Atores de Os 7 de Chicago são eleitos Elenco do Ano pelo Gotham Awards
Os atores de “Os 7 de Chicago” receberão uma homenagem especial do Gotham Awards. O evento indie, que geralmente abre a temporada de premiação cinematográfica dos EUA, escolheu os intérpretes da produção da Netflix como o Melhor Elenco do ano. O IFP (Independent Filmmaker Project), responsável pela premiação, decidiu incluir o novo troféu no evento para destacar “as performances de um grupo dinâmico e notável e celebrar seu esforço coletivo e contribuições para a narrativa do filme”. “Para o nosso 30º aniversário, estamos orgulhosos de apresentar uma nova homenagem, reconhecendo a excelência em um elenco coletivo”, disse o diretor executivo do IFP, Jeffrey Sharp, em um comunicado à imprensa. “A partir deste ano e nos anos que virão, procuraremos celebrar um filme que demonstra a natureza colaborativa de uma performance em grupo e o efeito que tem na elevação de cada indivíduo e da história geral. Cada membro do elenco de ‘Os 7 de Chicago’ oferece uma performance intrincada e poderosa, e temos o prazer de celebrá-los e sua conquista cumulativa.” O filme da Netflix, escrito e dirigido por Aaron Sorkin, dramatiza os eventos que se seguiram a protestos na convenção democrata de 1968 em Chicago e o julgamento que se seguiu, de sete manifestantes contrários à Guerra do Vietnã, e seu elenco é mesmo impressionante. Inclui Sacha Baron Cohen (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”), Eddie Redmayne (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Jeremy Strong (“Succession”), Alex Sharp (“As Trapaceiras”), John Carroll Lynch (“Fome de Poder”), Danny Flaherty (“The Americans”), Noah Robbins (“Evil”), Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”), Joseph Gordon-Levitt (“Power”), Frank Langella (“Kidding”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) e Kelvin Harrison Jr. (“Ondas”), Caitlin Fitzgerald (“Masters of Sex”), Alice Kremelberg (“Orange Is the New Black”), Ben Shenkman (“Billions”) e John Doman (“Gotham”). A 30ª edição do Gotham Awards vai acontecer em 11 de janeiro num formato híbrido, como o Emmy Awards, com os apresentadores num palco e os indicados em participação online. O evento também vai homenagear o ator Chadwick Boseman, a atriz Viola Davis e os diretores Steve McQueen e Ryan Murphy. Entre os indicados, “First Cow”, de Kelly Reichardt, se destaca com quatro indicações, mas até o filme brasileiro “Bacurau” está concorrendo a prêmio, na categoria de Melhor Filme Internacional.
Atriz do Zorra morre de covid sem conseguir leito de UTI
A atriz Christina Rodrigues morreu na manhã desta quinta (17/12) em decorrência de complicações de covid-19, com apenas 47 anos de idade. Desde segunda (14/12), ela estava internada na enfermaria da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Tijuca com sintomas graves e dificuldades para respirar, sem conseguir uma vaga para ser transferida a um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A informação sobre a morte da atriz foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. “Com pesar, informamos que a paciente Christina Maria Rodrigues Teixeira apresentou piora clínica e foi a óbito no fim desta manhã”, informou a pasta estadual. Rodrigues era conhecida por atuar em quadros de humor no “Zorra Total” (1999-2015), que depois mudou o nome para “Zorra” e foi extinto neste ano. Também fez participações em diversas novelas, entre elas, “Malhação – Sonhos” (2014-2015) e “Beleza Pura” (2008). Nas últimas semanas, a Globo também perdeu o ator Eduardo Galvão, de 58 anos. Ele estava internado no Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e não resistiu a complicações causadas pela doença. O Rio de Janeiro tem fila de quase 500 pessoas por leitos em UTI, segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo no início de dezembro. A fila chegou a 491 pessoas na rede pública no dia 8 de dezembro, sendo que 251 delas precisavam de terapia intensiva. Desde então, os casos de infecção pelo coronavírus dispararam.
A.P. Bio é renovada para 4ª temporada
A plataforma “Peacock” anunciou a primeira renovação de sua programação. A série de comédia “A.P. Bio” retornará para sua 4ª temporada na plataforma, com mais oito episódios em 2021. O anúncio foi acompanhado de um vídeo com rimas natalinas, que pode ser visto abaixo. “Todos os envolvidos estão muito animados para fazer mais episódios”, disse o criador Mike O’Brien, em comunicado. “Estamos muito gratos a Peacock e a todos que assistiram! A 3ª temporada foi a mais divertida que tivemos. Quero me aprofundar ainda mais nos personagens principais e também continuar mexendo com o formato da sitcom.” A série foi originalmente lançada pela rede americana NBC, que também a cancelou após sua 2ª temporada. Graças à falta de conteúdo inédito na Peacock, plataforma do mesmo conglomerado, os produtores entraram num acordo para retomar a série numa 3ª temporada curta de 8 episódios em streaming, que não só salvou a atração como a transformou num sucesso. Criada por Michael Patrick O’Brien (roteirista do humorístico “Saturday Night Live”), “A.P. Bio” gira em torno de um professor universitário (Glenn Howerton, de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), que após perder o trabalho dos seus sonhos se vê obrigado a dar aula de biologia no ensino médio, onde deixa claro a sua frustração, pouco se importando com os alunos, enquanto planeja sua vingança contra aqueles que o prejudicaram. O elenco também inclui Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”), Lyric Lewis (“MADtv”), Mary Sohn (“A Chefa”), Allisyn Ashley Arm (“Sunny entre Estrelas”), Jacob McCarthy (“The Drummer and the Keeper”), Aparna Brielle (vista em “Grimm”), Nick Peine (“A Última Ressaca do Ano”), Jean Villepique (“Objetos Cortantes”) e Paula Pell (“Love”).
Samuel L. Jackson vai estrelar e produzir minissérie da Apple TV+
O ator Samuel L. Jackson vai estrelar e produzir uma minissérie na Apple TV+. Ele será o protagonista de “The Last Days of Ptolemy Grey”, produção de seis episódios baseada no romance homônimo de Walter Mosley, que também escreverá o roteiro. “The Last Days of Ptolemy Grey” é centrado em um homem de 91 anos (Jackson) que é esquecido por sua família, seus amigos e até mesmo por ele mesmo enquanto enfrenta crises de demência. Ele experimenta uma mudança sísmica, no entanto, quando consegue recuperar brevemente suas memórias e usar esses momentos fugazes de lucidez para descobrir a verdade por trás da morte de seu sobrinho preferido e chegar a um acordo com seu passado. Mosley escreveu mais de 60 romances e também roteirizou as séries “Snowfall” da FX (onde também é produtor) e “Star Trek: Discovery” da CBS All Access, de onde saiu após uma controvérsia. Autor negro, ele teria criado mal-estar numa reunião de roteiristas ao dizer uma expressão considerada racista quando falada por brancos, mas que é comum nas letras de rap.
Jeremy Bulloch (1945 – 2020)
O ator inglês Jeremy Bulloch, que foi o intérprete original do caçador de recompensas Boba Fett na primeira trilogia “Star Wars”, morreu em um hospital de Londres nesta quinta (17/12), aos 75 anos. Segundo seus agentes, ele morreu pacificamente, cercado por sua família, de complicações de saúde após seus muitos anos vivendo com a doença de Parkinson. Além de viver Boba Fett, ele teve uma carreira longa de mais de 45 anos, iniciada ainda criança em 1958, em “Somente Deus por Testemunha”, um dos mais famosos filmes sobre o desastre do transatlântico Titanic. Ele participou de várias séries inglesas, incluindo “Doctor Who”, e produções populares do cinemas britânico, como “Tudo Começou em Paris” (1963), musical estrelado pelo roqueiro Cliff Richard, o drama “O Ídolo Caído (1966), com Jennifer Jones, a comédia “O Amor de um Homem” (1970), com Peter Sellers, e os clássicos “Mary Stuart, Rainha da Escócia (1971), com Vanessa Redgrave, e “Um Homem de Sorte” (1973), com Malcolm McDowell, sem esquecer sua entrada na franquia do agente secreto James Bond em “007: O Espião que me Amava” (1977), antes de aparecer numa galáxia distante. Até então relegado a pequenos papéis, Bulloch acabou ingressando na cultura pop mundial ao dar vida a Boba Fett em 1980, primeiro em “O Império Contra-Ataca” e depois em “O Retorno de Jedi”, em 1983. O ator acabou substituído no papel do caçador de recompensas na trilogia seguinte, mas mesmo assim voltou a aparecer em “Star Wars” – sem a máscara e a armadura mandaloriana – como o Capitão Colton em “A Vingança dos Sith” (2005). “Ele será lembrado não apenas por sua representação icônica do personagem lendário, mas também por seu calor e espírito generoso, que se tornaram uma parte duradoura de seu rico legado”, disse o perfil oficial de “Star Wars” no Instagram. Além de integrar o panteão de intérpretes de “Star Wars”, Bullock também deve ser saudado por participar de três longas de 007 como o personagem Smithers, um assistente do laboratório do inventor Q, na fase estrelada por Roger Moore. Depois da estreia em 1977, seu pequeno papel voltou a ser visto em “007 – Somente Para Seus Olhos” (1981) e “007 Contra Octopussy” (1983).
Jennifer Lopez vai perseguir serial killer na Netflix
Jennifer Lopez vai estrelar e produzir “The Cipher”, adaptação do romance homônimo de Isabella Maldonado, em desenvolvimento na Netflix. No filme, Lopez interpretará a agente do FBI Nina Guerrera, que é atraída para o caso de um serial killer após ele deixar códigos complexos e enigmas online. Os códigos estão ligados a assassinatos recentes e foram concebidos para atrai-la para um jogo de gato e rato. A estrela tem uma série de filmes a caminho, incluindo a comédia “Marry Me” da Universal Pictures, em que vive uma estrela pop que se casa espontaneamente com um fã durante um show, “The Godmother”, sobre a traficante Griselda Blanco na STX, e “Shotgun Wedding”, sobre um casal cujo casamento é sequestrado por criminosos, com produção da Lionsgate. Veja abaixo a capa do livro de Isabella Maldonado.
Palmer: Trailer mostra Justin Timberlake em performance dramática
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer oficial de “Palmer”, que traz o ator e cantor Justin Timberlake num desempenho dramático e surpreendente. A prévia é daquelas de chorar. Timberlake é o Palmer do título, que, depois de uma temporada na prisão, retorna à sua cidade natal para colocar sua vida nos trilhos. Lá, arranja emprego de faxineiro e enfrenta não apenas conflitos do seu passado, mas também uma nova responsabilidade: cuidar de um garoto abandonado pela mãe, que sofre bullying por seu comportamento considerado afeminado. No elenco, também estão Juno Temple (“Malévola: Dona do Mal”), June Squibb (“Nebraska”), Alisha Wainright (“Criando Dion”) e o menino Ryder Allen (visto em “Law & Order True Crime”). O filme foi escrito por Cheryl Guerriero (“Universidade do Prazer”) e tem direção do ator Fisher Stevens (“Amigos Inseparáveis”). A estreia está marcada para 29 de janeiro em streaming.
Disney oficializa transformação dos canais Fox em Star
A Disney oficializou a mudança do nome dos canais Fox para Star. Nesta quinta (17/12), a The Walt Disney Company Latin America anunciou que a marca “Star” passará a ser usada para definir sua “oferta de entretenimento geral”, até então apresentada sob a marca “Fox”. O conglomerado já tinha alterado as denominações de outras empresas da antiga 21st Century Fox, limando o nome Fox após negociar a compra dos ativos do magnata Rupert Murdoch e outros acionistas da empresa de mídia – a 20th Century Fox virou 20th Century Studios, enquanto a Fox Searchligh se tornou Searchlight Studios, por exemplo. A alteração se tornou necessária porque Murdoch manteve a marca Fox nos canais de TV que não vendeu para a Disney, como a rede Fox e a Fox News, nos EUA. O novo nome dos canais Fox vem de outra propriedade adquirida pela Disney ao comprar a 21st Century Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana, com atividades multimídias. A mudança vai acontecer em fevereiro. “Star chegará à América Latina para continuar oferecendo o melhor conteúdo de entretenimento geral dos canais lineares Fox que, a partir de fevereiro, mudarão de nome para Star. Desta forma, Star dará continuidade ao legado de sucesso da Fox, já consolidado por muitos anos, e também adicionará outras inovações relevantes”, comentou Diego Lerner, presidente da The Walt Disney Company Latin America, em comunicado. Com a mudança, os canais de entretenimento da Fox serão relançados com um novo nome e identidade visual: O Fox Channel passará a ser chamado de Star Channel, o Fox Life passará a ser chamado de Star Life, o Fox Premium 1 será Star Hits e o Fox Premium 2 será Star Hits 2. Para deixar claro, o comunicado também informa que o FX permanecerá com o mesmo nome. Séries como “Os Simpsons”, “The Walking Dead” e “This Is Us”, e as produções de sucesso dos canais Fox continuarão na programação do Star. Além disso, o Fox Play deve virar Star+ (Star Plus), o serviço de streaming por assinatura de conteúdos de entretenimento geral para América Latina, que será lançado na região em meados de 2021. Um anúncio específico sobre a plataforma digital deverá ser realizado em breve, com novos detalhes do serviço.
Cantor do Creed será Frank Sinatra em biografia de Ronald Reagan
O roqueiro Scott Stapp, cantor do Creed, vai interpretar Frank Sinatra no filme “Reagan”, que conta a história do ator e presidente norte-americano Ronald Reagan. A escalação foi anunciada nesta quinta (17/12) e foi considerada um sacrilégio para os fãs de Sinatra. Mas nem é para tanto. De acordo com a revista Billboard, Stapp terá uma pequena aparição numa única cena, durante uma visita do jovem Reagan à boate Cocoanut Groven. Mesmo assim, o diretor Sean McNamara disse que estava honrado pela presença do músico no elenco. “Scott é conhecido por performances grandes e de alta energia, então foi uma emoção vê-lo mudar de marcha para incorporar o carisma contido de Sinatra”, disse o cineasta à Billboard. Com uma filmografia repleta de produções infantis do Disney Channel e lançamentos do gênero para o mercado de vídeo, “Reagan” também é uma anomalia na carreira de McNamara. Mas nem por isso se tornou um trabalho cercado de expectativas. O filme é uma produção independente de baixo orçamento, que traz Dennis Quaid e Penelope Ann Miller como Ronald e Nancy Reagan, e que deve ser disponibilizada diretamente no mercado de VOD (locação digital).
Ator de Heroes acusa colega e produtores de racismo
O ator Leonard Roberts assinou um artigo para a revista Variety, nesta quinta (17/12), sobre os bastidores conturbados de sua passagem pela série “Heroes”, há 13 anos, em que acusa uma atriz e os produtores de racismo. Roberts interpretou brevemente o personagem D.L. Hawkins e apontou que, do início de sua participação, até sua demissão sofreu atitudes racistas do criador Tim Kring, do produtor Dennis Hammer e da colega de cena Ali Larter. Em seu relato, Roberts repara que, logo no início da produção, os roteiros dos episódios eram constantemente modificados para atrasar a estreia do seu personagem — inicialmente, ele estava no piloto, mas a aparição continuou sendo adiada até se concretizar só no sexto episódio da trama. O ator ainda contou que ficou esperando uma ligação de Tim Kring para que os dois se reunissem para discutir ideias para o personagem, como ele havia feito com outros atores, mas a tal ligação nunca se concretizou. “Eu descobri que, apesar de ter três atores principais negros, não havia nenhum roteirista negro na equipe de ‘Heroes’. Depois, tivemos um photoshoot promocional, no qual todos os atores principais negros adultos foram relegados para a parte de trás e as laterais da foto – eles disseram que nós éramos ‘altos'”, escreveu o ator. Quando finalmente estreou na série, Roberts teve problemas com Ali Larter, que interpretava sua mulher na trama, Niki Sanders. “Eu sou um ator do teatro, então estou acostumado com os intérpretes se tornando um pouco passionais no processo. Por isso, após as primeiras tensões entre nós, enviei uma garrafa de vinho a Ali com um bilhete, afirmando o comprometimento com uma colaboração frutífera. Ela nunca me respondeu ou mencionou isso para mim”, disse. Roberts também recordou um momento em que Larter brigou com o diretor de um episódio, Greg Beeman, que pediu que ela abaixasse as alças de sua blusa em uma cena em que Niki e D.L. estavam juntos na cama, conversando. Beeman queria passar a impressão que Niki estava nua por baixo das cobertas, sem de fato pedir para a sua estrela se despir, mas Larter se recusou. Pouco depois, Roberts descobriu que a sua colega de elenco já havia filmado anteriormente uma cena em que sua personagem precisava seduzir Nathan Petrelli (Adrian Pasdar), um homem branco, e que ela não tinha visto problemas de aparecer de lingerie naquele momento da série. “Não pude deixar de pensar: será que minha cor foi pesou na recusa dela?”, ponderou. Após o fim das filmagens, durante uma sessão de fotos para promover a série, onde os casais de “Heroes” apareceriam em capas de revista individuais, Larter se aproximou de Roberts e falou: “Me disseram que a nossa capa é a que está vendendo menos”. O ator relembra: “A mensagem dela era clara: você está manchando a minha imagem”. Por fim, Roberts recorda o momento em que foi demitido da série, quando recebeu uma mensagem de Kring na caixa postal do seu telefone, dizendo que seu personagem morreria fora de cena, antes do início da 2ª temporada, e que o ator poderia marcar uma reunião com ele, se quisesse, para discutir a situação. Quando a reunião aconteceu, o produtor Dennis Hammer também estava presente. O criador mencionou Larter pelo nome ao explicar a decisão de demitir Roberts, enquanto Hammer tentou tranquilizá-lo ao dizer que “ele era amado por todos no set, enquanto ela era odiada”. Acho que eles estavam esperando que eu me juntasse a eles em criticar minha colega de cena. Eu não fiz isso. […] Foi quando Hammer disse que eu não deveria me preocupar, que ainda teria muitas oportunidades no futuro: ‘Não pense nisso como a situação em que um cara negro foi demitido, e a mulher branca venceu’.” O criador e o produtor teriam tentado, então, agradar Roberts ao mudar os planos para o personagem, concedendo a ele mais dois episódios, incluindo uma cena de morte impactante. “Quando filmarmos, vai ver o quanto você significa para todos nós na família ‘Heroes'”, teria dito Hammer. Quando recebeu os roteiros, Roberts descobriu que D.L. seria morto por um tiro, embora o seu poder na série fosse a capacidade de atravessar paredes e outros obstáculos sólidos. “Aparentemente, balas de revólver não estavam incluídas aí”, ironizou o ator. Na cena final de D.L. Hawkins, o meu assassino levantava a sua arma e eu, de costas para a câmera, tiro o meu corpo para fora. Com o som do tiro, a cena termina em um close-up no rosto de Niki, manchado com o meu ‘sangue’. Foi tudo filmado em um take. […] Minha colega de elenco me deu um abraço de adeus, que foi o maior sinal de afeição que já demonstramos na frente ou atrás das câmeras. Todo mundo foi embora. Enquanto estava andando até o meu carro, as palavras de Hammer ecoavam na minha cabeça: ele estava certo, agora eu via o quanto significava para a ‘família’ de ‘Heroes’.” Roberts conclui seu artigo refletindo sobre as sequelas que a experiência deixou. “Eu internalizei um sentimento de raiva e derrota que nunca tinha sentido antes. Percebi que não tinha agência para exigir nada de um ambiente de trabalho no qual, mesmo assim, era esperado que eu entregasse um trabalho excelente”, disse. Para o ator, saber que qualquer outro trabalho poderia levar a uma experiência similar o deixou “exausto” da profissão. “Eu me afastei de colegas, amigos e entes queridos, porque acreditava ser um fracassado, que tudo podia ter sido diferente se eu fosse um ator ou uma pessoa melhor. Minha voz e minha luz foram enfraquecidas”, continuou. “Será que as pessoas com quem trabalhei eram racistas? Mesmo agora, meu instinto é dizer que não, que conheci muita gente incrível em ‘Heroes’, gente que eu chamo de ‘amigo’ até hoje. […] Mas será que dizer isso, mesmo que seja verdade, nega que eu tenha trabalhado em um ambiente onde a branquitude era o padrão, o ideal? Ou que o meu propósito naquela série era preservar esse ideal, na frente das câmeras e atrás delas, não importa o quanto isso me prejudicasse como artista, profissional e homem? Não, não nega.” Com a repercussão do texto, Ali Larter respondeu aos relatos do ex-colega de elenco: “Me sinto profundamente triste ao ouvir sobre a experiência de Leonard Roberts em ‘Heroes’, e estou de coração quebrado ao ler sobre a percepção que ele tinha do nosso relacionamento, que não combina com a minha memória, ou a minha experiência, da série. […] Peço desculpas pelo papel que posso ter desempenhado na experiência dolorosa dele naquela época, e desejo a ele e sua família tudo de melhor”, ela se manifestou, ao ser contatada pelo site TVLine. Kring e Hammer também se defenderam das acusações. O criador da série disse que reunir um elenco diverso sempre foi uma prioridade para ele em “Heroes”, mas reconheceu o seu erro ao não incluir roteiristas e outros profissionais negros por trás das câmeras. Já o produtor disse apenas que “14 anos é muito tempo atrás”, mas se lembrava de Roberts “como um ótimo profissional”.
Noomi Rapace será Hamlet em filme com mudança de gênero
A atriz sueca Noomi Rapace (“Prometheus”) vai liderar o elenco de uma nova adaptação de “Hamlet”, que pretende ser a mais radical de todas. Desta vez, o personagem-título da peça clássica de William Shakespeare sofrerá uma mudança de gênero, transformando-se em mulher. A adaptação está sendo escrita pelo islandês Sjón Sigurdsson, autor de músicas da cantora Björk e dos roteiros dos vindouros “The Northman”, de Robert Eggers (“A Bruxa”), e “Lamb”, também estrelado por Rapace. Já a direção ficou a cargo do cineasta iraniano Ali Abbasi, responsável pela impactante fantasia de monstros “Border” (2018). Por sinal, o filme vai reunir Abbasi com a mesma produtora de “Border”, a empresa sueca Meta Film. Abbasi, que tem descendência sueco-dinamarquesa e se formou na Escola de Cinema Dinamarquesa, disse, em comunicado que o filme seria uma vingança contra Shakespeare. “Shakespeare roubou de nós a história de ‘Hamlet’. Agora é a nossa vez de reivindicá-la de volta e fazer uma versão tão insana e tão sangrenta que o fará virar em seu túmulo. Vamos tornar ‘Hamlet’ ótimo de novo!” Noomi Rapace acrescentou: “’Hamlet’ é um projeto dos sonhos em sua forma mais pura e explosiva. Espero, sonho, desejo isso desde que sou atriz. Projeto isso tanto pelo material quanto pela aliança criativa que o cerca. Ali, Sjón e Meta representam para mim a criatividade do mais alto nível. Eles são verdadeiramente corajosos e inovadores em suas diferentes áreas e estão sempre no topo de seu jogo. Estrelar uma história dinamarquesa com um toque escandinavo e trazê-la ao mundo com este grupo de pessoas é um sonho.”
Wagner Moura entra no novo filme dos diretores de Vingadores: Ultimato
O brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) se juntou ao elenco grandioso do próximo filme dos diretores Joe e Anthony Russo, de “Vingadores: Ultimato”. Os responsáveis pelo maior blockbuster de todos os tempos estão à frente de “The Grey Man”, que será o filme de maior orçamento na história da Netflix. A produção da AGBO e Sony já tinha definido Ryan Gosling (“La La Land”), Chris Evans (também de “Vingadores: Ultimato”) e a cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”) como protagonistas. Agora, além de Wagner Moura, também anunciou a inglesa Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), o indiano Dhanush (“Karnan”) e a menina Julia Butters (“Era Uma Vez Em… Hollywood”). Os Russos escreveram o roteiro, que recebeu um polimento de Christopher Markus e Stephen McFeely, seus parceiros em quatro filmes da Marvel. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). O personagem de Gosling, o matador freelance Court Gentry, também apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA. Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”. Outra curiosidade é que “The Grey Man” será o terceiro filme consecutivo de Wagner Moura para a Netflix e o também o terceiro em que ele trabalhará com Ana De Armas, após contracenar com a cubana em “Sergio” e “Wasp Network: Rede de Espiões”.
Sombra e Ossos: Teaser anuncia data da nova série de fantasia juvenil da Netflix
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “Sombra e Ossos” (Shadow and Bone), série de fantasia baseado na coleção de best-sellers juvenis de Leigh Bardugo sobre o universo Grisha. O vídeo anuncia que a produção será lançada em abril. A série foi desenvolvida por Eric Heisserer, roteirista de “Birdbox” (2018) e “A Chegada” (2016), e se passa em um mundo devastado pela guerra, onde a órfã e soldado Alina Starkov acaba de descobrir um poder extraordinário. Com a ameaça monstruosa da Dobra das Sombras à espreita, Alina é separada de tudo o que conhece para treinar e fazer parte de um exército de elite de soldados mágicos conhecidos como Grisha. Enquanto aprende a controlar seus poderes, ela percebe que os aliados e inimigos não são tão diferentes assim e que nada nesse mundo é o que parece. Além de tudo isso, existem forças malignas em jogo, incluindo um grupo de criminosos muito carismáticos – e só a magia pode não ser suficiente para sobreviver. O papel principal será desempenhado pela estreante Jessie Mei Li, uma jovem atriz inglesa com experiência teatral e que também estará no vindouro filme de Edgar Wright “Last Night in Soho”, com estreia também prevista para abril. O resto elenco ainda destaca Archie Renaux (“Hanna”), Freddy Carter (“Pennyworth”), Amita Suman (“The Outpost”), Kit Young (“A Midsummer Night’s Dream”) e Ben Barnes (“Justiceiro”). Veja abaixo o teaser e a primeira foto do elenco da atração.












