Leila Cravo (1953 – 2020)
A atriz Leila Cravo, símbolo sexual dos anos 1970 que estrelou pornochanchadas, novelas e apresentou o “Fantástico”, morreu esquecida em 5 de agosto passado, aos 66 anos, após ser levada com dores a um hospital do Rio de Janeiro. Ela foi uma das estrelas que mais estampou capas de revistas na década de 1970, mas acabou se tornando mais lembrada devido um escândalo. Ainda iniciante, Leila começou sua carreira na Globo após estrelar a pornochanchada “Uma Pantera em Minha Cama” (1971), escalada pelo diretor Walter Avancini num pequeno papel na novela “O Semideus” (1973). No ano seguinte, deslanchou ao coadjuvar em “Corrida do Ouro” (1974). Também apareceu nos filmes “Relatório de um Homem Casado” e “Brutos Inocentes”. E, aos 21 anos, tinha se tornado apresentadora do “Fantástico”. Então, um caso misterioso e brutal aconteceu no motel Vip’s, no Rio de Janeiro, que lhe afetou pelo resto da vida. A artista foi encontrada nua e estatelada na rua em 1975, após cair da suíte presidencial do estabelecimento, a 18 metros de altura, com um bilhete para o amante na mão. Ela sobreviveu, mas teve politraumatismo craniano e passou 13 dias em coma. Apesar da queda, ficou com poucas marcas no corpo. Passou décadas sem contar o que realmente aconteceu e o acidente nunca foi devidamente investigado. Leila chegou a citar o caso em seu livro “Passagem Secreta”, de 1979, mas de forma metafórica. Ela se referia a um “milagre”, por ter sobrevivido. Mas só recentemente, em entrevista para a TV Record, decidiu revelar que tinha escapado de um complô para matá-la. Ela teria sido jogada do quarto por alguém poderoso – um Ministro da ditadura militar, que a estuprou e a espancou com mais dois homens (um deles, seu amante, que a levou ao local) e tentou esconder o crime com um suicídio encenado. Ao retomar a atividade, ela emplacou mais três filmes, “Tem Alguém na Minha Cama” (1976), “Quem é o Pai da Criança?” (1976) e “Empregada Para Todo o Serviço” (1977), lançado no ano em que posou para a revista Playboy. Ela estava no auge quando fez em sequência duas novelas de sucesso, “Te Contei?” e “Sinal de Alerta” (ambas de 1978), e então sua carreira acabou. Ela se mudou para o Paraná e após aparecer num programa infantil de uma afiliada da TV Bandeirantes em Cascavel, saiu dos holofotes para uma vida mais calma, da qual deixa a filha Tathiana, de 38 anos, e a neta Ana Julia, de 11.
People’s Choice Awards 2020 divulga indicados com celebridades brasileiras
A lista de indicados do People’s Choice Awards 2020 foi divulgada nesta quinta (1/30), e além de muitos artistas populares dos EUA, eleitores do mundo inteiro também poderão votar em seus influenciadores locais favoritos. No Brasil, a lista inclui celebridades como Maisa, ex-integrantes do BBB como Manu Gavassi, Bianca Andrade (Boca Rosa) e Rafa Kalimann, e outros (Foquinha, Matheus Mazzafera, Alexandra Gurgel e Valentina Sampaio). De resto, a relação reflete um gosto bastante americano, destacando produções celebradas nos EUA, mas que não tiveram a mesma repercussão no Brasil – filmes como “Hamilton” e “Trolls 2” nem foram lançados por aqui. Entre os longas, “Bad Boys para Sempre” lidera a lista com seis nomeações, incluindo Filme do Ano e Filme de Ação do Ano, além de indicações tanto para Will Smith quanto para Vanessa Hudgens por suas atuações. O longa da Arlequina, “Aves de Rapina”, o musical “Hamilton” da plataforma Disney+ (Disney Plus) e o thriller “Power”, da Netflix, apareceram em seguida, com cinco menções cada. Um detalhe curioso é que o prêmio chama de TV qualquer série, ainda que a maioria das produções indicadas sejam de streaming e possam ser vistas em celular. Para deixar as categorias ainda mais confusas, os prêmios de “cinema” também estão cheios de produções lançadas exclusivamente em streaming. As denominações são tradicionais, mas uma hora alguém precisa atualizar os termos para refletir a forma como a tecnologia leva conteúdo até o público do século 21. Será que é tão difícil e inovador chamar filmes de filmes e séries de séries? Além dos candidatos a prêmios, o People’s Choice Awards 2020 vai homenagear a carreira da cantora e atriz Jennifer Lopez com o Icon Award. A votação já está aberta no site oficial (https://pca.eonline.com/) e os resultados serão conhecidos em cerimônia marcada para 15 de novembro, com exibição no canal pago E! Veja abaixo a lista dos indicados. Filme do ano “Bad Boys Para Sempre” “Aves de Rapina” “Resgate” “Hamilton” “Power” “O Homem Invisível” “The Old Guard” “Trolls 2” Comédia do ano “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars” “Sócias em Guerra” “O Rei de Staten Island” “A Barraca do Beijo 2” “Um Crime Para Dois” “A Missy Errada” “Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você” “Bill & Ted: Encare a Música” Filme de ação do ano “Bad Boys Para Sempre” “Aves de Rapina” “Bloodshot” “Resgate” “Mulan” “Power” “Tenet” “The Old Guard” Drama do ano “Hamilton” “Mentiras Perigosas” “Greyhound: Na Mira do Inimigo” “Enquanto Estivermos Juntos” “O Homem Invisível” “A Batida Perfeita” “A Fotografia” “O Caminho de Volta” Filme “família” do ano “Dolittle” “Aprendiz de Espiã” “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” “Scooby! O Filme” “Sonic, O Filme” “O Chamado da Floresta” “Os Irmãos Willoughby” “Trolls 2” Astro de cinema do ano Chris Hemsworth (“Resgate”) Jamie Foxx (“Power”) Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”) Mark Wahlberg (“Troco em Dobro”) Robert Downey Jr. (“Dolittle”) Tom Hanks (“Greyhound: Na Mira do Inimigo”) Vin Diesel (“Bloodshot”) Will Smith (“Bad Boys Para Sempre”) Estrela de cinema do ano Camila Mendes (“Mentiras Perigosas”) Charlize Theron (“The Old Guard”) Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) Issa Rae (“Um Crime Para Dois”) Margot Robbie (“Aves de Rapina”) Salma Hayek (“Sócias em Guerra”) Tiffany Haddish (“Socias em Guerra”) Vanessa Hudgens (“Bad Boys Para Sempre”) Atuação dramática do ano Ben Affleck (“O Caminho de Volta”) Elisabeth Moss (“Homem Invisível”) Issa Rae (“A Fotografia”) KJ Apa (“Enquanto Estivermos Juntos”) Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”) Russell Crowe (“Fúria Incontrolável”) Tom Hanks (“Greyhound”) Tracee Ellis Ross (“A Batida Perfeita”) Atuação cômica do ano David Spade (“A Missy Errada”) Issa Rae (“Um Crime Para Dois”) Joey King (“Barraca do Beijo 2”) Keanu Reeves (“Bill & Ted 3”) Noah Centineo (“Para Todos os Garotos 2”) Pete Davidson (“Rei de Staten Island”) Salma Hayek (“Sócias em Guerra”) Will Ferrell (“Festival Eurovision da Canção”) Atuação em filme de ação do ano Charlize Theron (“The Old Guard”) Chris Hemsworth (“Resgate”) Jamie Foxx (“Power”) John David Washington (“Tenet”) Margot Robbie (“Aves de Rapina”) Vanessa Hudgens (“Bad Boys Para Sempre”) Vin Diesel (“Bloodshot”) Will Smith (“Bad Boys Para Sempre”) Série do ano “Grey’s Anatomy” “Eu Nunca…” “Outer Banks” “The Bachelor” “The Masked Singer” “The Last Dance” “This Is Us” “Tiger King” Série dramática do ano “Grey’s Anatomy” “Law & Order: Special Victims Unit” “Outer Banks” “Ozark” “Power” “Riverdale” “The Walking Dead” “This Is Us” Série cômica do ano “Disque Amiga Para Matar” “Grown-Ish” “Insecure” “Modern Family” “Eu Nunca…” “Saturday Night Live” “Schitt’s Creek” “The Good Place” Reality show do ano “90 Day Fiancé: Happily Ever After?” “Keeping Up with the Kardashians” “Love & Hip Hop: New York” “Casamento às Cegas” “The Real Housewives of Atlanta” “The Real Housewives of Beverly Hills” “Below Deck: Mediterranean” “Queer Eye” Reality de competição do ano “American Idol” “America’s Got Talent” “Top Chef” “RuPaul’s Drag Race” “The Bachelor” “The Challenge: Total Madness” “The Masked Singer” “The Voice” Astro de TV do ano Chase Stokes (“Outer Banks”) Cole Sprouse (“Riverdale”) Dan Levy (“Schitt’s Creek”) Jason Bateman (“Ozark”) Jesse Williams (“Grey’s Anatomy”) Norman Reedus (“The Walking Dead”) Sterling K. Brown (“This Is Us”) Steve Carell (“Space Force”) Estrela de TV do ano Christina Applegate (“Disque Amiga Para Matar”) Danai Gurira (“The Walking Dead”) Ellen Pompeo (“Grey’s Anatomy”) Lili Reinhart (“Riverdale”) Mandy Moore (“This Is Us”) Mariska Hargitay (“Law & Order: Special Victims Unit”) Sandra Oh (“Killing Eve”) Sofia Vergara (“Modern Family”) Atuação dramática de TV do ano Cole Sprouse (“Riverdale”) Chase Stokes (“Outer Banks”) Danai Gurira (“The Walking Dead”) Ellen Pompeo (“Grey’s Anatomy”) Mandy Moore (“This Is Us”) Mariska Hargitay (“Law & Order: Special Victims Unit”) Sandra Oh (“Killing Eve”) Sterling K. Brown (“This Is Us”) Atuação cômica de TV do ano Christina Applegate (“Disque Amiga Para Matar”) Dan Levy (“Schitt’s Creek”) Issa Rae (“Insecure”) Jameela Jamil (“The Good Place”) Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) Kristen Bell (“The Good Place”) Sofia Vergara (“Modern Family”) Yara Shahidi (“Grown-ish”) Série “maratonável” do ano “Cheer” “Casamento às Cegas” “Eu Nunca…” “Normal People” “Outer Banks” “Ozark” “Schitt’s Creek” “Tiger King” Série de ficção científica/fantasia do ano “Legends of Tomorrow” “Legacies” “Locke & Key” “Supergirl” “Supernatural” “Wynonna Earp” “The Flash” “The Umbrella Academy” Cantor do ano Bad Bunny Blake Shelton DaBaby Drake J Balvin Justin Bieber Lil Baby The Weeknd Cantora do ano Ariana Grande Billie Eilish Cardi B Dua Lipa Lady Gaga Megan Thee Stallion Miley Cyrus Taylor Swift Grupo musical do ano 5 Seconds of Summer BLACKPINK BTS Chloe X Halle CNCO Dan + Shay Jonas Brothers twenty one pilots Canção do ano “Break My Heart” – Dua Lipa “Dynamite” – BTS “Intentions” – Justin Bieber “Rain On Me” – Lady Gaga & Ariana Grande “Rockstar” – DaBaby feat. Roddy Ricch “Savage” – Megan Thee Stallion “Stuck with U” – Ariana Grande & Justin Bieber “WAP” – Cardi B feat. Megan Thee Stallion Álbum do ano “After Hours” – The Weeknd “Changes” – Justin Bieber “Chromatica” – Lady Gaga “Folklore” – Taylor Swift “Future Nostalgia” – Dua Lipa “High Off Life” – Future “Map of the Soul: 7” – BTS “YHLQMDLG” – Bad Bunny Artista latino do ano Bad Bunny Becky G Daddy Yankee J Balvin Karol G Maluma Nicky Jam Ozuna Revelação do ano Ava Max BENEE Conan Gray Doja Cat Jack Harlow Roddy Ricch Saweetie Trevor Daniel Clipe do ano “Blinding Lights” – The Weeknd “Dynamite” – BTS “Holy” – Justin Bieber, Chance the Rapper “Ice Cream” – BLACKPINK, Selena Gomez “Life Is Good” – Future, Drake “Rain On Me” – Lady Gaga, Ariana Grande “UN DIA (ONE DAY)” – J. Balvin, Dua Lipa, Bad Bunny, Tainy “WAP” – Cardi B, Megan Thee Stallion Colaboração do ano “Be Kind – Marshmello, Halsey “Holy” – Justin Bieber, Chance the Rapper “Life Is Good” – Future, Drake “Rain On Me” – Lady Gaga, Ariana Grande “Rockstar” – DaBaby, Roddy Ricch “Savage” – Megan Thee Stallion, Beyoncé “WAP” – Cardi B, Megan Thee Stallion “Whats Poppin” – Jack Harlow, DaBaby Celebridade do ano nas redes sociais Ariana Grande Britney Spears Justin Bieber Kim Kardashian West Kylie Jenner Lady Gaga LeBron James Selena Gomez Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears) em 29 de Set, 2020 às 4:37 PDT Ícone de estilo do ano Janelle Monáe Kendall Jenner Kim Kardashian West Lady Gaga Lil Nas X Rihanna Timothee Chalamet Zendaya Influenciador Brasileiro do ano Maisa Manu Gavassi Bianca Andrade (Boca Rosa) Rafa Kalimann Foquinha Matheus Mazzafera Valentina Sampaio Alexandra Gurgel
Documentário da Xuxa vai mudar devido à pandemia
O documentário que Xuxa Meneghel estava desenvolvendo sobre sua turnê de despedida dos palcos vai sofrer mudanças devido a pandemia de coronavírus. Inicialmente, “O Último Voo da Nave” registraria as últimas apresentações de Xuxa como cantora, em shows no Brasil e na Argentina. O projeto pretendia intercalar os shows com depoimentos de fãs, amigos e parceiros de trabalho. Mas, por causa da covid-19, os shows não devem mais acontecer. Segundo apurou o colunista Fefito, o documentário deve ganhar novo título e mudar sua abordagem para um registro da carreira de sucesso da apresentadora. A produção, que atualmente está em negociações com a TV paga e plataformas de streaming, é um dos muitos projetos que Xuxa pretende realizar em 2021. Ela também prepara um novo programa de TV, uma cinebiografia e seu retorno aos filmes infantis, mas não descarta nem estrelar série em streaming.
Andrea Beltrão e programa do Gugu são indicados ao prêmio Emmy Internacional
Os organizadores do Emmy Internacional divulgaram nesta quinta (24/9) os indicados nas 11 categorias de sua premiação em 2020. E há brasileiros em 7 das categorias em disputa. Andréa Beltrão puxa a lista na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo. Originalmente um filme, “Hebe – A Estrela do Brasil” foi transformado em minissérie pela Globo. Ela vai competir pelo prêmio com a veterana atriz britânica Glenda Jackson, a alemã Emma Bading e a malaia Yeo Yann Yann. Na seleção masculina, Raphael Logam voltou a aparecer como Melhor Ator por seu papel em “Impuros”, da Disney (Fox), esperando ter maior sorte que no ano passado, quando também foi indicado pela série. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, foi selecionado como Melhor Minissérie (ou Filme feito para a TV). Já na categoria de Melhor Comédia apareceu “Ninguém Tá Olhando”, uma produção do cineasta Daniel Rezende (“Turma da Mônica – Laços”) sobre anjos ruivos, que foi rapidamente cancelada pela Netflix. As demais produções brasileiras da lista são “Órfãos da Terra”, da Globo, como Melhor Telenovela, “Cante Comigo”, competição da Record apresentada por Gugu Liberato até sua morte, como Melhor Programa de Entretenimento Sem Roteiro, e “Refavela 40”, da HBO, sobre o impacto cultural do disco “Refavela”, de Gilberto Gil, como Melhor Programa Artístico. A premiação, que reúne produções de diversos países, terá seus vencedores anunciados em 23 de novembro, numa cerimônia em Nova York, nos Estados Unidos. Veja abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Drama Charité 2 – Alemanha Criminal UK – Reino Unido Delhi Crime – Índia O Jardim de Bronze – Argentina Melhor Comédia Back to Life – Reino Unido Fifty – Israel Four More Shots Please – India Ninguém Tá Olhando – Brasil Melhor Minissérie ou Filme para TV L’Effondrement (The Collapse) – França Elis – Viver é Melhor que Sonhar – Brasil The Festival of the Little Gods – Japão Responsible Child – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt (Responsible Child) – Reino Unido Guido Caprino (1994) – Itália Raphael Logam (Impuros) – Brasil Arjun Mathur (Made in Heaven) – Índia Melhor Atriz Emma Bading (Play) – Alemanha Andrea Beltrão (Hebe) – Brasil Glenda Jackson (Elizabeth is Missing) – Reino Unido Yeo Yann Yann (Invisible Stories) – Singapura Melhor Novela Chen Xi Yuan (Love And Destiny) – China Na Corda Bamba – Portugal Órfãos da Terra – Brasil Pequeña Victoria – Argentina Melhor Programa de Arte Jake and Charice – Japão Refavela 40 – Brasil Vertige de la Chute (Ressaca) – França Why do We Dance? – Reino Unido Melhor Documentário El Testigo – Colômbia For Sama – Reino Unido Granni-E-minem – Coreia do Sul Terug naar Rwanda – Bélgica Melhor Programa de Entretenimento Não Roteirizado Canta Comigo – Brasil Folkeopplysningen – Noruega MasterChef Tailândia – Tailândia Old People’s Home for 4 Year Olds – Austrália Melhor Série Curta Content – Australia #martyisdead – República Tcheca Mil Manos por Argentina – Argentina People Like Us – Singapura Programa de Língua Estrangeira exibido nos Estados Unidos 20th Annual Latin GRAMMY®? Awards A Rainha do Tráfico No te Puedes Esconder Preso No.1
Sem tapete vermelho, Emmy 2020 terá cobertura diferente na TV e internet
As circunstâncias especiais da realização do Emmy 2020 neste domingo (20/9) farão com que os canais de TV precisem improvisar em suas coberturas do evento. Por causa da pandemia do coronavírus, a premiação não terá tapete vermelho, pois os artistas indicados participarão de forma remota, em suas respectivas casas, com comemorações e agradecimentos à distância. A tradicional cobertura do tapete vermelho do canal pago E! será, logicamente, a mais afetada por essas mudanças. Em seu lugar, a emissora colocará no ar, a partir das 19h, o “Live from E!: Emmy Awards”, um programa ao vivo de duas horas que mostrará entrevistas inéditas com as celebridades indicadas ao prêmio, além de análises sobre as categorias e convidados especiais. Já a TNT, que exibirá a cerimônia ao vivo a partir das 21h, abrirá a transmissão apenas meia hora antes – em vez da tradicional hora inteira – , com um bate-papo entre os apresentadores nacionais do evento, Aline Diniz e Michel Arouca. Para este esquenta, eles receberão três convidados (virtuais): Hugo Gloss e Carol Ribeiro, que geralmente cobrem o tapete vermelho direto de Los Angeles, e o humorista Leandro Hassum. Apesar da falta de celebridades no evento, o TNT terá uma dupla de plantão em Los Angeles, Vitor diCastro e Fernanda Soares, que tentarão fazer entrevistas exclusivas por videochamada com indicados ao prêmio. O canal pago ainda promoverá uma cobertura alternativa no YouTube, em que a youtuber Carol Moreira comandará uma live, ao lado de Vitor DiCastro, Mikannn e Matheux Mendex, e com participação de convidados rotativos, como os atores Marco Pigossi e Maria Bopp. A cerimônia também será transmitida pelo TNT Go, streaming do TNT disponível para assinantes de pacotes de TV paga que incluem o canal. E quem perder pode rever a reprise na segunda-feira (21/9), durante a faixa da manhã na TNT. Além dos canais oficiais da cobertura brasileira, a internet também oferece opções americanas, como a rede ABC, responsável pela transmissão oficial nos EUA, que também fará um “pré-show” no YouTube com informações e notícias, e o site da Academia de Televisão e sua extensão no YouTube, com as últimas informações e vídeos sobre o Emmy 2020 em inglês.
Premiação preliminar do Emmy destaca Eddie Murphy, Rick and Morty e Má Educação
A premiação do Emmy realiza sua cerimônia oficinal neste domingo (20/9), mas vários artistas e produções já foram premiadas preliminarmente ao longo da semana, no que é chamado de Creative Arts do Emmy. São as categorias técnicas e de gêneros menos badalados, como animação, reality show, documentário e variedades. Nos últimos anos, a lista também passou a incluir o Melhor Telefilme. Como são praticamente uma centena de prêmios, os vencedores foram anunciados em cinco cerimônias consecutivas, realizadas de segunda (14/9) a sábado (19/9) passados. E entre as conquistas antecipadas, destaca-se o primeiro Emmy da carreira de Eddie Murphy, que venceu como Melhor Ator Convidado em Comédia, como apresentador do humorístico “Saturday Night Live”. O equivalente feminino deste prêmio ficou com Maya Rudolph, também por participação no “Saturday Night Live”, em que interpretou a senadora Kamala Harris, candidata a vice-presidente dos EUA. Assim como Murphy, ela nunca tinha vencido o Emmy. O detalhe é que a comediante foi duplamente premiada, pois também venceu um troféu pelo trabalho de dublagem na animação “Big Mouth”. As categorias de Convidados em Drama tiveram vitórias de Ron Cephas Jones por “This is Us” e de Cherry Jones por “Succession”. Apesar de compartilharem o mesmo sobrenome, os dois não são parentes, mas a filha do primeiro, Jasmine Cephas Jones, também foi premiada no evento, como Melhor Atriz em Série Curta por “#FreeRayshawn” – da plataforma Quibi. A vitória de Jasmine Cephas Jones marcou, ainda, um recorde para o Emmy, ao premiar um desempenho que durou exatamente 15 segundos na tela, tempo em que a atriz disse apenas três palavras. Entre os artistas, outro destaque ficou com RuPaul Charles, do reality “RuPaul’s Drag Race”, que quebrou um recorde ao faturar o quinto Emmy seguido como Melhor Apresentador de Reality Show. O vencedor da categoria de Melhor Telefilme foi a produção da HBO “Má Educação”, estrelada por Hugh Jackman e Allison Janney. Já nas categorias animadas, “Ricky and Morty” faturou seu segundo Emmy como Melhor Série do gênero e a Pixar, produtora campeã do Oscar, conquistou o primeiro Emmy de sua existência, com o desenho do Garfinho de “Toy Story”, “Forky Asks a Question”, premiado como Melhor Curta Animado pelo episódio “What is Love?”. Para completar, as categorias técnicas foram dominadas pelas séries “The Mandalorian”, que levou o merecido Emmy de Melhores Efeitos Visuais, e “Watchmen”, ambos com sete vitórias cada. A lista completa dos premiados pode ser conferida abaixo. Mas é só o aperitivo da premiação principal, que acontece a partir das 21h deste domingo, com transmissão no Brasil pelo canal pago TNT. Melhor Série de Animação Rick and Morty por “The Vat of Acid Episode” Melhor Ator Convidado em Série de Comédia Eddie Murphy por “Host: Eddie Murphy” – Saturday Night Live Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia Maya Rudolph por “Host: Eddie Murphy” — Saturday Night Live Melhor Ator Convidado em Série de Drama Ron Cephas Jones por “After the Fire” — This Is Us Melhor Atriz Convidada em Série de Drama Cherry Jones por “Tern Haven” — Succession Melhor Telefilme Má Educação Melhor Série Documental The Last Dance Melhor Elenco em Série Limitada, Telefilme ou Especial Victoria Thomas, Meagan Lewis — Watchmen Mérito Excepcional em Documentário The Cave Melhor Apresentador de Reality Show ou Programa de Competição RuPaul Charles — RuPaul’s Drag Race Melhor Edição de Som em Série Limitada, Telefilme ou Especial Brad North, Harry Cohen, Jordan Wilby, Tiffany S. Griffith, Antony Zeller, A.J. Shapiro, Sally Boldt, Zane Bruce, Lindsay Pepper por “This Extraordinary Being” — Watchmen Melhor Maquiagem Contemporânea (Não-Prostética) Doniella Davy, Kirsten Sage Coleman, Tara Lang Shah por “And Salt The Earth Behind You” — Euphoria Melhor Figurino Contemporâneo Debra Hanson, Darci Cheyne por “Happy Ending” — Schitt’s Creek Melhor Cabelo de Época Michelle Ceglia, Barry Lee Moe, George Guzman, Michele Arvizo, Maria Elena Pantoja por “A Hollywood Ending” — Hollywood Melhor Especial de Variedade (Pré-Gravado) Dave Chappelle: Sticks & Stones Melhor Composição Musical Para Série (Trilha Sonora Dramática Original) Ludwig Göransson por “Chapter 8: Redemption” — The Mandalorian Melhor Coreografia para Programação Roteirizada Mandy Moore, Coreógrafa, por Zoey’s Extraordinary Playlist Melhor Coreografia em Série de Variedade ou Reality Show Al Blackstone — So You Think You Can Dance Melhor Design de Abertura Mason Nicoll, Peter Pak, Giovana Pham, Cisco Torres — Godfather of Harlem Melhor Reality Show Não-Estruturado Cheer Melhor Série Infantil The Dark Crystal: Age of Resistance [empate] We Are The Dream: The Kids Of The Oakland MLK Oratorical Fest [empate] Melhor Comercial Back-to-School Essentials – Sandy Hook Promise Melhor Fotografia em Série de Única Câmera (Uma Hora) M. David Mullen por “Its Comedy or Cabbage” — The Marvelous Mrs. Maisel Melhor Direção em Especial de Variedade Stan Lathan — Dave Chappelle: Sticks & Stones Melhor Edição em Série de Comédia de Única Câmera Nena Erb, Lynarion Hubbard por “Lowkey Trying” — Insecure Melhor Roteiro em Especial de Variedade Dave Chappelle — Dave Chappelle: Sticks & Stones Melhor Direção e Design de Iluminação em Série de Variedade Trevor Brown por “Host: John Mulaney” — Saturday Night Live Melhor Design de Produção em Série com Narrativa de Época ou de Fantasia (Uma Hora ou Mais) Martin Childs, Mark Raggett, Alison Harvey por “Aberfan” — The Crown Melhor Mixagem de Som em Série de Drama ou Comédia (Uma Hora) Ron Bochar, Matthew Price, George A. Lara, David Boulton por “A Jewish Girl Walks Into the Apollo…” — The Marvelours Mrs. Maisel Melhor Coordenação de Dublês em Série de Drama, Série Limitada ou Telefilme Ryan Watson — The Mandalorian Melhor Extensão Interativa De Uma Série Linear Mr. Robot — Season _4.0 ARG Melhor Elenco em Série de Comédia Lisa Parasyn, Jon Comerford — Schitt’s Creek Melhor Elenco em Série de Drama Amy Kaufman — Succession Melhor Série de Curta-Metragem Drama ou Comédia Better Call Saul Emplyee Training: Legal Ethics with Kim Wexler Melhor Série Animada de Curta-Metragem Forky Asks a Question: What Is Love? Melhor Programa Interativo Derivado Big Mouth Guide to Life Melhor Programa Interativo Original The Messy Truth VR Experience Inovação em Programação Interativa Ricardo Laganaro, Diretor, Ricardo Justus e Edouard de Montmort, Produtores – A Linha Sam Wasserman e Joseph Gordon-Levitt, Produtores, por Hitrecord: Create Together Melhor Design de Movimento Leanne Dare, Diretor de Criação, Eben McCue, Sebastian Hoppe-Fuentes e David Navas, Animadores, por Inside Bill’s Brain: Decoding Bill Gates Melhor Supervisão Musical Robin Urdang, Amy Sherman-Palladino, Daniel Palladino por “It’s Comedy or Cabbage” — The Marvelous Mrs. Maisel Melhor Composição Musical em Série Limitada, Telefilme ou Especial (Trilha Dramática Original) Trent Reznor, Atticus Ross por “It’s Summer and We’re Running Out of Ice” — Watchmen Melhor Letra e Música Labirinth – “All For Us” por “And Salt the Earth Behind You” — Euphoria Melhor Música Original em Abertura Nathan Barr — Hollywood Melhor Coordenação de Dublês em Série de Comédia ou de Variedade Eddie Perez — Shameless Melhor Dublador Maya Rudolph por “How to Have an Orgasm” — Big Mouth Melhor Ator em Série de Drama ou Comédia de Curta-Metragem Laurence Fishburne — #FreeRayshawn Melhor Atriz em Série de Drama ou Comédia de Curta-Metragem Jasmine Cephas Jones — #FreeRayshawn Melhor Coreografia em Programa Roteirizado Mandy Moore por “Routines: All I Do is Win, I’ve Got the Music in Me, Crazy” — Zoey’s Extraordinary Playlist Melhor Realização Individual em Animação Jill Dykxhoorn — Archer Dan MacKenzie por “Vavilov” — Cosmos: Possible Worlds Genndy Tartakovsky por “Spear and Fang” — Primal Scott Wills por “Spear and Fang” — Primal Stephen DeStefano por “A Cold Death” — Primal Melhor Motion Design Leanne Dare, Eben McCue, Sebastian Hoppe-Fuentes, David Navas — Inside Bill’s Brain: Decoding Bill Gates Melhores Efeitos Visuais Richard Bluff, Jason Porter, Abbigail Keller, Hayden Jones, Hal Hickel, Roy Cancino, John Rosengrant, Enrico Damm, Landis Fields por “Chapter 2: The Child” — The Mandalorian Melhores Efeitos Visuais em Papel Coadjuvante Dominic Remane, Bill Halliday, Becca Donohue, Leann Harvey, Tom Morrison, Ovidiu Cinazan, Jim Maxwell, Ezra Waddell, Warren Lawtey por “The Best Laid Plans” — Vikings Melhor Fotografia em Série Limitada ou Telefilme Gregory Middleton por “This Extraordinary Being” — Watchmen Melhor Fotografia em Série Multicâmera Donald A. Morgan por “It Ain’t My Fault” — The Ranch Melhor Fotografia em Série de Única Câmera (Meia Hora) “Chapter 7: The Reckoning” — The Mandalorian Melhor Cabelo Contemporâneo em Série Araxi Lindsey, Robert C. Mathews III, Enoch Williams por “Hair Day” — Black-ish Melhor Maquiagem (Não Prostética) em Série de Época ou Personagem Patricia Regan, Claus Lulla, Joseph A. Campayno, Margot Boccia, Michael Laudati, Tomasina Smith, Roberto Baez, Alberto Machuca por “It’s Comedy or Cabbage” — The Marvelous Mrs. Maisel Melhor Maquiagem Prostética em Série, Série Limitada, Telefilme ou Especial James Robert Mackinnon, Vincent Van Dyke, Richard Redlefsen, Alexei Dmitriew, Neville Page, Michael Ornelaz por “Absolute Candor” — Star Trek: Picard Melhor Figurino em Série de Fantasia/Ficção Sharen Davis, Valerie Zielonka por “It’s Summer and We’re Running Out of Ice” — Watchmen Melhor Figurino em Série de Época Amy Roberts, Sidonie Roberts, Sarah Moore por “Cri de Coeur” — The Crown Melhor Edição em Série de Comédia Multicâmera Cheryl Campsmith por “Boundaries” — One Day at a Time Melhor Edição em Série de Drama Única Câmera Bill Henry, Venya Bruk por “This Is Not For Tears” — Succession Melhor Edição em Série Limitada ou Telefilme Única Câmera Hank Van Eeghen por “A God Walks Into Abar” — Watchmen Melhor Mixagem de Som em Série de Comédia ou Drama de Meia Hora ou Animação Shawn Holden, Bonnie Wild, Chris Fogel por “Chapter 2: The Child” — The Mandalorian Melhor Mixagem de Som em Série Limitada ou Telefilme Douglas Axtell, Joe DeAngelis, Chris Carpenter por “This Extraordinary Being” — Watchmen Melhor Edição de Som em Série de Comédia ou Drama de Uma Hora Craig Henighan, Williams Files, Ryan Cole, Kerry Dean Williams, Angelo Palazzo, Katie Halliday, David Klotz, Steve Baine por “Chapter Eight: The Battle of Starcourt” — Stranger Things Melhor Edição de Som em Série de Drama ou Comédia de Meia Hora ou Animação David Acord, Matthew Wood, Bonnie Wild, James Spencer, Richard Quinn, Richard Gould, Stephanie McNally, Ryan Rubin, Ronni Brown, Jana Vance por “Chapter 1: The Mandalorian” — The Mandalorian Melhor Design de Produção em Série com Narrativa de Meia Hora Andrew L. Jones, Jeff Wisniewski, Amanda Serino por “Chapter 1: The Mandalorian” — The Mandalorian Melhor Design de Produção em Série com Narrativa Contemporânea de Uma Hora ou Mais Elisabeth Williams, Martha Sparrow, Robert Hepburn por “Household” — The Handmaid’s Tale Melhor Direção Musical Rickey Minor — The Kennedy Center Honors Melhor Curta-Metragem de Série de Variedade Carpool Karaoke: The Series Melhor Figurino em Série de Variedade, Não-Ficção ou Reality Show Marina Toybina, Grainne O’Sullivan, Gabrielle Letamendi, Candice Rainwater por “The Season Kick-Off Mask-Off: Group A” — The Masked Singer Melhor Cabelo Contemporâneo em Série de Variedade, Não-Ficção ou Reality Show Curtis Foreman por “I’m That Bitch” — RuPaul’s Drag Race Melhor Maquiagem Contemporânea em Série de Variedade, Não-Ficção ou Reality Show David Petruschin por “I’m That Bitch” — RuPaul’s Drag Race Melhor Roteiro em Série de Variedade Dan Gurewitch, Jeff Maurer, Jill Twiss, Juli Weiner, John Oliver, Tim Carvell, Daniel O’Brien, Owen Parsons, Charlie Redd, Joanna Rothkopf, Ben Silva, Seena Vali — Last Week Tonight With John Oliver Melhor Direção em Série de Variedade Don Roy King por “Host: Eddie Murphy” — Saturday Night Live Melhor Design e Direção de Iluminação em Especial de Variedade Robert Barnhart, David Grill, Pete Radice, Patrick Brazil, Jason Rudolph — Super Bowl LIV Halftime Show Starring Jennifer Lopez and Shakira Melhor Edição em Programa de Variedade Ryan Barger pelo segmento “Eat Shit Bob!” — Last Week Tonight with John Oliver Melhor Mixagem de Som em Série de Variedade ou Especial Paul Sandweiss, Tommy Vicari, Biff Dawes, Pablo Munguia, Kristian pedregon, Patrick Baltzell, Michael Parker, Christian Schrader, John Perez, Marc Repp, Thomas Pesa — The Oscars Melhor Direção Técnica, Trabalho de Câmera e Controle de Vídeo em Especial Eric Becker, Kevin Faust, Ron Hirshman, Ed Horton, Helena Jackson, Jon Purdy, Jimmy Velarde, Allen Merriweather,...
Antonio Fagundes é dispensado da Globo após 44 anos
A Globo dispensou nesta terça (15/9) o ator Antonio Fagundes. Com 71 anos, ele foi mais um veterano a não ter o contrato renovado. Em comunicado, a emissora repetiu que “está adotando novas dinâmicas de relação com seus talentos”. Nos últimos meses, vários contratos com estrelas veteranas, incluindo Tarcísio Meira, Gloria Menezes, Renato Aragão e Miguel Falabella, foram encerrados. Todos são informados que podem ser escolhidos para futuros projetos pontuais, recebendo por obra. Antônio Fagundes, que estreou na Globo em 1976, na novela “Saramandaia”, após anos atuando na rede Tupi, já estaria sendo sondado, inclusive, para estrelar o remake de “Pantanal”, interpretando o personagem que foi vivido por Claudio Marzo na extinta TV Manchete. A produção deve ter início em 2021, mas ainda não há elenco confirmado. O último trabalho de Fagundes foi ao ar em 2019, a novela “Bom Sucesso”.
Globo dispensa Glória Menezes e Tarcísio Meira após meio século de novelas clássicas
A Globo dispensou o casal mais famoso de sua História, Glória Menezes e Tarcísio Meira, após mais de meio século de contrato. Os astros que marcaram época nas novelas da emissora não tiveram seus contratos renovados. O fim do vínculo de 53 anos é resultado da política de cortes de gastos que a emissora está implementando por conta da pandemia do coronavírus, que reduziu suas receitas publicitárias em cerca de 30%. O casal estreou na emissora em 1967, na novela “Sangue e Areia”, de Janete Clair (1925-1983), e levou seu romance para as telas em produções clássicas como “Irmãos Coragem” (1970), “Cavalo de Aço” (1973), “Espelho Mágico” (1977), “Guerra dos Sexos” (1983), “Torre de Babel” (1998) e “A Favorita” (2008), entre muitas outras. Como aconteceu com outros atores que não tiveram o vínculo renovado pela emissora, eles poderão voltar a Globo para novos projetos, só que contratados por obra e não mais por longo prazo. “Tarcísio e Glória, com quem tivemos uma longa parceria de sucesso, têm abertas as portas para projetos em nossas múltiplas plataformas. Nos últimos anos, temos tomado uma série de iniciativas para preparar a empresa para os desafios do futuro. Com isso, temos evoluído nos nossos modelos de gestão, de criação, de produção e de desenvolvimento de negócios. Em sintonia com as transformações do mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas com seus talentos”, disse a Globo em nota. Os dois astros dão ainda maior peso à lista de estrelas dispensadas pela Globo em 2020, que já incluía Renato Aragão, com 44 anos de casa, e Miguel Falabella, 38 anos. Além de Aguinaldo Silva, Zeca Camargo, Vera Fischer, José de Abreu e vários outros cortados. Atualmente com 84 anos, o último papel de Tarcísio Meira na emissora foi na novela “Orgulho e Paixão” (2018), com o personagem Lorde Williamson. Ele precisou abandonar a produção quatro meses antes do previsto porque estava com a saúde debilitada por uma insistente infecção pulmonar. Já Gloria Menezes, que completa 86 anos em outubro, está no ar com seu derradeiro papel, a ricaça megera Stelinha, na reprise de “Totalmente Demais” (2015). Vale observar que os cortes não refletem uma crise financeira na emissora. Ao contrário. Desde que passou a dispensar artistas de longo vínculo, que recebiam salários sem trabalhar, a emissora passou a registrar lucros cada vez maiores. De fato, o lucro disparou 215% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre abril e junho de 2019, sem coronavírus e com muitas produções em andamento, a Globo teve saldo positivo de R$ 178 milhões. Já no segundo trimestre de 2020, com cortes na folha de pagamento e gastos em produções suspensos pela pandemia, a emissora lucrou R$ 560 milhões.
Anatel decide que streaming não está sujeito às leis da TV paga no Brasil
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu nesta quarta-feira (9/9) que a oferta de conteúdo de canais de TV pela internet (serviço de “streaming”) não é serviço de TV por assinatura. Parece uma decisão simples e até óbvia, mas isso mudo tudo, tendo grande impacto sobre o negócio da TV paga no Brasil. Com a decisão da Anatel, os canais de TV poderão oferecer conteúdo diretamente aos espectadores pela internet. Algumas empresas, como a Globo via Globoplay, já vinham fazendo isso. Mas uma denúncia da Claro, empresa provadora de assinaturas de TV, questionou a atividade quando a Fox quis lançar seus canais online, com assinatura independente pela internet. A Anatel aceitou a denúncia e proibiu a Fox de comercializar a Fox+, mas a Justiça suspendeu a medida. A agência recorreu, perdeu o recurso, depois ganhou novamente, mas teve a liminar suspensa, até que, em julho, ela própria revogou a cautelar que proibia a Fox de vender assinaturas na internet diretamente ao consumidor. O entendimento que prevaleceu entre os conselheiros da agência é que, como é preciso contratar um serviço de telecomunicação — como a internet banda larga — para usufruir do acesso aos canais pela internet, o serviço não pode ser considerado TV por assinatura. Por não ser TV, os serviços de streaming também não estão sujeitos às leis que regulam o setor. A Claro (outra vez ela) tentou impedir o lançamento da Disney+ (Disney Plus) no Brasil usando justamente o argumento de que a plataforma não seguia as cotas de produção de conteúdo nacional determinadas para a TV paga brasileira. A discussão foi superada com o atual entendimento. A decisão da Anatel é o sinal verde que as empresas estrangeiras esperavam para programar os lançamentos de seus serviços do streaming no Brasil – como a HBO Max da WarnerMedia, CBS All Access da ViacomCBS e Peacock da Comcast/NBCUniversal. Mas também serve de sinalização para o mercado de TV nacional, liberando os canais para vender assinaturas de seus conteúdos na internet. De fato, até as operadoras devem migrar seus modelos de negócios. Uma das principais motivações das operadoras para trocar ofertas de assinaturas da TV paga por serviços baseados na internet é a diferença tributária: o serviço televisivo paga ICMS, Fust, Funttel e Condecine, enquanto a única taxa que atualmente incide sobre os serviços online é o ISS. Além disso, o streaming é isento de obrigações, como cotas de conteúdo e de canais obrigatórios. A própria Claro, que criou tanto caso, já prepara uma alternativa a TV por assinatura. A companhia irá comercializar novos planos para acessar conteúdo sob demanda, canais de esporte e canais abertos. Além dela, a operadora Oi também já mostrou interesse em lançar um serviço de streaming com canais lineares, mas isso deixou de ser prioridade no momento, em que empresa tem sua venda negociada no mercado.
Artistas da Globo sofrem devassa da Receita Federal
Revelada em janeiro, a ofensiva da Receita Federal contra 43 dos principais artistas da rede Globo se intensificou. Depois de uma devassa nos contratos, agora devem chegar as primeiras cobranças de impostos retroativos aos atores e atrizes que pertencem ao primeiro time da emissora. Caso o órgão do governo federal entenda que houve fraude ao fisco, devido a contratos firmados não com os artistas, mas com pessoas jurídicas, eles teriam que arcar com um valor equivalente ao total do que receberam pelo trabalho na emissora. Reynaldo Gianecchini é um dos artistas na lista de notificações da Receita Federal. “Trabalho há 20 anos e desde sempre paguei um monte de impostos que o governo me cobrou. Como pode a Receita Federal, agora, dizer que tudo aquilo não valeu?”, questiona o ator, em comunicado. “Com oito anos eu já trabalhava. Fiz filmes, peças de teatro, campanhas publicitárias e coproduções de longas. E, para fazer tudo isso, no Brasil ou no mundo, tem que ser através de uma pessoa jurídica”, argumenta Deborah Secco. Advogado tributarista que defende os 43 artistas da Globo, Leonardo Antonelli, irmão da atriz Giovanna Antonelli, revelou que a Receita Federal também passou a vasculhar neste mês de agosto os chamados direitos conexos, que são os valores que os atores recebem pelas obras audiovisuais de que participaram. Essas quantias são pagas quando novelas são reprisadas ou exibidas no exterior, por exemplo. “Nunca houve isso na história artística brasileira”, disse o advogado ao blog Na Telinha. A Globo, que nos últimos anos passou a substituir contratos de jornalistas, executivos e apresentadores de PJ para CLT, defende em comunicado que todas as suas formas de contratação estão dentro da lei. No caso de artistas e alguns jornalistas, a vantagem de ser contratado como uma “empresa” é a possibilidade de vincular ao contrato ganhos com publicidade e merchandising, que são devidamente declarados. “Alguns faturam muito mais com a publicidade nas suas redes sociais do que na própria Globo, principalmente aqueles com milhões de seguidores, que criam os próprios canais, atraindo mais audiência do que certos programas de TV”, alega o advogado dos artistas. A pessoa física é taxada em até 27,5% do Imposto de Renda, além do INSS. E a jurídica recolhe, ao todo, de 6% a 16%, dependendo da atividade e faturamento. O advogado tributarista destaca que, apesar da taxação sobre a renda ser inferior, o contratado como PJ não tem os benefícios trabalhistas e ainda arca com outros impostos para a União, que já foram pagos ao longo dos anos. “As empresas brasileiras, incluídas nesse rol aquelas pertencentes aos atores, são obrigadas a pagarem uma série de tributos sobre suas receitas, tais como o PIS, Cofins, Contribuição Social Sobre o Lucro, Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ISS, contador e alvará. E esses valores pagos por eles não poderão, no futuro, serem devolvidos na hipótese do entendimento da Receita prevalecer, pois já estará prescrito o direito de eles pedirem de volta”, explica Antonelli. Apesar de outras grandes emissoras, como SBT, Record, Band e RedeTV!, terem parte de seus artistas, executivos e jornalistas contratados como PJ, não há informações que os profissionais dessas empresas tenham recebido notificações para prestar contas ao fisco. Também não há indícios de que a ex-secretária de Cultura, Regina Duarte, e o atual, Mário Frias, ex-funcionários da Globo, tiveram as contas examinadas. O presidente Jair Bolsonaro já declarou que considera o Grupo Globo seu “inimigo” e chegou a sugerir que pode não renovar a concessão para que a empresa continue a operar seus canais de TV. Após acusar a Globo de praticar “jornalismo sujo”, Bolsonaro registrou sua ameaça num vídeo, divulgado em novembro do ano passado. “Pague tudo o que deve. Certidões negativas, tudo. Para não ter problema. Não vou passar a mão na cabeça de ninguém. Da Globo nem de ninguém. Vocês têm que tá em dia para renovar a concessão. Tô avisando antes para não dizer que estou perseguindo vocês”, declarou o presidente na ocasião, mais transtornado que o costume, mas em seu habitual estilo retórico de dizer que não está fazendo o que está fazendo. Ele também mandou diminuir a verba de publicidade federal destinada ao grupo de comunicação da Globo e há indícios de que séries e filmes da empresa possam ter dificuldades para conseguir incentivos ou acesso à verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Para completar, neste mês acionou a Rede Globo na Justiça pelo direito de resposta às críticas do Jornal Nacional (JN) sobre a atuação do governo no combate ao surto de coronavírus. Segundo a Advocacia Geral da União apresentou-se “indevidas ilações sobre uma suposta omissão deliberada por parte do Governo Federal, no contexto de combate à pandemia do gerada pelo covid-19”.
Pluto TV: Streaming gratuito da ViacomCBS chega no Brasil em dezembro
A ViacomCBS confirmou seus planos de lançar sua plataforma gratuita de streaming, Pluto TV, no Brasil ainda neste ano. Disponibilizada em abril na América Latina, a Pluto TV vai finalmente desembarcar por aqui em dezembro. O conglomerado de comunicação americano adquiriu a PlutoTV por US$ 340 milhões há pouco mais de um ano, apostando num tipo diferente de serviço de streaming. Enquanto Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+ e Disney+ (Disney Plus) oferecem um serviço por assinatura a preço fixo, a PlutoTV não tem cobrança alguma. O negócio funciona à base de comerciais inseridos no meio da programação, como a velha televisão. Em sua recente expansão mundial, o Pluto TV já pode ser encontrado em 22 países, alcançando 33 milhões de usuários ativos por mês. O conteúdo vem, primordialmente, das empresas do conglomerado, como os estúdios de cinema Paramount e DreamWorks Animation, os canais pagos MTV, Nickelodeon, E!, Bravo, Comedy Central e as redes CBS e Sky, mas também de parcerias com terceiros, como a rede BBC, os estúdios MGM e Sony Pictures e os canais pagos NBC News e Fox Sports. A lista de canais destaca Nick Jr. Club, Nick Clássico, Pluto TV Cine Sucessos, Pluto TV Cine Comédia, Pluto TV Cine Drama, Pluto TV Cine Terror, Pluto TV Séries, Pluto TV Retrô, MTV Pluto TV, Pluto TV Anime, Pluto TV Investiga, Pluto TV Natureza, Pluto TV Junior e Pluto TV Kids. Além disso, há oferta de filmes como os títulos da saga “Star Trek”, além de dramas cultuados e blockbusters, rendendo uma programação bastante variada – exemplos incluem “Babel”, “Blue Jasmine”, “Anjos da Noite”, “O Casamento do Ano”, “Amor Bandido”, “Obsessão”, “O Âncora”, “Expresso do Amanhã” e “Carga Explosiva 3”. O acesso à plataforma deverá ser disponibilizado por três meios: por aplicativo (iOS e Android), pelo site da empresa e também no menu de canais das operadoras de TV paga. Mas mais detalhes devem ser anunciados no fim do ano. Vale lembrar que a ViacomCBS também possuiu uma plataforma de streaming com modelo de assinatura, a CBS All Access, que tem programação exclusiva e, embora permaneça atualmente restrita ao público americano, também há planos para seu lançamento global em 2021.
Chefe do humor da Globo, Marcius Melhem tem contrato encerrado após 17 anos
O comediante Marcius Melhem saiu da Globo, após 17 anos de parceria. O ator, roteirista e coordenador do humor da emissora já estava afastado dos trabalhos há cinco meses por questões pessoais e deixou agora o canal em definitivo, ao ter seu contrato encerrado. Segundo comunicado da Globo, a decisão foi feita em comum acordo. “A Globo e Marcius Melhem, em comum acordo, encerraram a parceria de 17 anos de sucesso. O artista, que deu importante contribuição para a renovação do humor nas diversas plataformas da empresa, estava de licença desde março para acompanhar o tratamento de saúde de sua filha no exterior. Como todos sabem, a Globo tem tomado uma série de iniciativas para se preparar para os desafios do futuro e, com isso, adotado novas dinâmicas de parceria com atores e criadores em suas múltiplas plataformas. Os conteúdos de humor, assim como os de dramaturgia diária e semanal, continuam sob a liderança de Silvio de Abreu, diretor de Dramaturgia da Globo”, informou a emissora. Melhem era responsável pela coordenação de todos os conteúdos de humor da Globo desde 2018 e agora essa função caberá a Sílvio de Abreu, acumulando a chefia das novelas e séries. Abreu já cumpria este papel interinamente, desde o afastamento de Melhem. Ele pediu uma licença para cuidar de um problema de saúde de sua filha de 10 anos, e viajou com a família para os Estados Unidos, onde a menina deveria passar por uma cirurgia, segundo o próprio humorista informou em comunicado. Antes disso, ele chegou a ser investigado pela Globo devido a uma denúncia de assédio moral. Após a investigação, o comitê de ética e compliance o considerou inocente. O processo, iniciado em janeiro, levou dezenas de funcionários e ex-funcionários a testemunharem sobre o caso. Eles também assinaram um abaixo-assinado em defesa de Melhem, descrevendo a acusação como uma “maldade” contra o ex-diretor do Departamento de Humor da emissora. Apesar de bastante polêmica, a acusação segue envolvida em mistério. Quem revelou a confusão foi o colunista Leo Dias, que em dezembro passado publicou que as atrizes Dani Calabresa, Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros haviam denunciado Melhem. As duas últimas negaram a informação no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele contestou no dia seguinte. Restou, portanto, apenas Dani Calabresa, que jamais negou a história. Segundo apurou o colunista do UOL Mauricio Stycer, a briga teria acontecido em torno do programa “Fora de Hora”, no primeiro semestre de 2019. Calabresa queria que, em vez de um projeto novo, a emissora reeditasse o programa “Furo”, que ela apresentou em parceria com Bento Ribeiro na MTV, entre 2009 e 2012. Melhem jamais teria considerado a opção de reviver o “Furo” na Globo, mas Calabresa foi escalada para ser a apresentadora do “Fora de Hora”, ao lado de Paulo Vieira. A atriz acabou deixando o projeto e, em seu texto, Stycer acrescentou a palavra “plágio” às acusações de assédio movidas pela comediante, trazendo à tona uma possível disputa pela autoria do projeto. Dani Calebresa continua na Globo. Após o anúncio do fim do contrato de Melhem, ela postou no Twitter uma imagem da série “The Morning Show”, que aborda o assédio dentro de uma emissora de televisão, e apareceu assistindo ao documentário “Harvey Weinstein: Assédios em Hollywood” em seu Instagram. Em seu Twitter, Melhem acrescentou o seu lado nessa história. “Foram 17 anos de uma parceria muito produtiva com a Globo. Todos esses anos no ar com algum programa – ou mais de um. Tive muito orgulho de fazer parte de uma equipe que desenvolveu novas linguagens, que colocou diversidade e tolerância em pauta e que virou sinônimo de liberdade. Essa liberdade e essa renovação foram abraçadas por público e crítica e trouxeram prêmios importantes – como o APCA – e duas indicações ao Emmy Internacional. Foram muitos anos de muito trabalho”, começa o texto. “Mas já há algum tempo vinha conversando sobre diminuir essa intensidade e dedicar mais tempo à minha vida pessoal, ver minhas filhas crescerem e participar mais disso. O tempo passa rápido. Este ano, por conta de um delicado tratamento de saúde, tive que me ausentar e viajar com a família e nos fechamos para passarmos juntos por isso. Esses meses fora me deram a certeza de que precisava de uma nova relação com o tempo dedicado ao trabalho”, acrescentou. “Em comum acordo com a Globo, entendemos que essa liberdade seria benéfica para ambos os lados. Agora tenho mais tempo para minha vida pessoal. E para desenvolver ideias com calma e livremente. Quando chegar a hora de elas acontecerem, eu venho aqui contar! Até já!”, finalizou.
Chica Xavier (1932 – 2020)
A atriz Chica Xavier morreu na madrugada deste sábado (8/8) no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de pulmão, aos 88 anos. Ela estava internada no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, e não resistiu a complicações da doença. Nascida em Salvador em 1932, Francisca Xavier Queiroz de Jesus se mudou para o Rio de Janeiro em 1953 para estudar teatro. Depois de se destacar na histórica peça “Orfeu da Conceição”, encenada no Teatro Municipal do Rio em 1956, ela teve mais de 40 anos de carreira como atriz – no teatro, na televisão e no cinema. A estreia no cinema aconteceu em 1962, no clássico “Assalto ao Trem Pagador” (1962), de Roberto Farias. Na década seguinte, fez a primeira novela, “Os Ossos do Barão” (1973). Só na TV foram mais de 50 personagens. Ela participou de 26 novelas, entre elas “Saramandaia” (1976), “Dancin’ Days” (1978), “Coração Alado” (1980), “Sinhá Moça” (1986, na qual contracenou com o ator Gésio Amadeu, morto essa semana em decorrência da covid-19), “Renascer” (1993), “Pátria Minha” (1994), “O Rei do Gado” (1996), “Força de um Desejo” (1999), “Esperança” (2002) e “Cheias de Charme” (2012), seu último trabalho na Globo. Também atuou em 11 minisséries e 10 especiais na Globo, além de produções do canal Futura, da Band e e da Manchete. No cinema, foram 11 filmes, incluindo o nigeriano “A Deusa Negra” (1979) até obras mais recentes como “A Partilha” (2001), “Nosso Lar” (2010) e “Mulheres no Poder” (2016). Seus trabalhos sempre foram marcados pela representatividade negra. Tanto que, em 2010, ela recebeu o Troféu Palmares, concedido pela Fundação Palmares e o então Ministério da Cultura por sua contribuição às artes e à cultura afro-brasileira. Chica também era mãe de santo na Irmandade do Cercado do Boiadeiro, terreiro que fundou há quase 40 anos, o que a inspirou a lançar um livro reunindo suas cantigas religiosas de umbanda e a levou a muitos papéis ligados à espiritualidade. A atriz era casada com o ator Clementino Kelé desde que os dois contracenaram em “Orfeu da Conceição”, e teve três filhos e três netos. Uma de suas netas, a também atriz Luana Xavier, definiu Chica como uma “mulher de amor e de fé” e destacou sua importância na luta pela representatividade negra. “Ela sempre levantou a bandeira dela pela negritude, principalmente dentro do trabalho dela como uma artista. Ser uma artista negra no Brasil foi sem dúvidas a maior bandeira que ela pôde carregar, e sempre exaltando a importância de termos outros artistas pretos na TV”, disse Luana ao jornal O Globo. As homenagens se multiplicaram nas redes sociais. No Instagram, Lázaro Ramos escreveu: “Obrigado Dona Chica por inspirar e se doar como se doou. Obrigado pelo amor e talento que nos ofereceu. Obrigado por ser a prova da possibilidade de um amor duradouro como o seu com Seu Lelé. E obrigado por ser essa presença nobre que a senhora era em cada aparição na televisão. Pra um jovem sonhador foi o sinal que eu precisava para saber que era possível” Taís Araujo também demonstrou sua admiração por Chica Xavier. “O céu recebe hoje a nobreza. Entre nós vivia uma nobre, uma rainha elegante, sábia, afetuosa, agregadora, ombro e colo para muitos. Salve a rainha Chica Xavier!”, escreveu no Instagram. Babu Santana lamentou: “Perdemos hoje uma mulher que era referência artística e religiosa de enorme importância na nossa cultura”. E Cacau Protásio lembrou: “Eu cresci vendo essa mulher abrindo portas, ela me fez acreditar que seria possível. Vai com Deus! Obrigada”.












