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    Willem Dafoe impressiona como Van Gogh em No Portal da Eternidade

    17 de fevereiro de 2019 /

    A obra pictórica de Vincent Van Gogh (1853-1890) é impressionante, revolucionou a pintura, tornou-se uma quase unanimidade ao longo do tempo. Foi praticamente ignorada, porém, enquanto ele estava vivo. Recebeu algum reconhecimento crítico, mas nenhum êxito econômico. Consta que, apesar dos esforços do dedicado irmão Theo, nem um único quadro foi vendido até sua morte. Isso já é suficiente para despertar o interesse pelo personagem, mas sua vida solitária, desencontrada, com lances de loucura, como o corte da orelha, dificuldades no convívio, rejeição da comunidade, sombras sobre a sua morte, tornam tudo mais misterioso e sedutor. Não por acaso, o cinema dedicou vários filmes importantes a Van Gogh, começando por um curta de Alain Resnais, de 1948, passando por “Sede de Viver”, de Vincent Minnelli, de 1956, com Kirk Douglas vivendo o pintor. Mais dois filmes praticamente simultâneos, “Vincent & Theo”, de Robert Altman, protagonizado por Tim Roth, em 1990, e o ótimo “Van Gogh”, de Maurice Pialat, com Jacques Dutronc no papel principal, em 1991. Até “Com Amor, Van Gogh”, uma animação adulta de 2017, sobre as obras e o final da vida do pintor, dirigida por Dorota Kobiela e Hugh Weichman. Agora, é o diretor americano – e também pintor – Julian Schnabel quem volta ao personagem, em outro belo filme sobre o período final da vida de Van Gogh, “No Portal da Eternidade”. O mistério dessa vida aqui vai ser explorado não só na beleza de suas obras, mas na natureza, tão essencial à sua pintura, mostrada com exuberância e sofisticação visual. Buscará também uma reflexão sobre a relação da obra com o criador, o significado da arte, a determinação quase impositiva do talento criativo. Algo que tem de se expressar de forma borbulhante, explosiva, que não tem como ser contido. Que seria isso, afinal? Dom, destino, missão, loucura? Willem Dafoe faz o personagem com grande força interpretativa e alcançando uma similaridade com a figura conhecida do pintor, que impressiona. Tanto que concorre, pela primeira vez, ao Oscar de Melhor Ator – após três indicações como Coadjuvante, a mais recente por “Projeto Flórida”, no ano passado. O elenco é todo cheio de talentos conhecidos – Oscar Isaac, Mads Mikkelsen, Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, etc. São intérpretes experientes, que dão suporte consistente à narrativa de Schnabel, que já dirigiu “O Escafandro e a Borboleta”, um êxito de 2007, e outro filme sobre um pintor, “Basquiat – Traços de uma Vida”, de 1996.

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  • Filme

    Climax vai do sensual ao desagradável em busca de algo diferente

    16 de fevereiro de 2019 /

    Às vezes basta uma cena para que um filme se torne memorável. Mesmo quando esse filme seja cheio de problemas e provoque mais insatisfações do que alegrias. Em “Climax”, de Gaspar Noé, trata-se de uma sucessão de performances solo dos dançarinos e dançarinas, mostrada através de uma câmera que visualiza a ação de cima. Aquilo é tão belo e sensual e a música é tão intensa e envolvente que, por alguns minutos, até parece que estamos vendo um dos melhores filmes do ano. A cena acontece depois que o público começa a conhecer um grupo relativamente grande de dançarinos numa festa de comemoração, apresentados de maneira interessante – e ao mesmo tempo dispersiva – na abertura do filme. É dispersiva principalmente para quem gosta de livros, filmes e estantes. Do lado de uma televisão, há duas prateleiras que completam a tela scope da janela com livros e capas de VHS (o filme se passa nos anos 1990) relacionados a cinema ou a temas ao gosto do diretor: Buñuel, Argento, Fassbinder, Pasolini, Nietzsche, entre outros. E por falar em Buñuel, o fato de as pessoas não poderem sair daquele espaço em que estão lembra um pouco “O Anjo Exterminador” (1962), clássico do mais talentoso dos cineastas espanhóis. Mas esse elemento acaba sendo esquecido ao longo das conversas entre os personagens, muitas delas sobre sexo. Destaque para o papo entre dois homens sobre quais mulheres do grupo eles já transaram e quais desejam transar e como vão fazer. Uma pena que Noé tenha uma obsessão quase infantil de querer chocar a plateia e acaba transformando o que poderia ser impactante do ponto de vista formal, sensual e poético em algo que busca se tornar desagradável, como já é tradicional em sua filmografia – como a cena prolongada de estupro de “Irreversível” (2002). Assim, o terceiro ato do filme tenta emular o estado de perturbação dos personagens, depois de terem sido drogados por uma substância alucinógena, abrindo espaço para cenas de câmeras rodopiantes e algumas cenas de violência gráfica e brutal (não é nada agradável ver uma mulher grávida receber chutes na barriga). Ainda assim, a lembrança que merece ser evocada desta experiência, filmada com um fiapo de roteiro de cinco páginas, participação da atriz Sofia Boutella (“A Múmia”), da porn star Giselle Palmer (“She Likes It Rough”) e muita vontade de fazer algo diferente, é das referidas danças sensuais ao som de um áudio poderoso – a música pulsante é cortesia de Thomas Bangalter, do Daft Punk. De fato, esse filme poderia ser muito mais gostoso se não precisasse contar uma história.

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    Zombies 2: Disney Channel vai produzir continuação de seu musical zumbi

    16 de fevereiro de 2019 /

    O “high school musical zumbi” da Disney vai ganhar continuação. Sucesso do Disney Channel, “Zombies” foi o programa mais assistido entre crianças de 6 a 14 anos em 2018 nos Estados Unidos. E logicamente os produtores foram encarregados de realizar um segundo filme. Na produção, os zumbis não assustam. Eles tem cabelo verde e pele branca, como um certo vilão da DC Comics e como nenhum outro zumbi já visto na TV ou no cinema – e olha que os zumbis de “iZombie” são loiros! Também não são adeptos ao canibalismo, já que o programa é para crianças. Aliás, a moral de sua história é sobre superação de preconceitos, tendo como mote o dilema do time de futebol da escola, que se divide em aceitar um zumbi na equipe. O roteiro foi escrito por David Light e Joseph Raso originalmente para uma série de TV do mesmo canal, intitulada “Zombies and Cheerleaders”. O piloto chegou a ser produzido e recusado em 2011. Assim, a Disney foi buscar a trama literalmente no lixo, contratando o roteirista Josh Cagan (“High School Band” e “Duff”) para reciclá-la como telefilme. As crianças adoraram e o casal formado por Milo Manheim (série “Ghost Whisperer”) e Meg Donnelly (série “American Housewife”), respectivamente o zumbie atleta e a cheerleader loira, vão voltar a seus papéis em “Zombie 2”. E desta vez terão que lidar com outro grupo de criaturas sobrenaturais: os personagens de “Teen Wolf”, ops, lobisomens adolescentes. A direção estará novamente a cargo de Jeffrey Hornaday, que assim emplaca sua segunda continuação na Disney, após “Teen Beach Movie” (2013) e a sequência de 2015. “Zombies 2” ainda não tem previsão de estreia.

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    Tom Hanks fará novo filme com o diretor de Capitão Phillips

    16 de fevereiro de 2019 /

    O cineasta Paul Greengrass (“Jason Bourne”) planeja voltar a dirigir o astro Tom Hanks (“The Post”), após o premiado thriller “Capitão Phillips”, lançado em 2013. Intitulado “News of the World”, o novo projeto é uma adaptação do best-seller homônimo de Paulette Jiles, com roteiro de Luke Davies (“Lion”). A trama se passa no período pós-Guerra Civil Americana e acompanha o capitão Jefferson Kyle Kidd, que viaja anunciando as notícias da época, de cidade em cidade, num Texas em que a imprensa ainda engatinhava. Por sua profissão itinerante, ele aceita o compromisso de levar uma garotinha órfão de 10 anos pelas trilhas selvagens do Velho Oeste para entregá-la a seus parentes. Mas essa missão é posta à prova conforme os dois desenvolvem laços de amizade e ele descobre que os parentes da menina não só não a querem como tem planos perversos para ela. Além de viver Kidd, Hanks será coprodutor do filme, em desenvolvimento no estúdio Fox 2000. Mas ainda não há cronograma de filmagem nem previsão de estreia.

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  • Série

    Astro de One Tree Hill entra na série Riverdale em papel importante

    16 de fevereiro de 2019 /

    Chad Michael Murray, astro da antiga série adolescente “One Tree Hill” (também conhecida no Brasil como “Lances da Vida”), entrou em “Riverdale” num papel importante. Ele vai dar vida a Edgar Evernever, o líder espiritual da Fazenda, muito citado na atual temporada. A Fazenda é a seita que converteu a mãe e a irmã de Betty Cooper (Lili Reinhart) em fanáticas religiosas, a ponto de comprometerem as finanças da família. “Como o líder enigmático da Fazenda, Edgar chega em ‘Riverdale’ para espalhar seus ensinamentos e curar a alma devastada desta cidade outrora saudável”, diz a descrição oficial do personagem. “Edgar é um guru encantador e bonito, mas estaria escondendo uma agenda mais sinistra?” Claro. Além de seis temporadas em “One Tree Hill”, os créditos mais recentes de Murray incluem papeis importantes em “Star”, da Fox, e “Agent Carter”, da ABC. Ele também viveu o lendário produtor de rock Sam Phillips, o homem que descobriu Elvis Presley, na minissérie “Sun Records”.

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  • Série

    Proven Innocent: Nova série jurídica da Fox estreia com audiência de cancelamento

    16 de fevereiro de 2019 /

    A série “Proven Innocent” começou com jeito de quem já vai terminar. O primeiro episódio do novo drama jurídico do canal americano Fox estreou na sexta-feira (15/2) diante de apenas 3 milhões de telespectadores ao vivo, atingindo 0,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. É público de série com risco de cancelamento, especialmente considerando as outras estreias recentes da Fox – “The Passage” estreou com 5,2 milhões de telespectadores, “The Cool Kids” largou com 6,8 milhões, “9-1-1” com 9,8 milhões e o revival de “The Last Man Standing” com 8,1 milhões. Até a comédia “Rel”, que atualmente tem a pior audiência do canal (1,2 milhões), abriu diante de 5,4 milhões de pessoas. E como os primeiros episódios geralmente são os que atraem mais audiência, são grandes os indícios de que os nove episódios produzidos representam o limite da atração. Para complicar, a trama da série coube inteira no piloto. Rachelle Lefevre (“Under the Dome”) vive uma advogada que, na juventude, foi condenada injustamente por um crime que não cometeu e agora se dedica a defender pessoas inocentes no sistema judicial. Entretanto, em seu primeiro grande caso num tribunal, ela se vê frente a frente com o promotor responsável por sua prisão, que ainda acha que ela era culpada. O papel do antagonista é vivido por Kelsey Grammer (“Boss”) e o elenco ainda destaca Russell Hornsby (“Grimm”), Riley Smith (“Frequency”) e Vincent Kartheiser (“Mad Men”).

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  • Série

    Spin-off de Pretty Little Liars ganha pôster e confirma exibição no Brasil

    16 de fevereiro de 2019 /

    A série “Pretty Little Liars: The Perfectionists”, spin-off de “Pretty Little Liars”, ganhou um cartaz oficial do canal pago americano Freeform. E garantiu estreia no Brasil. A atração foi adquirida pela plataforma de streaming Globoplay com exclusividade no país. Embora a data da estreia nacional ainda não tenha sido confirmada, o Globoplay afirma que acontecerá ainda neste ano. Nos Estados Unidos, o lançamento está marcado para o dia 20 de março. “The Perfectionists” vai acompanhar duas personagens de “Pretty Little Liars”, Alison e Mona, em nova fase de suas vidas, tendo que lidar, como diz o cartaz, com novas mentiras e novas mentirosas adolescentes. Desta vez, porém, elas são as adultos da trama, professoras de uma escola de Ensino Médio que acaba de perder um aluno tragicamente, via assassinato. Sasha Pieterse e Janel Parrish voltam a viver, respectivamente, Alison DiLaurentis e Mona Vanderwaal, que passam de inimigas e suspeitas para amigas e investigadoras do novo mistério a ser desvendado – o mesmo “quem matou?”, mas com personagens diferentes. A história se passa na cidadezinha fictícia Beacon Heights, em Washington, onde cinco amigas frequentam o último ano do ensino médio. Enquanto planejam seu futuro e lidam com suas próprias questões pessoais e familiares, elas descobrem que não precisam ser boas para serem perfeitas, além de perceber que odeiam o mesmo garoto, o rico e convencido Nolan. Mas quando Nolan aparece morto, exatamente do jeito que brincaram que aconteceria, elas precisarão provar que não são culpadas, enquanto suas vidas – e segredos – desmoronam ao seu redor. O elenco também inclui Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”), Sydney Park (Cyndie em “The Walking Dead”), Graeme Thomas King (“Greta”), Kelly Rutherford (Lily em “Gossip Girl”), Hayley Erin (da novela “General Hospital”) e o estreante Eli Brown. O projeto foi desenvolvido por I. Marlene King, criadora de “Pretty Little Liars”, e tem inspiração em outro livro de Sara Shepard, autora de “Maldosas – Pretty Little Liars”, que foi adaptada na série original. Este já é o segundo spin-off da série original que King tenta emplacar. Em 2013, ela lançou “Ravenswood”, que era focada em Caleb (Tyler Blackburn), o “namorado” favorito das fãs de “Pretty Little Liars”. Foi cancelada após apenas 10 episódios. Já “Pretty Little Liars” foi encerrada em junho de 2017 após sete temporadas, consolidada como o maior sucesso do antigo canal ABC Family – que virou o Freeform em 2016.

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    Coprodução franco-israelense “imperdível” vence o Festival de Berlim 2019

    16 de fevereiro de 2019 /

    A organização do Festival de Berlim 2019 anunciou os vencedores de sua competição oficial. E o júri liderado pela atriz francesa Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) escolheu a coprodução franco-israelense “Synonymes”, do diretor Nadav Lapid, como o Melhor Filme, vencedor do troféu Urso de Ouro. Classificado como “imperdível” (aspas do IndieWire) pela crítica presente no festival, “Synonymes” gira em torno de um imigrante israelense que vive em Paris, tentando se integrar o máximo possível à França, a ponto de andar com um dicionário para recitar palavras francesas em voz alta pelas ruas. Ele está decidido a abandonar sua língua e sua cultura, até que descobre aspectos pouco agradáveis de seu novo país. A performance do ator Tom Mercier no papel principal chegou a ser comparada a de um jovem Tom Hardy (“Venom”) pela revista The Hollywood Reporter. A trama é inspirada na trajetória do próprio diretor Navad Lapid, que se mudou para a capital francesa no começo dos anos 2000, e, segundo ele, “fala de ser israelense em um momento em que não é possível sê-lo”. “Acho que Israel é um país que exige de você um amor absoluto, total, sem concessões. E quando alguém rejeita esse amor, vai parar no outro extremo, no ódio total”, o cineasta disse à imprensa, na entrevista coletiva após se consagrar vencedor do festival. O cineasta francês François Ozon ficou com o Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar, por seu filme “Grâce à Dieu”, que enfrenta dificuldades para ser exibido comercialmente. Dramatização de um escândalo de pedofilia da Igreja Católica na França, o filme sofreu um processo do arcebispo de Lyon, cardeal Philippe Barbarin, que tenta impedir o lançamento nos cinemas. A objeção se dá por o filme retratar Barbarin como pedófilo, antes das acusações que pesam contra ele serem julgadas na justiça. O troféu de Melhor Direção ficou com uma mulher, reforçando a importância da participação cada vez maior de cineastas femininas no evento. A vencedora foi a alemã Angela Schanelec, por “I Was at Home, But”, 10º longa de uma carreira prolífica – ela também é atriz. Já os prêmios de interpretação ficaram com Yong Mei e Wang Jingchun, protagonistas do drama chinês “So Long, My Son”, do diretor Wang Xiaoshuai. Confira abaixo a lista completa dos vencedores da mostra competitiva principal. Urso de Ouro – Melhor Filme “Synonymes”, de Nadav Lapid Urso de Prata – Prêmio do Júri “Grâce à Dieu”, de François Ozon Urso de Prata – Prêmio Alfred Bauer (Revelação) “System Crasher”, de Nora Fingscheid Urso de Prata – Melhor Direção Angela Schanelec, por “I Was at Home, But” Urso de Prata – Melhor Atriz Yong Mei, em “So Long, My Son” Urso de Prata – Melhor Ator Wang Jingchun, em “So Long, My Son” Urso de Prata – Melhor Roteiro Maurizio Braucci, Claudio Giovannesi e Roberto Saviano, por “Piranhas” Urso de Prata – Contribuição Artística Rasmus Videbæk, pela fotografia de “Out Stealing Horses” Urso de Ouro – Melhor Curta “Umbra”, de Florian Fischer e Johannes Krell Urso de Prata – Prêmio do Júri de Curtas “Blue Boy”, de Manuel Abramovich Melhor Documentário “Talking About Trees”, de Suhaib Gasmelbari Melhor Filme de Estreia “Oray”, de Mehmet Akif Büyükatalay

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    Christopher Knopf (1927 – 2019)

    16 de fevereiro de 2019 /

    Morreu o roteirista Christopher Knopf, que escreveu filmes e séries famosas dos anos 1960 e 1970. Ele tinha 91 anos e teve uma parada cardíaca em sua casa, em Santa Monica, na Califórnia, na quarta-feira (13/2), mas só agora os familiares comunicaram o falecimento. Christopher era filho do cineasta e produtor Edwin H. Knopf, cujo filme “Lili” (1953) recebeu seis indicações ao Oscar. E, curiosamente, estreou no cinema como ator, fazendo figuração numa produção de seu pai, “Veneração” (1951). Sua carreira de roteirista só iniciou graças ao apoio de Edwin, que lhe encomendou o roteiro da aventura de capa e espada “O Ladrão do Rei” (1955), estrelada por David Niven. Mas ele logo se desgarrou da família com a sci-fi “A Vinte Milhões de Léguas da Terra” (1957), cultuada pelos efeitos do mestre do stop-motion Ray Harryhausen, que dão vida ao monstro da trama. Após um par de westerns de baixo orçamento – “Audácia de um Estranho” (1957), com Joel McCrea, e “Com o Dedo no Gatilho” (1960), com Audie Murphy – Knopf passou a escrever produções televisivas do gênero, como as séries “O Homem do Rifle”, “Procurado Vivo ou Morto” e “O Texano”. Fez sucesso e ganhou a oportunidade de ajudar a escrever o piloto de “Big Valley” em 1965 e criar sua primeira série, “Cimarron”, em 1967, com astros que marcaram o cinema – Barbara Stanwyck na primeira e Stuart Whitman na segunda. Seu trabalho televisivo mais admirado, porém, foi “Scott Joplin” (1977), telebiografia do pianista conhecido como “rei do ragtime”, pelo qual venceu o prêmio do Sindicato dos Roteiristas, o WGA Awards. Já seu maior destaque cinematográfico aconteceu em “O Imperador do Norte” (1973), um clássico dirigido por Robert Aldrich, em que Lee Marvin vivia um viajante especializado em andar clandestinamente em trens e Ernest Borgnine o homem obstinado em detê-lo durante a Grande Depressão. Roteirizou ainda o western “Ambição Acima da Lei” (1975), dirigido pelo ator Kirk Douglas, e a comédia “Garotos do Coro” (1977), nova parceria com Aldrich, antes de se focar inteiramente na produção televisiva. Nesta fase final da carreira, especializou-se em obras religiosas, como a minissérie bíblica “Pedro e Paulo”, estrelada por Anthony Hopkins e Robert Foxworth em 1981, e o telefilme sobre o Papa João Paulo II, de 1984, estrelado pelo recém-falecido Albert Finney. Mas seu último trabalho televisivo foi a criação de uma série jurídica, “Equal Justice”, que durou duas temporadas entre 1990 e 1991. Seu envolvimento com a escrita também o levou a atuar como vice-presidente do Sindicato dos Roteiristas.

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  • Filme

    Filme brasileiro é premiado no Festival de Berlim 2019

    16 de fevereiro de 2019 /

    O documentário “Espero Tua (Re)Volta”, da brasileira Eliza Capai, foi um dos vencedores das premiações paralelas do Festival de Berlim 2019. Exibido na mostra Generation, dedicada a filmes sobre a juventude, o longa venceu o prêmio da organização Anistia Internacional e o Prêmio da Paz, que é dado pela Fundação Heinrich Böll, como expoente do “cinema comprometido com a coragem cívica”. A obra relembra os conflitos entre a polícia e adolescentes brasileiros que aconteceram em 2015, quando estudantes ocuparam colégios de São Paulo para exigir melhor educação. Ao justificar o prêmio, o júri da Anistia Internacional destacou a “repressão sofrida por estudantes que tratam de defender o acesso à educação livre”. “Imaginem que seus filhos saem às ruas porque o governo quer fechar as escolas e são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e porradas”, apontou a atriz austríaca Feo Aladag, ao entregar o prêmio para Eliza Capai, que, emocionada, considerou o reconhecimento como um convite a “seguir lutando por esse direito básico” “Fazer o filme foi difícil, mas nem nos piores pesadelos eu poderia imaginar que o filme ficaria pronto em condições tão adversas. É uma honra estar aqui e protestar, para o mundo, contra o governo homofóbico, racista e contra as mulheres que se instalou no País”, discursou Capai, ao aceitar o prêmio. A diretora comentou a importância do prêmio para a produção, ao conversar com o jornal O Estado de S. Paulo no fim da cerimônia. “Sempre sonhei com um lançamento alternativo, para que o filme chegasse ao seu público e, com o apoio da Anistia, acho que vamos conseguir isso. Põe no jornal, por favor, para que o Brasil saiba da importância desse prêmio. Somos independentes. Precisamos de todo apoio para fazer e lançar nossos filmes”. Veja abaixo o trailer da obra premiada, que ainda não tem previsão de estreia comercial.

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    Bruno Ganz (1941 – 2019)

    16 de fevereiro de 2019 /

    O ator suíço Bruno Ganz, que viveu um anjo em “Asas do Desejo” e Adolf Hitler em “A Queda! As Últimas Horas de Hitler”, morreu de câncer neste sábado (16/2) aos 77 anos em Zurique, informou seu agente. Nascido em 22 de março de 1941, Ganz desenvolveu a maior parte de sua carreira artística no cinema, na televisão e no teatro alemães durante mais de meio século de interpretações. Ele foi atraído para a atuação ainda muito jovem, quando um amigo, técnico de iluminação de um teatro local, passou a deixá-lo assistir às produções. A trajetória cinematográfica começou em 1960 no cinema suíço, mas só deslanchou quando foi filmar no exterior, ao se envolver com ícones da nouvelle vague francesa. Em 1976, coadjuvou em “No Coração, a Chama”, primeiro filme dirigido pela atriz Jean Moreau, e se tornou protagonista em “A Marquesa d’O”, de Éric Rohmer. Falado em alemão, o longa do mestre francês foi premiado em Cannes e rendeu a Ganz o primeiro reconhecimento de sua carreira, como Melhor Ator na votação anual da Academia Alemã-Ocidental. No ano seguinte, ele iniciou uma das principais parcerias de sua filmografia, ao estrelar o filme que lhe apresentou para o mundo, “O Amigo Americano” (1977), adaptação do suspense noir de Patricia Highsmith realizada pelo alemão Win Wenders. Na trama, Ganz vivia um emoldurador de quadros casado, com filho, endividado e vítima de uma doença terminal, que, por não ter muito a perder, é convencido a virar assassino profissional pelo amigo americano do título, ninguém menos que o serial killer Tom Ripley (que depois teria sua origem filmada em “O Talentoso Ripley”), interpretado por Dennis Hopper. O resultado, filmado de forma altamente estilizada por Wenders, e a presença de Hopper – e dos diretores Nicholas Ray e Samuel Fuller, em papéis coadjuvantes – transformou a obra em cult movie e deu a Ganz audiência cativa mundial. Fez, a seguir, seu primeiro filme americano, o terror “Meninos do Brasil” (1978), de Franklin J. Schaffner, sobre clones de Hitler, embarcou no remake do marco do expressionismo alemão “Nosferatu: O Vampiro da Noite” (1979), com direção de Werner Herzog, voltou à França para “A Dama das Camélias” (1981), adaptação do clássico literário de Alexandre Dumas Filho, em que contracenou com Isabelle Huppert, e trabalhou com ainda outro mestre do Novo Cinema Alemão, Volker Schlöndorff, em “O Ocaso de um Povo” (1981), sobre a questão Palestina. O segundo encontro com Wenders rendeu novo papel memorável, como um anjo pairando sobre Berlim em “Asas do Desejo” (1987). Filmado em preto e branco – e novamente com participação de um americano, Peter Falk – , o filme se tornou o postal definitivo de Berlim Ocidental, uma cidade à beira de um muro com uma juventude à beira do abismo, embalado por trilha/shows de rock depressivo – Nick Cave and the Bad Seeds e Crime and the City Solution. Cultuadíssimo, venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes, o Prêmio do Público na Mostra de São Paulo e o de Melhor Filme Estrangeiro no Film Independent Spirit Awards americano. Ganz filmou ainda um terceiro longa com Wenders, “Tão Longe, Tão Perto” (1993), novamente ao lado de Peter Falk e com Willem Dafoe. E embarcou numa turnê cinematográfica mundial, rodando produções na Itália (“Sempre aos Domingos”, 1991), Austrália (“O Último Dia em Que Ficamos Juntos”, 1992), Islândia (“Filhos da Natureza”, 1991) e Reino Unido (“A Vida de Saint-Exupery”, 1996). Até criar outro clássico com um grego, Theodoros Angelopoulos, em “A Eternidade e um Dia” (1998). Após filmes de menor evidência, voltou com tudo em 2004 com duas produções que lhe deram grande visibilidade: o remake de “Sob o Domínio do Mal”, dirigido pelo americano Jonathan Demme, e principalmente “A Queda! As Últimas Horas de Hitler”, de Oliver Hirschbiegel, em que interpretou o Hitler mais convincente já visto no cinema, amargurando seu final de vida no bunker de onde só sairia morto. A popularidade de “A Queda!”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, embalou outra volta ao mundo, que desta vez o levou até ao Japão (“The Ode to Joy”, 2006), antes de colocá-lo novamente em Hollywood, em “Velha Juventude” (2007), dirigido por Francis Ford Coppola, e numa nova parceria com Angelopoulos, “A Poeira do Tempo” (2008). Ele ainda realizou uma façanha, ao estrelar dois filmes indicados ao Oscar num mesmo ano: “O Grupo Baader Meinhof” (2008), de Uli Edel, sobre o grupo terrorista alemão dos anos 1970, que disputou o troféu de Melhor Filme em Língua Estrangeira, e “O Leitor” (2008), do inglês Stephen Daldry, sobre uma ex-funcionária nazista analfabeta, que rendeu o Oscar de Melhor Atriz para Kate Winslet. Membro ativo da comunidade cinematográfica alemã, Ganz também atuou como presidente da Academia Alemã de Cinema de 2010 a 2013. E, em 2010, recebeu uma homenagem da Academia Europeia por sua filmografia. Que só aumentou desde então. Extremamente versátil, Ganz acumulou filmes de alcance internacional na fase final de sua carreira, como os thrillers hollywoodianos “Desconhecido” (2011), de Jaume Collet-Serra, e “O Conselheiro do Crime” (2013), de Ridley Scott, o romance “Trem Noturno para Lisboa” (2013), de Bille August, o cult escandinavo de vingança “O Cidadão do Ano” (2014), de Hans Petter Moland – refilmado neste ano como “Vingança a Sangue Frio” – , o drama “Memórias Secretas” (2015), de Atom Egoyan, a comédia “A Festa” (2017), de Sally Potter, e o ultraviolento “A Casa que Jack Construiu” (2018), de Lars Von Trier, em que deu vida ao poeta Virgílio, acompanhando o serial killer interpretado por Matt Dillon numa jornada para o Inferno. No ano passado, os médicos o diagnosticaram com um câncer intestinal, mas, mesmo passando por tratamento com quimioterapia, ele continuou filmando. O ator deixou três longas inéditos, entre eles “Radegund”, do americano Terrence Malik. Para se ter ideia da importância de Ganz para o cinema e o teatro alemães, ele era portador do Anel de Iffland, uma honraria lendária do século 18, que apenas o melhor ator em língua alemã pode usar, e sua utilização é vitalícia, passando a outro intérprete apenas após sua morte.

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    Ator mexicano de Roma consegue visto após insistir pela quarta vez para ir ao Oscar 2019

    15 de fevereiro de 2019 /

    Após ter seu visto recusado três vezes pelas autoridades imigratórias americanas, o ator mexicano Jorge Antonio Guerrero, que interpreta Fermín no filme “Roma”, conseguiu o documento necessário para entrar nos Estados Unidos e poder participar da cerimônia do Oscar 2019. Faltando nove dias para a cerimônia, Guerrero compartilhou a boa notícia em seu Instagram. “É uma alegria compartilhar com vocês que depois dos trâmites correspondentes, tenho o visto americano em mãos”, ele comemorou na rede social. “Quero expressar minha mais profunda gratidão à Secretaria de Relações Exteriores por ser um vínculo fundamental para essa conquista, à embaixada dos EUA e seus diplomatas que tiveram a gentileza de se aproximarem de mim, aos meus companheiros por seu apoio inestimável, à minha equipe por caminhar comigo a cada passo, aos novos amigos e associações que amavelmente estenderam sua mão para ajudar, à Netflix por seu apoio durante o processo”, acrescentou. Em janeiro, o ator relatou sua dificuldade para poder participar da divulgação no filme nos Estados Unidos, tendo sido impedido de viajar para a première de “Roma” no ano passado e dos eventos de premiação no começo do ano. Além de ter o principal papel masculino de “Roma”, Jorge Antonio Guerrero também participou de “Narcos: México” e da série sobre o cantor mexicano Luis Miguel, que obteve grande sucesso internacional. O problema do ator mexicano foi reprise das confusões dos dois anos passados. Desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, integrantes de equipes de filmes estrangeiros vêm tendo seus vistos recusados. Em 2017, a proibição de Donald Trump a viajantes de sete países de maioria muçulmana impediram que duas pessoas envolvidas no documentário britânico “Os Capacetes Brancos”, indicado para Melhor Curta Documentário, pudessem comparecer à cerimônia, simplesmente porque eram sírios, e esse país estava na lista de Trump. O filme venceu o Oscar. A proibição também resultou na ausência do diretor Asghar Farhadi, que desistiu de obter um visto especial após ser barrado por ser iraniano, quando seu filme “O Apartamento” venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A atriz do filme, Taraneh Alidoosti, desabafou no Twitter ao afirmar que “a proibição de visto de Trump para os iranianos é racista”. Atualmente, o projeto político de Trump está voltado a construir um muro na fronteira com o México para barrar imigrantes latinos. Com este objetivo, campanhas televisivas recentes do governo federal americano têm descrito esses imigrantes como assassinos, ladrões, traficantes e estupradores. Visualizar esta foto no Instagram. @USEmbassyMEX Uma publicação compartilhada por Jorge A Guerrero (@jorgeaguerrero_) em 13 de Fev, 2019 às 8:46 PST

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    Academia volta atrás e todas as categorias serão premiadas ao vivo no Oscar 2019

    15 de fevereiro de 2019 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos voltou atrás na sua decisão de tirar a premiação de quatro categorias da transmissão ao vivo do Oscar 2019. A pressão de diversos astros e cineastas contra a iniciativa, que jogaria para os intervalos comerciais a entrega de troféus aos vencedores das categorias de Direção de Fotografia, Edição, Curta-Metragem e Maquiagem e Cabelo, fez com que a iniciativa fosse revista. Em breve comunicado, a Academia disse que “ouviu as opiniões de seus membros sobre a apresentação do Oscar” e que “todos os prêmios serão apresentados ao vivo, sem edições, em nosso formato tradicional”. A polêmica foi consequência de um acordo entre a Academia e a rede americana ABC, que detém os direitos de exibição do Oscar nos Estados Unidos. Com o objetivo de diminuir a longa duração do evento para três horas, a Academia se comprometeu a realizar algumas mudanças na premiação. Assim, no começo desta semana, foi anunciado que quatro categorias seriam excluídas da transmissão ao vivo, passando a receber seus prêmios durante os intervalos comerciais. A reação do Sindicato dos Diretores de Fotografia (ASC) foi de repúdio imediato à iniciativa, o que deu início a protestos entre cineastas nas redes sociais e culminou numa carta aberta endereçada ao presidente da Academia, John Bailey – que ironicamente é diretor de fotografia. Vários astros, cineastas e profissionais de destaque da indústria cinematográfica assinaram o documento, que continuava a ganhar adesões nas últimas horas. Entre os signatários do protesto, estavam vários candidatos ao Oscar 2019. Ao todo, 200 cinematógrafos, 75 diretores, incluindo Martin Scorsese, Alfonso Cuarón, Quentin Tarantino, Guillermo del Toro e Spike Lee, 80 atores, entre eles Bradley Copper, Glenn Close, Brad Pitt, George Clooney, Robert De Niro, Sandra Bullock e Emma Stone, bem como dezenas de produtores, editores, figurinistas, supervisores de VFX, etc, uniram-se contra a forma como a cerimônia estava sendo produzida. Alfonso Cuarón, que é favorito a vencer o Oscar de Melhor Direção de Fotografia por seu trabalho em “Roma”, escreveu nas redes sociais: “Na história do CINEMA, obras-primas existiram sem som, sem cor, sem roteiro, sem atores e sem música. Mas nunca nenhum filme existiu sem CINEMAtografia e sem edição”. Guillermo del Toro complementou a observação do conterrâneo. “Direção de Fotografia e Edição são o coração de nosso ofício. Eles não foram herdados de uma tradição teatral ou de uma tradição literária: eles são o próprio cinema”, tuitou o cineasta. No ano passado, a transmissão do Oscar durou mais de 3 horas e meia, e teve a pior audiência já registrada pelo evento na TV americana. O Oscar 2019 vai acontecer em 24 de fevereiro, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.

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