Star Trek: Discovery finalmente ganha data de estreia
A rede CBS finalmente divulgou a data de estreia da aguardada série “Star Trek: Discovery”. A atração será lançada no dia 24 de setembro nos Estados Unidos. Seguindo o padrão estabelecido em outras parcerias da Netflix, ela deve ser disponibilizada no dia seguinte no mercado internacional, via plataforma de streaming. Originalmente, “Star Trek: Discovery” tinha a missão de inaugurar o serviço de streaming da própria CBS no começo do ano, mas os atrasos em sua produção fizeram com que o spin-off de “The Good Wife”, intitulado “The Good Fight”, tivesse esta honra em fevereiro passado. Como chamariz, a CBS vai exibir apenas o primeiro episódio na TV aberta, lançando os demais em sua plataforma, CBS All Access. O resgate televisivo da cinquentenária franquia espacial vai estrear 12 anos após o cancelamento de “Star Trek: Enterprise” (2001–2005), última atração televisiva desse universo. Assim como aquela série, a nova também é um prólogo da missão original de “Jornada nas Estrelas (1966-1969). A trama se passa uma década antes dos eventos do filme “Star Trek” (2009). Por isso, um dos personagens que se destacam é Sarek (James Frain, de “Gotham”), o pai do Sr. Spock. Mas ainda não se sabe exatamente em que contexto se dará sua participação, muito menos sua relação com a Tenente Michael Burnham, vivida por Sonequa Martin-Green (série “The Walking Dead”), protagonista da série. “Star Trek: Discovery” foi desenvolvida originalmente por trekkers de três gerações diferentes: Nicholas Meyer (diretor de “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” e roteirista de “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa”, nos anos 1980), Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”, que começou a carreira escrevendo episódios das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, nos anos 1990), e Alex Kurtzman (roteirista dos dois primeiros filmes do reboot da franquia, “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”). Mas Fuller, que tinha a função principal de showrunner, acabou saindo para se dedicar ao lançamento de “American Gods”. Em seu lugar, assumiram seus assistentes, Gretchen Berg e Aaron Harberts, que trabalharam com o produtor em “Pushing Daisies”. O piloto foi dirigido por David Semel (séries “Hannibal” e “The Strain”) e o elenco ainda inclui Michelle Yeoh (estrela de “O Tigre e o Dragão”), Anthony Rapp (“Uma Mente Brilhante”), Doug Jones (conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “Mama”), Jason Isaacs (Lucius Malfoy na franquia “Harry Potter”), Shazad Latif (o Dr. Jeckyll da série “Penny Dreadful”), Maulik Pancholy (série “30 Rock”), Kenneth Mitchell (série “Frequency”), Rekha Sharma (série “Battlestar Galactica”) e Terry Serpico (“12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição”). Aproveite e veja o primeiro trailer divulgado neste link.
Conheça a abertura da nova versão da série animada DuckTales
O canal Disney XD divulgou um pôster e a abertura do reboot da série animada “DuckTales – Os Caçadores de Aventuras”. Com uma animação estilizada, que evoca o reboot do Mickey, a prévia também recicla o tema clássico do desenho original, exibido entre 1987 e 1990. A abertura também confirma que o Pato Donald terá mais destaque nesta versão, refletindo a origem da série nos quadrinhos de Carl Barks. Nos anos 1980, Donald teve apenas aparições esporádicas – surgiu em 8 capítulos de um total de 98. Mas nas aventuras quacksicas de Barks, o criador de Patópolis (ou seja, da maioria dos patos da Disney), a presença de Donald sempre foi garantia das melhores piadas e situações de maior perigo. Em outras palavras, a nova versão promete ser mais fiel aos gibis. Vale lembrar que os quadrinhos de Carl Barks, publicados entre os anos 1940 e 1960, são considerados verdadeiras obras de arte e influenciaram a cultura pop de forma irreversível. Para quem não sabe, a sequência da pedra rolante de “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) foi inspirada numa história do Tio Patinhas criada por Barks. O responsável pela voz original de Donald é Tony Anselmo, que dubla o personagem desde o “DuckTales” original, há 30 anos, sucedendo o grande Clarence Nash (1904–1985), que foi a primeira voz do pato mais famoso da história da animação. O resto do elenco foi todo refeito. Ninguém menos que David Tennant, ex-protagonista da série “Doctor Who” e vilão superpoderoso de “Jessica Jones”, dubla o Tio Patinhas. Já o trio de sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho terá as vozes de Danny Pudi (série “Community”), Ben Schwartz (série “House of Lies”) e Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”). O elenco fixo inclui ainda Beck Bennett (também de “Saturday Night Live”) como Capitão Boing, Toks Olagundoye (série “Castle”) como Madame Patilda e Kate Micucci (série “Raising Hope”) como a pequena Patrícia. A atração ainda deve trazer outros personagens conhecidos do público, como a Margarida, o Professor Pardal, Mac Mônei, Maga Patalójika e os Irmãos Metralha, entre outros. O reboot de “DuckTales” estreia em 12 de agosto nos Estados Unidos.
Carros 3 ultrapassa Mulher-Maravilha e estreia em 1º lugar na América do Norte
A nova animação da Disney/Pixar, “Carros 3”, estreou em 1º lugar nos Estados Unidos e Canadá, tirando o blockbuster “Mulher-Maravilha” do topo das bilheterias. Em seu fim de semana de estreia, que coincidiu com o Dia dos Pais nos EUA, o terceiro filme dos carrinhos falantes fez US$ 53,5 milhões. Mesmo assim, foi um desempenho inferior a “Carros 2”, que abriu com US$ 66 milhões no mercado doméstico. Por outro lado, a continuação recebeu críticas mais positivas. Se “Carros 2” se distinguiu por virar a produção pior avaliada da Pixar, com 33% no Rotten Tomatoes, a nova animação conseguiu dobrar (66%) a aprovação. Vale dizer que isso a torna a segunda animação pior avaliada do estúdio. A estreia no Brasil está marcada para o dia 13 de julho. Apesar de cair para o 2º lugar, “Mulher-Maravilha” continuou a impressionar. A adaptação de quadrinhos perdeu apenas 30% de seu público em sua terceira semana em cartaz, arrecadando US$ 40,8 milhões. Em todo o mundo, o filme já soma US$ 571,8 milhões e deve cruzar a marca dos US$ 600 milhões até o próximo fim de semana. O Top 10 sofreu outras modificações com a inclusão de mais três estreias amplas nos cinemas norte-americanos. A cinebiografia do rapper Tupac Shakur, “All Eyez on Me”, teve uma boa abertura, emplacando o 3º lugar com US$ 27 milhões. Entretanto, o valor representa menos da metade da arrecadação inicial de “Straight Outta Compton – A História do NWA” (US$ 60 milhões) há dois anos. Para complicar, a crítica odiou o longa, que teve só 27% de aprovação (nível Michael Bay) no Rotten Tomatoes. Novamente, é grande o contraste com a cinebiografia do NWA, aprovada com 87% em 2015. Sem previsão de lançamento no Brasil, a história de Tupac foi considerada mais superficial e convencional que telefilme do canal Lifetime. A maior surpresa ficou por conta do desempenho de “47 Meters Down”. O suspense aquático traz as atrizes Mandy Moore (série “This Is Us”) e Claire Holt (série “The Originals”) presas no fundo do mar, cercadas por tubarões e contando os minutos de oxigênio que lhes restam. Sem maiores pretensões, rendeu US$ 11,5 milhões, ocupou o 5º lugar e sobreviveu com razoáveis 54% no Rotten Tomatoes. Mais que isso, o thriller indie, que também não tem previsão para o Brasil, saiu-se melhor que “A Noite É Delas”, comédia da Universal estrelada por Scarlett Johansson, que implodiu em 7º lugar, com míseros US$ 8 milhões. Detalhe: “A Noite É Delas” foi lançada em mil salas a mais que “47 Meters Down”. A estreia nacional está marcada somente para setembro, tempo suficiente para o estúdio mudar de ideia e realizar um lançamento direto em Blu-ray. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Carros 3 Fim de semana: US$ 53,5 milhões Total EUA: US$ 53,5 milhões Total Mundo: US$ 74,8 milhões 2. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 40,7 milhões Total EUA: US$ 274,6 milhões Total Mundo: US$ 571,8 milhões 3. All Eyez on Me Fim de semana: US$ 27 milhões Total EUA: US$ 27 milhões Total Mundo: US$ 27 milhões 4. A Múmia Fim de semana: US$ 13,9 milhões Total EUA: US$ 56,5 milhões Total Mundo: US$ 295,6 milhões 5. 47 Meters Down Fim de semana: US$ 11,5 milhões Total EUA: US$ 11,5 milhões Total Mundo: US$ 11,5 milhões 6. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 150 milhões Total Mundo: US$ 650 milhões 7. A Noite É Delas Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 8 milhões Total Mundo: US$ 12,2 milhões 8. As Aventuras do Capitão Cueca Fim de semana: US$ 7,3 milhões Total EUA: US$ 57,9 milhões Total Mundo: US$ 62,6 milhões 9. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 4,9 milhões Total EUA: US$ 374,8 milhões Total Mundo: US$ 844,3 milhões 10. Ao Cair da Noite Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 11,1 milhões Total Mundo: US$ 11,1 milhões
Jack Kirby vai virar Lenda Disney em homenagem póstuma ao rei dos quadrinhos
Graças à compra da Marvel pela Disney, o lendário quadrinista Jack Kirby, cocriador dos principais heróis da editora de quadrinhos (do Capitão América aos X-Men) será transformado em “Lenda Disney”, numa homenagem póstuma planejada para a D23 Expo 2017, a Comic-Con da Disney. Ironicamente, a nova “Lenda Disney” só fez um trabalho para a Disney em sua vida inteira – a adaptação em quadrinhos da cultuada sci-fi “O Buraco Negro” (1979). Mas compras e aquisições colocaram as principais realizações de sua carreira sob controle da empresa do criador de Mickey Mouse. A homenagem também reflete um desdobramento legal recente. Após décadas se recusando a reconhecer os direitos autorais de Kirby, a Marvel entrou em acordo com seus herdeiros em 2014, e desde então os filmes baseados em suas criações referenciam sua autoria original – ao lado de Stan Lee, Joe Simon e outros. A carreira de Kirby começou em 1936, quando desenhava tiras de jornal para o Lincoln Newspaper Syndicate. Em 1940, Kirby criou o Capitão América com o escritor Joe Simon para a Timely Comics – uma empresa que mais tarde passaria a se chamar Atlas Comics e finalmente Marvel Comics – , dando início a uma das carreiras mais criativas do novo meio de comunicação, que lhe renderia o apelido de “Rei dos Quadrinhos”. Kirby não trabalhou apenas com super-heróis, tendo também desenhado romances, westerns, ficção científica e histórias de terror. Seus quadrinhos de romance, por sinal, tornaram-se cultuadíssimos ao inspirarem o movimento da pop art, entre os anos de 1950 e 1960. Trabalhando ao lado de Stan Lee, ele criou a maioria dos super-heróis da Marvel dos anos 1960, iniciando pelo Quarteto Fantástico em 1961. Mas uma briga por créditos o levou a se mudar para a rival DC Comics, onde concebeu o maior vilão da história da editora: Darkseid, em 1970. Kirby teve maior reconhecimento na DC, onde sempre encontrou as portas abertas e onde encerrou sua carreira nos anos 1990. Apesar de suas criações terem alimentado o surgimento de uma verdadeira indústria cultural, o “Rei” faleceu brigado com a Marvel em 1994, aos 74 anos de idade, lutando para recuperar na justiça as artes originais que ele tinha desenhado para assim conseguir levantar algum dinheiro, já que a editora se recusava a lhe dar quaisquer créditos. Para se ter ideia, os próximos filmes da Marvel não existiriam se Jack Kirby não tivesse concebido seus personagens: “Thor: Ragnarok”, “Pantera Negra”, “Vingadores: Guerra Infinita” e “Homem-Formiga e a Vespa”. Com sua homenagem, a Disney, ao menos, repara a maior e mais duradoura história real de supervilania da Marvel.
Drama racial da diretora de Guerra ao Terror ganha novo trailer e vídeo de depoimentos
A Annapurna divulgou um vídeo de depoimentos e o segundo trailer de “Detroit”, drama de época dirigido por Kathryn Bigelow, única mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção. A prévia é tensa, registrando os fatos que originaram um confronto racial histórico, que abalou a cidade americana do título em 1967. E como complemento é possível ver, no vídeo logo abaixo, os personagens reais da história, recordando os eventos que culminaram no quebra-quebra de quase uma semana. 10º filme de Bigelow e o terceiro de sua bem-sucedida parceria com o roteirista Mark Boal, que escreveu seus longas mais recentes – “Guerra ao Terror” (2008) e “A Hora Mais Escura” (2012) – , o filme retrata a devastadora revolta popular que tomou conta de Detroit ao longo de cinco dias, quando uma operação policial e militar sem planejamento matou três jovens negros, precipitando uma rebelião civil, que cresceu para uma batalha campal com um saldo impressionante de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados. O elenco inclui John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), Will Poulter (“O Regresso”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”), Anthony Mackie (“Capitão América: Guerra Civil”), Kaitlyn Dever (série “Justified”), John Krasinski (“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”), Hannah Murray (série “Game of Thrones”), Tyler James Williams (série “The Walking Dead”) e Ben O’Toole (“Promessas de Guerra”). A estreia está marcada para 4 de agosto nos EUA, poucos dias após a comemoração do 50º aniversário dos tumultos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Stephen Furst (1955 – 2017)
Morreu o ator Stephen Furst, que ficou conhecido como o calouro Flounder na comédia clássica “O Clube dos Cafajestes” (Animal House). Ele faleceu na sexta (16/6) em sua casa em Moorpark, Califórnia, perto de Los Angeles, aos 62 anos, devido a complicações da diabetes. O papel de Kent “Flounder” Dorfman em “O Clube dos Cafajestes” (1978) foi o seu primeiro grande destaque no cinema. O personagem era um dos calouros rejeitados, que acabava entrando na pior fraternidade do campus, conhecida por abrigar arruaceiros, e no processo adquiria autoestima. Ele chegou a repetir o papel na série “Delta House”, adaptação do filme que durou só 13 episódios em 1979. Depois disso, Furst fez alguns aparições em filmes B e diversas séries dos anos 1980, antes de voltar a se destacar como protagonista da série médica “St. Elsewhere”, uma das mais populares de sua época. Ele alternou performances cômicas e dramáticas como o Dr. Elliot Axelrod, médico de uma equipe que tentava ensinar Medicina para jovens residentes. A atração durou seis temporadas, de 1982 a 1988, foi indicada à 63 Emmys, ganhando 13 destes prêmios, e chegou a ser eleita a melhor série dramática dos anos 1980 pela TV Guide. De quebra, a produção ainda revelou um jovem ator chamado Denzel Washington. Paralelamente, Furst desempenhou um papel no telefilme apocalíptico “O Dia Seguinte” (1983) e gravou uma participação no clipe de “I Wanna Rock” (1984), do Twisted Sister. Mas, ao fim de “St. Elsewhere”, enfrentou outro hiato na carreira. Ele coestrelou a comédia “De Médico e Louco Todo Mundo Tem um Pouco” (1989) com Michael Keaton, mas não teve sorte ao tentar voltar a protagonizar uma atração televisiva. Sua experiência como padre na série de comédia “Have Faith” (1989) não passou do sexto episódio, levando-o a retomar a rotina de participações especiais. O pula-pula de “MacGyver – Profissão Perigo” a “Melrose Place” durou cinco anos, até o ator entrar em mais uma produção clássica: a série sci-fi “Babylon 5”. Furst viveu um embaixador alienígena chamado Vir Cotto na trama ambiciosa de J. Michael Straczynski (cocriador de “Sense8”), que durou cinco temporadas, de 1994 a 1998, e ainda rendeu uma série derivada e diversos telefilmes. A partir da segunda metade dos anos 1990, ele desenvolveu uma nova linha de trabalho, como dublador de séries animadas. A experiência foi iniciada com o personagem Fan Boy de “Freakazoid”, em 1995, e logo seguida pelos desenhos “Timão & Pumba”, “Filhotes Da Selva”, “Buzz Lightyear do Comando Estelar” e o vídeo “A Pequena Sereia II: O Retorno Para o Mar” (2000). Graças ao status cult de “O Clube dos Cafajestes”, Furst acabou figurando em muitos filmes de fraternidades ao longo da carreira. Infelizmente, todos fraquíssimos. A lista cobre desde “A Reunião dos Alunos Loucos” (1982) até “Calouros em Apuros” (2001) e “Curvas Perigosas” (2002). Ele também participou do curta de reencontro da turma da faculdade fictícia Faber, intitulado “Where Are They Now?: A Delta Alumni Update” (2003), incluído como bonus do DVD de “O Clube dos Cafajestes”. Furst ainda dirigiu diversas produções televisivas, a partir de “Babylon 5”, e nos últimos anos vinha se dedicando à produção cinematográfica. Um de seus últimos trabalhos, o terror “Cold Moon” (2016), acabou lhe rendendo um dos poucos prêmios de sua carreira, ao vencer o Festival de Laughlin em Nevada, nos Estados Unidos. Seus dois filhos publicaram um texto no Facebook pedindo para os fãs não ficarem tristes com sua morte. “Para realmente honrá-lo, não chore pela perda de Stephen Furst. Em vez disso, aproveite as memórias de todas as vezes que ele fez você rir, gargalhar e soltar sons guturais sem medo do próprio constrangimento. Ele acreditava intensamente que o riso é a melhor terapia, E ele gostaria que nós praticássemos isso agora”.
Trailer legendado de A Morte Te Dá Parabéns coloca o terror em looping contínuo
A Universal Pictures divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer legendado do terror “A Morte Te Dá Parabéns” (Happy Death Day), novo filme da produtora Blumhouse (de “Corra!”, “Uma Noite de Crime” e “Atividade Paranormal”). A prévia usa o velho truque do looping temporal de forma criativa, aptando a premissa de “Feitiço do Tempo” (1993) a um contexto de slasher. Em cena típica do gênero, um serial killer mascarado ataca a protagonista (Jessica Rothe, da série “Mary + Jane”) numa república feminina. Mas, após morrer, ela acorda para reviver novamente o mesmo dia, que por acaso é o seu aniversário. E isso acontece sucessivas vezes, até ela se convencer que, para sobreviver, precisará descobrir a identidade do assassino. O filme tem direção de Christopher Landon (da franquia “Atividade Paranormal” e do terrir “Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi”) e foi escrito em parceria com Scott Lobdell, autor de inúmeros quadrinhos dos X-Men e derivados, como “Geração X” e o crossover da “Era de Apocalipse”. “A Morte Te Dá Parabéns” estreia na sexta-feira 13 do mês do Halloween nos cinemas americanos e em 2 de novembro no Brasil.
Sensualidade de Rihanna rouba a cena no novo clipe de DJ Khaled
O novo clipe de DJ Khaled, “Wild Thoughts”, traz uma participação quentíssima de Rihanna. A partir do momento em que ela entra em cena, hipnotiza com seus movimentos insinuantes de cigana caribenha, toda sexy num vestido azul transparente, enquanto Khaled repete seu próprio nome e se contorce (dança) ao fundo. A música também tem participação de Bryson Tiller, que baixa o nível com palavrões e metáforas violentas, mas é a guitarra de Carlos Santana, sampleada de “Maria Maria”, que mais chama atenção na base criada por Khaled. Graças à participações de celebridades em suas músicas, Khaled vem conseguindo uma visibilidade que poucos DJs de hip-hop atingem hoje em dia. Ele até apareceu num recente comercial do Homem-Aranha. E vale lembrar que seu hit mais recente, “I’m the One”, junta nada menos que Justin Bieber e Chance the Rapper. “Wild Thoughts” é o quarto single do novo álbum de Khaled, “Grateful”, que será lançado oficialmente no dia 23 de junho e ainda conta com vocais de Beyoncé, Jay Z, Nicki Minaj, Alicia Keys, Drake, Future e muito mais. Já o clipe tem direção de Colin Tilley, responsável pelo famoso vídeo de “Anaconda”, de Nicki Minaj, além do divertido “M.I.L.F. $”, de Fergie.
John G. Avildsen (1935 – 2017)
Morreu John G. Avildsen, diretor dos clássicos “Rocky: Um Lutador” (1976) e “Karatê Kid” (1984). Ele faleceu na sexta-feira (16/6) em Los Angeles, aos 81 anos, vítima de câncer nos pâncreas. Avilsen começou sua carreira como assistente de direção de Otto Preminger nos anos 1960 e em pouco tempo passou a comandar seus próprios filmes: produções independentes, que ele dirigiu, produziu, filmou e editou. Seus primeiros longas tinham temáticas contraculturais. A lista inclui o psicodélico “Turn on to Love” (1969), o contestador “Adivinhe o que Elas Aprenderam na Escola Hoje” (1970), sobre educação sexual, e o perturbador “Joe – Das Drogas à Morte” (1970), sobre um extremista conservador assassino de hippies. Mas aos poucos essa tendência deu lugar a filmes por encomenda. Sua carreira entrou em outro patamar a partir de “Sonhos do Passado” (1973), que ele realizou para a Paramount. O filme foi indicado a três Oscars e rendeu o troféu de Melhor Ator para Jack Lemmon. Mas isso não foi nada perto da repercussão de “Rocky”, produção da MGM que se tornou um fenômeno, transformando o ator e roteirista Sylvester Stallone num astro do cinema. A história do lutador amador que enfrenta o campeão do mundo foi indicado a impressionantes dez Oscars e venceu como Melhor Filme do ano. Pela criação das cenas clássicas de “Rocky”, o próprio Avilsen venceu o Oscar de Melhor Diretor e o troféu do Sindicato dos Diretores (DGA Award). “Todos recordam a primeira vez que viram ‘Rocky’. Por mais de 40 anos, a história clássica sobre o perdedor que supera todas as probabilidades tem encantado gerações de espectadores”, disse o presidente e CEO da MGM, Gary Barber, que definiu Avildsen como “um tesouro americano”. Graças ao status atingido por “Rocky”, o cineasta ficou em alta com os grandes estúdios, assinando produções bastante variadas, como “A Fórmula” (1980), thriller estrelado por Marlon Brando, e “Estranhos Vizinhos” (1981), comédia com John Belushi. O trabalho sob encomenda rendeu bombas como “Clube das Mulheres” (1983), mas também sucessos retumbantes, como “Karatê Kid” (1985). Com “Rocky” e “Karatê Kid”, Avildsen inaugurou duas das franquias mais bem-sucedidas de seu tempo. Ele dirigiu todos os três “Karatê Kid” lançados nos anos 1980 e ainda “Rocky V”, em que o personagem se aposentou dos ringues, em 1990. Ao todo, ele dirigiu 30 filmes, entre ficções e documentários. Seu último longa foi “Inferno” (1999), estrelado por Jean-Claude Van Damme, em que se desentendeu com os produtores e pediu para tirar seu nome da produção. O filme chegou às telas trazendo um nome fictício como diretor, e Avildsen nunca mais foi contratado em Hollywood. Após anos de reclusão, ele planejava voltar com um novo trabalho, intitulado “Nate & Al”, uma comédia estrelada pelos veteranos Richard Dreyfuss e Martin Landau. Mas o projeto não saiu do papel. Em vez disso, seu último registro foi como ele próprio, diante e não atrás das câmeras. Avildsen foi homenageado com um documentário dedicado a sua carreira, “John G. Avildsen: King of the Underdogs”, que teve sua première no Festival de Santa Barbara, em fevereiro passado.
Brasil sem Cultura: Terceiro Ministro da Cultura pede demissão em menos de um ano
O cineasta João Batista de Andrade, que substituía interinamente Roberto Freire como ministro da Cultura há um mês, enviou carta ao presidente Michel Temer pedindo sua demissão. No curto comunicado, enviado nesta sexta (16/6), Andrade se coloca à disposição para ajudar na transição, mas informa não querer fazer mais parte do ministério. “Informei que não tenho interesse em continuar. Fico apenas aguardando a nomeação do próximo Ministro e minha recorrente exoneração”, explicou Andrade ao jornal O Globo. Ele acrescentou que não queria participar de uma “roleta”, em alusão ao substituto fixo de Roberto Freire, e que não via viabilidade econômica na pasta, após um corte expressivo de verbas. Andrade ainda declarou que o ministério “não merece” essa situação e ainda criticou outras “interferências” do governo. “Em primeiro lugar porque já há muitos candidatos e eu não quis participar dessa roleta. O Ministério da Cultura não merece. Em segundo lugar por ter recebido um Ministério absolutamente inviabilizado pelo corte de 43% do orçamento e pelas interferências em decisões e indicações ministeriais, como aconteceu na ANCINE”, afirmou ao Globo. Falando para a rádio Joven Pan, Andrade deu mais detalhes sobre o escanteamento do Ministério da Cultura, afirmando que o corte orçamentário incapacitou o Ministério. “Com esse corte, o Ministério mal consegue andar. Não consegue desenvolver projeto nenhum”, ele afirmou. Mas a gota d’água teria sido a escolha do novo presidente da Agência Nacional do Cinema (ANCINE). Andrade disse que o governo “passou por cima” da indicação do Ministério da Cultura, que assim ficou inviabilizada não apenas economicamente, mas também politicamente. “A Debora Ivanov era a indicação de todas as entidades do cinema e também do Ministério da Cultura. O governo resolveu que vai nomear outra pessoa”, revelou. “Então, completamente atropelou a iniciativa do Ministério, não levou em conta as indicações do Ministério. Então, com o Ministério, sem orçamento e desautorizado, eu pergunto: o que eu tô fazendo aqui?”, desabafou Andrade. Para ele, foi criado um desgosto crescente do governo em relação à pasta, que levou à sua inviabilização e desprestígio. Andrade ainda prevê um futuro “péssimo” para a Cultura. Vale lembrar que seu antecessor, Roberto Freire, decidiu sair do governo após o estouro do escândalo de corrupção envolvendo a delação de Joesley Batista, dono da JBS, e o presidente Michel Temer. E o antecessor deste, Marcelo Calero, demitiu-se após ser assediado por um colega do governo para corromper. Em um ano, o Brasil trocou três vezes de Ministro da Cultura. E em todas as oportunidades, os que estavam no cargo pediram para sair diante de desmandos políticos. Vale lembrar que uma das primeiras iniciativas de Michel Temer ao assumir o cargo de Presidente foi extinguir o Ministério da Cultura. Ele só voltou atrás após a pressão de artistas e da sociedade civil.
História da criação do Ursinho Pooh ganha primeiro trailer
A Fox Searchlight divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Goodbye Christopher Robin”, que conta a história da criação do Ursinho Pooh pelo escritor Alan Alexander Milne. A trama é complexa, porque o filho de Milne, Christopher Robin, cresceu culpando o pai de ter explorado sua infância para vender livros. A prévia toca brevemente no ressentimento do menino, ao mesmo tempo em que o mostra feliz com seus bichinhos de pelúcia, que originaram os personagens do Bosque dos 100 Acres. Na versão cinematográfica, a dificuldade de relacionamento entre pai e filho é que teria motivado o artista a criar o célebre personagem, como forma de tentar uma aproximação com o garoto. Produção britânica, o filme marca a segunda parceria entre o diretor Simon Curtis e o ator Domhnall Gleeson, intérprete de Milne, após a ótima comédia “Questão de Tempo” (2013). O elenco também destaca Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) como a mulher do escritor e o estreante Will Tilston como Christopher Robin. O personagem também vai aparecer adulto, interpretado pelo jovem Alex Lawther (“O Jogo da Imitação”). A estreia está marcada para 24 de setembro no Reino Unido e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Mel Gibson e John Lithgow chegam para o Natal no trailer de Pai em Dose Dupla 2
As continuações parecem vir cada vez mais rápido nos dias de hoje. Pouco mais de um ano após a estreia de “Pai em Dose Dupla”, chegam as primeiras fotos e o trailer legendado de “Pai em Dose Dupla 2”. A prévia mostra que, como o conflito original foi resolvido no primeiro filme, a produção da Paramount Pictures optou pela fórmula estabelecida em “Entrando Numa Fria” (2000), tornando-o “Maior Ainda” (2004) com a inclusão de mais parentes. Após se acertarem e ficarem amigos, o pai e o padrasto vividos por Mark Wahlberg e Will Ferrell terão que lidar com seus próprios pais, vividos, respectivamente, por Mel Gibson e John Lithgow. Claro que o primeiro é durão e o segundo amoroso em excesso, e ambos terão que conviver durante um Natal em família. O elenco também volta a trazer Linda Cardellini como a mãe dos filhos de Wahlberg e esposa de Ferrell, além das crianças Scarlett Estevez, Owen Vaccaro e Didi Costine, que motivarão a disputa de atenção dos vovôs, sem esquecer da brasileira Alessandra Ambrósio e do lutador John Cena. Novamente escrito e dirigido por Sean Anders, o filme estreia em 21 de dezembro no Brasil, mais de um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
In-Edit Brasil traz documentários musicais a São Paulo
O festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais, chega a sua 9ª edição em São Paulo, trazendo do jazz ao punk rock. O convidado internacional do festival é o diretor Don Letts, que vai participar de palestras abertas ao público, além de mostrar dois de seus filmes: “Punk: Attitude” e “Two Sevens Clash (Dread Meets Punk Rockers)”. O segundo filme retrata a trajetória do diretor, acompanhando a lendária banda The Clash e sua combinação de punk e reggae. O evento também vai celebrar os 50 anos da Tropicália, resgatando filmes sobre o famoso movimento musical como os premiados – e já antigos – “Loki – Arnaldo Baptista” (2008) e “Tropicália” (2012). Entre as novidades, o destaque é “Sotaque Elétrico”, que mapeia a evolução da guitarra elétrica no Brasil – incluindo, claro, Lenny Gordin, Sergio Dias e Luis Carlini, pioneiros tropicais do rock. Mas a variedade de opções é tanta que há filmes sobre The Stooges, Nick Cave, Whitney Houston, KLF, John Coltrane, Laibach e a dançarina de flamenco La Chana. O In-Edit Brasil acontece até 25 de junho na capital paulista. Confira a programação completa, com salas e horários, no site oficial. E veja abaixo 10 dicas da Pipoca Moderna para curtir no evento.












