Stan Dragoti (1932 – 2018)



O cineasta americano Stan Dragoti, especialista em comédias, morreu na sexta-feira passada (13/7), aos 85 anos, em uma casa de repouso em Los Angeles. Dragoti não resistiu a uma série de complicações decorrentes de uma cirurgia no coração, feita há quatro anos. As informações foram dadas à imprensa americana pela última mulher dele, Yolanda.

Filho de um imigrante albanês e oriundo do mundo da publicidade, o diretor nova-iorquino fez sua estreia no cinema com “O Pequeno Billy” (1972), um faroeste dramático sobre os primeiros anos de Billy the Kid. Mas depois só fez comédias, graças ao imenso sucesso dos dois filmes seguintes: “Amor à Primeira Mordida” (1979), em que George Hamilton viveu o Conde Drácula, e “Dona de Casa por Acaso” (1983), escrito pelo mítico John Hughes e com Michael Keaton num papel que claramente inspira a animação “Os Incríveis 2”.



Além destes, ainda dirigiu Tom Hanks em “O Homem do Sapato Vermelho” (1985), Tony Danza em “Não Mexa com a Minha Filha” (1989) e Scott Bakula em “Tirando o Time de Campo” (1991).

Sua carreira em Hollywood se resumiu a estes seis longa-metragens. Mas Dragoti também é festejado por ter criado, nos anos 1970, a famosa campanha “I Love New York”, como incentivo de turismo para a metrópole americana. Os anúncios inspiraram adaptações para várias cidades do mundo, como se fossem uma criação de domínio público. E até renderam uma coleção de filmes, conhecida como “Cidades do Amor” – aberta por “Paris, Eu Te Amo” (2006).


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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