Louisa Moritz (1946 – 2018)
A atriz Louisa Moritz, que ficou conhecida nas telas por sua participação em filmes como “Um Estranho no Ninho” e “O Último Americano Virgem” e fora delas como uma das primeiras acusadoras de Bill Cosby, morreu na quarta-feira (30/1) em Los Angeles, de causas naturais aos 72 anos. Nascida Louisa Castro em 1946, em Havana, Cuba, ela se mudou nos anos 1950 para os Estados Unidos e mudou seu nome ao conhecer o hotel St. Moritz, em Nova York. Começou a trabalhar como modelo na década de 1960 e rapidamente se tornou um rosto conhecido dos comerciais. Isto a levou à atuação. O começo foi em comédias picantes, como “Assignment: Female” (1966) e “The Man from O.R.G.Y.” (1970), sempre fazendo a loira sensual. Mas logo caiu nas graças dos produtores de TV, que a escalaram numa dezena de séries clássicas, de “Happy Days” a “M*A*S*H”. Sua carreira cinematográfica ficou séria em 1975, quando participou dos clássicos “Um Estranho no Ninho” e “Corrida da Morte – Ano 2000”. A partir daí, alternou comédias picantes com filmes que viraram cult, como “Cannonball – A Corrida do Século” (1976), “Queimando Tudo” (1978), “Cuba” (1979), “Confissões Verdadeiras” (1981) e “O Último Americano Virgem” (1982). Ao longo da carreira, ela contracenou com astros como Robert De Niro, Robert Duvall, Jack Nicholson, Keith Carradine, Sean Connery, Sylvester Stallone e Alan Alda. Além de atriz, ela foi produtora, formou-se na universidade em direito, trabalhou como corretora imobiliária, cantora, foi dona de um hotel em Beverly Bills e lançou livros. Em 2014, ela revelou ter sido assediada sexualmente por Bill Cosby nos bastidores de um programa humorístico dos anos 1970, e se tornou uma das primeiras mulheres a processar o ator por abuso. Cosby nega as acusações, que prescreveram. Mas ele foi condenado a 10 anos de prisão por assédio mais recente contra outra mulher, Andrea Constand.
Estreias: Vice, O Menino que Queria Ser Rei e Climax são os destaques da semana nos cinemas
Mais um filme indicado ao Oscar 2019 chega aos cinemas brasileiros. A programação desta quinta (31/1) destaca a estreia de “Vice”, sátira política em que Christian Bale se transforma no ex-vice-presidente americano Dick Cheney. Irreconhecível, o ator contou com maquiagem para aparecer gordo e envelhecido, e venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice pelo papel. Escrito e dirigido por Adam McKay, que já tem um Oscar de Melhor Roteiro Adaptado no currículo (pelo excelente “A Grande Aposta”), “Vice” foi nomeado a oito prêmios da Academia: Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Ator, Atriz (Amy Adams), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell), Edição e Cabelo e Maquiagem. Mas, apesar das premiações, o longa teve “apenas” 66% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. Isto se explica, em parte, pelas preferências políticas dos críticos americanos, mas também pelo desinteresse de britânicos e canadenses. Os bastidores da política americana não são tão atraentes para o público estrangeiro e, mesmo diante da espantosa transformação de Bale, isso vale também para os espectadores brasileiros. Para quem busca algo mais movimentado, a semana traz “O Menino que Queria Ser Rei”, uma versão com crianças da lenda do Rei Arthur, passada nos dias atuais. A aventura infantil é o segundo longa dirigido por Joe Cornish, roteirista do “Homem-Formiga”, que chamou atenção ao estrear com “Ataque ao Prédio” em 2011, e destaca em seu elenco Louis Ashbourne Serkis, filho do ator Andy Serkis (o César da franquia “Planeta dos Macacos”), Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) e o veterano Patrick Stewart (“Logan”). No circuito limitado, os destaques são os novos filmes do sempre polêmico Gaspar Noé e do sempre extenuante Lav Diaz. Em “Climax”, o diretor de “Irreversível” (2002) e “Love” (2015) volta a mexer com a libido, filmando uma festa regada a LSD, que deixa dançarinos em êxtase e pânico, ao som da trilha eletrônica de Thomas Bangalter (do Daft Punk). É uma paulada e foi premiado em festivais de terror e até em Cannes. Atingiu 86% no Rotten Tomatoes. Já “Estação do Diabo”, o novo filme em preto-e-branco de quatro horas de duração do diretor de “Norte, O Fim da História” (2013), “Do Que Vem Antes” (2014) e “A Mulher Que se Foi” (2016), é descrito como um anti-musical e uma ópera rock, mas traz o tema de sempre: um desaparecimento ligado à ditadura militar filipina. Venceu o Festival de Cartagena e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quem frequentar os shoppings ainda vai dar de cara com cartazes do terror russo “A Sereia – Lago dos Mortos” e da comédia romântica “Uma Nova Chance”, com Jennifer Lopez. Entre os dois, o melhor é ler as últimas mensagens do WhatsApp. Mais escondidos, ainda há uma comédia francesa do diretor de “As Mulheres do Sexto Andar” (2010) e dois documentários musicais brasileiros. Os trailers e as sinopses podem ser vistos abaixo. Vice | Estados Unidos | Comédia Na juventude, Dick Cheney (Christian Bale) se aproximou do Partido Republicano ao ver na política uma grande oportunidade de ascender de vida. Para tanto, se aproxima de Donald Rumsfeld (Steve Carell) e logo se torna seu assessor direto. Com a renúncia do ex-presidente Richard Nixon, os poucos republicanos que não estavam associados ao governo ganham imediata importância e, com isso, tanto Cheney quanto Rumsfeld ascendem à esfera de poder do partido. Décadas depois, com a decisão de George W. Bush (Sam Rockwell) em se lançar candidato à presidência, Cheney é cortejado para assumir o posto de vice-presidente. Ele aceita, mas com uma condição: que tenha amplos poderes dentro do governo, caso a chapa formada seja eleita. O Menino que Queria Ser Rei | Reino Unido | Aventura Alex (Louis Serkis) é um garoto que enfrenta problemas no colégio, por sempre defender o amigo Bedders (Dean Chaumoo) dos valentões Lance (Tom Taylor) e Kaye (Rhianna Dorris). Um dia, ao fugir da dupla, ele se esconde em um canteiro de obras abandonado. Lá encontra uma espada encravada em uma pedra, que retira com grande facilidade. O que Alex não sabia era que a espada era a lendária Excalibur e que, como seu novo portador, precisa agora enfrentar a meia-irmã do rei Arthur, a feiticeira Morgana (Rebecca Ferguson), que está prestes a retomar seu poder. Para tanto, ele conta com a ajuda do mago Merlin (Angus Imrie), transformado em uma versão bem mais jovem. Clímax | França | Drama Nos anos 1990, um grupo de dançarinos urbanos se reúnem em um isolado internato, localizado no coração de uma floresta, para um importante ensaio. Ao fazerem uma última festa de comemoração, eles notam a atmosfera mudando e percebem que foram drogados quando uma estranha loucura toma conta deles. Sem saberem o por quê ou por quem, os jovens mergulham num turbilhão de paranoia e psicose. Enquanto para uns, parece o paraíso, para outros parece uma descida ao inferno. Estação do Diabo | Filipinas | Drama Lorena (Shaina Magdayao), uma jovem e destemida médica, abre uma clínica para os pobres em uma aldeia remota nas Filipinas, mas desaparece sem deixar pistas logo depois. Seu marido Hugo Haniway (Piolo Pascual), um poeta ativista e professor, quer descobrir a verdade sobre o paradeiro de sua esposa. Ao chegar, ele é confrontado por uma comunidade que sofreu o ataque de uma gangue de milicianos durante o tempo da Lei Marcial, em 1972. A Sereia – Lago dos Mortos | Rússia | Terror Uma sereia malvada se apaixona por Roman, noivo de Marina, e tenta mantê-lo longe dela em seu Reino submerso. Marina terá apenas uma semana para superar o medo do oceano, lutar com monstros e se manter viva e na forma humana. Uma Nova Chance | EUA | Comédia Maya (Jennifer Lopez) é uma caixa de supermercado insatisfeita com sua vida profissional. Porém, tudo muda com uma pequena alteração em seu currículo e suas redes sociais. Com sua experiência das ruas, habilidades excepcionais e a ajuda de seus amigos, ela se reinventa e se torna uma executiva de sucesso. Normandia Nua | França | Comédia Georges Balbuzard (François Cluzet) é o prefeito da pequena cidade de Mêle sur Sarthe, na Normandia, onde os agricultores vêm sofrendo cada vez mais por conta de uma crise econômica. Quando o fotógrafo Blake Newman (Toby Jones), conhecido por deixar multidões nuas em suas obras, está passando pela região, Balbuzard enxerga nisso uma oportunidade perfeita para salvar seu povo. Só falta convencer os cidadãos a tirarem a roupa. Fevereiros | Brasil | Documentário O documentário registra a vitória da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira em 2016, que teve um enredo homenageando a cantora baiana Maria Bethânia. Além de filmar a escola e os preparativos do barracão, a produção ainda acompanhou a cantora nas festas da Nossa Senhora da Purificação, na Bahia. Ultraje | Brasil | Documentário Uma das bandas mais reconhecidas do cenário musical brasileiro das últimas décadas, o Ultraje a Rigor invadiu os rádios e TVs na década de 1980. No fim da ditadura militar, a banda estava por toda parte no dia a dia dos brasileiros. É assim que começa a trajetória do grupo, que tem sua carreira e a vida de seus membros, especialmente o líder, Roger, expostas nesse documentário.
Clássico de terror de Stephen King vai virar série do diretor de A Culpa É das Estrelas
O fim do mundo está chegando ao CBS All Access. A plataforma americana de streaming vai adaptar o best-seller “The Stand – A Dança da Morte”, de Stephen King, numa série limitada de 10 episódios. O projeto da adaptação estava sendo desenvolvido para o cinema, mas se arrastava há vários anos, devido às dificuldades de condensar a história, de fôlego épico, num filme de duas horas. O diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”), que estava à frente da versão cinematográfica, chegou a propor uma franquia com quatro filmes. Com o fracasso de distopias apocalípticas recentes, pareceu mais lógico transformar a ideia numa série. O próprio Boone vai adaptar o roteiro em que estava trabalhando para o formato da série, em parceria com Ben Cavell (roteirista das séries “Justified” e “Homeland”). Além disso, ele também dirigirá episódios da série. Fã assumido de King, o diretor chegou a afirmar ter se inspirado no clima dos livros do escritor para dirigir “Os Novos Mutantes”, filme de super-heróis da Fox, que deve ser lançado em agosto – salvo novos imprevistos. Ele também está à frente de mais três adaptações de Stephen King, “O Talismã”, publicado em 1983, “Lisey’s Story”, de 2006, e “Revival”, de 2014. “Eu li ‘The Stand’ debaixo da minha cama quando eu tinha 12 anos, e meus pais batistas queimaram o livro em nossa lareira após descobrirem”, disse Boone, no comunicado sobre o projeto. “Encantado com a obra, eu escrevi uma carta a King para professar meu amor por seu trabalho. Várias semanas depois, cheguei em casa e encontrei uma caixa que tinha chegado do Maine, e lá dentro havia vários livros, cada um com uma bela anotação do próprio deus, que me encorajou a escrever e me agradeceu por ser fã. Meus pais, genuinamente sensibilizados pela gentileza e generosidade de King, lamentaram terem proibido seus livros naquele mesmo dia. Eu agradeci incluindo uma participação especial de King no meu primeiro filme (“Ligados Pelo Amor”, de 2012) e tenho trabalhado para trazer ‘The Stand’ à vida por cinco anos. Encontrei parceiros incríveis na CBS All Access e em Ben Cavell. Juntamente com Stephen King e seu filho Owen King, planejamos trazer-lhes a melhor versão da obra-prima de King.” Stephen King abençoou a adaptação, dando seu apoio no comunicado. “Estou empolgado e muito contente que ‘The Stand’ tenha uma nova vida nesta excitante nova plataforma”, disse sobre a série. “As pessoas envolvidas são homens e mulheres que sabem exatamente o que estão fazendo; os roteiros são dinamite. O resultado parece ser algo memorável e emocionante. Acredito que isso levará os espectadores a um mundo que eles esperam que nunca aconteça.” Publicado em 1978, o romance de 1,1 mil páginas é um dos poucos clássicos de King que nunca ganhou versão de cinema. Mas já foi transformado em minissérie, com um elenco grandioso (Gary Sinise, Molly Ringwald e Rob Lowe) e muito sucesso em 1994. A trama acompanha o extermínio da humanidade por uma praga de laboratório e a luta pela sobrevivência dos poucos que escapam do apocalipse, apenas para descobrir que o Anticristo se prepara para eliminar o que resta da civilização. Ainda não há previsão de estreia para a série.
Zendaya fará par romântico com Timothée Chalamet no remake de Duna
A produção do remake de “Duna” segue escalando seu elenco. A novidade do dia é a atriz Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, “O Rei do Show”), que abriu negociações para interpretar o interesse romântico do protagonista da trama, que será vivido por Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”). O contrato é para o papel de Chani, a “garota dos sonhos” de Paul Atreides (Chalamet). No filme dirigido por David Lynch em 1984, Sean Young (de “Blade Runner”) interpretou a personagem, enquanto Kyle MacLachlan (de “Twin Peaks”) viveu o herói da história. Segundo o site Collider, a personagem apareceria menos no novo filme, mas ganharia mais destaque a partir de uma possível continuação. Além de Zendaya e Timothée Chalamet, o elenco de “Duna” contará com Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) e Stellan Skarsgard (“Thor”). A trama se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local sofra um atentado. Apenas seu filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Considerado um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, a obra de 1965 já foi transformado em filme em 1984 e também originou uma minissérie do canal Syfy em 2000. A nova versão tem roteiro de Eric Roth (“Forrest Gump”) e Jon Spaiths (“Doutor Estranho”), e será dirigida por Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). As filmagens devem começar nas próximas semanas, mas ainda não há previsão de estreia.
Clipe de Claudia Leitte erra o timing em homenagem a Michael Jackson
A cantora Claudia Leitte estava com saudade. Seu novo clipe entrelaça várias cenas de seu baú particular, de 18 anos de carreira, mas também reencena imagens conhecidas do clipe “brasileiro” de Michael Jackson, “They Don’t Care About Us”, gravadas em Salvador. “Minha infância foi em Salvador! Minhas raízes, meu lar! Eu sou o que sou porque cresci no Pelô, brincando de Sara, cantando Luiz, vendo Michael. É lá, com meus pés no chão. Sempre foi lá, com a cabeça no céu!”, disse a cantora, durante a divulgação. O timing é medonho, já que as denúncias de abusos de menores contra o cantor voltaram com força nos últimos dias, graças à première mundial de “Leaving Neverland”, documentário sobre suas vítimas, exibido no Festival de Sundance. A baiana “don’t care” e joga o baú para cima, misturando tudo, pois “Saudade” elogia o samba reggae com participação de um rapper (Hungria Hip Hop) e, onde se espera um refrão, embala um ô-ô-ô-ô de tema de Copa do Mundo/comercial da Coca-Cola. Enquanto isso, as imagens desse som recriam o figurino e as locações usadas por Spike Lee para estabelecer a Salvador turística de Michael Jackson. Já é carnaval, aparentemente. A direção do vídeo é do publicitário Chico Kertész, que em 2016 realizou o documentário “Axé: Canto do Povo de um Lugar”. Repare na homenagem abaixo.
Clipe clássico de O Rappa é revisitado em homenagem à Marcelo Yuka
O clipe clássico de “Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero)”, um dos primeiros registros da banda O Rappa, foi revisitado por um dos integrantes da equipe que produziu o vídeo, em homenagem ao músico Marcelo Yuka, morto no dia 18 de janeiro, aos 53 anos. Luciano Vidigal, diretor do grupo Nós do Morro e que trabalhou como assistente de direção do clipe original, recriou o vídeo com seu parceiro Fernando Barcellos, trazendo o ator Ramon Francisco para cantar/narrar a letra de Yuka, numa versão acústica da canção. Ramon interpretou o garotinho Gigante no clipe original, dirigido pelos cineastas Kátia Lund e Breno Silveira antes de ficarem famosos – ela por “Cidade de Deus” (2002), ele por “2 Filhos de Francisco” (2005). A participação do ator como adulto contrasta com a imagem do menino que ele era no ano 2000, em cenas intercaladas no vídeo. Desde que apareceu do clipe do Rappa, Ramon esteve no filme “Cidade de Deus”, teve papéis em “Malhação” e na série “Sob Pressão”. Vale destacar que outro integrante de “Cidade de Deus” também teve participação importante no vídeo original: Jonathan Haagensen, que atualmente pode ser visto nas séries “Ilha de Ferro” e “O Mecanismo”. Além de projetar os envolvidos em sua produção, o clipe de “Minha Alma” ajudou a transformar o verso “paz sem voz não é paz, é medo” em bandeira de protestos sociais no Brasil. Veja abaixo a homenagem e relembre o clipe original – com o visual de “pirata” que é cortesia da Warner, responsável por disponibilizar imagens de baixíssima qualidade como “vídeo oficial”.
Sam Smith é assombrado por hologramas em seu novo clipe
Sam Smith divulgou o clipe de “Dancing With a Stranger”, sua parceria com a cantora Normani. O vídeo mostra os dois em um grande casa modernista, assombrados por hologramas de relacionamentos casuais. O cantor e a ex-Fifth Harmony são assediados pelas imagens incorpóreas, enquanto lembram, com semblante triste, de uma noitada em que tentaram superar um amor antigo. “Olha o que você me fez fazer/ Estou com alguém novo/ Oh, baby, baby/ Dançando com um estranho”, cantam no refrão. “Escrevi [a música] na turnê ‘The Thrill Of It All’ no ano passado. Para mim, ela engloba tudo o que eu estava sentindo enquanto fazia malabarismos com minha vida pessoal e em turnê. É um momento lindo para mim, por eu ser um grande fã de Normani, e por tudo o que ela significa para mim. Estou muito animado para ver sua luz brilhar. Espero que todos gostem de ouvir essa música tanto quanto eu”, declarou Smith sobre o lançamento. Ele vai se apresentar no Brasil em abril como uma das principais atrações do Lollapalooza. O vídeo tem direção de Vaughan Arnell, que virou especialista em clipes de aspirantes à vaga de novo George Michael do pop britânico. Além de Sam Smith, ele também dirigiu trabalhos recentes de Robbie Williams, James Blunt, John Newman e Olly Murs, sem esquecer do último vídeo de… George Michael.
Hugh Jackman e Rebecca Ferguson vão estrelar sci-fi da criadora de Westworld
Os atores Hugh Jackman (“Logan”) e Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) vão protagonizar a sci-fi “Reminiscence”, primeiro longa escrito e dirigido por Lisa Joy, co-criadora da série “Westworld”. O roteiro chegou a entrar na Black List (a lista dos melhores roteiros não produzidos de Hollywood) de 2013. Após a repercussão de “Westworld”, chamou atenção de uma agência de talentos que buscou o comprometimento dos dois astros para levar o projeto para o mercado. “Reminiscence” será apresentado para investidores durante o Festival de Berlim, que começa no próximo dia 7 de fevereiro, e a expectativa é que atraia ofertas de grandes estúdios – e provavelmente da Netflix. A produção representará um reencontro entre Jackman e Ferguson, que trabalharam juntos em “O Rei do Show”, em 2017. A trama se passa no futuro, numa Miami parcialmente submersa pelos efeitos do aquecimento global. Jackman vive um detetive especializado em “recapturar” as memórias de seus clientes, que se sentirá incomodado ao aceitar o contrato da personagem de Ferguson, envolvendo-se mais do que deveria. Não há mais detalhes sobre a história, que o site Deadline descreve como complexa e cheia de camadas. Além de escrever e dirigir, Lisa Joy também vai assinar a produção, ao lado do marido Jonathan Nolan (co-criador de “Westworld”), Michael De Luca (produtor de “Cinquenta Tons de Cinza”) e Aaron Ryder (produtor de “A Chegada”). O longa deve ser filmado durante o período de outono nos Estados Unidos, entre setembro e novembro, e não tem previsão de estreia.
Próximo filme de Batman será “mistério noir” em que o herói enfrentará “galeria de vilões”
O diretor e roteirista Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), que está desenvolvendo o próximo filme de Batman para a Warner, revelou novidades sobre o projeto. Em entrevista para a revista The Hollywood Reporter, ele definiu o longa como “um filme de detetive”, destacando um lado do herói pouco explorado nos longas anteriores. “Os quadrinhos costumam apresentar Batman como ‘o maior detetive do mundo’, e não vemos muito isso nos filmes. Quero que meu Batman seja o primeiro a levar o público nesta jornada de investigação dos criminosos”, explicou. Ele ainda acrescentou que se trata de “um filme sob o ponto de vista dele, um mistério noir”. “Espero que seja uma história empolgante, mas emocional”, contou. Além disso, Reeves não pretende se contentar com um único vilão. O diretor afirmou que o filme terá “uma galeria de vilões”. “O processo de escalação deve começar em breve. Estamos começando a montar o nosso plano de batalha. Estou revisando o roteiro mais uma vez, e então começamos a desenvolver o filme”, comentou. O objetivo é lançar o novo Batman em 2021. “Eu não estou-me comprometendo totalmente com isso, mas é a nossa intenção”, explicou Reeves. “A Warner tem sido incrível no sentido que me deu muito tempo para desenvolver este filme. Eles são tão apaixonados por esta história quanto eu”. O cineasta só não comentou o status de Ben Affleck na produção. Rumores sobre a saída do ator do papel Batman circulam blogues geeks desde o lançamento de “Liga da Justiça”, em 2017. Alguns sites chegaram até a escalar o novo Batman, mas o ator que era certo e garantido, segundo fontes “confiáveis”, virou, em vez de herói da DC, um vilão da Marvel, com destaque no próximo filme do Homem-Aranha.
Atriz de A Maldição da Residência Hill será nova vítima de Joe na 2ª temporada de Você
A Netflix anunciou nesta quarta-feira (30/1) que a atriz Victoria Pedretti (a Nell de “A Maldição da Residência Hill”) foi escalada para um dos papéis principais da 2ª temporada de “Você” (You). Ela vai interpretar Love Quinn, uma aspirante a chef de cozinha que não liga muito para redes sociais. Ela também está tentando se recuperar de uma grande tragédia quando conhece Joe (Penn Badgley), sentindo uma conexão profunda com ele. Enquanto a 1ª temporada foi uma coprodução entre a Netflix e o canal pago americano Lifetime, o serviço de streaming vai produzir sozinho a continuação. Na primeira temporada, “Você” acompanhou o perseguidor e funcionário de livraria Joe e sua obsessão pela aspirante a escritora Guinevere Beck (Elizabeth Lail). A história foi baseada no romance homônimo da escritora Caroline Kepnes, que trabalhou lado a lado com os criadores da série, Greg Berlanti (criador de todas as séries da DC Comics do canal CW) e Sera Gamble (criadora de “The Magicians”). A 2ª temporada será inspirada no segundo livro da coleção, “Hidden Bodies” (Corpos Escondidos, em tradução literal), ainda inédito no Brasil. Não há previsão para a estreia do segundo ano de “Você”.
Diretor demitido vai ganhar US$ 40 milhões de bônus pelo sucesso de Bohemian Rhapsody
O sucesso de “Bohemian Rhapsody” vai deixar Bryan Singer milionário, graças aos termos de seu contrato com o estúdio 20th Century Fox. De acordo com apuração da revista The Hollywood Reporter, Singer vai receber um “bônus” de US$ 40 milhões pelo desempenho do longa nas bilheterias. Apesar de ter sido demitido duas semanas antes do final das filmagens e substituído por Dexter Fletcher (“Voando Alto”), o contrato do diretor estabelecia uma compensação extra caso o filme atingisse algumas metas. “Bohemian Rhapsody” superou os US$ 800 milhões de faturamento mundial e se tornou a cinebiografia musical mais bem-sucedida de todos os tempos, além de ter vencido o Globo de Ouro – não como musical, mas na categoria de drama. Singer foi dispensado da produção graças a supostos conflitos com a equipe e o elenco, provocados por atrasos, sumiços e outros comportamentos pouco profissionais do cineasta. Segundo boatos, uma briga entre Singer e o ator Rami Malek, intérprete de Freddie Mercury, foi tão grave que o diretor jogou um adereço do cenário no ator. “Basicamente, Bryan teve alguns problemas pessoais”, se limitou a dizer o produtor ao comentar os motivos que levaram o cineasta da franquia “X-Men” a sair do filme sobre o Queen. A tensão nos bastidores foi exposta quando Singer não voltou para o trabalho após o feriado do Dia de Ação de Graças em 2017. O diretor alegou que enfrentava problemas com doença na família e pediu para só retomar as filmagens após os feriados de fim de ano, mas a Fox optou por dispensá-lo e contratar um substituto para encerrar a produção. O nome de Singer gerou ainda mais desgaste para o estúdio com o ressurgimento de novas denúncias contra ele, envolvendo sexo com menores de idade. O diretor se defendeu das acusações publicadas na semana passada pela revista The Atlantic acusando um dos repórteres de homofobia e revelando que a mesma denúncia tinha sido vetada por supostos problemas de apuração pela revista Esquire. Os autores da reportagem confirmaram que a editora da Esquire barrou a publicação original, mas disseram “não saber porquê”. Anteriormente, Singer foi alvo de duas ações legais por abuso sexual de menor. A mais recente é de 2017, quando foi acusado de estupro por Cesar Sanchez-Guzman. O jovem conta que tinha 17 anos quando compareceu a uma festa em um iate na qual Singer era um dos convidados. A ação ainda tramita na justiça americana. Mas chama atenção o fato de o advogado de Cesar Sanchez-Guzman ser Jeffrey Herman, o mesmo que representou Michael Egan em 2014, quando este também fez acusações de abuso sexual de menor contra vários figurões de Hollywood, inclusive Singer. Mais tarde, Egan voltou atrás nas denúncias, após inúmeras contradições em seus depoimentos. No caso de Singer, por exemplo, ele acusou o diretor de estuprá-lo numa viagem ao Havaí. Entretanto, Singer estava no Canadá filmando um dos longas dos “X-Men” no período apontado, e diante das evidências o caso foi retirado. Apesar da demissão e das polêmicas, Singer sai fortalecido com o sucesso de “Bohemian Rhapsody” nas bilheterias e no Oscar 2019, onde o longa foi indicado a cinco prêmios, incluindo melhor filme. Ele também foi garantido pelo produtor Avi Lerner à frente da adaptação dos quadrinhos de “Red Sonja”, pelo qual assinou outro contrato milionário.
Warner vai produzir filme dos carrinhos de brinquedo Hot Wheels
A fábrica de brinquedos Mattel vai ampliar sua parceria com o estúdio Warner. Após fecharem a produção de um filme da boneca Barbie, que será estrelado por Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”), as duas empresas vão desenvolver um filme da linha de carrinhos de brinquedo “Hot Wheels”. A Mattel alega que se trata do brinquedo mais vendido do mundo, com mais de 6 bilhões de miniaturas de carros produzidos desde 1968. Por conta disso, “Hot Wheels” já tinha rendido animações e estava prestes a ganhar seu primeiro filme live-action. A Legendary Pictures havia adquirido a marca para produzir um longa com o diretor Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”) há três anos. Só que, desde então, Lin voltou a “Velozes e Furiosos” e o contrato expirou. Assim, a fabricante estacionou seus brinquedos em novo estacionamento. O filme deve ser reformulado na Warner, com a contratação de um roteirista e, provavelmente, outro diretor. A empresa de brinquedos, que inaugurou uma divisão cinematográfica em setembro passado, quer explorar mais seu catálogo de produtos populares. Além de “Barbie” e “Hot Wheels” na Warner, a empresa está desenvolvendo um novo “He-Man” com a Sony Pictures e lançou com sucesso uma série da “She-Ra” na Netflix.
Peter Jackson desenvolve documentário sobre os bastidores do último disco dos Beatles
O diretor Peter Jackson, das trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, dirigirá um documentário sobre a gravação do último álbum dos Beatles, “Let It Be”. Ele teve acesso a quase 55 horas de filmagens inéditas dos bastidores da produção, segundo anunciou nesta quarta-feira (30/1) a gravadora Universal Music. As filmagens foram realizadas entre 2 e 31 de janeiro de 1969 por Michael Lindsay-Hogg e renderam um documentário famoso, também chamado “Let It Be”, que culmina no lendário show dos Beatles no terraço do escritório do estúdio de gravação da Apple em Savile Row. A apresentação está completando 50 anos nesta semana. O filme original foi lançado junto do disco em 1970, meses depois de o grupo se separar. Mas muito material ficou de fora e as cenas contam uma história rica e muito diferente do que a maioria dos fãs imagina. “É simplesmente um tesouro histórico incrível”, afirmou Jackson, no comunicado oficial do projeto. “Há momentos de drama, mas não há nada das desavenças às quais este projeto sempre foi associado. Olhar John, Paul, George e Ringo trabalhar juntos, criando o que são agora já clássicos, do nada, não é só fascinante, é divertido, inspirador e surpreendentemente íntimo”. “É como ter uma máquina do tempo que nos transportasse a 1969. Pudemos nos sentar em uma cadeira do estúdio e simplesmente ver estes quatro amigos fazendo música juntos”, completou. Ainda sem título, o documentário está em fase de produção e conta com o total cooperação de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono Lennon e Olivia Harrison, segundo a gravadora. Jackson trabalhará com os mesmos parceiros de seu documentário sobre a 1ª Guerra Mundial “They Shall Not Grow Old”, a produtora Clare Olssen e o editor Jabez Olssen, e serão utilizadas as mesmas técnicas surpreendentes de restauração de imagens para dar ao filme uma aparência de produção atual. Não há previsão para o lançamento.









