Série de comédia SMILF é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano Showtime anunciou a renovação de sua nova série de comédia “SMILF”. A decisão foi tomada após a exibição de quatro dos dez episódios encomendados para sua 1ª temporada. A atração registrou uma das melhores audiências de novatos do canal, com uma estreia assistida por 768 mil pessoas ao vivo, números que foram dobrados com reprises e outras plataformas. Impulsionada por uma exibição junto da estreia da 7ª temporada de “Shameless”, que bateu recorde de público, a série segurou a audiência nos episódios seguintes, que registraram 500 mil telespectadores ao vivo. “SMILF” é baseado no curta-metragem indie homônimo de Frankie Shaw (a Shayla Nico na série “Mr. Robot”), premiado no festival de Sundance de 2015. Além de escrever e produzir, Shaw também dirige e estrela os episódios como Bridgette, uma garota de 20 e poucos anos, que mora em Boston e tenta ter uma carreira, amizades e sexo, enquanto reluta em aceitar a realidade de ser uma mãe jovem e solteira. O título, por sinal, é uma gíria sexista, abreviatura de Single Mom I’d Like to F* (mãe solteira que eu gostaria de transar). Mas como mostra a série, apesar de bonitinha, jovem e solteira, a protagonista não consegue transar de jeito nenhum, justamente por causa de seu bebê. A 1ª temporada estreou em 5 de novembro nos Estados Unidos e a exibição do último episódio está marcada para 31 de dezembro. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.
Jogos Mortais: Jigsaw é a maior estreia em semana de horror nos cinemas
A volta da franquia de torturas “Jogos Mortais” é a maior estreia desta semana, marcada pelo horror nos cinemas. São quatro lançamentos do gênero, inclusive um brasileiro e outro que tenta vaga no Oscar 2018, entre as 14 novidades da programação. A maioria dos filmes da lista são produções nacionais e todos os trailers podem ser assistidos com cliques nos títulos dos filmes abaixo. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig (da elogiada sci-fi “O Predestinado”), “Jogos Mortais: Jigsaw” gira em torno de uma nova série de assassinatos brutais, com os mesmos requintes de tortura e sadismo associados ao serial killer John Kramer. Só que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década, como os fãs da franquia puderam testemunhar. A investigação sobre a identidade do assassino conduz a trama, que é basicamente a mesma de sempre. Tanto que, para a crítica americana, Jigsaw deveria ter ficado enterrado. As avaliações foram negativas, com 34% no Rotten Tomatoes. A classificação etária é para maiores de 18 anos. O grande circuito também destaca o suspense “Assassinato no Expresso do Oriente”, nova adaptação do famoso mistério de Agatha Christie sobre um assassinato cometido a bordo de um trem. Graças à conveniência literária/cinematográfica, também viaja neste mesmo trem aquele que se apresenta como “o maior detetive do mundo”, Hercule Poirot, que se propõe a responder à pergunta básica dos enredos do gênero: “quem matou”. E quem leu o livro original, publicado em 1934, ou viu a adaptação clássica de 1974, sabe que a resposta é a mais absurda dentre todos os textos da escritora. O detetive belga é vivido por Kenneth Branagh (“Operação Sombra: Jack Ryan”), que se divide em cena, atuando também atrás das câmeras como diretor do longa-metragem. E a impressionante lista de suspeitos inclui Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”), Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Derek Jacobi (“Cinderela”), Olivia Colman (série “Broadchurch”) e Lucy Boynton (“Sing Street”). Entretanto, apesar deste elenco, o melhor do filme é a parte técnica, especialmente a direção de arte, que rendeu 58% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 91% da versão de 1974. Para o público infantil, a animação “A Estrela de Belém” mostra como animais falantes ajudaram José e Maria a dar a luz ao Natal. Na verdade, o desenho conta a velha história do nascimento de Jesus, com judeus malvados no encalço de José e Maria, os Reis Magos e a estrela D’alva – que é referenciada no título. Só que esta versão é narrada pelos bichos do presépio, que vivem inúmeras presepadas ignoradas pelo Novo Testamento. Com baixo orçamento, os bichos falantes chegam a lembrar personagens de outras produções, numa animação de aparência tosca, considerada medíocre com 51% no Rotten Tomatoes. O maior lançamento nacional é “Os Parças”, o besteirol da semana. Repleto de referências antigas – Fábio Júnior, É o Tchan – , que ajudam a definir seu humor como datado, é basicamente um quadro do programa “Zorra Total” antes da reformulação, em que um grupo de comediantes careteiros e cheios de frases de efeito (que funcionam como bordões) tenta dar golpes em festas de casamento, conseguindo se mostrar mais incompetente que “Os Penetras”. Os “parças” do título são vividos pelo youtuber Whindersson Nunes (“Os Penetras 2”), Bruno de Luca (“Copa de Elite”), Tirullipa (filho de Tiririca) e Tom Cavalcante (do “Zorra Total”) em sua estreia no cinema. Estes trapalhões dão saudades dos Trapalhões, ao estrelarem a pior comédia do ano. Já o pior estrangeiro da semana é “Screamers”, um terror no estilo “found footage” (vídeos encontrados), que junta site de compartilhamento de vídeos, lenda urbana e gravações amadoras – e nem sequer foi lançado em seu próprio país, os Estados Unidos. “Patti Cake$” abre a parte boa da programação, com 82% de aprovação. A história da rapper aspirante Patricia Dombrowski, aka Patti Cake$, em sua busca inglória por reconhecimento na periferia de Nova Jersey, é um dos filmes que mais chamou atenção na cena independente americana em 2017, combinando história de superação, comédia e música. Lançado no Festival de Sundance, passou por Cannes, foi premiado em Seattle e está indicado ao Spirit Awards. A intérprete da personagem-título, Danielle Macdonald, é uma das revelações do ano. Coprodução da Polônia e do Reino Unido, “Com Amor, Van Gogh” é uma animação para adultos e um trabalho de beleza rara. Com direção da pintora e cineasta polonesa Dorota Kobiela (“The Flying Machine”) e do britânico Hugh Welchman (que venceu o Oscar em 2008 pelo curta animado “Pedro e o Lobo”), o filme tem cada um de seus frames pintados manualmente como se fossem quadros. Trata-se do primeiro desenho animado inteiramente pintado a mão, usando a técnica de pintura a óleo. Isto demandou o envolvimento de uma equipe com mais de cem pintores, que trabalham arduamente no projeto desde 2012. Todo esse esforço também tem função de metalinguagem, ao ser utilizado para contar a história do pintor holandês Vincent Van Gogh, utilizando suas próprias pinturas como cenários e personagens – numa cinebiografia completamente inusual. 81% no Rotten Tomatoes. Estreia com maior cotação da semana, “Thelma” conquistou 89% de aprovação no “tomatômetro”. Terror norueguês de temática lésbica, dirigido por Joaquim Trier com ecos de “Carrie, a Estranha” (1976), o filme mostra uma menina reprimida (Eili Harboe, de “A Onda”) que começa a manifestar poderes psíquicos destrutivos de forma inconsciente, ao sentir atração por uma colega de aula (a cantora Kaya Wilkins, mais conhecida pelo nome artístico de Okay Kaya). O clima é bastante sensual, graças à beleza da fotografia e das jovens, mas também muito tenso. Após três dramas sóbrios e realistas – “Começar de Novo” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011) e “Mais Forte que Bombas” (2015) – , a temática de “Thelma” surpreende na filmografia de Trier pelo apelo paranormal. Mas a qualidade permanece, já que foi selecionado como candidato da Noruega a uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. A última das quatro estreias de terror é a produção maranhense “Lamparina da Aurora”. Premiado no Festival de Tiradentes, o longa tem direção de Frederico Machado, proprietário da Lume Filmes e também responsável por um festival no Nordeste, e enfatiza atmosfera e silêncios sobre a narrativa. Descrito como uma fábula existencial sobre o tempo, o corpo e a natureza, a trama acompanha um casal de idosos que recebe a visita de um jovem misterioso todas as noites na fazenda abandonada em que vivem. “Antes o Tempo Não Acabava” chega aos cinemas quase dois anos após iniciar sua trajetória internacional pelo Festival de Berlim de 2016. Rodado na Amazônia, o filme acompanha a história de um índio que enfrenta os líderes da sua comunidade e as tradições de seu povo para ir morar sozinho no centro de Manaus. Dividido entre rituais da tribo e a noite gay da capital do Amazonas, ele busca encontrar sua identidade como cidadão – seu “nome de branco”. “Antes o Tempo Não Acabava” é o segundo longa do amazonense Sérgio Andrade, após o também premiado “A Floresta de Jonathas” (2012), e marca a estreia na direção de Fábio Baldo, que editou “A Floresta de Jonathas”. A temática LGBT+ lhe rendeu a vitória no Queer Lisboa 2016, Festival Internacional de Cinema Queer, realizado em Portugal. A luta por direitos da comunidade LGBT+ também tem destaque no documentário “Meu Corpo é Político”, que aborda o cotidiano de quatro militantes que vivem na periferia de São Paulo: Linn da Quebrada, artista e professora de teatro, Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo, Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição, e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. Em discussão, temas como representatividade social e identidade de gênero. Outro documentário, “Camara de Espelhos”, busca retratar a identidade feminina. Por meio de entrevistas realizadas com vários homens da Região Metropolitana de Recife, o filme visa mostrar como os homens enxergam o papel das mulheres na sociedade e reflete as violências sofridas pelas pessoas do sexo feminino no Brasil. A história africana é explorado na coprodução entre Brasil, Portugal e Moçambique “Yvone Kane”, drama de ficção estrelado por Irene Ravache (“Memórias que Me Contam”), que acompanha uma investigação jornalística sobre a trajetória de uma antiga guerrilheira, morta na luta pela independência moçambicana. A diretora Margarida Cardoso nasceu na antiga colônia portuguesa, onde também filmou sua estreia, “A Costa dos Murmúrios” (2004), mas não faz thriller político ao delinear a personagem do título, usando-a apenas como pano de fundo de uma história sobre perdas. A programação ainda tem o bem-intencionado, mas amador “Cromossomo 21”, história de amor de uma adolescente com Síndrome de Down. Totalmente independente, tem roteiro louvável.
Arrow: Casamento e traição no trailer do último episódio do ano
Esta notícia também contém um grande spoiler do final de “Crisis on Earth-X”. Um dos casamentos mencionados no post sobre a audiência do final do crossover ganhou festa com convidados especiais no trailer do próximo episódio de “Arrow”, que também será o último capítulo da série neste ano. Felicity (Emily Bett Rickards) até lembrou a Oliver (Stephen Amell) o que tinha acontecido na primeira vez que eles quiseram casar. Mas a felicidade de Iris (Candice Patton) e Barry (Grant Gustin) acabou contagiando o casal. E embora nazistas de outra dimensão não tenham interrompido a festa, a comemoração é estragada pela notícia de que um dos integrantes do time do Arqueiro Verde é um traidor e pode ser responsável pela prisão do herói. Intitulado “Irreconcilable Differences” (diferenças irreconciliáveis), razão citada para a maioria dos divórcios, o episódio vai ao ar em 7 de dezembro na rede americana CW. Depois, a série só retorna em 2018 para a metade final da 6ª temporada. A séries de super-heróis é exibida no Brasil pelo canal pago Warner com duas semanas de diferença em relação aos Estados Unidos.
Herói morto no crossover reaparece adolescente em trailer do próximo episódio de Legends of Tomorrow
Esta notícia é um grande spoiler do final do crossover “Crisis on Earth-X”. O funeral mencionado no post sobre a audiência da atração foi de um personagem da série “Legends of Tomorrow”: o Professor Martin Stein, metade do herói Nuclear. A saída do ator Victor Garber já tinha sido anunciada no mês passado, após ele ser confirmado na produção da Broadway de “Hello, Dolly!”. Mas a trama se encaminhava para uma “aposentadoria” feliz do personagem, o que tornou sua morte mais trágica, num sacrifício para salvar a vida de Jefferson Jackson (Franz Drameh), a outra metade de Nuclear. A morte de Martin Stein não significa, necessariamente, o fim do personagem no universo televisivo da DC, como já foi visto com relação à vários outros – três deles, inclusive, presentes no crossover: Canário Branco, Capitão Frio e Flash Reverso. E os produtores de “Legends of Tomorrow” nem vão manter o luto por muito tempo, trazendo-o de volta já na terça que vem (5/12). Mas com uma reviravolta. Victor Garber realmente se despediu da atração, mas como a trama lida com viagem no tempo, a versão adolescente de Martin Stein pode ser vista em perigo na prévia do próximo episódio, capturado por guerreiros vikings. Confira abaixo. O que acontece a seguir é algo que os fãs da série só confirmarão na exibição televisiva. A série de super-heróis é exibida no Brasil pelo canal pago Warner com duas semanas de diferença em relação aos Estados Unidos.
Melhor que Liga da Justiça, crossover das séries da DC termina com dois casamentos, um funeral e recorde de audiência
O final de “Crisis on Earth-X”, crossover das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow” na rede CW, marcou novos recordes de público para os programas envolvidos. A exibição de “The Flash” na noite de terça (28/11) nos Estados Unidos atraiu 2,74 milhões de telespectadores, e a sintonia aumentou ainda mais na reta final com o capítulo de “Legends of Tomorrow”, visto por 2,8 milhões – um aumento de 90% em relação ao episódio da série na semana anterior. Assim como “Supergirl” e “Arrow” no dia anterior, as séries marcaram 0,9 na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Com dois casamentos e um funeral, o crossover ajudou os quatro programas a atingirem suas maiores audiências do ano. Entretanto, a média geral foi bem menor que a do crossover do ano passado. Enquanto “Crisis on Earth-X” mobilizou 2,7 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, “Invasion” foi visto por 3,7 milhões ao vivo (e registrou 1,3 na demo) em 2016. Uma diferença de 1 milhão de pessoas. Em compensação, pesquisas de opinião realizadas por diversos sites apontaram que o público gostou muito mais de “Crisis on Earth-X”. O TV Line foi além e ousou perguntar para seus leitores se tinham gostado mais do crossover televisivo ou do cinematográfico, e “Crisis on Earth-X” foi escolhido por 90% dos votantes como melhor que o filme “Liga da Justiça”. As quatro séries de super-heróis são exibidas no Brasil pelo canal pago Warner, com duas semanas de diferença em relação aos Estados Unidos.
4ª temporada de Black Mirror revela seu trailer mais macabro
A Netflix divulgou o pôster, três fotos e o trailer de mais um capítulo da 4ª temporada de “Black Mirror”. Intitulado “Black Museum”, o episódio tem direção do cineasta Colm McCarthy (do filme de zumbis “Melanie – A Última Esperança”) e contará três histórias, ligadas a um museu macabro dedicado a crimes, que permite às pessoas vivenciarem os ocorridos de forma aflitiva. A estrutura sugere até uma série própria, inspirada nos artefatos do museu, e celebra as antigas antologias de terror da antiga produtora britânica Amicus. No vídeo, o ator Douglas Hodge (das séries “Night Manager”, “Penny Dreadful” e “Falling Water”) apresenta as torturas para a impressionável Letitia Wright (da série “Humans” e que estará no filme “Pantera Negra”). Este é o terceiro trailer divulgado pela Netflix, após prévias dos episódios “Arkangel”, dirigido por Jodie Foster (“Jogo do Dinheiro”), e “Crocodile”, de John Hillcoat (“Os Infratores”). Todos os capítulos são escritos por Charlie Brooker, o criador da série. Assim, a divulgação segue destacando episódios individuais, em vez de focar a temporada inteira. A estratégia reflete a perspectiva do prêmio Emmy. Este ano, a Academia da Televisão dos Estados Unidos considerou um episódio isolado da 3ª temporada, “San Junipero”, o Melhor Telefilme do ano! A 4ª temporada de “Black Mirror” terá ao todo seis episódios, mas ainda não há previsão para a estreia.
Atriz chinesa de O Reino Proibido será a Mulan de carne e osso da Disney
Após uma busca mundial que durou um ano, a Disney finalmente encontrou sua Mulan de carne e osso. A atriz chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, será a guerreira medieval Hua Mulan na nova versão hollywoodiana do clássico conto chinês. Para chegar na escolhida, a Disney despachou diretores de elenco para cinco continentes e considerou cerca de mil candidatas para o papel, que exige habilidades de artes marciais, capacidade de falar em inglês e carisma de estrela. E deu preferência à atrizes de descendência chinesa, em busca de precisão cultural. Ao final, elegeu aquela que o público chinês já chamava de “irmã fada”, por seu olhar e imagem que transmitem inocência. Longe de ser uma “descoberta”, Liu é uma das atrizes mais populares de sua geração na China, inclusive com passagens anteriores por Hollywood. Ela atuou em inglês na fantasia de artes marciais “O Reino Proibido” (2008), ao lado de Jackie Chan e Jet Li, e na aventura medieval “O Imperador” (2014), com Nicolas Cage. Fluente em inglês, por ter morado em Nova York durante parte de sua infância, a atriz também é estrela de produções chinesas de ação, mostrando habilidades como guerreira na franquia “Os Quatro” (foto que ilustra o post), que já rendeu três filmes de artes marciais medievais, além de “O Grande Mestre 3” (2015). Recentemente, ela contracenou com Emile Hirsch em “The Chinese Widow”, filme do dinamarquês Bille August (“Trem Noturno para Lisboa”) que abriu o Festival Internacional de Cinema de Xangai em junho. E estava escalada para estrelar a sci-fi de desastre “Imersion”, de Peter Segal (“Tratamento de Choque”), ao lado de Samuel L. Jackson. Sua fama e beleza também a transformaram em embaixatriz chinesa de grifes como Dior, Tissot, Garnier e Pantene. A escolha da atriz reforça que, ao contrário de “A Bela e a Fera”, a versão com atores de “Mulan” não será um musical, mas um filme de ação. Foi a própria diretora, Niki Caro, quem tinha apontado esse rumo. “Pelo que entendo, não temos canções até agora, para horror dos meus filhos”, ela comentou, em entrevista ao site Moviefone. A diretora neo-zelandesa, que chamou atenção em 2002 à frente de uma história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”, será a primeira mulher a dirigir uma versão “live action” do estúdio, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por seu pioneirismo, ao mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios. Niki Caro realizou recentemente a série infantil “Anne”, disponível no Brasil pela Netflix, e o filme “O Zoológico de Varsóvia”, lançado no começo do ano. Sua relação com a Disney vem desde o drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado doméstico em 2015.
Primeiro trailer legendado de Maria Madalena provoca com polêmica religosa
A Universal (o estúdio, não a igreja) divulgou o primeiro trailer legendado de “Maria Madalena”, e a prévia revela uma produção bastante polêmica. Considerada uma das personagens mais controvertidas do Novo Testamento, ela é vivida por Rooney Mara como um dos apóstolos, seguindo os textos gnósticos. Não só isso, surge como a discípula predileta de Jesus, herdeira de sua palavra, responsável inclusive por batizados e por trazer as mulheres para o cristianismo, mas após sua morte é proibida de falar em nome dele por Pedro, que os católicos consideram o primeiro papa. Esse confronto é descrito no “Evangelho de Maria Madalena”, manuscrito encontrado junto com outros textos do cristianismo primitivo em escavações do Egito e só publicado em 1955. No trailer, o embate ganha matizes de luta de gênero. Pedro, por sinal, é interpretado por um ator negro, Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), o que também pode render questionamentos. O elenco ainda destaca Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”) como Jesus e Tahar Rahim (“O Passado”) como Judas. Nos cinemas, Maria Madalena já foi interpretada por grandes atrizes como Barbara Hershey (“A Última Tentação de Cristo”), Juliette Binoche (“Maria”) e Monica Bellucci (“A Paixão de Cristo”). E todas seguiram, mais ou menos, a versão popularizada pela Igreja Católica de que Maria Madalena foi uma prostituta salva por Jesus Cristo após se arrepender de seus pecados, visão sustentada até hoje em produtos como os DVDs da “Coleção Bíblia Sagrada”. Entretanto, muitos teólogos contestam essa versão, já que nenhum apóstolo afirma isso categoricamente. O próprio Papa Francisco publicou um texto neste ano em que chama Maria Madalena de Apóstola da Esperança, dando reconhecimento a sua importância original, ainda que mantendo a história de que ela “mudou de vida” após ver Jesus ressuscitado. Mas há abordagens mais controvertidas ainda, como a apresentada na adaptação do best-seller “O Código Da Vinci” (2006), que mostrou uma descendente de Jesus e Maria Madalena, razão pela qual a produção foi rechaçada pela Igreja. Dirigido por Garth Davis, que já tinha trabalhado com Rooney Mara em “Lion” (2016), o filme tem roteiro de Helen Edmundson (telefilme “An Inspector Calls”) e Philippa Goslett (“Poucas Cinzas: Salvador Dalí”), e está sendo apresentado como “um retrato autêntico e humanista” de uma figuras mais enigmáticas e incompreendidas do Novo Testamento. A estreia está marcada para 22 de março no Brasil, uma semana antes do lançamento nos Estados Unidos.
Mais antiga associação de críticos dos EUA elege novo filme de Spielberg como Melhor do Ano
O National Board of Review deu a largada na temporada de premiações por parte da crítica americana. A mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos dos Estados Unidos, que em 1930 inaugurou o hoje tradicional costume de criar listas de melhores do ano, divulgou os eleitos de 2017, destacando o drama “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg. Além de ser considerado o Melhor Filme, “The Post” liderou em número de vitórias, conquistando também a votação de Melhor Ator (Tom Hanks) e Atriz (Meryl Streep). A produção foi o primeiro trabalho conjunto dos dois, que na trama interpretam o editor e a dona do jornal The Washington Post. A consagração sugere que Streep possa ampliar ainda mais seu recorde como a atriz que mais vezes foi indicada ao Oscar. O filme gira em torno do dilema sofrido pela dona do jornal, pressionada pelo editor a desafiar o governo federal pelo direito de publicar documentos secretos em 1971. Ela poderia ser acusada de traição e perder o jornal na justiça, mas mesmo assim foi em frente na publicação de uma reportagem avassaladora sobre segredos da ofensiva americana no Vietnã. Graças às denúncias, o então Presidente Nixon desistiu dos planos de ampliar a participação dos EUA no conflito. Três anos depois, Nixon renunciou, envolvido em outro escândalo: Watergate, também revelado pelo Washington Post. E em 1975 os Estados Unidos saíram do Vietnã. O projeto foi trazido à Spielberg pela produtora Amy Pascal (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que recebeu o roteiro original especulativo de Liz Hannah, uma estagiária e assistente de produção da série “Ugly Betty” e de filmes como “Encontro às Cegas” (2007) e “Reine Sobre Mim” (2007). O texto foi retrabalhado por Josh Singer, roteirista premiado de outro filme sobre reportagem-denúncia jornalística, “Spotlight: Segredos Revelados”, vencedor do Oscar 2016. “The Post” chega ao Brasil no dia 25 de janeiro. Spielberg acabou não vencendo o prêmio de Melhor Direção. Perdeu para uma iniciante, a atriz Greta Gerwig, que vem encantando com seu primeiro filme como diretora, “Lady Bird”. E, curiosamente, o eleito como Melhor Diretor Estreante foi outro: Jordan Peele, de “Corra!”. Esta é a segunda premiação importante da temporada, após os Gotham Awards, que teve seu evento na noite de segunda (27/11). As duas premiações só tiveram um resultado em comum: a vitória de Timothée Chalamet como Ator Revelação por “Me Chame pelo Seu Nome”. Os vencedores do NBR receberão seus prêmios numa cerimônia que será realizada em janeiro, em Nova York. Além dos prêmios individuais, a eleição do NBR também revelou suas tradicionais listas com os Melhores Filmes do ano. Confira a relação completa abaixo. Premiados pelo National Board of Review Melhor Filme: “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg Melhor Direção: Greta Gerwig, por “Lady Bird” Melhor Ator: Tom Hanks, por “The Post” Melhor Atriz: Meryl Streep, por “The Post” Melhor Ator Coadjuvante: Willem Dafoe, por “Projeto Florida” Melhor Atriz Coadjuvante: Laurie Metcalf, por “Lady Bird” Melhor Roteiro Original: Paul Thomas Anderson, por “Trama Fantasma” Melhor Roteiro Adaptado: Scott Neustadter e Michael H. Weber, por “Artista do Desastre” Melhor Animação: “Viva – A Vida É uma Festa” Melhor Filme Estrangeiro: “Foxtrot” (Israel), de Samuel Maoz Melhor Documentário: “Jane”, de Brett Morgen Melhor Elenco: “Corra!” Melhor Diretor Estreante: Jordan Peele, por “Corra!” Revelação: Timothée Chalamet, por “Me Chame pelo Seu Nome” Menção Honrosa: Patty Jenkins e Gal Gadot, por “Mulher-Maravilha” Melhores Filmes de 2017: “Em Ritmo de Fuga” “Me Chame por Seu Nome” “O Artista do Desastre” “Pequena Grande Vida” “Projeto Flórida” “Corra!” “Dunkirk” “Lady Bird” “Logan” “Trama Fantasma” “The Post – A Guerra Secreta” Melhores Filmes Independentes de 2017: “Beatriz at Dinner” “Brigsby Bear” “A Ghost Story” “Lady Macbeth” “Logan Lucky – Roubo em Família” “Com Amor, Vincent” “Menashe” “Norman: Confie em Mim” “Patti Cake$” “Terra Selvagem” Melhores Filmes Estrangeiros de 2017: “Foxtrot” (Israel) “Uma Mulher Fantástica” (Chile) “Frantz” (França) “Loveless” (Rússia”) “The Square” (Suécia) “Verão 1993” (Espanha) Melhores Documentários de 2017: “Abacus: Small Enough to Jail” “Brimstone & Glory” “Eric Clapton: Life in 12 Bars” “Faces Places” “Hell on Earth: The Fall of Syria and the Rise of Isis” “Jane”
Supergirl enfrenta Régia no trailer do último episódio do ano
A rede CW divulgou o trailer do midseason finale da 3ª temporada de “Supergirl”. A prévia se concentra no enfrentamento entre Supergirl (Melissa Benoist) e a recém-transformada Régia (Odette Annable, vestida com o uniforme da supervilã na foto acima). A revelação do passado kryptoniano de Régia (Reign, em inglês), até então vista como uma simpática mãe solteira, foi vislumbrado no capítulo que antecedeu o crossover “Crisis on Earth-X”. Mas a personagem também é relativamente nova nos quadrinhos, criada por Michael Green (hoje roteirista de cinema, responsável por “Logan” e “Alien: Covenant”) em 2012 como líder de uma raça de kryptonianos modificados geneticamente por Zor-El, o pai cientista de Kara. Nas publicações da DC Comics, cinco integrantes de sua espécie, denominada de Arrasa-Mundos (Worldkillers), tentam destruir a Terra e são impedidos por Supergirl, num combate que testa os limites da heroína. Como a ameaça de Régia vai monopolizar o episódio, a revelação da Legião dos Super-Heróis deve ficar para o ano que vem, servindo de chamariz para a segunda metade da temporada. Até o momento, apenas Satúrnia (antigamente conhecida como Moça de Saturno) foi vista na série. Ao contrário dos quadrinhos, ela não surgiu loira, mas com interpretação da estrela de Bollywood Amy Jackson (“Freaky Ali”). Mas esta nem foi a maior diferença. Imra Ardeen, a garota de Saturno, apareceu casada com Mon-El (Chris Wood) – eliminando décadas de histórias sobre seu casamento e filhos com Relâmpago (antigamente conhecido como Rapaz Relâmpago). Intitulado, apropriadamente, “Reign”, o último episódio do ano de “Supergirl” vai ao ar na próxima segunda-feira (4/12) nos Estados Unidos. Após o hiato de fim de ano, a série tem retorno previsto para 15 de janeiro. No Brasil, “Supergirl” é exibida com duas semanas de diferença no canal pago Warner.
Tom Holland revela pôster oficial de Vingadores: Guerra Infinita
A Marvel divulgou o pôster oficial de cinema de “Vingadores: Guerra Infinita”, após Tom Holland revelá-lo numa transmissão ao vivo nas redes sociais. O vídeo pode ser visto abaixo e é hilário, por envolver a fama de Mark Ruffalo de entregar surpresas dos filmes da Marvel – ele transmitiu ao vivo o áudio do começo de “Thor: Ragnarok” para seus seguidores no Instagram. Holland ligou a câmera para mostrar um pacote que tinha recebido de, claro, Mark Ruffalo, imitando um dos vídeos de desempacotamento que fazem sucesso no YouTube. Ao abrir, encontra o pôster, que imediatamente compartilha, além de uma carta do ator, que avisa que ele era um dos primeiros a ver o cartaz em primeira mão. Só que, do outro lado da carta, bem visível para os espectadores, há um mensagem em letras garrafais, em que se lê: “Confidencial, não compartilhe”. Ao virar a carta e perceber a mancada, Holland faz caretas e corre para desligar a câmera, como se tivesse vazado realmente um material confidencial. Entretanto, já é costume nas divulgações de Hollywood revelar o pôster de um filme no dia anterior ao lançamento do primeiro trailer. E como a prévia de “Vingadores: Guerra Infinita” será disponibilizada amanhã (quarta, 29/11), a revelação do pôster acontece dentro do prazo esperado. Interessante destacar que o pôster é um retorno ao visual do primeiro cartaz de “Os Vingadores” (2012), antes de as artes da Marvel sucumbirem aos excessos de personagens e Photoshop. Vale lembrar que a produção já tinha divulgado um cartaz criado para a Comic-Con, que resolvia o problema da multidão de personagens com uma estilização de mural, separando a arte em três partes distintas. Com direção dos irmãos Russo (“Capitão América: Guerra Civil”), “Vingadores: Guerra Infinita” estreia em 26 de abril no Brasil. TOM HOLLAND SHOWING A CONFIDENTIAL INFINITY WAR POSTER THAT MARK RUFFALO SENT HIM IS THE BEST THING I’VE EVER SEEN pic.twitter.com/tYVdOyMxiz — sara (@JensenAcklesGod) November 28, 2017
Teaser anuncia trailer de Vingadores: Guerra Infinita
A Marvel divulgou um vídeo de preparação para o trailer de “Vingadores: Guerra Infinita”. A prática virou bastante comum na era das franquias, apesar do ridículo de sua concepção – um trailer do trailer. De todo modo, este novo vídeo se diferencia dos demais, por reunir diversas reações de fãs aos trailers do universo Marvel, desde o primeiro “Homem de Ferro”, passando pelo fenômeno de “Os Vingadores” e até o ainda inédito “Pantera Negra”, para destacar que “tudo o que você experimentou, tudo o que você imaginou, tem sido conduzido para este momento”. Após esta declaração triunfal, o anticlímax se instala com a ausência de qualquer cena do aguardado trailer – embora algumas imagens já tenham vazado na internet. Em vez disso, o vídeo acaba com o anúncio de que o trailer será disponibilizado amanhã (quarta, 29/11). Mas nem tudo é desperdício de tempo, já que o material também destaca o apelo irresistível das garotas geeks de cabelos coloridos. Com direção dos irmãos Russo (“Capitão América: Guerra Civil”), “Vingadores: Guerra Infinita” estreia em 26 de abril no Brasil.
Suzana Vieira, Rosi Campos e Arlete Salles vão estrelar besteirol da Terceira Idade
Suzana Vieira, Rosi Campos e Arlete Salles estão filmando o primeiro besteirol brasileiro da Terceira Idade. Na trama, as três vivem mulheres na casa dos 70 anos que ganham R$ 6 milhões na loteria e decidem embarcar numa viagem cheia de aventuras. Intitulado “Amigas de Sorte”, o filme recebeu aval da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para captar R$ 10,34 milhões incentivados. Boa parte do dinheiro vai pagar as viagens da produção. As filmagens foram iniciadas em outubro e incluem cenas nas cidades de São Paulo, Montevidéu e Punta Del Leste. Escrito por Lusa Silvestre (“Um Namorado para Minha Mulher” e “O Roubo da Taça”) e dirigido por Homero Olivetto (“Reza a Lenda”), “Amigas de Sorte” é mais um longa a seguir a fórmula dos milionários instantâneos que assola as comédias brasileiras – veja-se “Até que a Sorte nos Separe”, “Um Suburbano de Sorte”, “Tô Ryca!”, etc. O elenco ainda conta com Luana Piovani, Otávio Augusto, Julio Rocha e Klebber Toledo, que viverá um romance com a personagem de Susana Vieira. O longa é uma co-produção da Popcon e, claro, com tantos atores de novelas, da Globo Filmes.












