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Divulgação/HBO

Série|23 de maio de 2023

Destruída pela crítica, “The Idol” é “grosseira, nojenta e sexista” com só 9% de aprovação

Antes mesmo de estrear no Festival de Cannes, a série “The Idol” já acumulava polêmicas envolvendo a produção e o conteúdo explícito da história. Durante o evento, o diretor Sam Levinson (“Euphoria”) e o elenco, incluindo os protagonistas Lily Rose Depp (“Viajantes: Instinto e Desejo”) e o cantor The Weeknd (“Joias Brutas”), marcaram presença para a exibição dos dois primeiros episódios. Embora tenha recebido cinco minutos de aplausos, a crítica especializada tem bombardeado a série desde então.

Acumulando críticas negativas, “The Idol” começou a terça-feira (23/5) com 20% de aprovação no site agregador de avaliações Rotten Tomatoes. O número que já era ruim, abaixou ainda mais no decorrer do dia, caindo para baixíssimos 9% de aprovação, um “tomate podre” nos parâmetros do site. Em contraste, o sucesso de Levinson, “Euphoria” (2020), registra 80% de aprovação nas duas temporadas.

Os críticos ressaltaram que a série peca pelo exagero em seu conteúdo sexual e pela frequente nudez, argumentando que esses elementos não acrescentam nada à narrativa e servem apenas para chocar o telespectador. Além disso, apontaram que a trama se sustenta em clichês, deixando a desejar em termos de originalidade.

No começo do ano, a revista americana Rolling Stone publicou uma matéria com diversas acusações sobre a série, desde clima de caos no set a relatos de que The Weeknd teria pedido alterações na trama por ela ser “feminista demais”. A reportagem destacou a substituição da diretora Amy Seimetz por Sam Levinson como uma das razões para a produção tumultuada.

Após a estreia no festival, Levinson fez um comentário sobre a reportagem e revelou que a crítica apenas o convenceu de que a série será uma das mais comentadas. “Quando a minha mulher leu a matéria para mim, eu disse: ‘Vamos ter a maior série do verão’”, ele disse na entrevista coletiva logo após a sessão.

Na mesma hora, a atriz Lily Rose Depp também se pronunciou em defesa da produção e das críticas sobre o figurino de sua personagem. “Sempre é triste ver coisas falsas e maldosas ditas sobre alguém de quem gostamos. Não foi minha experiência no set”, defendeu. “Ela [Jocelyn] se veste para expressar algo. Eu nunca estive tão envolvida nas conversas sobre todos os detalhes da personagem quanto nesta série”.

O cantor The Weeknd, que agora atende como Abel Tesfaye, revelou que muitas das experiências vividas pela personagem de Depp são baseadas nele mesmo. “Inicialmente queria fazer um conto de fadas sombrio na indústria musical. Queria fazer algo especial, ousado, empolgante, divertido. Que faça alguns rirem, que irrite outros”, disse. “Muito do que Jocelyn vive é baseado nas minhas experiências e nas de outros artistas. Eu tenho sorte de ter tomado as decisões certas”.

As críticas, porém, discordam destas “decisões certas”. Com briga já comprada na véspera, a Rolling Stone foi fundo: “Desagradável, brutal, [parece] muito mais longa do que parece e muito, muito pior do que você esperava”.

“A sensualidade está ausente em ‘The Idol’, apesar de toda a beleza de Depp. Em vez disso, [a série] parece mais pornografia desprezível e tortura”, descreveu o London Evening Standard. “Resumindo, é grosseira, nojenta e sexista”, publicou o Playlist. “Sombrio, grosseiro e vulgar”, ecoou o Showbiz 411. “Até a música é horrível”, acrescentou o Telegraph.

“O roteiro parece calculado para enganar o público fazendo-o pensar que está observando como Hollywood funciona, quando muito disso se resume a clichês espalhafatosos”, lamentou a revista Variety. “O que Levinson percebe como provocativo e subversivo é bastante decepcionante. Como pode um programa com tanta nudez, sexo e erotismo ser tão sem graça?”, questionou o site Collider.

“Levinson aplica sua direção eficiente e elegante a cada cena. Algumas delas têm impulso, outras são contraditórias e a maioria delas é confusa. Isso faz você se perguntar se, ao tentar tanto ser transgressivo, o programa acaba se tornando regressivo”, apontou o site The Hollywood Reporter. “O desdém do programa (intencional ou não) seria uma coisa, mas é a apresentação hedionda e auto-desculpável da cultura do estupro que irrita”, reclamou o Daily Beast.

A trama gira em torno de Jocelyn, uma cantora pop ambiciosa, que tem paralelos com Britney Spears. Após um colapso nervoso que interrompeu sua última turnê, ela está determinada a recuperar seu merecido status como a maior e mais sensual estrela pop dos EUA.

Criada por Sam Levinson e The Weeknd em parceria com Reza Fahim (“Untitled the Weeknd & Trey Edward Shults Project”), o elenco ainda inclui Suzanna Son (“Red Rocket”), Moses Sumney (“Creed”), Jane Adams (“Hung”), Dan Levy (“Schitt’s Creek”), Hank Azaria (“Brokmire”), Eli Roth (“Bastardos Inglórios”), Rachel Sennott (“Shiva Baby”), Hari Nef (“País da Violência/Assassination Nation”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome é Dolemite”), Ramsey (“Clementine”), o produtor musical Mike Dean, a recém-falecida Anne Heche (“Chicago P.D”), o cantor Troye Sivan (“Boy Erased”) e ninguém menos que Jennie Ruby Jane, mais conhecida como Jennie Kim do fenômeno musical sul-coreano BLACKPINK.

A série estreia na HBO Max simultaneamente com o canal HBO no dia 4 de junho.

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Maria Luiza Priori Pimentel

Jornalista recém-graduada e apaixonada pelo universo do entretenimento. Tem interesse em filmes, séries, músicas, documentários e tudo relacionado à cultura.

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