Skyplay estreia Emma e anuncia A Caçada para este mês
A plataforma Skyplay, da provedora de TV por assinatura Sky, está promovendo estreias de filmes antes do cinema e de serviços on demand rivais. Neste fim de semana, lançou “Emma”, nova adaptação da obra clássica de Jane Austen, e anunciou ainda para este mês “A Caçada”, que ganhou repercussão ao ser atacado por Donald Trump. A nova versão de “Emma”, que foi grafada no exterior como “Emma.”, com ponto final, traz a atriz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) no papel-título. A personagem, também vivida por Gwyneth Paltrow em 1996, é uma jovem do começo do século 19 que adora arranjar namoros e casamentos para seus amigos, causando mil confusões, mas se vê totalmente perdida quando o assunto é sua própria vida amorosa. O Sr. Knightley, pretendente de Emma, é vivido pelo ator britânico Johnny Flynn (“Genius”) e o elenco ainda inclui Bill Nighy (“Questão de Tempo”), Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Mia Goth (“Suspiria”), Josh O’Connor (“The Crown”) e Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”). A direção é de Autumn de Wilde, que estreia em longas-metragens após dirigir vários clipes do músico Beck, e o lançamento nos cinemas estava marcado para 23 de abril no Brasil. Ele chegou a ser exibido brevemente nos cinemas americanos, em fevereiro passado. Mas o atraso do calendário nacional coincidiu com a chegada da pandemia de coronavírus no pais, fazendo a estreia ser cancelada e o filme remanejado para VOD. Já “A Caçada” (The Hunt) chegaria em 28 de maio, após estrear em março nos EUA. O lançamento em VOD deve seguir de perto a data original no lançamento no país. O filme mostra uma dúzia de militantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Os alvos se consideram “pessoas comuns”, vítimas da “elite” na trama, numa metáfora pouco sutil, que transforma o discurso de coitadismo dos heterossexuais brancos americanos em sátira de terror. Isto incomodou Trump que foi ao Twitter tachar o filme de “racista”, termo que ele usa para se referir a ataques contra pessoas brancas. Ele chamou Spike Lee de “racista” após o cineasta fazer um discurso político no Oscar 2019, e chegou a se referir à série “Black-ish”, sobre uma família negra, como “racismo no maior nível”. Por outro lado, quando precisou se manifestar a respeito do ataque de supremacistas brancos contra ativistas negros, que resultou numa morte, Trump preferiu dizer que havia pessoas de bem dos dois lados. “A Caçada” foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). A produção é de Jason Blum, que ainda produziu o “racista” (no sentido trumpiano da palavra) “Corra!” (2017), indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos. Tanto “A Caçada” quanto “Emma” são produções da Universal, que os liberou para VOD no fim de março nos EUA. Veja os trailers oficiais legendados dos dois filmes abaixo.
Os Novos Mutantes tem estreia digital anunciada pela Amazon
Depois de tantos adiamentos, o longa dos Novos Mutantes deve ser lançado direto em streaming. O filme do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) apareceu nesta segunda (4/5) em pré-venda digital na Amazon nos Estados Unidos, com o preço de US$ 25 para compra – e não para aluguel – , mas a loja digital não informa quando ele será disponibilizado. Veja abaixo. A Amazon fechou um acordo internacional com a Disney, que lhe deu prioridade de lançamento de filmes do estúdio nos países que ainda não tem acesso à plataforma Disney+ (Disney Plus) – caso do Brasil. Mas o anúncio de VOD sugere que “Os Novos Mutantes” terá distribuição fora do streaming do estúdio até na América do Norte. A Disney ainda não se pronunciou oficialmente sobre o destino da produção, que deveria chegar aos cinemas no dia 2 de abril. A estreia foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, mas nenhuma outra data foi anunciada para seu lançamento. O estúdio já divulgou um novo cronograma para os filmes adiados pela crise sanitária sem citar “Os Novos Mutantes”. Por outro lado, adiantou que “Artemis Fowl” sairia diretamente em streaming, pela plataforma Disney+ (Disney Plus). O silêncio embute uma culpa da própria Disney no destino do longa. Concebido para inaugurar uma nova franquia derivada dos X-Men, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. O trabalho de pós-produção foi interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. Boone só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Segundo a sinopse do longa, cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes.
Chefe da Universal diz que o público vê mais filmes em casa que no cinema
Envolvido numa polêmica com as grandes redes de exibição após lançar “Trolls 2” diretamente para locação digital nos EUA, Jeff Shell, o CEO da NBCUniversal, parabenizou nesta quinta (30/4) a iniciativa dos responsáveis pela disponibilização do desenho animado, que rendeu mais de US$ 100 milhões em VOD, e ainda disse que o público vê mais filmes em casa que nas salas do circuito cinematográfico. O comentário de Shell aconteceu durante uma videoconferência com acionistas do estúdio e membros da imprensa. Após salientar que “a distribuição tradicional nos cinemas sem dúvidas voltará a ser a peça central das nossas operações” após a pandemia, Shell concluiu que a disponibilização digital de filmes, seja em plataformas de assinatura, como a Netflix, ou por locação via serviços on demand (VOD), também precisa ser considerada importante. O executivo comentou de forma entusiasmada os resultados obtidos com o lançamento de “Trolls 2” em VOD, que foi o estopim para o conflito entre o estúdio e os exibidores. “Os números que conseguimos foram muito interessantes. O filme estava pronto, e a gente investiu muito dinheiro nele. Além disso, o público estava precisando de uma opção infantil em casa”, argumentou. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2”. O problema é que, ao comemorar esses números e sinalizar que o estúdio deve lançar mais filmes dessa forma, Shell despertou a ira do parque exibidor. Grandes redes de cinema, como AMC Theatres e Regal Cinemas, nos EUA, e Odeon, no Reino Unido, afirmaram que, quando reabrirem para o público, vão boicotar os filmes da Universal. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. “Eu acho que os consumidores voltarão aos cinemas quando puderem, mas o streaming será parte do esquema de distribuição, querendo ou não. Mesmo que seja como uma oferta complementar”, conclui Shell, em sua avaliação do futuro do negócio cinematográfico.
Maiores redes de cinema dos EUA decidem boicotar os filmes da Universal
As duas maiores redes de cinema dos EUA reagiram contra a decisão da Universal de dar mais atenção às plataformas on demand, as “locadoras virtuais”, após o sucesso estrondoso de “Trolls 2” em VOD nos EUA. A AMC Theatres e a Cineworld, dona da rede Regal Cinemas, anunciaram que não vão exibir novos filmes da Universal Pictures enquanto o estúdio não desistir de lançar longas simultaneamente nos cinemas e nos serviços de streaming on demand. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. “É decepcionante para nós, mas os comentários de Jeff sobre as ações e intenções unilaterais da Universal não nos deixaram escolha. Portanto, com efeito imediato, a AMC não exibirá mais filmes da Universal em nenhum de nossos cinemas nos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio”, disse Adam Aron, presidente e CEO da AMC Theatres, em comunicado sobre o boicote. “Essa política afeta todo e qualquer filme da Universal e entra em vigor hoje, permanecendo quando nossos cinemas reabrem, e não é uma ameaça vazia ou mal considerada”, continuou ele. “Incidentalmente, essa política não visa apenas a Universal… também se estende a qualquer estúdio ou cineasta que abandonar unilateralmente as práticas de janelas atuais, sem negociações de boa fé entre nós, para que eles, como distribuidores, e nós, como o exibidores, possamos nos beneficiar mutuamente sem sermos prejudicados com essas mudanças. Atualmente, com o comentário feito pela imprensa, a Universal é hoje o único estúdio contemplando uma mudança geral no status quo. Portanto, essa comunicação merece uma resposta imediata”. É um “movimento inapropriado” do estúdio, condenou também Mooky Greidinger, CEO da Cineworld. “Nós investimos muito nos nossos cinemas ao redor do mundo, e isso permite que os estúdios deem aos seus clientes a melhor experiência possível. Não há como contestar que a tela grande é a melhor forma de assistir a um filme”, argumentou, em seu próprio comunicado. Além das duas redes, a entidade que reúne os maiores exibidores, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) também se pronunciou, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para ela, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, disse a organização em comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2″. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Diante da reação dos exibidores, a Universal distribuiu uma nota de esclarecimento, ressaltando que continua dedicada ao cinema e que os comentários de seu presidente foram mal-interpretados. “Acreditamos absolutamente na experiência cinematográfica e não declaramos o contrário. Como dissemos anteriormente, daqui para frente, esperamos lançar filmes diretamente para os cinemas, bem como no VOD, quando essa via de distribuição fizer sentido. Estamos ansiosos para ter conversas privadas adicionais com nossos parceiros de exibição, mas estamos desapontados com essa tentativa aparentemente coordenada de confundir nossa posição e nossas ações”, afirmou a Universal. “Nosso objetivo ao lançar ‘Trolls 2’ em VOD era oferecer entretenimento a pessoas que estão abrigadas em casa, enquanto os cinemas e outras formas de entretenimento externo não estão disponíveis. Com base na resposta entusiasmada ao filme, acreditamos que fizemos o movimento certo”, acrescenta a declaração. A ameaça dos donos de cinemas, entretanto, não afeta o mercado neste momento em que os cinemas encontram-se fechados devido à crise do novo coronavírus. E tampouco leva em consideração movimentos de outros estúdios, como a Disney e a Warner, que também relocaram filmes destinados ao parque exibidor para lançamentos digitais – “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” será disponibilizado em 12 de junho na Disney+ (Disney Plus) e a animação “Scooby! O Filme” ganhará chegará para aluguel e compra digital em 15 de maio nos EUA. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as duas redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. O próprio CEO da empresa, que vociferou em comunicado, encontra-se entre os funcionários licenciados devido à crise sanitária.
Lançamento digital de Trolls 2 já rendeu US$ 100 milhões nos EUA
A arrecadação do lançamento digital de “Trolls 2” em VOD nos EUA surpreendeu os analistas de mercado e o próprio estúdio Universal. A sequência já arrecadou cerca de US$ 100 milhões em aluguéis virtuais só no mercado norte-americano. Previsto para estrear nos cinemas em abril, o filme acabou tendo seu lançamento suspenso por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas em vez de programar uma nova data, o estúdio resolveu disponibilizá-lo logo nas plataformas on demand. A iniciativa enfrentou protesto das empresas exibidoras, por receio do que isso poderia representar para a janela cinematográfica e para os futuros lançamentos de franquias populares. “Trolls 2” testou o mercado, como a primeira sequência de blockbuster lançada exclusivamente em streaming, e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. Diante disso, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) decidiu se pronunciar, por meio de comunicado, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para os proprietários de salas exibidoras, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, diz o texto do comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2”. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar uma estreia cinematográfica de “Trolls 2” no Brasil, prevista para outubro. Apesar dessas ressalvas, a Universal já planeja seu próximo lançamento nas plataformas digitais. O estúdio anunciou que “The King of Staten Island”, nova comédia de Judd Apatow (“Ligeiramente Grávida”, “Descompensada”) estreará no dia 12 de junho diretamente on demand. O estúdio não está sozinho nessa iniciativa. De olho no sucesso de “Trolls 2”, a Warner resolveu também lançar a animação “Scooby! O Filme” em VOD, em vez de esperar a reabertura dos cinemas.
Scooby! O Filme troca cinema por lançamento digital
A Warner desistiu de lançar nos cinemas o longa animado “Scooby! O Filme” (Scoob!, em inglês). Produzido como primeiro longa animado cinematográfico da franquia do Scooby-Doo, o filme agora vai seguir o destino de outras animações baseadas na série clássica com um lançamento direto em serviços VOD, de locação digital. O estúdio anunciou nesta terça-feira (21/4) que “Scooby!” estará disponível para aluguel e compra digital em 15 de maio nos EUA, por US$ 19,99 e US$ 24,99, respectivamente. O período de locação é de 48 horas. “Enquanto permanecemos ansiosos para poder mostrar nossos filmes novamente nos cinemas, estamos navegando em tempos novos e sem precedentes, que exigem pensamento criativo e adaptabilidade na forma como distribuímos nosso conteúdo”, disse Ann Sarnoff, presidente da Warner Bros., em um comunicado. “Sabemos que os fãs estão ansiosos para ver ‘Scooby!’ e estamos muito satisfeitos por oferecer este filme reconfortante para as famílias curtirem enquanto estão em casa.” Sarnoff não mencionou nenhum plano para o filme no serviço de streaming HBO Max, que deve ser lançado em 27 de maio. A data de lançamento em VOD será a mesma que estava reservada para os cinemas. No Brasil, a estreia aconteceria um dia antes, em 14 de maio, mas ainda não há previsão para a disponibilização do filme por aqui. Apesar de não se tornar, como previsto, a primeira animação de Scooby-Doo nos cinemas, a obra traz algumas novidades em relação às adaptações anteriores, a começar pelo uso da computação gráfica. Graças à tecnologia, os personagens ganham uma aparência diferente dos desenhos tradicionais, mas que não chega a ser radical, já que os traços originais foram preservados. Outra novidade é que o longa também vai revelar a origem da turma animada, desde o primeiro encontro de Scooby e Salsicha, ainda crianças, demonstrando que a amizade do grupo é bastante antiga. Além disso, a nova aventura envolve vários personagens clássicos das animações da Hanna-Barbera. Há desde o encontro entre Scooby e o Bionicão, do Falcão Azul, até a aparição do vilão mais famoso do estúdio: Dick Vigarista, da “Corrida Maluca”. Em sua dublagem original, o filme traz astros famosos como as vozes do desenho. Zac Efron (“Vizinhos”) dubla Fred, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) faz Daphne, Will Forte (“O Último Cara na Terra”) interpreta Salsicha e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) dá voz a Velma. Já Scooby continuará a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 assumiu a voz do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. Como a trama vai mostrar a versão mirim dos personagens, eles terão um segundo time de dubladores com vozes de crianças conhecidas, como Iain Armitage (“Young Sheldon”) como o Salsicha criança, Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) como a pequena Daphne, Pierce Gagnon (“Twin Peaks: O Retorno”) dando voz ao jovem Fred e Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”) como a Velma mirim. Os outros personagens do estúdio Hanna-Barbera também tem vozes estreladas: Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) dubla o Falcão Azul, Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) faz o Bionicão e Jason Issacs (“Star Trek: Discovery”) dá voz ao vilão Dick Vigarista. Além deles, o elenco ainda inclui Tracy Morgan (“30 Rock”) como o Capitão Caverna e Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”) como sua parcerinha Dee Dee. O roteiro é de de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”) e a direção é assinada por Tony Cervone (“Space Jam – O Jogo do Século”), que já trabalhou na franquia – produziu a série “Scooby-Doo! Mistério, S/A” (2010-2013) e comandou o recente vídeo animado “Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll” (2015). Com o anúncio da Warner, “Scooby! O Filme” se torna o terceiro filme a trocar o lançamento nos cinemas por uma estreia online, devido à pandemia do novo coronavírus. Antes dele, “Trolls 2”, da Universal, e “Artemis Fowl: O Mundo Secreto”, da Disney, também optaram pela solução digital – o primeiro até já saiu em VOD, batendo recordes nos EUA, enquanto o segundo será disponibilizado em 12 de junho na Disney+ (Disney Plus). Veja abaixo o trailer oficial do filme do Scooby-Doo em duas versões – original e dublada em português.
Versão digital de Sonic: O Filme chega ao Brasil na quarta-feira
Um dos últimos sucessos de bilheteria antes do fechamento dos cinemas pela pandemia do novo coronavírus já vai chegar às plataformas digitais no Brasil. “Sonic: O Filme”, adaptação do famoso videogame do ouriço azul mais veloz do mundo, será disponibilizado na AppleTV, Google Play, Xbox Video e Playstation Store a partir da próxima quarta-feira (22/4). Uma semana depois, em 29 de abril, o filme será lançado para locação nas principais operadoras de TV paga do país. As cópias digitais de “Sonic: O Filme” contarão com diversos conteúdos extras, como cenas excluídas, erros de gravação e faixa de comentários do ator Ben Schwartz (“House of Lies”), dublador original de Sonic, e do diretor Jeff Fowler. Maior estreia de um filme baseado em videogame, “Sonic: O Filme” faturou US$ 58 milhões em seu lançamento nos EUA. Mas a pandemia encurtou sua trajetória cinematográfica, finalizada com US$ 300 milhões em bilheteria mundial. Jeff Fowler fez sua estreia como diretor de longas à frente de “Sonic”, após disputar o Oscar de Melhor Curta Animado por “Gopher Broke” (2004). O filme também contou com produção do diretor Tim Miller (de “Deadpool”), que roteirizou “Gopher Broke” com Fowler, e seu elenco ainda inclui James Marsden (“Westworld”), Tika Sumpter (“Policial em Apuros”), Neal McDonough (“Legends of Tomorrow”), Adam Pally (“The Mindy Project”) e Jim Carrey (“Sim Senhor”) como o vilão Dr. Ivo Robotnik, cientista maluco que é o grande inimigo de Sonic no game clássico.
Code 8: Sci-fi dos primos Robbie e Stephen Amell estreia na Netflix
A Netflix divulgou tardiamente o trailer legendado de “Code 8”, filme que entrou em seu catálogo no fim de semana passado, quatro meses depois de ser disponibilizado em plataformas VOD. Trata-se de uma sci-fi independente dos primos Robbie (“Arquivo X”) e Stephen Amell (“Arrow”), que causou boa impressão entre a crítica americana, atingindo 73% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Code 8” ganhou vida como um curta-metragem estrelado pelos primos em 2016, e acabou virando um longa por iniciativa dos próprios Amells, que lançaram uma campanha de crowdfunding para financiar a filmagem. Conseguiram levantar quase US$ 2,5 milhões de mais de 27 mil investidores, e o resultado chegou em diversas plataformas de aluguel digital em dezembro passado, inclusive no Brasil – onde ganhou o título completo de “Code 8: Renegados”. O roteiro é de Chris Pare e a direção de Jeff Chan, que trabalharam juntos no curta original e também no terror “O Mistério de Grace” (2014). O elenco ainda inclui outros atores conhecidos, como Sung Kang (o Han de “Velozes e Furiosos”), Laysla de Oliveira (“Locke and Key”), Alex Mallari Jr. (“Dark Matter), Greg Bryk (“Bitten”), Kyla Kane (“Channel Zero”), Martin Roach (“The Expanse”), Peter Outerbridge (“The Umbrella Academy”) e Kari Matchett (“Covert Affairs”) A trama se passa numa realidade em que 4% dos seres humanos nasceram com poderes sobrenaturais, que são colocados sob controle policial restrito. Até que um criminoso resolve reunir uma gangue superpoderosa para um grande golpe. De grande potencial, a história também vai virar série, mas não na Netflix. A plataforma Quibi encomendou a produção, que voltará a contar com os primos e se passará após os eventos do filme.
Trolls 2 bate recorde de locação digital nos EUA
A Universal anunciou nesta segunda-feira (13/4) que “Trolls 2” (Trolls World Tour) se tornou sua maior estréia digital de todos os tempos. A animação foi lançada por período limitado para locação online no fim de semana da Páscoa nos EUA, durante apenas 48 horas, por US$ 19,99. Diante do fechamento dos cinemas, como medida de contenção da pandemia do novo coronavírus, a Universal resolveu testar como o público reagiria ao lançamento digital de uma obra inédita. Mas essa decisão incomodou o parque exibidor, já que o desenho seria lançado no circuito cinematográfico, e um eventual sucesso poderia impactar, no futuro, a distância estabelecida em comum acordo entre as estreias de filmes nos cinemas e sua disponibilização online – atualmente, em torno de três meses. Embora o estúdio não tenha apresentado números, especialistas no mercado de VOD, ouvidos pela revista The Hollywood Reporter, indicam que “Trolls 2” pode ter rendido 10 vezes mais para a Universal que o lançamento de seu maior best-seller digital, “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Isto porque a animação foi o filme mais visto em todas as principais plataformas sob demanda no fim de semana, superando as expectativas dos distribuidores digitais, entre eles Amazon, Comcast, Apple, Vudu, Google/YouTube, DirecTV e FandangoNOW. Esse resultado pode ter finalmente dissolvido a dúvida sobre o interesse dos consumidores em filmes digitais e no quanto o público se dispõe a pagar para assistir a um lançamento “premium” em suas casas. Ainda não está claro se a Universal compartilhará os números oficiais do desempenho de “Trolls 2” nos próximos dias. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar um lançamento cinematográfico de “Trolls 2” no Brasil, previsto para outubro.
Conteúdo infantil puxa audiência dos serviços de streaming na quarentena do Brasil
O serviço de VOD do NOW, plataforma sob demanda da operadora Claro NET, revelou que quase 12 milhões de pessoas fizeram uso de conteúdo infantil de seu serviço durante o período de quarentena, da segunda quinzena de março até 8 de abril. Encabeçando este consumo está a porquinha Peppa Pig, do Discovery Kids. O aumento do consumo de conteúdo infantil também foi revelado pelo Globoplay. Só nesse segmento, a plataforma afirmou ter registrado 486% de aumento na segunda quinzena de março, em relação à média do ano, abastecido pelo canal Goob. Na categoria cinema houve um aumento de 165% em horas assistidas, e em séries, de 81%. Ainda assim, o programa mais visto na Globoplay é o BBB 20. Enquanto “Peppa Pig” lidera entre as crianças, os filmes mais assistido dos serviços pagos são “Minha Mãe é Uma Peça 3” e, logo em seguida, “Contágio”, que virou o grande clássico da pandemia. Com relação à TV paga, a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) divulgou esta semana um balanço que aponta crescimento de 20% na audiência do segmento no Brasil, com destaque para canais de notícias e canais de filmes. Houve significativo aumento de uma plateia jovem, que já havia desistido da TV, inclusive nos canais de notícias, onde a plateia mais fiel tem acima de 25 anos. Mas o público de assinaturas de streaming e serviços VOD cresceu muito mais. Segundo a NOW, a audiência do serviço, somando todos os gêneros, aumentou em 36% desde 12 de março, um dia após a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretar pandemia do Coronavírus. Já a Globoplay, somando todo o conteúdo do serviço, indica ter registrado um crescimento de 46% no consumo da plataforma.
Amazing Grace: Lendário filme “perdido” de Aretha Franklin chega em VOD no Brasil
O lendário filme “perdido” de Aretha Franklin (1942–2018), o documentário “Amazing Grace”, chegou nesta quinta-feira (8/4) aos serviços de VOD do Brasil. “Amazing Grace” foi filmado em 1972 pelo famoso cineasta Sydney Pollack (1934–2008), responsável por clássicos de Hollywood como “A Noite dos Desesperados” (1969), “Mais Forte que a Vingança” (1972), “Três Dias do Condor” (1975), “Tootsie” (1982), “Entre Dois Amores” (1985) etc, e registra a célebre gravação do disco homônimo, que se tornou o maior campeão de vendas da história da música gospel. Pollack levou uma grande equipe de filmagens para registrar o show da cantora na Igreja Batista New Missionary, no bairro pobre de Watts, em Los Angeles, flagrando o fervor do público diante de uma Aretha divina, no auge de seu talento, aos 29 anos de idade. Mas, apesar de ser o mesmo show que virou o disco “Amazing Grace”, o filme não foi lançado, permanecendo no limbo por 46 anos, a ponto de ser considerado “perdido”, arquivado em lugar desconhecido, devido a uma série de problemas legais e técnicos. A falta de lançamento foi consequência de uma opção equivocada do diretor, que não fez captação direta de som, nem usou claquetes ou marcações nas imagens para ajudar na sincronia em pós-produção, o que tornou a edição sonora impossível de ser realizada na época. Pollack chegou a contratar leitores labiais para ajudar a encaixar as falas com as imagens, e trabalhou com editores especialistas, sem obter sucesso. A decepção fez o filme ficar abandonado por quatro décadas até que Alan Elliott, ex-produtor da Atlantic, redescobriu o material e, com uso de novas tecnologias digitais, começou um lento processo de juntar o som às cenas e finalmente editar o filme a partir das imagens brutas. Renascido, o filme teve sua primeira exibição pública logo após a morte de Aretha em 2018, durante o Festival AFI, em Los Angeles, e a reação de pública e crítica foi arrebatadora. “Amazing Grace” atingiu 99% de aprovação no site Rotten Tomatoes, com elogios unânimes dos críticos norte-americanos. A produção agora pode ser vista no Brasil por meio das plataformas Apple TV (iTunes), Now, Google Play, YouTube, Vivo Play e Sky Play. Veja abaixo o trailer do filme original.
1917, Aves de Rapina, Era uma Vez em Hollywood e Adoráveis Mulheres chegam ao VOD no Brasil
As plataformas de VOD (video on demand) recebem cerca de 70 novos filmes em abril, com destaque para a adaptação de quadrinhos “Aves de Rapina” e os premiados “1917”, de Sam Mendes, “Era uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino, e “Adoráveis Mulheres”, de Greta Gerwig. Os filmes não chegarão todos juntos, mas em diferentes semanas. Também estreiam neste mês os blockbusters “Jumanji: Próxima Fase”, que começou a ser disponibilizado nesta quarta (1/4), e “Bad Boys para Sempre”, previsto para o fim do mês. Os títulos poderão ser vistos em plataformas de locação e compra digital, como Now, Vivoplay e Google Play, a preços que variam de R$ R$ 29,90 (“Adoráveis Mulheres”) a R$ 59,90 (“Aves de Rapina”).
Premiado nos festivais de Sundance e Berlim, Never Rarely Sometimes Always terá lançamento digital
Aclamado pela crítica, o drama indie “Never Rarely Sometimes Always”, que foi premiado nos festivais de Sundance e Berlim, terá lançamento digital em 3 de abril. O filme chegou a ter uma estreia limitada em Nova York e Los Angeles no dia 13 de março, pouco antes da pandemia de coronavírus obrigar o fechamento dos cinemas. Mas a segunda etapa de distribuição, mais ampla, nunca saiu do papel. A Focus Features vai disponibilizar o filme para locação digital nos EUA por US$ 19,99 por um período de visualização de 48 horas. O valor é o mesmo cobrado por outros lançamentos que estavam em cartaz quando os cinemas fecharam, como “Homem-Invisível”, “Aves de Rapina”, “Bloodshot” e “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, que também chegaram ou estão chegando no comércio digital. Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, a obra escrita e dirigida por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”) traz Sidney Flanigan como uma garota grávida que parte do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Sua única ajuda nessa jornada é sua prima igualmente adolescente, vivida por Talia Ryder. As duas atrizes principais são estreantes em longa-metragem. E não são as únicas estreias notáveis da produção, que traz a cantora Sharon Van Etten em seu primeiro filme. Entre os atores de maior experiência, os destaques são Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). Confira abaixo um trailer da produção.












