Cinemas poderão reabrir em Salvador a partir de segunda
Os cinemas, teatros e centros de eventos de Salvador poderão reabrir a partir da próxima segunda-feira (14/10), indicou o prefeito ACM Neto (DEM). Ao falar com a imprensa sobre a reabertura nesta sexta, o prefeito afirmou que os cinemas deverão seguir um protocolo de medidas de prevenção definido pelo setor, e terão o horário de funcionamento de segunda a domingo, das 12h às 23h. A venda de ingressos deverá ser feita, preferencialmente, por meio digital. “Os resultados de Salvador no combate ao novo coronavírus têm sido excelentes nesses seis meses de medidas contra a doença. Quando anunciamos a reabertura de alguma atividade é porque temos plena convicção de que isso pode acontecer com segurança”, afirmou ACM Neto. Em uma das medidas de prevenção definidas, ingressos para poltronas adjacentes só poderão ser compradas pelo mesmo cliente — e, mesmo assim, apenas dois assentos. Para clientes diferentes, um distanciamento mínimo de duas poltronas será exigido. Além disso, haverá medição de temperatura dos espectadores na entrada e o uso de máscaras será obrigatório. As mesmas regras básicas servirão para os teatros, locais de shows e eventos.
Western afro-americano de Jay-Z vai reunir Idris Elba, Regina King e grande elenco
A Netflix revelou o elenco de “The Harder They Fall”, western produzido pelo rapper Jay-Z. E é uma reunião impressionante de astros afro-americanos. Regina King (“Watchmen”), Zazie Beetz (“Coringa”), Lakeith Stanfield (“Entre Facas e Segredos”), Delroy Lindo (“Destacamento Blood”), Edi Gathegi (“Briarpatch”), Danielle Deadwyler (“P-Valley) e RJ Cyler (“Scream: The TV Series”) juntaram-se a Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) e Jonathan Majors (“Lovecraft Country”) na produção. Elba e Majors estavam escalados desde o ano passado nos papéis principais. A trama acompanha Nat Love (Majors), bandido que descobre que seu inimigo, Rufus Buck (Idris Elba), está para sair da prisão. Assim, Love reúne sua gangue para caçar Buck e se vingar. O filme tem roteiro de Boaz Yakin (de “Fresh” e “Truque de Mestre”) e será o segundo western afro-americano do diretor Jeymes Samuel, que estreou com “They Die By Dawn” – juntando Michael Kenneth Williams, Giancarlo Esposito, Rosario Dawson e Jesse Williams em 2013 – , antes de assinar o clipe de “Legacy”, de Jay-Z. As filmagens devem começar ainda este ano para um lançamento em 2021 na plataforma de streaming. Okay, the anticipation for “The Harder They Fall” just got SUPER real!! The amazing Zazie Beetz, Regina King, Delroy Lindo, LaKeith Stanfield, Danielle Deadwyler, Edi Gathegi and RJ Cyler join Jonathan Majors and Idris Elba in the Western – coming soon to @netflix!! pic.twitter.com/MHvhOdIUNH — Strong Black Lead (@strongblacklead) September 11, 2020
Lindsay Lohan é processada por livro que cobrou para fazer e não escreveu
A editora HarperCollins está processando Lindsay Lohan por conta de um adiantamento para que ela escrevesse um livro que nunca começou. A atriz recebeu US$ 365 mil para escrever sua autobiografia, mas nunca entregou sequer um primeiro rascunho, diz a editora HarperCollins. Segundo o jornal USA Today, a empresa decidiu dar entrada num processo na quinta-feira (10/9) em Nova York para ser reembolsada. De acordo com o processo, Lohan e HarperCollins assinaram o contrato em 2014, e os representantes da atriz prometeram que o livro estaria pronto em maio do ano seguinte. A editora esperou até março de 2017, e quando a obra não foi enviada, revisaram o acordo com Lohan. Para esse trabalho, a editora fez um adiantamento em dinheiro. Mais tempo se passou e, em setembro de 2018, a HarperCollins comunicou aos representantes de Lohan que estava cancelando o acordo e exigindo o dinheiro de volta. O processo só foi iniciado quando a atriz resolveu se esquivar da cobrança. Como resultado, além do reembolso dos US$ 365 mil originais, a editora quer também que Lohan pague os advogados que precisou contratar para o caso.
Bruised: Estreia de Halle Berry na direção deve ser lançada pela Netflix
A Netflix está finalizando uma negociação para distribuir “Bruised”, filme que marca a estreia de Halle Berry na direção. Segundo os sites The Hollywood Reporter e Deadline, a plataforma de streaming pode pagar até US$ 20 milhões pelos direitos do filme, no recém-aberto mercado de negócios do Festival de Toronto. Em “Bruised”, Berry dá vida a Jackie “Justice”, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para a mãe, ela precisa sair da aposentadoria e enfrentar no ringue uma jovem estrela do esporte. Para as filmagens, a atriz de 53 anos treinou com brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA, e encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. O roteiro foi escrito pela estreante Michelle Rosenfarb e o projeto tem produção da equipe de “John Wick 3” – que Berry também estrelou. A première vai acontecer no sábado (12/9) no Festival de Toronto, e por conta disso a primeira imagem oficial do filme foi divulgada (acima).
Gravações de Supernatural terminam com despedidas de “Sam” e “Dean”
Acabou. “Supernatural” encerrou suas gravações em Vancouver, no Canadá. A cena derradeira do capítulo final foi registrada na quinta (10/9) e os intérpretes dos irmãos Winchester marcaram o último dia no set com mensagens nas redes sociais. Jared Padalecki, intérprete de Sam, emocionou-se no Instagram. “Meu último dia como Sam Winchester”, ele escreveu, ao lado de uma foto se dirigindo para as gravações. “Obviamente, minha cabeça está girando e minhas emoções estão lá em cima, mas ainda temos um tempinho. Muito obrigado a todos vocês pelo incrível montante de amor e apoio que mandaram na nossa direção nestas últimas horas. Definitivamente estamos sentindo a vibração.” Já Jensen Ackles, o Dean, postou três fotos do seu último dia com o Impala da série, que ele vai levar para casa como “lembrancinha”. “Hoje é o último dia de uma jornada de 15 anos que mudou minha vida. Para aqueles com quem trabalhei, aqueles que assistiram e nos apoiaram… vocês nunca vão entender o quanto eu aprecio o que vocês fizeram. ‘Obrigado’ não é o bastante. Não existem palavras. Sou grato demais por estas memórias, que ficarão comigo para sempre”, escreveu. A série, na verdade, deveria ter terminado em maio nos EUA, mas a pandemia impediu as gravações de três capítulos e a pós-produção de mais quatro, adiando a despedida dos irmãos caçadores de monstros por alguns meses. “Supernatural” vai voltar em 8 de outubro para apresentar seus sete capítulos derradeiros, com a exibição do último episódio marcada para 19 de novembro. Ainda não há previsão para a exibição desta reta final no Brasil, mas o canal pago Warner já transmitiu todos os capítulos exibidos nos EUA. Ver essa foto no Instagram Well, here goes… I write this as I head to my last day of #Supernatural. My last day with #SamWinchester. Obviously, my head is spinning and my emotions are stratospheric, but there’s still a bit of time left on the clock. Thank y’all SO MUCH for the incredible amount of love and support that’s been headed our way, in these final hours. It’s definitely been felt. I’ll check in soon, but, for now, #WeHaveWorkToDo #spnfamily Uma publicação compartilhada por Jared Padalecki (@jaredpadalecki) em 10 de Set, 2020 às 1:46 PDT Ver essa foto no Instagram Woke up at 6am this morning. That alarm went off with a heavy tone. Today is the final day of a 15 year journey. One that has changed my life forever. To those I have worked with on this journey and to those who have watched and supported…you will never understand my great appreciation for you. “Thank you” doesn’t cover it. There just aren’t words. I’m so grateful for these memories that I will carry with me forever. What a ride it has been. And what a run. #spnfamilyforever here are a few shots from our final days…including today. I’ll try and send more later, but in true SPN form…we are in the middle of “nowhere” and have zero service. Go figure. Stay tuned. Uma publicação compartilhada por Jensen Ackles (@jensenackles) em 10 de Set, 2020 às 3:17 PDT
Harry Styles vai estrelar suspense de Olivia Wilde
O cantor Harry Styles foi escalado em “Don’t Worry Darling”, suspense dirigido por Olivia Wilde (“Fora de Série”). Três anos depois de fazer sua estreia como ator em “Dunkirk”, o ex-One Direction vai contracenar com Florence Pugh (indicada ao Oscar por “Adoráveis Mulheres”) e Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) no filme. Ele substitui Shia LaBeouf, que precisou se afastar do projeto por conflitos de agenda. O roteiro de “Don’t Worry Darling” foi escrito pelos irmãos Shane e Carey Van Dyke (do terror “O Silêncio”), que são netos do veterano ator Dick Van Dyke, e foi reescrito por Katie Silberman, coautora do roteiro de “Fora de Série”. A trama se passa em uma comunidade isolada no deserto da Califórnia (EUA), nos anos 1950, onde uma dona de casa descobre uma verdade perturbadora sobre sua vida aparentemente perfeita. Wilde também vai atuar no filme, mas o destaque principal será para Pugh, atriz em ascensão, que também estrela “Viúva Negra”, próximo lançamento da Marvel nos cinemas. A produção está a cargo do estúdio New Line, que disputou os direitos de “Don’t Worry Darling” com serviços de streaming, apostando em Wilde, recém-transformada em diretora com a comédia adolescente “Fora de Série”. Lançado no ano passado, “Fora de Série” fez boa bilheteria e arrancou muitos elogios a crítica, chegando a render a Wilde o prêmio de Melhor Filme de Estreia no Film Independent Spirit Awards, a premiação do cinema americano independente. Antes desse trabalho, ela era mais conhecida por ter vivido a médica Thirteen (Treze) na série “House” e a heroína Quora em “Tron: O Legado”.
Madonna confirma que está escrevendo filme de sua vida
Depois de atiçar os fãs por um mês inteiro, com vídeos em que falava da carreira para a roteirista Diablo Cody, vencedora do Oscar por “Juno” (2007), Madonna confirmou que o projeto em que as duas estão trabalhando é mesmo um filme autobiográfico. Em live no Instagram, a cantora foi direto ao ponto, dizendo que a produção é “sobre minha luta como mulher e artista tentando sobreviver no mundo dos homens. É realmente a jornada feliz, triste, insana, louca, boa, má e feia”. Num vídeo postado na quinta (10/9), ela celebrou ter ultrapassado as 100 primeiras páginas do roteiro. “E tenho tanto mais para contar…” O filme vai abordar seu surgimento na Manhattan dos anos 1980, ao lado de artistas como Andy Warhol, Keith Haring, Jean-Michel Basquiat e Martin Burgoyne, e a cena dançante da época. “Honestamente, [aquela fase foi] um dos melhores momentos da minha vida, e um dos piores também. Espero poder retratar ou expressar como foi emocionante para mim em todos os sentidos”, ela afirmou. A cantora também adiantou que a obra não será um musical, ainda que tenha muita música envolvida. E prometeu “uma cena incrível da composição da canção ‘Like a Prayer'”, a história de sua experiência “devastadora” com a Pepsi e os bastidores da canção “Vogue”. Ela ainda garantiu que retratará alguns episódios conturbados da carreira, citando brigas nos bastidores de “Evita” (1996) com Andrew Lloyd Webber, autor do musical que inspirou o longa. “Tive alguns colapsos nervosos me preocupando com a chance de ser demitida todos os dias”, ela revelou. Madonna só não contou se, além de ajudar Diablo Cody a desenvolver o roteiro, vai querer ela própria dirigir sua história. Não há maiores detalhes, como estúdio envolvido, sugestões de elenco ou previsão de estreia. Ainda em gestação, o projeto deve demorar para nascer. Veja abaixo alguns dos vídeos da interação entre Madonna e Diablo Cody na criação do projeto. Ver essa foto no Instagram #screenplay #diablocody #jamesbaldwin Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 10 de Set, 2020 às 2:08 PDT Ver essa foto no Instagram …………..I can’t make shit up! But in fact I dont need to. The truth will set you free and also be devastating! 😨😀😬😂 #screenplay #diablocody #movie #massiveattack Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 8 de Set, 2020 às 4:28 PDT Ver essa foto no Instagram Looking back its hard to believe that this book caused so much controversy……………………. And have we moved forward? Is the Patriarchal world we live in ready to accept Women expressing their Sexuality? …………………..#sex #wap #controversy #diablocody Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 5 de Set, 2020 às 1:11 PDT Ver essa foto no Instagram #screenplay #diablo #davidbanda Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 2 de Set, 2020 às 4:42 PDT Ver essa foto no Instagram Will work for 🥜 Nuts!!! #diablo #madonnalouise Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 26 de Ago, 2020 às 1:06 PDT ‘
Mulher-Maravilha 1984 é adiado para o Natal nos EUA
A Warner Bros voltou a adiar a estreia de “Mulher-Maravilha 1984” nos cinemas. Previsto para o começo de outubro nos EUA, o longa agora será lançado no dia de Natal. O motivo foi o desempenho doméstico de “Tenet”, muito abaixo do planejado – uma abertura de cerca de US$ 20,2 milhões no fim de semana passado – , uma vez que muitos cinemas ainda permanecem fechados devido à pandemia de coronavírus. Mesmo com o adiamento para 25 dezembro, o filme estrelado por Gal Gadot é o próximo lançamento da Warner programado para os cinemas. Os estúdios de cinema vêm mudando suas agendas há meses, empilhando adiamentos enquanto a indústria tenta se recuperar da pandemia de Covid-19, que forçou cinemas de todo o mundo a fecharem suas portas em março. Apesar das salas estarem reabrindo lentamente com limites de capacidade, poucos países retomaram plenamente a atividade cinematográfica. A China é uma dessas exceções, ameaçando tomar dos EUA a condição de maior mercado cinematográfico do mundo. No Brasil, “Mulher-Maravilha 1984” tinha acabado de sofrer seu mais recente adiamento, transferido para novembro. A mudança nos EUA deve afetar a data nacional, pois também no país a maioria dos cinemas continua fechada.
China proíbe críticas independentes e destrói estreia de Mulan no país
A Disney está aprendendo uma lição bastante valiosa, digna de suas fábulas mais moralistas, com o lançamento de “Mulan” na China. Após fazer tudo para agradar o governo chinês, o estúdio viu sua produção ser alvo de uma espécie de censura branca do governo do país. Segundo as agências de notícias, autoridades chinesas orientaram os principais meios de comunicação a não cobrirem a estreia do filme nesta sexta (11/9). Foram proibidas críticas independentes sobre o filme. A ordem teria relação com a campanha de boicote de ativistas pró-democracia, mas por motivo diverso. Os ativistas chamaram a atenção internacional sobre as ligações do filme com a região de Xinjiang, onde ocorreram as filmagens. Os créditos finais do longa agradecem as autoridades da região. O problema é que, povoado majoritariamente pela minoria muçulmana do país (os uigures), o local teria sido palco de inúmeras violações de direitos humanos cometidas pelo governo central chinês. Uma investigação internacional realizada em 2019 e por 17 veículos de imprensa, como a BBC e os jornais Le Monde e The New York Times, teve acesso a documentos que mostram que cerca de 1 milhão de uigures foram aprisionados e torturados em campos de reeducação em Xinjiang. Os moradores afirmam ter sido submetidos a regimes de doutrinação política exaustiva, trabalho forçado e esterilização — parte de um suposto programa para suprimir as taxas de natalidade na população muçulmana. O estúdio americano acabou queimando seu filme ao endossar as autoridades do local. Ao mesmo tempo, recebeu em retorno o tratamento de quem foi infectado por um vírus terrível, que o governo chinês trata de isolar com uma quarentena forçada de mídia. O mercado chinês era a grande esperança da Disney para recuperar o grande investimento feito no filme, orçado em cerca de US$ 200 milhões. Por conta disso, a Disney já tinha relevado comentários da estrela Liu Yifei, intérprete de Mulan, em favor da repressão policial às manifestações pró-democracia de Hong Kong. Baseado em uma história folclórica chinesa, “Mulan” foi concebido para atrair o público da China, o segundo maior mercado de cinema do mundo – na verdade, o primeiro após a pandemia de coronavírus. Mas a censura na imprensa deve impedir que a produção atinja a arrecadação esperada. Para piorar, o Global Times, jornal do regime e único órgão de imprensa autorizado a criticar o longa, atacou o “baixo nível artístico” e “incompreensão da cultura chinesa” da produção, o que, inclusive, já teria levado “ao fracasso de Mulan na China”. “O filme foi rejeitado devido à sua representação hipócrita, que falhou em ressoar com o público chinês”, afirma o texto, decretando a despedida do longa no dia de sua estreia. A China prefere que “Mulan” saia logo de cartaz para que as polêmicas que o acompanham saiam das pautas e sejam esquecidas. Ao final, a Disney se sujeitou a enxovalhar sua imagem de defensora de direitos humanos em troca de um punhado de yuans, a moeda chinesa. Achando que ia se banquetear, saiu da trilha certa e segura para tomar um atalho. Engambelada, acreditou que o lobo era uma vovozinha. Há uma moral da história aqui.
Stevie Lee (1966- 2020)
O ator Stevie Lee, que ficou conhecido após fazer o filme “Jackass 3D”, faleceu na última quarta-feira (9/9), aos 54 anos, de causa não divulgada pela família. Lee, cujo nome completo era Stevie Lee Richardson, começou sua carreira como lutador profissional em 2002 no programa de pay-per-view “NWA: Total Nonstop Action”. Mais tarde, ele criou a organização Half-Pint Brawlers, produzindo um programa de lutadores anões em 2010 na Spike TV. Seu nome de luta era Puppet The Psycho Dwarf. O pequeno atleta ficou famoso no mesmo ano, ao aparecer como ele mesmo no longa-metragem “Jackass 3D”, e após bisar a aparição na sequência, “Jackass 3.5 – Sem Censura” (2011), passou a seguir a carreira de ator. Ele chegou a aparecer como um munchkin em “Oz: Mágico e Poderoso” (2013), de Sam Raimi, mas seu trabalho de maior destaque foi uma participação na série “American Horror Story”, durante a temporada de “Freak Show”, como um “Psycho Dwarf” de circo, em 2014. Seu último trabalho foi em “Baby Fever The Movie” (2019), comédia lançada direto em vídeo nos EUA. Sem dinheiro para fazer o funeral, a família de Stevie criou uma campanha de financiamento coletivo no site GoFundMe para conseguir custear o enterro. Uma mensagem na página diz que ele morreu de “forma inesperada”.
Kate Winslet se diz arrependida de filmar com Woody Allen e Roman Polanski
A atriz Kate Winslet disse ter se arrependido de trabalhar com os diretores Woody Allen e Roman Polanski. A declaração foi dada em entrevista publicada pela revista Vanity Fair. Em 2011, ela ela estrelou “Deus da Carnificina”, de Polanski, e, em 2017, “Roda Gigante”, dirigido por Allen. “O que eu estava fazendo?”, disse Winslet à revista. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “O Leitor” (2009), ela ainda comentou que acha “inacreditável” que os dois cineastas “tenham sido respeitados e donos de um amplo prestígio na indústria do cinema por tanto tempo”. “Tenho de assumir a responsabilidade de ter trabalhado com os dois. É muito vergonhoso”, desabafou a atriz, que ainda lamentou não poder voltar no tempo. Apesar dessa adesão à narrativa de Ronan Farrow, que já comparou seu pai ao produtor Harvey Weinstein, condenado pelo abuso de várias mulheres, a verdade é que Woody Allen é um caso bem diferente de Roman Polanski. Ele é alvo de uma campanha de difamação movida por seus filhos, Dylan e Ronan Farrow, que sob influência da mãe Mia Farrow (inimiga mortal de Allen), pressionam parceiros de negócios e atores a abandoná-lo, como Winslet fez agora. A pressão acontece pelas redes sociais, com ameaças de cancelamento a quem não aderir, e partem das acusações contra o diretor por um suposto abuso cometido em Dylan quando ela tinha sete anos, em 1992, em plena fase de separação entre Allen e Mia Farrow e o escândalo de seu relacionamento com a enteada da ex-mulher. O caso foi investigado pela Justiça americana não uma, mas duas vezes na ocasião, e em ambas a conclusão foi pela inocência do diretor. Ninguém mais o acusa de nada e nenhuma atriz, inclusive Winslet, cita qualquer inconveniência de sua parte durante seus trabalhos. Atualmente, o diretor tem duas filhas de 20 e 21 anos com sua esposa Soon Yi (a enteada de Mia) que o adoram. Polanski, por sua vez, admitiu sua culpa e chegou a ser preso por estuprar uma menina de 13 anos em 1977, fugindo dos EUA para a França (de onde não pode ser extraditado), antes da sentença final. Após o movimento #MeToo, várias outras mulheres, inclusive atrizes, acusaram o diretor de ter abusado delas nos anos 1970, quando também eram menores ou muito jovens. Após as novas denúncias, o diretor franco-polonês foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, mas venceu o César (o Oscar francês) deste ano por “O Oficial e o Espião”, alimentando o desconforto de atrizes francesas. Já Woody Allen continua membro da Academia. Ele chegou a dizer que temia ver o #MeToo transformado em caça às bruxas, mas ninguém o acusou de nada novo desde que o movimento enquadrou vários diretores, produtores e astros poderosos de Hollywood. Simplificando: Roman Polanski admite culpa, fugiu da Justiça e recebeu várias outras acusações de abuso sexual. Woody Allen se diz inocente, enfrentou a Justiça, foi julgado inocente e nunca mais foi acusado de nenhum abuso.
Globo dispensa Glória Menezes e Tarcísio Meira após meio século de novelas clássicas
A Globo dispensou o casal mais famoso de sua História, Glória Menezes e Tarcísio Meira, após mais de meio século de contrato. Os astros que marcaram época nas novelas da emissora não tiveram seus contratos renovados. O fim do vínculo de 53 anos é resultado da política de cortes de gastos que a emissora está implementando por conta da pandemia do coronavírus, que reduziu suas receitas publicitárias em cerca de 30%. O casal estreou na emissora em 1967, na novela “Sangue e Areia”, de Janete Clair (1925-1983), e levou seu romance para as telas em produções clássicas como “Irmãos Coragem” (1970), “Cavalo de Aço” (1973), “Espelho Mágico” (1977), “Guerra dos Sexos” (1983), “Torre de Babel” (1998) e “A Favorita” (2008), entre muitas outras. Como aconteceu com outros atores que não tiveram o vínculo renovado pela emissora, eles poderão voltar a Globo para novos projetos, só que contratados por obra e não mais por longo prazo. “Tarcísio e Glória, com quem tivemos uma longa parceria de sucesso, têm abertas as portas para projetos em nossas múltiplas plataformas. Nos últimos anos, temos tomado uma série de iniciativas para preparar a empresa para os desafios do futuro. Com isso, temos evoluído nos nossos modelos de gestão, de criação, de produção e de desenvolvimento de negócios. Em sintonia com as transformações do mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas com seus talentos”, disse a Globo em nota. Os dois astros dão ainda maior peso à lista de estrelas dispensadas pela Globo em 2020, que já incluía Renato Aragão, com 44 anos de casa, e Miguel Falabella, 38 anos. Além de Aguinaldo Silva, Zeca Camargo, Vera Fischer, José de Abreu e vários outros cortados. Atualmente com 84 anos, o último papel de Tarcísio Meira na emissora foi na novela “Orgulho e Paixão” (2018), com o personagem Lorde Williamson. Ele precisou abandonar a produção quatro meses antes do previsto porque estava com a saúde debilitada por uma insistente infecção pulmonar. Já Gloria Menezes, que completa 86 anos em outubro, está no ar com seu derradeiro papel, a ricaça megera Stelinha, na reprise de “Totalmente Demais” (2015). Vale observar que os cortes não refletem uma crise financeira na emissora. Ao contrário. Desde que passou a dispensar artistas de longo vínculo, que recebiam salários sem trabalhar, a emissora passou a registrar lucros cada vez maiores. De fato, o lucro disparou 215% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre abril e junho de 2019, sem coronavírus e com muitas produções em andamento, a Globo teve saldo positivo de R$ 178 milhões. Já no segundo trimestre de 2020, com cortes na folha de pagamento e gastos em produções suspensos pela pandemia, a emissora lucrou R$ 560 milhões.
Estreias online: A polêmica de Lindinhas, o doc de Caetano e mais 10 lançamentos
A programação de estreias digitais do fim de semana está mergulhada em polêmica, graças a “Lindinhas” (Cuties). O filme não virou assunto porque a cineasta Maïmouna Doucouré foi uma das primeiras mulheres negras a vencer o prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance ou pelos elogios rasgados da crítica internacional – 88% de aprovação no Rotten Tomatoes – , mas por um equívoco calamitoso do marketing da Netflix. Um cartaz da plataforma sensualizou as personagens pré-adolescentes da produção e transformou a obra em vítima da guerra cultural. A Netflix assumiu o erro e pediu desculpas. Mas na guerra dos cruzados digitais, que não poupa nem “Frozen”, o filme virou apologista de pedofilia. Há campanhas ativas contra a produção na internet, que incentivam quem não o viu a dar “dislikes” e notas baixas em sites como o RT, IMDb e Metacritic, além de hashtags pedindo boicotes. A diretora contou que tem recebido até ameaças de morte. Tudo muito veloz e furioso. Só que, dependendo do ponto de vista, “Lindinhas” pode ser encarado como o posto do que o acusam, um drama que questiona a sexualização precoce das crianças, baseada na infância da própria diretora, além de refletir sobre a influência das mídias sociais na formação dos mais jovens. Se isso parece polêmico, lembrem-se das criancinhas que dançavam na boquinha da garrafa, imitando as tardes do “Domingo Legal”, de Gugu Liberato. Por curiosidade, o filme acabou sendo lançado no Brasil com o título original, “Mignonnes” em francês, após toda a confusão. Mas durante a divulgação inicial, ele ficou conhecido como “Lindinhas” no país. Mudar o título não muda o filme, só mostra que o marketing da Netflix não funciona mesmo como deveria. O outro destaque da semana também pode parecer polêmico para alguns. “Narciso em Férias” contesta negacionistas que dizem que no Brasil não houve ditadura e defendem a volta do AI-5 como panaceia para resolver todos os problemas do país. O AI-5 foi o instrumento de exceção utilizado pela ditadura para prender e esconder a prisão de Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968. O documentário, que teve première no Festival de Veneza, traz Caetano relembrando detalhes dos eventos traumáticos da época, quando os jornais foram proibidos de noticiar a sua detenção, motivada, como revela o filme, por fake news e pela violência arbitrária do regime. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais, lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos) e produções trash, que em outros tempos sairiam diretamente em DVD – como “Rogue”, pior filme da carreira de Megan Fox. Mignonnes | França | 2020 O filme é premiado, as críticas são positivas e até o governo da França incentiva as pessoas a vê-lo, mas quem não viu acredita que ele é horroroso, porque supostamente promove pedofilia. A obra acompanha o esforço de uma pré-adolescente para se integrar com a turma de garotas legais da sua escola. Tudo gira em torno da disputa de um concurso de dança. O problema é que a protagonista é uma menina negra muçulmana de 11 anos, criada numa família de imigrantes senegaleses no bairro mais pobre de Paris. O grupo de meninas a que ela se junta contrasta fortemente com os valores tradicionais de sua mãe e ela logo se influencia, agindo contra o que aprendeu. Ao retratar a dança das crianças, o filme também aborda a hiper sexualização das meninas nos dias de hoje. Infelizmente, o marketing da Netflix chutou o balde e enfatizou justamente o que a obra critica, sensualizando as protagonistas em seu cartaz. Isto disparou campanhas de ódio. Inspirado na infância da diretora Maïmouna Doucouré, o filme merece ser bastante comentado, mas é bom vê-lo também. Disponível na Netflix Narciso em Férias | Brasil | 2020 Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”), o documentário traz Caetano Veloso compartilhando suas memórias do cárcere e as canções que marcaram o período, quando foi preso com seu amigo Gilberto Gil em 1968 e posteriormente exilado do Brasil. Caetano relembra o período de arbitrariedade, refletindo a descoberta recente de documentos que mostram que sua prisão foi motivada por fake news. Paralelamente, ele toca as músicas que criou e que o ajudaram a superar o trauma de se ver preso sem saber porquê e sem direitos. Disponível na Globoplay Alice Júnior | Brasil | 2019 Premiado nos festivais do Rio, Brasília, Mix Brasil e exibido em Berlim, o filme de Gil Baroni (“O Amor de Catarina”) acompanha uma adolescente transexual que se muda com a família de Recife para o interior do país. Na nova cidade, mais conservadora, ela sofre preconceito dos colegas de escola e tem dificuldades para expressar a própria identidade de maneira livre. Mas logo vai se soltando e conquistando seu espaço, ajudando também o filme a se assumir mais comédia teen que melodrama de novela. A produção adota uma estética atual, ao apresentar a protagonista como YouTuber, e utiliza linguagem dessa mídia para dar à trama o tom alegre de um fábula moderna. Revelação do longa, Anne Celestino levou o prêmio de Melhor Atriz em Brasília por sua Alice. Disponível na Google Play, iTunes, Looke, Now, Oi Play, Vivo Play e YouTube Filmes #Alive | Coreia do Sul | 2020 Depois do blockbuster “Invasão Zumbi” e da impressionante série “Kingdom”, “#Alive” (#Saraitda) voltou a demonstrar o apelo do tema dos zumbis na Coreia do Sul. Primeiro filme a atrair 1 milhão de espectadores em sua estreia durante a pandemia de coronavírus – ainda em junho! – , a produção contou a seu favor com dois jovens astros muito populares no país, Yoo Ah-In (o protagonista de “Em Chamas”) e Park Shin-Hye (da série “Memórias de Alhambra”). Eles vivem sobreviventes ilhados em seus apartamentos quando zumbis tomam conta das ruas da cidade. Na trama com ecos da pandemia real, até descobrir Park Shin-Hye num prédio vizinho, o personagem de Yoo Ah-In credita estar sozinho em meio à horda de mortos-vivos. A descoberta faz os dois abandonarem suas quarentenas para tentarem um encontro arriscado num mundo tomado pelo contágio zumbi. Disponível na Netflix A Babá: Rainha da Morte | EUA | 2020 A sequência de “A Babá” traz de volta o elenco do divertido terrir de 2017 para assombrar novamente Cole (Judah Lewis), o sobrevivente do massacre original. Ele é convencido a deixar o estresse para trás e aproveitar um fim de semana distante de tudo. Só que os serial killers mortos no primeiro filme têm outros planos e retornam do além para outra tentativa de assassinar o adolescente. Novamente dirigido por McG, a continuação também traz de volta Robbie Amell, Bella Thorne, Emily Alyn Lind, Andrew Bachelor, Ken Marino, Hana Mae Lee, Leslie Bibb, Carl McDowell, Chris Wylde e, claro, Samara Weaving, que virou estrela após interpretar a Babá original. Desde então, ela fez “Casamento Sangrento” (Ready or Not) e “Bill & Ted: Encare a Música”. Na verdade, ficou tão famosa que, agora, retorna só numa pequena participação especial. Disponível na Netflix Vem com o Papai | EUA | 2019 Elijah Wood (“O Senhor dos Anéis”) revolve atender ao pedido do pai que mal conhece para visitá-lo em sua cabana distante, apenas para perceber que se meteu numa roubada. A comédia de terror é o primeiro filme dirigido pelo roteirista Ant Timpson, criador da franquia de horror “ABC da Morte”, e explora o clima sinistro com bastante humor negro. 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível em iTunes, Looke, Google Play e Vivo Play Alerta Lobo | França | 2019 Thriller de ação militar que caiu nas graças da crítica, com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, o primeiro filme dirigido pelo quadrinista Antonin Baudry (“O Palácio Francês”) se passa num submarino durante os momentos tensos que aproximam a França de uma guerra nuclear. Melhor Som no prêmio César (o Oscar francês), a produção tem um impacto sonoro impressionante. Não por acaso, a narrativa destaca um especialista em acústica, que precisa interpretar os sinais de radar que podem representar a diferença entre a vida e o apocalipse no fundo do mar. Disponível em iTunes e YouTube Filmes A Violinista | Finlândia | 2018 Um acidente interrompe a carreira de uma violinista virtuosa. Conformada em dar aulas para jovens, ela se encanta ao encontrar um aluno prodígio, até que a paixão compartilhada pela música transforma o relacionamento numa atração intensa. Primeiro longa dirigido pelo ator Paavo Westerberg (que nos anos 1980 foi o Príncipe de “A Rainha da Neve”), foi selecionado para festivais e agradou a crítica internacional. Disponível em iTunes, Looke e Now Um Bilhete Para Longe Daqui | Reino Unido | 2017 Dona de casa e mãe de família em depressão profunda se vê sufocada em meio às tarefas domésticas diante do marido alheio, até largar tudo num impulso e embarcar num trem para Paris. A performance superlativa de Gemma Arterton, indicada ao BIFA (premiação indie do cinema britânico), é o grande destaque desse drama triste e doloroso. Disponível em iTunes, Looke, Google Play e Vivo Play Sangue de Pelicano | Alemanha | 2019 A premiada atriz alemã Nina Hoss vive uma treinadora de cavalos policiais que decide adotar uma menina de 5 anos muito traumatizada. Quando a menina mostra seu comportamento violento e antissocial, ela fica determinada a ajudá-la. A direção é de Katrin Gebbe (“Nada de Mau Pode Acontecer”). Disponível em iTunes, Google Play, Now, Vivo Play e YouTube Filmes O Segredo: Ouse Sonhar | EUA | 2020 Baseado no best-seller de Rhonda Byrne, um dos maiores fenômenos editorais da auto-ajuda, o filme traz Katie Holmes (“Brahms: Boneco do Mal II”) e Josh Lucas (“Ford vs Ferrari”) como protagonistas, ilustrando como a lei da atração e a força dos pensamentos podem influenciar os rumos de uma vida. Na trama, Katie Holmes é uma mãe viúva que tem uma nova chance de recomeçar ao ser pedida em casamento pelo personagem de Jerry O’Connell (“Carter”), mas o destino coloca em seu caminho um homem misterioso (Lucas), que a ensina a desejar mais. O filme é dirigido por Andy Tennant (“Caçador de Recompensas”), que também ajudou a roteirizar a adaptação, transformando a lição quase religiosa (porque baseada em fé) de “O Segredo” em drama romântico. Ou, segundo a crítica, numa grande perda de tempo – só 28% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível em iTunes, Google Play, Looke, Now, Oi Play, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes O Dilema das Redes | EUA | 2020 O novo documentário premiado de Jeff Orlowski (“Em Busca dos Corais”) reúne especialistas em tecnologia e profissionais da área para fazer um alerta: as redes sociais estão tendo um impacto devastador sobre a democracia e a humanidade. O filme chama atenção para questões importante da atualidade, como controle de informações, disseminação de fake news e manipulação cibernética, que faz com que brigar por mentiras seja mais importante que prestar atenção em problemas reais, além de fomentar cisões e isolamento cada vez maior entre as pessoas. Disponível na Netflix












