Robert Rodriguez e Sofia Vergara farão série de Zorro feminina
Os irmãos diretores Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”) e Rebecca Rodriguez (da série “Expresso do Amanhã”) se juntaram à atriz Sofia Vergara (“Modern Family”) para produzir uma nova série de “Zorro”. Desta vez, a trama será passada nos dias atuais e protagonizada por uma mulher. A rede NBC já encomendou a produção, que contará a história de Sola Dominguez, uma artista alternativa que expõe organizações criminosas e luta contra a desigualdade social. O roteiro foi escrito pelos irmãos Rodriguez — os dois também serão produtores-executivos, e Rebecca vai dirigir do piloto. Eles ainda dividirão a produção com Vergara e a dupla Ben Silverman (produtor de “The Office”) e Howard Owens (responsável pelo remake de “Charmed”), sócios na produtora Propagate. Silverman e Owens já estavam tentando emplacar uma série de Zorro feminina desde o ano passado, mas não empolgaram a rede CBS, com quem têm acordo preferencial de desenvolvimento. Com uma mudança criativa, resultante da inclusão dos Rodriguez e Vergara no projeto, encontraram um tapete vermelho estendido na NBC. Criado em 1919 pelo escritor americano de pulps Johnston McCulley, Zorro era um vigilante mascarado, que ajudava os pobres e oprimidos no pueblo de Los Angeles durante o século 19. “Zorro” é a identidade secreta de Don Diego de la Vega, filho único do mais rico proprietário de terras da região, que na época sofria colonização espanhola.
George Clooney foi hospitalizado ao perder peso para filme
O ator George Clooney contou que, quatro dias antes de começar a rodar seu novo filme, “O Céu da Meia-Noite”, precisou ser hospitalizado com fortes dores no estômago. Ele explica que desenvolveu uma pancreatite pelo fato de ter perdido rapidamente 12 quilos para o papel de um cientista no longa, que ele também dirige. “Acho que estava me esforçando demais para perder peso rapidamente e provavelmente não estava cuidando de mim mesmo”, revelou, em entrevista ao tabloide britânico The Mirror. “Levou algumas semanas para ficar melhor, e, como diretor, não é fácil, uma vez que você precisa de energia”, contou. Mais magro, com olheiras e abatido, Clooney ainda deixou uma barba branca crescer, mudando completamente sua aparência para o filme. O que dividiu opiniões em sua família. “Eu deixei crescer uma barba grande e feia, e meu filho [Alexandre, 3 anos] adorou, porque ele escondia coisas na minha barba, das quais eu não sabia até chegar ao trabalho e perceber: ‘Tem um picolé preso aqui'”, contou. “Mas minha esposa [Amal] e filha [Ella, 3] ficaram muito felizes quando me barbeei, porque era muito difícil encontrar um rosto por trás de toda aquela bagunça”, brincou. No filme, Clooney interpreta um astrônomo que, depois de uma catástrofe mundial, precisa avisar a tripulação de uma nave sobre os perigos de voltar ao planeta Terra. O ator afirmou que o trabalho é “o maior” de sua carreira, acrescentando que gravar nas frias temperaturas na Finlândia ajudou na construção de seu personagem. Baseado no livro “Good Morning, Midnight”, de Lily Brooks-Dalton, “O Céu da Meia-Noite” foi roteirizado por Mark L. Smith (de “O Regresso” e “Operação Overlord”) e também inclui em seu elenco Felicity Jones (“Rogue One”), Kyle Chandler (“O Primeiro Homem”), David Oyelowo (“Selma”) e Tiffany Boone (“Hunters”) como astronautas, além da pequena estreante Caoilinn Springall como filha do personagem de Clooney. A estreia está marcada para 23 de dezembro.
Sony compra a plataforma Crunchyroll da Warner
A AT&T, dona da WarnerMedia, vendeu a plataforma de anime Crunchyroll para a Sony por quase US$ 1,2 bilhão, como parte de seu esforço para aliviar suas dívidas gigantescas. Nem parece que o CEO da AT&T, John Stankey, se disse literalmente contra dar “armas adicionais aos concorrentes” nesta mesma semana – na terça (8/12), para ser exato, ao defender o plano de lançar os filmes da Warner na HBO Max e não aceitar ofertas milionárias da Netflix por seu portfólio. Com a venda da Crunchyroll, a AT&T não está apenas se desfazendo de conteúdo valioso que não vai mais para a HBO Max, num momento em que a Netflix triplica suas apostas em animes. Na verdade, está armando a Sony até os dentes. A ex-plataforma de animes da Warner agora fará parte da Funimation, da Sony, que se passa a ter status de gigante no segmento, tendo apenas a Netflix como concorrente. O acordo dará à Funimation o controle completo sobre a marca Crunchyroll, 3 milhões de assinantes do serviço e mais de 90 milhões de usuários registrados. “A equipe da Crunchyroll fez um trabalho extraordinário não só de fazer crescer a marca Crunchyroll, mas também de construir uma comunidade apaixonada de fãs de anime. O sucesso da Crunchyroll é um resultado direto da cultura da empresa e do compromisso com seus fãs”, disse Tony Gonçalves, diretor financeiro da WarnerMedia, elogiando o que perdeu. “Ao combinar com a Funimation, eles continuarão a nutrir uma comunidade global e levarão mais anime para mais pessoas”, continuou, descrevendo o novo gigante do mercado. “Estou muito orgulhoso da equipe da Crunchyroll e do que eles conseguiram realizar no espaço da mídia digital em um período tão curto de tempo. Eles criaram um ecossistema global de ponta a ponta para essa forma de arte incrível.” E que foi vendido por um preço extremamente desvalorizado pela AT&T. Fundada em 2006, a Crunchyroll foi uma empresas pioneiras de streaming, focando-se em um nicho de público de amantes de anime em vez de tentar competir com a Netflix. O Grupo Chernin adquiriu o controle acionário da empresa em 2013 e mais tarde a envolveu em sua joint venture com a Otter Media. A AT&T adquiriu o controle total da Otter Media em 2018 e os ativos do grupo foram absorvidos pela WarnerMedia. A WarnerMedia, sob a liderança do recém-nomeado CEO Jason Kilar, começou a oferecer uma liquidação da Crunchyroll no verão norte-americano passado. A empresa tem procurado se desfazer ou implodir todas as iniciativas de nicho de seu portfolio para se focar exclusivamente no crescimento da abrangente HBO Max, que oferece programação de todos os seus ativos – algo que o cineasta Christopher Nolan chamou de “pior serviço de streaming” do mundo. Paralelamente, a AT&T também está procurando maneiras de pagar suas dívidas, que cresceram para mais de US$ 180 milhões com a compra da Warner. Após se desfazer da Crunchyroll, a empresa quer tocar para frente o serviço de TV via satélite DirecTV. Enquanto isso, a Sony celebra. “Estamos orgulhosos de trazer a Crunchyroll para a família Sony”, disse o presidente e CEO da Sony, Tony Vinciquerra. “Por meio da Funimation e de nossos fantásticos parceiros da Aniplex e da Sony Music Entertainment Japan, temos um profundo conhecimento dessa forma de arte global e estamos bem posicionados para oferecer conteúdo excepcional para o público em todo o mundo. Junto com a Crunchyroll, criaremos a melhor experiência possível para fãs e maiores oportunidades para criadores, produtores e editores no Japão e em outros lugares. A Funimation tem feito isso há mais de 25 anos e esperamos continuar a alavancar o poder da criatividade e da tecnologia para ter sucesso neste segmento de entretenimento em rápido crescimento.”
Cinema: Freaky e Todos os Mortos são destaques da semana
A programação de estreias de cinema desta quinta (10/12) tem três filmes brasileiros e apenas uma produção de Hollywood. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o lançamento americano é o divertido terrir “Freaky: No Corpo de um Assassino”. Na trama, Kathryn Newton (de “Supernatural” e “The Society”) é uma adolescente sem graça ou popularidade, que tenta sobreviver ao fim do ensino médio, quando se vê precisando lutar literalmente pela vida contra um psicopata de filme slasher. Mas quando a faca do serial killer encontra seu peito, raios cortam os céus e ela acorda no corpo do assassino, interpretado por Vince Vaughn (“Penetras Bons de Bico”). Com a troca inesperada, o serial killer passa a se valer do corpo da jovem para matar os colegas dela, enquanto ela tenta convencer seus amigos sobre sua verdadeira identidade. Esta premissa foi apelidada de “Freaky Friday the 13th” (sexta-feira 13 muito louca) nos EUA, porque é assumidamente inspirada em “Freaky Friday”, clássico infantil de troca de corpos da Disney, batizado de “Se Eu Fosse Minha Mãe” (1976) e “Sexta-Feira Muito Louca” (o remake de 2003) no Brasil. Não por acaso, roteiro e direção são de Christopher Landon, que já conseguiu sucesso transformando outra trama de comédia em terror: “A Morte Te Dá Parabéns”, que é a versão slasher de “Um Feitiço no Tempo” (1993). O principal título brasileiro da lista também é um terror: “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), que teve première no Festival de Berlim deste ano. A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A trama reflete os fantasmas da escravidão, em mais de um sentido. Visando o público infantil, “10 Horas para o Natal” destaca a atriz mirim Giulia Benite, que estreou no cinema como a Mônica de “Turma da Mônica – Laços”. No longa dirigido por Cris D’Amato (“É Fada!”), Giulia interpreta a quase homônima Julia, que se junta com seus irmãos, vividos por Pedro Miranda (do “The Voice Kids”) e Lorena Queiroz (de “Carinha de Anjo”), para tentar salvar o Natal da família, que perdeu a graça desde a separação dos pais (vividos por Luís Lobianco e Karina Ramil). A derradeira opção, “Os Sonâmbulos”, é o segundo longa de Tiago Mata Machado e segue a linha alegórica do primeiro, “Os Residentes” (2010), apostando na narrativa experimental, mas com acabamento profissional. Expressão das revoltas de 2016 (ou, via cinefilia godardiana, de 1968), o filme passou no Festival de Brasília em 2018. Freaky – No Corpo de um Assassino | EUA | 2020 Todos os Mortos | Brasil | 2020 10 Horas para o Natal | Brasil | 2020 Os Sonâmbulos | Brasil | 2020
Riverdale: Formatura, rompimento e mistério marcam trailer da 5ª temporada
A rede The CW divulgou o trailer da 5ª temporada de “Riverdale”. A prévia tem cenas do baile de formatura, registro do coração partido de Veronica (Camila Mendes) ao saber da relação de Archie (K.J. Apa) e Betty (Lili Reinhart), além de acirrar o mistério dos mascarados responsáveis pelos vídeos indiscretos dos moradores da cidade do título. A pandemia interrompeu a produção da série antes das gravações do final oficial da 4ª temporada, por isso os três primeiros capítulos serão continuação direta dos últimos exibidos. Como os roteiristas planejavam um salto temporal para abrir o quinto ano, a série passará por um leve “reboot” no quarto episódio, após a conclusão da história dos videomakers mascarados, que também marcará a conclusão da “high school” para os personagens. “Riverdale” retorna em 20 de janeiro nos EUA. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Mariah Carey revela conversas para filme ou série sobre sua vida
Durante uma entrevista sobre seu especial de Natal da Apple TV+, a cantora Mariah Carey revelou que está conversando com um “amigo especial” para adaptar sua autobiografia, “The Meaning of Mariah Carey”, em uma série limitada ou um longa-metragem. E quem seria o diretor? Ela mesma, segundo afirmou ao site The Hollywood Reporter. “Eu e um amigo secreto meu estamos falando sobre isso e como seria”, disse Carey, que desde 1994 dirige seus clipes e em 2015 comandou o telefilme natalino “Uma Canção de Natal” (2015). A cantora de 50 anos afirmou que está atualmente em negociações para adaptar o livro e que também gostaria de satisfazer seu desejo de dirigi-lo. Mas isso não deve ser considerado impedimento para a produção. “As pessoas têm me procurado sobre isso… pessoas de quem eu não ouço falar há anos, dizendo que tem que ser uma série ou um filme ou o que quer que seja. Essas coisas demoram muito, mas eu acredito nisso. Estou realmente ansiosa por isso, mesmo se for só como uma espectadora, para ver essas histórias ganharem vida.” Não está claro a que ponto estas conversas citadas chegaram, mas se Carey virasse diretora de sua biografia ela seguiria Madonna, que está preparando seu próprio filme biográfico para a Universal. Lançado em outubro, “The Meaning of Mariah Carey” virou um best-seller ao detalhar a ascensão dramática de Mariah, uma jovem de baixa renda de Long Island que se tornou a cantora com discos mais vendidos de todos os tempos. Ela também se tornou Rainha do Natal, ao estourar nos anos 1990 com seu hit “All I Want for Christmas Is You”, que é explorado no especial da Apple TV+, “Mariah Carey’s Magical Christmas Special” (Especial Mágico de Natal da Mariah Carey), lançado na sexta-feira (4/12) em streaming. Veja abaixo a capa do livro biográfico da cantora.
Série teen iCarly será revivida na Paramount+
A ViacomCBS anunciou que vai reviver a série teen “iCarly” para sua nova plataforma de streaming, a Paramount+. A plataforma, que deve ser lançado no início de 2021, já encomendou a produção da série, que contará com as estrelas originais, Miranda Cosgrove, Jerry Trainor e Nathan Kress. Os novos episódios serão escritos e produzidos por Jay Kogen (um veterano de “Os Simpsons”) e Ali Schouten (“Feliz Natal e Tal”) para a Nickelodeon Studios. Um dos maiores sucessos da Nickelodeon, “iCarly” foi exibida de 2007 a 2012 no canal pago infantil, acompanhando uma estudante do ensino médio (Cosgrove) que apresenta um webcast ao lado de seus amigos. Por conta de seu tema, a atração se tornou conhecida por incorporar diversas referências da cultura pop. A série também ganhou um spin-off, “Sam & Cat”, que terminou após uma temporada vitaminada (de 35 episódios), supostamente por brigas de bastidores entre suas protagonistas Jennette McCurdy (a Sam de “iCarly”) e ninguém menos que Ariana Grande (a Cat de “Brilhante Victoria”), A volta de “iCarly” acompanha a reformulação do serviço de streaming da ViacomCBS, CBS All Access, que vai virar Paramount+ nas próximas semanas. Nesta quarta (9/12), a plataforma adicionou 800 episódios de séries populares da Nickelodeon, incluindo “Patrulha Canina” (Paw Patrol) e “Dora, a Aventureira (Dora the Explorer), além de adicionar um “Modo Kids” que permite que pais e responsáveis limitem o conteúdo que as crianças podem ver com base nas classificações do programa. “Já vimos um crescimento incrível na audiência desde que começamos a expandir nossa oferta de programação infantil no serviço”, disse em comunicado Rob Gelick, diretor de produto da ViacomCBS Streaming, sobre as adições da Nickelodeon. A adição de mais programação infantil (e versões crescidas da programação infantil, como a nova “iCarly”) faz parte da estratégia da ViacomCBS para ampliar o alcance da CBS All Access em sua transição para Paramount+, como concorrente da Netflix, Disney+ (Disney Plus) e outros grandes streamers.
Aplicativo de meditação Headspace vai virar série da Netflix
O aplicativo de meditação Headspace vai virar série na Netflix. A empresa responsável pelo app está fazendo três programas para a plataforma: um forcado em ensinar técnicas de meditação adequadas, outro em higiene do sono e um terceiro que será uma “experiência interativa” com mais detalhes por vir. O primeiro programa, “Headspace – Meditação Guiada” (Headspace Guide to Meditation), será disponibilizado em 1º de janeiro e vai explorar “os fundamentos da meditação e como ela pode nos ajudar a estar mais presentes e menos distraídos em nossas vidas diárias”, de acordo com comunicado da Netflix. Cada episódio enfocará um benefício diferente – desde o controle do estresse até a aceitação da gratidão – ensinando a abordagem, as técnicas e uma meditação guiada. O co-fundador do Headspace e ex-monge budista Andy Puddicombe vai apresentar e narrar os oito episódios de 20 minutos, combinando sua voz com animações divertidas e músicas relaxantes. A série também será legendada e dublada em 30 idiomas diferentes. Veja o trailer abaixo, nas versões original e dublada em português.
Facebook pode ter que vender Whatsapp e Instagram
O Facebook achava que seus próximos passos seriam entrar na disputa de streaming com conteúdo original e exibição de clipes, mas pode ter que voltar várias jogadas para trás e perder peças. Após investigação de 18 meses, processos paralelos movidos pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) e 46 estados americanos, além do território de Guam e do Distrito de Columbia, deram entrada na Justiça nesta quarta (9/12), acusando a rede social de Mark Zuckerberg de virar um monopólio, ao eliminar a concorrência comprando seus rivais. Entre os pedidos dos promotores está a reversão da aquisição do Instagram e do WhatsApp, além da imposição de restrições em futuros negócios. “As redes sociais pessoais são centrais na vida de milhões de americanos” afirmou Ian Conner, diretor do escritório de competição da FTC, em comunicado. “As ações do Facebook para consolidar e manter seu monopólio negam aos consumidores os benefícios da concorrência. Nosso objetivo é reverter a conduta anticompetitiva e restaurar a competição, para que a inovação e a livre concorrência possam prosperar”. As investigações do órgão federal tiveram a cooperação das procuradorias-gerais dos estados e territórios dos EUA, e sua conclusão foi que o Facebook se “envolveu em estratégia sistemática para eliminar ameaças ao seu monopólio”, com a aquisição do Instagram em 2012, por US$ 1 bilhão, e do WhatsApp, dois anos depois, por US$ 19 bilhões. Como evidências das práticas anticompetitivas, a procuradoria de Nova York destaca, em comunicado, declarações do próprio cofundador e diretor executivo da companhia, Mark Zuckerberg. No início de 2012, Zuckerberg admitiu que o Facebook estava “muito atrás” do Instagram e que a melhor estratégia seria “pagar muito dinheiro” pelo aplicativo, para “neutralizar um potencial competidor”. “Por quase uma década, o Facebook usou sua dominância e seu poder de monopólio para esmagar rivais menores e acabar com a competição, tudo isso às custas de seus usuários”, afirmou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que lidera a coalizão de estados. “Hoje, estamos agindo em nome de milhões de consumidores e pequenos negócios que foram prejudicados pelo comportamento ilegal do Facebook. Em vez de competir por mérito, o Facebook usou seu poder para suprimir a competição, e então tirar vantagem de seus usuários, fazendo bilhões pela conversão de dados pessoais numa fábrica de dinheiro”. A a ação da FTC e a coalizão de estados e territórios também acusa o Facebook de impor condições anticompetitivas a desenvolvedores de softwares. Como exemplo, cita o aplicativo de vídeos curtos Vine, lançado em 2013 pelo Twitter. Ao perceber a ameaça, a companhia cortou o acesso do app à interface de programação que permitia o acesso aos contatos de seus usuários no Facebook. “Esse tipo de conduta prejudica a competição, deixa os consumidores com poucas opções e priva os anunciantes dos benefícios da concorrência”. Em sua ação, a FTC pede, entre outros pontos, que a Justiça ordene a imediata alienação de ativos, incluindo o Instagram e o WhatsApp, proíba o Facebook de criar condições anticompetitivas a desenvolvedores de softwares e que obrigar a companhia a obter aprovação para futuras fusões e aquisições acima de US$ 10 milhões. O Facebook respondeu rapidamente, em comunicado assinado por sua vice-presidente global Jurídica, Jennifer Newstead, no qual classifica os processos como “revisionismo histórico”, afirmando que “as leis antiruste existem para proteger os consumidores e promover a inovação, não para punir empresas bem-sucedidas”. Sobre as aquisições de Instagram e WhatsApp, Newstead argumenta que elas se tornaram “os produtos incríveis que são hoje porque o Facebook investiu bilhões de dólares e anos de inovação e expertise para desenvolver novos recursos e experiências”. “O fato mais importante neste caso, que a Comissão não menciona no seu processo de 53 páginas, é que ela própria autorizou essas aquisições anos atrás”, rebateu a companhia. “O governo agora quer rever sua própria decisão, enviando uma mensagem assustadora para as empresas norte-americanas de que nenhuma decisão é definitiva”. As aquisições de Instagram e WhatsApp foram aprovadas pela FTC durante a gestão de Barack Obama, já as investigações sobre as chamadas Big Techs começaram no governo de Donald Trump. Mas as gigantes da tecnologia devem continuar sob o radar da futura presidência de Joe Biden, já que o processo movido pelos estados é bipartidário, juntando governos democratas, como o de Nova York, e republicanos, como o Texas. O Facebook é a segunda empresa gigante de tecnologia processada nos EUA neste ano. Em outubro, o Departamento de Justiça processou o Google também por monopólio.
Chris Pratt vai ensinar karatê a outro “kid” no cinema
The cuida Karatê Kid. Chris Pratt vai ensinar outro garoto a lutar karatê no cinema. O astro das franquias “Guardiões da Galáxia” e “Jurassic World” vai estrelar e produzir “The Black Belt” (a faixa preta), uma comédia independente que vai acompanhar um adolescente tímido e despretensioso em busca de especialização em karatê. Para isso, contará com ajuda de um tio pouco ortodoxo que o guia ao longo do caminho. Pratt será o tiozão. O filme tem roteiro de Randall Green (“O Date Perfeito”), mas ainda não definiu seu diretor. “The Black Belt” é um dos primeiros projetos da Indivisible Productions, produtora fundada por Pratt e Jon Schumacher, que fechou um contrato de desenvolvimento com a Universal. A produtora também desenvolve o filme de ação “Saigon Bodyguards” em parceria com os Irmãos Russo (que dirigiram Pratt nos mais recentes filmes dos Vingadores) e a série “The Terminal List”, que será dirigida pelo cineasta Antoine Fuqua (com quem Pratt trabalhou em “Sete Homens e um Destino”).
Google revela que Coronavírus, Tom Hanks e Parasita dominaram pesquisas de 2020
O Google divulgou uma lista dos assuntos mais pesquisados em seu mecanismo de buscas em 2020. Sem surpresas, “coronavírus” dominou as pesquisas mundiais, liderando o ranking do Google nos EUA e no Brasil. Mas, curiosamente, a relação de assuntos gerais também inclui muitas celebridades. O ator Tom Hanks, que foi um dos primeiros famosos a contrair covid-19, e o jogador de basquete Kobe Bryant, que morreu inesperadamente em janeiro, aparecem no Top 5 americano, atrás de coronavírus e “resultados da eleição” presidenciais dos EUA. Já as pesquisas brasileiras não se focaram em nenhuma pessoa específica. O 2º lugar foi “auxílio emergencial”, tema que também está relacionado à pandemia ou a seus reflexos. Pesquisas esportivas como o jogo “Flamengo x São Paulo”, “Copa do Brasil” e “NBA”, além das eleições – no Brasil e nos EUA – entraram no Top 10 nacional. Listas mais específicas das pesquisas americanas voltam a destacar Tom Hanks, desta vez como o ator mais pesquisado em 2020. Seu diagnóstico de coronavírus no início do ano gerou reações emocionais de fãs em todo o mundo, preocupados não apenas com seu bem-estar, mas também com o que poderia acontecer com o vírus que perturbaria o mundo. O filme vencedor do Oscar 2020, “Parasita”, lidera a lista de cinema, seguido por “1917” e “Pantera Negra” no Top 3. O antigo filme “Contágio”, lançado em 2011, aparece no 5º lugar dessa relação, devido ao fato de retratar uma pandemia muito similar à covid-19. Atores falecidos, como Naya Rivera, Chadwick Boseman e Sean Connery, também estão entre os indivíduos mais pesquisados neste ano nos EUA, enquanto os brasileiros preferiram saber mais sobre políticos e integrantes do Big Brother Brasil. Por sinal, os programas que renderam mais buscas incluem “A Máfia dos Tigres”, “Big Brother Brasil” (no mundo inteiro) e “La Casa de Papel”, nessa ordem. Séries da Netflix como “Outer Banks”, “Ozark”, “The Umbrella Academy”, “Emily em Paris” e “O Gâmbito da Rainha” também apareceram na lista.
Johnny Depp tenta apelar novamente da sentença de “espancador de esposa”
O ator Johnny Depp está tentando recorrer novamente do veredito que julgou seu caso por difamação contra o jornal britânico The Sun. Em novembro, o juiz Andrew Nicol, do Supremo Tribunal de Londres, considerou que o tabloide tinha razão ao chamá-lo de “espancador de esposa”, após ouvir testemunhos e examinar evidências que o apresentaram como um marido violento de sua ex-esposa Amber Heard. Johnny Depp pediu permissão para recorrer, como exige o sistema judicial britânico, mas o juiz que havia decidido contra ele recusou, alegando que não havia “uma perspectiva razoável de sucesso” na apelação. Desta forma, o ator decidiu recorrer diretamente ao Tribunal de Apelação, segundo documentos judiciais do processo, de acesso público. Este tribunal agora anunciará se permite ou não um segundo julgamento. O julgamento original durou três semanas de julho no Supremo Tribunal de Londres, na presença do ator de 57 anos e sua ex-esposa Amber Heard, de 34, além da advogada de defesa do jornal e seu editor. Em seu veredito, o juiz considerou que as afirmações do jornal eram “substancialmente verdadeiras” porque “a grande maioria das supostas agressões foi comprovada”. Além de perder a causa, Johnny Depp foi ordenado a pagar cerca de 628 mil libras (aproximadamente R$ 4,3 milhões) ao The Sun para cobrir as despesas jurídicas do jornal com o processo. Sem nenhum outro projeto cinematográfico alinhado, o único trabalho previsto de Depp é a divulgação de seu último papel em “Minamata”, que ele completou no ano passado. Mas esse lançamento pode ser engavetado. Não satisfeito em chamar atenção com o julgamento negativo, numa ação que ele próprio iniciou, Depp decidiu se sabotar também quando poderia aproveitar aplausos. Ao receber um prêmio especial por suas realizações do Camerimage, ele concordou em aparecer remotamente dos EUA no festival polonês. A presença virtual foi divulgada na imprensa e o festival agendou a exibição de “Minamata” para encerrar o evento. Mas durante a transmissão do evento, Depp não se materializou nas telas. Em vez disso, enviou uma foto bizarra de si mesmo – com a camisa aberta e o cabelo loiro platinado sob bandanas coloridas – aparentando estar atrás das grades em uma prisão caribenha (veja acima), como se cumprisse pena por um crime que não levava muito a sério. Ao ver a imagem, a MGM cancelou a exibição de “Minamata” no festival. Sem mais trabalhos, seu próximo compromisso, no começo de 2021, será estrelar outro processo judicial, agora num tribunal no estado americano da Virgínia, onde o ator entrou com uma ação contra Amber Heard, querendo uma indenização de US$ 50 milhões por uma coluna no jornal Washington Post em que ela escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, tem ainda uma sequência, aberta pela atriz, que por sua vez decidiu processar Depp pela campanha difamatória que ele move contra ela, pedindo US$ 100 milhões de indenização.
Hailee Steinfeld aparece com traje de heroína nas gravações da série do Gavião Arqueiro
A Marvel ainda não fez nenhum comentário oficial sobre a série “Hawkeye”, do herói Gavião Arqueiro, mas os fãs estão entregando todas as novidades com fotos das gravações, que acontecem atualmente em Nova York. A mais recente leva de imagens revela o uniforme da heroína Kate Bishop, vivida por Hailee Steinfeld (“Bumblebee”). Depois de ser vista em trajes civis, ela apareceu nesta quarta (9/12) com um traje similar ao dos quadrinhos. Nas fotos, ela aparece ao lado de Clint Barton (Jeremy Renner), o Gavião Arqueiro. Além dos atores já vistos, a série também contará com Vera Farmiga (“Bates Motel”), Tony Dalton (“Better Call Saul”), Fra Fee (“Les Misérables”), Zahn McClarnon (“Longmire”), a estreante Alaqua Cox e… Florence Pugh, que reprisará seu papel de “Viúva Negra”, como Yelena Belova. Nos quadrinhos, a personagem assume o lugar da “irmã” Viúva Negra (Scarlett Johansson). Escrita e produzida por Jonathan Igla (de “Mad Men”), “Hawkeye” é a quarta atração live-action da Marvel em desenvolvimento para a plataforma Disney+ (Disney Plus), após “WandaVision”, “Falcão e o Soldado Invernal” e “Loki”. Todas continuam a trama de “Vingadores: Ultimato” e terão sequência em novos filmes do estúdio. A primeira estreia será “WandaVision”, em 15 de janeiro, mas as demais ainda não têm previsão de lançamento. Hailee Steinfeld and Jeremy Renner seen on the set of #Hawkeye on the Lower East Side, New York#Marvel #DisneyPlus She's in the Kate Bishop outfit 🏹 4 MQ Photos. pic.twitter.com/PWFXUJGGAW — XRealm Matthews (@CreamOrScream) December 8, 2020 🚨 Hailee Steinfeld, a nossa Kate Bishop, no set de #Hawkeye O UNIFORMEEEE 🗣️ pic.twitter.com/xumSVUgH4K — Marvel News (@BRMarvelNews) December 8, 2020 Kate Bishop e Clint Barton 🏹 #Hawkeye pic.twitter.com/fWQcfbRsk0 — Updates Hailee Steinfeld Brasil (@updatesteinfeld) December 9, 2020












