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    Castle Rock: Trailer da 2ª temporada destaca vilã do terror Louca Obsessão

    15 de setembro de 2019 /

    A plataforma Hulu divulgou o trailer da 2ª temporada de “Castle Rock”. A série inspirada no universo de terror do escritor Stephen King tem formato de antologia e contará uma nova história em seu segundo ano. A prévia apresenta uma das tramas centrais, ao destacar a personagem Annie Wilkes, vilã encarnada por Kathy Bates no filme “Louca Obsessão” (1990), que ganha vida em interpretação de Lizzy Caplan (“Masters of Sex”). Na série, a enfermeira desequilibrada e obcecada por romances de mistério tem uma filha adolescente, Joy (Elsie Fisher, de “Oitava Série”), que, criada de forma reclusa, começa a questionar a sanidade mental da mãe. O vídeo também enfatiza a participação de Tim Robbins, ator conhecido pelos fãs das adaptações dos livros do escritor pelo papel de Andy Dufresne em “Um Sonho de Liberdade” (1994), uma das obras mais celebradas da filmografia de King. Vale lembrar que a 1ª temporada contou com Sissy Spacek, intérprete original de “Carrie, a Estranha” (1976), e Bill Skarsgård, o palhaço Pennywise de “It: A Coisa” (2017). A presença de Robbins reforça o tom de homenagem da produção. O papel do ator é Reginald “Pop” Merrill, patriarca de uma família criminosa da cidade de Castle Rock, e tio de John “Ace” Merrill, vivido por Garrett Hedlund (“Operação Fronteira”). E esta é outra referência ao universo de King. “Ace” é um dos personagens de “Conta Comigo”, filme de 1986 (adaptado do conto “O Corpo”, de King). Ele era o delinquente que confrontava as crianças da história – interpretado no longa por Kiefer Sutherland. Com o tio morrendo de câncer, “Ace” está prestes a assumir o império criminoso da família. Seu temperamento explosivo, no entanto, ameaça a frágil paz que os Merrill forjaram com os criminosos da cidade vizinha, Jerusalem’s Lot. A cidade vizinha é, claro, mais uma citação. Jerusalem’s Lot é mais conhecida pelo nome abreviado de Salem’s Lot, título de outro livro de King que também virou filme, traduzido no Brasil como “Os Vampiros de Salem” (1979). O elenco também vai contar com Barkhad Abdi (“Capitão Phillips”) e Matthew Alan (“13 Reasons Why”). Com roteiros de Sam Shaw e Dustin Thomason, criadores da série, a 2ª temporada estreia em 23 de outubro.

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    How to Get Away with Murder: Trailer da temporada final mostra enterro misterioso

    14 de setembro de 2019 /

    A rede ABC divulgou o pôster e o trailer da temporada final de “How to Get Away with Murder”. Além de recapitular os acontecimentos terríveis e assassinatos da trama estrelada por Viola Davis, a prévia apresenta um enterro, sugerindo um novo mistério de “quem morreu” (versão “quem está no caixão”) nos capítulos finais. A série é uma das últimas criações de Shonda Rhimes exibidas pela ABC. A produtora, que também concebeu a série médica “Grey’s Anatomy”, “Station 19” e a já encerrada “Scandal”, trocou no ano passado o canal da Disney por um contrato milionário com a Netflix. A 6ª e última temporada de “How to Get Away with Murder” estreia no dia 26 de setembro na TV americana. No Brasil, a atração é exibida pelo canal Sony. Além disso, suas temporadas anteriores estão disponíveis na Netflix.

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  • Série

    Looking for Alaska: Série baseada no livro de John Green ganha trailer completo

    14 de setembro de 2019 /

    A plataforma Hulu divulgou o pôster e o trailer completo da minissérie “Looking for Alaska”, inspirada no livro homônimo de John Green, que foi lançado no Brasil com o título “Quem É Você, Alasca?”. A prévia é dramática até não poder mais, num clima reminiscente da famosa série teen dos anos 1990 “Dawson’s Creek”. Primeiro livro de John Green (conhecido pelo estouro de “A Culpa É das Estrelas”), “Quem É Você, Alasca?” acompanha um adolescente chamado Miles Halter, que se muda para uma nova cidade, onde faz novos amigos e conhece a bela Alasca, por quem se apaixona, enquanto descobre que ela não é tão perfeita quanto ele imaginava. Miles é interpretado por Charlie Plummer (John Paul Getty III em “Todo o Dinheiro do Mundo”), Alaska é vivida por Kristine Froseth (de “Sierra Burgess É uma Loser”) e o brasileiro Henry Zaga (“13 Reasons Why?”) encarna Jake, o namorado charmoso dela. O elenco também inclui Jordan Connor (o Sweet Pea de “Riverdale”), Jay Lee (“American Vandal”), Sofia Vassilieva (“Medium”), Uriah Shelton (“Garota Conhece o Mundo”), Roman Armstrong (“Queen Sugar”) e Landry Bender (“Fuller House”). A obra chegou a ser cotada para o cinema, com Elle Fanning no papel de Alaska, mas após a baixa bilheteria de “Cidades de Papel”, segunda adaptação cinematográfica de Green, o projeto foi cancelado. O formato de série, por outro lado, permitirá maior liberdade para a exploração da trama, já que o livro causou certa polêmica e chegou a ser banido de diversas escolas dos EUA por fazer descrição de sexo entre adolescentes. A adaptação está cargo de Josh Schwartz, o criador de “Chuck” e “Gossip Girl”, que atualmente se divide entre o novelão de “Dynasty” e os super-heróis de “Runaways”. Ele estava envolvido com o projeto original do filme e tem sido um entusiasta do livro desde que a Paramount adquiriu os direitos em 2005. A produção está a cargo da Paramount TV e da Fake Empire, empresa de Schwartz e sua sócia criativa Stephanie Savage. Os dois trabalharão como showrunners da série, com consultoria do próprio John Green. “Looking for Alaska” será lançada pela plataforma de streaming em 18 de outubro nos Estados Unidos.

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    Harry Potter e filmes de quadrinhos alimentam fake news da cultura pop

    14 de setembro de 2019 /

    Isto é um serviço de utilidade pública para o leitor ocasional da Pipoca Moderna. Lembra das notícias mais empolgantes de produções de filmes que surgiram nos últimos dias? Harry Potter ia ganhar um novo filme com o elenco original. Professor X e Magneto seriam negros no X-Men da Disney. Keanu Reeves faria outro filme como Constantine. Etc. Você não leu nada disso na Pipoca Moderna. Mas pode ter encontrado com alguma facilidade na internet. A gente não publicou porque é tudo invenção e depois teria que fazer novas matérias desmentindo. Trata-se de click bait pura e simples. E tem endereço conhecido: o site We Got This Covered. Em julho, o cineasta Guillermo Del Toro usou o Twitter para avisar seus seguidores que o site estava mentindo ao dizer que ele faria uma versão live-action de “Atlantis: O Reino Perdido”(2001), da Disney. Veja abaixo. Os mesmos redatores desse endereço também inventaram diversas notícias sobre adaptações da DC Comics: o astro de “Aladdin” seria o Gavião Negro no cinema, Michael B Jordan interpretaria o Raio Negro, Rihanna seria Hera Venenosa no novo filme do Batman, Emilia Clark estaria cotada para viver Zatanna, a Warner estaria planejando um filme da Vixen, etc. A propósito, Colin Farrell seria Constantine em junho, três meses antes de o site mudar de ideia e definir que Keanu Reeves voltaria ao papel. Você acreditou em alguma dessas notícias? Não deveria. Sempre que ler We Got This Covered como fonte, na melhor das hipóteses é só rumor. Mas a repetição constante sugere má fé mesmo. O pior é que muitos sites brasileiros reverberam tudo o que eles plantam. E é tudo fake news. Fica a dica. via MEME

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    Stumptown: Veja os primeiros 4 minutos da nova série de Cobie Smulders

    14 de setembro de 2019 /

    A rede ABC divulgou uma foto do elenco central (acima) e os primeiros 4 minutos de “Stumptown”, série estrelada pela atriz Cobie Smulders, intérprete da agente da SHIELD Maria Hill nos filmes da Marvel. E, por coincidência, a nova atração também é baseada em quadrinhos – na publicação homônima, escrita por Greg Rucka (“Terror na Antártida”) e desenhada por Matthew Southworth. A trama acompanha Dex Parios (Smulders), uma veterana do exército dos EUA que trabalha como detetive particular em Portland. Inteligente, durona e assertiva, ela enfrenta a má vontade da polícia local e dívidas por seu vício em apostas, enquanto resolve seus casos. O elenco também inclui Michael Ealy (“Secrets and Lies”), Jake Johnson (“New Girl”), Camryn Manheim (“Ghost Whisperer”), Tantoo Cardinal (“Frontier”) e Adrian Martinez (“The Blacklist: Redemption”). A adaptação está a cargo de Jason Richman (criador de “Detroit 1-8-7”) e a equipe de produção inclui o cineasta Ruben Fleischer (“Venom”). Embora tenha feito algumas séries para a Netflix, Cobie Smulders não estrelava uma produção 100% televisiva desde o final de “How I Met Your Mother”, em 2014. “Stumptown” estreia em 25 de setembro nos Estados Unidos.

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    Dublin Murders: Nova série britânica de crime e mistério ganha trailer e imagens

    14 de setembro de 2019 /

    O canal pago americano Starz divulgou o pôster, fotos e o trailer de “Dublin Murders”, nova série britânica de suspense, que gira em torno da investigação de assassinatos rituais de crianças. Baseado nos romances de Tana French, “The Likeness” e “In the Woods”, o thriller psicológico acompanha dois detetives policiais chamados para averiguar o caso de uma adolescente assassinada nos arredores de Dublin, na Irlanda. Enquanto avançam na investigação, os detetives são forçados a enfrentar suas próprias escuridões, porque um deles foi sobrevivente de um crime similar, há muitos anos. E há suspeita de se tratar de um crime ritualístico. “Achamos que quem foge é abençoado, sortudo, mas e se os mortos forem os sortudos?”, reflete o detetive no trailer. O elenco destaca Killian Scott (“C.B. Strike”) e Sarah Greene (“Penny Dreadful”) como o par de detetives, além de Tom Vaughan-Lawlor (“Os Vingadores: Guerra Infinita”), Moe Dunford (“Vikings”), Leah McNamara (“Vikings”), Ian Kenny (“Han Solo: Uma História Star Wars”), Eugene O’Hare (“The Fall”), Jonny Holden (“Mulheres em Crise”), Conleth Hill (“Game of Thrones”) e Peter McDonald (“The Last Kingdom”). “Dublin Murders” foi criada por Sarah Phelps, que assinou várias adaptações de Agatha Christie para a BBC (as minisséries “And Then There Was None”, “The Witness for the Persecution”, “Ordeal by Innocence” e “The ABC Murders”) e sua produção é uma parceria da rede britânica com o canal Starz. A estreia está marcada para 10 de novembro nos Estados Unidos, e deverá ser disponibilizada em streaming pelo Starz Play na Europa e na América Latina.

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    Supernatural: Última temporada ganha trailer e imagens

    14 de setembro de 2019 /

    A rede The CW divulgou o pôster, fotos e um trailer da estreia da 15ª e última temporada de “Supernatural”. Na prévia, os irmãos Winchester descobrem que terão que enfrentar todas as almas do inferno, incluindo algumas que eles mesmos mandaram pra lá. É a deixa para a volta de monstros antigos, numa espécie de “greatest hits” da série. Já as fotos tem clima de “The Walking Dead”, com Sam (Jared Padalecki), Dean (Jensen Ackles) e Castiel (Misha Collins) enfrentando zumbis num cemitério. A temporada final de Supernatural estreia no dia 10 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.

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  • Série

    Limetown: Jessica Biel investiga desaparecimento de uma cidade em trailer de série de suspense

    14 de setembro de 2019 /

    O Facebook divulgou o pôster e o trailer de “Limetown”, série de suspense estrelada por Jessica Biel, que retorna às produções do gênero após protagonizar a 1ª temporada de “The Sinner”, em 2017. Produzida para a plataforma de streaming Facebook Watch, a trama gira em torno da jornalista Lia Haddock (Biel), que se dedica a investigar o desaparecimento misterioso e simultâneo de 300 pessoas na cidadezinha do título, no estado americano do Tennessee. A premissa é baseada em um podcast ficcional de mesmo nome. Além de estrelar, Biel é produtora executiva, ao lado dos criadores do podcast, Zack Ackers e Skip Bronkie, que desenvolveram o roteiro da série. Também fazem parte do elenco os atores Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Kelly Jenrette (“The Handmaid’s Tale”), Sherri Saum (“The Fosters”), Omar Elba (“Berlin, I Love You”), Alessandro Juliani (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e Janet Kidder (“The Man in the High Castle”). ​Com 10 episódios, a série tem estreia marcada para o dia 16 de outubro no Facebook Watch.

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  • Série

    Estreias das novas temporadas de Chicago Fire, Chicago PD e Chicago Med ganham artes e trailers

    14 de setembro de 2019 /

    A rede NBC divulgou quatro pôsteres e dois trailers para divulgar as novas temporadas de “Chicago Fire”, “Chicago PD” e “Chicago Med”. As três séries retornam na TV americana no dia 25 de setembro com um grande crossover entre seus episódios, além de retomarem as crises deixadas em aberto em suas respectivas season finales. Os vídeos abaixam relembram alguns dos momentos críticos intercalados com cenas inéditas, e antecipa o caos que as equipes de bombeiros, policiais e médicos irão enfrentar na volta das atrações. Produzidas por Dick Wolf, a série de bombeiros “Chicago Fire” chegará a sua 8ª temporada, enquanto a policial “Chicago PD” vai para a 7ª e a médica, “Chicago Med”, vai exibir sua 5ª temporada. As três são exibidas no Brasil pelo canal pago Universal.

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  • Série

    Milo Ventimiglia será o lendário motociclista Evel Knievel em minissérie

    14 de setembro de 2019 /

    O canal pago USA Network anunciou a produção de uma minissérie sobre o famoso motociclista e dublê Evel Knievel, com Milo Ventimiglia no papel principal. O astro de This is Us também atuará como produtor-executivo da atração, intitulada “Evel”. Evel Knievel se tornou um dos grandes ícones americanos dos anos 1970 por seus audaciosos saltos de motocicleta em distância, sempre usando um uniforme com capa, como um super-herói. Ao todo, ele saltou 75 vezes entre rampas distantes, entre 1965 e 1980, muitas vezes caindo e se machucando diante de espectadores em eventos de cobertura nacional. Seu nome, por sinal, está no livro Guinness dos Recordes não pela quantidade de saltos, mas pelas 433 costelas quebradas ao longo da carreira. Knievel chegou a ficar em coma por 29 dias em 1967, após uma de suas manobras mais arriscadas. Sua vida de excessos lhe rendeu o título de motociclista mais audacioso de todos os tempos – e foi a inspiração para a criação do Motoqueiro Fantasma nos quadrinhos. Ele morreu em 2007, aos 69 anos, devido a um doença pulmonar. A série é descrita como um retrato emocionante de um homem complexo vivendo o sonho americano, equilibrando uma fama meteórica com a criação de sua família e encarando a possibilidade de que seu próximo salto, sobre o Snake River Canyon, pudesse matá-lo. Chris McCumber, presidente da USA Network, afirmou que o canal “é conhecido por fazer grandes séries-eventos que celebram heróis, rebeldes e ícones — e o que poderia ser maior que a história de um dos maiores caçadores de adrenalina de todos os tempos? A incrível vida e jornada de Evel Knievel proporcionam uma narrativa dramática, e estamos animados em fazer parcerias com Milo, McG, UCP, Atlas e Wonderland para trazer esse icônico conto americano para nossos espectadores”. Essa será a primeira série sobre a vida do dublê, mas já existem alguns filmes e documentários sobre ele, que era conhecido por suas manobras e seus saltos perigosos com motocicletas. Por sinal, a premissa de “Evil Knievel”, filme de 1971 estrelado por George Hamilton, também trazia o protagonista refletindo sobre sua vida antes de um salto arriscado. Um projeto cinematográfico com Chris Hemsworth (o Thor) chegou a ser concebido em 2011, mas não foi adiante. “Evel” terá a sua produção iniciada em 2020.

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    Diretor de filme LGBTQIA+ atacado por Bolsonaro diz sofrer ameaças de morte

    14 de setembro de 2019 /

    O cineasta Bruno Victor Santos revelou que vem recebendo ataques nas redes sociais após seu filme “Afronte” ser mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) numa live. O projeto da adaptação do curta numa série foi citado entre por Bolsonaro numa live em agosto, em que o presidente se manifestou contra produções de temática LGBTQIA+, afirmando que não iria liberar verba para esse tipo de “filmes”. “Um discurso de ataque tão direto do presidente valida que outras pessoas façam o mesmo”, escreveu o diretor num desabafo publicado pelo site The Intercept Brasil. “E eu recebi ataques extremamente dolorosos, desde apoios à fala [de Bolsonaro] e à censura, até gente falando da cor da minha pele, da minha orientação sexual.” Bruno conta que ele foi chamado de “cosplay de Marielle Franco” em um dos ataques. Ele considera motivo de orgulho ser comparado à figura da vereadora assassinada em 2018, mas o motivo da associação é o pior possível. “O que eles estão falando que eu mereço ter uma morte parecida com a dela. E eu fiquei com medo, me retirei das redes sociais. E sei que essas pessoas são covardes e gostam de violência, e que elas querem que a população preta, principalmente LGBT, continue sendo massacrada”, declarou. Codirigdo por Bruno Victor e Marcus Azevedo, o curta “Afronte” mostra a realidade vivida por negros homossexuais no Distrito Federal. Exibido no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e no Festival de Brasília em 2017, a obra venceu o Prêmio Saruê, concedido pelo jornal Correio Braziliense no evento da capital – o nome é homenagem ao longa-metragem “O País de São Saruê”, de Vladimir Carvalho, retirado do Festival de Brasília em 1971 por conta da censura. “Confesso que não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja, ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme mostrando a realidade vivida por negros homossexuais no DF, não dá para entender. Mais um filme que foi para o saco”, disse o Bolsonaro, deixando claro a ordem de impedir a produção do projeto. Seis dias depois, uma portaria do Ministério da Cidadania suspendeu o edital para a produção das séries atacadas pelo presidente – que, na ocasião da live, achava que eram filmes. Para não fazer as séries, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afetou apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. E isso já traz consequências claras para o setor. Após a fala de Bolsonaro e a ação de Osmar Terra, entidades LGBTQIA+ denunciam o presidente na Procuradoria Geral da República por homofobia e o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro já instaurou um inquérito civil para apurar a suspensão do edital. A suspeita de homofobia também é uma das questões apuradas. Além disso, a suspensão do edital está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. Bolsonaro já foi condenado por declarações homofóbicas em 2011, tendo que pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) do Ministério da Justiça. Isto porque na época o crime não era equiparado ao racismo, que contempla penas de reclusão. Isto mudou neste ano, em entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que igualou as punições a todos os atos de intolerância.

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    Censura: Ernesto Araújo diz que é “natural” dar apoio a “determinados filmes” e não para outros

    14 de setembro de 2019 /

    A revelação de que a Embaixada do Brasil no Uruguai teria tentado censurar a exibição do documentário “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, numa mostra de cinema brasileiro em Montevideo, foi comentada pelo chanceler Ernesto Araújo, durante sua visita a Washington. A tentativa de censura ganhou projeção internacional após a produtora JBM Producciones acusar a Embaixada brasileira, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, de proibir a inclusão do filme na mostra. A questão veio à tona num comunicado da JBM ao diretor Miguel Faria Jr. O jornal O Globo cita que, em anexo, há um arquivo de áudio recebido pela produtora, em que uma mulher diz: “A Claudia agora conversou com o embaixador em Montevidéu, do Brasil no Uruguai, e eles falaram que ‘Chico’ é um filme que eles não querem exibir. Então vamos tirar ‘Chico’, tá?”. A empresa que organiza a mostra é outra, chamada Inffinito. A orientação para tirar o filme teria sido feita para a Inffinito, que repassou a informação para a JBM. Ao abordar a polêmica, Araújo negou a determinação de censura, preferindo usar palavras mais amenas como “preferência”, “sugestão” e “apoio a determinados filmes”. Ao mesmo tempo, confirmou orientação da Embaixada para vistoriar listas de títulos e pedir supressão de obras que desagradem ao governo Bolsonaro em troca de apoio. “Houve um pedido, de uma entidade que está organizando uma mostra de cinema, de algum tipo de apoio da embaixada brasileira em Montevidéu. A embaixada pediu a lista, foi-lhe fornecida a lista de filmes que potencialmente poderiam ser exibidos. E a embaixada indicou quais seriam aqueles que, enfim, seriam da preferência, digamos. E acho que o interesse não estava nesse filme sobre o Chico Buarque. E a empresa, essa entidade que terá algum tipo de apoio institucional da embaixada seguiu, pelo o que eu sei, essa sugestão”, disse o chanceler. “Então, é uma situação em que, se você pede o apoio institucional da embaixada brasileira, é natural que a embaixada brasileira fale: eu quero dar apoio para esses determinados filmes a serem exibidos”, completou.

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    Congelamento de verbas do audiovisual brasileiro já afeta filmes convidados para festivais internacionais

    13 de setembro de 2019 /

    E segue firme o projeto de destruição da indústria cinematográfica e da volta escamoteada da censura no Brasil. Entre as vítimas da vez encontra-se “Pacarrete”, filme vencedor do Festival de Gramado deste ano. Dirigido por Allan Deberton, produtor de uma das séries LGBTQIA+ de um edital de TVs públicas polemicamente cancelado pelo governo Bolsonaro no final de agosto, o filme teve o pedido de apoio para ser exibido no Festival de Bogotá, na Colômbia, negado. A decisão é parte de uma deliberação da diretoria da Ancine, que atualmente está reduzida a duas pessoas após afastamentos e pela imobilidade transformada em método de governo. A dupla precisou suspender todos os programas de apoio por falta de verba. Além de Deberton, cineastas de outras cinco produções, entre curtas e longas-metragens, dizem ter sido lesados pela decisão, porque tiveram seus pedidos de apoio aprovados pela Ancine, compraram passagens aéreas para os respectivos festivais de que participariam, e só depois receberam o aviso de suspensão do programa. A mineira Juliana Antunes contava com o apoio da agência para levar seu curta “Plano Controle” ao Festival de Nova York, com início em 27 de setembro, daqui a duas semanas. Ela também negociava participar da Viennale, que acontece no final de outubro em Viena, e para o Festival de Mar del Plata, na Argentina, em novembro. “Como virar dinheiro da noite pro dia e arcar com uma viagem para a qual não tenho a menor condição financeira?”, questionou a diretora em entrevista à Folha de S. Paulo. Já Ana Carolina Marinho Dantas apelou para uma vaquinha virtual para conseguir apresentar o curta “Entre” no Festival de Londres, e articula uma ação jurídica contra o órgão junto com outros cineastas prejudicados. A verdade, porém, é que o problema é maior que o vislumbrado pelas reportagens da grande imprensa e manifestações de cineastas pontualmente prejudicados. Não falta dinheiro apenas para o programa de apoio à participação em festivais internacionais. O governo de Jair Bolsonaro congelou todo o investimento federal na indústria audiovisual brasileira. É importante lembrar, de novo, que a mesma portaria que derrubou o edital das séries LGBTQIA+ decretou a paralisia completa do investimento no setor ao congelar o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Para não fazer as séries que Bolsonaro atacou numa live por considerar “impróprias”, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto apocalíptico prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afeta apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. Apesar do impacto desse congelamento, a “grande imprensa” segue perceber a abrangência nem dar a devida importância para o assunto, assim como deixou de repercutir o anúncio do ministro Osmar Terra sobre seus planos para acabar com as cotas do cinema nacional e a produção de filmes de arte – os que vencem festivais – , no Brasil.

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