Cineastas protestam contra a distribuição predatória de Vingadores: Ultimato no Brasil
A Disney estalou os dedos e a maioria dos filmes desapareceram das salas de cinema para dar lugar à estreia predatória de “Vingadores: Ultimato” no Brasil. Mas a façanha despertou o lado Vingadores da classe cinematográfica brasileira. O longa do vilão Thanos foi lançado na quinta-feira (25/4) em 2,7 mil das 3,3 mil salas existentes no circuito nacional, ocupando cerca de 80% de todos os espaços físicos destinados à projeção de filmes no país. Isto enquanto “Shazam!” e “Capitã Marvel” continuavam a ser exibidos na maioria das salas, deixando pouco espaço para outras estreias e sufocando os filmes que já estavam em cartaz. Segundo alguns cineastas, a superprodução da Disney teria sido favorecida principalmente pela ausência da cota de tela para este ano, que espera para ser assinada pelo governo Bolsonaro, e pelo enfraquecimento da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que tinha regras sobre o setor que não estão mais em vigor. Por conta da estreia massiva, a comédia brasileira “De Pernas pro Ar 3”, com mais de 1 milhão de ingressos vendidos em duas semanas, perdeu 300 salas do circuito. Mariza Leão, produtora do filme, reclamou para o jornal O Globo que mesmo as salas que ainda exibem o filme fatiaram suas sessões com o lançamento da Disney. “Em 153 cinemas, o filme é colocado em duas sessões diárias, e em 199 cinemas, fica em apenas uma sessão diária. Isto é uma perversidade do ponto de vista cultural e econômico”, apontou. A produtora enviou uma carta à diretoria colegiada da Ancine protestando contra a falta de regras reguladoras do mercado cinematográfico. Além da ausência da cota de tela, ela menciona no texto a regra da “dobra”, segundo a qual os exibidores eram obrigados a manter o filme em cartaz se ele atingisse uma média de público. “Filmes com performance acima de média saem de salas sem nenhuma explicação, sem nenhuma defesa. Tal fato gera prejuízos incalculáveis a investimentos tanto públicos quanto privados”, acrescentou. O cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, cujo filme “Bacurau” foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cannes, ecoou a reclamação da produtora em sua página no Facebook “‘De pernas pro Ar 3’ estava dando dinheiro. Quando o mercado corre sem lei, sua lógica é a de subtrair para ganhar, e não a de somar com diversidade. Os dois filmes poderiam ir bem, sem desequilíbrio”, escreveu. O outro lado da questão é defendido pelo presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras (Feneec) e diretor da rede de cinemas GNC, Ricardo Difini Leite, que não quer regulação e defende que a diminuição de salas de “De Pernas pro Ar 3” foi “natural”. “Estamos falando do maior lançamento do ano, que teve uma procura fenomenal. É precipitado dizer que ‘Vingadores: Ultimato’ vai prejudicar ‘De pernas pro Ar 3’. O filme brasileiro continua em muitas salas, mas teve diminuição da média de forma natural”, disse ao jornal O Globo. A questão realmente divide exibidores e cineastas. Daniel Caetano, presidente da Associação Brasileira de Cineastas (Abraci), acredita que a regulação é necessária e ajuda o mercado a funcionar, sendo construída em conjunto com os agentes desse mercado. “Eu entendo que o mercado tenda a esse modelo, mas acredito que faz parte das funções do governo criar mecanismos regulatórios que evitem que as leis de mercado acabem canibalizando o próprio mercado”, explica. Em nota, a Ancine disse que vai “monitorar a questão”. “O assunto é pauta da Câmara Técnica de Salas de Exibição, que conta com representantes de associações de distribuidores, exibidores e produtores do audiovisual”, limita-se a dizer. Atualmente, a Ancine encontra-se parada, sem poder investir na produção de novos filmes e séries, devido a um processo do Tribunal de Contas da União. Além do cancelamento de liberação de recursos para novos projetos, também não está sendo emitida a Salic, uma espécie de certidão de nascimento para que filmes e séries existam oficialmente. Em palestra na Rio2C, evento do audiovisual brasileiro, o diretor da Ancine jurou que a agência continua funcionando. Segundo ele, “a Ancine não parou, é só um momento de transição”. Esse “momento de transição” também inclui a falta de pressa ou interesse do presidente Jair Bolsonaro em assinar a cota de tela para este ano. Sem essa assinatura, o próximo grande lançamento do ano – o período de maio a agosto é de um grande lançamento por semana – pode ocupar 90% das salas sem infringir a (falta de) legislação do setor. A discussão não é específica sobre um filme. É sobre todo o mercado.
Vingadores: Ultimato bate dois novos recordes em 24 horas na América do Norte
Mesmo com três horas de duração, “Vingadores: Ultimato” bateu o recorde de bilheteria de 24 horas de estreia do cinema norte-americano. O filme da Marvel arrecadou US$ 157,5 milhões em seu primeiro dia, incluindo na conta os US$ 60 milhões de pré-estreias na noite de quinta (25/4). Ou seja, US$ 38 milhões a mais que o antigo recordista, “Star Wars: O Despertar da Força”, em 2015. E este não foi o único recorde quebrado no lançamento do filme. Ele ainda se tornou o que mais rápido atingiu a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias, ultrapassada após as primeiras 17 horas de exibição no mercado doméstico. Até a soma desses números, havia dúvidas se “Vingadores: Ultimato” poderia se tornar o primeiro lançamento a faturar US$ 300 milhões em sua estreia nos Estados Unidos e Canadá. Agora, a dúvida é se passará de US$ 350 milhões. Vale lembrar que “Vingadores: Guerra Infinita”, o filme anterior da franquia, faturou “apenas” US$ 257,6 milhões em sua abertura norte-americana. E este é o recorde de estreia doméstica em todos os tempos. Como o primeiro dia da China arrecadou US$ 100 milhões, o filme deve bater recorde de maior bilheteria de fim de semana inaugural em todo o mundo. E chegar rapidamente a seu 1º bilhão. “Vingadores: Ultimato” também abriu em 1º lugar nas bilheterias nacionais, batendo recorde de arrecadação em seu primeiro dia em cartaz no Brasil.
Santa Clarita Diet é cancelada após três temporadas
A Netflix cancelou “Santa Clarita Diet”, a série de comédia em que Drew Barrymore era uma mãe suburbana zumbi, um mês depois da estreia de sua 3ª temporada. O cancelamento confirma uma padrão adotado pela plataforma, que faz com que a duração de suas séries seja de três temporadas. São raras as produções que conseguem renovação para o quarto ano de produção no serviço de streaming. Criada por Victor Fresco (série “Better Off Ted”), “Santa Clarita Diet” acompanhava um casal de corretores imobiliários que tem sua vida suburbana perfeita colocada em cheque por um vírus zumbi. Quando a mulher começa a manifestar desejos carnais, em mais de um sentido, o marido se esforça para manter as aparências. O elenco incluía Timothy Olyphant (série “Justified”) como o marido de Barrymore, Liv Hewson (série “Dramaworld”) como a filha do casal e Skyler Gisondo (“Férias Frustradas”) como o nerd adolescente que quer fazer parte da família. O cancelamento foi confirmado em um comunicado. “Tal como o nosso público, apostamos tudo em Sheila e Joel. O relacionamento deles, diante de uma incrível adversidade, foi inspirador de se criar e de assistir. E, na maior parte do tempo, eles eram engraçados, o que é importante em uma comédia”, escreveram Victor Fresco e a produtora Tracy Katsky na despedida. “Sentiremos falta da série, mas estamos orgulhosos do trabalho que fizemos e sempre apreciaremos o amor e o entusiasmo que sentimos em nosso público. Se dependesse deles, Sheila e Joel continuariam por mais 10 mil anos”, finalizaram. A Netflix também divulgou um comunicado oficial de cancelamento da série em que agradeceu aos criadores e exaltou a criatividade da série.
Adam Sandler e Jennifer Aniston são suspeitos de assassinato em trailer de comédia
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Mistério no Mediterrâneo” (“Murder Mistery), comédia que volta a juntar Adam Sandler e Jennifer Aniston após o sucesso da dupla em “Esposa de Mentirinha” (2011). No elenco estão também Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”), Gemma Arterton (“Aposta Máxima”) e o veterano Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”). Com roteiro de James Vanderbit (“O Espetacular Homem-Aranha”) e direção de Kyle Newacheck (“Perda Total”), o filme segue um policial de Nova York (Sandler) e sua mulher (Anniston), que, durante uma viagem de férias pela Europa, são convidados a embarcar no iate de um milionário e acabam virando suspeitos de um assassinato. A partir daí, eles tentam descobrir o verdadeiro assassino. A estreia está prevista para 14 de junho na Netflix.
Banda Leela leva glam às noites vazias em novo clipe
A banda Leela lançou um novo clipe de visual caprichado. Rodado numa madrugada paulistana, “Cada Vez Mais” mostra Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão de guitarras em punho, desfilando por ruas vazias do bairro da Liberdade. Em contraste com a escuridão noturna, Bianca usa uma roupa cintilante, que se alinha à maquiagem chamativa para dar um tom glam ao manifesto estético da banda. A música tem ainda participação da cantora Barbara Eugenia, que se junta a dupla numa fusão de imagens criativa, mesclando seu olhar ao de Bianca. A direção é da dupla Tata Pierry e Will Aleixo. “Cada Vez Mais” é o quarto clipe da nova fase da banda, que começou a vir à tona em novembro, com o lançamento do single/clipe “YouTube Mine”. Assim como as anteriores, a nova música é resultado de parceria com o cantor e poeta Fausto Fawcett. A gravação também contou com a participação do xamã norueguês Kjell Sandvik, que toca violão.
Madonna revive fase Erótica em clipe com Maluma
O primeiro clipe da volta de Madonna é “Medellín”, parceria com Maluma. O vídeo começa em clima “Like a Prayer”, mas logo entra na fase “Erotica”, cheio de momentos quentes entre os dois. Além de ganhar destaque no dueto vocal, Maluma também beija e dança com a Rainha do Pop, que se alterna entre loira e morena para a produção. Por sinal, um momento “Na Cama com Madonna” chamou mais atenção da internet: em que a cantora aparece chupando o dedão do pé do colombiano. O clipe com toques de sadomasoquismo tem direção de Diana Knust, que em janeiro assinou o cinematográfico “De Aquí no Sales (Cap.4: Disputa)”, da revelação espanhola Rosalía. “Medellín” abre o álbum “Madame X”, que será lançado em junho e também inclui uma parceria com a brasileira Anitta.
Manuscrito da continuação de Laranja Mecânica é encontrado
Um manuscrito para uma continuação do livro “Laranja Mecânica” foi encontrado no meio de vários papéis acumulados pelo autor Anthony Burgess em sua antiga casa. A informação foi divulgada pela fundação criada em homenagem ao escritor britânico. São 200 páginas, escritas entre 1972 e 1973, que oferecem mais pensamentos sobre a condição humana, refletem sobre as controvérsias geradas pelo filme dirigido por Stanley Kubrick em 1971 e elaboram ainda mais os temas apresentados na obra original, lançada em 1962. Esse trabalho nunca lançado é descrito pela Fundação Internacional Anthony Burgess como “parte reflexão filosófica e parte autobiográfica”. Segundo Andrew Biswell, diretor da fundação, “essa incrível continuação não publicada esclarece mais questões sobre Burgess, Kubrick e as polêmicas que envolvem o livro”. O pesquisador afirmou que o material, batizado de “Clockwork Condition” (A Condição Mecânica, em tradução livre), oferece um maior panorama sobre o contexto da obra mais famosa do autor, além de ampliar sua visão “sobre crime, castigo e os possíveis efeitos destruidores da cultura visual”.
Trailer revela confronto central do telefilme de Deadwood
A HBO divulgou o pôster e o trailer completo do telefilme que vai retomar a série “Deadwood”. A prévia tem enforcamentos, tiroteios, caixões e renovações de velhas rixas, além de confirmar a participação da maioria dos integrantes do elenco original e revelar o confronto central da trama. O vídeo mostra como o retorno do agora senador George Hearst (Gerald McRaney) à Deadwood, cobiçando suas minas, divide os habitantes da cidadezinha, que temem a reação do dono de saloon Al Swearengen (Ian McShane) e do xerife Seth Bullock (Timothy Olyphant). A história de “Deadwood” é uma versão fictícia de personagens e fatos reais. Hearst, por exemplo, é o pai de William Randolph Hearst, primeiro magnata da imprensa americana, que inspirou o filme clássico “Cidadão Kane” (1941). O telefilme foi escrito pelo criador da série, David Milch (de “Nova Iorque Contra o Crime”), que pretende concluir a trama original, cancelada abruptamente em 2006 após três temporadas e sob protestos dos fãs. Além de Olyphant e McShane nos papéis que redefiniram suas carreiras e McRaney como vilão principal, também retornam Molly Parker (Alma Ellsworth), Paula Malcomson (Trixie), John Hawkes (Sol Star), Anna Gunn (Martha Bullock), Dayton Callie (Charlie Utter), Brad Dourif (Doc Cochran), Robin Weigert (“Calamity” Jane Canary), William Sanderson (E.B. Farnum) e Kim Dickens (Joanie Stubbs). Ficaram de fora Titus Welliver (hoje em “Bosch”), além de Powers Boothe, que faleceu no ano passado, e Ralph Richeson, morto em 2015. A direção é de Daniel Minahan, que comandou quatro episódios da série original, e a estreia está marcada para 31 de maio.
Lucifer tem reencontro bíblico com Eva no primeiro trailer da 4ª temporada
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado da 4ª temporada de “Lucifer”, que repercute a revelação do diabo para a detetive Chloe Decker (Lauren German), mas principalmente introduz uma nova personagem importante na mitologia da série. Trata-se de Eva, a primeira mulher – e o primeiro amor de Lucifer – interpretada pela israelense Inbar Lavi (de “Prison Break” e “The Last Ship”). O reencontro tem direito à famosa representação da Eva bíblica, vestida com folhas de parreira, e a sugestão de que ela se torna rapidamente a nova namorada do protagonista, vivido por Tom Ellis. A 4ª temporada vai chegar ao streaming em 8 de maio.
Rami Malek é oficializado como vilão do novo filme de 007
O ator Rami Malek, que venceu o Oscar 2019 por interpretar o cantor Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”, foi confirmado no elenco no novo filme de James Bond, durante um evento da franquia que apresentou os atores da produção. “Eu prometo a todos que vou me certificar de que o sr. Bond não tenha uma vida fácil dessa vez”, brincou Malek em vídeo da divulgação. Embora seu personagem não tenha sido informado, ele deixou claro que enfrentará o agente protagonizado por Daniel Craig. As notícias das negociações do ator surgiram em fevereiro. Mas outros nomes oficializados nesta quinta (25/4) são conhecidos há mais tempo. A volta da atriz francesa Léa Seydoux, por exemplo, data de dezembro. Também eram garantidos os retornos de Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris, que têm os papéis fixos de M, Q e Eve Moneypenny desde “007: Operação Skyfall” (2012). Eles terão a companhia de dois outros atores recorrentes: Jeffrey Wright reprisará o papel do agente da CIA Felix Leiter, visto em “007: Cassino Royale” (2006) e “007: Quantum of Solace” (2008), e Rory Kinnear retomará o agente Bill Tanner, presente desde “007: Quantum of Solace”. Além deles, a atriz cubana Ana de Armas (“Blade Runner 2049”), Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) e Billy Magnussen (“O Nome do Jogo”) viverão novos personagens. Ainda sem título, o 25º filme de 007 já começou a ser filmado na Jamaica, com direção de Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”). O californiano de 41 anos é o primeiro diretor americano a comandar uma filmagem do agente secreto britânico em 56 anos da franquia oficial. A volta à Jamaica é emblemática, porque foi lá que o primeiro filme, “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962) foi rodado. Fukunaga assumiu o longa após a desistência do diretor Danny Boyle (“Trainspotting”), atribuída a “diferenças criativas” com produtores, mas que se resumem ao uso de um roteiro que agora foi descartado. A história que será filmada é da dupla responsável pelos últimos 20 anos de aventuras de 007, Neil Purvis e Robert Wade, com revisão de Scott Z. Burns (“O Ultimato Bourne”) e Phoebe Waller-Bridge (criadora de “Killing Eve”). Boatos sugerem que seja uma nova adaptação de “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, uma das obras mais famosas de Ian Fleming, já levada às telas em 1969. O longa dos anos 1960 não costuma ser muito enaltecido pela rejeição sofrida por George Lazenby como 007 pelo público da época, fazendo Sean Connery retornar nos longas seguintes. Mas é muito bom. Na ocasião, Diana Rigg (Olenna Tyrell em “Game of Thrones”) viveu Tracy Bond, a única Bond Girl até hoje a casar com James Bond. A trama mostrava como a morte trágica da esposa fez o protagonista abandonar a aposentadoria para retomar seu serviço como espião do MI6. Esse rumo foi sugerido na cena final do filme mais recente da franquia, “007: Contra Spectre”, onde o agente se aposenta para viver ao lado de Madeleine Swann (Seydoux). O filme marcará a despedida do ator britânico Daniel Craig, de 51 anos, como James Bond, após cinco filmes e uma reversão completa da percepção do público, que foi contra sua escolha em 2005 para suceder Pierce Brosnan – era loiro demais, bruto demais, conhecido de menos na época. “Eu fiz o melhor que pude”, disse o próprio Craig há algum tempo à revista Esquire, antes de anunciar que seu próximo filme como Bond seria o último. A estreia está marcada para 9 de abril no Brasil, um dia depois do lançamento nos Estados Unidos e no Reino Unido. Veja abaixo o vídeo da apresentação do elenco e da locação jamaicana da produção.
Vingadores: Ultimato estreia em 80% dos cinemas brasileiros
O lançamento de “Vingadores: Ultimato” vai ocupar 2,7 mil das 3,5 mil salas de cinema (ou 80% do total) que existem no Brasil. É uma overdose avassaladora, recorde disparado de maior distribuição já feita para um filme no país em todos os tempos – e quebra deliberada de acordo contra distribuição predatória de blockbusters em território nacional. Como o filme tem 3 horas de duração, há menos sessões por cinema. Isso contribui para a ocupação de mais salas. As sessões começaram às 0h desta quinta-feira (25/4), prometendo concluir não só a história interrompida em “Vingadores: Guerra Infinita”, que terminou com o cliffhanger mais angustiante desde “O Império Contra-Ataca” (1980), mas toda a saga da Marvel nos cinemas. Mais que uma continuação simples, o filme é a culminação dos 21 blockbusters de super-heróis que o precederam, num crescendo dramático que levou para as telas, pela primeira vez, a construção de universos que caracteriza os quadrinhos de super-heróis. Histórias intercaladas são comuns nos gibis, mas raras nos cinemas, que já viram algumas trilogias clássicas, mas nunca 21 filmes interconectados compartilhando personagens e avançando a mesma história. Anunciado como capítulo final – ou pelo menos desfecho de um volume – “Vingadores: Ultimato” estreia não como filme, mas como o maior evento da história do cinema. E deve bater todos os recordes de bilheteria imagináveis. Para se ter noção, antes mesmo de estrear, “Vingadores: Ultimato” já tinha 1,1 mil sessões esgotadas no Brasil, apenas com a pré-venda. Por isso, merecem reconhecimento pela coragem os cinco títulos que enfrentarão o monopólio por um espaço nos 20% de cinemas que sobraram e que ainda mantêm em cartaz os filmes lançados nas últimas semanas. São todos dramas pesados, numa contraprogramação assumida. A única alternativa com ação é “Sobibor”, drama de guerra que representou a Rússia nas indicações ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. Conta a história do levante judeu no campo de concentração nazista do título, durante a 2ª Guerra Mundial, que já tinha rendido o telefilme “Fuga de Sobidor”, estrelado por Rutger Hauer em 1987. Premiado em vários festivais LGBTQ e com 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “O Ano de 1985” é o melhor da leva, um drama indie em preto e branco, passado durante a pior fase da epidemia da Aids, que traz Cory Michael Smith (o Charada de “Gotham”) no papel principal. Os demais dramas são o finlandês “O Último Lance”, sobre um velho comerciante de arte que aposta tudo no leilão de um quadro de autor desconhecido, a história argentina de separação “La Cama” e o brasileiro “Organismo”, em que um jovem fica paraplégico num mergulho – “Feliz Ano Velho” nos dias de hoje. Veja abaixo os trailers e as sinopses de todas as estreias. Vingadores: Ultimato | EUA | Super-Heróis Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco. Sobibor | Rússia | Guerra Alexander Pechersky, um prisioneiro de guerra no campo de exterminação de Sobibor, organizou uma revolta que deu oportunidade para o escape em massa dos prisioneiros do campo. Apesar de muitos dos fugitivos terem sido capturados novamente, Pechersky liderou os que restaram à se juntarem aos partisans. O Ano de 1985 | EUA | Drama Inspirado pelo curta-metragem premiado de mesmo nome, “1985” segue Adrian (Cory Michael Smith), um jovem que vai passar o natal com a família em sua antiga cidade no Texas durante a primeira onda de crise da AIDS. Sobrecarregado após uma tragédia indescritível em Nova York, Adrian se reconecta com seu irmão (Aidan Langford) e seu amigo de infância (Jamie Chung), enquanto luta para revelar um segredo aos pais religiosos. O Último Lance | Finlândia | Guerra Olavi (Heikki Nousiainen) é um negociante de arte obcecado com trabalho que vem sendo deixado para trás com a modernização da indústria, que favorece cada vez mais grandes conglomerados. Quando o que pode ser um obscuro ícone de um pintor russo acaba em suas mãos, ele recebe a ajuda surpreendente de seu neto para recuperar suas finanças, o reaproximando de sua filha. Porém, ele sacrificaria tudo por esse último grande negócio? La Cama | Argentina, Brasil | Drama Jorge (Alejo Mango) e Mabel (Sandra Sandrini) formam um casal na terceira idade, que já passou por muita coisa juntos. Em vias de se separar, eles precisam dividir entre si os objetos e móveis da casa em que vivem, assim como lidar com as dores e mágoas deste momento. Organismo | Brasil | Drama Um homem recém-lesionado que está aprendendo a lidar com a condição de cadeirante entra em crise existencial após o falecimento de sua mãe, evento que o lança em uma espiral de memórias de infância, de relacionamentos passados e principalmente das percepções sobre seu corpo antes e depois do acidente.
Star Trek vai virar série animada infantil no Nickeledeon
A franquia “Star Trek” vai ganhar mais uma série. Desta vez, trata-se de uma animação para crianças, desenvolvida pelos irmãos Dan e Kevin Hageman (“LEGO Ninjago: O Filme”) para o canal pago Nickelodeon. A produção usará animação em CGI ao invés dos desenhos animados tradicionais em 2D. Na trama, um grupo de adolescentes encontra, por acaso, uma nave abandonada da Frota Estelar e passa a usá-la para viver várias aventuras e dar novo sentido as suas vidas. “A missão de ‘Star Trek’ é inspirar novas gerações de sonhadores a construir um futuro mais brilhante”, comentou Alex Kurtzman, que vai produzir a série e conduz a saga desde o começo da nova leva de filmes, em 2009. “Dan e Kevin criaram uma história que honra este espírito exploratório como nunca vimos antes”. O novo projeto se junta a múltiplas séries trekkers atualmente em produção. Entre elas, há inclusive outra animação, “Lower Decks”, que é destinada aos fãs mais crescidos da saga espacial. Criada por Mike McMahan, roteirista de “Rick and Morty”, ela será disponibilizada na plataforma CBS All Access. A franquia não tinha uma versão animada desde os anos 1970. Cultuadíssima, “Jornada nas Estrelas: A Série Animada” foi ao ar entre 1973 e 1974 e era escrita por alguns dos roteiristas da série original de 1966, além de ter voltado a reunir o elenco clássico em sua dublagem. Kevin e Dan Hageman venceram o Emmy 2018 como Roteiristas de Série Animada por “Caçadores de Trolls: Contos de Arcadia”. A nova série animada ainda não tem título nem previsão de estreia.
Sabrina Sato vai enfrentar zumbis em série brasileira da Netflix
A Netflix anunciou a produção de “Reality Z”, sua primeira série brasileira sobre zumbis. O anúncio foi feito em um vídeo com a presença da apresentadora Sabrina Sato (“O Concurso”) e Ted Sarandos, o diretor de conteúdo da plataforma. No vídeo, Sabrina se entusiasma ao dizer que vai estrelar uma série sobre um reality show fictício. Com a experiência de quem participou do Big Brother Brasil, ela vai viver a apresentadora do programa da ficção. Mas no meio da conversa ameaça desistir, porque descobre que a série terá zumbis e ela tem medo. “O nome da série é ‘Reality Z’, o que você acha que o Z significa”?, pergunta o executivo. Veja abaixo. A ideia não é nova. A premissa é um remake de “Dead Set”, minissérie britânica de 2008 concebida por ninguém menos que Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”. A diferença é que a produção original usava os cenários, o nome, a apresentadora (Davina McCall), o narrador oficial (Marcus Bentley) e até concorrentes do Big Brother inglês real, levando a metalinguagem ao limite. Na trama, os integrantes da casa de estúdio ignoravam completamente que um surto zumbi estava causando o fim do mundo do lado de fora de seu isolamento. Até ser tarde demais. A Netflix não pode usar o nome do “Big Brother Brasil”, que está licenciado para a Globo, mas a participação de Sabrina permite uma ligação com o reality. Serão cinco episódios, que vão acompanhar os bastidores um programa chamado “Olimpo, A Casa dos Deuses”, durante uma noite de paredão. Em plena gravação, o estúdio se torna um abrigo para quem busca salvação do caos que tomou conta do Rio de Janeiro, após a proliferação de zumbis. O elenco inclui Guilherme Weber (“O Negócio”), Jesus Luz (“Aquele Beijo”), Ana Hartmann (“Me Chama de Bruna”), Emilio de Mello (“Psi”), Carla Ribas (“Casa de Alice”), Luellem de Castro (“Malhação”) e Ravel Andrade (“Sessão de Terapia”). A adaptação está a cargo de Cláudio Torres (“A Mulher Invisível”, “O Homem do Futuro”), que além de assinar os roteiros com João Costa, vai compartilhar a direção com Rodrigo Monte (“Magnífica 70”). A produção é da Conspiração Filmes. “Reality Z” ainda não previsão de estreia.











