Mulher-Maravilha 1984 é a principal estreia de cinema da semana
Depois de meses de adiamentos, a tão esperada continuação de “Mulher-Maravilha” finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (17/12). E seu sucesso ou fracasso pode determinar os rumos do próprio negócio cinematográfico. Com os cinemas europeus fechados e os EUA recebendo “Mulher-Maravilha 1984” simultaneamente em streaming, os desempenhos da América Latina e da Ásia ajudarão Hollywood a tomar decisões sobre suas próximas estreias, inclusive se elas acontecerão nos cinemas. A produção conta com um bom empurrão da crítica internacional, que, com 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, preferiu relevar eventuais problemas de roteiro – uma história que pretende ter significado maior do que sua pieguice entrega – para apontar que os cinemas precisam de mais filmes assim. Um lugar comum dito sobre o lançamento é que ele é “o que o público precisa neste momento”. De um lado, trata-se de um elogio à mensagem de esperança e o otimismo filmada por Patty Jenkins e estrelada por Gal Gadot e Chris Pine. Por outro, também se trata de um desejo pela volta dos blockbusters às telas grandes. A programação da semana também inclui dois filmes brasileiros. Um deles é o terror “Terapia do Medo”, de Roberto Moreira, que traz Cleo Pires em dois papéis e os tópicos típicos do gênero, como irmãs gêmeas, uma delas traumatizada, visões de fantasmas, possessão, tratamento experimental, local isolado e um passado conveniente, até então desconhecido, que conecta a todos. O outro é “Querência”, de Helvécio Marins Jr., drama sertanejo sobre um cowboy (Marcelo Di Souza) que vive de bicos para se satisfazer participando de rodeios. Venceu o Jeonju Film Festival, na Coreia do Sul. Para completar, ainda há um refugo, “A Mensageira”, que traz a ucraniana Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”) revivendo seus dias de Bond girl em cenas de ação e tiroteios, sob a ameaça distante de Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) em modo canastrão. Lançado direto na internet nos EUA (meses antes da covid-19), tem só 5% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mulher-Maravilha 1984 | EUA | 2020 Terapia do Medo | Brasil | 2020 Querência | Brasil | 2019 A Mensageira | Reino Unido | 2019
Billie Eilish revela sua intimidade em trailer de documentário
A Apple TV+ divulgou o trailer de “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry”, documentário que mergulha no processo criativo e na intimidade da cantora adolescente, que venceu o Grammy – e gravou um tema de 007! – aos 18 anos de idade. O diretor R.J. Cutler (“Se Eu Ficar”) e sua equipe fizeram um trabalho exaustivo, acompanhando Billie durante a composição, gravação e apresentação ao vivo da turnê de seu primeiro álbum, “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?” (2019). Ou seja, ela ainda tinha 17 anos quando a produção começou. Billie, que completa 19 anos na sexta-feira (18/12), excursionou até março, quando houve a paralisação completa das atividades culturais ao vivo devido à pandemia do coronavírus – o que levou ao cancelamento, inclusive, de shows marcados para São Paulo e Rio de Janeiro. O trailer do documentário mostra o que público brasileiro perdeu, além de muitas cenas íntimas, como as sessões de Billie com o irmão Finneas em seu quarto e da relação dela com os pais. A estreia está marcada para 26 de fevereiro.
Zack Snyder acha que sua versão de Liga da Justiça será para maiores
Zack Snyder acrescentou tanta coisa na nova edição da “Liga da Justiça” – e mudou tanto o filme exibido nos cinemas – que ele acredita que a obra de quatro horas receberá classificação “R” – o equivalente ao “proibido para menores” nos EUA. “O filme é insano e tão épico que provavelmente será classificado como ‘R’ – isso é uma coisa que eu acho que vai acontecer, que será uma versão censurada, com certeza”, revelou o cineasta em uma entrevista à revista EW. “Nós não ouvimos da MPA (responsável pela classificação etária), mas essa é minha intuição. ” Algumas das situações que podem levar o filme a ter uma classificação etária elevada é que o Batman de Ben Affleck diz um palavrão forte (começa com a letra F) em uma cena, Ciborgue fala o que pensa e o vilão Lobo da Estepe (Steppenwolf) é bastante violento, “cortando pessoas ao meio”, explicou o diretor. Ao revelar que o estúdio está considerando lançar essa versão nos cinemas – paralelamente ao lançamento como minissérie – , Snyder ponderou a estratégia muito criticada da Warner Bros de disponibilizar todos os seus filmes de 2021 simultaneamente na HBO Max e nos cinemas. “Pareceu uma jogada bastante ousada e que talvez a implicação não tenha sido 100% pensada”, disse ele à EW. “Eu sinto que há muitas pessoas em pânico durante a covid-19. Espero que, no final, seja isso mesmo – algum tipo de empurrão para passar essa fase e não algum tipo de movimento maior para interromper a experiência cinematográfica”. A Warner Bros. ainda não fez nenhum anúncio sobre a possível classificação “R” e lançamento da nova versão de “Liga da Justiça” nos cinemas.
Favorito ao Oscar, Nomadland ganha trailer legendado
A 20th Century Studios (ex-Fox) divulgou um novo pôster e o trailer legendado de “Nomadland”. O vídeo explora a sensibilidade do longa, que já conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e o prêmio principal do Festival de Toronto, tornando-se favorito disparado ao Oscar 2021. Road movie com influência de documentários, “Nomadland” é estrelado por Frances McDormand, que já tem dois Oscars na prateleira, por “Fargo” (1996) e “Três Anúncios para um Crime” (2017), como uma viúva sem rumo, viajando pelos EUA numa van durante a implosão financeira de sua cidade, estado e país. O elenco também inclui David Strathairn (“The Expanse”) e vários atores amadores que são nômades reais – alguns, inclusive, vistos no documentário “Without Bound – Perspectives on Mobile Living” (2014). Terceiro e último longa indie da diretora Chloé Zhao, vencedora do Gotham Award por “Domando o Destino” (2017), “Nomadland” encerra um ciclo na carreira da cineasta. Enteada da atriz chinesa Song Dandan (“O Clã das Adagas Voadoras”) e radicada nos EUA desde a adolescência, Zhao começa, depois deste filme, sua trajetória nos grandes estúdios de Hollywood com a superprodução da Marvel “Eternos”. O filme ganhou distribuição limitada em 4 de dezembro na América do Norte e o plano do estúdio é estender sua exibição até fevereiro, quando pretende lançá-lo em circuito mais amplo e no mercado internacional, inclusive no Brasil.
Zona de Combate: Anthony Mackie é um androide em trailer de filme de ação
A Netflix divulgou o trailer do filme de ação “Zona de Combate” (Outside The Wire), estrelado por Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”) como um androide em luta contra robôs. A trama se passa no futuro e acompanha um piloto de drone (Damson Idris, de “Snowfall”) que é enviado a uma zona militarizada para trabalhar com um oficial androide, encarregado de localizar uma arma mortal antes dos inimigos. A missão envolve muitos combates com robôs fortemente armados. A direção está a cargo do sueco Mikael Håfström (“Rota de Fuga”) e o elenco ainda inclui Emily Beecham (“Into the Badlands”), Michael Kelly (“House of Cards”), Kristina Tonteri-Young (“Warrior Nun”), Enzo Cilenti (“Les Misérables”) e Pilou Asbæk (“Ghost in the Shell”). O filme estreia em 15 de janeiro.
Anônimo: Novo thriller de ação do criador de John Wick ganha trailer legendado
A Universal Pictures divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de “Anônimo” (Nobody), thriller de ação do criador de “John Wick” estrelado por Bob Odenkirk (“Better Call Saul”). A prévia mostra Odenkirk como um pai de família, que não reage quando sua casa é assaltada e passa a ser questionado por sua suposta covardia. A pressão segue até ele estourar e fazer o impensável: revelar suas habilidades como matador profissional. Ou, como ele chama: de “auditor”. Por 12 anos, o aparente homem comum e anônimo trabalhou para pessoas perigosas, mas deixou tudo para trás ao se casar. Entretanto, uma explosão de raiva faz com que volte a ser notado por um antigo cliente que acredita que ele deixou um débito a ser cobrado. Com a família ameaçada, ele demonstra porque poucos lembravam de seu passado – ele matou a maioria. A premissa do retorno do desejo de matar num assassino aposentado lembra a trajetória de John Wick nos recentes filmes estrelados por Keanu Reeves. Não por acaso, o roteirista de “Anônimo” é justamente o responsável pela trilogia de “John Wick”, Derek Kolstad. A direção, por sua vez, está a cargo do russo Ilya Naishuller (“Hardcore: Missão Extrema”) e o elenco ainda inclui Connie Nielsen (“Mulher-Maravilha”), Gage Munroe (“A Cabana”), Aleksey Serebryakov (“Leviatã”), RZA (“Os Mortos Não Morrem”) e Christopher Lloyd (“De Volta para o Futuro”). “Anônimo” em previsão de estreia em 18 de fevereiro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos cinemas dos EUA.
Chloë Grace Moretz enfrenta monstros em trailer de aventura de época
A Vertical Entertainment divulgou seis fotos, o pôster e o trailer de “Shadow in the Cloud”, aventura com monstros, passada num avião bombardeiro da 2ª Guerra Mundial. A prévia destaca Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como uma jovem mecânica encarregada de uma missão secreta. Enfrentando o machismo da tripulação de um bombardeiro, ela prova suas habilidades ao abater mais que nazistas nos céus da Europa, ajudando sua equipe a sobreviver ao ataque de criaturas voadoras. A encenação de época e o ritmo frenético da ação sugere uma aventura de terror altamente estilizada, que enfatiza os elementos exagerados e cômicos das situações, ao estilo de “A Múmia” de 1999. Segundo longa de Roseanne Liang (que antes fez o romance indie “My Wedding and Other Secrets”), “Shadow in the Cloud” foi escrito pela diretora em parceria com Max Landis (“Victor Frankenstein”) e inclui em seu elenco Nick Robinson (“Com Amor, Simon”), Beulah Koale (“Havaí Cinco-0”), Taylor John Smith (“Objetos Cortantes”), Callan Mulvey (“Vingadores: Ultimato”) e Benedict Wall (“Home and Away”). A première aconteceu no Festival de Toronto, em setembro passado, quando atingiu 74% de aprovação no Rotten Tomatoes. Alguns dos elogios da crítica podem ser vistos no trailer. O filme será lançado em 1 de janeiro nos EUA.
Michelle Pfeiffer é socialite falida em trailer de comédia
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer da comédia “French Exit”, em que Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”) e Lucas Hedges (“Boy Erased”) vivem mãe e filho disfuncionais. A atriz interpreta uma socialite rude de Manhattan, que se muda com o filho e o gato para Paris após desperdiçar toda a herança do falecido marido, indo morar de favor num pequeno apartamento. Isto, porém, só agrava seu mau-humor crônico, comportamento inadequado e desprezo generalizado pela humanidade. “French Exit” é baseado no livro homônimo de Patrick DeWitt (“Os Irmãos Sisters”) e tem direção de Azazel Jacobs (“The Lovers”), cineasta indie especializado em dramédias, que já tinha trabalhado com o escritor-roteirista em “Terri” (2011). O elenco também inclui Imogen Poots (“Sala Verde”), Danielle Macdonald (“Patti Cake$”), Valerie Mahaffey (“Young Sheldon”) e Susan Coyne (“Mozart in the Jungle”). Exibido no Festival de Nova York, em outubro passado, o filme atingiu 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 12 de fevereiro.
Veja o trailer emocionante de drama premiado da diretora de Mamma Mia!
A Amazon divulgou o pôster e o trailer do drama “Herself”, novo filme de Phyllida Lloyd, diretora de “Mamma Mia!” (2008) e “A Dama de Ferro” (2011). A produção britânica conta uma história de superação e empoderamento, ao acompanhar uma mãe que luta contra a pobreza e o ex-marido para construir – literalmente – um lar para morar com suas filhas. As dificuldades que ela encontra em sua jornada, vislumbradas na prévia, são de encher os olhos de lágrimas. A história foi escrita pela atriz principal, Clara Dunne, que tem diante das câmeras seu primeiro papel de protagonista após aparecer quase como figurante em “Homem-Aranha: Longe de Casa” (2019). Ela também canta duas músicas da trilha sonora. Exibido no Festival de Sundance sob críticas elogiosas, algumas incluídas no trailer, o filme atingiu 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e ainda venceu dois troféus no Festival de Dublin, inclusive o de Revelação para Dunne. A estreia está marcada para 30 de dezembro em circuito limitado nos EUA, e 8 de janeiro em streaming mundial.
Filmes Online: Porta dos Fundos é destaque no Top 10 da semana
O novo especial de Natal do Porta do Fundos, “Teocracia em Vertigem”, é o grande destaque da programação digital do fim de semana. Lançado na quinta (10/12), já foi visto mais de 1 milhão de vezes – de graça! – no YouTube. Como tem sido desde 2013, o especial utiliza a figura de Jesus para fazer humor político. No passado recente, isto valeu a Fabio Porchat, Gregório Duvivier, Antonio Tabet e cia inúmeras críticas, ameaças, processos judiciais e até mesmo um atentado com bomba incendiária. O radicalismo se acirrou principalmente nos dois últimos anos, quando os programas foram disponibilizados pela Netflix. Foram tantos protestos que os Portas voltaram para o YouTube. Em “Teocracia em Vertigem”, o grupo optou por satirizar o cenário político brasileiro desde o impeachment de Dilma Rousseff, usando como metáfora o golpe que levou à crucificação de Cristo. Assim, várias referências políticas brasileiras aparecem na trama bíblica, como micheques (cheques misteriosos) de Fabrício Queiroz, que são usados para pagar Judas, e nas justificativas de votos em Barrabás, um personagem até então do baixo clero. Para estruturar o projeto, o grupo escolheu um formato de falso documentário com depoimentos individuais, que serviu de alternativa à impossibilidade de gravar normalmente, por causa da pandemia. O título, inclusive, presta homenagem a “Democracia em Vertigem”, documentário de Petra Costa sobre o mesmo tema – não o Natal, o impeachment – , que foi indicado ao Oscar. Mas o resultado também tornou este especial mais parecido com um programa de esquetes. Além dos humoristas conhecidos do grupo, a nova produção ainda conta com várias convidados, desde a citada Petra Costa à várias figuras da cultura pop nacional, como Emicida, Thati Lopes, Clarice Falcão, Daniel Furlan, Emicida, Gabriel Louchard, Hélio de la Peña, Marcos Palmeira, Raphael Logam, Renato Góes, Teresa Cristina, Yuri Marçal, Marco Gonçalves, entre outros nomes, além de Arnaldo Antunes, que contribui com uma música – a regravação da canção “Marcha do Demo”, dos Titãs. O Top 10 também inclui a nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, reeditada pelo diretor Francis Ford Coppola, a adaptação do musical LGBTQIA+ da Broadway “Festa de Formatura”, com direção de Ryan Murphy (criador de “Pose”, “Glee” e “American Horror Story”), e várias opções menos óbvias que valem a pena serem descobertas. Confira os trailers e os locais onde os filmes podem ser vistos logo abaixo. Teocracia em Vertigem (Pluto TV, YouTube) O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone (Apple TV, Google Play, NOW) Festa de Formatura (Netflix) Sou Sua Mulher (Amazon Prime Video) A Incrível História da Ilha das Rosas (Netflix) Um Jogo Perverso (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Kakegurui (Apple TV, NOW, Vivo Play) Wolfwalkers (Apple TV+) Emicida – AmarElo: É Tudo Pra Ontem (Netflix) O Orfanato (Now, Vivo Play)
Padre Julio Lancellotti “abençoa” especial de Natal do Porta dos Fundos
O novo especial de Natal do Porta do Fundos, “Teocracia em Vertigem”, foi lançado na quinta (10/12) no YouTube e já começou a repercutir nos círculos religiosos. Mas desta vez recebeu até elogios. O Padre Julio Lancellotti, que recentemente recebeu o Prêmio de Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, surpreendeu seus seguidores ao abençoar (no sentido de dar seu aval) o trabalho dos humoristas. Em um post publicado em suas redes sociais, ele compartilhou o slogan da campanha de divulgação do filme do canal humorístico: “#NãoAssista Teocracia em Vertigem”. E acrescentou: “Assisti! Impressionante!”. Curiosamente, o trailer da produção incluía condenações prévias de figuras religiosas e conservadoras do país, fazendo até uma sugestão ao distinto público que protestou contra o especial do ano passado: “Você que cancelou a Netflix, prepara-se para cancelar o YouTube”. Desde 2013, os especiais de Natal do Porta dos Fundos polemizam temas relacionados à Bíblia, utilizando a figura de Jesus para fazer humor político. Isso valeu a Fabio Porchat e cia inúmeras críticas, ameaças, processos judiciais e até mesmo atentado com bomba incendiária, especialmente nos dois últimos anos, quando os programas foram disponibilizados pela Netflix. Por isso, o aval positivo de Julio Lancelloti surpreendeu até o elenco. “Que alegria ler isso. Feliz demais”, comentou Fábio Porchat, intérprete de Jesus e autor do roteiro do especial deste ano. Em “Teocracia em Vertigem”, o Porta dos Fundos optou por satirizar o cenário político brasileiro desde o impeachment de Dilma Rousseff, usando como base o golpe que levou à crucificação de Cristo. Assim, várias referências políticas brasileiras aparecem na trama bíblica, como micheques (cheques misteriosos) de Fabrício Queiroz, que são usados para pagar Judas, e nas justificativas de votos em Barrabás, um personagem até então do baixo clero. Para estruturar o projeto, o grupo escolheu um formato de falso documentário com depoimentos individuais, que serviu de alternativa à impossibilidade de gravar normalmente com aglomeração de pessoas, por causa da pandemia. O título, inclusive, presta homenagem a “Democracia em Vertigem”, documentário de Petra Costa sobre o mesmo tema – não o Natal, o impeachment – , que foi indicado ao Oscar. A nova produção ainda conta com várias participações especiais, desde a citada Petra Costa à várias figuras da cultura pop nacional, como Emicida, Thati Lopes, Clarice Falcão, Daniel Furlan, Emicida, Gabriel Louchard, Hélio de la Peña, Marcos Palmeira, Raphael Logam, Renato Góes, Teresa Cristina, Yuri Marçal, Marco Gonçalves, entre outros nomes, além de Arnaldo Antunes, que contribui com uma música – a regravação da canção “Marcha do Demo”, dos Titãs. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Padre Julio Lancellotti (@padrejulio.lancellotti)
Raya e o Último Dragão terá lançamento simultâneo nos cinemas e na Disney+
Apesar da estreia de “Mulan” em streaming, a Disney não demonstrou inclinação para seguir a opção radical da WarnerMedia, que decidiu lançar todo seu calendário de 2021 simultaneamente nos cinemas e em sua plataforma, HBO Max. Durante o evento corporativo batizado de Dia do Investidor, na noite de quinta (10/12), a Disney anunciou apenas um lançamento simultâneo. A nova animação do estúdio, “Raya e o Último Dragão” (Raya and the Last Dragon), chegará aos cinemas e à Disney+ (Disney Plus) em 12 de março. A estreia em streaming, porém, será cobrada a parte dos assinantes do serviço, como aconteceu com “Mulan” nos EUA, dentro da proposta de première digital. Criada pelo roteirista vietnamita-americano Qui Nguyen (“The Society”) e a roteirista malaia Adele Lim (“Podres de Ricos”), Raya tem traços asiáticos e é dublada em inglês por Kelly Marie Tran, a rebelde Rose Tico da franquia “Star Wars”. Ela é uma guerreira destemida que busca salvar seu reino das forças do mal. A trama se passa em uma terra de fantasia fictícia chamada Kumandra, que foi dividida em cinco regiões com diferentes clãs de pessoas, que antes viviam em harmonia com os dragões. Porém, monstros malignos chamados Druun invadiram esse mundo e os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Quinhentos anos depois, os Druun estão de volta, mas um dragão foi deixado para trás, caso a ameaça reaparecesse. Raya, então, parte atrás do último dragão, chamado Sisu, que pode se transformar em um ser humano. Ela encontra a criatura na forma de uma velha (dublada por Awkwafina, de “Jumanji: Próxima Fase”), e as duas devem recuperar a identidade perdida do dragão para deter os Druun para sempre. Além dessa dupla, a trama também destaca o bichinho de estimação da heroína, Tuk Tuk, um adorável tatu-bola – que fica menos fofo após se tornar gigante. A animação é dirigida por Don Hall (“Moana”), Carlos López Estrada (“Ponto Cego”) e os estreantes na função Paul Briggs e John Rippa, veteranos da Disney que trabalharam em várias animações famosas do estúdio, de “A Princesa e o Sapo” (2009) a “Zootopia” (2016). A animação deveria estrear nos cinemas em novembro, mas a pandemia de coronavírus adiou sua distribuição para 12 de março de 2021 nos EUA. A data foi mantida pela Disney e o lançamento ampliado com a opção de streaming. Confira abaixo os trailers da produção, em versões dublada e legendada em português.
Cinema: Freaky e Todos os Mortos são destaques da semana
A programação de estreias de cinema desta quinta (10/12) tem três filmes brasileiros e apenas uma produção de Hollywood. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o lançamento americano é o divertido terrir “Freaky: No Corpo de um Assassino”. Na trama, Kathryn Newton (de “Supernatural” e “The Society”) é uma adolescente sem graça ou popularidade, que tenta sobreviver ao fim do ensino médio, quando se vê precisando lutar literalmente pela vida contra um psicopata de filme slasher. Mas quando a faca do serial killer encontra seu peito, raios cortam os céus e ela acorda no corpo do assassino, interpretado por Vince Vaughn (“Penetras Bons de Bico”). Com a troca inesperada, o serial killer passa a se valer do corpo da jovem para matar os colegas dela, enquanto ela tenta convencer seus amigos sobre sua verdadeira identidade. Esta premissa foi apelidada de “Freaky Friday the 13th” (sexta-feira 13 muito louca) nos EUA, porque é assumidamente inspirada em “Freaky Friday”, clássico infantil de troca de corpos da Disney, batizado de “Se Eu Fosse Minha Mãe” (1976) e “Sexta-Feira Muito Louca” (o remake de 2003) no Brasil. Não por acaso, roteiro e direção são de Christopher Landon, que já conseguiu sucesso transformando outra trama de comédia em terror: “A Morte Te Dá Parabéns”, que é a versão slasher de “Um Feitiço no Tempo” (1993). O principal título brasileiro da lista também é um terror: “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), que teve première no Festival de Berlim deste ano. A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A trama reflete os fantasmas da escravidão, em mais de um sentido. Visando o público infantil, “10 Horas para o Natal” destaca a atriz mirim Giulia Benite, que estreou no cinema como a Mônica de “Turma da Mônica – Laços”. No longa dirigido por Cris D’Amato (“É Fada!”), Giulia interpreta a quase homônima Julia, que se junta com seus irmãos, vividos por Pedro Miranda (do “The Voice Kids”) e Lorena Queiroz (de “Carinha de Anjo”), para tentar salvar o Natal da família, que perdeu a graça desde a separação dos pais (vividos por Luís Lobianco e Karina Ramil). A derradeira opção, “Os Sonâmbulos”, é o segundo longa de Tiago Mata Machado e segue a linha alegórica do primeiro, “Os Residentes” (2010), apostando na narrativa experimental, mas com acabamento profissional. Expressão das revoltas de 2016 (ou, via cinefilia godardiana, de 1968), o filme passou no Festival de Brasília em 2018. Freaky – No Corpo de um Assassino | EUA | 2020 Todos os Mortos | Brasil | 2020 10 Horas para o Natal | Brasil | 2020 Os Sonâmbulos | Brasil | 2020












