Swarm: Série de terror criada por Donald Glover ganha primeiro trailer
A Amazon Prime Video divulgou o primeiro trailer e fotos de “Swarm”, série de terror criada por Donald Glover em parceria com Janine Nabers (respectivamente, o criador e a roteirista de “Atlanta”). A prévia não detalha muito da história, mostrando o título da série escrito em diferentes fontes, à medida que imagens bizarras são mostradas e a mesma pergunta é repetida: “quem é o seu artista preferido?” A série vai acompanhar a personagem Dre (Dominique Fishback, de “Judas e o Messias Negro”), uma jovem cuja obsessão por uma estrela pop toma um rumo sombrio. Em entrevista à revista Vanity Fair, Glover descreveu a atração como uma mistura de “A Professora de Piano” (2001), dirigido por Michael Haneke, com “O Rei da Comédia” (1982), de Martin Scorsese, mas ambientada na era da pós-verdade. O elenco ainda conta com Damson Idris (“Snowfall”), Chloe Bailey (“Grown-ish”), Nirine S. Brown (“Ruthless”) e Rory Culkin (“Em Nome do Céu”). Curiosamente, o roteiro da série também contou com a colaboração de Malia Ann Obama, filha do ex-presidente dos EUA, Barack Obama. Janine Nabers atua como showrunner da atração e Donald Glover dirigiu o episódio piloto. “Swarm” estreia em 17 de março na Amazon Prime Video.
Carlos Saura, um dos maiores cineastas da Espanha, morre aos 91 anos
O cineasta espanhol Carlos Saura, responsável por filmes conceituados como “Cria Corvos” (1976) e “Carmen” (1983), morreu nessa sexta-feira (10/2) de problemas respiratórios na sua casa na Espanha, aos 91 anos. Ele já estava com a saúde debilitada há algum tempo. No ano passado, Saura teve um AVC e, em outro momento, sofreu uma queda. Esses dois incidentes contribuíram para a deterioração do seu estado de saúde. Com mais de 50 trabalhos no seu currículo, Saura era considerado um dos principais cineastas espanhóis, ao lado de grandes nomes como Luis Buñuel e Pedro Almodóvar. Nascido em 4 de janeiro de 1932, em Huesca, no nordeste da Espanha, Saura tinha apenas quatro anos quando a Guerra Civil Espanhola estourou em 1936, e sua infância foi impactada pela conflito. Anos mais tarde, ele ganharia sua reputação como um crítico do regime de Franco. Mas não tratava dessa temática de maneira direta. Em vez disso, usava alegorias em seus filmes para se esquivar da censura. Saura começou a sua carreira no cinema na década de 1950, realizando curtas-metragens. Sua estreia no comando de um longa-metragem aconteceu em 1960, quando ele dirigiu “The Delinquents”, selecionado para o Festival de Cannes. Ele ficou conhecido internacionalmente com “A Caça” (1966), vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. O filme abordou o legado da Guerra Civil Espanhola por meio da história de três veteranos que relembram suas experiências durante uma viagem que fazem para caçar coelhos. A partir daí, Saura se tornou uma presença frequente no festival alemão, vencendo o Urso de Prata novamente no ano seguinte, pelo suspense hitchcockiano “Peppermint Frappé” (1967), e o Urso de Ouro com “Depressa, Depressa” (1981), trama criminal de delinquentes juvenis. Mas foi o Festival de Cannes que consagrou um dos seus trabalhos mais conhecidos, “Cria Corvos” (1976), que conta a história de uma mulher que acredita ter sido a causadora da morte do seu pai, um militar franquista, por meio de um estranho poder. O filme venceu o prêmio do júri no festival francês. Com uma filmografia repleta de clássicos, ele também dirigiu o drama “O Jardim das Delícias” (1970), o gótico “Ana e os Lobos” (1973), o nostálgico “A Prima Angélica” (1974), a comédia fantasiosa “Mamãe Faz 100 Anos” (1979), e a partir dos anos 1980 se especializou em musicais com coreografia e iconografia ibérica e latina-americana. Foram nada menos que 11 obras do gênero, entre dramatizações e documentários: “Bodas de Sangue” (1981), “Carmen” (1983), “Amor Bruxo” (1986), “Sevillanas” (1992), “Tango” (1998), “Salomé” (2002), “Fados” (2007), “Flamenco Flamenco” (2010), “Argentina” (2015), “Jota de Saura” (2016) e “El Rey de Todo el Mundo” (2021). Ativo ao longo das décadas, ele também filmou o épico “El Dorado” (1988), os policiais “Taxi” (1996) e “O Sétimo Dia” (2004), a cinebiografia “Goya” (1999) e a homenagem ao surrealismo espanhol “Buñuel E a Mesa do Rei Salomão” (2001). Seu último longa foi o documentário “Las Paredes Hablan” (2022), sobre a história da arte. “Tive sorte na vida fazendo aquilo que mais me atraía: dirigi cinema, teatro, ópera e desenhei e pintei a minha vida toda”, disse ele, em 2020, em entrevista ao jornal El País. E se definiu como “um ser de sorte, que dirigiu uns 50 filmes e fez os filmes que quis. E isso é um milagre.” Ao anunciar a morte do Saura, a Academia Espanhola de Cinema descreveu-o como “um dos cineastas mais importantes da história do cinema espanhol”. Ele receberia, neste sábado (11/2), um prêmio Goya de honra, que assim se torna um prêmio póstumo.
Kristen Stewart vai interpretar Susan Sontag em cinebiografia metalinguística
A atriz Kristen Stewart (“Crimes do Futuro”) vai estrelar o filme “Sontag”, cinebiografia da escritora Susan Sontag. Segundo o site Screen Daily, o filme vai apresentar uma abordagem metalinguística, misturando a experiência da própria Stewart. O filme será baseado na biografia “Sontag: Vida e Obra”, escrita por Benjamin Moser, e será dirigido pela documentarista Kirsten Johnson (“As Mortes de Dick Johnson”). As filmagens terão início durante o Festival de Cinema de Berlim, em que Stewart será a presidente do júri. “Estamos usando Berlim como um momento para lançar o projeto e fazer um documentário de Kristen como chefe do júri e conversar com ela sobre como ela se tornará Sontag”, disse Gabrielle Tana, produtora do projeto. “Será um drama, mas com um aspecto documental. Kirsten tem uma abordagem maravilhosa para contar histórias, e isso reflete esse aspecto, então ela usará o documentário nisso”. Susan Sontag foi uma escritora e intelectual influente que destilava ideias complexas em ensaios a respeito de direitos humanos e justiça social. Seu trabalho muitas vezes foi alvo de polêmica por trazer à tona questões sociais como a epidemia de AIDS e críticas à Guerra do Vietnã. “Sontag” ainda não tem previsão de estreia. Essa será a quarta vez que Kristen Stewart estrela uma cinebiografia. Ela já interpretou a roqueira Joan Jett em “The Runaways: Garotas do Rock” (2010), a atriz Jean Seberg em “Seberg Contra Todos” (2019) e a Princesa Diana em “Spencer” (2021). A atriz será vista a seguir na sci-fi dramática “Love Me”, co-estrelada por Steven Yeun (“Minari: Em Busca da Felicidade”), e no suspense “Love Lies Bleeding”, dirigido por Rose Glass (“Saint Maud”), ambos sem previsão de estreia.
Família da diretora de fotografia morta em “Rust” processa Alec Baldwin
A família de Halyna Hutchins, diretora de fotografia morta no set de “Rust” depois de um tiro disparado por Alec Baldwin, abriu processo contra o ator. A ação civil se junta à acusação criminal de homicídio involuntário, que pode ser condenar o ator a cinco anos de prisão. “Abrimos um processo hoje no Tribunal Superior de Los Angeles contra Alec Baldwin, os produtores de ‘Rust’, a armeira Hannah Gutierrez-Reed, o primeiro assistente de direção David Halls e outros réus que podem ter sido responsáveis pela morte de Halyna Hutchins”, disse a advogada Gloria Allred na quinta-feira (9/2). “Que ela descanse em paz.” O novo processo foi movido em nome dos membros da família ucraniana de Hutchins, Olga Solovey, Anatoli Androsvych e Svetlana Zemko, e acusa os envolvidos de negligência e agressão. “Qualquer pessoa responsável por sua morte deve ser responsabilizada”, acrescentou a advogada. A ação cobra danos não especificados “contra cada Réu, solidariamente, em um valor a ser provado no julgamento, incluindo, sem se limitar, ao dano direto ao relacionamento entre Halyna Hutchins e os sobreviventes, sua mãe, seu pai e sua irmã mais nova, e pelo sofrimento emocional resultante da perda de amor, companheirismo, conforto, cuidado, assistência, proteção, afeto, sociedade, orientação, treinamento, assistência e apoio moral de Halyna Hutchins”. A advogada também detalhou as condições de vida da família de Hutchins na Ucrânia, enquanto o país é devastado pela guerra, e observou que Halyna pretendia trazer seus parentes para os Estados Unidos, o que não é mais possível. Porém, a família está liberada para viajar para os EUA nos próximos meses para acompanhar o andamento do processo. Quando questionada a respeito do motivo de os pais e a irmã de Hutchins terem aberto esse processo, sendo que o marido e o filho da diretora de fotografia fizeram um acordo em outubro de para retirar a acusação de homicídio culposo, a advogada respondeu que “Não houve tentativa de contato do Sr. Baldwin, nenhum pedido de desculpas”. “O acordo foi para Matthew e seu filho, e agora estamos representando outras pessoas da família, mãe, pai e irmã, e não houve acordo para eles”, disse Allred. “Queremos responsabilidade e justiça para eles”. Divulgado em 5 de outubro do ano passado, o acordo entre Matthew Hutchins, Baldwin e os produtores de “Rust” fez com que o processo de homicídio culposo movido por Matthew fosse arquivado, e o viúvo ganhou um cargo de produtor executivo no filme, que voltaria a ser rodado. Porém, com todos os obstáculos pelo caminho e as novas acusações criminais, esse acordo parece ter perdido efeito. Familiarizada com o caso, Allred atualmente também representa a continuísta de “Rust”, Maime Mitchell, que abriu um processo de negligência em novembro de 2021 contra Baldwin, os produtores do filme e outras pessoas envolvidas. Existe a possibilidade de a advogada fundir os dois casos. Depois de uma extensa investigação feita pela polícia do condado de Santa Fé, Baldwin e Reed foram formalmente acusados de duas acusações de homicídio involuntário em 31 de janeiro. Baldwin nega que tenha puxado o gatilho da arma que matou Hutchins e feriu o diretor do “Rust”, Joel Souza. Enquanto Baldwin luta contra as acusações, uma primeira audiência no caso criminal está marcada para 24 de fevereiro. Se a juíza Mary Marlowe Summer determinar que existem evidências suficientes para seguir adiante, o caso passará para uma audiência preliminar posterior e, eventualmente, um julgamento. Outra acusação contra Baldwin e Reed é em relação a uma possível “melhoria de arma de fogo”. Na quinta-feira, a porta-voz da promotora distrital de Santa Fé, Mary Carmack-Altwies, disse ao site Deadline que a revisão da promotoria em relação às acusações e à lei está em andamento. “A promotoria distrital e a promotoria especial estão revisando ativamente todas as leis aplicáveis para garantir que tenham o caso mais forte para garantir justiça para Halyna Hutchins”. Afirmando que as acusações da promotoria de Santa Fé são um “terrível erro judicial”, Baldwin e sua equipe jurídica estão tentando fazer com que a procuradora especial seja demitida. O advogado do ator, Lubke Nikas, entrou com uma moção em 7 de fevereiro para desqualificar a recém-eleita legisladora estadual do Partido Republicano, Andrea Reeb, do caso e do julgamento devido à natureza inconstitucional do seu papel duplo. “O Sr. Baldwin e seus advogados podem usar qualquer tática que quiserem para desviar a atenção do fato de que Halyna Hutchins morreu por negligência grosseira e um desrespeito imprudente pela segurança no set de filmagem de ‘Rust’”, disse o escritório da promotoria pública, em resposta.
“Marte Um” vence o Prêmio da ABRACCINE
A Associação Brasileira de Críticos de Cinema do Brasil (ABRACCINE) divulgou os vencedores do Prêmio ABRACCINE. A lista é composta por três filmes, eleitos nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Filme Brasileiro e Melhor Curta-Metragem Nacional. O drama mineiro “Marte Um”, de Gabriel Martins, escolha do Brasil para tentar uma vaga no Oscar, foi eleito o Melhor Filme Nacional; o britânico “Aftersun”, dirigido por Charlotte Wells, venceu na categoria de produção internacional; e o carioca “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli, foi o curta-metragem mais votado. Ao contrário de anos anteriores, a associação também divulgou o seu Top 10 com os filmes mais votados pelos seus membros nas três categorias, que também inclui o filme vencedor. Confira abaixo as listas completas. Melhor Filme Brasileiro “Marte Um” (Minas Gerais), de Gabriel Martins Top 10 em ordem alfabética “5 Casas”, de Bruno Gularte Barreto “A Felicidade das Coisas”, de Thais Fujinaga “A Mãe”, de Cristiano Burlan “Carro Rei”, de Renata Pinheiro “Carvão”, de Carolina Markowicz “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio “Marte Um”, de Gabriel Martins “Os Primeiros Soldados”, de Rodrigo de Oliveira “Paloma”, de Marcelo Gomes “Seguindo Todos os Protocolos”, de Fábio Leal Melhor Filme Estrangeiro “Aftersun” (Reino Unido/EUA), de Charlotte Wells Top 10 em ordem alfabética “A Pior Pessoa do Mundo”, de Joachim Trier (Noruega) “Aftersun”, de Charlotte Wells (Reino Unido) “Dias”, de Tsai Ming-Liang (Taiwan) “Drive my Car”, de Ryusuke Hamaguchi (Japão) “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson (EUA) “Memoria”, de Apichatpong Weerasethakul (Colômbia/Tailândia) “Não! Não Olhe!”, de Jordan Peele (EUA) “O Acontecimento”, de Audrey Diwan (França) “RRR”, de SS Rajamouli (Índia) “Vitalina Varela”, de Pedro Costa (Portugal) Melhor Curta “Fantasma Neon” (Rio de Janeiro), de Leonardo Martinelli Top 10 em ordem alfabética “Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo”, de Guilherme Xavier Ribeiro “Big Bang”, de Carlos Segundo “Curupira e a Máquina do Destino”, de Janaína Wagner “Escasso”, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli “Garotos Ingleses”, de Marcus Curvelo “Infantaria”, de Laís Santos Araujo “Mutirão: O Filme”, de Lincoln Péricles “Solmatalua”, de Rodrigo Ribeiro-Andrade “Tekoha”, de Carlos Adriano
4ª temporada de “Você” tem menos cenas picantes
A 4ª temporada da série “Você”, que estreou na quinta-feira (9/2) na Netflix, apresentou menos cenas picantes do que as temporadas anteriores. E a mudança aconteceu por conta de um pedido feito pelo próprio protagonista, Penn Badgley. Em entrevista ao podcast “Podcrushed”, o intérprete de Joe Goldberg revelou que fez o pedido para a showrunner da série, Sera Gamble. “Eu perguntei a Sera Gamble se eu podia não fazer mais cenas íntimas”, contou ele. “Na verdade, essa é uma decisão que tomei antes de participar da série”, continuou ele. “Acho que nunca mencionei isso publicamente. Uma das coisas principais era: será que quero me colocar de volta em uma carreira em que estou sempre interpretando o protagonista romântico?” Badgley explicou: “A fidelidade em todos os relacionamentos, inclusive em meu casamento, é importante para mim. Chegou ao ponto em que eu não queria mais fazer isso [cenas íntimas]. Então eu disse a Sera: ‘minha vontade seria zero, passar de 100 a zero’. Mas eu assinei esse contrato. Eu me inscrevi para esta série. Eu sei o que fiz”. O ator também explicou que sabia que boa parte da série era baseada em torna dessas cenas. Então ele questionou o quanto poderia ser cortado, sem perder a essência da série. E, para sua surpresa, Gamble aceitou a sugestão. “Ela nem hesitou. Ela ficou muito feliz por eu ter sido tão honesto. Ela estava quase, quero dizer empoderada, teve uma resposta muito positiva. Eles propuseram uma redução fenomenal”, explicou ele. Lançada em 2018, “Você” conta a história de Joe, um homem aparentemente comum até se apaixonar por alguém. A partir deste ponto, ele fica completamente obcecado para transformar seu objeto de desejo numa vítima. A história é baseada em livros da escritora Caroline Kepnes e tem produção de Greg Berlanti (criador de todas as séries da DC Comics do canal CW) e Sera Gamble (criadora de “The Magicians”). Confira abaixo o trailer da 4ª temporada de “Você”.
CEO da Disney diz que topa vender a plataforma Hulu
O CEO da Disney, Bob Iger, declarou que está aberto à ideia de vender a plataforma de streaming Hulu. A declaração foi feita quando Iger foi questionado pela emissora de notícias CNBC sobre os seus planos para a Hulu em 2024. “Tudo está na mesa agora, então não vou especular se somos compradores ou vendedores disso. Mas obviamente sugeri que estou preocupado com o entretenimento geral indiferenciado, particularmente no cenário competitivo em que estamos operando, e vamos analisá-lo de maneira muito objetiva e expansiva”, disse ele. A Disney não é a única dona da Hulu. O grupo empresarial de telecomunicações Comcast, dono da NBCUniversal, detém 30% da empresa e tem contratualmente a obrigação de negociar sua participação com a Disney em 2024. Levando isso em consideração, o apresentador David Faber questionou a Iger se a Disney compraria a parte da Comcast ou se teria interesse em vender a sua parte para a empresa rival. E ele respondeu apenas: “Teremos a mente aberta”. Faber observou que a suposição atual era de que a Disney compraria o restante no Hulu, em vez de vendê-lo. “E eu acho que estou sugerindo que esse não é necessariamente o caso”, disse Iger. O valor de mercado da Hulu será avaliado por especialistas independentes, mas a Disney garantiu que a parte dela vale, no mínimo, US$ 27,5 bilhões. E é isso que torna a possibilidade de venda tão atrativa para Iger. Afinal, nesse momento a Disney está mais interessada em economizar do que em gastar. Só que existem detalhes nada pequenos que precisam ser considerados: a Hulu tem mais público que a Disney+ nos EUA e a programação da plataforma está integrada à Disney+ na Europa. Do outro lado, a Comcast enfrenta dificuldades para emplacar sua própria plataforma de streaming, a Peacock, que não foi lançada fora dos EUA. Na quarta-feira (8/2), Iger revelou uma grande reestruturação na empresa, que inclui 7 mil demissões e reduções de custo de US$ 5,5 bilhões. Como outras empresas, a Disney está lutando com o pouco retorno financeiro do streaming, à medida que a televisão linear declina. No Brasil, o conteúdo da Hulu é disponibilizado na plataforma de streaming Star+.
Filme baseado na série “Luther” ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o trailer e o pôster de “Luther: O Cair da Noite”, filme baseado na série estrelada por Idris Elba (“A Fera”). A prévia mostra Elba de volta ao papel do detetive John Luther, que é visto fugindo da prisão para tentar solucionar um crime, somente para ser perseguido pela polícia e pelo criminoso que ele tentava capturar. A série original teve cinco temporadas, exibidas entre 2010 e 2019 na rede britânica BBC, e projetou a carreira de Elba. Mas terminou de forma sombria, com Luther arruinado e preso. O filme tem a missão de dar uma conclusão melhor para a história. Para quem não conhece, Luther é um policial dedicado, obsessivo, possuído e às vezes violento, que sempre paga um alto preço por sua dedicação, sendo consumido pela escuridão dos crimes com os quais lida. Sua dedicação é uma maldição e uma bênção, tanto para ele quanto para as pessoas próximas. E isso fica evidente logo em seu primeiro caso, quando ele investigou a brilhante psicopata e assassina Alice Morgan. Por não conseguir prendê-la devido à falta de evidências, a vilã passa a assombrá-lo, tornando-se sua inimiga e, numa reviravolta, companheira improvável. Essa relação tóxica acaba se provando sua desgraça. Mas agora, com o filme, ele tem uma última chance de redenção. O filme foi escrito por Neil Cross (criador da série) e o elenco ainda conta com Cynthia Erivo (“Harriet”), Andy Serkis (“Batman”) e Dermot Crowley, que retorna ao papel de Martin Schenk, desempenhado na série original. Já a direção ficou a cargo de Jamie Payne, que comandou quatro episódios de “Luther”, além de ter dirigido episódios de séries como “O Alienista”, “Invasão” e “Outlander”. “Luther: O Cair da Noite” estreia em 10 de março na Netflix.
Evangeline Lilly diz ter ficado assustada com recuperação rápida de Jeremy Renner
A atriz Evangeline Lilly (“Homem-Formiga e a Vespa”) disse que se assustou com a maneira como o ator Jeremy Renner, o Gavião Arqueiro dos filmes e séries da Marvel, está se recuperando após sofrer um grave acidente que quase custou sua vida. Durante uma entrevista ao programa Access Hollywood, Lilly contou que foi visitar Renner, e disse que ele “se recuperou como um filho da mãe” e está andando sozinho em sua cadeira de rodas, sem ajuda de ninguém. “Entrei na casa dele e fiquei arrepiada porque pensei: ‘Por que você está se mexendo? Por que você se mexendo? O que está acontecendo?’ Eu esperava sentar ao lado da cama dele e segurar sua mão enquanto ele gemia e gemia de dor. Mas ele estava se virando, rindo com os amigos. É um milagre. É um milagre total.” “Ele é feito de algo realmente duro, esse cara. Você sempre foi capaz de ver isso nele. Ele está se recuperando incrivelmente, e é lindo. Eu sou muito grata”, contou ela. A atriz também lembrou da sua primeira parceria com Renner, em “Guerra ao Terror” (2008), quando ele era um jovem desconhecido, mas “cheio de energia”. “Lembro-me de ter ficado tão impressionada com ele”, disse ela. “O que é tão irônico é que naquele ponto eu era uma celebridade em algum nível, porque eu estava em ‘Lost’. Eu pensava, tipo, quem é esse garoto?” O “garoto” acabou sendo indicado ao Oscar por “Guerra ao Terror”. Jeremy Renner quebrou 30 ossos após ser atropelado por uma máquina de remover neve na região de Mt. Rose Highway, em Nevada. Ele teve que ser levado de helicóptero para um hospital e foi submetido a uma cirurgia para trauma torácico contuso e lesões ortopédicas. Alguns dias após o incidente, o Departamento do Xerife do Condado de Washoe atualizou o caso, afirmando que o próprio Renner estava dirigindo o veículo, mas que saiu dele para ajudar o seu sobrinho que estava preso na neve. Ao tentar voltar para a máquina, Renner foi jogado para baixo dela. Evangeline Lilly será vista a seguir em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, que tem estreia marcada para 16 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Confira abaixo a entrevista com Evangeline Lilly.
“Homem-Aranha Noir” vai virar série live-action na Amazon
A Sony está desenvolvendo uma série live-action baseada nas histórias em quadrinhos do “Homem-Aranha Noir” para a plataforma Prime Video, da Amazon. De acordo com o site Deadline, a atração será escrita e produzida pelo roteirista Oren Uziel (“Cidade Perdida”). A série ainda sem título vai mostrar o super-herói atuando em Nova York na década de 1930, durante a era da Grande Depressão. O personagem do “Homem-Aranha Noir” foi visto na série animada “Ultimate Spider-Man”, dublado pelo ator Milo Ventimiglia (“This Is Us”), e, mais recentemente, na animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” (2018), em que ganhou a voz de Nicolas Cage (“O Peso do Talento”). A produção está a cargo dos cineastas Phil Lord e Christopher Miller e pela executiva Amy Pascal, que também atuaram como produtores em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Ainda não há previsão de estreia.
Morre Burt Bacharach, compositor vencedor do Oscar por “Butch Cassidy”
O músico e compositor Burt Bacharach, vencedor de três Oscars, morreu na quarta-feira (8/2), de causas naturais em sua casa, em Los Angeles, aos 94 anos. Burt Freeman Bacharach nasceu em 12 de maio de 1928, em Kansas City, Missouri, e compôs cerca de 50 músicas que chegaram top 10 das paradas, incluindo seis que alcançaram o 1º lugar. Bacharach sempre demonstrou interesse pela música e fez parte da banda da escola. Ele foi convocado para o Exército durante a Guerra da Coréia e enviado para a Alemanha, onde conheceu o cantor Vic Damone e visitou as bases do Exército como pianista concertista. Após o serviço, Bacharach estudou música na faculdade, excursionou com Damone e logo tornou-se o maestro pessoal da atriz Marlene Dietrich (“O Anjo Azul”). “Eu não estava perseguindo isso. Eu não sabia o que queria fazer. Eu fui pego na deriva das coisas”, disse ele certa vez, a respeito do seu sucesso inicial. “As coisas simplesmente aconteceram para mim. Tive muita sorte.” Em 1957, ele fez parceria pela primeira vez com o letrista Hal David (que o acompanharia ao longo da sua carreira) e logo encontrou na cantora Dionne Warwick sua grande intérprete. Antes de Bacharach a colocar para cantar “Don’t Make Me Over” em 1962, ela fazia backing vocals em gravações do grupo Drifters. Mas quando aquela música se tornou um hit, sua história mudou, iniciando uma colaboração que duraria mais de uma década e a transformaria numa estrela com oito sucessos no Top 10 durante esse período. “Dionne tinha esse tipo de voz que me permitia desafiá-la de uma sessão para outra”, disse Bacharach. “Eu poderia fazer uma coisa, poderia ver que ela era capaz disso e dizer: ‘ela pode fazer mais do que isso – ela pode cantar mais alto, ela pode cantar mais suave, ela pode cantar em um alcance mais amplo’… então isso me permitiu me alongar”. A parceria com Dionne Warwick inspirou Bacharach a experimentar com novos ritmos e harmonias, o que gerou melodias inovadoras como aquelas ouvidas em “Anyone Who Had a Heart”, “I Say a Little Prayer” e “Walk on By”. O sucesso musical o levou ao cinema. E seu primeiro trabalho, a música-tema de “Que é que Há, Gatinha?”, “What’s New Pussycat”, acabou se tornando mais popular que o próprio filme de 1965 e rendeu sua primeira indicação ao Oscar. Ele reprisou nomeações por “Como Conquistar as Mulheres” (1966) e “Casino Royale” (1967). E quando a consagração veio, foi em dose dupla, com dois Oscars por seu trabalho em “Butch Cassidy” (1969): Melhor Canção por “Raindrops Keep Fallin’ on My Head” e melhor trilha sonora. Doze anos depois, ele ainda voltou a vencer o Oscar de Melhor Canção Original por “Arthur’s Theme (Best That You Can Do)”, música do filme de “Arthur, o Milionário Sedutor” (1981). Ele manteve o sucesso nos anos seguintes, quando escreveu e produziu canções com Carole Bayer Sager, incluindo “That’s What Friends Are For”, que foi gravada por Warwick e venceu o Grammy de 1986 como música do ano. Além disso, Bacharach se manteve envolvido com o cinema, compondo as músicas “They Don’t Make Them like They Used To”, gravada por Kenny Rogers para o filme “Os Últimos Durões” (1986), e a trilha de “Presente de Grego” (1987). Em 1998, Bacharach escreveu um álbum de canções com Elvis Costello e, depois da virada do século, trabalhou em filmes como “Ela é Inesquecível” (2000), “Histórias Breves 5” (2009) e “Po” (2016). Este último filme o atraiu porque falava sobre uma família que precisa lidar com uma criança com autismo. A filha de Bacharach, Nikki, morreu de suicídio em 2007, aos 40 anos, após uma longa luta contra a síndrome de Asperger. Ao longo dos anos, as canções de Bacharach ganharam versões feitas por dezenas de artistas dos mais variados gêneros, como Perry Como, Dusty Springfield, Gene Pitney, The 5th Dimension, Herb Alpert, Tom Jones, The Carpenters, B.J. Thomas, Aretha Franklin, Isaac Hayes, Alicia Keys e The White Stripes. Além de três Oscars, Bacharach recebeu oito prêmios Grammy, incluindo um troféu pelo conjunto de sua obra em 2008, após ser indicado mais de 20 vezes à premiação da Academia de Gravação. E em 2011, ele e David receberam o Prêmio Gershwin de Canção Popular da Biblioteca do Congresso dos EUA. Ele também ganhou citações e homenagens em vários filmes. Toda a trilha da comédia “O Casamento do Meu Melhor Amigo” (1997), estrelada por Julia Roberts, foi com músicas de Bacharach, e ele também foi convidado a interpretar a si mesmo em dois filmes da franquia “Austin Powers”. Fã de Burt Bacharach, Paul McCartney se dizia humilde diante das músicas do compositor. “Suas canções são muito mais musicais do que as coisas que escrevemos – são muito mais técnicas”, disse o cantor em 1965, no auge da Beatlemania.
Jon Hamm vai estrelar thriller dirigido por ator de “Mad Men”
Os atores Jon Hamm (“Top Gun: Maverick”) e Tina Fey (“30 Rock”) vão estrelar o thriller “Maggie Moore(s)”, dirigido pelo ator John Slattery, que trabalhou com Hamm na série “Mad Men” e, mais recentemente, no filme “Confessa, Fletch” (2022). O filme vai acompanhar o chefe de polícia de uma pequena cidade, Jordan Sanders (Hamm), que precisa investigar o caso de duas mulheres com o mesmo nome que foram assassinadas. Em meio à sua investigação, ele se vê envolvido em histórias de maridos traidores, corações solitários, vizinhos intrometidos e assassinos contratados. O roteiro foi escrito por Paul Bernbaum (“Hollywoodland – Bastidores da Fama”), com base em uma história real. O elenco ainda conta com Nick Mohammed (“Ted Lasso”), Micah Stock (“Kindred: Segredos e Raízes”), Mary Holland (“Alguém Avisa?”) e Happy Anderson (“Expresso do Amanhã”). “Estou muito orgulhoso de ‘Maggie Moore(s)’ e de todo o elenco e equipe”, disse Slattery, em comunicado. “Depois de ler este roteiro, eu sabia que tínhamos o potencial para contar uma história única. O resultado é um filme que captura muito da cultura do true crime de hoje, mais estranho que a ficção, impulsionado por excelentes atuações. Estou animado para trazer isso ao público ainda este ano e trabalhar com a [distribuidora] Screen Media para fazer isso”. “Maggie Moore(s)” já foi filmado e deve chegar aos cinemas americanos em junho. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil. Esse será o segundo filme dirigido por John Slattery, que fez a sua estreia no comando de um longa-metragem em 2014, com “O Mistério de God’s Pocket”. O projeto também marcará a reunião de Jon Hamm e Tina Fey, que trabalharam juntos nas séries “30 Rock” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, ambas criadas por Fey.
Nicole Kidman e Jamie Lee Curtis vão estrelar série da Amazon
As atrizes Jamie Lee Curtis (“Halloween Ends”) e Nicole Kidman (“Big Little Lies”) vão estrelar a série “Kay Scarpetta”, desenvolvida pela Amazon. Segundo o site Deadline, Curtis e Kidman também serão produtoras da atração. Baseada nos livros de Patricia Cornwell, a série vai acompanhar Kay Scarpetta (Kidman), uma patologista que usa tecnologia forense para resolver crimes. Curtis interpretará a irmã de Kay, Dorothy, mãe de Lucy Farinelli, que é uma personagem recorrente na série de livros. Jamie Lee Curtis é fã declarada da obra de Patricia Cornwell, que já vendeu mais de 100 milhões de livros. Foi ela quem moderou as conversas entre a autora e a produtora Blumhouse, que está produzindo a série – e que já trabalhou com Curtis na trilogia “Halloween”. Ao longo dos anos, diferentes estúdios quiseram adaptar a obra para o cinema, e atrizes como Demi Moore (“Animais Corporativos”) e Angelina Jolie (“Malévola”) se interessaram pelo papel principal. Mas essas negociações não foram adiante. Foi justamente essa proximidade com Curtis que fez com que Cornwell liberasse os direitos de adaptação. “Patricia Cornwell é uma pioneira literária genuína, e colaborar com ela para dar vida à sua amada personagem Kay Scarpetta por meio do poder da televisão e apresentá-la a um público totalmente novo é emocionante”, disse Curtis ao anunciar a aquisição dos direitos do livro, em 2021. “A confluência da Blumhouse e da Comet [produtora da atriz] dando vida a um mundo sombrio, divertido, familiar e cheio de camadas, liderado pela inteligente e sexy e indomável Kay Scarpetta, será um passeio emocionante.” A série “Kay Scarpetta” será escrita por Liz Sarnoff (“Alcatraz”), que também vai atuar como showrunner da atração. Fontes do Deadline afirmaram que a série deve receber a encomenda de duas temporadas de oito episódios, mas isso ainda não foi confirmado. O projeto marcará uma nova parceria de Nicole Kidman com a Amazon Prime Video, onde ela fez o filme “Apresentando os Ricardos” (2021) e a série “Expats”, ainda sem data de estreia. Já Jamie Lee Curtis, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, será vista em breve na nova versão de “Mansão Mal-Assombrada”, que chega aos cinemas em agosto.












