Atores da Globo são criticados nas redes sociais por defenderem José Mayer
Após a manifestação de atrizes e funcionárias da Globo contra o assédio sofrido pela figurinista Su Tonani, na última terça-feira (4/3), Caio Blat e Thiago Rodrigues resolveram defender o ator José Mayer e foram criticados nas redes sociais. A declaração mais polêmica veio de Caio Blat, que afirmou ao site Glamurama não achar “certa” a decisão da Globo de afastar o ator por tempo indefinido. “José Mayer é uma pessoa que a gente conhece. A declaração que ele deu hoje foi brilhante. A forma como ele se colocou foi perfeita. Ele não representa ameaça a ninguém. Fez uma brincadeira fora de tom, e na presença de outras pessoas. Não houve intimidação”. Bastou para Blat se tornar alvo de críticas. Em seu Instagram, vários internautas deixaram comentários afirmando que “assédio não é brincadeira”. Até sua mulher, a atriz Maria Riberio, foi cobrada no Twitter, fazendo-a se posicionar. “Estou do lado da Su, estou com as mulheres”, ela respondeu. O ator Thiago Rodrigues também foi criticado por reclamar da repercussão do caso. “Eu conheço o Zé. Eu gosto dele. Posso te garantir que ele está mal com tudo isso. Que ele pague se tiver que pagar. Apenas sou contra crucificação e ódio”, afirmou ele, nas redes sociais. Já a atriz Marcella Rica, que contracenou com Mayer em “A Lei do Amor”, disse que apoia o movimento “Mexeu com uma, mexeu com todas”, mas foi criticada por elogiar a resposta de Mayer à polêmica. “Fiquei muito triste quando soube de tudo, mas hoje lendo a carta do Zé e vendo toda essa manifestação latente, com tanta gente lutando por algo tão importante e fundamental, eu achei bonito. Não o que aconteceu, claro! Sou do time #MexeuComUmaMexeuComTodas, sempre. Mas o ato de reconhecer, se desculpar e buscar essa mudança. Que todos os muitos, que por pura cultura e costume, invadem e assediam – mesmo que através de leves piadas – em qualquer tipo de ambiente, comecem também a repensar e a lutar contra essa postura já natural. Que natural seja sempre o respeito. Obrigada, Su, pela coragem. E obrigada Zé, pela carta. Que ela provoque ainda mais mudanças”.
Figurinista assediada por José Mayer publica desabafo chocante
A figurinista Su Tonani, da TV Globo, publicou um desabafo chocante sobre o assédio sexual que sofreu em seu ambiente de trabalho, realizado repetidamente pelo ator José Mayer. A ação continuada e cada vez mais grave causou a suspensão do ator, por tempo indeterminado, das produções da emissora. A denúncia foi feita no blog #Agoraéquesãoelas, do jornal Folha de S.Paulo, na última sexta-feira (31/3), e chegou a ser tirada do ar, por conta da gravidade das acusações. Logo depois, foi republicado, com a resposta do ator. Na terça-feira (4/3), após ser afastado da emissora, Mayer admitiu o erro, através de uma carta aberta. “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora”, ele disse em um trecho do texto. Abaixo, confira íntegra do texto feito pela figurinista, que recebeu o apoio de diversas colegas de emissora – entre elas, atrizes e apresentadoras que já contracenaram com Mayer – , cuja pressão ajudou a levar a Globo a afastar o ator. “Eu, Susllem Meneguzzi Tonani, fui assediada por José Mayer Drumond. Tenho 28 anos, sou uma mulher branca, bonita, alta. Há cinco anos vim morar no Rio de Janeiro, em busca do meu sonho: ser figurinista. Qual mulher nunca levou uma cantada? Qual mulher nunca foi oprimida a rotular a violência do assédio como “brincadeira”? A primeira “brincadeira” de José Mayer Drumond comigo foi há 8 meses. Ele era protagonista da primeira novela em que eu trabalhava como figurinista assistente. E essa história de violência se iniciou com o simples: “como você é bonita”. Trabalhando de segunda a sábado, lidar com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus “elogios”. Do “como você se veste bem”, logo eu estava ouvindo: “como a sua cintura é fina”, “fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, “você nunca vai dar para mim?”. Quantas vezes tivemos e teremos que nos sentir despidas pelo olhar de um homem, e ainda assim – ou por isso mesmo – sentir medo de gritar e parecer loucas? Quantas vezes teremos que ouvir, inclusive de outras mulheres: “ai que exagero! Foi só uma piada”. Quantas vezes vamos deixar passar, constrangidas e enojadas, essas ações machistas, elitistas, sexistas e maldosas? Foram meses envergonhada, sem graça, de sorrisos encabulados. Disse a ele, com palavras exatas e claras, que não queria, que ele não podia me tocar, que se ele me encostasse a mão eu iria ao RH. Foram meses saindo de perto. Uma vez lhe disse: “você é mais velho que o meu pai. Você tem uma filha da minha idade. Você gostaria que alguém tratasse assim a sua filha?” A opressão é aquela que nos engana e naturaliza o absurdo. Transforma tudo em aceitável, em tolerável, em normal. A vaidade é aquela que faz o outro crer na falta de limite, no estrelato, no poder e na impunidade. Quantas vezes teremos que pedir para não sermos sexualizadas em nosso local de trabalho? Até quando teremos que ir às ruas, ao departamento de RH ou à ouvidoria pedir respeito? Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam estar no meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua “piada”. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade. Mas segui na engrenagem, no mecanismo subserviente. Nos próximos dias, fui trabalhar rezando para não encontrá-lo. Tentando driblar sua presença para poder seguir. O trabalho dos meus sonhos tinha virado um pesadelo. E para me segurar eu imaginava que, depois da mão na buceta, nada de pior poderia acontecer. Aquilo já era de longe a coisa mais distante da sanidade que eu tinha vivido. Até que nos vimos, ele e eu, num set de filmagem com 30 pessoas. Ele no centro, sob os refletores, no cenário, câmeras apontadas para si, prestes a dizer seu texto de protagonista. Neste momento, sem medo, ameaçou me tocar novamente se eu continuasse a não falar com ele. E eu não silenciei. “VACA”, ele gritou. Para quem quisesse ouvir. Não teve medo. E por que teria, mesmo? Chega. Acusei o santo, o milagre e a igreja. Procurei quem me colocou ali. Fui ao RH. Liguei para a ouvidoria. Fui ao departamento que cuida dos atores. Acessei todas as pessoas, todas as instâncias, contei sobre o assédio moral e sexual que há meses eu vinha sofrendo. Contei que tudo escalou e eu não conseguia encontrar mais motivos, forças para estar ali. A empresa reconheceu a gravidade do acontecimento e prometeu tomar as medidas necessárias. Me pergunto: quais serão as medidas? Que lei fará justiça e irá reger a punição? Que me protegerá e como? Sinto no peito uma culpa imensa por não ter tomado medidas sérias e árduas antes, sinto um arrependimento violento por ter me calado, me odeio por todas as vezes em que, constrangida, lidei com o assédio com um sorriso amarelo. E, principalmente, me sinto oprimida por não ter gritado só porque estava em meu local de trabalho. Dá medo, sabia? Porque a gente acha que o ator renomado, 30 e tantos papéis, garanhão da ficção com contrato assinado, vai seguir impassível, porque assim lhe permitem, produto de ouro, prata da casa. E eu, engrenagem, mulher, paga por obra, sou quem leva a fama de oportunista. E se acharem que eu dei mole? Será que vão me contratar outra vez? Tenho de repetir o mantra: a culpa não foi minha. A culpa nunca é da vítima. E me sentiria eternamente culpada se não falasse. Precisamos falar. Precisamos mudar a engrenagem. Não quero mais ser encurralada, não quero mais me sentir inferior, não quero me sentir mais bicho e muito menos uma “vaca”. Não quero ser invisível se não estiver atendendo aos desejos de um homem. Falo em meu nome e acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime. Entendam que não irei me calar e me afastar por medo. Digo isso a ele e a todos e todas que, como ele, homem ou mulher, pensem diferente. Que entendam que não passarão. E o que o meu assédio não vai ser embrulho de peixe. Vai é embrulhar o estômago de todos vocês por muito, muito tempo.”
José Mayer é suspenso da Globo após atrizes se unirem em protesto contra assédio
A denúncia de assédio de uma figurinista da Globo, durante as gravações de “A Lei do Amor”, levou ao afastamento do ator José Mayer das próximas produções da emissora por tempo indeterminado. O caso veio à tona em relato de Susllen Tonani a um blog do jornal Folha de S. Paulo na semana passada. E, a princípio, a rede de TV soltou comunicado afirmando que iria apurar. Aguinaldo Silva chegou a confirmar o ator em sua próxima novela, “até segunda ordem”. Porém, atrizes da Globo se uniram em protesto, vestindo a camisa da rebelião. Literalmente. Uma camiseta branca, com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas” passou a ser usada por estrelas como Taís Araújo, Fernanda Lima, Tainá Müller, Bruna Marquezine, Fátima Bernardes, Sophie Charlotte, Drica Moraes, Tatá Werneck, Alice Wegmann, Bruna Linzmeyer, Luisa Arraes, Carla Salle, Julia Rabello e Cissa Guimarães, repercutindo uma campanha na web contra o assédio sexual. A hashtag #ChegadeAssédio também apareceu em posts de diversas outras atrizes da emissora. Como consequência, a Globo se solidarizou com o protesto e José Mayer, que vinha negando assédio, acabou confessando e pedindo desculpas. Leia abaixo a íntegra dos comunicados da emissora e do ator. “Em relação à denúncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas. Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia, de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado. O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres ‘Mexeu com uma, Mexeu com todas’, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa. O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar. A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.” A carta de José Mayer: “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora. Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço. Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, não sou. Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são. Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele. Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi. A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança. Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar. Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária. O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor”.
Maísa Silva é proibida pelos pais de ver dois shows seguidos de Justin Bieber
A atriz Maísa Silva (“Carrossel – O Filme”) foi proibida pelos pais de ter uma overdose de Justin Bieber. Após ver o show do cantor canadense no sábado, seus pais não a deixaram voltar no show de domingo. “Queria ter ido ver o Justin ontem à noite mas meus pais não deixaram PORQUE HOJE TEM AULA AAAAAAAAAAAAAAAA”, escreveu a adolescente no Twitter nesta segunda (3/4). Fã declarada do ídolo teen canadense, Maísa revelou que chorou como fanzoca histérica durante a apresentação do sábado. “Eu não consegui cantar Sorry porque foi a última música e eu só conseguia chorar… foi perfeito! Te amo de todo coração, Justin”, declarou-se a estrelinha do SBT, mostrando que tem mesmo 14 anos de idade.
Audiências de Record e SBT desabam após saída da TV paga
As audiências das redes Record e SBT desabaram nas primeiras horas após o corte dos sinais das duas emissoras e da RedeTV nas operadoras de TV paga Net, Sky, Claro e Oi na Grande São Paulo. A madrugada desta quinta-feira (30/3) também foi a primeira após o apagão analógico na região metropolitana. A Record, que das três redes é a que tem mais público na TV paga, foi a mais afetada. O “Programa do Porchat”, que vinha registrando média de 4,4 pontos no Ibope, caiu para 3,0 na última madrugada, uma redução de 32%. Já o “Fala que Eu te Escuto”, que vinha com média de 2,3 pontos, despencou para 0,8, ou 65% a menos. No SBT, o “The Noite” teve queda de 15%. Oscilou de 4,8 pontos para 4,1. Exibido em seguida, o primeiro “SBT Notícias” perdeu um ponto, indo de 3,0 para 2,0. Na RedeTV!, curiosamente, quase não houve alteração. O “Leitura Dinâmica” perdeu apenas um décimo (foi de 0,7 para 0,6) e o programa de Amaury Jr. manteve a média regular de 0,6 ponto, mas cresceu 300% em relação à quarta-feira anterior (0,2). Desde os primeiros minutos da madrugada desta quinta, a maioria das operadoras de TV por assinatura de São Paulo não carrega mais os sinais de SBT, Record e RedeTV!. Com o fim da TV analógica, as emissoras ganharam o direito de negociar um valor por seus sinais digitais, mas não houve acordo com as empresas de TV por assinatura, que precisaram tirá-las de suas programação. Apenas a Vivo continua com os sinais das três redes. Segundo pesquisa do Ibope, realizada em março, 35% dos telespectadores da Grande São Paulo só veem televisão por meio de assinatura. Isso quer dizer que cerca de 7 milhões de pessoas estão sem acesso à Record, ao SBT e à RedeTV! no principal mercado publicitário do país. Para enfrentar o problema que elas próprias criaram, as redes têm buscado ensinar aos telespectadores como trocar de operadora ou pedir para cancelar o serviço, após o corte dos canais. Os últimos programas da noite de quarta nas três emissoras dedicaram bastante espaço para reforçar esta mensagem. A Igreja Universal, ligada à Record, também estaria mobilizando seus fiéis para reclamar junto às operadoras. Os canais também estão contando com outros revezes que podem afetar as operadoras. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já notificou as operadoras Net-Claro, Sky e outras a respeito da retirada das redes dos pacotes de seus assinantes, abrindo um Procedimento para Apuração de Descumprimento de Obrigações (Pado) “para apurar indícios de descumprimento de obrigações contidas no Regulamento Geral de Direitos dos Usuários de Serviços de Telecomunicações”. As operadoras notificadas têm agora 15 dias para se explicar, com base no art. 28 da resolução 488/2007 da Anatel, segundo o qual “qualquer alteração no Plano de Serviço deve ser informada ao Assinante no mínimo 30 (trinta) dias antes de sua implementação, e caso o Assinante não se interesse pela continuidade do serviço, poderá rescindir seu contrato sem ônus”. As operadoras dizem não ter descumprido nada e vão se defender, já que a decisão de sair foi das redes e elas não são canais pagos, portanto nunca foram cobrados dos assinantes. A briga vai longe.
Operadoras informam aos assinantes sobre a perda dos canais Record, SBT e RedeTV!
As operadoras de TV paga Net e a Claro estão informando a seus assinantes que perderão os canais Record, SBT e RedeTV! a partir desta quarta-feira (29/3). A interrupção ocorrerá agora em São Paulo, porque a cidade e mais 38 municípios da região metropolitana terão o sinal analógico cortado a partir das 23h59, em cumprimento ao cronograma estabelecido pelo Ministério das Comunicações, e as três emissoras querem cobrar pela transmissão de seus canais digitais. Brasília, que foi a primeira capital a migrar para o serviço digital, já ficou sem os três canais nesta semana. Em um comunicado exibido em seus canais de informação, a NET afirma ter acordo de distribuição com Globo, Gazeta, Rede Gospel, Ideal TV, Mega TV, Rede 21, TV Cultura e Band. A programação dessas emissoras, portanto, continuará a ser exibida. Entretanto, a operadora revela que, até o momento, não há acordo com Record, RedeTV! e SBT. “A fim de atender a uma solicitação das próprias empresas, a NET deixará de transmitir os sinais digitais destes canais a partir de 29 de março”, diz o texto. “É importante esclarecer que estes canais sempre foram distribuídos gratuitamente. A NET quer continuar a transmiti-los e segue negociando para que você volte a receber o sinal aberto na sua TV por assinatura como sempre recebeu: sem ter que pagar a mais por eles”, finaliza o texto. Em nota enviada à imprensa pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), o órgão reforça que a decisão de não permitir a transmissão dos sinais digitais das três emissoras na TV por assinatura em Brasília e São Paulo foi uma iniciativa do grupo Simba, formado por SBT, Record e RedeTV!. Segundo a ABTA, “as operadoras de TV por assinatura sempre estiveram e continuam abertas ao diálogo”. No entanto, diz a associação, “a maior parte delas informa que sequer recebeu uma proposta comercial da Simba”. Segundo apurou o blog Notícias da TV, a estratégia das três redes abertas é fazer com que os assinantes se voltem contra as operadoras de TV paga, protestando e cancelando seus contratos, para só então negociar seus sinais por um bom preço. Bispos da Igreja Universal, ligada à Record, estariam orientando fiéis a liderarem os protestos. SBT, Record e RedeTV! se espelham na Fox, que em uma tensa negociação com a Sky, chegou a cortar os sinais de seus canais da operadora. O assinante de TV paga se voltou contra a Sky e a Fox conseguiu o aumento que queria. Agora, as três redes abertas vão usar a mesma estratégia. Depois de São Paulo, Goiânia será a próxima capital a ter o sinal analógico desligado, no dia 31 de maio. As últimas serão as três capitais da Região Sul: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, com desligamento previsto para janeiro de 2018. É cliente Vivo? Entre em contato com o número da Vivo e saiba se seu pacote se enquadra.
Record, SBT e RedeTV já estão fora de três operadoras de TV paga em Brasília
Seguindo a iniciativa da Sky, a Net e a Claro também tiraram as redes Record, SBT e RedeTV! de suas grades de programação em Brasília. O corte aconteceu por volta da 0h30 desta terça-feira (28/3) e deve se repetir em mais uma região após o apagão analógico previsto para São Paulo, a partir das 23h59 de quarta. A decisão de cortar os sinais foi resultado de uma notificação da Simba, empresa formada pelas três emissoras, lembrando às operadoras que elas precisam de autorização das redes para transmitirem seus sinais digitais nas cidades em que não há mais TV analógica. É o caso de Brasília, onde nenhuma operadora tem essas autorização da Record, SBT e RedeTV!. Segundo levantamentos recentes, as três redes respondem por quase 20% da audiência da TV paga, o que as fez querer compensação financeira para continuar cedendo seus sinais. Elas formaram a Simba para negociar em conjunto e pretendem aproveitar a confusão potencial causada pelo fim da TV analógica para pressionar as operadoras. A iniciativa é inspirada na negociação turbulenta realizada entre o grupo Fox e a Sky, que só foi adiante após os canais do grupo saírem do ar, em janeiro. Desde sexta (24/3), as três redes estão exibindo em seus intervalos e telejornais o anúncio de que deixarão de ter seus conteúdos exibidos na TV paga a partir desta quarta-feira, acusando as operadoras de se recusarem a negociar um “valor justo” por seus sinais. Entretanto, segundo apurou o blog Notícias na TV, até a noite de segunda, nenhuma operadora havia recebido proposta comercial, com uma sugestão de preço pelos sinais. A acusação precede a negociação e é pura arma de pressão, visando mobilizar as massas para fazerem o trabalho de convencimento. A estratégia das três redes abertas é fazer com que os assinantes se voltem contra as operadoras de TV por assinatura, protestando e cancelando seus contratos, para só então negociar seus sinais por um bom preço. Bispos da Igreja Universal, ligada à Record, estariam orientando fiéis a liderarem os protestos. Com o fim da TV analógica, as emissoras de TV aberta podem cobrar por seus sinais, amparadas na lei 12.485, de 2011. A Globo cobra por sua programação desde 2014. A postura das operadoras também tem sido dura. Elas argumentam que, legalmente, não podem reajustar os pacotes de assinaturas já existentes, a não ser pela inflação. A única forma de absorver os novos custos, dizem, seria um crescimento da base de assinantes, mas o setor está em crise desde 2014. Encolheu mais de 1 milhão de assinantes nos últimos anos. Ou seja, nessa briga em que as redes querem mobilizar os telespectadores, só quem tem a perder são os próprios telespectadores, pois ou ficam sem os canais ou terão que amargar para breve uma TV mais bem paga.
SBT, Record e RedeTV! anunciam a Simba Content, novo pacote de canais digitais
Após alertarem o público de que seu conteúdo não estará mais disponível nas operadoras de TV paga a partir de quarta-feira (29/3), as redes SBT, Record e RedeTV! passaram a veicular um comercial da Simba Content, joint venture que as três formaram para negociar seu conteúdo em conjunto. A propaganda reúne apresentadores de cada canal, Ratinho (SBT), Rodrigo Faro (Record) e Luciana Gimenez (RedeTV!), que destacam a programação conjunta das emissoras. Além disso, o vídeo traz mensagens de funcionários famosos das empresas, como Gugu, Xuxa, Danilo Gentilli, Marcos Mion e Eliana. Apesar de estrelado e enfático, o vídeo tem mensagem difusa, pois o que era uma entidade jurídica para fins comerciais é apresentado como um novo pacote digital, sem dar maiores explicações sobre o que isso representa ou como irá funcionar na prática. Mas chama atenção o fato do vídeo destacar a expressão “não dá pra ficar sem”, no momento em que os três canais pressionam por um acordo financeiro, visando receber pela veiculação de seus sinais na TV paga. “Dá pra ficar sem diversão e o esporte da RedeTV? E sem os programas de auditório e as novelas do SBT? Ou sem o jornalismo e a teledramaturgia da Record TV? Não dá pra ficar sem”, dizem os apresentadores. Veja abaixo.
Record, SBT e RedeTV já estão fora do ar na TV paga de Brasília
A segunda maior operadora de TV paga do país, Sky, cortou nesta segunda-feira (27/3) os sinais da Record, SBT e RedeTV! no Distrito Federal, onde já ocorreu o apagão analógico e só há transmissão de TV aberta em sistema digital. O corte está relacionado à disputa entre as três emissoras e as empresas de TV por assinatura. Desde a última sexta-feira (24), Record, SBT e RedeTV! vêm exibindo comunicados e reportagens em que anunciam que vão tirar seus sinais da Net, Sky, Oi e Vivo a partir da quarta-feira (29/3), quando ocorre o apagão analógico na Grande São Paulo. As emissoras acusam as operadoras de se recusarem a negociar o pagamento de seus sinais. O corte realizado pela Sky em Brasília seria uma resposta à campanha das emissoras, antecipando o momento em que todos os consumidores de TV paga ficarão sem os sinais das três redes abertas. Nos canais que eram ocupados por Record, SBT e RedeTV! no Distrito Federal, a Sky está exibindo um aviso sobre a determinação do governo de cortar o sinal analógico e um link para o consumidor saber como fazer para assistir as redes abertas no novo sistema digital. Veja abaixo.
Igreja Universal alista fiéis na guerra da Record, SBT e RedeTV contra operadores de TV paga
A disputa entre as redes Record, SBT e RedeTV! e as operadoras de TV por assinatura virou religião. Lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus, que é ligada à Record, estão mobilizando fiéis para pressionarem Net, Sky, Claro e Vivo a pagar pela exibição dos canais na TV paga. O blog Notícias da TV apurou que os féis da Igreja Universal estão reproduzindo um banner nas redes sociais que diz que as operadoras “querem tirar nosso direito como telespectadores”. “Pagamos por todos os canais quando assinamos, não seria quebra de contrato [cortar o sinal de Record, SBT e RedeTV!]?”, questiona o anúncio, que orienta: “Denuncie: Anatel – 1331 / Procon – 151”. A mobilização dos fiéis é uma estratégia que costuma dar resultados, como se viu nas bilheterias de “Os Dez Mandamentos – O Filme”. Além do trabalho visível nas redes sociais, também estaria havendo um trabalho invisível, via Whatsapp. O bispo Alfredo Paulo Filho, ex-integrante da Universal e que se dedica a denunciar os abusos da Igreja, compartilhou em seu Facebook uma mensagem do bispo Sergio Corrêa, conclamando obreiros e fiéis a ligarem para os call centers das operadoras e perguntarem se é verdade o que as emissoras estão anunciando, que deixarão de ser distribuídas por elas a partir de quarta. “Porque se for verdade [diga que] eu quero cancelar agora a minha assinatura”, orienta Corrêa. “Veja a que ponto chegou o poder de manipulação, querer usar os fiéis para defender interesses próprios”, protestou o religioso no post em que reproduziu o apelo. Veja abaixo. A mobilização dos fiéis é mais um capítulo na briga das três redes contra as operadoras. Unidas por uma joint venture, batizada de Simba, os canais estão anunciando na televisão que deixarão de ser exibidos na TV paga no mesmo dia em que o sinal analógico será desligado em São Paulo: na próxima quarta-feira, dia 29. Para ficar, exigem receber por seu sinal. A Simba estaria se espelha na Fox, que durante uma tensa negociação com a Sky chegou a cortar os sinais de seus canais da operadora. O assinante de TV paga se voltou contra a Sky e a Fox conseguiu o aumento que queria. Agora, as três redes abertas vão usar a mesma estratégia, com a ajuda dos fiéis da Universal. Vale observar que, se os canais realmente saírem dos pacotes, pela resolução da Anatel as operadoras teriam de substituí-los por similares, que não existem. A alternativa seria reduzir os preços dos pacotes para os assinantes, o que provaria o ponto das três redes, de que agregam valor. Publicado por Bispo Alfredo Paulo Filho em Domingo, 26 de março de 2017
SBT, Record e RedeTV anunciam saída da TV paga a partir de quarta-feira
As redes SBT, Record e a RedeTV anunciaram sua saída da TV paga. Conforme vinham ameaçando, a programação dos canais deixará de ser exibida nas operadoras Net, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky no mesmo dia em que o sinal analógico será desligado em São Paulo: na próxima quarta-feira, dia 29. A notícia veio em comunicado exibido nos três canais na noite de sexta (24/3). Os sites das emissoras também já trazem o aviso. Os três canais, que se juntaram em uma joint-venture, a Simba, para negociar com as operadoras, não querem mais oferecer de graça o sinal digital, já que correspondem a quase 20% de toda a audiência da TV paga brasileira sem receber nada por isso. Para forçar a negociação, a Simba se espelha na Fox, que em uma tensa negociação com a Sky, chegou a cortar os sinais de seus canais da operadora. O assinante de TV paga se voltou contra a Sky e a Fox conseguiu o aumento que queria. Agora, as três redes abertas vão usar a mesma estratégia. Com a saída das redes dos pacotes, clientes da TV Paga só terão acesso aos canais através de antena de sinal digital ligada aos televisores. Se isso ocorrer, pela resolução da Anatel as operadoras teriam de substituir esses canais por similares, que não existem. A alternativa para a falta de conteúdo correspondente seria reduzir os preços dos pacotes para os assinantes, o que provaria o ponto das três redes, de que agregam valor. Para pressionar ainda mais as operadoras, a Simba abriu negociações com a Netflix para a venda do conteúdo dos três canais. Mas há também risco de perda de audiência para as redes sem o público da TV paga, no instante em que a TV analógica sofrerá um apagão. Aparentemente, as três emissoras minimizam o problema. Confira abaixo o vídeo do comunicado oficial transmitido pelas emissoras.
Estreias de Power Rangers e Fragmentado dominam o circuito
Os heróis de “Power Rangers” e o vilão de “Fragmentado” vão se enfrentar nas telas de cinema, numa disputa por público a partir desta quinta (23/3). A adaptação da franquia televisiva dos anos 1990 foi considerada superficial e medíocre (49% de aprovação) pela crítica americana, enquanto o terror original de M. Night Shyamalan, que retoma o universo do cult “Corpo Fechado” (2000), foi recebida com elogios rasgados (76% de aprovação) e a segunda maior bilheteria do gênero em todos os tempos. Nenhum dos dois, porém, chegará em mais de mil cinemas. “Power Rangers” tem lançamento em 801 salas e “Fragmentado” em 618. Afinal, o circuito já está superlotado com “A Bela e a Fera”, “Logan” e “Kong: A Ilha da Caveira”, que ocupam os três primeiros lugares no ranking das bilheterias nacionais. A briga de blockbusters hollywoodianos faz com que um dos lançamentos mais esperados do ano seja despejado em ridículas 30 salas. Até capitais ficarão de fora do circuito de “T2 Trainspotting”, continuação do filme cultuadíssimo de 1996, que volta a reunir o elenco, o diretor e o roteirista do original. O menosprezo só evidencia a falta de cultura cinematográfica dos distribuidores de cinema do país. Dois dramas brasileiros tentam respirar nas salas que sobram. “Travessia” traz Chico Díaz e Caio Castro como pai e filho que vivem uma relação conflituosa, e “Todas as Cores da Noite” é um suspense psicológico, centrado na interpretação claustrofóbica de Sabrina Greve, cercada por mortos e memórias de fantasmas. Este filme só chega em quatro estados – Pernambuco, Goiás, Acre, Sergipe e Paraná. Completa o circuito a comédia francesa “Imprevistos de uma Noite em Paris”, a luta para salvar um teatro parisiense, lançada em cinco capitais: São Paulo, Rio, Recife, Porto Alegre e Curitiba. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Ex-BBB Mayara Motti vai estrear no cinema em filme sobre Lampião
Segunda eliminada do “Big Brother Brasil” deste ano, Mayara Motti saiu do paredão direto para a carreira da atriz. A modelo, que tem carreira como dubladora e é formada em Direito, vai filmar ainda neste ano o seu primeiro longa-metragem, “Lampião – O Filme”, com direção e roteiro de Bruno Azevedo (diretor de esquetes do “Fala que Eu Te Escuto”). Na verdade, ela passou no teste para integrar o elenco antes de aparecer no “BBB”. O diretor Bruno Azevedo confirmou que escolheu Mayara por conta de seus trabalhos de dublagem, muito antes dela aparecer no reality show da Globo. As filmagens começam em setembro. “Será uma trilogia do Lampião, com um elenco incrível. Vai ser um sucesso”, ela contou, em entrevista ao site Ego. Mayara ainda não sabe o nome de sua personagem, mas revelou que ela será de personalidade forte. “Vou fazer o papel de uma cangaceira muito amiga da Maria Bonita. Uma mulher com personalidade, muito forte e guerreira”, disse ela, que completou empolgada: “Vamos gravar na casa que foi do Lampião mesmo. A direção teve acesso a parentes que informaram segredos do Lampião. Vai ser demais.” O elenco terá Paulo Goulart Filho (“As Mães de Chico Xavier”) como Lampião e Emanuelle Araújo (novela “A Lei do Amor”) como Maria Bonita, mas até Rodrigo Santoro (série “Westworld”) poderá atuar com a ex-BBB Mayara. “Só falta definir o roteiro de gravação para bater o martelo que o Rodrigo estará mesmo disponível. Ele já aceitou o convite e poderá ser o cangaceiro Corisco”, antecipou Bruno.










