Bohemian Rhapsody supera expectativas com US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte



A estreia de “Bohemian Rhapsody” superou as expectativas, conquistando US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte e US$ 141 milhões em todo o mundo neste fim de semana. Trata-se da segunda maior estreia de uma cinebiografia musical no mercado norte-americano, atrás apenas dos US$ 60 milhões de “Straight Outta Compton: A História do NWA”, lançada em 2015.

O filme sobreviveu a bastidores tumultuados para conseguir sua façanha. O diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”).

Além disso, as críticas se dividiram, com 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. Embora com aplausos para a interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury, grande destaque do longa, a cinebiografia foi considerada muito superficial. Produzida pelos músicos da banda, deixou as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e preferiu destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida.

Em compensação, os fãs do Queen foram servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo.

O bom desempenho do filme também marcou a segunda maior abertura da Fox no ano, atrás de “Deadpool 2” (US$ 125,5 milhões), e serve de canto de despedida do estúdio como produtora independente. Os próximos lançamentos da Fox já devem ser distribuídos pela Disney.

A própria Disney ficou em 2º lugar com “O Quebra – Nozes e os Quatro Reinos”, fábula infantil destruída pela crítica (34% no Rotten Tomatoes), que abriu em sentido oposto ao de “Bohemian Rhapsody”, muito abaixo das expectativas, com US$ 20 milhões, depois de custar US$ 125 milhões de produção.

Trata-se da pior estréia doméstica da Disney em mais de dois anos, excluindo documentários.

Mas isto não é o mais alarmante. Todos os lançamentos de 2018 do estúdio Walt Disney Pictures deram prejuízo, mostrando como o conglomerado depende da Marvel. Os demais foram “Uma Dobra no Tempo” e “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível”. Assim, a expectativa está agora voltada para “O Retorno de Mary Poppins”, que chega aos cinemas em 20 de dezembro.

Outra estreia ocupou o 3º lugar: “Nobody’s Fool”, novo filme de Tyler Perry estrelado por Tiffany Haddish, que fez US$ 14 milhões. O valor também representa uma das piores aberturas da carreira do diretor, mas as críticas se mantiveram na média – negativa – com execráveis 25%.

Com isso, “Nasce uma Estrela” caiu para o 4º lugar e “Halloween” desabou, saindo do 1º para o 5º lugar em sua terceira semana em cartaz.

Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção.



BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Bohemian Rhapsody
Fim de semana: US$ 50m
Total EUA e Canadá: 50m
Total Mundo: US$ 141,7m

2. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos
Fim de semana: US$ 20m
Total EUA e Canadá: US$ 20m
Total Mundo: US$ 58,5m

3. Nobody’s Fool
Fim de semana: US$ 14m
Total EUA e Canadá: US$ 14m
Total Mundo: US$ 14,2m

4. Nasce uma Estrela
Fim de semana: US$ 11,1m
Total EUA e Canadá: US$ 165,6m
Total Mundo: US$ 293,9m

5. Halloween
Fim de semana: US$ 11m
Total EUA e Canadá: US$ 150,4m
Total Mundo: US$ 229,6m

6. Venom
Fim de semana: US$ 198,6m
Total EUA e Canadá: US$ 198,6m
Total Mundo: US$ 541,5m

7. PéPequeno
Fim de semana: US$ 3,8m
Total EUA e Canadá: US$ 77,4m
Total Mundo: US$ 192,6m

8. Goosebumps 2 – Halloween Assombrado
Fim de semana: US$ 3,7m
Total EUA e Canadá: US$ 43,8m
Total Mundo: US$ 82,4m

9. Fúria em Alto Mar
Fim de semana: US$ 3,5m
Total EUA e Canadá: US$ 12,9m
Total Mundo: US$ 21,5m

10. O Ódio que Você Semeia
Fim de semana: US$ 3,4m
Total EUA e Canadá: US$ 23,4m
Total Mundo: US$ 25,5m


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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