A Maldição da Mansão Bly ganha primeiras fotos da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e as primeiras fotos de “A Maldição da Mansão Bly” (The Haunting of Bly Manor), nova minissérie de terror dos responsáveis por “A Maldição da Residência Hill” (The Haunting of Hill House). Após o sucesso da primeira trama, a plataforma transformou a minissérie original numa atração com formato de antologia, que a cada temporada contará uma história de assombração diferente. Assim como “Residência Hill” adaptou um clássico de terror da escritora Shirley Jackson (“A Assombração da Casa da Colina”), a nova história também leva às telas uma obra famosa: “A Volta do Parafuso”, de Henry James. Este livro já teve muitas adaptações cinematográficas. A mais famosa é de 1961, o filme “Os Inocentes”, estrelada por Deborah Kerr. Mas também há uma versão brasileira recente, “Através da Sombra” (2015), com direção de Walter Lima Jr., e até um filme deste ano, “Os Órfãos”, com Mackenzie Davis, Finn Wolfhard e Brooklynn Prince. A série foi desenvolvida pelo roteirista e diretor Mike Flanagan, especialista no gênero, que dirigiu os elogiados “O Espelho” (2013), “Ouija – A Origem do Mal” (2016) e “Doutor Sono” (2019), e sua 2ª temporada contará com alguns atores da “Residência Hill”, como Henry Thomas, Kate Siegel, Oliver Jackson-Cohen e Victoria Pedretti, que terá o papel principal na nova trama. Pedretti viverá Dani, que é contratada para cuidar de dois jovens órfãos numa velha e afastada mansão e, aos poucos, começa a notar acontecimentos estranhos ao seu redor. A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
Família de Chris Cornell não aprova filme sobre últimos dias do cantor
A família do cantor Chris Cornell (1964-2017) não aprovou o filme em produção sobre os últimos dias de vida do artista. Atualmente em pré-produção, o longa “Black Days” está selecionando atores e atrizes para compor seu elenco. Em comunicado, representantes da família de Cornell informaram que a obra “não foi sancionada ou aprovada” por eles. “Não fomos contactados por ninguém”, afirma o texto. A realização de “Black Days” está a cargo das produtoras Road Rage Filmes LLC e Amerifilmes LLC, pertencentes ao ator e músico Johnny Holiday – que interpretou o cantor Carl Perkins em “Johnny & June”, cinebiografia de Johnny Cash. Os representantes da produção não se pronunciaram publicamente sobre o comunicado divulgado pela família de Cornell. Vocalista de bandas como Soundgarden e Audioslave, o artista foi encontrado sem vida em um quarto de hotel de Detroit em maio de 2017, aos 52 anos, vítima de suicídio.
Frank Whaley acusa Jon Voight de agredi-lo nos bastidores de Ray Donovan
O ator Frank Whaley (“Pulp Fiction”) acusou o veterano Jon Voight (“Anaconda”) de esbofeteá-lo enquanto trabalhavam juntos na série “Ray Donovan”. As acusações foram publicadas logo após o astro de 81 anos, vencedor do Oscar por “Amargo Regresso” (1978) e pai da atriz Angelina Jolie participar da Convenção Nacional Republicana, que lançou a candidatura de Donald Trump à reeleição na segunda-feira (24/9). “F***-de Jon Voight”, escreveu Whaley, de 57 anos, num tuíte que ganhou mais de 100 mil curtidas. “Em ‘Ray Donovan’, ele me deu um tapa na cara no meio de uma cena porque não conseguia acompanhar, e então negou ter feito isso”, contou Whaley. “Mas esqueceu do fotógrafo que estava no set”. Uma foto do suposto tapa acompanha a acusação. “Conclusão: Jon Voight é um grande idiota”, escreveu Whaley, adicionando a hashtag “#RNCConvention2020” em referência à participação do ator na Convenção Republicana. Muitos apoiaram a denúncia nas redes sociais, mas alguns atores conservadores foram para cima de Whaley por politizar a agressão. “Ele deu um tapa em você – isso é bastante claro”, escreveu Dean Cain, o Superman de “Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman”. “O motivo pelo qual ele te deu um tapa continua um mistério… embora eu tenha uma ideia”. Fuck Jon Voight. On Ray Donovan he slapped me across the face in the middle of a scene because he couldn’t keep up, then denied doing it. He forgot about the still photographer who was on set. Bottom line: Jon Voight is a major dick. #RNCConvention2020 pic.twitter.com/l7o2HQOxx9 — Frank Whaley (@TheFrankWhaley) August 25, 2020
Produtores de 007 celebram 90 anos de Sean Connery
Os produtores responsáveis pelo sucesso da franquia “007” no cinema celebraram o aniversário de Sean Connery com um vídeo com seus melhores momentos como James Bond. A lembrança foi uma homenagem aos 90 anos do ator, completados nesta terça (25/8). “Feliz aniversário ao nosso 007 original, Sean Connery, que completa 90 anos hoje. Com amor de Michael, Barbara, todos na Eon e de todos os seus fãs”, diz a mensagem publicada nas redes sociais oficiais da franquia cinematográfica, assinada por Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, que desde 1995 comandam a Eon, produtora dos filmes de James Bond. Connery foi o intérprete original do espião criado por Ian Flemming no cinema. Ele apareceu em sete filmes, de 1962 a 1983 (este último após longo hiato e fora da cronologia oficial), e é considerado por muitos o melhor Bond de todos os tempos. Ele está aposentado do cinema desde 2012, tendo recusado vários convites para voltar a atuar. Happy Birthday to our original 007, Sean Connery, who turns 90 today. With love from Michael, Barbara, everyone at EON and all your fans. pic.twitter.com/r5PmEQWeFd — James Bond (@007) August 25, 2020
John Carpenter confirma produção de novo Enigma de Outro Mundo
O lendário diretor John Carpenter confirmou, durante sua participação no Fantasia International Film Festival em Montreal, que a Blumhouse Productions está desenvolvendo um reboot da clássica sci-fi de terror “O Enigma de Outro Mundo” (The Thing), de 1982. Ao receber o prêmio Cheval Noir, o cineasta foi questionado se tem um novo projeto em desenvolvimento com o fundador e CEO da produtora, Jason Blum. “Conversamos sobre algo”, respondeu. “Acho que ele vai trabalhar no ‘O Enigma de Outro Mundo”, reiniciar o filme. Talvez eu me envolva com isso, mais adiante.” Infelizmente, Carpenter não deu maiores detalhes, mas o filme já ganhou um prólogo relativamente recente, “A Coisa” (também “The Thing”), em 2011, com Mary Elizabeth Winstead e Joel Edgerton. O filme de 1982 já era um remake, de “O Monstro do Ártico (The Thing from Another World), de 1951. Curiosamente, foi um fracasso de crítica e bilheteria. Mas seu lançamento em vídeo levou a uma redescoberta do filme, que passou a ser cultuado como uma das melhores obras de terror dos anos 1980. A revelação do diretor coincide com notícias sobre o desenvolvimento de um novo longa da franquia pela Blumhouse, que vieram à tona em janeiro. Na época, a ideia foi apresentada como uma nova adaptação do conto “Who Goes There?”, de John W. Campbell Jr., que inspirou os filmes de 1951 e 1982. O novo filme seria uma versão diferenciada por adaptar, pela primeira vez, a história completa, encontrada apenas recentemente. Originalmente publicado em 1938, o conto acompanhava um grupo de cientistas no Ártico (Antártica no filme de 1982) que passa a ser caçado dentro de sua base por uma criatura alienígena, capaz de tomar a forma humana, levantando suspeita e paranoia entre os sobreviventes, enquanto elimina um por um. O detalhe é que, em 2018, um manuscrito inédito de Campbell Jr. foi encontrado, apresentando uma versão diferente, que expandia a história dos personagens e a ambientação. Intitulado de “Frozen Hell”, a obra foi publicada postumamente e é considerada a versão completa do conto original. Além dessa história, o universo desenvolvido no cinema por Carpenter também inspirou uma publicação em quadrinhos da Dark Horse Comics, passada alguns anos após o fim do longa dos anos 1980.
Cardi B homenageia Pamela Anderson em ensaio fotográfico
A rapper e eventual atriz Cardi B (“As Golpistas”) publicou um ensaio fotográfico em seu Instagram, em que recria o visual de Barb Wire, personagem de quadrinhos que virou filme estrelado por Pamela Anderson em 1996. Ela aparece de arma em punho e com a roupa da personagem. Os quadrinhos tiveram curta duração (contando uma minissérie, foram 13 exemplares de 1994 a 1996), enquanto o filme foi destruído pela crítica (26% no Rotten Tomatoes) e fracassou nas bilheterias (arrecadou apenas US$ 3,8 milhões com um orçamento de US$ 23 milhões). Mas ganhou fama de cult com o lançamento em vídeo e com o passar do tempo. Cardi B ainda brincou com o nome da personagem ao legendar as imagens. Ela escreveu “Give it to Bardi” e “Bardi Anderson” no Twitter. Será curioso descobrir se há alguma razão especial para Cardi B canalizar Barb Wire nas redes sociais. Ela parece ser uma grande fã do personagem e pode estar em campanha para assumir o papel nas telas. Cardi B será vista a seguir em “Velozes e Furiosos 9”, em 2021. Confira abaixo do ensaio publicado no Instagram uma imagem de Pamela Anderson como Barb Wire, para perceber melhor a homenagem. Ver essa foto no Instagram Give it to Bardi Uma publicação compartilhada por Cardi B (@iamcardib) em 18 de Ago, 2020 às 3:30 PDT
Diretor do filme de Flordelis se diz enganado por ter filmado “uma mentira”
O diretor Marco Antônio Ferraz se disse arrependido de ter feito o filme “Flordelis: Basta Uma Palavra Para Mudar” (2009) sobre a mulher que adotou 44 filhos, e que agora é implicada no assassinato de seu marido pastor, com a ajuda de alguns dos filhos adotivos. “Me arrependo. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora”, disse Ferraz ao jornal Extra. “Estou dilacerado, me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém”. Único filme dirigido por Ferraz, um editor de moda que se sentiu inspirado pela história de Flordelis dos Santos de Souza, a cinebiografia foi codirigida por Anderson Corrêa (“Eu Odeio Meu Chefe!”) e tinha o pastor Anderson do Carmo, que teria sido assassinado por Flordelis, como produtor executivo. “Ele era louco por ela. Fazia qualquer coisa que ela quisesse ou mandasse”, contou Ferraz. “Ele me perguntou o que eu queria que ela vestisse para a pré-estreia e eu disse para contratar um personal stylist. Ele não quis. Pediu que eu comprasse um vestido chique, que dinheiro não seria um problema. Fomos a uma loja de grife e pagamos R$ 2 mil num vestido. Foi um sonho realizado ver aquela mulher, que saiu do morro, ali, chiquérrima e linda. E, no fim das contas, tudo isso não passava de uma mentira.” A produção era para ser um documentário sobre o trabalho social da cantora gospel que cresceu na favela, mas contou com um elenco estrelado, com Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Marcello Antony, Sergio Marone, Deborah Secco, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Reynaldo Gianecchini, Isabel Fillardis e Letícia Sabatella, recitando um roteiro ao lado da verdadeira Flordelis. Na época da estreia, a produção divulgou que nenhum dos atores recebeu cachê para trabalhar no longa e que o lucro da bilheteria seria investido na compra de uma casa para Flordelis e os filhos. Flordelis ficou famosa, entrou na política, virou parlamentar e na segunda (24/8) foi denunciada pelo assassinato de seu marido. O crime aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. Por ter imunidade parlamentar, a deputada não pode ser presa, a não ser em flagrante delito. Mas outras dez pessoas foram denunciadas pelo crime e presas. Entre elas estão uma neta e sete filhos da deputada.
Ammonite: Trailer mostra Kate Winslet e Saoirse Ronan como casal apaixonado
O estúdio indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Ammonite”, drama de época que aborda o relacionamento de duas mulheres, vividas por Kate Winslet (“Titanic”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”). A história é inspirada por fatos reais da vida da paleontóloga Mary Anning, interpretada no filme por Winslet. A trama se passa em 1840 e começa quando um geólogo aristocrata preocupado com a melancolia de sua jovem esposa pede para a pioneira, mas não reconhecida paleontóloga, ocupá-la com trabalho. A esposa é a geóloga Charlotte Murchison, papel de Ronan. Relutante, a paupérrima Anning aceita a mulher como assistente, e entre a coleta de fósseis à beira-mar e os passeios na praia, aos poucos as duas deixam de lado as diferenças sociais para aprofundar laços, até despertarem uma paixão. Embora as duas mulheres realmente tenham passado uma temporada trabalhando juntas, não há registros oficiais desse romance. O elenco da produção também inclui Fiona Shaw (“Killing Eve”), Gemma Jones (“O Diário de Bridget Jones”), Claire Rushbrook (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e James McArdle (“Star Wars: O Despertar da Força”). “Ammonite” é o segundo longa escrito e dirigido por Francis Lee, que estreou em 2017 com outro longa de temática LGBTQIA+, “O Reino de Deus”. O filme terá première no Festival de Toronto, em setembro, e há expectativa de um lançamento em novembro nos cinemas dos EUA. Por enquanto, não há previsão para o Brasil.
Enola Holmes: Trailer traz Millie Bobby Brown como irmã de Sherlock Holmes
A Netflix divulgou o pôster, novas fotos e o primeiro trailer legendado do filme “Enola Holmes”, uma espécie de derivado juvenil do universo de Sherlock Holmes, que traz Millie Bobby Brown (a Eleven de “Stranger Things”) como a irmã adolescente do famoso detetive. Ela é o principal destaque da prévia, que também inclui seus irmãos mais conhecidos: Henry Cavill (“Liga da Justiça”) como Sherlock e Sam Claflin (“As Panteras”) como Mycroft Holmes. O elenco ainda destaca Helena Bonham Carter (a Princesa Margaret de “The Crown”) como mãe de Enola. Além de estrelar no papel-título, Millie Bobby Brown também é produtora do filme, que pode iniciar uma franquia cinematográfica, baseada na coleção literária “Os Mistérios de Enola Holmes”, da escritora Nancy Springer – já foram lançados seis livros da personagem. Na trama, Enola Holmes busca a ajuda de seus irmãos mais velhos, Mycroft e Sherlock, para investigar o desaparecimento de sua mãe em seu aniversário de 16 anos, mas logo percebe que nenhum dos dois está muito interessado no mistério. Em vez disso, decidem colocá-la num internato para aprender etiqueta. Rebelde, ela decide viajar sozinha para Londres, iniciando sua própria carreira de detetive, sempre um passo à frente de Sherlock. “Enola Holmes” marca a estreia em longa-metragem do diretor Harry Bradbeer (das séries “Dickensian” e “Fleabag”). O roteiro é de Jack Thorne (“Extraordinário”). E o lançamento está previsto para 23 de setembro em streaming.
Diretores do novo Massacre da Serra Elétrica são demitidos na primeira semana de filmagem
O novo filme da franquia “Massacre da Serra Elétrica” sofreu uma espécie de massacre em seus bastidores, uma semana apenas após o início das filmagens. A produtora Legendary cortou as cabeças dos diretores Andy e Ryan Tohill (de “The Dig”), que estavam em produção na Bulgária, devido a “diferenças criativas”. Os irmãos foram demitidos e o diretor de fotografia David Blue Garcia (“Blood Fest”) promovido à direção. Garcia já tem experiência na função, tendo rodado o thriller “Tejano” com um orçamento de US$ 58 mil, além de vários comerciais. De quebra, é natural do Texas. Fontes disseram que a mudança abrupta foi decidida nas últimas 48 horas, porque a Legendary não gostou das primeiras filmagens. Agora, Garcia vai refazer a filmagem do zero. O novo “Massacre da Serra Elétrica” será uma continuação direta do longa original de 1974, dirigido por Tobe Hooper. Isto significa que o filme vai ignorar todas as sequências posteriores – exatamente como a Universal fez com “Halloween”. A produção está a cargo do cineasta uruguaio Fede Alvarez (do remake de “A Morte do Demônio” e “O Homem nas Trevas”) e o elenco inclui Elsie Fisher (“Oitava Série”), Sarah Yarkin (“Motherland: Fort Salem”), Jacob Latimore (“Maze Runner”) e Moe Dunford (“Vikings”). Não há previsão para o lançamento.
Allan Rich (1926 – 2020)
O ator Allan Rich, que sobreviveu à lista negra de Hollywood para trabalhar em filmes como “Serpico” (1973), “Assédio Sexual” (1994) e “Amistad” (1997), morreu no sábado de demência progressiva no retiro dos atores de Englewood, Nova Jersey, aos 94 anos. Benjamin Norman Schultz nasceu em Nova York em 8 de fevereiro de 1926 e desde a infância se interessou por teatro. Ele fez sua estreia na Broadway em 1943, quando adotou o nome artístico de Allan Rich, mas em 1953 foi rotulado como comunista e rapidamente caiu no ostracismo. Ele contou que a “má fama” se deveu a uma tentativa, anos antes, de tentar libertar um homem negro que havia sido injustamente condenado por estupro no Mississippi. Por conta disso, foi abruptamente demitido das peças que encenava e de seu primeiro trabalho na TV, o teleteatro “Philco Playhouse”, da NBC. “Meu agente nunca me enviou outro teste”, ele contou em uma entrevista de 2007. “Demorou um ano até que um ator me disse: ‘Ei, fomos rotulados de vermelhos.’ Se seu nome estava nessa lista, goooooood-byyyyye! Você nunca mais ia trabalhar.” Rich desistiu de sua paixão pelos palcos para conseguir um emprego como corretor de Wall Street. Isto lhe rendeu dinheiro e lhe permitiu voltar à arte, embora de forma diferente. Ele abriu uma galeria de arte, a Allan Rich Art Gallery, na Madison Avenue em Manhattan, que fez grande sucesso. Até que, após a eleição de John Kennedy, que era um dos clientes de sua galeria, ele conseguiu voltar à televisão. Em 1963, Rich retomou a carreira, aparecendo nas séries “Cidade Nua” (Naked City) e “East Side/West Side”, e, três anos depois, conseguiu retornar aos palcos, contracenando com Dustin Hollman em “Journey of the Fifth Horse”, de Ron Ribman. A interrupção precoce em sua trajetória fez com que ele só estreasse no cinema em 1973, no clássico “Serpico”, de Sidney Lumet, em que interpretou um promotor público. O papel o tornou mais conhecido e o encheu de trabalho. Em seguida, fez “O Jogador” (1974) e “A Alegre Libertina” (1975), além de séries como “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files), “Havaí 5-0” (Hawaii Five-O), “Kojak”, “CHiPs”, “Baretta” e “O Incrível Hulk”. Graças a “Serpico”, Rich passou a ser escalado em papéis de autoridades. Ele foi o advogado de Demi Moore em “Assédio Sexual”, de Barry Levinson, e um juiz em “Amistad”, de Steven Spielberg. Mas também incorporou o presidente da rede NBC, Robert Kintner, em “Quiz Show” (1994), de Robert Redford, e diversos médicos – em “O Enigma do Mal” (1982), de Sidney J. Furie, e “Jack” (1996), de Francis Ford Coppola, por exemplo. Entre seus últimos trabalhos, destaca-se um episódio de “Curb Your Enthusiasm”, da HBO, em que viveu um sobrevivente do Holocausto que confronta um concorrente do reality show “Survivor” (o “No Limite” original). Ainda apareceu em “House” e “Duas Garotas em Apuros” (2 Broke Girls), encerrando a carreira como um rabino na premiada comédia “Lições em Família” (2014), de Zach Braff. Em paralelo à atuação, Rich se dedicou a causas sociais, mostrando que era mesmo “comunista”. Ele cofundou em 1994 a We Care About Kids, uma organização sem fins lucrativos que produzia curtas-metragens educacionais, distribuídos gratuitamente para jovens do ensino fundamental e médio para combater o preconceito. Ele também foi professor de atuação, dando aulas para astros como Sharon Stone, Jamie Lee Curtis, Rene Russo, Larry Miller e Alan Thicke, e chegou a publicar um livro sobre seu curso, “A Leap From the Method”, em 2007.
O Professor Aloprado vai ganhar nova versão
O filme “O Professor Aloprado” (The Nutty Professor) deve ganhar uma nova versão. De acordo com informações do Deadline, a produtora Project X Entertainment adquiriu os direitos da comédia clássica de Jerry Lewis, que Eddie Murphy refilmou nos anos 1990. A produção está a cargo de James Vanderbilt, sócio da Project X e roteirista de sucessos como “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “Mistério no Mediterrâneo” (2019). Mas ele não deve escrever a nova adaptação, que ainda não tem equipe criativa definida. “O Professor Aloprado” de 1963 é considerada uma das melhores comédias do falecido Lewis. A trama segue um professor nerd que, para melhorar sua vida amorosa, bebe uma poção que temporariamente o transforma num belo, mas egocêntrico cantor, Buddy Love. Era uma espécie de “O Médico e o Monstro” romântico, em que Lewis aproveitava para criticar seu ex-parceiro, o cantor Dean Martin. O filme ganhou reboot em 1996, com Murphy interpretando o personagem-título e seu alter ego, além de cinco outros membros da família do professor. Esse filme foi um grande sucesso e gerou a sequência “O Professor Aloprado 2: A Familia Klum”, que foi lançada em 2000. A refilmagem é o segundo projeto antigo que a Project X busca resgatar. A empresa também é responsável pelo retorno da franquia “Pânico” (Scream), que vai ganhar seu quinto filme em 2021.
The Comey Rule: Brendan Gleeson é Donald Trump em trailer de minissérie polêmica
O canal pago americano Showtime divulgou oito fotos novas, o pôster e o trailer completo da minissérie “The Comey Rule”, inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A prévia destaca Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey e a impressionante transformação do astro irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) em Trump. Mas, mais que isso, explora a temática polêmica da produção, em que o presidente americano é implicado num complô virtual em parceria com a Rússia para sabotar a candidatura de Hillary Clinton nas eleições de 2016 e toma várias medidas, após a posse, para impedir as investigações. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às livrarias um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre a possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrentou um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A série foi escrita por Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir os episódios. Produzida por Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”) e Shane Salerno (“Memórias de Salinger”) para os estúdios CBS, a minissérie será exibida em duas partes nos Estados Unidos, nos dias 27 e 28 de setembro, pouco mais de um mês antes de novas eleições presidenciais, em que Trump tentará se reeleger. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”), Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”), Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) e Jonathan Banks (“Better Call Saul”) também integram o elenco estelar da atração.












