Diretores de Vingadores: Ultimato filmarão anime G-Force e quadrinhos de Grimjack
Os irmãos Joe e Anthony Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”, aproveitaram a Comic-Con International dar uma volta olímpica entre os fãs de quadrinhos pelo sucesso astronômico de seu último filme na Marvel. Mas a aclamação não era o principal objetivo de sua visita ao evento de San Diego, e sim o anúncio de seus próximos projetos. Eles montaram uma produtora, a AGBO, que está se especializando, justamente, em adaptações de quadrinhos e animações cultuadas. Depois do começo frustrante com a ótima, mas já cancelada série “Deadly Class”, os Russo revelaram dois novos projetos de cinema. Um deles é um filme baseado em “Grimjack”, HQ indie que chegou a ser publicada no Brasil nos anos 1980. Criado por John Ostrander e Tim Truman, Grimjack é um mercenário que atua num mundo onde magia e tecnologia coexistem. O outro é baseado no anime “G-Force – Defensores do Espaço”, adaptação americana da cultuada série japonesa “Science Ninja Team Gatchaman” (1972). Há cerca de uma década, a Warner chegou a planejar um filme sobre os personagens, cinco jovens heróis que protegem a Terra de ataques de Zoltar, do planeta Spectra, e outras ameaças espaciais. Os Russo adiantaram que não pretendem dirigir “Grimjack”, mas mantém a possibilidade em relação a “G-Force”, que é chamado de “Battle of the Planets” nos Estados Unidos. Antes disso, eles assinam a direção de “Cherry”, estrelado por Tom Holland (o Homem-Aranha), que aborda tráfico de drogas e começa a ser filmado em outubro, e produzem “Crime Sem Saída”, feito pela AGBO para a Netflix com Chadwick Boseman (o Pantera Negra) no papel principal. Os projetos demonstram que os integrantes dos Vingadores gostaram de trabalhar com os Russo e estão acompanhando suas novas aventuras profissionais. O painel da Comic-Con, por sinal, contou com vários atores de “Ultimato”, que vieram discutir com os fãs as possibilidades abertas pelas realidades alternativas criadas por aquele filme. E logicamente a conversa sobre um novo reencontro dos heróis veio à tona, bem como a volta dos Russo para a Marvel. “Nosso tempo na Marvel foi um dos melhores, criativamente, que já tivemos”, comentou Anthony no painel. “E nós adoraríamos trabalhar com eles novamente. No futuro, se isso fizer sentido, quem sabe em ‘Guerras Secretas’?”, disse, deixando os fãs urrando pela referência ao crossover clássico dos quadrinhos da editora.
Brandon Routh voltará a viver Superman no crossover Crise nas Infinitas Terras
O ator Brandon Routh vai voltar a viver Superman novamente. 13 anos depois de estrelar “Superman: O Retorno” (2006), ele viverá o herói no crossover “Crise das Infinitas Terras”, que irá ao ar em dezembro e janeiro, juntando as séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a novata “Batwoman” – quinteto também conhecido como Arrowverse – na rede americana The CW. Curiosamente, o ator já faz parte do Arrowverse como Ray Palmer, o Elekton, um dos personagens fixos de “Legends of Tomorrow”. Além disso, esse universo televisivo já tem um Superman, vivido por Tyler Hoechlin. E o detalhe é que os dois personagens também participarão do crossover. A explicação é que o Superman de Brandon Routh virá de uma Terra paralela do multiverso da DC Comics – o multiverso original dos quadrinhos. A história da “Crise das Infinitas Terras” vai abordar justamente o colapso dessa profusão de realidades alternativas. A participação no crossover marcará a primeira vez que Routh voltará ao uniforme de Superman desde o mal-fadado filme de Bryan Singer. E ele está comemorando. “Honrado, grato e ainda me beliscando”, escreveu o ator no Twitter sobre o retorno ao papel. Honored, humbled, grateful, and still pinching myself. ?#ReturnOfSuperman#Superman#Crossover#Arrowverse #SDCC2019 @DCComics@DEADLINE https://t.co/M5nQdTWYmh — Brandon Routh (@BrandonJRouth) July 19, 2019
Série baseada no clássico de terror Creepshow ganha primeiro trailer
A série que adapta o clássico de terror “Creepshow: Arrepio do Medo” (1982) ganhou seus primeiros pôster e trailer na Comic-Con Internacional. A prévia revela os detalhes horripilantes de seus episódios, cheios de monstros e astros de filmes de terror. O filme de 1982 era uma antologia de cinco contos assustadores, reunidos numa estrutura que prestava homenagem aos quadrinhos de terror dos anos 1950, como “Contos da Cripta”. Mas a produção também se tornou celebrada por juntar dois mestres do gênero, rendendo um dos poucos roteiros originais escritos por Stephen King para o cinema, com direção de George A. Romero (o criador dos zumbis modernos). Fez tanto sucesso que gerou duas continuações, em 1987 e 2006. A série vai manter a estrutura de antologia, contando uma história completa por episódio, inspirada por contos de vários escritores famosos, como Joe Hill (filho de Stephen King) e Josh Malerman (autor de “Bird Box”) e com produção a cargo de um dos mais conhecidos discípulos de Romero: Greg Nicotero, diretor, produtor e responsável pela maquiagem dos zumbis de “The Walking Dead”. Nicotero tem forte ligação com o original. Foi durante uma visita ao set da produção que ele conheceu o seu mentor Tom Savini, de quem virou assistente de maquiagem no clássico de zumbis “Dia dos Mortos” (1985), dirigido por Romero. Ele também trabalhou nos efeitos de “Creepshow 2”, antes de virar um mestre da maquiagem de terror. Como homenagem, o elenco inclui até uma atriz do filme original, Adrienne Barbeau – que recentemente também participou da série do “Monstro do Pântano” após estrelar a versão cinematográfica em 1982. Outros nomes “assustadores” da produção são os atores Tobin Bell (o Jigsaw da franquia “Jogos Mortais”), David Arquette (da franquia “Pânico”), Jeffrey Combs (o eterno “Re-Animator”), Giancarlo Esposito (“Breaking Bad”), DJ Qualls (“Z Nation”), Bruce Davison (“X-Men”) e os rappers Big Boi e Kid Cudi, entre outros. A atração é produzida para o serviço de streaming Shudder, especializada em terror, lançado há três anos pelo canal pago AMC – que exibe “The Walking Dead” nos Estados Unidos. A estreia está marcada para 26 de setembro.
Madonna canta com artistas cabo-verdenses em novo clipe
A cantora Madonna lançou mais um clipe do disco “Madame X”. A música “Batuka” é uma homenagem aos ritmos e cantos das antigas escravas da ilha de Cabo Verde. Assim como a canção, o vídeo tem participação da Orquestra Batukadeiras, artistas cabo-verdenses. “Sou muito sortuda de ter conhecido e trabalhado com mulheres tão inspiradoras”, disse Madonna, sobre a parceria. Em material da gravadora sobre a produção do clipe, Madonna explicou que a colaboração foi sugestão do músico português Dino D’Santiago. “Ele me falou: ‘Você precisa conhecer as Batukadeiras’. Elas são uma força de empoderamento feminino, energia e paixão. Nesse lugar pequeno, no meio do nada, tem essas mulheres sentadas, que tocam essas músicas, é incrível. Elas levantam para fazer solos ou duetos e é muito inspirador. Depois de ver isso, eu quis colaborar, e elas aceitaram”. O resultado é o melhor single extraído de “Madame X” até o momento. Mas pode chamar de apropriação cultural, já que está na ponta da língua. A carreira de Madonna apropria-se de outras culturas desde “Vogue”, em 1990. E o pop americano visita a Africa e convida músicos do país para “participação especial” desde muito antes disso. Mick Fleetwood lançou o disco “The Visitor” em 1981 e Paul Simon venceu o Grammy com o álbum “Graceland” em 1986. A direção do clipe é do holandês Emmanuel Adjei, que também assinou “Dark Ballet”, um dos clipes anteriores de “Madame X”.
Trailer do “reboot” de Jay e Silent Bob é repleto de astros famosos
O diretor Kevin Smith divulgou o pôster e o trailer de sua nova comédia, “Jay and Silent Bob Reboot”, que resgata os dois “maconheiros grunges” introduzidos em seu primeiro longa, “O Balconista”, de 1994. Na continuação, Jay (Jason Mewes) embarca com Silent Bob (Smith) numa aventura para impedir que um reboot de seu filme anterior seja lançado nos cinemas. A premissa é quase a mesma de “O Império do Besteirol Contra-Ataca” (2001), mas faz sentido, já que é um reboot. Caprichando na metalinguagem, o vídeo traz de volta vários personagens – e seus intérpretes – da filmografia do cineasta. O que acaba reunindo uma constelação de famosos, como Brian O’Halloran (“O Balconista”), Jason Lee, Ben Affleck e Joey Lauren Adams (que estrelaram “Procura-se Amy”), Matt Damon (de “Dogma”), Rosario Dawson (de “O Balconista 2”), Jennifer Schwalbach Smith (a esposa), James Van Der Beek, Jason Biggs e Shannon Elizabeth (de “O Império do Besteirol Contra-Ataca”), entre outros. Até atores que trabalharam com Smith em produções que não tem a ver com o jayverso participam da produção, casos de Justin Long (“Tusk: A Transformação”), Melissa Benoist (Smith dirigiu “Supergirl”), Tom Cavanagh, Carlos Valdes e Grant Gustin (idem com “The Flash”) e até Harley Quinn Smith (de “Yoga Hosers”), filha do diretor, que vive a filha de Jay. Para completar, ainda há os estreantes: Chris Hemsworth (o Thor de “Vingadores: Ultimato”), Joe Manganiello (“Rampage – Destruição Total”), Kate Micucci (a dubladora de Velma em “Scooby Doo”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga e a Vespa”), Craig Robinson (“The Office”), Frankie Shaw (“Smilf”), Molly Shannon (“Mais um Verão Americano”) e os rappers Method Man (“Luke Cage”), Redman (“O Filho de Chucky”) e Tommy Chong (“Queimando Tudo”). O filme ainda não tem previsão de estreia.
Van Helsing enfrenta Drácula no trailer da 4ª temporada
O canal pago americano Syfy divulgou o pôster e o trailer da 4ª temporada de “Van Helsing”. Produzido para a Comic-Con sem narração ou trilha sonora especial, o vídeo destaca a estreia da atriz Tricia Helfer, que interpretou a Número Seis em “Battlestar Galactica” e a mãe do personagem-título de “Lúcifer”. Ela aparece em cena com maquiagem de vampira, simplesmente como Drácula. A série pós-apocalíptica de vampiros voltará em mais 13 episódios, mas sem Missy Peregrym, cuja personagem (Scarlett Harker) morreu no final da 3ª temporada para a atriz estrelar a nova série “FBI”. Outra mudança na produção foi a promoção do roteirista Jonathan Walker como novo showrunner da série. Ele assinou os dois episódios finais da temporada passada e substitui o criador Neil LaBute (“Morte no Funeral”) na função. “A 4ª temporada irá aprofundar a tradição icônica dos vampiros e seus objetivos para este mundo. Novos vilões surgirão, assim como heróis inesperados se juntando à luta. Temos uma fantástica construção planejada para esta temporada e estou muito feliz de compartilhá-la com nossos fãs dedicados”, disse Walker, em comunicado. A série é baseada nos quadrinhos homônimos e segue Vanessa van Helsing (Kelly Overton, da série “True Blood”) e aliados, que lutam alternadamente para acabar com vampiros ou escapar do extermínio, num mundo em que a humanidade se tornou uma espécie em risco de extinção. O elenco também inclui Jonathan Scarfe (série “Perception”), Christopher Heyerdahl (série “Hell on Wheels”), Rukiya Bernard (“O Segredo da Cabana”), Vincent Gale (série “Bates Motel”), Aleks Paunovic (série “iZombie”), Paul Johansson (série “One Tree Hill”), Jennifer Cheon (série “The Drive”) e Neal McDonough (“Legends of Tomorrow”). A estreia vai acontecer na temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos. “Van Helsing” chega ao Brasil pela Netflix.
His Dark Materials: Nova série de fantasia da HBO ganha trailer legendado e grandioso
A HBO divulgou novas fotos e o segundo trailer legendado de “His Dark Materials”, série de fantasia que adapta a saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. Bem mais abrangente que o anterior, as cenas destacam o elenco e os efeitos visuais que materializam um universo grandioso e arrebatador, mas que também tem recônditos sombrios. Para quem não conhece, “Fronteiras do Universo” acompanha duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, cujas histórias se entrelaçam durante aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A obra do escritor Philip Pullman já chegou a ser levada ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig. Mas foi um grande fracasso de bilheteria e o projeto não teve continuação, deixando a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997) e “A Luneta Âmbar” (2000). Como a série foi renovada antes mesmo da estreia, são fortes os indícios de que, desta vez, os fãs dos livros verão uma adaptação completa. A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da jovem protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”). Para completar, os dois primeiros episódios tem direção do cineasta Tom Hooper (de “Os Miseráveis” e do vindouro “Cats”). Os demais estão a cargo de Jamie Childs (“Doctor Who”), Otto Bathurst (“Robin Hood”) e Dawn Shadforth (“Trust”). Com oito episódios ao todo e coprodução da rede britânica BBC, a 1ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
Coordenador de efeitos de Titãs morre durante cena de ação da série
O coordenador de efeitos especiais da série Titãs morreu após a preparação de uma cena de ação dar errada nesta quinta-feira (18/7). Segundo apurou a revista americana Variety, o pedaço de um carro que seria usado na cena de um episódio da 2ª temporada acabou se soltando e atingiu Warren Appleby em cheio. A produção foi interrompida. “Estamos com o coração partido e devastados com a morte de nosso estimado colega, o coordenador de efeitos especiais Warren Appleby, depois de um acidente que ocorreu em uma instalação de efeitos especiais durante a preparação e teste de uma sessão”, disse um porta-voz da Warner Bros. “Warren era amado por todos que trabalharam com ele durante uma impressionante carreira de 25 anos em televisão e filmes”, acrescentou. “Os produtores executivos, junto com todos da família ‘Titãs’, Warner Bros. Television Group e a DC Universe desejam expressar nossas mais sinceras condolências e sincero apoio à família e aos amigos de Warren neste momento tão difícil”. Warren tinha no currículo filmes premiados e blockbusters, como “It: A Coisa” e “A Forma da Água”, além de séries de terror como “The Strain” e “Hemlock Grove”. Ele terminou o trabalho em dois longas que chegam em breve aos cinemas, a continuação “It: Capítulo Dois” e a comédia “Aprendiz de Espiã”.
Trailer de Cats transforma elenco em “gatosomens”
A Universal divulgou o primeiro trailer da versão de cinema de “Cats”, um dos mais famosos musicais da Broadway. A prévia revela os efeitos que transformam o elenco em gatos humanizados (híbridos que parecem gatosomens, a versão lobisomem dos gatos), em meio a muita dança e ao som da canção mais conhecida do espetáculo, “Memory”, cantada à plenos pulmões por Jennifer Hudson (que ganhou o Oscar por cantar à plenos pulmões em “Dreamgirls”). A versão cinematográfica é dirigida por Tom Hooper (de “Os Miseráveis”, outro filme baseado em musical de sucesso) e também inclui em seu elenco a cantora Taylor Swift (“O Doador de Memórias”), Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”), Ian McKellen (“O Hobbit”), Idris Elba (“A Torre Negra”), Judi Dench (“Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”), James Corden (“Caminhos da Floresta”), Ray Winstone (“O Franco-Atirador”) e o cantor Jason Derulo em seu primeiro filme, além de diversos dançarinos de diferentes estilos – de hip-hop a balé. A protagonista, por sinal, é Francesca Hayward, a prima ballerina do Royal Ballet, de Londres, que também faz sua estreia como atriz de cinema. Composto por Andrew Lloyd Webber a partir da coleção de poemas escritas por T.S. Eliot, “Cats” conta a história dos gatos jellicle (palavra que só eles sabem o seu significado), que se reúnem uma vez ao ano para decidir quem deve ir para um lugar melhor. O espetáculo estreou no West End londrino em 1981 e teve longa temporada de sucesso na Broadway, entre 1987 e 2006. Já a versão de cinema vai chegar às telas em 19 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
The Walking Dead ganha pôster e data de estreia da 10ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou o primeiro pôster e a data de estreia da 10ª temporada de “The Walking Dead”. A imagem destaca os três protagonistas que sobraram na atração, Michonne (Danai Gurira), Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride). O detalhe é que os próximos episódios também devem trazer a despedida da intérprete de Michonne da série. Ainda não há muitos detalhes sobre a a trama, mas o trailer deve ser revelado na sexta (19/7), durante a Comic-Con Internacional. A estreia foi marcada para 6 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” é transmitida pelos canais pagos Fox e Fox Premium 2.
Tarantino prepara série derivada de Era uma Vez em Hollywood
Quentin Tarantino quer produzir uma série derivada de “Era uma Vez em Hollywood”. E já escreveu cinco roteiros, com planos de completar mais três. Intitulada “Bounty Law”, a atração seria a materialização da série fictícia estrelada por Rick Dalton, o personagem interpretado por Leonardo DiCaprio no filme. “Depois de assistir diferentes séries de faroeste e tudo mais, eu realmente entrei no clima de ‘Bounty Law’. Eu comecei a realmente gostar da ideia de Jake Cahill como um personagem. Eu comecei a amar estes roteiros faroeste de meia hora”, comentou o diretor, em entrevista ao site Deadline. Como resultado, ele escreveu “cinco episódios diferentes para uma série preto e branco e de meia hora de western, ‘Bounty Law'”. Insistindo numa produção em preto e branco, para passar a ideia “de época”, Tarantino não imagina a série nas redes de televisão, mas mencionou que ela poderia ser lançada num canal pago ou plataforma de streaming. “Eu não me importaria em fazer para a Netflix, mas gostaria de filmar em filme. Showtime, HBO, Netflix, FX. Me agrada a ideia de construir esta mitologia de ‘Bounty Law’ com o personagem Jake Cahill”. Questionado se o projeto já está pronto para ser oferecido ao mercado, ele tenta tergiversar, mas confirma o interesse, inclusive, em dirigir os episódios. “Eu não estou planejando isso, mas também tenho o rascunho para outros três episódios. Então devo escrever mais três e fazer. Dirigir cada episódio”. O único problema é que ele terá que reescalar o protagonista. “Não consigo imaginar Leonardo querendo fazer isso. Colocar outra pessoa no lugar? Se ele quiser fazer, seria ótimo”. Nono filme de Tarantino, “Era uma Vez em Hollywood” se passa em Los Angeles no ano de 1969 e acompanha Rick Dalton (DiCaprio), astro de série de TV e seu dublê de longa data, Cliff Booth (Brad Pitt), que lutam para chegar a Hollywood. O destino decadente da dupla contrasta com a ascensão da vizinha de Rick, a atriz Sharon Tate (Margot Robbie), casada com o cineasta Roman Polanski. Mas a felicidade dela não vai durar muito, pois é 1969 e o psicopata Charles Manson (Damon Herriman, da série “Justified”) começou a aparecer em sua vizinhança. Além dos citados, há muitos outros astros famosos no elenco, como James Marsden (“Westworld”), Dakota Fanning (“The Alienist”), Damian Lewis (“Billions”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (também de “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), , a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”), Lena Dunham (criadora e protagonista da série “Girls”), Austin Butler (“The Shannara Chronicles”), a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Maya Hawke (“Stranger Things”), filha de Uma Thurman e Ethan Hawke, sem esquecer cinco dos “Os Oito Odiados”, Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden, Tim Roth e Bruce Dern. A estreia está marcada para 26 de julho nos Estados Unidos e apenas em 15 de agosto no Brasil. Ambientado em
Bolsonaro: “Não posso admitir que se faça um filme como Bruna Surfistinha”
No discurso do evento que marcou os 200 dias de seu governo, Jair Bolsonaro disse que o dinheiro público não será mais usado para bancar filmes que, segundo ele, contrariam o “respeito com as famílias”. “Com o Osmar Terra [ministro da Cidadania] fomos a um canto e nos acertamos. Eu não posso admitir que com o dinheiro público se faça um filme como ‘Bruna Surfistinha’. Não temos problema com essa opção ou aquela. O ativismo que não podemos permitir, em respeito com as famílias”, disse. “Bruna Surfistinha” foi um dos filmes mais premiados do Brasil em 2012, incluindo troféus do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para seu roteiro e para as atrizes Deborah Secco e Drica Moraes, o troféu do SESC como melhor filme do ano em votação do público e o prêmio Contigo de Cinema. Também foi um sucesso de grande aprovação popular. O lançamento arrecadou mais de R$ 4 milhões em seu fim de semana de estreia, ficando atrás somente do desenho “Enrolados”, da Disney. O longa também não promove qualquer ativismo. E teve sua exibição classificada pelo Ministério da Justiça para 16 anos. Além de discursar, Bolsonaro assinou um decreto transferindo o Conselho Superior de Cinema da Secretaria da Cultura, que estava na pasta de Osmar Terra, para a Casa Civil no Palácio do Planalto. Insatisfeito com a atual política de fomento ao cinema, o presidente pretende fazer alterações na estrutura. Além da transferência do órgão colegiado para o Palácio do Planalto, em uma tentativa de ter mais influência sobre ele, Bolsonaro ainda avalia extinguir a Ancine (Agência Nacional do Cinema), atualmente em crise. Segundo informações da colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, o motivo não é exatamente “Bruna Surfistinha”, mas o mesmo que levou à demissão de um diretor de marketing do Banco do Brasil após publicidade com transexual. A insatisfação do Bolsonaro viria de relatos de projetos aprovados pela Ancine que o presidente entende como absurdos, como o reality “Born to Fashion”, cuja premissa é revelar modelos trans. No evento, o presidente mirou explicitamente os transgêneros, ao falar de sua ordem de suspender vestibular que reservava 120 vagas para transexuais e pessoas não-binárias, o que, para ele, é algo que não pode acontecer. Bolsonaro disse que por ser um vestibular “exclusivo” significa que “não tem espaço para quem for heterossexual”. Bolsonaro também disse que não sabia o que era “não-binário”, foi pesquisar, mas não ia comentar em respeito aos presentes. A categoria de pessoas que não se definem exclusivamente como homem ou mulher é contemplada em glossário da Organização das Nações Unidas (ONU). A Ancine, por sua vez, é uma agência reguladora com a função de fomentar e fiscalizar as produções cinematográfica e videofonográfica no Brasil. A maioria dos filmes feitos no Brasil recebe verbas do órgão, via Fundo Setorial do Audiovisual, que destina para os produtores verbas de taxas federais pagas por empresas do setor, como o Condecine e o Fistel. Este dinheiro não é pago pelo cidadão brasileiro, mas por empresas que lucram com cinema e TV no Brasil. Bolsonaro já proibiu que as estatais patrocinem eventos culturais, colocando em risco os festivais de cinema do país, e impôs limites impraticáveis para produções cinematográficas nos projetos que podem ser aprovados via Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet). Tudo isso contribui para a crise econômica do país. Nenhuma medida de incentivo à economia e combate ao desemprego foi anunciada no evento dos 200 dias do governo.
Bolsonaro muda Conselho Superior de Cinema e pode extinguir a Ancine
O presidente Jair Bolsonaro transferiu o Conselho Superior do Cinema, responsável pela formulação da política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. A mudança faz parte de decreto assinado nesta quinta-feira (18/7), em cerimônia comemorativa dos 200 dias do atual governo. Segundo informações da colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, o presidente estaria insatisfeito com a atual política de fomento ao cinema e pretende fazer alterações na estrutura. Além da transferência do órgão colegiado para o Palácio do Planalto, em uma tentativa de ter mais influência sobre ele, Bolsonaro avalia extinguir a Ancine (Agência Nacional do Cinema), atualmente em crise. Ainda de acordo com a colunista, o motivo é o mesmo que levou à demissão de um diretor de marketing do Banco do Brasil após publicidade com transexual. A insatisfação do Bolsonaro viria de relatos de projetos aprovados pela Ancine que o presidente entende como absurdos, como o reality “Born to Fashion”, cuja premissa é revelar modelos trans. Ele também estaria preocupado com a disputa de cargos dentro da área da cultura. Criada em 2001, a Ancine é uma agência reguladora com a função de fomentar e fiscalizar as produções cinematográfica e videofonográfica no Brasil. A maioria dos filmes feitos no Brasil recebe verbas do órgão, via Fundo Setorial do Audiovisual, que destina para os produtores verbas de taxas federais pagas por empresas do setor, como o Condecine e o Fistel. Este dinheiro não é pago pelo cidadão brasileiro, mas por empresas que lucram com cinema e TV no Brasil. Bolsonaro já proibiu que as estatais patrocinem eventos culturais, colocando em risco os festivais de cinema do país, e impôs limites impraticáveis para produções cinematográficas nos projetos que podem ser aprovados via Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet). Caso a Ancine seja extinta, pode ser o apocalipse do cinema nacional.











