”), Ritu Arya (“The Umbrella Academy”) e até a cantora Dua Lipa. A estreia está marcada para 20 de julho nos cinemas brasileiros, um dia antes de seu lançamento nos EUA. Confira abaixo o trailer da atração.

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  • Música

    Mick Jagger, Viola Davis e mais artistas homenageiam Tina Turner: “Vida longa à rainha”

    24 de maio de 2023 /

    Nesta quarta-feira (24/5), o mundo da música recebeu com tristeza a notícia da morte de Tina Turner, a icônica Rainha do Rock’n’Roll. A cantora faleceu pacificamente em sua casa na Suíça, aos 83 anos, e fãs e artistas que a admiravam não demoraram a prestar seus tributos à cantora. Amplamente reconhecida por suas contribuições para o rock, a influência de Tina se estende por gerações e pelo mundo. Até a cantora brasileira Aline Wirley se manifestou. “Uma das maiores inspirações da minha vida”, escreveu a ex-BBB em reação à notícia da morte. A atriz Angela Bassett (“Wakanda Para Sempre”), que chegou a ser indicada ao Oscar ao interpretar a cantora na cinebiografia “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner” (1993), ressaltou a coragem da artista em compartilhar sua história dolorosa, de abusos do ex-marido, e sua determinação em abrir espaço no cenário do rock não apenas para si mesma, mas também para outras artistas como ela. “Tenho a honra de ter conhecido Tina Turner. Sinto-me honrada por ter ajudado a mostrá-la ao mundo. Então, hoje, enquanto lamentamos a perda dessa voz e presença icônicas, ela nos deu mais do que poderíamos ter pedido. Ela nos deu todo o seu ser. E Tina Turner é um presente que sempre será ‘simplesmente a melhor’. Anjos, cantem para o teu descanso… Rainha”, escreveu no Instagram. Bassett ainda revelou as palavras finais que Tina lhe disse: “Você nunca me imitou. Em vez disso, você mergulhou fundo em sua própria alma, encontrou sua Tina interior e a mostrou ao mundo”. A cantora Diana Ross, compartilhou uma foto ao lado de Tina e expressou sua frustração com a notícia. No breve comentário, ela enviou condolências à família e aos entes queridos da cantora. Já a atriz Viola Davis (“A Mulher Rei”) descreveu Tina como “brilhante” e “um sobrevivente”, lembrando-a como o primeiro símbolo de excelência e liberdade sexual. “Iconica. Linda. Brilhante. Uma sobrevivente. Nosso primeiro símbolo de excelência e liberdade incontrolável da sexualidade!! Você foi minha infância. Oh, cara!!! Deus está recebendo um anjo hoje!!! Descanse bem, Rainha Tina Turner. Vamos nos banhar em seu legado!!!”, escreveu em uma publicação no Instagram com uma foto da cantora. No Twitter, o cantor Mick Jagger publicou algumas imagens da cantora e agradeceu ao apoio da amiga. “Estou tão triste com a morte da minha maravilhosa amiga Tina Turner. Ela era realmente uma artista e cantora extremamente talentosa. Ela era inspiradora, calorosa, engraçada e generosa. Ela me ajudou muito quando eu era jovem e nunca vou esquecê-la”, disse. Celebrando a força de Tina, o ator Forest Whitaker (“Godfather of Harlem”) pediu para as pessoas refletirem sobre a resiliência da cantora, para encontrar grandeza mesmo nos momentos mais sombrios. “Tina Turner era um ícone, a quem amamos por sua voz, dança e espírito”, escreveu no Twitter. “Obrigado por compartilhar seus dons conosco, Tina. Você é simplesmente a melhor”. A cantora Gloria Gaynor reconheceu o papel revolucionário de Tina para outras mulheres na música. “Estou muito, muito triste ao saber da morte de Tina Turner, a lenda icônica que abriu o caminho para tantas mulheres no rock, negras e brancas. Ela fez com grande dignidade e sucesso o que poucos teriam ousado fazer em seu tempo e nesse gênero de música”, homenageou no Twitter. Já o jogador Magic Johnson compartilhou uma foto ao lado de Turner e Elizabeth Taylor, descrevendo-a como uma de suas artistas favoritas de todos os tempos. “Descanse em paz para uma das minhas artistas favoritas de todos os tempos, a lendária rainha do rock’n’roll Tina Turner. Eu a vi muitas e muitas vezes e, sem dúvida, ela deu um dos melhores shows ao vivo que eu já vi. Ela sempre deu a você o valor do seu dinheiro”, escreveu. A cantora Ciara também agradeceu a Turner pela inspiração que ela trouxe a todos. “Descanse no paraíso Tina Turner”, escreveu no Twitter. E a atriz Rita Wilson (“O Pior Vizinho do Mundo”) enfatizou que sua arte permanece viva. “Essa mulher elevou tudo. Talento. Alegria. Graça. Classe. Que lenda em todos os sentidos”, colocou na legenda de uma publicação no Instagram. “Sua música continua viva. Suas lições continuam vivas. Seu exemplo continua vivo. Orações ao seu marido e família. Que Deus abençoe, Tina. Que sua memória seja eterna”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angela Bassett (@im.angelabassett) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por VIOLA DAVIS (@violadavis) I’m so saddened by the passing of my wonderful friend Tina Turner.She was truly an enormously talented performer and singer. She was inspiring, warm, funny and generous. She helped me so much when I was young and I will never forget her. pic.twitter.com/TkG5VrdxXO — Mick Jagger (@MickJagger) May 24, 2023 Tina Turner was an icon, whom we loved for her voice, her dancing, and her spirit. As we honor her, let’s also reflect on her resilience, and think about all the greatness that can follow our darkest days. Thank you for sharing your gifts with us, Tina. You’re simply the best. pic.twitter.com/CZyaItp4Cb — Forest Whitaker (@ForestWhitaker) May 24, 2023 Shocked. Saddened. Sending condolences to Tina Turner’s family and loved ones. pic.twitter.com/FGlQfjxaGh — Ms. Ross (@DianaRoss) May 24, 2023 I am so, so very sad to hear of the passing of @TinaTurner, the iconic legend who paved the way for so many women in rock music, black and white. She did with great dignity & success what very few would even have dared to do in her time and in that genre of music 🕊 #TinaTurner pic.twitter.com/HrcJj7PltI — Gloria Gaynor (@gloriagaynor) May 24, 2023 Rest in peace to one of my favorite artists of all time, the legendary queen of rock n’ roll Tina Turner. I’ve seen her many many times and hands down, she gave one of the best live shows I’ve ever seen. She always gave you your moneys worth. pic.twitter.com/VqlTjy1LUR — Earvin Magic Johnson (@MagicJohnson) May 24, 2023 Heaven has gained an angel. Rest in Paradise Tina Turner.Thank you for the inspiration you gave us all. pic.twitter.com/JMxa9kBsmF — Ciara (@ciara) May 24, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rita Wilson (@ritawilson)

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  • Filme,  Música

    Wes Anderson elogia Seu Jorge e revela: “Eu vou nos shows dele”

    24 de maio de 2023 /

    Durante o Festival de Cannes, o consagrado diretor Wes Anderson rasgou elogios para o ator e cantor brasileiro Seu Jorge, que participa de seu novo filme “Asteroid City”. Embora o brasileiro não tenha comparecido ao evento, Anderson não deixou de destacar sua aparição no longa e exaltou seu talento carismático. Amigos fora das telas, os dois já tinham trabalhado juntos no longa “A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004). Com o lançamento de “Asteroid City” no festival, o diretor comentou sobre a participação de Seu Jorge durante a entrevista coletiva do filme. “Ele é alguém que eu amo. Eu o vi em ‘Cidade de Deus’ antes de a gente filmar ‘A Vida Marinha com Steve Zissou’. A gente o contatou e ele disse que aceitaria trabalhar no filme e veio para a Itália. Ele é uma pessoa extremamente carismática, simpática”, declarou. Na época em que atuou em “A Vida Marinha com Steve Zissou”, Seu Jorge ainda criou versões acústicas em português para hits de David Bowie. Mas em vez de apenas traduzir as letras, o cantor criou novas interpretações. “Eu não sabia que ele tinha reinventado as músicas do Bowie. E isso foi totalmente algo que partiu dele. Ele nem sabia a maioria das canções e fez as versões dele. […] Durante o processo, eu entendi que ele estava fazendo novas versões porque realmente achei que ele estava só traduzindo. E ele não estava”, contou, elogiando o resultado. O diretor revelou que sua admiração por Seu Jorge fez com que os dois mantivessem uma relação de amizade. “A gente mantém contato. Eu vou aos shows dele. Fui no show em Nova York, em Paris. Eu o convidei para ‘Asteroid City’ e ele estava com tempo para fazer esta participação”, comentou. “O bônus para nós foi o fato de que toda noite ele pegava o violão para cantar para a gente, depois do jantar. Isso foi incrível”. Após estrear nas telonas em “Cidade de Deus” (2002), Seu Jorge marcou presença frequente em filmes nacionais e internacionais. Recentemente, ele esteve no longa “Abe” (2019), onde contracenou com o ator Noah Schnapp (“Stranger Things”), e nos aclamados “Marighella” e “Medida Provisória”. O enredo de “Asteroid City” se passa em uma pequena cidade no sudoeste dos Estados Unidos conhecida por abrigar uma cratera de meteoro e um observatório astronômico. A trama se desenrola durante a preparação para uma convenção de astrônomos juvenis, em 1955, quando a cidade é invadida por extraterrestres, resultando em uma série de histórias interligadas que caracterizam o estilo complexo e criativo de Wes Anderson. Com uma estética cartunesca e uma paleta de cores marcantes, “Asteroid City” possui um tom característico dos filmes de Anderson. Mas após a primeira exibição no Festival de Cannes, o longa recebeu críticas mistas. O elenco ainda conta com Scarlett Johansson (“Viúva Negra”), Tom Hanks (“O Pior Vizinho do Mundo”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Jeffrey Wright (“Batman”), Tilda Swinton (“Era Uma Vez um Gênio”), Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Edward Norton (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), Adrien Brody (“Blonde”), Jeff Goldblum (“Jurassic World Domínio”), Tony Revolori (“Servant”), Liev Schreiber (“Ray Donovan”), Hope Davis (“Your Honor”), Rupert Friend (“Obi-Wan Kenobi”), Maya Hawke (“Stranger Things”), Steve Carell (“Space Force”), Matt Dillon (“Capone”), Hong Chau (“A Baleia”), Willem Dafoe (“O Homem do Norte”), Margot Robbie (“Era Uma Vez em Hollywood”) e Jake Ryan (“Savage”). A estreia comercial está marcada para 16 de junho nos EUA e apenas em 10 de agosto no Brasil. Veja o trailer abaixo.

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  • Música

    Tina Turner, Rainha do Rock’n’Roll dos EUA, morre aos 83 anos

    24 de maio de 2023 /

    A cantora Tina Turner, conhecida como a “Rainha do Rock’n’Roll” dos EUA, faleceu pacificamente aos 83 anos nesta quarta-feira (24) em sua casa perto de Zurique, na Suíça. A morte “após uma longa doença” foi confirmada pela sua assessoria, que não especificou o problema de saúde que a cantora enfrentava. Reconhecida como uma das vozes mais possantes do rock e a cantora de performance mais energética, Turner gravou inúmeros sucessos ao longo das décadas, como “Proud Mary”, “Private Dancer”, “What’s Love Got to Do With It”, “We Don’t Need Another Hero” e “The Best”. Nascida com o nome de batismo Anna Mae Bullock na comunidade agrícola de Nutbush, Tennessee (local que ela comemoraria na canção de 1973 “Nutbush City Limits”), Tina Turner começou sua carreira musical ao lado do futuro marido Ike Turner. Creditado como criador do rock’n’roll em 1952, Turner já era um guitarrista respeitado quando se impressionou com a jovem, que se juntou a seu grupo musical, Kings of Rhythm, após deixar o curso de enfermagem em que estudava em 1958. Sem muita experiência na música além de participar do coral na igreja, ela virou “Little Ann” e se entregou ao mundo artístico – engravidando do saxofonista da banda aos 19 anos. Em 1960, depois que o vocalista principal da banda, Art Lassiter, não apareceu para uma sessão de gravação, “Little Ann” foi convocada para assumir a voz principal em uma nova canção escrita por Turner, “A Fool in Love”. A fita chegou até Juggy Murray, presidente do selo independente de R&B Sue Records, que se impressionou e sugeriu que a banda mudasse de nome para enfatizar a cantora. O pedido coincidiu com o nascimento do segundo filho da artista, desta vez com Ike. E foi desse modo que “Little Ann” virou Tina Turner, à frente do The Ike & Tina Turner Revue, dois anos antes de se casar oficialmente com o guitarrista. “A Fool in Love” alcançou o 2º lugar na parada de R&B e o 27º lugar na lista de singles pop. Mas a banda ficou trocando de gravadora e teve dificuldades de emplacar outro hit nos anos 1960. Apesar disso, as performances ao vivo de alta voltagem da vocalista começaram a chamar a atenção. Após um show, os Turners foram abordados pelo produtor Phil Spector, criador do “wall of sound” das girl groups da época, que ofereceu US$ 20 mil para Ike deixá-lo lançar uma música solo de Tina. Gravada em março de 1966 com acompanhamento orquestral, “River Deep, Mountain High” foi a apoteose do lendário “wall of sound” do produtor. A música, porém, não se provou o sucesso imaginado e Tina voltou a gravar com a banda de Ike, que passou a interpretar covers, como “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding – que alcançou a 23ª posição nas paradas em 1969. No mesmo ano, Ike & Tina Turner Revue abriram a turnê dos Rolling Stones nos Estados Unidos – e a performance sensual de Tina tornou-se um destaque de “Gimme Shelter”, documentário dos diretores Albert e David Maysles de 1970 sobre a fatídica jornada de shows da banda inglesa no período. Em 1971, os Turners alcançaram seu maior sucesso pop com o single “Proud Mary”, gravação do segundo single de 1969 do Creedence Clearwater Revival. Mas depois de anos sendo vítima de abuso por Ike, Tina decidiu que era hora de encerrar a parceria e o casamento. A decisão foi tomada após o impacto de sua participação no filme “Tommy” e o lançamento de seu disco solo “Acid Queen” (1975), que capitalizou sua aparição no cinema, mas as frequentes agressões do ex-marido só foram expostas uma década depois, em sua biografia “Eu, Tina: A História da Minha Vida”, publicada em 1986. O livro foi adaptado para os cinemas no filme “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner”, lançado em 1993. Na obra, Tina descreveu como uma surra brutal, infligida a caminho de um hotel em Dallas em julho de 1976, a fez sair de casa e pedir o divórcio. O fim do casamento foi finalizado em 1978, com Tina assumindo uma série de dívidas relacionadas aos negócios da banda e do marido. Entretanto, sua carreira solo não aconteceu como ela planejou. Demorou quase uma década para a cantora voltar à proeminência no mundo da música. E isso só aconteceu após intervenção de David Bowie, que lhe conseguiu um contrato de curto prazo com a Capitol Records. Após quase uma década na margem da indústria musical, Tina ressurgiu nos anos 1980 com o álbum “Private Dancer” (1984), lançado pela Capitol Records. O disco incluía hits como a faixa-título e “What’s Love Got to Do With It”, que alcançou o topo das paradas e rendeu a Tina quatro prêmios Grammy. Para completar, Bowie participou da turnê de lançamento do disco, cantando “Tonight” num dueto com a cantora. O sucesso se intensificou com o lançamento de seu álbum seguinte, “Break Every Rule”, que levou a artista a uma turnê mundial de 14 meses. Um dos lugares que recebeu a apresentação de Tina foi o Brasil. Em um show transmitido mundialmente, a cantora performou para 184 mil pessoas no Estádio Maracanã, na cidade do Rio. Com seu carisma magnético, a cantora também explorou outras faces artísticas. Já contando com uma experiência como atriz no currículo, devido ao seu papel como a Rainha Ácida em “Tommy” (1975), Tina apareceu em seu blockbster em 1985: “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão” ao lado de Mel Gibson. Ela também gravou “We Don’t Need Another Hero” para a trilha sonora do filme, que alcançou o 2º lugar na parada pop. Uma década depois, Tina ainda gravou a música-tema do filme “007 contra GoldenEye”, composta por Bono e The Edge, do U2. Ela continuou gravando e fazendo shows – e a gravação de um show de 1988, que acompanhou o lançamento do hit “The Best”, foi reconhecida com um Grammy como melhor performance vocal de rock feminino – até sua aposentadoria em 2009, com a turnê “Tina!: 50th Anniversary Tour”. Mesmo sem tocar ao vivo, ela registrou um último disco em 2012, “Beyond”, um álbum colaborativo de música e canto budista e cristão, pelo selo independente New Earth. Em 2013, Tina renunciou à cidadania americana e passou a residir na Suíça, onde se casou com o executivo de música alemão Irwin Bach, seu companheiro de 27 anos. Ao longo de sua carreira, a artista lançou nove álbuns solo de estúdio e recebeu oito prêmios Grammy. Ela deixa um legado duradouro na música, com seu talento inigualável e voz poderosa.

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  • Filme

    Diretor revela aparição do Superman de Nicolas Cage em “The Flash”

    24 de maio de 2023 /

    O aguardado “The Flash” tem provocado os fãs da DC Comics desde a divulgação das primeiras escalações do elenco. O longa dirigido por Andy Muschietti (“It – A Coisa”) promete trazer diversas referências ao mundo dos quadrinhos, além de participações surpreendentes de atores como Ben Affleck (“Air: A História por trás do Logo”) e Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) de volta ao papel de Batman. Por outro lado, as surpresas não param por aí. Durante entrevista à revista Esquire do Oriente Médio, o diretor revelou mais uma participação especial. De forma inesperada, o ator Nicolas Cage (“Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe”) teve sua presença confirmada no longa, onde vai finalmente assumir a capa do Superman. “Nic foi absolutamente maravilhoso”, disse Muschietti. “Ele é um grande fã do Superman. Um fanático por quadrinhos”. “Embora o papel fosse uma participação especial, ele mergulhou nele… Sonhei toda a minha vida trabalhar com ele. Espero poder trabalhar com ele novamente em breve”, declarou Muschietti. Há exatos 25 anos, Cage foi escalado para interpretar o Superman em uma versão do herói dirigida por Tim Burton (“Wandinha”). Intitulado “Superman Lives”, o projeto seria rodado em 1997, com o roteiro de Kevin Smith (“Tusk: A Transformação”). Com vários empecilhos, incluindo a falta de sincronia entre as ideias de Smith com o produtor Jon Peters (“Superman – O Retorno”), o projeto acabou nunca vendo a luz do dia. Fã de carteirinha do personagem, Cage até nomeou seu filho Kal-El, em homenagem ao nome do herói em seu planeta natal, Krypton. Agora, o ator poderá ser visto no uniforme que vestiu anos atrás durante a pré-produção do filme nunca realizado. Mesmo que seja uma participação pequena na trama de “The Flash”. Recentemente, Cage comentou sobre o papel em entrevista à revista Variety, afirmando que sua versão do herói seria “mais um Superman dos anos 1980 com cabelos compridos pretos de samurai”. “Eu pensei que seria um Superman realmente diferente, meio emo, mas nunca chegamos lá”, comentou sobre o antigo projeto. A trama de “The Flash” adapta um dos arcos recentes mais famosos dos quadrinhos da DC Comics, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). Na história, o velocista volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. No universo alternativo que ele cria, Superman nunca chegou a Terra. Assim, não há ninguém capaz de impedir a invasão de Zod (Michael Shannon). Cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. “The Flash” estreia no dia 15 de junho no Brasil e no dia seguinte nos Estados Unidos.

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  • Série

    Jennie, do BLACKPINK, revela porque aceitou papel em “The Idol”

    24 de maio de 2023 /

    A cantora Jennie Kim, membro do grupo de K-pop BLACKPINK, comentou sua estreia como atriz na polêmica série “The Idol”, da HBO, que estreou no Festival de Cannes nesta segunda-feira (22/5). Em entrevista ao jornal Women’s Wear Daily, ela revelou o que a atraiu inicialmente para o papel na série detonada pela crítica. Jennie confessou que já admirava o trabalho do diretor Sam Levinson, criador do fenômeno “Euphoria” (2020), há muito tempo, mas o que mais a fascinou no projeto foi o fato de ser uma história sobre a indústria musical. “Achei que poderia contribuir com algo para o papel”, revelou a cantora. “Eu confiei em Sam para colaborar com todas as cenas em que estaríamos trabalhando juntos”. Como alguém que cresceu na indústria sul-coreana, enfrentando um treinamento rigoroso para alcançar o estrelato, Kim enxergou o papel de Dyanne como “uma oportunidade de ser eu mesma e ser corajosa”. “Não me preparei especificamente para isso, Sam queria que eu fosse apenas eu mesma”, confessa. Durante a experiência como atriz, a cantora admitiu que foi desafiador trabalhar ao lado de artistas experientes, como a atriz Lily-Rose Depp (“Viajantes: Instinto e Desejo”), que interpreta a protagonista. Ao dar vida a sua personagem, Jennie admitiu que nunca havia passado algo parecido antes e que foi como quebrar uma barreira para ela. Inclusive, segundo ela, a presença de Depp foi bastante reconfortante durante as gravações. Embora tenha aceitado descobrir seu novo lado artístico com o projeto, Jennie continua em turnê com o grupo BLACKPINK. Devido a première no Festival de Cannes, ela esteve junto à equipe da série para a primeira exibição e afirmou que se sente “honrada pela oportunidade de comparecer”. “É impressionante, mas sou grata e agradecida. Todas essas coisas ao mesmo tempo”, finalizou a entrevista. Na trama, Jennie estrela ao lado de Depp e Abel Tesfaye, mais conhecido como o cantor The Weeknd, que também atua como produtor. A história acompanha uma cantora pop ambiciosa, que tem paralelos com Britney Spears. Após um colapso nervoso que interrompeu sua última turnê, ela está determinada a recuperar seu merecido status como a maior e mais sensual estrela pop dos EUA. Após a exibição dos dois primeiros episódios no Festival de Cannes, a crítica especializada detonou a produção. Comentários como “grosseira”, “nojenta” e “sexista” foram alguns utilizados para descrever a série, que exagera no conteúdo sexual e aposta em uma frequente nudez dos personagens. Criada por Levinson e The Weeknd em parceria com Reza Fahim (“Untitled the Weeknd & Trey Edward Shults Project”), o elenco ainda inclui Suzanna Son (“Red Rocket”), Moses Sumney (“Creed”), Jane Adams (“Hung”), Dan Levy (“Schitt’s Creek”), Hank Azaria (“Brokmire”), Eli Roth (“Bastardos Inglórios”), Rachel Sennott (“Shiva Baby”), Hari Nef (“País da Violência/Assassination Nation”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome é Dolemite”), Ramsey (“Clementine”), o produtor musical Mike Dean, a recém-falecida Anne Heche (“Chicago P.D”) e o cantor Troye Sivan (“Boy Erased”). A série estreia na HBO Max simultaneamente com o canal HBO no dia 4 de junho.

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  • TV

    Vencedora do “American Idol” canta nos metrôs de Nova York pra pagar contas: “Fiquei desapontada”

    24 de maio de 2023 /

    A vencedora da 18ª temporada do talent show “American Idol”, Samantha Diaz, chamou a atenção nas redes sociais ao mostrar sua realidade após a vitória. Embora tenha ganhado um contrato com a gravadora Hollywood Records e um prêmio de US$ 250 mil na temporada de 2020, ela explica que passou por dificuldades desde a final. Com o aperto financeiro, ela precisou retornar a se apresentar nos metrôs de Nova York, algo que fazia antes de entrar para o programa. “Em 2021, senti muita vergonha por voltar aos trens. Eu não queria que as pessoas soubessem que eu precisava do dinheiro e não queria que soubessem que não era uma escolha minha”, revelou a cantora, que adotou o nome artístico “Just Sam”, em entrevista ao jornal britânico The Sun. Diaz explicou que o período seguinte ao programa rendeu muitas frustrações. “Não sabíamos o que fazer com a vitória, especialmente porque não tivemos absolutamente nenhuma ajuda. Há pessoas que tiveram mais sucesso do que eu, e isso é ótimo para elas. Fico feliz por elas, mas eu não sou elas. Não gosto da minha situação atual, mas sei que isso não vai durar para sempre”, declarou. A cantora foi coroada vencedora no início da pandemia, em maio de 2020. Inclusive, durante a competição, os competidores precisaram se apresentar a distância, dentro de suas casas. Neste contexto, a indústria musical já estava em condições bastante diferentes do normal para receber novos artistas que tentassem emergir. “Fiquei desapontada comigo mesma por ter chegado a esse ponto depois de vencer o ‘American Idol'”, confessou Diaz. “Mas tive que ser compassiva comigo e lembrar que comecei minha jornada no Idol aos 20 anos, sem saber nada sobre Hollywood ou a indústria da música”. Em 2022, a cantora deixou a gravadora, lançando apenas um single antes de romper o contrato. Ela apontou a falta de preparo e o custo alto nas produções como motivos que a levaram ao caminho solo. “Todo mundo quer saber o que aconteceu e por que isso ou aquilo, e eu vou responder a essas perguntas algum dia. Mas, por enquanto, direi isso: nunca esperei vencer, mas venci. Sou extremamente grata, embora sinta que decepcionei as pessoas”, finalizou. Embora revele que se sentiu culpada por um bom tempo, a cantora confessa que desde a vitória pode aprender muito com as experiências e espera poder ajudar outros artistas, para não passarem pelas mesmas dificuldades que ela. “Eu sei que tudo acontece por uma razão e acredito que isso também passará, não importa como as coisas possam parecer agora”, acrescentou. Apesar dos desafios, Diaz encontrou uma forma de compartilhar seu talento com o mundo, postando suas apresentações no Instagram para os seus 172 mil seguidores. Os vídeos mostram a cantora nos metrôs de Nova York performando músicas como “Easy on Me”, de Adele, “Listen”, de Beyoncé, e “Almost Is Never Enough”, de Ariana Grande. Exibido no canal americano ABC, o “American Idol” acabou de finaliar sua 20ª temporada, coroando o adolescente de 18 anos Iam Tonji neste último domingo (21/5). Atualmente, o talent show conta com Katy Perry, Lionel Richie e Luke Bryan na bancada dos jurados. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Diaz (@samanthadiaz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Diaz (@samanthadiaz)

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  • Música

    Nova música de Kylie Minogue, “Padam Padam” viraliza e rende memes

    23 de maio de 2023 /

    A nova música da cantora Kylie Minogue, “Padam Padam”, explodiu nas paradas e redes sociais. Com um refrão repetitivo de batidas que acompanham a expressão “padam padam”, a música viralizou e rendeu diversos memes na internet. O single é a primeira faixa divulgada do 16º álbum de estúdio da cantora de 54 anos, intitulado “Tension”. Com uma melodia viciante, “Padam Padam” entrou no Top 5 das paradas globais do iTunes e está prestes a se tornar a estreia mais bem-colocada de Minogue nas paradas do Reino Unido em quase uma década. Já o videoclipe da música acumula quase 2 milhões de visualizações desde seu lançamento na quinta (18/5). Sucesso dos anos 1980, Minogue é intitulada a Princesa Pop australiana. Seu álbum de estreia, “Kylie” (1988), incluiu o hit “The Loco-Motion” que estourou em todo mundo. Ela continuou a lançar álbuns de sucesso ao longo das décadas, voltando a explodir com o disco “Fever” (2001), que apresentava a música “Can’t Get You Out of My Head”. Acumulando prêmios ao decorrer da carreira, ela também atuou em filmes, como “Street Fighter: A Última Batalha” (1994) e “Moulin Rouge!” (2001). Intrigando o público com a expressão “Padam Padam”, a frase nada mais é que uma onomatopeia, assim como “tum-tum”. Na internet, a expressão serviu para animar centenas de memes. Alguns até incorporam cenas de filmes e séries na brincadeira. Confira abaixo o clipe oficial e a repercussão da música no Twitter. as vezes eu to de boa na minha e padam padam da kylie minogue toca assim na minha cabeça: pic.twitter.com/KpcVp6LY1K — jhou🌸 (@mary_konna) May 19, 2023 pic.twitter.com/tkdL0tDiYP — Daniel Zennon (@dzennon) May 22, 2023 pic.twitter.com/E1Fz3tEzGD — crazy broke asian (@tribranchvo) May 23, 2023 Okay I finally listened and I get it. pic.twitter.com/KHtofQBJLk — Adam James (@adamj_griff) May 22, 2023 completamente padam padam das ideia pic.twitter.com/IKiBqHTNzJ — alys (@alysvillalba) May 23, 2023 Isso ta indo longe demais pic.twitter.com/5CIQ6OVCMP — não sei se comento (@flertedelirante) May 23, 2023 Confira o clipe de “Padam Padam”:

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    Destruída pela crítica, “The Idol” é “grosseira, nojenta e sexista” com só 9% de aprovação

    23 de maio de 2023 /

    Antes mesmo de estrear no Festival de Cannes, a série “The Idol” já acumulava polêmicas envolvendo a produção e o conteúdo explícito da história. Durante o evento, o diretor Sam Levinson (“Euphoria”) e o elenco, incluindo os protagonistas Lily Rose Depp (“Viajantes: Instinto e Desejo”) e o cantor The Weeknd (“Joias Brutas”), marcaram presença para a exibição dos dois primeiros episódios. Embora tenha recebido cinco minutos de aplausos, a crítica especializada tem bombardeado a série desde então. Acumulando críticas negativas, “The Idol” começou a terça-feira (23/5) com 20% de aprovação no site agregador de avaliações Rotten Tomatoes. O número que já era ruim, abaixou ainda mais no decorrer do dia, caindo para baixíssimos 9% de aprovação, um “tomate podre” nos parâmetros do site. Em contraste, o sucesso de Levinson, “Euphoria” (2020), registra 80% de aprovação nas duas temporadas. Os críticos ressaltaram que a série peca pelo exagero em seu conteúdo sexual e pela frequente nudez, argumentando que esses elementos não acrescentam nada à narrativa e servem apenas para chocar o telespectador. Além disso, apontaram que a trama se sustenta em clichês, deixando a desejar em termos de originalidade. No começo do ano, a revista americana Rolling Stone publicou uma matéria com diversas acusações sobre a série, desde clima de caos no set a relatos de que The Weeknd teria pedido alterações na trama por ela ser “feminista demais”. A reportagem destacou a substituição da diretora Amy Seimetz por Sam Levinson como uma das razões para a produção tumultuada. Após a estreia no festival, Levinson fez um comentário sobre a reportagem e revelou que a crítica apenas o convenceu de que a série será uma das mais comentadas. “Quando a minha mulher leu a matéria para mim, eu disse: ‘Vamos ter a maior série do verão’”, ele disse na entrevista coletiva logo após a sessão. Na mesma hora, a atriz Lily Rose Depp também se pronunciou em defesa da produção e das críticas sobre o figurino de sua personagem. “Sempre é triste ver coisas falsas e maldosas ditas sobre alguém de quem gostamos. Não foi minha experiência no set”, defendeu. “Ela [Jocelyn] se veste para expressar algo. Eu nunca estive tão envolvida nas conversas sobre todos os detalhes da personagem quanto nesta série”. O cantor The Weeknd, que agora atende como Abel Tesfaye, revelou que muitas das experiências vividas pela personagem de Depp são baseadas nele mesmo. “Inicialmente queria fazer um conto de fadas sombrio na indústria musical. Queria fazer algo especial, ousado, empolgante, divertido. Que faça alguns rirem, que irrite outros”, disse. “Muito do que Jocelyn vive é baseado nas minhas experiências e nas de outros artistas. Eu tenho sorte de ter tomado as decisões certas”. As críticas, porém, discordam destas “decisões certas”. Com briga já comprada na véspera, a Rolling Stone foi fundo: “Desagradável, brutal, [parece] muito mais longa do que parece e muito, muito pior do que você esperava”. “A sensualidade está ausente em ‘The Idol’, apesar de toda a beleza de Depp. Em vez disso, [a série] parece mais pornografia desprezível e tortura”, descreveu o London Evening Standard. “Resumindo, é grosseira, nojenta e sexista”, publicou o Playlist. “Sombrio, grosseiro e vulgar”, ecoou o Showbiz 411. “Até a música é horrível”, acrescentou o Telegraph. “O roteiro parece calculado para enganar o público fazendo-o pensar que está observando como Hollywood funciona, quando muito disso se resume a clichês espalhafatosos”, lamentou a revista Variety. “O que Levinson percebe como provocativo e subversivo é bastante decepcionante. Como pode um programa com tanta nudez, sexo e erotismo ser tão sem graça?”, questionou o site Collider. “Levinson aplica sua direção eficiente e elegante a cada cena. Algumas delas têm impulso, outras são contraditórias e a maioria delas é confusa. Isso faz você se perguntar se, ao tentar tanto ser transgressivo, o programa acaba se tornando regressivo”, apontou o site The Hollywood Reporter. “O desdém do programa (intencional ou não) seria uma coisa, mas é a apresentação hedionda e auto-desculpável da cultura do estupro que irrita”, reclamou o Daily Beast. A trama gira em torno de Jocelyn, uma cantora pop ambiciosa, que tem paralelos com Britney Spears. Após um colapso nervoso que interrompeu sua última turnê, ela está determinada a recuperar seu merecido status como a maior e mais sensual estrela pop dos EUA. Criada por Sam Levinson e The Weeknd em parceria com Reza Fahim (“Untitled the Weeknd & Trey Edward Shults Project”), o elenco ainda inclui Suzanna Son (“Red Rocket”), Moses Sumney (“Creed”), Jane Adams (“Hung”), Dan Levy (“Schitt’s Creek”), Hank Azaria (“Brokmire”), Eli Roth (“Bastardos Inglórios”), Rachel Sennott (“Shiva Baby”), Hari Nef (“País da Violência/Assassination Nation”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome é Dolemite”), Ramsey (“Clementine”), o produtor musical Mike Dean, a recém-falecida Anne Heche (“Chicago P.D”), o cantor Troye Sivan (“Boy Erased”) e ninguém menos que Jennie Ruby Jane, mais conhecida como Jennie Kim do fenômeno musical sul-coreano BLACKPINK. A série estreia na HBO Max simultaneamente com o canal HBO no dia 4 de junho.

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    Mariana Xavier será dona de academia em nova série ao estilo de “Vai que Cola”

    23 de maio de 2023 /

    As gravações da nova sitcom do canal Multishow, “Tem que Suar”, estão na reta final. A série de comédia será ambientada em uma academia de ginástica e contará com um elenco renomado no humor, como Marcelo Serrado (“Fina Estampa”), Evandro Mesquita (“A Grande Família”) e Mariana Xavier (“Minha Mãe É uma Peça”). A produção segue o formato de outras séries do canal gravadas com plateia, ao estilo do sucesso “Vai que Cola” (2013). Durante entrevista ao O Globo, a atriz Mariana Xavier revelou que faltam poucos episódios para encerrar a produção da 1ª temporada de 20 episódios. Na trama, os personagens devem passar por situações cômicas dentro de uma academia. “É um ritmo muito intenso de trabalho. Estou saindo de casa às 7h e voltando às 20h. Ainda mais por se passar numa academia, tem um componente físico que está nos deixando bem estragados (risos)”, brincou. “Mas estamos nos divertindo demais e muito felizes”. Apesar de se considerar uma artista dos palcos, ela topou o desafio da série gravada no Rio de Janeiro. Na história, ela vai interpretar Tuca, personagem que herda o empreendimento. Mariana também confessa que um dos pontos que mais a atraiu para o projeto foi a diversidade no elenco. “É sensacional que a loira gata dessa academia seja uma pessoa com o meu corpo. Isso, sem dúvidas, vai ser um diferencial deste projeto”, apontou. Ela também revelou ter sentido medo de ser rotulada como “humorista” com sua participação na série. “Eu sou uma atriz que faço comédia bem, mas que também quer fazer outros trabalhos. Quando eu comecei a gravar a série, bateu um desespero de que nunca mais me levariam a sério”, disse. “Acredito que estamos aos poucos conseguindo acabar com essa coisa de colocar os atores em caixinhas. Temos grandes nomes da comédia que estão fazendo trabalhos dramáticos maravilhosos”. O elenco da série ainda conta com Marianna Armelini (“Êta Mundo Bom!”), Mary Sheila (“Todas as Flores”), Marcelo Laham (“Malhação”) e o influenciador Vitor DiCastro. Criada por Cris Wersom (“Cabras da Peste”), Erick Andrade e Thais Falcão (“Olhar Indiscreto”), a atração também tem roteiros de Livia La Gato (“Novelei”), Guilherme Tomé (“Irritando Fernanda Young”) e Fernanda Leite (“A Culpa é do Cabral”), além de colaboração do autor André Gabeh, que participou do “BBB 1”. “Tem Que Suar” ainda não tem data de estreia, mas deve chegar no Multishow neste ano.

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    “Com Carinho, Kitty” não consegue desbancar “Rainha Charlotte” na Netflix

    23 de maio de 2023 /

    Nem mesmo com os fãs da franquia “Para Todos os Garotos que Já Amei” a série derivada “Com Carinho, Kitty” conseguiu ocupar o topo do ranking das séries em inglês mais assistidas da Netflix. A última semana registrou o duelo entre séries românticas, derivadas de grandes sucessos do streaming. Mas o spin-off de “Bridgerton”, “Rainha Charlotte”, continua seu reinado, liderando a lista pela terceira semana, com impressionantes 82,39 milhões de horas de exibição. Desde sua estreia em 4 de maio, a série já soma quase 390 milhões de horas assistidas. Com esse desempenho, há chances de se tornar uma das mais populares de todos os tempos na Netflix. No entanto, para alcançar esse marco, ela precisará superar as 511 milhões de horas visualizadas da minissérie “Inventando Anna” (2022) nos próximos 10 dias, na janela de medição de 28 dias. Seguindo no ranking das mais assistidas da semana, “Com Carinho, Kitty” ocupa o 2º lugar após estrear na última quinta-feira (18/5). A produção derivada da franquia protagonizada por Noah Centineo e Lana Condor estreou com expressivas 72,08 milhões de horas assistidas. A Netflix também informou que a série entrou no Top 10 de 90 países ao redor do mundo. O 3ª lugar é marcado pela emocionante “Amigas Para Sempre”. Encerrando o drama, a última parte da 2ª temporada, que chegou na plataforma em 27 de abril, registrou 23,14 milhões de horas assistidas. Com a estreia da 6ª temporada em 19 de maio, o reality show “Sunset – Milha de Ouro” ocupa o 4º lugar com um registro de 22,78 milhões de horas assistidas. Enquanto a documental “McGregor Forever” aparece na 5ª posição, marcando 20,85 milhões de horas assistidas. Devido ao sucesso de “Rainha Charlotte” as duas temporadas de “Bridgerton” também estão de volta ao Top 10. O primeiro ano ocupou o 6º lugar, com 19,46 milhões de horas assistidas, e o segundo marca o 7º lugar, com 18,17 milhões de horas assistidas. O fenômeno “O Agente Noturno” ainda aparece na lista, dessa vez em 8º lugar, com 16,80 milhões de horas assistidas. Por fim, o ranking é encerrado pela 2ª temporada de “Sweet Tooth” e a série de documentários “Missing: Dead or Alive?”, registrando 16,66 milhões e 15,29 milhões de horas assistidas, respectivamente. Já entre os filmes da Netflix, a primeira posição continua ocupada pelo thriller de Jennifer Lopez, “A Mãe”, pelo segundo fim de semana, com mais 94,42 milhões de horas assistidas. Em seguida, o documentário estreante “Anna Nicole Smith: You Don’t Know Me” aparece em 2º lugar, registrando 15,65 milhões de horas visualizadas. Os demais filmes que marcaram presença no Top 10 foram produções licenciadas pela plataforma de outros estúdios: “Ted” (2012), “O Pior Vizinho do Mundo” (2022), “Synchronic” (2019), “Desaparecida” (2023), “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001), “Os Croods” (2013), “UglyDolls” (2019) e “O Que de Verdade Importa” (2016). Confira abaixo os trailers das cinco séries em inglês mais vistas da Netflix na última semana.   1 | RAINHA CHARLOTTE – UMA HISTÓRIA BRIDGERTON | NETFLIX   2 | COM CARINHO, KITTY | NETFLIX   3 | AMIGAS PARA SEMPRE 2 – PARTE 2 | NETFLIX   4 | SUNSET – MILHA DE OURO | NETFLIX   5 | SWEET TOOTH 2 | NETFLIX

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    Asteroid City: Críticos comparam novo filme de Wes Anderson a “paródias geradas por IA”

    23 de maio de 2023 /

    O novo longa dirigido pelo consagrado cineasta Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”), “Asteroid City”, estreou no Festival de Cannes nesta terça-feira (23/5). A premiere contou com a presença do diretor ao lado de Scarlett Johansson (“Viúva Negra”), Tom Hanks (“O Pior Vizinho do Mundo”), Steve Carell (“Space Force”) e mais atores prestigiados que formam um elenco ilustre. “Estou muito feliz em mostrar o filme pela primeira vez. Nós nunca o vimos antes também. Agradeço ao nosso elenco de atores estupendos interpretando atores”, agradeceu Anderson antes da exibição começar. Quando os créditos subiram e as luzes se acenderam, a equipe do filme foi ovacionada por seis minutos de aplausos. Logo em seguida, os veículos presentes na estreia deram início a publicação das críticas. No geral, o longa recebeu avaliações mistas. Enquanto alguns exaltam a excentricidade do filme, outros apontam que o filme se perde em uma narrativa que não se sustenta. Dentre os aspectos visuais que se tornaram marca registrada nas produções de Anderson, estão os tons pasteis e bastante coloridos, cenários que mais parecem casas de bonecas, figurinos detalhados, narrativas malucas e personagens excêntricos. Conforme foi pontuado pela crítica, as alegorias não foram suficientes para evitar frustrações do público com a história e filme deixou a desejar. “Se o cenário de ‘Asteroid City’ tem um sabor suculento daquele jeito vintage característico de Anderson, as cenas e eventos que se desenrolam lá não correspondem”, escreveu Owen Gleiberman, da Variety. O crítico ainda apontou que o humor até diverte, mas em outros momentos parece óbvio. “‘Asteroid City’ se apresenta como uma meditação estilizada sobre o luto, embora não seja do tipo que alguém vai chorar”, pontua. Os exageros do filme também incomodaram o jornalista Steve Pond, do The Wire. “O diretor coloca tantos filtros entre o espectador e os eventos que ele está descrevendo que o enredo mal é registrado”, disse. Embora elogie as atuações, ele pontua que o elenco serve de “distração momentânea” para o “filme menos envolvente” do diretor. “Todas aquelas superfícies incríveis e toda aquela estranheza estudada parecem mais irritantes do que agradáveis”. E finaliza considerando “Asteroid City” como uma “espécie de oportunidade desperdiçada”. As atuações de Jason Schwartzman (“Fargo”) e Scarlett Johansson (“Viúva Negra”) foram elogiadas pelo crítico David Rooney, do The Hollywood Reporter. Por outro lado, ele aponta que os personagens parecem limitados de qualquer desenvolvimento emocional. “Às vezes, o mais recente filme de Anderson parece indistinguível das edições de fãs e paródias geradas por IA de seu trabalho, que surgiram em todo o TikTok e Twitter”, criticou. Em contrapartida, a caricatura excêntrica do longa foi elogiada por outros críticos. Para Todd McCarthy, do Dealine, o filme é uma “surpresa loucamente peculiar que exala criatividade a cada passo”. “Ao mesmo tempo, no entanto, às vezes parece estar buscando epifanias criativas sérias que não estão por vir e que promovem perplexidade em vez de percepção”, contrapõe. Apesar disso, ele considerou a obra uma “criação nova, original e diferente de qualquer outra coisa que você possa ter visto”. Já para Peter Bradshaw, do The Guardian, o ritmo frenético de “Asteroid City” é um de seus grandes méritos. “O filme avança de maneira inteligente e estimulante, absorvendo habilmente as implicações do pathos e da solidão sem se permitir desacelerar”, escreveu. Ele ainda consagrou o longa como “uma nova comédia terrivelmente divertida e levemente sofisticada”. No site Rotten Tomatoes, que reúne críticas de especialistas, o longa marca 77% de aprovação com base em treze resenhas. O filmes mais bem avaliado de Wes Anderson na plataforma é o documentário “Hitchcock/Truffaut”, lançado em 2015, que alcançou 96% de aprovação. Longas mais populares do diretor como a animação “O Fantástico Sr. Raposo” (2009) e o romance “Moonrise Kingdom” (2012), registram 93% de aprovação. A trama de “Asteroid City” se passa no ano de 1955, numa cidade ficcional localizada no deserto americano. A cidade é conhecida por ter sido o local onde ocorreu a queda de um meteoro. Também é nessa cidade que acontece uma competição escolar de jovens astrônomos. Porém, a rotina daquele lugar é interrompida por um evento inesperado que deixa todos de quarentena. O grandioso elenco ainda conta com Jeffrey Wright (“Batman”), Tilda Swinton (“Era Uma Vez um Gênio”), Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Edward Norton (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), Adrien Brody (“Blonde”), Tony Revolori (“Servant”), Liev Schreiber (“Ray Donovan”), Hope Davis (“Your Honor”), Rupert Friend (“Obi-Wan Kenobi”), Maya Hawke (“Stranger Things”), Matt Dillon (“Capone”), Hong Chau (“A Baleia”), Willem Dafoe (“O Homem do Norte”), Margot Robbie (“Era Uma Vez em Hollywood”), Jake Ryan (“Savage”) e Jeff Goldblum (“Jurassic World Domínio”) como um alienígena. “Asteroid City” chega aos cinemas americanos em 16 de junho, enquanto o lançamento no Brasil está agendado para 10 de agosto.

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