Super-herói brasileiro O Doutrinador combate a corrupção em novas fotos e trailer repleto de ação
A Downtown Filmes divulgou pôsteres de personagens, fotos e o trailer completo do filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador”. A prévia mostra a raiva do protagonista, ao ver a filha ferida sem atendimento num hospital. A partir daí ele se transforma, com máscara e uniforme pretos, buscando vingança contra os corruptos do país. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para outra avalanche de imagens extraídas dos noticiários e também dos cartuns recentes, como o politico corrupto que ri sozinho na frente de um copo de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), reescrito por mais cinco nomes, e direção de Gustavo Bonafé (do vindouro “Legalize Já!”, cinebiografia da banda Planet Hemp) e Fabio Mendonça (“A Noite da Virada”), o filme ainda inclui no elenco Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. A estreia está prevista para setembro, em plena campanha presidencial, e a história deve continuar numa série em 2019, que será exibida no canal pago Space.
Continuação de Mamma Mia! inspira Cher a gravar um disco inteiro de covers do Abba
A cantora Cher vai aproveitar sua participação em “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” para lançar um álbum inteiro só com covers do grupo sueco Abba. Assim como no primeiro “Mamma Mia!”, lançado em 2008, o novo filme é um musical que apresenta coreografias ao som de covers de grandes sucessos do Abba. Em sua aparição no longa, Cher canta “Fernando”, um single lançado pelo grupo em 1976. “Depois que eu cantei ‘Fernando’, pensei que seria divertido fazer um álbum com músicas do Abba, então eu fiz. Não tem nada a ver com o que você pensa do Abba, porque eu fiz do meu próprio jeito”, afirmou a cantora, em entrevista ao programa “Today”, dando a notícia do lançamento. Veja abaixo. O novo Mamma Mia! estreia no dia 2 de agosto no Brasil. Já o disco de Cher ainda não possui previsão de estreia.
Clipes de Nego do Borel e Jojo Todynho têm rejeição após acenarem ao universo LGBTQIA+ – e isso merece reflexão
A comunidade LGBTQIA+ não gostou nada dos clipes de “Me Solta”, de Nego do Borel, e de “Arrasou, Viado”, de Jojo Todynho. Ambos foram lançados com poucos dias de diferença, em clima de celebração do arco-íris, e acabaram acusados de oportunismo. Estariam atrás do “pink money”, o dinheiro gay. Enquadrado como caricato e totalmente desvinculado do movimento, Borel teve até escancarada suposta ligação com Bolsonoro, o pré-candidato homofóbico à presidência do Brasil, por uma foto que tirou ao lado do político. Por conta disso, teve que declarar publicamente que não o apoia, mas que também não recusa pedido de fotos. Graças à polêmica, “Me Solta” já atingiu 30 milhões de visualizações. E ao mesmo tempo virou o novo recordista de dislikes do Youtube Brasil – com 657 mil polegares para baixo. A maior reclamação do público é pelo fato de o cantor – heterossexual – ter se vestido de mulher e dado um beijo em outro homem em seu clipe. Muitos entenderam as cenas como motivo de chacota. Outros tantos ficaram enojados com a demonstração gay. Vale considerar que o antigo líder de rejeição era “Vai Malandra”, o clipe-fenômeno de Anitta – com 282 milhões de visualizações – , que assim como o vídeo de Borel foi gravado em ritmo de festa numa favela. Sua negativação seria sinal de que o preconceito também é social – e, por que não, racial? Tema para outro post. Já o clipe de Jojo Todynho não bombou tanto. Tem 3,3 milhões de views, com 117 mil dislikes. Só que, na média, sua rejeição é praticamente o dobro da sofrida por Borel. Não adiantou incluir a bandeira do arco-íris, integrantes da comunidade e até membros da ONG “Mães pela Diversidade” no vídeo. Segundo a cantora, o objetivo da obra era justamente o oposto do mencionado nas críticas: “A mensagem que quero passar é de de amor ao próximo e de tolerância! Todo mundo sabe do meu carinho e respeito pelo movimento LGBT. E nada mais justo do que falar sobre isso em forma de canção”, ela declarou ao jornal O Globo. Na prática, os dois artistas são vítimas de dois tipos diferentes de preconceito. Dos conservadores que não aceitam o universo LGBTQIA+ e de autoproclamados porta-vozes do movimento, que consideram apropriação cultural os esforços recentes dos cantores heterossexuais. Agora. Porque adoravam quando Madonna – que não é negra nem ex-favelada – fazia exatamente a mesma coisa, beijando mulher e roubando estilo da cena LGBTQIA+ para fazer sucesso. A americana era ícone. Os brasileiros são aproveitadores. Os tempos mudaram, hoje talvez Madonna não fosse aceita da mesma forma. Mas o pop continua a ser apropriação cultural por excelência. Não é movimento. É comércio. E o sonho de todo artista é estourar e ser conhecido para além de seu mundinho – faturar em pink, green e credit card. Durante anos, os gays foram colocados num gueto, com vidas separadas do resto da sociedade, frequentando casas noturnas exclusivas, festivais de cinema específicos, etc. Neste período medieval, também precisavam ficar no armário, escondendo sua sexualidade no dia-a-dia para manter emprego e amizades. Mas o século virou. Gays assumidos e heteros convivem cada vez mais no trabalho, na vida noturna, filmes de sexo gay explícito são premiados no Festival de Cannes e beijos gays superam os heterossexuais na premiação do MTV Movie & TV Awards. Ninguém precisa ter doutorado em semântica para perceber que um mundo mais inclusivo significa o oposto do mundo exclusivo dos guetos isolados. Quem busca separar, quer dividir. E esses são os eleitores de Bolsonaro, que realmente acham genial enquadrar simpatizantes heteros do movimento LGBTQIA+. A reação da comunidade LGBTQIA+ aos clipes de Nego do Borel e Jojo Todynho parece uma tentativa de reerguer cercas que já deviam ter ruído, de separação entre heteros e outros. Esquecem-se que o movimento já foi identificado com outras letras: GLS, que significavam Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Com tantas outras siglas incorporadas, LGBTQIA+ realmente abandonou a letra S. Quem sabe, para demonstrar sua autossuficiência. Este orgulho, que resulta de muitas lutas históricas, pode ter sido a razão da denúncia contra os dois “LGBTQIA+ de butique” – expressão emprestada da antiga acusação aos “punks de butique”. A ironia desse ataque é que ele cria subtexto, fazendo os vídeos comerciais virarem produtos subversivos. Afinal, se a denúncia é que um “nego do Borel” achou que ia faturar mais ao se vestir de mulher e beijar outro homem, a iniciativa só demostra, ao contrário, um grande ponto contra o preconceito. Pois trata-se de um artista já estabelecido que nem pensou se alienaria seu público original ao incorporar uma história gay. Jamais pensou que beijar outro homem faria diminuir seu sucesso. O que, convenhamos, não é o mundo em que vivemos, basta ver a reação causada por selinhos recentes entre homens famosos do futebol e da TV brasileira. Por isso, a repercussão negativa entre lésbicas, gays, bis, trans, queers e não binários merece reflexão. Querem aumentar os muros do gueto? Concordam com as reações negativas contra beijos entre homens – e mulheres – heterossexuais? Referendam a tese de Bolsonoro de que heteros não devem gostar de homossexuais, apenas suportar? Nunca mais ouvirão Madonna de raiva, ao perceber que ela fez as mesmas coisas que acusaram Borel e Jojo de fazer? Impedirão Anitta de voltar a cantar na Parada LGBT de São Paulo, porque ela e outros tantos simpatizantes são hetero? Proibirão qualquer artista hetero de manifestar simpatia pela causa LGBTQIA+? E a seguir? Voluntariamente bordarão um triângulo pink nas roupas, para se diferenciarem? É um exagero retórico, mas quem conhece História sabe a que isso se refere, e ajuda a criar a imagem de que enaltecer o gueto pode apenas reforçar a prisão que deveria ser derrubada.
Batwoman deve ganhar série própria após crossover do Arrowverse
A heroína Batwoman pode ganhar uma série interligada ao Arrowverse, o universo dos super-heróis da DC Comics que faz parte da programação da rede americana CW. A novidade foi divulgada após o canal anunciar que a personagem iria aparecer no crossover anual entre “The Flash”, “Arrow”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl”. A ideia é aproveitar a audiência geralmente recorde desse tipo de evento como ponto de partida da nova série. Além das séries citadas, a rede CW ainda exibe “Black Lightning” com outro herói da DC Comics: Raio Negro. Todas as séries são produzidas por Greg Berlanti, que desenvolve mais duas atrações de super-heróis para o serviço de streaming DC Universe – “Titans” (dos Novos Titãs) e “Doom Patrol” (Patrulha do Destino). Caso o projeto emplaque, “Batwoman” será a 15ª série do produtor – não da carreira, mas – a ir ao ar em 2019. Um recorde histórico. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína. Os produtores estão atualmente em busca de uma intérprete para a personagem, que será lésbica assumida na série, assim como nos quadrinhos. A preferência é justamente por uma atriz que seja lésbica de verdade. Mas a lógica de escalação de elenco das demais séries da DC Comics também sugere uma atriz negra. Afinal, Batwoman é ruiva nos quadrinhos – e veja-se o que aconteceu com os ruivos Jimmy Olsen, Miss Marte, Iris Allen, Kid Flash/Wally West e até a vindoura Estelar em “Titans”. A introdução de Batwoman no crossover marcará a primeira vez que a heroína ganhará versão em carne e osso – na TV ou mesmo cinema. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que ela foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. É interessante reparar que esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. A heroína vai chegar à TV após a série “Arrow” fazer uma citação explícita a Gotham City – e Bruce Wayne – num episódio de outubro passado e após a passagem da policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) em “Supergirl”. Maggie e Kate Kane chegaram a noivar nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pela história do casal em 2013. Avanços e retrocessos. A previsão de exibição do crossover é para dezembro nos Estados Unidos, e a aprovação da série de “Batwoman” vai depender da repercussão da história. No crossover passado, o Arrowverse introduziu o herói gay Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”). E o personagem ganhou uma série animada.
Hotel Transilvânia 3 estreia em 1º lugar nos cinemas brasileiros
O período de férias escolares ajudou as animações “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas” e “Os Incríveis 2” a se tornarem os filmes mais vistos no Brasil no último fim de semana. Segundo dados da empresa de consultoria comScore, a animação dos monstros estreou na liderança das bilheterias do país, somando mais de 880 mil espectadores. O filme também abriu em 1º lugar nos Estados Unidos. Os desenho dos super-heróis ficou com o 2º lugar, atingindo ao todo 6 milhões de espectadores no Brasil após três semanas em cartaz. Completam o Top 5 nacional mais três filmes americanos de orçamento milionário: “Homem-Formiga e a Vespa”, “Arranha-Céu: Coragem sem Limite” e “Jurassic World: Reino Ameaçado”, respectivamente. Ou seja, assim como nos EUA, “Arranha-Céu” também não teve uma boa largada no Brasil. Isto provavelmente significa que a produção orçada em US$ 150 milhões dará prejuízo.
Stan Dragoti (1932 – 2018)
O cineasta americano Stan Dragoti, especialista em comédias, morreu na sexta-feira passada (13/7), aos 85 anos, em uma casa de repouso em Los Angeles. Dragoti não resistiu a uma série de complicações decorrentes de uma cirurgia no coração, feita há quatro anos. As informações foram dadas à imprensa americana pela última mulher dele, Yolanda. Filho de um imigrante albanês e oriundo do mundo da publicidade, o diretor nova-iorquino fez sua estreia no cinema com “O Pequeno Billy” (1972), um faroeste dramático sobre os primeiros anos de Billy the Kid. Mas depois só fez comédias, graças ao imenso sucesso dos dois filmes seguintes: “Amor à Primeira Mordida” (1979), em que George Hamilton viveu o Conde Drácula, e “Dona de Casa por Acaso” (1983), escrito pelo mítico John Hughes e com Michael Keaton num papel que claramente inspira a animação “Os Incríveis 2”. Além destes, ainda dirigiu Tom Hanks em “O Homem do Sapato Vermelho” (1985), Tony Danza em “Não Mexa com a Minha Filha” (1989) e Scott Bakula em “Tirando o Time de Campo” (1991). Sua carreira em Hollywood se resumiu a estes seis longa-metragens. Mas Dragoti também é festejado por ter criado, nos anos 1970, a famosa campanha “I Love New York”, como incentivo de turismo para a metrópole americana. Os anúncios inspiraram adaptações para várias cidades do mundo, como se fossem uma criação de domínio público. E até renderam uma coleção de filmes, conhecida como “Cidades do Amor” – aberta por “Paris, Eu Te Amo” (2006).
Novo trailer transforma Robin Hood em “Batman”
A Lionsgate divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Robin Hood”, que reforça a identificação da nova versão do lendário herói medieval com as produções de super-heróis da DC Comics. Após a primeira prévia revelar grandes semelhanças com o protagonista da série “Arrow”, agora os paralelos são com o filme “Batman Begins”, desde a preparação do herói para combater o mal até o combate contra um exército de assassinos comandado por um tirano, sem esquecer da identidade secreta, dos saltos num uniforme com capuz e capa esvoaçante e a obstinação por salvar Gotham, ou melhor Nothingham. O detalhe final fica por conta da trilha sonora escolhida para o trailer, demasiadamente similar à composição de Hans Zimmer no filme da Warner. Tem mais. O pôster traz uma espécie de logotipo do herói: uma letra R dentro de um círculo formado por flechas. E como todo fã de quadrinhos sabe, este é o símbolo de Robin, o parceiro do Batman. A ideia é, no mínimo, diferente de todas as abordagens já tentadas com o personagem, que encanta Hollywood desde que Errol Flyn apareceu com ceroulas e pena na cabeça há 80 anos. Outro diferencial é que o intérprete volta a ser mais jovem que as versões recentes do herói, encarnadas por Kevin Costner e Russell Crowe. Taron Egerton filmou o longa com 28 anos, a mesma idade de Errol Flynn na época do clássico “As Aventuras de Robin Hood” (1938). Com direção de Otto Bathurst (série “Peaky Blinders”), “Robin Hood” mostrará o protagonista voltando das Cruzadas e encontrando a região de Sherwood tomada por corrupção e maldade. Decidido a fazer justiça, ele rouba dos opressores para dar aos oprimidos e acaba inspirando o povo a se rebelar contra a tirania. Ou seja, a história de sempre, por isso a diferença está nos detalhes. O elenco do filme inclui Jamie Foxx (“Em Ritmo de Fuga”) como João Pequeno (Little John, no original, embora o original fosse branco), Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) como Will Scarlet, Tim Minchin (série “Californication”) como Frei Tuck, Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”) como o Xerife de Nottingham e Eve Hewson (“Ponte dos Espiões”), filha do cantor Bono Vox (ele mesmo, do U2), no papel de Lady Marian. A estreia está marcada para 22 de novembro no Brasil, um dia depois do lançamento nos Estados Unidos.
Boy Erased: Lucas Hedge é jovem traumatizado pela “cura gay” em trailer baseado em história real
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Boy Erased”, baseado numa história real de trauma causado pela suposta “cura gay” evangélica. A prévia mostra como o protagonista é forçado, aos 19 anos de idade, a escolher entre sua sexualidade e sua família aparentemente amorosa, mas religiosa – ou seja, intolerante. Amando os pais, ele se deixa matricular num grupo de conversão evangélica para se “curar” da homossexualidade e voltar a ser bem-vindo em sua própria casa e no reino de Deus. Mas tudo o que encontra é humilhação e violência. O elenco destaca Lucas Hedge (de “Manchester à Beira-Mar”) como o personagem do título, Nicole Kidman (“Lion”) como sua mãe e Russell Crowe (“A Múmia”) como seu pai pastor, além de Joel Edgerton (“Operação Red Sparrow”) no papel do responsável pelo programa de conversão. Edgerton ainda assina o roteiro e a direção do longa, em seu segundo trabalho na função, após o intenso suspense “O Presente” (2015). Este também é o segundo filme sobre “cura gay” de 2018. Vencedor do Festival de Sundance, “The Miseducation of Cameron Post” traz uma perspectiva feminina sobre o tema, com lançamento comercial marcado para agosto. “Boy Erased” estreia em 2 de novembro nos Estados Unidos, de olho na temporada de prêmios, mas ainda não tem previsão para o Brasil.
Personagens de Christopher Robin ganham pôsteres individuais
A Disney divulgou novos pôsteres de “Christopher Robin” voltados ao mercado sul-americano. Há uma coleção de cartazes individuais em português dos bichinhos encantadores da trama e um registro do personagem-título, ao lado do Ursinho Pooh, numa arte em espanhol. Próxima fábula com atores baseada no catálogo de animações clássicas do estúdio, “Christopher Robin” se diferencia das outras versões live action da Disney por não ser um remake de carne e osso de um desenho animado prévio – ou mesmo a adaptação de um dos livros de A.A. Milne, criador de Pooh. A premissa é inédita, ainda que remeta a um filme de Steven Spielberg: “Hook” (1991), sobre o Peter Pan adulto. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano de Milne, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo pela obrigação de demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Curiosamente, os dois já tinham participado de outras fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). O elenco ainda inclui os dubladores dos bichinhos: Jim Cummings (Pooh), Peter Capaldi (Abel), Chris O’Dowd (Tigrão), Nick Mohammed (Leitão), Sophie Okonedo (Can) e Toby Jones (Corujão). A produção da Disney é o segundo filme recente sobre Christopher Robin. “Adeus Christopher Robin” mostrava a infância real do menino e trazia Domhnall Gleeson e Margot Robbie no papel de seus pais. Apesar desse elenco e do apelo da produção, foi lançado em março diretamente em streaming no Brasil. “Christopher Robin” direção de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e estreia marcada para 2 de agosto no país, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Bohemian Rhapsody: Filme da banda Queen desfila coleção de hits, figurinos e segredos em novo trailer
A Fox divulgou fotos oficiais e o segundo trailer legendado de “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia da banda Queen. E além de resumir a trajetória da banda, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, a prévia finalmente aborda a homossexualidade do cantor, em duas cenas breves e em sua recusa em comentar sua vida pessoal, durante uma entrevista. Na vida real, ele era fanático por sua privacidade e nunca assumiu que era, no mínimo, bissexual. Para quem não lembra, o cantor só confirmou ser HIV positivo um dia antes de morrer. O vídeo também chama atenção por apresentar diversos hits da banda, inclusive cenas de gravação da música que lhe dá título, e pela variedade de figurinos e penteados do elenco, que aponta a abrangência temporal da história. Visualmente convincente, nem parece que a produção precisou sofrer intervenção do estúdio para ser finalizada. Para quem não lembra, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) começou as filmagens, antes de sumir e ser demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, a produção foi completada por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já o elenco de “Bohemian Rhapsody” traz Rami Malek (série “Mr. Robot”) como o cantor Freddie Mercury, Gwilym Lee (série “Midsomer Murders”) como Brian May, Joe Mazzello (minissérie “The Pacific”) no papel do baterista Roger Taylor e Ben Hardy (o Anjo de “X-Men: Apocalipse”) vivendo o baixista John Deacon. Além deles, também participam Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) como John Reid, empresário da banda durante seu auge, entre 1975 e 1978, Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”) como Jim Beach, o empresário que assumiu em 1978, Lucy Boynton (“Sing Street”) como Mary Austin, namorada de Freddie Mercury antes dele sair do armário, e Aaron McCusker (Jamie na versão britânica de “Shameless”) como Jim Hutton, namorado do cantor nos últimos anos de sua vida. O roteiro foi escrito por Justin Haythe (“A Cura” e “O Cavaleiro Solitário”) e, apesar da crise de bastidores, a estreia, originalmente prevista para o Natal de 2018, foi antecipada para 1 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Vídeo de bastidores de Missão Impossível mostra cena em que Tom Cruise sofre acidente e continua filmando
A Paramount divulgou um novo vídeo de bastidores de “Missão: Impossível: Efeito Fallout”, que faz uma compilação das cenas mais arriscadas interpretadas por Tom Cruise no filme, que continua dispensando dublês e efeitos digitais, para viver ele mesmo situações de extremo perigo, como pilotar helicóptero em fuga, pular de um avião em queda livre, dirigir na contra-mão sem capacete ou pular entre prédios distantes. Não foi por acaso que o ator se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Por sinal, a cena em que ela quebra o tornozelo, durante um erro de cálculo num salto entre edifícios em Londres, entrou no filme. O vídeo mostra o momento do acidente e como ele segue filmando até completar a cena, em meio à dor. Toda essa dedicação e o realismo que isso confere ao filme compensou a produção com elogios rasgados da crítica internacional. Com roteiro e direção de Christopher McQuarrie, que assinou “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015), a nova “Missão Impossível” estreia em 26 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Giovanna Antonelli vence processo contra empresa que falsificou seu apoio para vender remédio de emagrecer
Giovanna Antonelli venceu uma ação por uso indevido de seu nome e imagem em uma propaganda de remédio para emagrecer. A decisão é da 1ª Vara Cível, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio e ainda cabe recurso. A empresa Kaiser Intermediações foi condenada a indenizar a atriz em R$ 20 mil por danos morais, além do pagamento de indenização por danos materiais, referente ao cachê que ela receberia se realmente fechasse um contrato vinculando sua imagem ao produto. “Eles falsificavam notícias como se ela tivesse dando entrevista a respeito desse remédio, que ela desconhece e nunca tomou. Outras atrizes também tiveram essa imagem ligada ao produto. É importante que o público dela saiba que ela nunca fez uso dele”, disse ao UOL a advogada da atriz, Mariana Zonenschein. No site do produto, a empresa afirma que ele é um “poderoso detox que acelera o metabolismo, diminui o inchaço e a retenção dos líquidos do corpo, elimina as substâncias inflamatórias e faz emagrecer de forma rápida, saudável e definitiva”. A advogada da atriz afirma que desde o ano passado, a empresa utilizava o nome de Giovanna para divulgar o remédio em propaganda e jornais fictícios com matérias comerciais falsas, afirmando que ela teria ingerido o produto para perder peso após a gravidez. Além da ação judicial, pelo fato de que o medicamento pode influenciar diretamente a saúde dos consumidores, Giovanna prestou queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio de Janeiro, que instaurou um inquérito policial para apurar a autoria do caso. “Não se pode associar nomes de pessoas que o público confia com remédios para emagrecer”, completou a advogada. A empresa não respondeu a ação do processo e foi condenada a revelia.
UnReal é cancelada na 4ª temporada
A série “UnReal” foi cancelada, após o canal pago americano Lifetime desistir de exibir sua 4ª temporada neste ano. Todos os episódios inéditos foram disponibilizados de surpresa na segunda-feira (17/7) no serviço de streaming Hulu, que fechou um acordo para ter prioridade no material, assinalando o final da trama. Criada por Marti Noxon e Sarah Gertrude Shapiro, “UnReal” foi um sucesso de crítica em sua 1ª temporada, recebendo duas indicações ao Emmy – inclusive de melhor atriz coadjuvante para Constance Zimmer. Entretanto, disputas internas entre as duas produtores causaram grande fricção na 2ª temporada. A decisão de Noxon de se afastar após escrever o primeiro episódio resultou numa temporada polêmica, com tramas de puro sensacionalismo. Assim, a credibilidade conseguida foi colocada em cheque. Para complicar mais, o canal adiou a estreia da 3ª temporada em quase dois anos, criando um hiato grande o suficiente para o público esquecer da atração, o que fez com que a audiência desabasse. Correndo para recuperar o investimento, o Lifetime vendeu a prioridade de exibição dos episódios inéditos para o Hulu, que já disponibilizava a série em streaming. Como a 4ª temporada já estava gravada, a plataforma decidiu lançar o material inteiro de uma vez, apenas três meses após o Lifetime exibir o final do terceiro ano. Sem planos para exibir a série antes de 2019, o Lifetime resolveu anunciar o cancelamento, liberando assim os atores para novos projetos. A série acompanhava os bastidores de um reality show de relacionamentos ao estilo de “The Bachelor”, revelando as manipulações dos produtores em busca de audiência, que sempre terminam com muitos efeitos colaterais. O elenco era encabeçado por Shiri Appleby e Constance Zimmer como as produtoras principais do programa. “UnReal” também é exibida pelo canal pago Lifetime no Brasil.











