Will Smith é transformado em pombo no primeiro trailer legendado de Um Espião Animal
A Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Um Espião Animal” (Spies in Disguise), animação dublada em inglês por Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). A prévia mostra uma versão animada de Will Smith como um superespião, dirigindo carrões, dando golpes certeiros e encenando saltos impossíveis. Até que, lá pela metade do vídeo, ele é transformado num pombo por um adolescente (voz de Holland) numa cozinha comum. São cenas tão díspares que parecem vir de filmes distintos. A explicação deve ficar para outro trailer. “Um Espião Animal” é baseado em um curta de 2009, feito por Lucas Martell, que não tem nada dessa premissa, mas inclui um agente secreto e um pombo. Ao transformar Will Smith no pombo, o estúdio Blue Sky – de “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando” – mantém sua tradição de lançar animações de animais falantes. O elenco de dubladores originais ainda inclui Rashida Jones (“Te Peguei!”), Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia”), Ben Mendelsohn (“O Destino de uma Nação”), Masi Oka (“Hawaii Five-0”) e DJ Khaled (“A Escolha Perfeita 3”). A direção do longa está a cargo de Nick Bruno e Troy Quane, respectivamente animador e artista de storyboard da franquia “A Era do Gelo”, que fazem suas estreias na função. A estreia está marcada para 25 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos Estados Unidos.
Bohemian Rhapsody é destaque entre estreias que dividem opiniões
A programa de cinema desta quinta (1/11) está repleta de estreias amplas, algumas bastante esperadas e a maioria divisiva. A começar por “Bohemian Rhapsody”, que narra a trajetória da banda Queen, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, retratando a época com grande variedade de figurinos e penteados. A interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury é o grande destaque do longa, embora a versão chapa branca da biografia, produzida pelos músicos da banda, deixe as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e prefira destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen são servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. Não por acaso, o filme dividiu opiniões da crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas tem expectativa de grande bilheteria em sua estreia na América do Norte, que também acontece neste fim de semana. Com distribuição mais ampla, “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” chega ao Brasil ainda mais cedo, uma semana antes dos Estados Unidos e Canadá. Por coincidência, tanto este quanto o filme do Queen tiveram problemas de bastidores durante sua produção. No caso de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já a produção da Disney foi originalmente realizada por Lasse Hallstrom (“Um Porto Seguro”), mas, após a produção, o estúdio convocou Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) para refilmagens extensas. Assim, os dois compartilham os créditos da adaptação da fábula encantada de E.T.A. Hoffmann e do famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, realizada com grande elenco – Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), Keira Knightley (“Anna Karenina”), Helen Mirren (“A Dama Dourada”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre), etc. O detalhe é que nem esta solução emergencial impediu o filme de ser rejeitado pela crítica. Tem apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho da comédia “Johnny English 3.0” também está nesse nível, com 32%. A diferença é que já fracassou diante do público em sua estreia norte-americana, no fim de semana passado – embora tenha feito sucesso no Reino Unido, seu país de origem. No filme, Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido pela terceira vez e precisa lidar com uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que na trama se mostra fatal demais para o eterno Mr. Bean. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall” (2012), quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. O plágio é mais ou menos oficial, já que o personagem foi criado pelos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes de James Bond. Bem-feitinho, mas também divisivo, o filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador” chega aos cinemas reforçando paralelos com o clima político atual do Brasil, com apologia à violência armada, atentado contra político, denúncias de corrupção e a sensação de revolta popular que conduziu o país para a extrema direita. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para ver mais imagens de políticos corruptos com copos de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Entretanto, são cenas que habitam noticiários reais. E entram na trama como combustível para o surgimento de um justiceiro fictício, que nada mais é que a corporificação da raiva dos eleitores que votaram em Bolsonaro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta generalizada da população. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem polariza opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. O último lançamento controverso da lista, “A Casa que Jack Construiu”, de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), recebeu vaias durante sua première no Festival de Cannes, ocasião em que pelo menos 100 pessoas abandonaram a sessão, revoltadas e enojadas. Mas enquanto parte da crítica o taxou como ofensivo, a outra parte aplaudiu, embora meio constrangida. Mais brutal que “O Anticristo” (2009), mas com estrutura narrativa similar a “Ninfomaníaca” (2013), o filme parte de uma confissão do Jack do título, um serial killer (vivido por Matt Dillon, da série “Wayward Pines”) que rememora assassinatos cometidos por mais de uma década para um homem chamado Verge (vivido por Bruno Ganz, de “O Leitor”). Há quem considere as cenas de violência explícita contra mulheres menos ofensivas que a narração pretensiosa do protagonista, que aborda temas metafísicos e estéticos, julgando-se profundo, num contraste com a banalidade com que ataca suas vítimas – Uma Thurman (“Kill Bill”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), etc. Para ele, os assassinatos são obras de arte. A crítica discordou da tese. O resultado são os mesmos 58% de aprovação de “Bohemiam Rhapsody”, o que significa que o filme tem seus momentos, mas passa longe de ser uma obra prima. Completa a programação um documentário sobre a cantora Elza Soares, em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e as sinopses das estreias da semana. Bohemian Rhapsody | EUA | Drama Musical Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | EUA | Fantasia Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. Johnny English 3.0 | Reino Unido | Comédia Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso. O Doutrinador | Brasil | Ação Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. A Casa que Jack Construiu | Dinamarca | Suspense Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno. My Name Is Now, Elza Soares | Brasil | Documentário Elza Soares, ícone da música brasileira, numa saga que ultrapassa o tempo, espaço, perdas e sucessos. Elza e seu espelho, cara a cara, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, uma fênix, que com a força da natureza transcende e canta gloriosamente.
Danilo Gentili é Caça-Fantasmas trash no trailer de Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro
Danilo Gentili divulgou o trailer de seu novo filme, “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”. A prévia mostra como ele e os humoristas de seu programa noturno (Murilo Couto e Léo Lins) resolvem copiar a ideia de Caça-Fantasmas e recrutam Dani Calabreza, Antonio Tabet, Sikêra Júnior, Ratinho e dois atores mirins de “Carrossel” (Jean Paulo Campos e Mateus Ueta) para brincar de cinema. Com alguns vários milhões de dólares a menos que o original americano, mas com todo o sangue que produções infantis não costumam esguichar, os Caça-Toscos têm até carro personalizado para até o local onde há uma aparição de fantasma. A trama se passa numa escola, como o filme anterior de Gentilli, e novamente demonstra fixação pelo banheiro do local. Vá saber que traumas essa obsessão exorciza. De resto, há tombos, gritaria, palavrões, sustos e sangue para todo o lado. Mas é uma comédia, juram os envolvidos. Também foi divulgado o pôster da produção, que destaca a atriz Pietra Quintela (da novela “As Aventuras de Poliana”) como a “loira do banheiro” (aparição que habitaria basicamente banheiros de escolas públicas). “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro” é o terceiro filme escrito por Gentili e o segundo em que ele trabalha com o diretor Fabrício Bittar, que dirigiu “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. A nova comédia (com elenco) do SBT estreia em 29 de novembro, mas atenção: o lançamento é nos cinemas – embora existam mesmo rumores de que pode virar série.
Animação Asterix e o Segredo da Poção Mágica ganha novo trailer
O estúdio francês SND divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Asterix e o Segredo da Poção Mágica”, nova animação baseada nos famosos personagens de René Goscinny e Albert Uderzo. Diferente das anteriores, trata-se de uma aventura inédita, sem existência prévia em quadrinhos. É a segunda trama de Asterix, Obelix e cia. criada especificamente para o cinema, mas vale lembrar que a anterior, “Os 12 Trabalhos de Asterix”, foi concebida pelos próprios autores dos quadrinhos, no já distante ano de 1976. A história foi escrita pelos codiretores do filme, Alexandre Astier e Louis Clichy. Os dois repetem a bem-sucedida parceria de “Astérix e o Domínio dos Deuses”, longa que retomou as animações de Asterix em 2014, introduzindo computação gráfica na estilização dos gauleses irredutíveis. Na nova aventura, Asterix e Obelix precisam cruzar a Gália para encontrar alguém digno dos conhecimentos de Panoramix, o velho druida da vila dos heróis, que ao sofrer um acidente percebe que precisa encontrar um discípulo capaz de continuar a fazer sua poção mágica. Mas claro que esta informação vai parar com os romanos, que resolvem aproveitar a possível falta de superforça dos gauleses com um novo ataque. O filme estreia em 5 de dezembro na França e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Teaser revela data de estreia da 3ª temporada de F Is for Family
A Netflix divulgou o teaser da 3ª temporada de “F Is for Family”, que revela, ainda sem legendas, a data de estreia dos novos episódios da série de animação adulta. A série é uma criação de Michael Price, produtor-roteirista de “Os Simpsons”, e Bill Burr, humorista americano de stand-up que participou das comédias “Uma Noite Fora de Série” (2010), “As Bem-Armadas” (2014) e “Pai em Dose Dupla” (2015). Além de escrever os episódios, Burr dubla Frank Murphy, o patriarca de uma família dos anos 1970, época em que “você podia bater no seu filho, beber ao volante, fumar em restaurantes e levar uma arma para o aeroporto”, segundo o o criador. O elenco de vozes também inclui Laura Dern (“A Culpa é das Estrelas”) como Sue, a esposa de Frank, e Justin Long (“Amor à Distância”) como o filho mais velho, Kevin. Todos os episódios da 3ª temporada serão disponibilizados no dia 30 de novembro.
Bohemian Rhapsody: Filme sobre a banda Queen ganha novo trailer e vídeo sobre seu legado
A Fox divulgou um novo trailer de “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia de Freddie Mercury e da banda Queen, e um vídeo em que diversos artistas atuais reverenciam seu legado. O trailer resume a trajetória da banda, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, além de abordar tópicos como a relação do cantor com sua família, a homossexualidade e sua relação complicada com a única mulher de sua vida. O vídeo também chama atenção por apresentar uma variedade de figurinos e penteados, que aponta a abrangência temporal da história. Visualmente convincente, nem parece que a produção precisou sofrer intervenção do estúdio para ser finalizada. Para quem não lembra, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) começou as filmagens, antes de sumir e ser demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, a produção foi completada por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já o elenco de “Bohemian Rhapsody” traz Rami Malek (série “Mr. Robot”) como o cantor Freddie Mercury, Gwilym Lee (série “Midsomer Murders”) como Brian May, Joe Mazzello (minissérie “The Pacific”) no papel do baterista Roger Taylor e Ben Hardy (o Anjo de “X-Men: Apocalipse”) vivendo o baixista John Deacon. Além deles, também participam Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) como John Reid, empresário da banda durante seu auge, entre 1975 e 1978, Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”) como Jim Beach, o empresário que assumiu em 1978, Lucy Boynton (“Sing Street”) como Mary Austin, namorada de Freddie Mercury antes dele sair do armário, e Aaron McCusker (Jamie na versão britânica de “Shameless”) como Jim Hutton, namorado do cantor nos últimos anos de sua vida. O roteiro foi escrito por Justin Haythe (“A Cura” e “O Cavaleiro Solitário”) e, apesar da crise de bastidores, a estreia, originalmente prevista para o Natal de 2018, foi antecipada para 1 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Natalie Portman vira cantora pop no trailer dramático de Vox Lux
O estúdio indie Neon divulgou o trailer de “Vox Lux”, que traz Natalie Portman (“Cisne Negro”) como uma cantora pop. A prévia explora o visual glam da personagem, que parece vir do filme “Velvet Goldmine” (1998), de alguma fase esquecida de Lady Gaga ou da continuação nunca filmada de “Cisne Negro” (2010). Por isso, é possível prever um choque quando o público ouvir seu repertório, concebido pela cantora Sia. O filme conta a história dramática de Celeste em duas partes. Nos flashbacks, ela é (vivida por Raffey Cassidy, de “O Sacrifício do Cervo Sagrado”) vítima de um tiroteio escolar que, com a ajuda da irmã Eleanor (Stacy Martin, de “Ninfomaníaca”) e de seu empresário (Jude Law, de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”), torna-se uma sensação do mundo pop. Já a segunda metade traz Natalie Portman como a protagonista, lidando com os fardos da popularidade enquanto tenta conciliar sua vida pessoal com a profissional. Segundo longa escrito e dirigido pelo ator Brady Corbet (que estreou com “A Infância de um Líder”), “Vox Lux” causou sensação nos festivais de Veneza e Toronto, onde arrançou aplausos e atingiu 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O vídeo destaca alguns dos elogios feitos à produção. A estreia vai acontecer em 7 de dezembro nos EUA, de olho na temporada de premiações, mas ainda não previsão para o lançamento do filme no Brasil.
Novo terror com ator mirim de It: A Coisa ganha primeiro trailer
A Orion divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Prodigy”, terror escrito por Jeff Buhler, criador da série “Nightflyers” e autor do vindouro remake de “Cemitério Maldito”. A prévia é arrepiante, ao mostrar uma sessão de hipnose com um menino (Jackson Robert Scott, o Georgie de “It: A Coisa”) que estaria possuído por um espírito maligno. A entidade se manifesta quando o garoto corre para abraçar sua mãe, numa cena de forte impacto. A mãe é vivida por Taylor Schilling (a Piper de “Orange Is The New Black”). Ao reparar em mudanças no comportamento do filho, ela procura por respostas e acaba descobrindo como é tênue a linha que separa a percepção e a realidade. O filme tem direção de Nicholas McCarthy (“Na Porta do Diabo”) e seu elenco ainda destaca Peter Mooney (“Burden of Truth”), Colm Feore (“House of Cards”) e Brittany Allen (“Jogos Mortais: Jigsaw”). A estreia está marcada para 8 de fevereiro nos Estados Unidos e um mês depois, em 7 de março, no Brasil.
Novo trailer de O Retorno de Mary Poppins mantém a magia do clássico dos anos 1960
A Disney divulgou um novo trailer da volta de Mary Poppins ao cinema. A prévia mostra a personagem, agora vivida por Emily Blunt (“A Garota no Trem”), reencontrando a família Banks, com direito ao velho truque do clássico original: um mergulho (literal, no caso) em cenas que mesclam atores e animação tradicional (2D) em números musicais. “O Retorno de Mary Poppins” se passa em Londres, durante os anos 1930, e encontra Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), as crianças de quem Mary foi babá há muitos anos, já adultos. Michael mora com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters) e, depois de uma tragédia pessoal, ele vê a babá mágica retornar para ajudar sua família. Só que, dessa vez, ela vem acompanhada de um amigo muito especial, Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável por acender as luzes da cidade. Juntos, eles ajudam a família a recuperar a alegria que tinham antes. A trama terá ainda Meryl Streep no papel de Topsy, a excêntrica prima de Mary Poppins, além de Colin Firth e até Dick Van Dyke, intérprete do simpático limpador de chaminés Bert no filme de 1964, numa aparição especial. Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”), o longa chega em 20 de dezembro ao Brasil, um dia depois dos Estados Unidos.
Como Treinar O Seu Dragão 3 ganha novo trailer dublado em português
A Universal divulgou novos pôsteres e a versão dublada em português do novo trailer de “Como Treinar Seu Dragão 3”. A prévia mostra mais um conflito que precisa ser vencido, mas, apesar da história repetitiva, traz novidades, mostrando a evolução do protagonista Soluço, que era um menino no primeiro filme, virou adolescente no segundo e agora chega à idade adulta. Há também a introdução de uma nova protagonista alada, uma namorada para o dragão Banguela, além de uma evidente qualidade da animação, que evoluiu ainda mais que o próprio Soluço. O filme foi concebido como fecho da trilogia da DreamWorks Animation, em que Soluço e Banguela encontram seus verdadeiros destinos: o primeiro como chefe da aldeia de Berk ao lado de Astrid, enquanto o dragão também se torna o líder de sua própria espécie. Mas à medida que os dois ascendem, a ameaça mais sombria que enfrentaram – bem como a aparição de uma Fúria da Luz (a namorada de Banguela) – testará os laços de seu relacionamento como nunca antes. “Como Treinar o Seu Dragão 3” traz de volta o diretor Dean DeBlois ao lado do elenco de estrelas que dublaram os filmes anteriores em inglês, como Jay Baruchel (“É o Fim”) como voz de Soluço, America Ferrera (série “Superstore”) como Astrid, além de Kit Harington (série “Game of Thrones”), T.J. Miller (“Deadpool 2”), Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Jonah Hill (“Anjos da Lei”), Gerard Butler (“Covil de Ladrões”) e Cate Blanchett (“Oito Mulheres e um Segredo”). A estreia está marcada para 31 de janeiro no Brasil, um mês antes do lançamento nos Estados Unidos. Veja também o trailer original, em inglês, abaixo.
Liam Neeson quer nova vingança no trailer do remake de O Cidadão do Ano
A Lionsgate divulgou o pôster, três fotos e o primeiro trailer de “Cold Pursuit”, que mostra Liam Neeson em busca de nova vingança contra quem prejudicou sua família, dez anos após o primeiro “Busca Frenética” (2008). Desta vez, ele não é um ex-agente da CIA aposentado, mas um limpador de neve de uma cidadezinha invernal das Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos, que acaba de ser condecorado pelo município como Cidadão do Ano. Sua vida muda quando seu filho é encontrado morto por overdose. Recusando-se a acreditar que ele fosse viciado, o personagem de Neeson descobre uma rede de traficantes na região, liderada por um gângster chamado Viking, que teria matado o jovem, e resolve se vingar eliminando a gangue completa, um por um. O nome Viking é uma dica. “Cold Pursuit” é, na verdade, remake do excelente thriller norueguês “Cidadão do Ano” (2014), estrelado por Stellan Skarsgard (“Os Vingadores”). O diretor do filme original, Hans Petter Moland, também assina a refilmagem. Um risco que nem sempre compensa, como demonstrou o holandês George Sluizer com seus dois “O Silêncio do Lago”. O elenco inclui Tom Bateman (“Assassinato no Expresso do Oriente”) como Viking, Laura Dern (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) interpretando a mulher de Neeson, Emmy Rossum (“Shameless”) no papel de uma policial local e William Forsythe (“The Man in the High Castle”) como o informante que revela o submundo do crime para o protagonista. “Cold Pursuit” estreia em 8 de fevereiro nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Halloween é a principal estreia da semana nos cinemas
No último fim de semana antes do Halloween, a principal estreia de cinema é justamente o filme homônimo. Fenômeno de bilheteria na América do Norte, o revival da franquia clássica de terror chega ao Brasil após quebrar diversos recordes de faturamento e com aval da crítica norte-americana – 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entre os diversos detalhes da produção, um fato específico merece ser louvado nesse sucesso: o envolvimento do criador do filme original, o cineasta e músico John Carpenter, que compôs a trilha sonora do novo confronto entre o psicopata Michael Myers e sua velha rival, Laurie Strone, vivida por Jamie Lee Curtis, que também volta ao papel original. Para quem não lembra, Laurie Strode era a babá adolescente que sobreviveu ao primeiro e segundo filmes criados por John Carpenter. O papel rendeu a Jamie Lee Curtis o apelido de “Scream Queen” e foi retomado mais duas vezes: no longa que celebrou 20 anos da franquia e naquele em que ela morreu, o último “Halloween” antes do remake de Rob Zombie – que, por sua vez, recomeçou a história com uma nova intérprete adolescente. Mas o filme de 2018 passa uma borracha sobre tudo isso, ignorando todos os títulos lançados após o original, para garantir que Michael Myers passou os últimos 40 anos preso num hospício. Até que uma equipe de documentaristas revolve contar sua história e desperta seu desejo de terminar o que começou. Além da atriz original, quem também retorna é Nick Castle, o primeiro ator a viver o psicopata no clássico de 1978. Devido à idade avançada – tem 70 anos – , ele alternou o trabalho com um dublê. Assim, as principais novidades ficaram por trás das câmeras. O responsável pelo novo filme é David Gordon Green, que tem comédias péssimas no currículo, como “O Babá(ca)” (2011) e o recente fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série de comédia “Eastbound & Down” da HBO. Mas, contra todas as expectativas, o filme consegue resgatar o aspecto assustador do original. Pare quem preferir rir no Halloween, a programação inclui a estreia tardia de outra surpresa das bilheterias norte-americanas, a comédia romântica “Podres de Ricos”. Um dos maiores sucessos do gênero nesta década, traz para as telas um best-seller popular que narra mais um romance entre uma pobre ingênua e um galã rico. E só se diferencia de uma telenovela engraçadinha de milionários simpáticos e lindos por ter um elenco composto exclusivamente por atores de descendência asiática. Isto não acontecia num filme americano há 25 anos, desde “O Clube da Felicidade e da Sorte” (1993). A bandeira da diversidade ajudou a obra dirigida por Jon M. Chu (“Truque de Mestre: O 2º Ato”) a virar blockbuster numa época em que comédias românticas estão fracassando uma atrás da outra. E também incentivou a boa vontade da crítica norte-americana, que registrou 92% de aprovação no Rotten Tomatoes – ainda que dificilmente sua história teria tantos aplausos se fosse estrelada por brancos, veja-se “Cinquenta Tons de Cinza”, por exemplo. O sucesso foi tanto (US$ 172,3 milhões só na América do Norte) que o filme chega ao Brasil já com a continuação em desenvolvimento. Há um destaque nacional entre os sete longas que estreiam nesta quinta (25/10): “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, que infelizmente se tornou um dos últimos trabalhos do ator Leonardo Machado (“O Tempo e o Vento”), falecido no mês passado. O novo filme de Tabajara Ruas, especialista em épicos gaúchos, aborda a Revolução Federalista, conflito que aconteceu após a Proclamação de República no final do século 19 e ficou marcado como um dos mais sangrentos da História do Brasil, pelo costume das facções rivais de cortar cabeças dos inimigos. A trama acompanha a saga macabra do filho do comandante rebelde Gumercindo Saraiva, ao tentar resgatar a cabeça do pai, decapitada por revolucionários legalistas e enviada como troféu ao governador gaúcho Júlio de Castilhos. Além dos soldados, a paisagem dos pampas é quase um personagem à parte, fotografada como um western grandioso. O elenco inclui Murilo Rosa (“A Comédia Divina”), Marcos Pitombo (atualmente na novela “Orgulho e Paixão”) e Allan Souza Lima (“Aquarius”). Em circuito quase invisível, vale conferir ainda “Tamara”, um drama venezuelano sobre transexualidade feito em 2016, que chega ao Brasil após a repercussão do chileno “Uma Mulher Fantástica”, vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro. A história é real e ressalta a homofobia latina, inclusive entre jovens estudantes. O resto é menos recomendável. “Fúria em Alto Mar” se soma à meta atual de Gerard Butler de virar a versão escocesa de Nicolas Cage, com um thriller ruim após o outro. “Meu Anjo” traz Marion Cotillard como mãe baladeira irresponsável e marca a estreia da diretora e cantora francesa Vanessa Filho (da banda Smoking Smoking), repetindo temas de abandono infantil da filmografia de Asia Argento. E a animação alemã “Amigos Alienígenas” não passa de um genérico de “Cada Um na Sua Casa” (2015) e “Lilo & Stitch” (2002) com inversão de sexo da criança protagonista. Confira abaixo as sinopses e veja os trailers para saber mais sobre todas as estreias da semana. Halloween | EUA | Terror Quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada. Podres de Ricos | EUA | Comédia Rachel Chu (Constance Wu) é uma professora de economia nos EUA e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ele esquece de avisar à namorada que, como herdeiro de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados do local, colocando Rachel na mira de outras candidatas e da mãe de Nick, que desaprova o namoro. A Cabeça de Gumercindo Saraiva | Brasil | Drama No fim do século 19, a Revolução Federalista marcou o sul do Brasil. Na época, o caudilho revolucionário Gumercindo Saraiva foi assassinado pelos legalistas. O filho dele, Francisco Saraiva, parte com cinco cavaleiros para resgatar a cabeça do pai, cortada pelo Major Ramiro de Oliveira. Fúria em Alto Mar | EUA | Ação Um general rapta o presidente da Rússia, que precisa ser resgatado por um capitão americano de submarinos e a força de operações especiais da marinha dos Estados Unidos. Meu Anjo | França | Drama Marlène (Marion Cotillard) tem uma filha de oito anos a quem não dispensa muita atenção, mais interessada em bebedeiras, festas e homens. Certa noite, ela vai a uma celebração numa boate acompanhada da menina, mas a manda sozinha para casa, permanecendo com um novo pretendente. Os dias passam e Marlène não vai ao reencontro da menina, deixando-a entregue à sua própria sorte e sem qualquer notícia da mãe. Amigos Alienígenas | Alemanha | Animação A vida de Louis, um menino de 12 anos, muda completamente quando uma nave espacial com três alienígenas cai nos fundos do quintal de sua casa. Seu pai, um ufologista famoso, congelaria os novos amigos na primeira oportunidade, por isso ele precisa protegê-los e ajudá-los a descobrir o paradeiro da sua nave mãe, para que consigam voltar para casa. Tamara | Venezuela, Uruguai, Peru | Drama Teo (Luis Fernández) vive com a imagem masculina de um advogado bem-sucedido, casado e com dois filhos. Há anos, carrega um segredo: o desejo de assumir a sua identidade feminina. Decidido a seguir seu coração apesar de todas as dificuldades que irá enfrentar, ele começa a realizar sua transição de gênero para se tornar Tamara por completo.
Lucas Hedge é traumatizado pela “cura gay” no primeiro trailer legendado de Boy Erased
A Universal divulgou o primeiro trailer legendado de “Boy Erased”, baseado numa história real de trauma causado pela suposta “cura gay” evangélica. Como já virou tradição no Brasil, o filme ganhou um subtítulo para o lançamento nacional, “Uma Verdade Anulada”, que, como também é costume, não deve pegar. Curiosamente, a primeira prévia legendada não é o trailer original do longa, mas uma versão compacta de 1 minuto que serve para divulgar a música tema, “Revelation”, uma balada murmurada por Troye Sivan, ex-teen idol australiano que foi a versão infantil de Wolverine no filme “X-Men Origens: Wolverine”, numa parceria com o músico islandês Jón “Jónsi” Birgisson, da banda Sigor Ros. Enquanto a música triste toca ao fundo, o público perde boa parte da história, que ficou de fora desse vídeo. O trailer original completo (que pode ser visto aqui) mostra melhor como o protagonista é forçado, aos 19 anos de idade, a escolher entre sua sexualidade e sua família aparentemente amorosa, mas religiosa – ou seja, intolerante. Por amar os pais, ele se deixa matricular num grupo de conversão evangélica para se “curar” da homossexualidade e voltar a ser bem-vindo em sua própria casa e no reino de Deus. Mas tudo o que consegue com esta decisão é humilhação e violência. O elenco destaca Lucas Hedge (de “Manchester à Beira-Mar”) como o personagem do título, Nicole Kidman (“Lion”) como sua mãe e Russell Crowe (“A Múmia”) como seu pai pastor, além de Joel Edgerton (“Operação Red Sparrow”) no papel do responsável pelo programa de conversão. Edgerton ainda assina o roteiro e a direção do longa, em seu segundo trabalho na função, após o intenso suspense “O Presente” (2015). Este também é o segundo filme sobre “cura gay” de 2018. Vencedor do Festival de Sundance e lançado em agosto nos Estados Unidos, “O Mau Exemplo de Cameron Post” (The Miseducation of Cameron Post) traz uma perspectiva feminina sobre o tema, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Já “Boy Erased” vai estrear nos cinemas brasileiros em 31 de janeiro, três meses após entrar em circuito comercial nos Estados Unidos.












