Academia da Televisão muda regras para impedir que indicados ao Oscar concorram ao Emmy
Após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas relaxar suas regras para permitir que alguns filmes lançados direto em streaming possam concorrer ao Oscar, a Academia da Televisão dos EUA estabeleceram um limite, avisando que nenhuma produção indicada ao Oscar poderá disputar o Emmy. A mudança no Emmy começa a valer em 2021 — e, ao contrário da que ocorreu nas regras do Oscar, deve ser permanente. A decisão deve ter efeito maior nas categorias de documentário, que antes mesmo da flexibilidade do Oscar já vinha produzindo nomeações duplas. A produção “O.J.: Made in America”, por exemplo, foi lançada originalmente no canal ESPN como uma série documental em sete episódios. Por isso, foi indicado a seis Emmys, incluindo na categoria de Melhor Série Documental, levando dois prêmios técnicos. Depois, a emissora reeditou o material para lançar “O.J.: Made in America” nos cinemas, como um filme de quase 8 horas de duração. Neste formato, ele disputou e venceu o Oscar de Melhor Documentário. Situações de duplas nomeações ainda ocorreram com “Ícaro” (2017), que também venceu o Oscar, além de “A 13ª Emenda” (2016), “What Happened, Miss Simone?” (2015) e “The Square” (2014), todos da Netflix. Em nota, a Academia da Televisão (antigamente chamada de Academia de Artes e Ciências Televisivas) deixou claro que apóia a decisão dos organizadores do Oscar, mas precisou estabelecer uma separação entre as duas áreas, numa mudança de regra complementar. A entidade ainda destacou que a mudança estava sendo discutida desde março, antes do agravamento da pandemia. Entretanto, como o Emmy e o Oscar acontecem em datas distantes, a possibilidade de dupla indicação ainda existe, se ela aparecer primeiro no Emmy, e depois no Oscar, como aconteceu com “O.J.: Made in America”. Neste caso, a responsabilidade de premiar um produto televisivo ficará por conta exclusiva da Academia Cinematográfica.
Maitê Proença se manifesta sobre chilique de Regina Duarte
A atriz Maitê Proença explicou, em live no Instagram, que queria apenas pedir a Regina Duarte para que ouvisse a classe artística, no vídeo que a secretária de Cultura fez questão de ignorar durante sua polêmica entrevista no canal pago CNN Brasil. Regina chegou a dar um chilique durante a entrevista, exibida ao vivo na tarde desta quinta (7/5), devido à mensagem gravada pela colega. No vídeo que Regina não quis ver, Maitê fez um desabafo. “A Cultura está perplexa com a falta de informação com o que tem sido feito: o proposto daquilo que foi prometido, o proposto. É inexplicável o silêncio sobre uma política para o setor. Nós estamos sobrevivendo de vaquinhas. Nesse túnel comprido, e sem futuro a vista para arte, que afinal, se faz juntando gente. Mas, afinal, até quando isso vai se sustentar. São muitos poucos os que têm reservas financeiras para milhares [de artistas] que estão à míngua. Enquanto isso, morrem os nossos gigantes: Rubens, Aldir… Nenhuma palavra de nosso presidente, de nossa secretária. Regina, eu apoiei desde o início o seu direito a posição que divergia da maioria. Regina, fala com a gente”, disse Maitê. Em sua live, Maitê explicou que era “um pedido para que ela converse com a classe dela, só isso”. “É o que ela devia ter feito. Ela não entrou ontem [no governo], está há dois meses. É hora de ter um plano, de conversar, de falar que está tentando e dar alguma satisfação”, continuou. Para Maitê, Bolsonaro demonstra não admirar a Cultura, porque fica falando que as artes roubam dinheiro com a Lei Rouanet. A atriz ainda lembrou que defendeu a colega de profissão em janeiro, dizendo que Regina “seria a melhor escolha para o comando da pasta”. “E achei realmente que, como gosto dela e a defendi para toda a classe, meti minha mão no fogo [na época]. A ponto das pessoas imaginarem que meu voto tinha ido para o mesmo lugar [para Bolsonaro], mas ainda assim ela não quis ouvir”, lamentou Maitê, afirmando ainda que Regina não ouviu direito seu recado e presumiu que fosse algo antigo. Isto, de fato, aconteceu. Regina Duarte deu chilique e ficou falando o tempo inteiro em que Maitê apareceu no vídeo, chegando a retirar o ponto do ouvido para não saber o que a colega tinha a dizer. Por incrível que pareça, esse não foi o comportamento mais triste da secretária de Cultura durante a entrevista. Antes de perder a compostura, ela também relativizou a tortura da ditadura militar, defendeu o período de exceção e chegou até a cantar uma música ufanista da época da repressão, sugerindo que aquele tempo era “gostoso”. As opiniões da ex-atriz deram força à hashtag #ForaRegina nas redes sociais. Criada por bolsominions que consideram Regina “esquerdista”, ela foi assumida por todos os demais espectros políticos do Twitter. Confira a entrevista polêmica aqui. E veja abaixo a íntegra do vídeo gravado por Maitê Proença para a CNN.
Rupert Grint é primeiro ator revelado em Harry Potter a virar pai
Rupert Grint se tornou primeiro ator do grupo central das crianças reveladas na franquia “Harry Potter” a virar pai. Até hoje mais conhecido por ter vivido Ron Weasley (Rony Weasley no Brasil) na saga do bruxinho, ele está celebrando o nascimento de sua primeira filha com a também atriz Georgia Groome (“Londres Proibida”). “Rupert Grint e Georgia Groome estão felizes em confirmar o nascimento de sua filha. Pedimos que você respeite a privacidade deles neste momento muito especial”, disse a assessoria do ator. Os dois estão juntos há alguns anos. Ele já havia falado sobre a vontade de ter filhos em 2018, em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian. “Eu gostaria de sossegar e ter filhos logo. Se eu tivesse um filho, será que eu o chamaria de ‘Ron’? É um bom nome, mas provavelmente não”, disse na ocasião. O ator atualmente estrela “Servant”, série de terror que envolve um bebê recém-nascido, renovada para a 2ª temporada na plataforma Apple TV+, enquanto Georgia faz curtas. O último longa que ela estrelou foi o terrir “Double Date”, lançado em VOD em 2017.
History desiste de fazer séries. Project Blue Book e Knightfall são canceladas
O canal pago americano History cancelou todas as suas séries de ficção. Na verdade, são apenas duas: “Project Blue Book” e “Knightfall”, ambas encerradas depois de duas temporadas. No ano passado, o History já tinha anunciado que terminaria “Vikings”, a primeira atração dramática do canal – que antes desse lançamento fazia apenas documentários e reality shows. Enquanto “Vikings” ainda tem 10 episódios a exibir de sua última temporada, as demais não voltam mais à televisão. “Knightfall” já não era exibida há um ano. A 2ª temporada acabou em maio de 2019 e, desde então, os produtores aguardavam uma definição sobre o destino da atração. Já “Project Blue Book” transmitiu seu último episódio em março passado. Produzida pelo ator Jeremy Renner (“Os Vingadores”), “Knightfall” foi um dos lançamentos mais bem-sucedidos da TV paga americana em 2017, com uma média de 2 milhões de telespectadores por episódio, mas por ser uma superprodução de época levou muito tempo para finalizar sua segunda leva de capítulos. O hiato de dois anos fez o público diminuir drasticamente. Apenas 648 mil viram o episódio final ao vivo. Para completar, a série tinha um custo elevado. A trama girava em torno da ordem dos Templários, formada por cavaleiros das Cruzadas com o propósito original de libertar a Terra Santa e, após a conquista de Jerusalém, proteger os cristãos que faziam peregrinações ao local. O fervor religioso os tornou poderosíssimos, aumentando seus seguidores e riquezas, por meio de doações de terras e financiamento de suas campanhas. Mas isto causou inveja entre os monarcas da Europa, que alimentavam rumores sobre suas supostas atividades secretas, envolvendo relíquias descobertas na Terra Santa. Na série, uma de suas missões era encontrar o Cálice Sagrado, também conhecido como Santo Graal, que teria sido usado por Jesus Cristo durante a Santa Ceia. O destino desses guerreiros religiosos foi trágico, como a série começou a demonstrar, após o rei Filipe IV de França passar a persegui-los para apossar-se de suas riquezas e aumentar seu próprio poder. A traição aconteceu numa sexta-feira 13 de 1307, razão pela qual as sextas-feiras 13 têm sido lembradas, mais de 700 anos depois, como amaldiçoadas. “Project Blue Book” também era uma série de época, mas passada em tempos mais recentes, em meados do século 20. Produzida pelo cineasta Robert Zemeckis (“De Volta ao Futuro”), era uma espécie de “Arquivo X real”, baseada em casos documentados pelo astrônomo Josef Allen Hynek, considerado um dos pais da ufologia. Ele trabalhou com a Força Aérea dos Estados Unidos no chamado Projeto Livro Azul entre os anos 1960 e 1970, estudando a aparição de Objetos Voadores Não-Identificados (os famosos Óvnis) pelo país. Foi Hynek quem criou a famosa classificação em “graus” dos contatos imediatos entre humanos e alienígenas. O primeiro grau seria a identificação visual de OVNI; o segundo, uma reação física à suposta presença de alienígenas (carros sem energia, paralisia corporal, etc); e o terceiro grau, que batizou um célebre filme de Steven Spielberg, seria a comunicação direta com seres de outro mundo. Na série, Hynek foi vivido por Aiden Gillen (o Mindinho de “Game of Thrones”). O elenco também destacava Neal McDonough (o Damien Darhk de “Legends of Tomorrow”) e Michael Harney (Sam Healy em “Orange Is the New Black”) como generais da Força Aérea, Michael Malarkey (o Enzo de “The Vampire Diaries”) como o oficial encarregado de acompanhar o professor em suas investigações, e Laura Mennell (a Rebecca de “Van Helsing”) como a esposa de Hynek. O detalhe é que “Project Blue Book” tinha 1,3 milhões de espectadores em sua 2ª temporada. Isso representa público bem maior que o das séries da HBO ao vivo, como as caríssimas “Watchmen” (759 mil) e a 3ª temporada de “Westworld” (812 mil). Portanto, o problema não era audiência. O fim dessas séries sinaliza a intenção do History de encerrar sua experiência com o gênero. Também explica porque o projeto de uma série derivada de “Vikings”, atração mais popular do canal, será produzida pela Netflix.
Após entrevista na CNN, #ForaRegina esfria na direita e esquenta em todo o resto
A campanha #ForaRegina, criada por bolsomions para fritar a “esquerdista” Regina Duarte na secretaria da Cultura, mudou de mãos. Após a polêmica entrevista da ex-atriz à CNN Brasil nesta quinta (7/5), os radicais extremo-bolsonaristas diminuíram o volume diário de críticas, demonstrando aprovação de sua fala, que relativizou a tortura da ditadura militar, defendeu o período de exceção, entoou música ufanista da época da repressão e completou com um chilique digno de Bolsonaro. Mas a tag voltou a subir nos trend topics, desta vez incentivada pelos demais usuários do Twitter, da direita não bolsonarista à esquerdistas autênticos. Até artistas entraram na campanha, como a veterana companhia teatral gaúcha Ói Nóis Aqui Traveiz. Repare abaixo. Para se diferenciar da tag da direita, também foram criadas as campanhas #ForaReginaDuarte e #ReginaALouca. Apareceu pra isso Regina?#ATAC #SomosTrabalhadorasDaCultura #SomosTodosTrabalhadoresDaCultura #forabolsonaro #foraregina #ditaduranuncamais https://t.co/sG8URD6ctC — Ói Nóis Aqui Traveiz (@oinois) May 7, 2020
Regina Duarte dá chilique em sua entrevista mais conturbada
A secretaria especial da Cultura, Regina Duarte, resolveu se alinhar totalmente com o governo Bolsonaro. Um dia após ter sido supostamente enquadrada pelo presidente, ela deu sua entrevista mais conturbada, com direito a imitar Bolsonaro até no modo de ficar indignada com a imprensa. A guinada (ainda mais) para a direita busca garantir sua permanência no cargo, apesar da campanha #ForaRegina, impulsionada por bolsonaristas mais radicais, permanecer firme nas redes sociais. Na entrevista ao jornalista Daniel Adjuto, da CNN, em seu gabinete em Brasília, a ex-atriz demonstrou ter adentrado de vez o mundo paralelo que só existe entre os bolsonaristas. O desempenho surreal pode até ter revertido a rejeição da minoria fanática, mas às custas de um provável aumento na rejeição entre profissionais da classe artística e principalmente dos brasileiros preocupados com a realidade, que ainda são maioria no país. “Demissão? Que demissão?”, chegou a dizer, teatralmente. “Lá fora, pelo menos, as pessoas parecem ter uma ansiedade em me verem fora. Falam ‘agora ela cai, agora ela cai’. Está um clima super bom, ele estava leve”, disse Regina, tratando como “ele” o peso-pesado do Planalto. Assim como fez o agora ex-Ministro da Saúde, ela descartou se demitir do governo de Jair Bolsonaro e anunciou que continua no cargo. Depois de 60 dias à frente da secretaria de Cultura, onde não fez nada, nem sequer emitiu notas sobre talentos brasileiros perdidos nos últimos dias, Regina Duarte finalmente disse o “sim” que Jair Bolsonaro queria ouvir. Como prova do alinhamento, a ex-atriz de 73 anos minimizou até as mortes causadas pela ditadura militar (1964-1985). “A humanidade não para de morrer. Se você fala em vida, tem morte. Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas minhas costas. Não desejo isso para ninguém. Sou leve, viva, estamos vivos, vamos ficar vivos”, afirmou. Regina repercutia uma crítica do ator Paulo Betti, que classificou como uma “perda muito grande” para a carreira profissional dela ter entrado no governo – que a revista científica britânica The Lancet acaba de definir como “maior ameaça” para a saúde do Brasil. “Acho essa coisa de esquerda e direita tão abaixo do patamar da Cultura. Apoio o governo porque acho que ele era e continua sendo o melhor. Se olhar pro retrovisor, vou dar trombada, olhar pra frente, ser construtivo e amar o país. Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80? Vamos embora pra frente? Pra frente Brasil… salve a seleção”. E começou a cantar a música que embalou a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, contradizendo justamente o que acabara de dizer. Uma volta pra trás. Uma música da ditadura. O comentário superficial, que a trilha improvisada pendeu para esquizofrenia, ainda foi completado por uma analogia de aprovação da ditadura. “Não era gostoso cantar isso?” Constrangido, o entrevistador tentou argumentar que, no período da ditadura, muitas pessoas foram torturadas, censuradas e até mortas. “Se você falar vida, do lado tem a morte. Sempre houve tortura, censura. Sou leve, estou viva. Estamos vivo, vamos ficar vivos? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões”, ela retrucou. Até o âncora Reinaldo Gottino se manifestou diante da relativização das torturas. “Acho que a gente não pode minimizar a questão da ditadura, isso tem que ficar claro”, interferiu ele. Recusando-se a “carregar um cemitério”, ela também disse que a covid-19, que já matou mais de 8 mil pessoas no país, tem trazido “morbidez” aos brasileiros, que só falam sobre isso. Assim como Bolsonaro já tinha dito que não era coveiro, Regina afirmou que não era “obituário”, ao ser cobrada pela falta de pronunciamentos sobre os falecimentos de artistas ilustres. “Será que eu vou ter que virar obituário? Quantas pessoas a gente está perdendo? Teve uma semana que foram três. Tem pessoas que eu não conheço. Aldir Blanc eu admiro, mas não conheci.” “O país está cultuando a memória deles, não precisa da Secretaria de Cultura. Pode ser que eu esteja errando, vou me corrigir. Não fiz por mal, peço desculpas, falei com as famílias, lamentei a perda… Nessa hora a pessoa que está mais constrangida pela perda é a família, e eu queria falar com elas diretamente, não por um papel timbrado da Secretaria”, justificou a ex-atriz. Cobrada pela âncora Daniela Lima, ela afirmou: “Se eu estiver sendo cobrada significativamente por uma população que quer ser informada por cada óbito, eu abro um obituário. Não tem nenhum problema”. Em vários países, não só secretários de Cultura, mas presidentes e primeiros-ministros se manifestam publicamente diante de perdas importantes. O registro público também é uma satisfação para as famílias, além de deixar claro o reconhecimento aos grandes artistas. A opção de fazer isso de forma privada sugere o contrário, que se trata de um reconhecimento envergonhado, escondido, nunca às claras, como se houvesse perseguição do governo até na morte a certas personalidades da arte. Minimizando os problemas que enfrenta para nomear quem quer que seja para qualquer função, Regina disse que não sente “resistência do governo”. “Sinto resistência da burocracia, a dificuldade das coisas andarem. Uma nomeação leva quatro semanas, tem que passar por filtros, e filtros burocráticos, não é o que estão pensando”, ressaltou ela. Ao contrário da afirmação, há duas semanas Bolsonaro mandou demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, por não ter passado pelo filtro dos perfis radicais das redes sociais. Regina Duarte tampouco conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Ela enfrenta resistência até às suas demissões. Afastado no dia da posse de Regina, o olavista Dante Mantovani, que acredita que rock é coisa do diabo, foi readmitido como presidente da Funarte por algumas horas na terça-feira (5/5). De manhã, virou novamente chefe da fundação, mas no fim do dia voltou a ser exonerado. Nenhum dos dois atos teve maiores explicações. Entre um e outro, um ex-assessor de Carlos Bolsonaro virou vice-presidente da Funarte sem que Regina soubesse. Na prática, Luciano da Silva Barbosa Querido agora é o presidente interino do órgão. A ex-atriz relativizou até seus problemas com olavistas, que diariamente pedem sua cabeça nas redes. “Eu evito me contaminar com as redes sociais. O presidente me avisou. Ele disse: ‘Tem certeza que você quer aceitar isso que eu estou te propondo? O jogo é muito pesado, você vai virar vidraça, vai levar muita pedrada’. Mas eu tenho minha consciência limpa. Se eu ficar longe, essas pedradas não vão me atingir. Eu tenho uma história, estou tranquila”, minimizou. Poliana, ela chega a ignorar até as críticas diretas do filósofo Olavo de Carvalho, consigliere de Bolsonaro, que já a atacou diversas vezes em seu Facebook. “Se existe, não chega até mim. Li dois livros [dele], no terceiro achei que tinha muito palavrão e parei de ler, não li mais. Não perdi o respeito. Mas não me interessei pelas coisas dele, fala muito palavrão, nomes feios”, rebateu, mostrando-se mais conservadora que o guru dos conservadores tupiniquins. Este método de fingir que não vê, não lê, não ouve e não quer saber foi colocado à prova durante a entrevista, com uma participação por vídeo de uma colega de Regina, a atriz Maitê Proença, que lhe dirigiu críticas à forma como estava conduzindo a pasta da Cultura. “Ai, eu não quero ouvir isso. Acho isso baixo nível. Vai botar uma fala dela?”, reclamou a secretária, que continuou falando durante toda a mensagem e teve o seu áudio cortado. Ela tirou o fone de ouvido com seu retorno e começou a sacudi-lo no ar, em protesto. “Eu não queria ouvir. Vocês estão me obrigando?”, brigou ela assim que seu áudio voltou. “Agora nós estamos ouvindo a senhora”, informou Daniela. “Obrigada! Precisei dar um chilique aqui”, ironizou Regina. “Pra quê [ver o vídeo]? Vai ficar desenterrando mensagem da Maitê Proença de dois meses atrás? Pra que isso? Quem é você? Desculpe, eu não quero ouvir! Ela tem meu telefone, ela fala comigo!”, protestou a secretária. “A Maitê enviou a mensagem pra gente hoje”, rebateu a apresentadora Daniela Lima. “Eu tinha tanta coisa bacana pra falar. Vocês estão desenterrando mortos, vocês estão carregando um cemitério nas costas. Vocês devem estar cansados. Pensei que a entrevista seria com você [Adjuto], mas aí começo a ouvir vozes no meu ouvido. Não foi combinado nada disso”, reclamou. Informado que Regina não falaria mais, Adjuto anunciou que estava encerrando a entrevista, e a mão de um auxiliar da secretária tentou tapar a câmera enquanto ela persistia em falar, reclamando de tudo. Ao retomarem a programação, os âncoras ainda comentaram o fato surreal que se desenrolou ao vivo para todo o Brasil. Veja abaixo o vídeo completo da entrevista bizarra.
Weezer vai lançar música nova no próximo episódio de Os Simpsons
O próximo clipe do Weezer será exibido em “Os Simpsons”! A banda vai participar de um episódio da série animada e encarou o convite dos produtores como oportunidade para lançar uma música nova. No capítulo que vai ao ar no domingo (10/5) nos EUA, os músicos liderados por Rivers Cuomo vão apresentar pela primeira vez a faixa “Blue Dream”. O Weezer anunciou a novidade com um vídeo disponibilizado nas redes sociais, em que aparecem como seus alter-egos animados, tocando a música dos créditos de “Os Simpsons”. “Oi, nos somos a banda Weezer. Vocês garotos podem nos reconhecer e às nossas músicas (velhas e novas) no episódio deste domingo”, escreveram. A música “Blue Dream” faz parte do próximo disco do Weezer, cujo lançamento foi adiado por causa do novo coronavírus. O álbum vai se chamar “Van Weezer” e será o 14º da carreira da banda. Intitulado “The Hateful Eight-Year Olds” (“As Odiadas de Oito Anos”, em tradução literal, numa referência ao filme “Os Oito Odiados”), o episódio do fim de semana também contará com outras participações especiais. Três estrelas da série “Riverdale”, Lili Reinhart (Betty), Camila Mendes (Veronica) e Madelaine Petsch (Cheryl), além da jovem atriz Joey King (indicada ao Emmy pela minissérie “The Act”) estão confirmadas como dubladoras do grupo de meninas malvadas do título. Os novos episódios de “Os Simpsons” são exibidos no Brasil pelo canal pago Fox. Hi, we're the band Weezer, you kids might recognize us and our music (old and new) on Sunday's episode of @TheSimpsons so tune in 8/7c on @AnimationOnFOX. pic.twitter.com/nuLy8wyjyE — weezer (@Weezer) May 7, 2020
República Tcheca reabre sets. Produções de filmes e séries já podem ser retomadas
O governo da República Tcheca anunciou que está pronto para reabrir os sets de filmagens. Após interromper produções que estavam sendo rodadas no país devido à pandemia do novo coronavírus, os representes do governo disseram que as equipes já podem retomar o trabalho a partir da próxima semana. A República Tcheca é cenário de várias séries americanas, como a do “Falcão e Soldado Invernal”, produção da Marvel para a Disney+ (Disney Plus), que teve sua produção interrompida durante a pandemia. A 2ª temporada de “Carnival Row”, da Amazon, também estava sendo gravada no país quando a crise se agravou. Além disso, a plataforma ainda se preparava para começar na República Tcheca a produção de “The Wheel of Time”, baseada no livro do escritor Robert Jordan (lançado no Brasil como “A Roda do Tempo”) e estrelada por Rosamund Pike (“Garota Exemplar”). Até a Netflix preparava um filme por lá, “Transatlantic 473”, do cineasta alemão Peter Thorwarth (escreveu “A Onda” e dirigiu “Blood Red Sky”). Segundo a Comissão Cinematográfica da República Tcheca, o longa da Netflix e a produção de “Carnival Row” já acertaram datas para retomar suas gravações. Para que isso aconteça, o governo vai exigir testes confirmando que os membros da equipe não estão infectados com a covid-19 antes de permitir a entrada no país. Após a chegada, um segundo teste será realizado para confirmar o resultado. Ao todo, a República Tcheca registrou até o momento 7.974 casos do novo coronavírus, com 262 mortes confirmadas. Mas o número de casos diários está em queda desde o começo de abril. Na quarta-feira (6/5), foram confirmados 78 novos infectados.
Cursed: Série de Frank Miller sobre o Rei Arthur ganha pôster e fotos
A Netflix divulgou o pôster e 19 fotos de “Cursed”, série de fantasia medieval criada por Frank Miller (o autor dos quadrinhos de “300”, “Cavaleiro das Trevas” e “Sin City”) sobre a lenda do Rei Arthur. Baseada no romance ilustrado homônimo, de autoria de Miller e Tom Wheeler (roteirista da animação “O Gato de Botas”), “Cursed” apresenta uma releitura da lenda arthuriana sob o ponto de vista de Nimue, uma heroína adolescente com um dom misterioso que irá torná-la a poderosa (e trágica) Dama do Lago. A protagonista é vivida por Katherine Langford (a Hannah de “13 Reasons Why”), enquanto o mago Merlin, que se apaixona por ela nas fábulas, é interpretado por Gustaf Skarsgård (o Floki de “Vikings”). A maior surpresa na escalação, porém, cabe ao papel de Arthur. O lendário herói britânico é encarnado pelo ator Devon Terrell, que foi Barack Obama no drama indie “Barry”. Na série, Arthur é um jovem mercenário que se une a Nimue em sua busca para encontrar Merlin e entregar uma antiga espada. Ao longo da jornada, eles se tornam símbolos de coragem e rebelião contra os terríveis paladinos vermelhos do Rei Uther. O elenco também inclui Daniel Sharman (“The Originals”), Peter Mullan (“Westworld”), Sebastian Armesto (“Amor e Tulipas”), Billy Jenkins (“Humans”), Lily Newmark (“Han Solo”) e Catherine Walker (“Versailles”). A 1ª temporada terá 10 episódios e vai estrear no verão norte-americano – entre junho e agosto.
The Old Guard: Charlize Theron é guerreira imortal nas primeiras fotos da adaptação de quadrinhos
A Netflix divulgou as primeiras fotos de “The Old Guard”, novo filme de ação estrelado por Charlize Theron (“Velozes & Furiosos 8”) e inspirado por uma história em quadrinhos de mesmo nome. Na trama, Charlize vive Andy, uma guerreira imortal com mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um grupo de imortais que se dedica a desfazer injustiças ao redor do mundo. Mas está cansada, desgastada e desiludida por achar que não está atingindo o impacto positivo esperado. Até que descobre uma nova imortal, Nile Freeman (KiKi Layne, de “Se a Rua Beale Falasse”), e a chegada da “novata” é exatamente o que Andy precisava para recuperar a fé em sua missão. O elenco internacional ainda destaca o inglês Chiwetel Ejiofor (“Doutor Estranho”) como um agente da CIA obcecado por encontrar o grupo e descobrir a origem de seus poderes — que, por sinal, nem os próprios imortais conhecem – , além do holandês Marwan Kenzari (o Jafar do live-action de “Aladdin”), o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), o belga Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), a inglesa Natacha Karam (“9-1-1: Lone Star), a vietnamita Van Veronica Ngo (“Bright”), o inglês Harry Melling (o Dudley da franquia “Harry Potter”) e a romena Anamaria Marinca (“Mars”). O roteiro é assinado pelo autor dos quadrinhos, Greg Rucka (autor também dos quadrinhos que inspiraram a série “Stumptown”). Já a direção está a cargo de Gina Prince-Bythewood (“Além dos Limites”). “The Old Guard” tem estreia marcada para o dia 10 de julho em streaming.
Daisy Lúcidi (1929 – 2020)
A atriz Daisy Lúcidi, que estrelou diversas novelas da Globo, morreu na madrugada desta quinta-feira (7/5), aos 90 anos, vítima de covid-19. Ela estava internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, no Rio, desde o dia 25 de abril para tratar a infecção. Além de atriz, Daisy trabalhou como radialista e elegeu-se vereadora e deputada estadual pelo Rio de Janeiro. Ela foi sucesso desde criança no rádio. Começou aos 6 anos declamando poemas, fez radionovelas com Paulo Gracindo e Mário Lago na época de ouro da Rádio Nacional, e seu programa de variedades “Alô Daisy” ficou 46 anos no ar. Essa popularidade a levou ao cinema muito jovem, lançando-a nas telas com 19 anos, no musical “Folias Cariocas” (1948). A estreia na televisão, porém, aconteceu apenas na década de 1960, na minissérie “Nuvem de Fogo” (1963), de Janete Clair, na TV Rio. A carreira inclui também novelas na Tupi, antes de estrear na Globo com “Supermanoela”, em 1974. Também atuou na inovadora “O Casarão” (1976), de Lauro César Muniz. Mas, ao preferir se dedicar à política, acabou passando 31 anos longe de TV. Só retornou em “Paraíso Tropical” (2007), de Gilberto Braga, como a síndica viúva do prédio onde moravam vários personagens da trama. Daisy ainda se destacou em “Passione” (2010), de Silvio de Abreu, como Valentina, que escondia uma ambição inescrupulosa sob um sorriso amigável, fez uma participação especial na série “Tapas & Beijos”, interpretando a mãe de PC (Daniel Boaventura), e viveu Marlene, a irmã de Madá (Lady Francisco) em “Geração Brasil” (2014), antes de se despedir da TV num episódio de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou”, exibido em 2015 no canal pago GNT. Ela foi casada com o jornalista esportivo Luiz Mendes, que morreu em 2011 em decorrência da leucemia. “Semana passada, apesar de toda precaução que estávamos tendo com ela, minha avó passou mal. A caminho do hospital disse para minha irmã: ‘Não se preocupe não minha filha, não peguei essa doença’. Ironia do destino”, lamentou o neto da atriz, Luiz Claudio Mendes, no Facebook. “Seu forte amor pela vida, o motor que sempre a moveu, não a fazia enxergar a dura realidade dos números e a levou falsamente a acreditar que a morte não era opção”, continuou. “Mas, infelizmente já com 90 anos, dessa vez estava enganada, foi vencida pela frieza das estatísticas e por uma doença terrível que alguns loucos irresponsáveis teimam em querer minimizar.” “Nesse momento de dor para tanta gente no mundo e tão triste também para nossa família, nos confortamos em saber que ela teve uma vida plena e feliz, cheia de amor, vitórias e realizações, e que seu legado sempre estará presente entre nós!”, completou.
Blake Lively vai estrelar sci-fi apocalíptica na Netflix
A atriz Blake Lively (“Um Pequeno Favor”) será a protagonista de “Dark Days at the Magna Carta”, filme pós-apocalíptico da Netflix, que pode dar início a uma trilogia caso seja bem-sucedido. O filme acompanha uma mulher que toma medidas extremas para salvar a família após um acontecimento catastrófico – que não é uma pandemia, mas altera o mundo e provoca o isolamento das pessoas. A história foi escrita por Michael Paisley, um dos roteiristas de “The Witcher”. O jovem escritor de 26 anos teve a ideia da trama no ano passado e aproveitou a pausa no trabalho e o isolamento social para terminar o roteiro. Ele apresentou o projeto para a plataforma, que imediatamente demonstrou interesse e contatou o produtor Shawn Levy, responsável por “Stranger Things”. Agora, Levy vai coproduzir “Dark Days at the Magna Carta” com Lively. As filmagens vão começar assim que for seguro voltar aos sets, após a superação do pior da pandemia do novo coronavírus.
Ball and Chain: Dwayne Johnson e Emily Blunt vão bisar parceria em adaptação de quadrinhos
Dwayne Johnson e Emily Blunt vão fazer seu segundo filme juntos. Eles repetirão a parceria do vindouro “Jungle Cruise” (um dos próximos lançamentos da Disney) em “Ball and Chain”, adaptação dos quadrinhos independentes lançados em 1999 com textos de Scott Lobdell e desenhos de Alé Garcia e Richard Bennett. O curioso é que os dois filmes mostrarão os atores em relacionamentos com dinâmicas similares. Primeiro, eles se irritam mutuamente, mas depois precisam aprender a conviver para chegar ao final feliz. Antiga gíria americana para marido e mulher presos num casamento, “Ball and Chain” materializa a expressão, na forma de um casal que cansou de se sentir acorrentado e quer se separar, mas tem seus planos atropelados pelo destino. A queda de um meteoro lhes dá superpoderes, mas eles só funcionam quando os dois entram em harmonia. Por isso, precisam deixar suas diferenças de lado para aprender a lidar com a situação totalmente nova. A adaptação foi escrita por Emily V. Gordon (indicada ao Oscar pelo roteiro de “Doentes de Amor”) e o filme será produzido por Kevin Misher, responsável por deslanchar a carreira cinematográfica de Johnson com o filme “O Escorpião Rei” (2002). O projeto foi apresentado ao mercado sem um estúdio definido, mas a Netflix já estaria mega-interessada, segundo o site Deadline. Por causa da pandemia do novo coronavírus, não há previsão para “Ball and Chain” começar a ser filmado. Veja abaixo as capas da minissérie original, que foi publicada em quatro edições de quadrinhos nos EUA.












