Capitão América aprova Brie Larson como Capitã Marvel
O boato de que Brie Larson (vencedora do Oscar por “O Quarto de Jack”) seria a favorita para interpretar a Capitã Marvel foi bem-recebido por um integrante dos Vingadores: Chris Evans, o Capitão América. “Acabei de ouvir falar sobre isso. Eu realmente espero que isso aconteça! Eu adoro a Brie Larson”, disse Evans ao site Comic Book Movies, lembrando que os dois já trabalharam juntos. “Nós fizemos um filme em 2009, ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’. Só tenho coisas boas a dizer sobre ela. Eu a acho fenomenal, e realmente espero que isso aconteça”. O anúncio oficial da intérprete da heroína foi prometido pela Marvel para o verão americano, provavelmente durante a próxima edição da Comic-Con em San Diego. O filme da “Capitã Marvel” tem previsão de estreia nos cinemas em março de 2018. Vale lembrar que, até recentemente, a atriz nem sabia que existia uma personagem chamada Capitã Marvel, confundindo a heroína com sua versão masculina, o Capitão Marvel, que morreu nos quadrinhos numa famosa graphic novel de 1982, e também com o Capitão América. Veja abaixo o vídeo da entrevista da MTV que flagra seu desconhecimento e surpresa ao saber que poderia viver a personagem.
Treinador do Bayern de Munique vai aparecer em Star Trek: Sem Fronteiras
O técnico Carlo Ancelotti, novo treinador do time de futebol Bayern de Munique, vai fazer sua estreia em Hollywood. Mais de 30 anos após viver um jogador de futebol endiabrado na comédia italiana “Don Camillo” (1984), ele poderá ser visto em breve em “Star Trek: Sem Fronteiras”. A participação aconteceu por acaso. Ancelotti estava de férias no Canadá quando foi convidado pelo italiano Marco Perego, marido da atriz Zoe Saldana e seu amigo, para acompanhar um dia de filmagens. “Eu fui, conversei com o diretor (Justin Lin), e ele disse que me colocaria em um pequeno papel”, completou. Ex-jogador e técnico de futebol multicampeão pelo Milan e com passagens vencedoras por Chelsea, Paris Saint-Germain e Real Madrid, Ancelotti não será apenas um figurante de fundo. Seu personagem terá identificação: Doctor — uma brincadeira com uma polêmica do treinador, que chamou o médico da seleção da Croácia de “extraterrestre”, retrucando um comentário feito pelo “doctor” a uma lesão sofrida por um jogador croata do Real Madrid. A estreia acontece em 22 de julho nos EUA, mas o lançamento foi adiado para 1 de setembro no Brasil.
Velozes e Furiosos 8: Vin Diesel divulga foto do elenco completo e fã grava destruição de carros
O ator Vin Diesel divulgou em seu Instagram uma foto que reúne todo o elenco de “Velozes e Furiosos 8”, inclusive Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), intérprete da vilã do filme. A imagem ainda inclui os principais atores de “Velozes & Furiosos 7”, menos, obviamente, Paul Walker, que faleceu em novembro de 2013, e outras duas novidades: o norueguês Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) e Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”). Após rodar cenas na Islândia e em Cuba, a equipe está atualmente filmando na cidade de Cleveland, nos EUA, onde um fã flagrou uma cena insana de destruição de carros. Registrada em vídeo (veja abaixo), a cena mostra vários carros caindo de um prédio em direção à rua. Dirigido por F. Gary Gray, “Velozes e Furiosos 8” chega aos cinemas no dia 13 de abril de 2017. View post on imgur.com
Robert Downey Jr. sugere namoro de Tony Stark e Tia May
O ator Robert Downey Jr. postou uma montagem divertida em seu Facebook, incluindo seu rosto numa ilustração dos quadrinhos do Homem-Aranha. Na cena, ele aparece na cama, ao lado da Tia May, com uma cara sem-vergonha, no momento em que Peter Parker flagra o casal no quarto. A arte original deste momento antológico trazia Jay Jameson ao lado de May. O pai de J. Jonah Jameson acabou se casando com a tia de Peter. No cinema, claro, Tia May não é uma senhora sessentona, mas a bela Marisa Tomei, que tem a mesma idade de Downey, 52 anos. Os dois, por sinal, já viveram namorados na comédia romântica “Só Você” (1994) e mostraram uma certa química durante seu breve encontro em “Capitão América: Guerra Civil”. Robert Downey Jr. poderá aprofundar esse relacionamento em “Spider-Man: Homecoming”, o reboot da franquia do Aranha, que contará com sua presença. O filme também trará Tom Holland (“No Coração do Mar”) como Peter Parker/Homem-Aranha, além de Michael Keaton (“Birdman”), Zendaya (série “Agente KC”), Tony Revolori (“O Grande Hotel Budapeste”) e Laura Harrier (novela “One Life to Live”). Com direção de Jon Watts (“A Viatura”) e roteiro de John Francis Daley e Jonathan Goldstein (do fraco reboot de “Férias Frustradas”), o novo “Homem-Aranha” tem estreia prevista para 7 de julho de 2017 e, por enquanto, apenas 20 dias depois no Brasil.
Veja a animação inspirada em quadrinhos brasileiros que chamou a atenção da Disney
Um curta-metragem animado inspirado por história em quadrinhos brasileira chamou atenção da Disney e acabou rendendo uma carreira em Hollywood para seu diretor. Trata-se do curta “The Present”, do diretor alemão Jacob Frey, que venceu nada menos que 59 prêmios mundiais, e pode ser conferido legendado logo abaixo. A animação adapta os quadrinhos “Perfeição”, criada pelo brasileiro Fábio Coala em 2012. Em apenas uma página, os quadrinhos contam uma história edificante sobre a amizade entre um garoto e seu cachorrinho perneta. A HQ original pode ser vista aqui. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Frey revelou que viu uma versão traduzida para o inglês dos quadrinhos na comunidade colaborativa de humor 9gag e que ficou “extasiado”. “Eu soube imediatamente que deveria transformar aquilo num curta de animação”, contou. Após entrar em contato com o brasileiro Coala para fazer a adaptação, ele levou um ano e três meses para concluir o curta. O autor da tirinha, segundo Frey, “ficou surpreso com a qualidade do projeto”. “Tanto ele quanto sua mulher choraram”, afirma. Lançado em 2014, “The Present” fez uma longa carreira por festivais internacionais. Graças à coleção de prêmios acumulados, o técnico de efeitos do curta, Markus Kranzler, ganhou um emprego na Pixar, nos Estados Unidos, enquanto Frey foi contratado pela Disney e já trabalhou, como animador aprendiz, em “Zootopia”. Frey também foi animador de “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, do estúdio Illumination, com lançamento previsto para o próximo mês nos EUA – e em agosto no Brasil. Atualmente, ele trabalha em “Moana”, próxima estreia animada da Disney, que chegará ao país em dezembro. https://www.youtube.com/watch?v=whh0MQZ4Q2A
Jared Leto viverá o Coringa em clipe da trilha de Esquadrão Suicida
O ator Jared Leto (“Clube de Compra Dallas”) vai viver o Coringa num clipe musical. Intérprete do vilão no vindouro filme do “Esquadrão Suicida”, ele postou recentemente fotos nas redes sociais em que voltava a usar a fantasia no personagem. Houve quem acreditasse que o retorno ao visual do Coringa tinha a ver com refilmagens, mas o site Batman News descobriu que ele estava em Miami gravando o clipe. Ainda sem título, a música junta o rapper Rick Ross e o produtor Skrillex e teve um trecho divulgado no SoundCloud (ouça abaixo). A gravação não é oficial e foi registrada por um fã, quando Skrillex apresentou a faixa pela primeira vez no WAV Nightclub, em Atlantic City, no início do ano. A letra faz várias referências ao vilão, que se chama Joker em inglês. Rick Ross ainda menciona Suicide Squad, Gotham City, Killer Croc e a Lamborghini roxa que o Coringa dirige no filme. O vídeo será lançado no dia 1º de julho. “Esquadrão suicida” é um dos filmes mais aguardados do ano. A produção acompanha um grupo de supervilões dos quadrinhos da DC Comics, que aceita participar de uma missão suicida para o governo em troca da redução de suas sentenças. Além do Coringa de Jared Leto, o longa ainda destaca Margot Robbie (“Golpe Duplo”) como Arlequina e Will Smith (também de “Golpe Duplo”) como o Pistoleiro. Escrito e dirigido por David Ayer (“Corações de Ferro”), “Esquadrão Suicida” estreia em 4 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
HBO encomenda pilotos dos diretores de A Grande Aposta e Guerra ao Terror
O canal pago americano HBO encomendou os pilotos de duas novas séries de cineastas premiados: Adam McKay, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “A Grande Aposta” (2015), e Kathryn Bigelow, premiada com os Oscars de Melhor Filme e Direção por “Guerra ao Terror” (2008). Intitulada “Succession”, a criação de McKay vai juntar uma equipe de peso, com coprodução do ator Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e roteiro do inglês Jesse Armstrong (criador de “Fresh Meat” e escritor de comédias politizadas como “Conversa Truncada” e “Quatro Leões”). Além de produzir, McKay vai dirigir o piloto. O projeto foi descrito pelo site da revista Variety como um “drama familiar que acompanha uma família americana dona de um grande conglomerado de mídia, que não é apenas rica e poderosa, mas também poderosamente disfuncional”. Se aprovada, a série vai explorar “a lealdade familiar, negócios internacionais e os perigos do poder no século 21”. Já o piloto de Bigelow se chama “Mogadishu, Minnesota” e será escrito e dirigido por K’naan Warsame, um rapper nascido na Somália e que reside no Canadá. A descrição do projeto fala em “drama provocativo”, que vai “lidar com o que significa ser americano entre os somalis de Minneapolis”. Mas, em seus estágios iniciais, o pitch prometia “dar um vislumbre do mundo do recrutamento jihadista”. Ambos os pilotos precisarão ser aprovados pelos executivos do canal para virarem séries.
Game of Thrones: Fã decifra carta escrita por Sansa no último episódio
Um fã de “Game of Thrones”, que não conseguiu esperar uma semana para que os produtores desvendassem mais um mistério, estudou longamente o último episódio, exibido no domingo (5/6), para descobrir para quem Sansa Stark (Sophie Turner) escreveu sua carta misteriosa, e postou sua descoberta no Reddit. O spoiler está abaixo. Em “The Broken Man”, Sansa escreve a carta depois de discutir com Jon Snow (Kit Harington) sobre a necessidade de contar com mais soldados para retomar Winterfell das mãos de Ramsay Bolton (Iwan Rheon). Jon argumenta que eles precisam atacar o mais rápido possível, antes que uma tempestade de inverno reduza ainda mais as forças de seus aliados. Depois dessa conversa, ela se recolhe, redige uma mensagem curta e a envia por um corvo a um destinatário desconhecido. Segundo o usuário CreepyPancakes, a carta foi enviada a Petyr Baelish (Aidan Gillen), o Mindinho. Ele ampliou a imagem da carta, que apareceu brevemente nas mãos de Sansa, enquanto ela escrevia, para decifrar palavras-chaves que revelam a identidade do destinatário. O texto escrito trazia a seguinte mensagem: “Você (prometeu) me proteger. Agora você tem (a oportunidade) de cumprir sua promessa. (Os Cavaleiros) do Vale estão sob seu comando. Marche (a Norte) para Winterfell. (Empreste)-Nos sua ajuda e eu vou me certificar de que você será (recompensado)”. As palavras entre parêntesis são extrapolações, enquanto as demais foram comprovadamente escritas por Sansa. A revelação faz sentido e nem chega a ser uma surpresa, uma vez que o exército do Ninho da Águia foi visto, no começo da temporada, fazendo exercícios no Norte, sem nenhum objetivo prático além de ensinar ao monarca herdeiro Robin Arryn (interpretado pelo brasileiro Lino Facioli) táticas de guerra.
Editorial: A politização da cultura brasileira na era de Aquarius
A politização de cineastas e atores brasileiros tem se mostrado um fenômeno saudável, pois os recentes choques de opinião e manifestação de artistas contrários ao governo federal transmitem sinais inequívocos da estabilidade institucional no pais. Não há convulsão social nem governo de exceção censurando protestos, como seria característica de um golpe de Estado. Há, inclusive, um clima de tolerância com a ocupações de espaços públicos e uma mídia disposta a ouvir quem quiser afirmar que se vive um golpe. Obviamente, o direito de opinião e manifestação não é exclusivo de uma classe ou apenas de quem pensa igual. Quem discorda do que é dito ou feito também vai opinar e se manifestar em contrariedade. Um ambiente democrático se enriquece com essa pluralidade de opiniões. Mas nesses tempos de redes sociais se vive com mais força o acirramento. A repercussão da polêmica iniciada pela equipe do filme “Aquarius” no Festival de Cannes é um exemplo de como as posições estão acirradas. No tapete vermelho do evento francês, o diretor Kleber Mendonça Filho, os atores Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, entre outros envolvidos na produção, levantaram cartazes que chamavam de golpe de estado o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Um dos cartazes chegava a afirmar, em inglês, que “O Brasil não é mais uma democracia”. Na ocasião, os principais integrantes da produção também deram entrevistas, reiterando o ponto de vista de que a democracia brasileira teria sofrido um golpe político. Como reação, grupos contrários manifestaram a intenção de organizar um boicote ao filme. Ao mesmo tempo, a tese de criminalização da Lei Rouanet, que incentiva filmes como “Aquarius”, ganhou terreno. Houve até uma tentativa de incluir produtores culturais na malha da Lava Jato, rechaçada pelo juiz Sérgio Moro. A raiva despertada pelo protesto francês tem, embutida, o discurso da defesa da imagem do Brasil. Esta tese foi reverberada em entrevista do Ministro da Cultura ao programa “Preto no Branco”, exibido no domingo (5/5) no Canal Brasil. “Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento”, disse o ministro Marcelo Calero, demarcando o limite democrático. “Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil”, ele esclareceu, evocando a tese de que afirmar que houve um golpe é alinhar o Brasil às repúblicas de bananas dos clichês latinos. Calero elevou o tom. “Estão comprometendo [a imagem do país] em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil.” As críticas aconteceram no contexto de uma entrevista a um programa de TV, no qual o ministro foi incentivado a dar sua opinião sobre o assunto. Anteriormente, a equipe de “Aquarius” também deu, em entrevistas, suas opiniões sobre a situação do Brasil e a breve extinção do Ministério da Cultura. Passou batido, porém, a ocasião em que Kleber Mendonça Filho afirmou que o país era uma democracia e que, por isso, poderia se manifestar como quisesse. “A gente vive numa democracia. Essa é a minha resposta”, ele disse em maio, logo após o protesto, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, respondendo se temia retaliação – além de cineasta, ele tem um cargo numa fundação ligada ao Ministério da Cultura. “A gente vive numa democracia, e eu tenho direito de expressar o que acho sobre temas políticos”, reforçou, poucas horas após sua equipe levantar cartazes em se podia ler que o Brasil já não era uma democracia. E quando o repórter insistiu, veio a confirmação final: “Queria entender se o Brasil que era quando eu viajei para cá já mudou. Ainda continuo me comportando como se estivesse numa democracia”, discursou. Em suma, Kleber Mendonça Filho defende seu legítimo direito de manifestação por viver numa democracia, mesmo que seja para dizer no exterior que não vive numa democracia. Com o que o próprio ministro Marcelo Calero concorda, “fora de questionamento”. Entretanto, a opinião do ministro sobre o protesto foi questionada pelo diretor e pela atriz Sonia Braga nas redes sociais, como se ele, por sua vez, não tivesse esse direito, nem sequer no contexto de uma entrevista. Mas o ministro goza da mesma liberdade de expressão que é assegurada ao cineasta e à atriz, que, inclusive, replicam como querem, comprovando que há anos a democracia não é tão discutida e vivenciada neste país. Entretanto, chama atenção o tom de “calaboca” nos posts replicantes, onde se percebe uma arrogância do tipo “saiba com quem está falando” que não condiz com o ideal democrático defendido, supostamente, por ambos os lados. “Caro Ministro Calero, talvez isso aqui redefina sua noção de o nosso país passar vergonha internacionalmente”, escreveu Mendonça, incluindo em seu post um link para um texto sobre um editorial do jornal The New York Times, que versa sobre a corrupção no governo Temer. “O The New York Times é o mesmo jornal de influência mundial que incluiu meu filme anterior – ‘O Som ao Redor’ -, fruto do MinC, entre os 10 Melhores de 2012, um orgulho para a Cultura Brasileira”. Nunca é demais lembrar que a corrupção citada no post do cineasta não começou após o afastamento da presidente Dilma Rousseff há poucas semanas, sendo fruto de 13 anos de governo petista, em aliança com os partidos de Temer e Maluf. E que “O Som ao Redor” é mesmo um ótimo filme. Mas o que isso acrescenta na discussão, além de ego e tegiversação? Sonia Braga foi ainda mais fundo em seu post, arrancando urros de júbilo nas redes sociais, além de render algumas manchetes reveladoras. “A diva e o guri: Sonia Braga manda ‘ministro’ Marcelo Calero se situar”, descreveu o blog de Luis Nassif, festejando a enquadrada. “Estrela de filme pernambucano, Sonia Braga dá ‘aula de história’ a ministro da Cultura”, ponderou o jornal Diário de Pernambuco, sugerindo ironia. E, em outro espectro: “Sonia Braga não aceita ser criticada por ministro mais novo: ‘É inadmissível'”, titulou o Blasting News, mais divertido que os demais. Vale a pena conferir o subtítulo da matéria: “De acordo com atriz, Ministro é muito novo para entender problemas dos artistas”. De rolar de rir. Publicado no Facebook, o texto da atriz tem a intenção de ser sério. Ele começa dando uma “aula de história para o senhor Marcelo Calero, 33 anos de idade. Eu, só de profissão, tenho 50”. E passa a narrar a luta pelo reconhecimento da profissão de ator nos anos 1970, embutindo no meio realizações pessoais. “Naquela época, acredito, o senhor Marcelo ainda não havia nascido. Por isso, não deve ainda ter tido tempo de aprender sobre os nossos problemas e os nossos direitos”, ela diz, de forma impressionante. E nisso encaixa uma crítica à entrevista de Calero. “Como pode um Ministro dizer que um ato democrático como o nosso é a representação de um País inteiro? Isso é desconhecimento do que significa plena democracia. Se estivéssemos falando em nome de todos não precisaríamos, evidentemente, fazer o ato. Uma coisa é certa: estamos juntos”. O trecho que chama mais atenção tem enunciado mais claro e impactante. “O Ministro da Cultura ofendendo artistas é inadmissível. O senhor está nesse cargo para dialogar, para nos ajudar, para fazer a ponte com quem nos explora”. Entra-se num terreno muito delicado. Uma opinião passa a ser tratada como ofensa. “O Ministro da Cultura ofendendo artistas” é uma frase forte e, convenhamos, tão sensacionalista quanto a manchete do Blasting News. Mas não poderia o mesmo ministro dizer que artistas brasileiros ofendendo o Brasil é inadmissível? A narrativa do golpe se diferencia da narrativa do Impeachment neste quesito. Dependendo do ponto de vista, dizer que houve golpe, que não há democracia no Brasil e conclamar nações a não reconhecerem o governo pode, sim, ser considerado ofensivo – no mínimo. Felizmente, a democracia brasileira já está madura o suficiente, com apenas 28 anos – mais jovem, portanto, que o ministro – para fazer prevalecer a tolerância. Para completar seu raciocínio, Sonia cita as críticas “fabulosas” que “Aquarius” recebeu no exterior como um “ponto grande para a imagem da cultura brasileira no exterior”. E encerra com o que não tem outro nome: uma lição de moral. “Senhor Ministro, não podemos perder as nossas conquistas. Sobretudo a mais importante delas, o respeito”. A Pipoca Moderna sempre apoiou o cinema brasileiro de qualidade, como os filmes de Kleber Mendonça Filho, e pretende continuar usando sua pequena ressonância para lutar por maior espaço no circuito para essas obras. Boicotes são legítimos numa democracia, assim como nossa postura assumida e conhecida de rechaçar grupos intolerantes. Para ficar claro: jamais promoveremos boicotes e sempre destacaremos filmes de conteúdos sociais relevantes, assim como apoiamos o direito de manifestações pacíficas, como têm sido as realizadas em torno de “Aquarius”. Do mesmo modo e pelas mesmas razões, tampouco simpatizamos com patrulhas ideológicas. Quando o discurso em prol da democracia embute desprezo ao contraditório, escancara o que esquerda e direita têm em comum: um viés totalitário, na busca de uma visão hegemônica de mundo. Ao contrário disso, a democracia se fortalece com a convivência de vozes divergentes. O protesto em Cannes só é legítimo na medida em que se pode criticá-lo. Talentosos como são Kleber e Sonia, eles sabem que narrativas maniqueístas só convencem quem quer ser convencido, enquanto, para os demais, mostram-se inverossímeis, sem muito acrescentar.
Sonia Braga e Kleber Mendonça Filho polemizam com Ministro da Cultura
A atriz Sonia Braga e o diretor Kleber Mendonça Filho responderam às críticas feita pelo Ministro da Cultura Marcelo Calero ao protesto político da equipe de “Aquarius” no tapete vermelho do Festival de Cannes. O Ministro fez seu comentário durante entrevista no programa “Preto no Branco”, do Canal Brasil, o cineasta e a atriz responderam com um posts no Facebook. O motivo da nova polêmica foram as expressões usadas por Calero, que classificou o protesto de “quase infantil” e “até um pouco totalitário”. Vale lembrar o caso. No tapete vermelho do Festival de Cannes, o diretor Kleber Mendonça Filho, os atores Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, entre outros envolvidos na produção, levantaram cartazes que chamavam de golpe de estado o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Um dos cartazes chegava a afirmar, em inglês, que “O Brasil não é mais uma democracia”. Calero disse que o ato pode ter prejudicado a imagem do país internacionalmente. “Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento. Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil”, ele afirmou durante a entrevista. “Estão comprometendo [a imagem do país] em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil.” Em seu Facebook, Mendonça Filho respondeu com o post de uma reportagem a respeito de um editorial do jornal “The New York Times” que questiona o compromisso do presidente Michel Temer em combater a corrupção. O texto menciona a ficha suja de ministros do governo. Junto do link, o cineasta escreveu: “Caro Ministro Calero, talvez isso aqui redefina sua noção de o nosso país passar vergonha internacionalmente. O The New York Times é o mesmo jornal de influência mundial que incluiu meu filme anterior – ‘O Som ao Redor’ -, fruto do MinC, entre os 10 Melhores de 2012, um orgulho para a Cultura Brasileira. Abs, Kleber”. Sonia Braga foi ainda mais aguda. “Como pode um Ministro dizer que um ato democrático como o nosso é a representação de um País inteiro?”, indagou Sonia. “Isso é desconhecimento do que significa plena democracia. Se estivéssemos falando em nome de todos não precisaríamos, evidentemente, fazer o ato”, disse. Ela é mais clara na parte que sobe o tom: “o Ministro da Cultura ofendendo artistas é inadmissível. O senhor está nesse cargo para dialogar, para nos ajudar, para fazer a ponte com quem nos explora”. A atriz abre o texto lembrando da diferença de idade entre os dois — Calero tem 33 anos, enquanto Sonia completa 66 nesta quarta-feira, 50 deles dedicados à profissão. “Na época da Abertura, os artistas não tinham sequer uma lei que regulasse a profissão. Essa lei foi promulgada em 1978, depois de muita luta, da qual tive a honra de participar. Naquela época, acredito, o senhor Marcelo ainda não havia nascido. Por isso, não deve ainda ter tido tempo de aprender sobre os nossos problemas e os nossos direitos”, relembrou, em tom professoral. Por fim, Sonia lembra que “Aquarius”, longa dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi um sucesso de crítica no 69º Festival de Cannes: “A propósito, as críticas para ‘Aquarius’ foram fabulosas. Quatro estrelas em jornais franceses, italianos, poloneses, russos e três citações no The New York Times. Ponto grande para a imagem da cultura brasileira no exterior”. Ela encerra o texto com uma lição de moral: “senhor ministro, não podemos perder as nossas conquistas. Sobretudo a mais importante delas, o respeito”.
Telefilme de James Franco com vampiras lésbicas ganha primeiro trailer
O canal pago americano Lifetime divulgou duas fotos e o trailer de “Mother, May I Sleep With Danger?”, remake do suspense “Amor de Obsessão”, lançado há 20 anos. A nova versão tem roteiro do ator James Franco (“Tudo Vai Ficar Bem”), que também atua na produção, ao lado da protagonista do telefilme original, Tori Spelling (série “Barrados no Baile”). Em 1996, Tori era uma jovem ingênua que se apaixonava por um rapaz charmoso e psicopata (Ivan Sergei). Na nova versão, ela vive a mãe de uma jovem ingênua (a estreante Leila George) que se apaixona por uma vampira (Emily Meade, de “Jogo do Dinheiro”). A prévia explora a estética trash, com banhos literais de sangue – aparentemente, como cena de uma peça estudantil – e choque de valores – entre a mãe conservadora e a filha lésbica. A direção é de Melanie Aitkenhead, que está envolvida em outro projeto de Franco, “Actors Anonymous”, adaptação de um romance escrito pelo ator. A estreia está marcada para 18 de junho na TV americana. https://www.youtube.com/watch?v=m8ux2rzeNT0
Dead of Summer: Veja cinco comerciais da nova série de terror
O canal pago americano Freeform (ex-ABC Family) divulgou um novo trailer e cinco teasers curtos de “Dead of Summer”, série de terror dos criadores de “Once Upon a Time”. O trailer é basicamente igual ao anterior, apenas com uma trilha diferente. Bem apropriada, a música que acompanha as cenas é “Cruel Summer”, hit do Bananarama, que reforça a época em que a história acontece. Um dos teasers também traz outro clássico dos anos 1980, “Pictures of You”, da banda The Cure. Desenvolvida por Adam Horowitz e Edward Kitsis, a dupla de “Once Upon a Time”, em parceria com o roteirista Ian B. Goldberg, (também trabalhou da série das fábulas), a atração evoca o clima da franquia “Sexta-Feira 13” e similares, como “Acampamento Sinistro” (1983) e “Chamas da Morte” (1981). A história acontece em Camp Clearwater, um acampamento de férias de verão do meio-oeste americano, onde jovens dos anos 1980 vão experimentar seus primeiros amores, seus primeiros beijos – e também suas primeiras mortes, graças a um antigo e sombrio mito da região. O elenco inclui Elizabeth Mitchell (séries “Lost”, “Revolution”), Elizabeth Lail (série “Once Upon a Time”), Zelda Williams (série “Teen Wolf”), Mark Indelicato (série “Ugly Betty”), Alberto Frezza (“Resgate Impossível”), Eli Goree (série “The 100”), Ronen Rubenstein (série “Orange Is the New Black”), Paulina Singer (“Gotham”) e Amber Coney (série “Class”). A 1ª temporada foi aprovada sem precisar passar por fase de piloto, apenas pela força de seu roteiro. A estreia está marcada para 28 de junho nos EUA.
Yoga Hosers: Terror estrelado pela filha de Johnny Depp ganha novo trailer e pôster
A Starstream Media divulgou o trailer do terror indie “Yoga Hoser”, estrelado pelas filhas do ator Johnny Depp (“Alice Através do Espelho”) e do diretor Kevin Smith (“O Balconista”), com participação de Johnny Depp e direção de Kevin Smith. A brincadeira em família também tem direito à aparição da ex-mulher de Depp, a atriz Vanessa Paradis (“Amante a Domicílio”), no papel de professora da classe da própria filha. “Yoga Hosers” é sequência de “Tusk” (2014), que já incluía Depp e direção de Smith, além de figuração das duas herdeiras adolescentes. A culpa é da amizade entre as meninas, Lily-Rose Melody Depp e Harley Quinn Smith. Isto aproximou um dos atores mais caros de Hollywood de um dos diretores mais baratos. Conversa vai, conversa vem, Depp topou aparecer sob muita maquiagem em “Tusk”, que teve uma pequena cena de Lily-Rose e Harly Quinn como balconistas. Como “Tusk” não fez sucesso algum, Smith decidiu que merecia uma sequência, desta vez centrada nas figurantes da família. E Depp foi convencido a ampliar sua presença sob o disfarce, o sotaque e a interpretação histriônica conferida a seu personagem, o caçador canadense de casos sobrenaturais Guy Lapointe. Na trama, as filhas balconistas de Depp e Smith, ambas chamadas Colleen na trama, flertam com jovens clientes e enfrentam salsichas nazistas em sua loja de conveniências. O elenco de coadjuvantes é praticamente uma reprise completa de “Tusk”, incluindo Justin Long (“Amor à Distância”), Haley Joel Osment (série “Alpha House”), Michael Parks (“Seita Mortal”) e Genesis Rodriguez (“Noite Sem Fim”). Também participam da brincadeira Austin Butler (série “The Shannara Chronicles”), Tyler Posey (série “Teen Wolf”), Adam Brody (“Descobrindo o Amor”), Jason Mewes (“O Balconista”) e o autor de quadrinhos Stan Lee (“Barrados no Shopping”). “Yoga Hosers” teve sua première no Festival de Sundance 2016, onde foi triturado pela crítica. O melhor elogio foi “ruim”, mas houve uma preocupação de caprichar nos adjetivos, partindo de “inepto” para chegar em “abuso infantil” (crítica da Variety). A estreia está marcada para 29 de julho nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.











