Novo trailer de “Matrix Resurrections” capricha no kung fu visual
A Warner Bros. divulgou novos pôsteres e o segundo trailer legendado de “Matrix Resurrections”, que parte do tema do déjà vu, descrito no longa de 1999 como “uma falha da Matrix”, para explicar o despertar de Neo (Keanu Reeves), após anos mergulhado na Matrix. Bastante dramática, a prévia também destaca a volta de Trinity (Carrie-Anne Moss) e Niobe (Jada Pinkett Smith), que aparece bastante envelhecida, revelando que um longo período de tempo se passou desde que Neo e Trinity pereceram em “Matrix Revolutions” (2003). Com seu despertar, Neo volta a atrair a atenção dos agentes da Matrix, incluindo o novo personagem de Jonathan Groff (“Mindhunter”), mas, como ele brinca, entre cenas de muitos efeitos visuais, ainda conhece kung fu. Escrito e dirigido por Lana Wachowski, cocriadora da franquia original, o filme também traz de volta os personagens Merovingian (Lanbert Wilson), agente Johnson (Daniel Bernhardt) e Morpheus (rejuvenescido em interpretação de Yahya Abdul-Mateen II), além de incluir novos papéis vividos por Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), Priyanka Chopra (“Quantico”), Christina Ricci (“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”) e quatro atores de “Sense8” (série também criada por Lana Wachowski): Eréndira Ibarra, Brian J. Smith, Max Riemelt e Toby Onwumere. A estreia está marcada para 22 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
Coleção de pôsteres destaca todos os personagens do quinto “Pânico”
A Paramount divulgou um vídeo de bastidores e nove pôsteres com os novos personagens do quinto filme da franquia “Pânico” (Scream). Eles se juntam aos três pôsteres anteriormente revelados, que destacavam os sobreviventes dos longas anteriores. Para acompanhar o trio que apareceu em todos os longas, a produção conta com Marley Shelton, que viveu uma policial em “Pânico 4”, e os novatos Melissa Barrera (“Vida”), Jenna Ortega (“Jane the Virgin”), Jack Quaid (“The Boys”), Dylan Minnette (“13 Reasons Why”), Kyle Gallner (“Sniper Americano”), Mikey Madison (“Better Things”), Mason Gooding (“Fora de Série”) e Jasmin Savoy Brown (“The Leftovers”). Curiosamente, o longa não foi numerado, como “Pânico 2”, “Pânico 3” e “Pânico 4”, talvez por ser o primeiro que não traz a assinatura do diretor Wes Craven, falecido em 2015. Mas o criador da franquia, o roteirista Kevin Williamson, está a bordo como produtor, assim como os sobreviventes originais: Neve Campbell como a “final girl” Sidney Prescott, além de Courteney Cox e David Arquette, que retomam seus papéis como Gale e Dewey Riley. Eles voltam a se reencontrar quando um novo assassino mascarado começa a matar adolescentes em sua cidadezinha. E logo percebem que as vítimas têm relação com os personagens do primeiro filme. Os responsáveis por substituir o falecido Wes Craven na direção são a dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que dirigiram o bom terrir “Casamento Sangrento” (Ready or Not), lançado diretamente em VOD no Brasil. Eles integram um coletivo de criadores chamado Radio Silence, do qual também faz parte um dos roteiristas do filme, Guy Busick (que coescreveu “Casamento Sangrento”). A história também foi trabalhada pelo veterano roteirista James Vanderbilt (de “O Espetacular Homem-Aranha”). A estreia está marcada para 13 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o vídeo com depoimentos e também todos os cartazes divulgados, somando ao todo 12 pôsteres individuais.
Cena tensa mostra transformação de Jared Leto no vampiro “Morbius”
A Sony divulgou um novo pôster e uma cena legenda do filme “Morbius”. Bastante tensa, a prévia mostra o momento da transformação de Jared Leto (o Coringa do “Esquadrão Suicida”) no vampiro vivo que batiza a produção. Por ser passada num navio em alto-mar, a cena também remete ao terror espanhol “[REC]4 Apocalipse” (2014). O vídeo foi apresentado durante a edição virtual da CCPX, e contou com introdução do próprio Leto, que pode ser vista abaixo. Em sua participação, o ator ainda chamou atenção para o fato de que “Morbius” faz parte do multiverso do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), citando eventos do vindouro filme “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”. Na trama, Michael Morbius é um bioquímico vencedor do Prêmio Nobel que, ao tentar descobrir a cura para um doença terminal, transforma-se acidentalmente num vampiro. Embora tenha ficado superpoderoso como efeito colateral, ele precisa lutar contra o desenho de matar e se alimentar de sangue humano. O roteiro é da dupla Burk Sharpless e Matt Sazama (do infame “Os Deuses do Egito”), a direção está a cargo do sueco Daniel Espinosa (“Vida”) e o elenco inclui ainda Adria Arjona (“Círculo de Fogo 2: A Revolta”), Tyrese Gibson (“Velozes e Furiosos 8”), Jared Harris (“Chernobyl”), Matt Smith (de “Doctor Who” e “The Crown”) e Michael Keaton, retomando seu papel de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017). A estreia de “Morbius” sofreu vários adiamentos durante a pandemia, mas o filme finalmente chegará às telas em 27 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. E o Jaret Leto que apareceu para falar de Morbius e citou Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa como quem não quer nada 👀 Vocês perceberam também? #ThunderCCXP #CCXP pic.twitter.com/TU1bpFEdj9 — CCXP (@CCXPoficial) December 5, 2021 👀FEATURETTE OF #JAREDLETO'S #Morbius 🦇pic.twitter.com/BzXXDkE5Ia — sebbazz (@sebbazz) December 5, 2021
Ariana Grande revela música da trilha de “Não Olhe Para Cima”
“Não Olhe Para Cima” (Don’t Look Up) não tem gente famosa só na tela. A trilha da produção de fim de ano da Netflix destaca ninguém menos que Ariana Grande, que neste fim de semana divulgou em sua página do YouTube a música “Just Look Up”, gravada em parceria com Kid Cudi para o filme. O detalhe é que, além de cantarem a balada musical, Ariana e Kid Cudi também fazem participações especiais diante das câmeras, juntando-se ao elenco estelar. O filme traz Leonardo DiCaprio (vencedor do Oscar por “O Regresso”) e Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”) no papel de cientistas que tentam alertar o mundo sobre a aproximação de um cometa que poderá destruir o planeta Terra. Seus avisos, porém, são recebidos com desdém pela presidente Meryl Streep (vencedora do Oscar por “A Dama de Ferro” e outros) e pela imprensa. Afinal, esta é a premissa de uma dúzia de filmes e só pode ser piada que ainda pensem nisso. A comédia também inclui em seu elenco grandioso Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Ron Perlman (o “Hellboy” original), Matthew Perry (“Friends”), Rob Morgan (“A Fotografia”), Himesh Patel (“Yesterday”), Tyler Perry (“Um Funeral em Família”), Melanie Lynskey (“Mrs. America”), Michael Chiklis (“Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”) e Tomer Sisley (“Messiah”). Roteiro e direção são de Adam McKay, vencedor do Oscar por “A Grande Aposta” (2015) e indicado por “Vice” (2018), e a estreia vai acontecer na véspera do Natal, exatamente no dia 24 de dezembro. Felizmente, o amor verdadeiro supera até ao apocalipse, de acordo com a letra de “Just Look Up”, que pode ser ouvida abaixo.
Dave Grohl é possuído em trailer de terror da banda Foo Fighters
A banda Foo Fighters divulgou em seu canal do YouTube o trailer de seu primeiro filme, o terror “Studio 666”. A prévia mostra a banda gravando o disco “Medicine at Midnight”, quando de repente os olhos do cantor Dave Grohl ficam totalmente negros. Logo, ele começa a voar. Mas possessão não é nada perto dos fantasmas, demônios e criaturas sombrias que surgem em seguida. Na trama que mistura terror e comédia, os músicos são assombrados após transformarem uma mansão antiga e cheia de história em estúdio para gravar seu 10º álbum, sem saber que as forças ocultas do local ameaçariam os trabalhos — e suas vidas. A história foi concebida por Grohl e virou um roteiro escrito por Jeff Buhler, o autor do remake de “Cemitério Maldito”, em parceria com Rebecca Hughes (da série “Cracking Up”). Já a direção é assinada por BJ McDonnell, diretor de clipes de heavy metal (Slayer e Exodus) que tem trabalhado como operador de câmera nos filmes do universo “Invocação do Mal”. O elenco inclui Grohl e seus companheiros de banda, Taylor Hawkins, Nate Mendel, Pat Smear, Chris Shiflett e Rami Jaffee, além de Whitney Cummings (“Whitney”), Leslie Grossman (“American Horror Story”), Will Forte (“Last Man on Earth”), Jenna Ortega (“Pânico 5”) e Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”). A estreia está marcada para fevereiro de 2022 nos EUA, exatamente um ano após o lançamento de “Medicine at Midnight”, com distribuição nos cinemas a cargo da Open Road Films. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.
Sobreviventes de “Pânico” estampam cartazes da nova continuação
A Paramount divulgou três pôsteres com os sobreviventes da franquia “Pânico” (Scream), que chega a seu quinto filme no começo de 2022. Apesar de ser uma continuação dos anteriores, o longa não foi numerado, como “Pânico 2”, “Pânico 3” e “Pânico 4”, talvez por ser o primeiro que não traz a assinatura do diretor Wes Craven, falecido em 2015. Mas o criador da franquia, o roteirista Kevin Williamson, está a bordo como produtor, assim como os sobreviventes originais: Neve Campbell como a “final girl” Sidney Prescott, além de Courteney Cox e David Arquette, que retomam seus papéis como Gale e Dewey Riley. Eles voltam a se reencontrar quando um novo assassino mascarado começa a matar adolescentes em sua cidadezinha. E logo percebem que as vítimas tem relação com os personagens do primeiro filme. Para acompanhar o trio que apareceu em todos os longas, a produção conta ainda com Marley Shelton, que viveu uma policial em “Pânico 4”, e os novatos Melissa Barrera (“Vida”), Jenna Ortega (“Jane the Virgin”), Jack Quaid (“The Boys”), Dylan Minnette (“13 Reasons Why”), Kyle Gallner (“Sniper Americano”), Mikey Madison (“Better Things”), Mason Gooding (“Fora de Série”) e Jasmin Savoy Brown (“The Leftovers”). Os responsáveis por substituir o falecido Wes Craven na direção são a dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que dirigiram o bom terrir “Casamento Sangrento” (Ready or Not), lançado diretamente em VOD no Brasil. Eles integram um coletivo de criadores chamado Radio Silence, do qual também faz parte um dos roteiristas do filme, Guy Busick (que coescreveu “Casamento Sangrento”). A história também foi trabalhada pelo veterano roteirista James Vanderbilt (de “O Espetacular Homem-Aranha”). A estreia está marcada para 13 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Filmes: Conheça as novidades da semana nas locadoras digitais
As locadoras digitais são reforçadas pelas estreias de bons filmes brasileiros, numa programação que também destaca o último título da franquia “Uma Noite do Crime” (The Purge) e suspenses psicológicos europeus de tramas intrigantes. Confira abaixo as 10 principais novidades nas plataformas de VOD para assistir no fim de semana. A Nuvem Rosa | Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube A elogiada estreia da gaúcha Iuli Gerbase, filha do cineasta Carlos Gerbase (“Menos que Nada”), é uma ficção científica que antecipou as quarentenas causadas pelo coronavírus. Escrita em 2017 e filmada em 2019, acompanha um casal de desconhecidos que, após uma noite de sexo casual, acorda no dia seguinte sob lockdown, quando uma misteriosa nuvem rosa passa a cobrir o mundo, matando quem sai nas ruas. Com a sorte de estar numa casa bem abastecida de alimentos, eles passam os dias, os meses e até os anos presos um com o outro, enquanto os efeitos da quarentena mundial são acompanhados pela TV, videoconferência e redes sociais. Impressionantemente premonitório, venceu o Grand Prix do Festival de Sofia, na Bulgária, e foi aclamada pela imprensa americana durante sua passagem pelo Festival de Sundance, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Galeria Futuro | Google, NOW A comédia é besteirol, mas o tema é sério: a decadência do comércio no centro antigo das grandes metrópoles. O filme mostra o fechamento de uma galeria comercial do centro do Rio, que já representou o luxo, mas hoje vive às moscas graças à negócios que não atraem mais ninguém, como uma locadora de vídeo, uma loja de fotografia e um estande de truques de mágica. Mas quando o prédio está prestes a ser comprado por uma Igreja Evangélica, os comerciantes descobrem centenas de comprimidos misteriosos guardados nos fundos de uma loja, que viram febre e atraem clientes loucos pelo “barato” da felicidade instantânea. Claro que isso também atrai a atenção de traficantes. Com direção de Fernando Sanches (“A Pedra da Serpente”) e Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”), destaca Marcelo Serrado (“Crô em Família”), Otávio Müller (“Segunda Chamada”), Ailton Graça (“Carcereiros”) e Luciana Paes (“3%”) como protagonistas. L.O.C.A. | Apple, Google, NOW, Vivo, YouTube Outra comédia brasileira que diverte com uma pauta importante, “L.O.C.A.” questiona os estereótipos que são usados para minimizar os problemas femininos, usando o humor para fazer o espectador perceber como são ridículas as situações que muitas mulheres passam na vida real. Na trama, Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”) vive uma mulher desvalorizada no amor e no trabalho, que tem uma reviravolta ao descobrir um grupo de ajuda para outras na sua situação. Com o apoio de Debora Lamm (“Muita Calma Nessa Hora”) e Roberta Rodrigues (“Tô de Graça”), ela passa a assumir o controle de sua vida. Roteiro e direção são de Cláudia Jouvin (“Um Homem Só”). Uma Noite de Crime: A Fronteira | Apple, Google, Looke, NOW, Vivo, YouTube Anunciado como o fim da franquia “The Purge”, o filme mostra a anarquia inevitável quando o toque do fim da Noite do Expurgo é ignorado por um grupo de mascarados, que continua cometendo crimes e violências sem parar. Desde que o primeiro filme escrito e dirigido por James DeMonaco foi lançado em 2013, a premissa distópica, sobre a permissão legal da prática de violência durante 24h de cada ano, rendeu mais quatro longas e uma série de TV com duas temporadas. No elenco da despedida estão Josh Lucas (“O Segredo: Ouse Sonhar”), Ana de la Reguera (“Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”), Cassidy Freeman (“Longmire”), Will Patton (“Minari”) e Leven Rambin (“Jogos Vorazes”). Guerra sob a Terra | Apple, Google, Looke, Vivo, YouTube O drama de guerra britânico conta a história real das batalhas travadas em túneis, entre as trincheiras e sob a terra de ninguém do front europeu da 1ª Guerra Mundial. A trama mostra como uma equipe de mineiros ingleses é convocada para cavar túneis até as trincheiras alemãs, enquanto os inimigos desenvolvem plano similar. Trata-se de uma missão praticamente suicida que costuma ser lembrada em seus aspectos trágicos na série “Peaky Blinders”. Estreia na direção de J.P. Watts, atingiu 80% de aprovação no Rotten Tomatoes. Inimiga Perfeita | Apple, Google, NOW, Vivo, YouTube O primeiro filme falado em inglês do espanhol Kike Maíllo é um suspense psicológico com mulher fatal, que se constrói de forma lenta, mas inescapável. Uma garota falante se aproxima de um arquiteto de sucesso em sua viagem para o aeroporto de Paris, mas o encontro, que parece casual, tem uma reviravolta sinistra quando ele se vê interessado nas muitas histórias aparentemente fantasiosas que ela conta, especialmente a que envolve uma pessoa que ela teria matado. 86% no Rotten Tomatoes. Preparativos para Ficarmos Juntos por Tempo Indefinido | Apple, Google, NOW, Vivo, YouTube Mais um suspense europeu dramático, o filme da húngara Lili Horvát (“The Wednesday Child”) acompanha uma neurocirurgiã conceituada de 40 anos, que se apaixona e deixa sua brilhante carreira nos EUA para trás para retornar a Budapeste e começar uma nova vida com o homem de sua vida. O detalhe é que, ao chegar lá, o tal homem diz que nunca a viu antes. Vencedor de 11 prêmios em festivais internacionais, atingiu 88% no Rotten Tomatoes e foi escolhido como representante da Hungria na busca de uma vaga no Oscar passado. Meu Fim. Seu Começo | Vivo Play Estreia da alemã Mariko Minoguchi na direção, o drama explora o sentimento do déjà vu e fez muito sucesso no circuito dos festivais internacionais. Na trama, Saskia Rosendahl (de “Lore”) se apaixona à primeira vista no metrô em um dia chuvoso, mas sua história de amor é interrompida no começo, quando o homem é baleado em um assalto e acaba morrendo nos seus braços. Na busca por suporte e estabilidade, ela acaba se envolvendo com um estranho, mas tem a sensação de que já o conhece. Sombra | Apple, Google, Looke, NOW, Vivo, YouTube Baseado em fatos reais, o drama do português Bruno Gascon (“Carga”) acompanha uma família abalada pelo desaparecido do filho de 11 anos. O roteiro destaca quatro épocas diferentes como estágios de luto, desde o ano do desaparecimento em 1998 até uma espécie de resolução em 2013. Dreamland – Sonhos e Ilusões | Apple, Google, Looke, Vivo, YouTube Margot Robbie (a Arlequina de “Aves de Rapina”) vive uma criminosa em fuga da polícia pelo interior rural dos EUA durante os anos 1930, era da Grande Depressão e dos gângsteres americanos. Em seu caminho, está um jovem que sonha escapar de sua pequena cidade no Texas, interpretado por Finn Cole (o Michael de “Peaky Blinders”). Quando ele a encontra ferida em sua fazenda, fica dividido entre reivindicar a valiosa recompensa por seu paradeiro e sua crescente atração por ela. O romance criminal de época tem direção de Miles Joris-Peyrafitte, que venceu um prêmio especial do Festival de Sundance por sua estreia indie, “Como Você É” (2016), e o elenco ainda inclui Travis Fimmel (“Vikings”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Kerry Condon (“Better Call Saul”), a menina Darby Camp (“Big Little Lies”) e a voz de Lola Kirke (“Mistress America”).
Filmes: “Marighella” é principal estreia de streaming da semana
A programação de filmes das plataformas de streaming está ótima nesta semana, com destaque para a chegada de “Marighella” na Globoplay e “Ataque dos Cães” na Netflix. Mas há outras boas opções, entre aventuras épicas, desenhos animados, dramas premiados e documentário de rock. Veja abaixo as 10 principais indicações para o fim de semana online. Marighella | Globoplay Maior bilheteria do cinema brasileiro em 2021, o filme que marca a estreia na direção do ator Wagner Moura (“Narcos”) recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói na obra, em interpretação magistral de Seu Jorge (“Irmandade”), Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com o diretor, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Por conta disso, o filme rodado em 2017 e que teve pré-estreia mundial no Festival de Berlim de 2019, demorou dois anos para conseguir estrear no Brasil. Comparado às obras dos grandes cineastas do cinema engajado dos anos 1960 e 1970, o filme atingiu 88% de aprovação da crítica norte-americana, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Ataque dos Cães | Netflix Western dirigido por Jane Campion, primeira mulher a vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes – por “O Piano”, em 1993 – e que acrescentou em sua estante o troféu de Melhor Direção no Festival de Veneza deste ano por esta nova obra, “Ataque dos Cães” é um “Brokeback Mountain” desalmado e trancado muito mais fundo no armário. A trama explora o poder intimidador do protagonista, um homem bruto encarnado pelo ator inglês Benedict Cumberbatch (“Dr. Estranho”) no primeiro papel de cowboy de sua carreira, e o desespero da personagem de Kirsten Dunst (“Melancolia”) diante do bullying que ele pratica contra seu filho, vivido por Kodi Smit-McPhee (“X-Men: Fênix Negra”). Só que perseguição maldosa embute um subtexto gay, tanto do interesse do vilão em sua vítima quanto do medo do jovem perceber sua verdade. Por extensão, o filme também coloca em questão todo o gênero clássico do western, repleto de machões que desdenham da franqueza das mulheres e vivem sempre acompanhados de outros homens. Venceu o Festival de San Sebastián e soma 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ágora | MUBI O épico histórico de Alejandro Amenábar (“Os Outros”) sobre Alexandria, uma das cidades mais importantes de todos os tempos, conjectura os motivos que levaram o grande conhecimento guardado em sua biblioteca a ser destruído de forma violenta. Ataque aos intelectuais e intolerância religiosa marcam uma trama típica de aventura de época, mas que também inspira reflexão, especialmente pelo fato de os vilões serem cristãos fanáticos. Com 11 prêmios internacionais, o filme destaca em seu elenco Rachel Weisz (“A Favorita”) e Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). Viagem ao Topo do Mundo | Netflix A animação dramática francesa acompanha a busca obsessiva de um fotojornalista pela verdade sobre a primeira expedição ao Monte Evereste, em busca de um alpinista estimado que desapareceu. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme marca a estreia na direção de Patrick Imbert, animador dos ótimos “Abril e o Mundo Extraordinário” (2015) e “Ernest & Célestine” (2012). Diário de um Banana | Disney+ Graças ao sucesso dos livros infantis – 250 milhões de cópias vendidas – e dos filmes live-action lançados entre 2010 e 2017, a história criada por Jeff Kinney já é bem conhecida. A versão animada adapta o primeiro livro, reintroduzindo Greg Heffley, um garoto magricela, mas ambicioso, com uma imaginação ativa e grandes planos para se tornar rico e famoso. Mas para isso precisa conseguir sobreviver ao ensino fundamental primeiro. Perseguido e constantemente humilhado, ele acredita que essa fase um dia vai passar, mas não se conforma de ver seu melhor amigo Rowley levar a vida tranquilamente e ter sucesso em tudo, mesmo sem tentar! A Fita Cassete | Netflix Comédia dramática passada nos anos 1990 sobre uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos e, ao acidentalmente destrui-la, decide encontrar cada música obscura do k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco ainda destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem. Um Crush para o Natal | Netflix O primeiro filme gay de Natal da Netflix traz Michael Urie (de “Ugly Betty”) como um rapaz que convence o melhor amigo (o estreante Philemon James) a fingir ser seu namorado durante o feriado com sua família, especificamente para evitar que a mãe (Kathy Najimy, de “Abracadabra”) encha seu saco por estar solteiro. Só que a mãe já tinha planejado um encontro às cegas com Luke Macfarlane (de “Killjoys”) e ele pode ter estragado sua chance com o novo e interessante pretendente. Ao mesmo tempo, os parentes tentam mostrar para Peter que seu melhor amigo pode ser o melhor namorado de sua vida. Noite #1 | Filmica Nossos Entes Queridos | Filmica Os dois primeiros longas de Anne Émond chegam ao streaming numa mini retrospectiva de um dos novos talentos do cinema canadense, especialmente da região do Quebec, que tem como idioma principal o francês. Premiado nos festivais de Toronto e Vancouver, o filme de estreia, “Noite #1” (2011), acompanha uma ficada de uma noite, que surpreende por virar uma noitada de conversas e reflexão entre um casal de desconhecidos. Já “Nossos Entes Queridos” reflete o impacto da morte de um pai na vida dos filhos, muitos anos depois do acontecido, e rendeu a Émond o prêmio Jutra (do cinema quebequense) de Melhor Direção. Woodstock 99: Peace, Love, and Rage | HBO Max O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna em 1969 quando o evento foi invadido por centenas de milhares de jovens, que não pagaram um centavo de ingressos. Trinta anos depois, eles resolveram recuperar o investimento com um novo festival musical, apelando para a mítica em torno do nome Woodstock. Mas em vez de três noites de paz, amor e música, o evento de 1999 entrou para a História por outros motivos, com exploração financeira, cenas de violência e até denúncia de estupro. Assim como 30 anos atrás, marcou época tanto pelo rock quanto o que aconteceu longe de seus palcos.
Suspense do diretor de “xXx: Reativado” explora desespero materno
A Voltage Pictures divulgou o primeiro trailer de “Shut in”, que marca a volta de DJ Caruso (“xXx: Reativado”) às produções de suspense. O fato de se passar em cenário restrito ainda evoca o melhor filme do diretor – “Paranoia”, de 2007. A trama gira em torno do desespero de uma jovem mãe, surpreendida em sua casa no campo por dois assaltantes, que é trancada numa dispensa e imagina o pior que pode acontecer com suas duas filhas pequenas nas mãos dos criminosos. O papel principal é vivido por Rainey Qualley (“Love in the Time of Corona”), a irmã mais velha de Margaret Qualley (“Maid”), que estreou no cinema há 10 anos, ao lado da mãe famosa, Andie MacDowell (“Quatro Casamentos e um Funeral”). Já os assaltantes são interpretados por Jake Horowitz (“A Vastidão da Noite”) e o veterano Vincent Gallo (“Matança Necessária”). A estreia vai acontecer diretamente em VOD (locação digital) em 2022.
“Clifford” e “Resident Evil” são as maiores estreias de cinema
Os cinemas recebem 11 estreias nesta quinta (2/12), mas apenas duas chegam no circuito mais amplo do Brasil: o filme infantil “Clifford – O Gigante Cão Vermelho” e o terror baseado em videogame “Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City”, que estreiam em cerca de 500 telas cada. Eles não são as melhores opções da semana. Mas os filmes com apelo de Oscar receberam distribuição limitada, com disponibilidade no circuito de arte de São Paulo, Rio e poucas cidades mais. Pelo menos, um deles já poderá ser visto em duas semanas em todo o pais – na Netflix. Confira abaixo todas as estreias e seus respectivos trailers. Clifford – O Gigante Cão Vermelho Sucesso entre as crianças nos EUA, o filme conta a origem do cachorro vermelho gigante criado em 1963 pelo autor de livros infantis Norman Bridwell (1928–2014) e diverte com os problemas causados por seu tamanho descomunal. Apesar do entusiasmo do público (nota A no CinemaScore), que já garantiu a encomenda de uma continuação, a crítica achou medíocre (52% no Rotten Tomatoes), lembrando que os roteiristas são os mesmos dos dois filmes live-action dos “Smurfs” e a direção é do responsável por “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”. Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City A tentativa de relançar “Resident Evil” nos cinemas com um enredo mais fiel aos games valoriza, ironicamente, os filmes estrelados por Milla Jovovich. Destruído pela crítica (28% no Rotten Tomatoes) e com bilheteria pífia, o reboot é game over na primeira fase. King Richard – Criando Campeãs Will Smith nunca buscou com tanta vontade uma indicação ao Oscar como neste filme, que conta a história real de perseverança do pai que possibilitou o sucesso das irmãs Venus e Serena Williams, primeiras tenistas negras campeãs mundiais. O drama edificante conta como Richard Williams lutou contra todas as expectativas raciais para apostar no talento das filhas, realizando o que diziam ser impossível. Dirigido por Reinaldo Marcus Green (“Monstros e Homens”), atingiu 91% no Rotten Tomatoes com muitos elogios para o desempenho do astro. A Mão de Deus Produção da Netflix que chega aos cinemas em lançamento limitado, a nova obra do italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza”, levou o Leão de Prata do Festival de Veneza deste ano. Passada em Nápoles, na Itália, a trama inspira-se na juventude do diretor, quando Diego Maradona eletrizou a cidade como jogador do Napoli e se tornou campeão mundial pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu. Falling – Ainda Há Tempo O primeiro longa dirigido por Viggo Mortensen, indicado ao Oscar de Melhor Ator por “Green Book”, traz o astro como um homem gay casado que recebe o pai conservador em sua residência para ajudá-lo a lidar com os sintomas de Alzheimer. Visões de mundo colidem e discussões sérias são travadas, que percutem em muito drama e renderam o troféu Sebastiane, prêmio LGBTQIAP+ do Festival de San Sebastián. Selvagem Em clima de projeto estudantil, o longa de Diego da Costa registra uma ocupação de escola e traz muitos discursos engajados, além das participações da sumida Lucélia Santos e do rapper Rincón Sapiencia. Foi premiado em festivais fora do circuito mais tradicional do país, inclusive no Guarnicê, um dos mais antigos festivais brasileiros, realizado em São Luís, Maranhão. Vigaristas em Hollywood A comédia sobre golpistas veteranos que tentam um último golpe segue à risca a obrigação de incluir Morgan Freeman em seu elenco. Este é o terceiro filme similar estrelado pelo ator, que começou a mania das comédias de “ação” com velhinhos ao virar espião aposentado em “RED: Aposentados e Perigosos” em 2010. Outro detalhe também constante nesse tipo de trama é a péssima repercussão junto à crítica (33%, neste caso). A história gira em torno de produtores de cinema endividados que armam um esquema de seguros com um astro de cinema envelhecido. Robert De Niro e Tommy Lee Jones completam o elenco central. Que Mal Eu Fiz a Deus? 2 Sequência inferior da mediana comédia francesa de 2014, tem o tipo de humor popular que faz sucesso no Brasil, especialmente na TV. Na trama, quatro genros anunciam que vão mudar de país e os sogros imaginam como impedir. Nheengatu – O Filme A programação se completa com a estreia de três documentários, dos quais se destacam os dois trabalhos que focam o Brasil profundo. Premiado no Festival de Coimbra, “Nheengatu – O Filme” acompanha uma jornada do diretor português José Barahona pelo Rio Negro em busca de uma linguagem perdida, que os portugueses impuseram aos nativos brasileiros durante a colonização. Encontra índios aculturados e ponderando a extinção diante do avanço do garimpo ilegal em suas terras. Wild – Rede Selvagem Em clima de “A Máfia dos Tigres” brasileiro, a obra de Dener Giovanini segue um jornalista investigativo em contato com um dos maiores traficantes de animais silvestres do Brasil, revelando os bastidores dramáticos dessa atividade ilegal, que movimenta bilhões de dólares todos os anos e que coloca em risco de extinção diversas espécies. Mostra-me o Pai Por fim, “Mostra-me o Pai” é uma produção evangélica americana com agenda específica sobre o significado da família e paternidade.
Peter Dinklage mostra talento como cantor na TV americana
O ator Peter Dinklage, colecionador de prêmios Emmy por seu papel em “Game of Thrones”, apresentou ao mundo um novo talento, revelando o belo tom grave de sua voz de cantor ao interpretar uma das canções de seu novo filme, o musical “Cyrano”, durante participação no programa “The Late Show with Stephen Colbert”, que foi ao ar na noite de terça (30/11) nos EUA. Ele cantou “Your Name”, acompanhado por orquestra e os músicos gêmeos Aaron Dessner e Bryce Dessner, da banda The National, que são os responsáveis pelas músicas do filme. Embora novidade para o público da TV, o talento musical de Dinklage já era bem conhecido dos frequentadores dos teatros de Nova York. Aaron e Bryce Dessner conceberam a nova versão musical da peça “Cyrano de Bergerac” em 2018, com letras do cantor de sua banda, Matt Berninger, e da esposa dele, Carin Besser. E Dinklage foi o astro da montagem teatral original, cantando e dançando no papel-título. O musical agora vai chegar ao cinema, com direção de Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”) e lançamento marcado para março no Brasil. A obra de Edmond Rostand (1868-1918), uma das peças mais populares do teatro francês, já teve muitas versões cinematográficas. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”), mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian (agora um homem negro, Kelvin Harrison Jr. de “Os 7 de Chicago”). Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura de capa espada até comédia romântica moderna, mas será a primeira vez que vira um musical no cinema, permitindo a Peter Dinklage apresentar mais uma beleza artística do personagem tido como feio: sua voz. Veja abaixo a performance musical do ator, além de uma entrevista sobre a produção.
Novo pôster de “Turma da Mônica - Lições” recria capa dos quadrinhos originais
A Paris Filmes divulgou um novo pôster de “Turma da Mônica - Lições”, que recria a capa dos quadrinhos originais em que a produção se baseia. Compare abaixo. Assim como o primeiro filme, “Turma da Mônica - Laços”, a continuação é baseada numa graphic novel dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi. A produção traz de volta os quatro protagonistas, Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira), que desta vez enfrentam as dores do crescimento. A trama mostra como o excesso de brincadeira e falta de estudos faz a família da Mônica a trocar a menina de escola, separando-a de seus amiguinhos. A nova situação conduz os personagem a uma jornada de amadurecimento, que amplia seu mundinho com novas amizades e permite introduzir vários personagens dos quadrinhos de Mauricio de Sousa nas telas. As novidades ficam por conta de Malu Mader (professora) e os vários intérpretes de personagens conhecidos dos quadrinhos, como Isabelle Drummond (a Tina), Gustavo Merighi (o Rolo), Emily Nayara (Milena) e muitos outros. Novamente dirigido por Daniel Rezende, o filme tem estreia agendada para o fim de semana do Natal, no dia 23 de dezembro.
Casa Gucci: Herdeiros da família protestam contra o filme
Os herdeiros da família e do império de moda Gucci pretendem abrir uma ação legal contra os responsáveis pelo filme “Casa Gucci”, dirigido por Ridley Scott. Em comunicado de tom indignado enviado à imprensa italiana nesta segunda-feira (29/11), eles se disseram “perturbados” pela forma como seus familiares foram retratados, chamando o longa de “extremamente doloroso”. “A família Gucci reserva-se o direito de tomar todas as iniciativas (incluindo precesso) para proteger seu nome e imagem e a de seus entes queridos”, manifestaram-se os herdeiros do ex-presidente da Gucci, Aldo Gucci – interpretado no filme por Al Pacino. “Casa Gucci” é centrada no maior escândalo dos bastidores da grife, envolvendo Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário trocá-la por uma mulher mais nova. Como vingança, Patrizia encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. Além desta história, a produção também mostrou outros integrantes do clã, em performances exageradas que encontram paralelos em filmes sobre a máfia. A família Gucci afirma que Scott e os produtores de House of Gucci “não se preocuparam em consultar os herdeiros” do império da moda antes de retratar seus familiares como ‘bandidos, ignorantes e insensíveis ao mundo ao redor eles'”. “Isto é extremamente doloroso do ponto de vista humano. E um insulto ao legado sobre o qual a marca é construída hoje”, diz o comunicado. Eles se ressentiram especialmente da forma como Reggiani foi retratada “como uma vítima” no filme, situação que teria sido reforçada por declarações de Gaga e outros membros do elenco feitas durante a promoção do filme. Entretanto, a vítima é Maurizio Gucci, que foi assassinado, enquanto Regianni é reconhecidamente uma criminosa condenada. Ironizando a forma “misteriosa” encontrada pelo roteiro para mostrar Reggiani como “uma vítima tentando sobreviver em uma cultura corporativa machista”, os herdeiros lembraram que Gucci já era uma empresa inclusiva desde os anos 1970, e na década de 1980, retratada no filme, vários dos principais executivos da marca, entre eles a Presidente da Gucci América, a chefe de Relações Pública e Comunicação Global e uma integrante do conselho de diretores da Gucci América eram mulheres. “A Gucci é uma família que vive honrando o trabalho dos ancestrais, cujas memórias não merecem ser perturbadas para um espetáculo falso e injusto com os protagonistas”, finalizaram. O protesto acontece poucos dias após o estilista Tom Ford, ex-diretor criativo da Gucci, escrever uma crítica negativa do filme, apontando incongruências e invenções, além do tom equivocado da produção. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”, ele descreveu.












