Novo vídeo de Super Drags garante: “Vai ter desenho de viado na Netflix, sim”
A Netflix divulgou um novo vídeo de sua primeira animação brasileira “Super Drags”, que tem o objetivo de deixar claro que não se trata de uma produção infantil. “Cês tão achando que eu tô com cara de Galinha Pintadinha?”, retruca a drag queen Vedete Champanhe (dublada por Silvetty Montilla), que faz o anúncio. “Vai ter desenho de viado na Netflix, sim, mas para maiores de 16 anos”, acrescenta, incluindo ainda informações sobre a capacidade oferecida pela plataforma de bloquear determinados programas para menores. “Não quer que os outros vejam? Bloqueia, coloca senha. Não sabe como faz? Joga no Google” (ou “Glugou”, como ela parece falar). “Super Drags” foi anunciada no fim de maio pela Netflix e rapidamente despertou a ira dos conservadores. Os protestos começaram nos Estados Unidos, onde uma entidade cristã lançou uma petição online para impedir que a série fosse exibida. “Encorajada pelo ‘orgulho gay’, a Netflix está lançando um programa voltado para crianças, onde homossexualidade e travestismo são o ponto focal”, reclama a petição. A ojeriza foi imitada no Brasil por duas outras entidades: a Sociedade Brasileira de Pediatria (“em defesa das futuras gerações”) e o Ministério Público Federal de Minas Gerais (para “preservar os direitos das crianças, mais propensas a serem influenciadas”). A primeira emitiu um comunicado oficial de protesto contra a produção. A segunda enviou intimação e deu prazo para cumprimento, invadindo atribuições do Ministério da Justiça, como, por exemplo, a classificação etária. Segundo a sinopse oficial, a trama conta a história de três jovens que trabalham em uma loja de departamentos, mas, durante a noite, se transformam nas Super Drags, “prontas para salvar o mundo da maldade e da caretice, enfrentando um vilão desaplaudido a cada episódio”. Criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, do Combo Estúdio (que lançou a primeira youtuber animada brasileira, a Any Malu), a série terá cinco episódios e ainda não tem previsão de estreia.
Punho de Ferro: Vídeo legendado de bastidores enaltece trabalho do novo coordenador de lutas da série
Netflix divulgou fotos de bastidores e um vídeo legendado da 2ª temporada de “Punho de Ferro”, que mostra uma luta do herói vivido por Finn Jones. O material tem a função de enaltecer o trabalho do coordenador de dublês Clayton Barber. O profissional, que trabalhou em “Pantera Negra” e “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”, foi trazido para reforçar o aspecto considerado mais fraco da 1ª temporada. E, não por acaso, o novo trailer da série parece conter mais ação que todo o ano inaugural. Além de coordenar as lutas, Barber ganhou o crédito de diretor assistente nos novos episódios. Mas ele não é a maior novidade de bastidores de “Punho de Ferro”. A produção também ganhou um novo showrunner, Raven Metzner (produtor-roteirista de “Sleepy Hollow”), que entrou no lugar do fraco Scott Buck (de “Dexter”), após este sair para fazer “Inumanos” – definitivamente, a pior série da Marvel. Até o elenco foi reforçado. A nova temporada ainda vai introduzir mais uma personagem importante, Mary Tyfoid (Typhoid Mary, no original), interpretada por Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”). Nos gibis, Mary costuma aparecer mais como inimiga/amante do Demolidor. Ela possui poderes psiônicos, incluindo leve telecinesia e forte pirocinese (capacidade de provocar chamas), além de ser uma grande artista marcial. Geralmente, ela trabalha como assassina contratada pelo crime organizado e sofre com distúrbios mentais, que a fazem ter mais de uma personalidade. Com sua identidade de Mary Walker, ela é uma mulher tímida e pacifista. Já Tyfoid é aventureira, desinibida e violenta. E ainda há a personalidade de Bloody Mary, uma assassina sádica que odeia os homens. Os novos episódios chegam ao streaming no feriado de 7 de setembro.
Cães de Berlim: Nova série alemã da Netflix ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou fotos e o trailer legendado da nova série alemã “Cães de Berlim” (Dogs of Berlin), que combina assassinato, investigação policial, futebol, apostas e drama racial. A trama acompanha dois detetives de personalidades opostas que, ao investigar um assassinato de uma famoso jogador de futebol, de descendência turca, esbarram na corrupção dentro da própria polícia e são arremessados em uma batalha territorial no submundo de Berlim. A série foi criada por Christian Alvart, diretor da sci-fi “Pandorum” (2009), que assina roteiros e direção dos episódios. O elenco, por sua vez, destaca Fahri Yardim (“O Médico”) e Felix Kramer (da série “Dark”, também da Netflix) como os protagonistas. “Cães de Berlim” estreia em 7 de dezembro em streaming.
Filme “perdido” de Orson Welles que foi finalizado pela Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de “O Outro Lado do Vento” (The Other Side of the Wind), lendário “filme perdido” do cineasta Orson Welles, que o serviço de streaming ajudou a restaurar e finalizar, quase cinco décadas depois do início de sua produção em 1970. O tema não podia ser mais evocativo. Na trama, um diretor de Hollywood, vivido por ninguém menos que o mestre John Houston, emerge de um semi-exílio com planos de completar seu trabalho num filme inovador. O elenco ainda inclui outro diretor premiado, Peter Bogdanovitch, além da musa de Wells, a croata Oja Kodar, e intérpretes icônicos como Susan Strasberg, Edmund O’Brien, Mercedes McCambridge, Cameron Mitchell e Lilli Palmer. Considerado o último filme de Wells, “O Outro Lado do Vento” foi rodado, de forma esporádica, entre 1970 e 1977. O diretor registrou diversos fragmentos com atores diferentes. Para se ter ideia, o protagonista, John Huston, só foi escalado em 1973. Esse processo caótico de produção era o normal para Welles, um dos grandes gênios do cinema, que por conta de seu método e dificuldade de trabalhar com os grandes estúdios, deixou muitos projetos não finalizados para trás. Mas ninguém discute sua capacidade, como atesta “Cidadão Kane”, drama de 1941 que é frequentemente eleito como o melhor filme de todos os tempos por publicações especializadas. Este é o segundo filme restaurado pela Netflix, após “Nasce uma Estrela” (1976), que incluiu cenas inéditas de Barbra Streisand. A première de “O Outro Lado do Vento” vai acontecer durante o Festival de Veneza 2018, numa exibição fora de competição na próxima semana. O Festival de Cannes pretendia contar com essa honra, mas ao a href=”https://pipocamoderna.com.br/2018/03/festival-de-cannes-2018-veta-filmes-da-netflix-e-selfies-no-tapete-vermelho/”>barrar a Netflix da competição da Palma de Ouro, o evento recebeu o tratamento de “Ah, é? Então tá”. A plataforma vai exibir seis filmes em Veneza, três deles na disputa do Leão de Ouro. “O Outro Lado do Vento” tem estreia marcada em streaming – e em circuito limitado de cinemas – em 2 de novembro. O lançamento será acompanhado do documentário “They’ll Love Me When I’m Gone”, sobre a vida e a obra de Welles, com direção de Morgan Neville, vencedor do Oscar da categoria por “A Um Passo do Estrelado” (2013).
Franquia Star Trek será homenageada por seu impacto cultural com prêmio especial no Emmy 2018
A franquia “Star Trek” será homenageada no Emmy 2018 com o Governors Award, prêmio honorário da Academia de Televisão, criado em 1978 para reconhecer “contribuições culturais de caráter universal e excepcional” dentro do mundo da TV. Vencedores anteriores incluem o reality show “American Idol”, o especial anual beneficente “Comic Relief” e o programa de peças teatrais “Masterpiece Theater”. “‘Star Trek’ é a primeira série que eu me lembro de assistir quando criança”, comentou Mark Spatny, diretor do Governors Award, em um comunicado oficial. “Ela sempre esteve à frente do seu tempo. Não só todas as encarnações da série promoveram inclusão e aceitação, além de inspirarem o pensamento criativo e a exploração espacial, como suas inovações técnicas foram muito significativas para a evolução da televisão como um todo”. Criada em 1966 por Gene Roddenberry, a “Star Trek” original (ou “Jornada nas Estrelas”, para os fãs brasileiros) começou um fenômeno cultural que já produziu mais de 700 episódios de televisão e conquistou 30 prêmios do Emmy, estendendo-se por meio século de produção. O pioneirismo de “Star Trek” começava na escalação do elenco, que trazia personagens de todas as etnias, gêneros e (mais recentemente) sexualidades em posições de destaque e autoridade – incluindo os inesquecíveis Sr. Sulu, vivido por George Takei, a Tenente Uhura, de Nichelle Nichols e até o alienígena Sr. Spock, de Leonard Nimoy. Mais forte que nunca, a franquia segue sua jornada agora em streaming com “Star Trek: Discovery”, disponibilizada pela Netflix no Brasil. Além disso, terá uma nova série derivada de “A Nova Geração, focada no Capitão Picard, e continua a render filmes. Até Quentin Tarantino planeja um projeto para a saga espacial. O prêmio à franquia será entregue durante a cerimônia dos Emmys Criativos, que acontecerá em 8 de setembro nos Estados Unidos. Trata-se de uma premiação prévia dedicada aos profissionais dos bastidores dos programas de TV, como editores, maquiadores e dublês, realizada uma semana antes do evento televisado do Emmy.
Filme de Tarantino e série de David Fincher terão mesmo ator no papel de Charles Manson
O ator australiano Damon Herriman (da série “Justified”) vai viver o psicopata Charles Manson em duas produções diferentes. Ele foi escalado como o líder do culto que assassinou a atriz Sharon Tate e outras vítimas no novo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon a Time in Hollywood”, e também na 2ª temporada de “Mindhunter”, série produzida e dirigida por David Fincher. Apesar da coincidência, as produções retratarão Manson em fases diferentes. O filme de Tarantino se passa em 1969, anos dos assassinatos brutais, enquanto a série de Fincher irá mostrar o psicopata após uma década de prisão. O papel de cinema foi confirmado pela Sony. Já a participação na série foi apurada pelo site Collider, sem confirmação da Netflix. Mas coincide com informações anteriores, de que a 2ª temporada investigaria os assassinatos de crianças de Atlanta, que aconteceram entre 1979 e 1981. Além de Manson, a trama deve mostrar outros psicopatas famosos, como Son of Sam e o BTK Killer, que apareceu na 1ª temporada, embora sem ser mencionado por seu pseudônimo. Segundo o Collider, a produção de “Mindhunter” escalou Herriman para o papel antes de Tarantino. Isto indica que o diretor estava ciente da coincidência e não se importou. No filme, ele vai aparecer liderando a seita conhecida como a Família, composta principalmente por mulheres hippies, que para agradar o líder invadiram uma mansão para matar um produtor musical que teria prejudicado a carreira de Manson como cantor. Era a casa errada. Mas a chacina aconteceu assim mesmo. Charles Manson foi preso em novembro de 1969, meses depois do assassinato de Sharon Tate, atriz e esposa do cineasta Roman Polanski, que visitava amigos em seu oitavo mês de gravidez. Ele permaneceu na cadeia até sua morte, em novembro de 2017, aos 83 anos. A atriz Margot Robbie (“Eu, Tonya”) viverá Sharon Tate e o polonês Rafal Zawierucha (visto em “Afterimage”) interpretará Polanski no longa de Tarantino, que tem previsão de lançamento para agosto de 2019. Já a estreia da 2ª temporada de “Mindhunter” ainda não foi anunciada.
Vencedores do Festival de Gramado são as principais estreias de cinema da semana
Menos de uma semana após vencerem o Festival de Gramado 2018, “Ferrugem”, Melhor Filme Brasileiro, e “As Herdeiras”, Melhor Filme Estrangeiro, chegam aos cinemas. São os grandes destaques da programação desta quinta (30/8), repleta de filmes bons, que obviamente não entrarão em cartaz na maioria das cidades do país. O filme de Aly Muritiba, que aborda o universo adolescente e conta uma história de bullying, a partir do impacto do vazamento de um vídeo íntimo de uma garota, já tinha sido premiado no Festival de Seattle e bastante elogiado em sua passagem pelo Festival de Sundance, ambos nos Estados Unidos. É bastante impactante. E tinha tudo para ser campeão de bilheteria, caso chegasse a seu público alvo, nos shopping centers – onde serão exibidos os piores filmes da semana. Por sua vez, a obra do jovem paraguaio Marcelo Martinessi aborda a velhice, acompanhando um mulher sexagenária endividada e solitária, após sua parceira de toda vida ser presa por fraude bancária. O filme é sutil, mas lida com temas poderosos, como amor e companheirismo entre mulheres (LBGTQ, mesmo), decadência da classe média, crise econômica, Terceira Idade, etc. Coproduzido pela diretora carioca Julia Murat, também venceu os prêmios da Crítica e Melhor Atriz (Ana Brun) no Festival de Berlim. Há mais lançamentos brasileiros que merecem ser conferidos. Inspirado na história verídica de um jovem de 16 anos que cometeu suicídio em Porto Alegre, em 2006, “Yonlu” traz Thalles Cabral (da novela “Amor à vida”) mergulhado no personagem-título, numa reconstrução quase documental, mas também repleta de alegorias, que usa a música, poesia e desenhos verdadeiros do retratado para tentar compreender como e por que jovens decidem se matar com a ajuda da internet. Uma estreia forte do diretor e roteirista Hique Montanari. Já entre os documentários de verdade, o destaque é “Meu Tio e o Joelho de Porco”, que resgata a história esquecida da famosa banda paulista dos anos 1970. E por falar em música, fãs de rock não podem perder “Nico, 1988”, Melhor Filme da mostra Horizontes do Festival de Veneza e Melhor Roteiro na premiação da Academia de Cinema da Itália. O longa conta a história da famosa modelo e atriz alemã, que virou cantora no célebre disco “Velvet Underground and Nico” (1967), a partir de lembranças de seu último ano de vida, e tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por fim, para as crianças e especialmente seus acompanhantes, o destaque é a animação “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”. O filme baseado na série animada do Cartoon Network tem a maior distribuição da semana, em 500 cinemas. Mas não é um mero caça-nível. Longe disso, trata-se de uma melhores adaptações dos quadrinhos da DC Comics já levada ao cinema, com 90% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Mais engraçada que “Lego Batman” e com mais super-heróis que “Liga da Justiça”, não poupa nem a Marvel com suas piadas. E ainda tem uma figuração de Stan Lee! Os outros dois filmes com distribuição ampla são perda de tempo (e dinheiro), mas podem ser conhecidos abaixo, junto com as sinopses e trailers de todos os lançamentos da semana nos cinemas. Ferrugem | Brasil | Drama Assim como a maioria dos adolescentes, a jovem Tati (Tiffanny Dopke) ama compartilhar sua vida nas redes sociais e registrar todos os momentos. Porém, após perder o inseparável celular, ela se vê vítima da criminosa divulgação de seus registros íntimos no grupo de WhatsApp da turma do colégio, o que gera terríveis consequências. As Herdeiras | Paraguai, Alemanha, Brasil | Drama Chela (Ana Brun) e Chiquita (Margarita Irún), herdeiras de famílias abastadas do Paraguai, vivem da venda de seus bens. Quando Chiquita acaba presa por dívidas jamais acertadas, a até então submissa e reclusa Chela precisa se virar e começa por acaso a prestar serviço para um grupo de senhoras ricas como motorista. Logo a nova realidade, e especialmente a exuberante Angy (Ana Ivanova), a quem conhece durante o trabalho, afetam os interesses, prioridades e atitudes da taxista amadora. Younlu | Brasil | Drama Baseado na história real de um garoto de 16 anos que queria ser músico, tinha uma rede de amigos virtuais e ninguém desconfiava que também participava de um fórum de potenciais suicidas. Younlu deixou um legado de cerca de 60 canções, que revelaram uma intrigante produção artística, todas compostas e gravadas inteiramente por ele em seu quarto. Nico, 1988 | Itália, Bélgica | Drama Christa Päffgen, mais conhecida pelo seu nome artístico Nico, fez muito sucesso no final da década de 60 ao lado da banda Velvet Underground. Vinte anos depois, a cantora tenta desenvolver a sua carreira solo ao mesmo tempo em que precisa lidar com os fantasmas do passado: o vício em drogas, a relação problemática com o filho e a depressão que a acompanhou durante toda a vida. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas | Estados Unidos | Animação Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão. Meu Tio e o Joelho de Porco | Brasil | Documentário Nesse documentário que mistura animação, relatos e material de arquivo, um menino passa a ter contato com o fantasma do tio depois que acha o diário do pai recém-falecido. A aparição leva o garoto para o cenário do punk paulistano e conta como a cena atual foi influenciada por uma irreverente banda do passado chamada “Joelho de Porco”, da qual ele e seus amigos faziam parte. O Candidato Honesto | Brasil | Comédia Após cumprir 4 dos 400 anos de cadeia, João Ernesto (Leandro Hassum) é convencido a se candidatar à presidência novamente. Adorado pelo povo por ser um político que assumiu seus erros, ele vence as eleições, mas não tem vida fácil em Brasília acompanhado excessivamente de perto pelo sinistro vice Ivan Pires (Cassio Pandolfh). Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer | Brasil | Sci-Fi Iran vive em uma região extremamente afetada pelas mudanças climáticas causadas pelo ser humano. É certo que a população caminha para assistir ao último pôr do sol, mas, após uma tragédia famíliar, ele decide lutar contra a depressão aguda que tem acometido todos. Takara – A Noite em que Nadei | França, Japão | Drama Nas montanhas cobertas de neve no Japão, toda noite um pescador parte em direção ao mercado da cidade. Em uma dessas, seu filho de 6 anos é acordado por sua partida e não consegue voltar a dormir. Logo depois, no caminho para a escola, ainda sonolento, ele se afasta do caminho e decide vaguear sozinho pela neve. Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão | Estados Unidos | Drama Quando a igreja de Saint James é incendiada, devastando a congregação e o pastor Dave, a universidade vizinha, Hadleigh University, usa a tragédia para tentar despejar a igreja do campus. A batalha logo se levanta entre a igreja e a comunidade, o pastor contra um amigo seu, o presidente da universidade e a estudante Keaton, membro do ministério da igreja, questionando sua fé cristã. A Destruição de Bernardet | Brasil | Documentário Referência na reflexão sobre o cinema brasileiro, Jean-Claude Bernardet resolveu, aos 70 anos, se dedicar como ator em longas e curtas experimentais e ousados, dirigidos por jovens realizadores. Neste documentário, o próprio Bernardet reflete sobre as críticas recebidas por suas incursões como ator e revela suas perspectivas de vida, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fato de ser portador do vírus HIV. O Renascimento do Parto 3 | Brasil | Documentário Com depoimentos de mães, ativistas, médicos, enfermeiras obstetras, obstetrizes e outros profissionais de saúde, o diretor Eduardo Chauvet documenta o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo e a cena obstétrica na Holanda, na Nova Zelândia e no Camboja. Traz também importantes reflexões sobre diretrizes da Organização Mundial de Saúde em relação a maternidade que frequentemente são ignoradas. Elo Perdido – O Brasil que Pedala | Brasil | Documentário Em um Brasil cada vez mais motorizado, onde carros e motos são tidos como prioridade nas ruas, milhares de brasileiros permanecem dando preferência a utilização de bicicletas como principal meio de locomoção. Mais do que uma simples escolha, a alternativa reflete um momento peculiar do país, além de levantar reflexões a respeito da crescente industrialização.
Dwayne Johnson vai viver rei lendário que unificou o Havaí em filme dirigido por Robert Zemeckis
O ator Dwayne “The Rock” Johnson (“Arranha-Céu: Coragem sem Limite”) vai interpretar o lendário rei havaiano Kamehameha no épico “The King”, que terá direção de outra lenda, o cineasta Robert Zemeckis (“De Volta Para o Futuro”, “Forrest Gump”, “O Náufrago”, etc). Com roteiro de Randall Wallace (“Coração Valente”), o filme aborda a vida de Kamehameha I, que unificou todas as ilhas do Havaí sob seu comando no final do século 18. Ele ajudou o agora estado norte-americano a se fortalecer cultural e economicamente, estabelecendo as primeiras relações comerciais com navios europeus que apareceram nas praias havaianas. “The King” é um projeto pessoal de Dwayne Johnson. Ele tenta viver Kamehameha desde que despontou como o vilão Escorpião Rei em “O Retorno da Múmia” (2001), chamando-o de “papel dos sonhos”. A decisão de colocar “The King” como prioridade veio durante as filmagens de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, que aconteceram no Havaí, onde Johnson morou na infância. Ele e seu parceiro de produção, Hiram Garcia, procuraram Wallace para escrever o roteiro, e o primeiro rascunho trouxe Zemeckis a bordo. A produção foi até mesmo abençoada por um Kahu, versão havaiana de um padre ou pastor. Johnson, Wallace e Garcia viajaram até uma das ilhas do estado para participarem de uma cerimônia solene para dar o pontapé inicial no projeto. Diversos estúdios tentaram comprar o projeto, mas a New Line acabou vencendo o leilão. O plano é filmar o épico em 2020, para lançamento no ano seguinte. Vale lembrar que a influência de Kamehameha I ultrapassou fronteiras e chegou à cultura pop via “Dragon Ball”. Uma viagem de Akira Toriyama ao Havaí inspirou o criador da franquia a batizar o principal golpe dado por seus personagens de “kamehameha”.
Disney vai acabar com a Fox no Brasil? É mais provável o canal Sony sair do ar
Desde que a Disney comprou a 21st Century Fox, as especulações a respeito do destino do espólio adquirido pelo CEO Robert Iger tem sido alvo de muita boataria. No Brasil, pitonisas vem alimentado profecias apocalípticas sobre o final dos canais Fox no Brasil. Um blogue de prestígio chegou a trazer declarações fulminantes de sacerdotes do deus mercado, para comprovar como o fim está próximo para o mundo Fox. Sete anos, previram os abutres, como numa maldição de terror japonês. E o terror se espalhou como praga em vários outros sites que resolveram alimentar o pânico. Toda essa fumaça trata-se, na verdade, de estratégia da oposição. Várias empresas rivais, da Globosat à Warner Media, entraram como partes interessadas no processo de fusão da Disney e Fox, chamado Ato de Concentração, que corre no CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Para a Globosat, dona da Sportv, a provável fusão dos canais ESPN (da Disney) e Fox Sports é a maior ameaça já vista à sua hegemonia no segmento de esportes da TV paga. Empresas que vendem pacotes de TV, como Vivo, Claro e Sky, também receiam perder canais, o que geraria problemas com assinantes e, por isso, também torcem pela manutenção do status quo. Quem menos tem poder de interferência nesse negócio são as distribuidoras de cinema, como Warner e UIP, uma vez que a fusão dos estúdios não deve alterar a forma como os filmes chegam ao mercado, mas igualmente torcem contra o crescimento de um rival. Portanto, considere toda e qualquer profecia impressa ou blogada, especialmente com frases de “especialistas” anônimos, como campanha de parte interessada. Manipular a opinião pública com medo e paranoia é uma estratégia clássica para se influenciar rumos desejados. E são, como se pode reparar, muitos e poderosos os interesses contrários a esse negócio. O que existe, até o momento, é o processo aberto em 20 de julho junto ao CADE. Em sua apresentação, o documento do representante jurídico da fusão pede aprovação sem restrição, usando os seguintes argumentos: “A Operação não reduzirá a concorrência no setor, não criará ou reforçará posição dominante e nem acarretará a criação de monopólio no Brasil ou no exterior. A dinâmica concorrencial dos mercados relevantes não será afetada de maneira significativa em razão da Operação Proposta. Os mercados permanecerão altamente competitivos com ou sem a fusão das atividades das Partes. Na verdade, a Operação Proposta deverá ser benéfica aos consumidores em razão das esperadas sinergias que serão criadas com a melhora da habilidade das Partes na produção de conteúdo e na oferta de novas formas de distribuição aos consumidores (por exemplo, serviços direct-to-consumer), além das eficiências que deverão ser geradas com a redução dos custos”. O texto, por sinal, praticamente confirma o lançamento no Brasil de serviços de streaming planejados pela Disney. A questão dos canais esportivos Fox Sports e ESPN é um caso a parte, uma vez que esta fusão não ocorrerá nos Estados Unidos, onde a Fox Sports permanecerá no grupo da provisoriamente chamada New Fox, ao lado da Fox News e da própria rede Fox. Entretanto, o mesmo não parece estar previsto para o mercado internacional. Assim sendo, não faz sentido a Disney preservar o canal Fox Sports, que pertence a um rival nos Estados Unidos. A ESPN tende mesmo a virar a marca dominante dos esportes, inclusive com o lançamento de seu serviço de streaming no Brasil. Ele já existe nos Estados Unidos e mantém completamente separadas as ofertas de esportes das demais atrações da Disney. Esta é a única parte com fundo de verdade nas profecias, mas não configura o cenário apocalíptico desenhado. O CEO da Disney já disse que pretende manter os canais FX e Nat Geo nos Estados Unidos. Isto porque a Disney não tem equivalentes em seu portfólio de canais. A empresa comprou a Fox justamente para ampliar sua oferta de conteúdo. E este é exatamente o caso do canal pago Fox no Brasil. A Disney não tem uma rede ABC brasileira. Tanto que as séries exibidas na ABC acabam indo para o canal pago Sony. A verdade é que não há, entre o Disney Channel, Disney XD e Disney Junior, um canal para abrigar as séries da Fox. A emissora até poderia mudar de nome – o que nunca aconteceu com as empresas compradas pela Disney, da Pixar à Lucasfilm – , mas seu conteúdo continuará a ser abrigado em algum lugar. A menos que ingênuos acreditem que a Disney investiu US$$ 71,3 bilhões na Fox só para jogar fora o que comprou. Tem mais. Além de todas as produções da 21st Century Fox, o negócio de Iger também inclui percentagens no serviço de streaming Hulu e na rede britânica de canais pagos Sky. Ambos também produzem séries. Conteúdo que chegava ao Brasil via Fox Premium. E que deverá continuar chegando por algum lugar. Só não chegará pelo futuro serviço de streaming da Disney. Embora o projeto esteja sendo mantido em relativo sigilo, os primeiros produtos anunciados revelam que se trata de uma plataforma para público juvenil. Até “Os Simpsons” parecem ousados perto de séries de “Star Wars”, “Monstros S.A.” e telefilme de “A Dama e o Vagabundo”. Assim, duvide bastante de quem escrever ou usar aspas de alguém “de peso” do mercado sobre o final da Fox no Brasil. É (muito provavelmente) mentira. Entretanto, se algum executivo da Sony disser que o canal pago pode acabar, caso a Disney decida tirar suas séries de lá para colocar na Fox, bem… pode acreditar.
Johnny English encontra Bond Girl em trailer legendado de sua terceira comédia
A Universal divulgou uma coleção de pôsteres e o novo trailer legendado de “Johnny English 3.0”, terceiro filme em que Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido. A franquia satiriza os filmes de 007 e desta vez chega a incluir uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que é fatal demais para o eterno Mr. Bean. Apesar do humor físico da prévia seguir mais de perto o estilo dos filmes da “Pantera Cor-de-Rosa”, Johnny English é o único dos personagens inspirados por James Bond que foi criado por roteiristas oficiais da franquia 007 – Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes do agente secreto. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall”, quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos infiltrados na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. Apesar de estar aposentado, English é convocado para encontrar o hacker que está por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, seu maior desafio será entender a tecnologia moderna, como a realidade virtual, para tornar a missão um pouco menos impossível. O filme marca a estreia do diretor de séries David Kerr (“Fresh Meat”) no cinema e ainda inclui no elenco Emma Thompson (“O Bebê de Bridget Jones”), Ben Miller (“Johnny English”) e Jake Lacy (“Armas na Mesa”). A estreia está marcada para 18 de outubro no Brasil, uma semana antes da estreia nos Estados Unidos.
O Primeiro Homem ganha novo trailer após conquistar público e crítica no Festival de Veneza
A Universal Pictures divulgou novos pôster e trailer de “O Primeiro Homem” (First Man), aproveitando a première mundial do filme nesta quarta (29/8), como filme de abertura do Festival de Veneza. A prévia é impactante, com recriação detalhista de época, clima tenso e interpretação magistral dos protagonistas. Recebido com fortes aplausos no festival italiano, o filme ganhou aprovação de 91% da crítica presente ao evento, segundo avaliação do site Rotten Tomatoes. “O Primeiro Homem” volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land”: Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua no filme dirigido por Damien Chazele. Descrita como a missão mais perigosa de todos os tempos, a conquista da Lua acabou entrando para a História como a mais bem-sucedida, mas não sem enfrentar enormes dificuldades e custar vidas, conforme abordado no roteiro de Josh Singer (“Spotlight”) sobre os bastidores do projeto. A conquista também rendeu uma das frases mais famosas do século 20: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, dita por Armstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969. O elenco ainda destaca Claire Foy (série “The Crown”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Jason Clarke (“Mudbound”), Pablo Schreiber (“Covil de Ladrões”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Lukas Haas (“O Regresso”), Patrick Fugit (série “Outcast”), Brian d’Arcy James (série “13 Reasons Why”), Ethan Embry (série “Sneaky Pete”), Ciarán Hinds (série “Game of Thrones”) e Cory Michael Smith (serie “Gotham”). A estreia comercial está marcada para 11 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Mr. Robot vai acabar na próxima temporada
A premiada série “Mr. Robot” vai concluir sua trama em sua próxima temporada, a 4ª da produção. A decisão foi tomada pelo criador da atração, Sam Esmail. Cada vez mais envolvido com diferentes projetos, ele chegou a considerar um quinto ano, mas conforme discussões com os roteiristas avançaram, a conclusão lógica foi estender a quantidade de episódios da 4ª temporada para encerrar a série sem prolongar demais o encaminhamento da conclusão. Os últimos episódios começarão a ser gravados nos próximos meses e serão lançados apenas em 2019. Com isso, a série ficará mais de um ano fora do ar. A 4ª temporada foi anunciada em dezembro do ano passado pelo canal pago americano USA Network. Originalmente, teria apenas oito episódios, já prevendo a complicada agenda de Esmail, que além de ser showrunner, produtor e roteirista, também dirige todos os capítulos. Mas após reavaliação, a produção foi aumentada e agora terá 12 episódios, de forma a concluir toda a história pendente. “Quando criei o mundo de ‘Mr. Robot’, pensei que seria uma série de televisão de nicho com um número pequeno de seguidores. Nos últimos três anos, se tornou muito mais do que isso, e estou muito agradecido pelo reconhecimento recebido pela série e pelo trabalho incrível do elenco e da equipe, incansáveis na missão de dar vida à minha visão”, comentou Esmail em comunicado oficial. “Desde o primeiro episódio, já tinha a nossa conclusão em mente – e, ao planejar esta 4ª temporada, decidi que era hora de realizá-la. Ninguém na equipe criativa, incluindo o pessoal da emissora USA, queria dizer adeus, mas todos nós respeitamos a jornada de Elliot o bastante para não arrastá-la além de seu final inevitável. Por isso, a 4ª temporada será o nosso último capítulo. Aos fãs da série: obrigado pelos últimos anos, e mal posso esperar para dividir a última temporada com vocês”, completou o criador. “Mr. Robot” ajudou o canal USA a ganhar prestígio em meio ao competitivo mercado de séries dos Estados Unidos. O protagonista, Rami Malek, venceu um Emmy pela atuação na 1ª temporada, enquanto o coadjuvante Christian Slater conquistou um Globo de Ouro. No Brasil, a série é exibida no canal à cabo Space. Esmail continuará trabalhando em séries. Ele criou “Homecoming”, estrelada por Julia Roberts, que estreia na Amazon no próximo dia 2 de novembro, está trabalhando numa minissérie baseada na pioneira sci-fi “Metrópolis” (1927), de Fritz Lang, e ainda escreve um filme sobre o Triângulo das Bermudas, que pretende dirigir.
Festival de Veneza começa com mais prestígio e mais polêmicas que nunca
O Festival de Veneza começa nesta quarta (29/8) com o prestígio de ter premiado o último vencedor do Oscar e de ser o tapete vermelho mágico que mais vezes levou à consagração da Academia dos Estados Unidos neste século. Mas também com muitas polêmicas, as novas e as velhas de sempre. Enquanto seu diretor artístico Alberto Barbera celebra o número de talentos e astros que desfilarão pelo Lido até 8 de setembro, “tão grande que é impossível lembrar todos os nomes agora”, o cineasta Guillermo del Toro, vencedor do festival passado (e do Oscar) por “A Forma da Água” e presidente do júri deste ano, apelou para a organização do evento para que aumente o número de filmes dirigidos por mulheres. Pelo segundo ano seguido, a seleção principal do Festival de Veneza tem só um filme dirigido por mulher – “The Nightingale”, de Jennifer Kent. “Eu acho que o objetivo tem que ser 50% [de filmes dirigidos por mulheres] até 2020. Se conseguirmos alcançar até 2019, ainda melhor”, comentou Del Toro, durante a entrevista coletiva que deu início ao festival. “Esse é um problema de verdade, na nossa cultura em geral”. “Não é uma questão de estabelecer uma ‘cota’, mas uma questão de se sincronizar ao tempo em que vivemos, ao momento em que estamos tendo essa conversa. Eu acho que isso é necessário há décadas, senão séculos. Não é uma polêmica, é um problema de verdade”, concluiu. Barbera tinha dito que se demitiria se implementassem cotas no festival, justificando que qualidade não tem gênero. Mas até o Brasil já demonstrou que isso é falácia, ao apresentar os candidatos a representar o país no Oscar, numa lista com 40% de filmes dirigidos por mulheres. Além disso, o Festival de Toronto, que acontece quase simultaneamente a Veneza, fez o compromisso descrito por del Toro, de ter metade de sua programação preenchida por filmes de cineastas femininas até 2020. Mais que isso, está apoiando uma marcha de mulheres, com pautas de igualdade de direitos, durante sua programação. O problema de Veneza, festival mais antigo do mundo, é a cultura machista italiana, alimentada por séculos de educação católica. Por isso, enquanto mulheres se preparam para celebrar suas conquistas na América do Norte, outras mulheres planejam protestar contra a dificuldade de encontrar espaço no festival de cinema europeu. O choque de visões de mundo é enorme. Mas esta não é a única polêmica alimentada pela programação do Festival de Veneza. O evento também estendeu seu tapete para as produções da Netlix, apresentando seis no total, e nisso entrou em sintonia com Toronto, seu rival do outro lado do Atlântico. Ambos aceitaram a realidade dos fatos, de que a Netflix é hoje a maior produtora de filmes do mundo e, em busca por validação, tem investido em cineastas consagrados, de Martin Scorsese a Alfonso Cuarón. Enquanto Cannes se deixou intimidar pelo bullying dos donos de cinema, a ponto de barrar a Netflix de competir pela Palma de Ouro, Veneza terá produções de streaming disputando o Leão de Ouro. E, considerando o impacto obtido pelos filmes do festival italiano no Oscar, virou peça estratégica dos planos de dominação mundial da plataforma. Quando Ryan Gosling pisar no Lido para a première de “O Primeiro Homem”, de Damien Chazelle, que abrirá o festival, será um pequeno passo para o ator de Hollywood, mas um grande passo para o cinema mundial. Visto cada vez mais como marco inaugural da temporada de prêmios, para destacar quem tem potencial de Oscar, Veneza pode colocar “Roma”, produção da Netflix dirigida por Cuarón, na rota da consagração da Academia. E até comprovar que Lady Gaga é atriz e Bradley Cooper é diretor, com a colaboração dos dois em “Nasce uma Estrela”. O festival que começa nesta quarta apontará muitos rumos para o cinema nos próximos meses, mas nem por isso deixará de ser convocado a entrar em maior sintonia com os rumos do mundo em geral.












