American Assassin: Veja a primeira foto de Dylan O’Brien como um agente secreto impiedoso
A CBS Films divulgou a primeira imagem oficial do ator Dylan O’Brien (“Maze Runner”) no filme “American Assassin”. A produção gira em torno de Mitch Rapp (O’Brien), um jovem que, após uma tragédia pessoal, é recrutado pelo governo para se tornar um agente secreto impiedoso. O personagem protagonizou 14 livros de Vince Flynn, que faleceu em 2013. O elenco também inclui Michael Keaton (“Spotlight”), que viverá o agente responsável pelo treinamento de Rapp. Na trama, os dois participarão de uma missão secreta com um letal agente turco para evitar o início da 3ª Guerra Mundial no Oriente Médio. Taylor Kitsch (“John Carter”) também está no filme, escalado no papel de vilão. O roteiro da adaptação é de Stephen Schiff (roteirista de “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” e da série “The Americans”) e a direção está a cargo de Michael Cuesta (de “O Mensageiro” e da série “Homeland”). Ainda não há previsão para a estreia.
Motorrad: Terror brasileiro baseado em quadrinhos de desenhista da Marvel ganha primeiras fotos
A Filmland divulgou as primeiras fotos oficiais de “Motorrad”, novo filme do diretor Vicente Amorim (“Corações Sujos” e “Irmã Dulce”), que encerrou as filmagens nesta semana em Minas Gerais. O longa traz personagens criados pelo quadrinista Danilo Beyruth, um dos maiores nomes dos quadrinhos nacionais, que atualmente desenha para a Marvel (“Gwenpool”, “Deadpool vs. Gambit” e a nova série do “Motoqueiro Fantasma”) e também assinou as graphic novels “Bando de Dois”, sobre cangaceiros, “Necronauta”, de terror, e “Astronauta – Magnetar”, dedicada ao personagem espacial de Mauricio de Sousa. Sem revelar qual obra será adaptada, o filme tem roteiro de LG Bayão (“Ponte Aérea”, “O Vendedor de Sonhos”) e acompanha um grupo de motoqueiros, que entra em território proibido ao fazer uma trilha onde a beleza da paisagem é rapidamente substituída pelo medo da morte. Segundo a sinopse, enfrentar o que caça o grupo será tão difícil quanto a convivência entre eles. As filmagens duraram cinco semanas na Serra da Canastra, em Minas Gerais, com os atores Guilherme Prates (“Confissões de Adolescente”), Carla Salle (novela “Totalmente Demais”) e Emilio Dantas (“Em Nome da Lei”) no elenco. Ainda não há previsão para a estreia nos cinemas.
Pets – A Vida Secreta dos Bichos é a maior estreia de uma boa semana para ir ao cinema
A programação dos cinemas está bem animada nesta semana. A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” é a maior estreia, mas todas as opções oferecem bom entretenimento. São menos lançamentos, mas melhores que a média do ano. Cinco filmes capazes de agradar diferentes faixas etárias, e quatro deles com distribuição ampla. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” chega ao Brasil em 1.105 salas (das quais 583 são telas 3D e sete IMAX), mais de um mês após quebrar recorde de estreia nos EUA. Trata-se de novo acerto da Illumination, o estúdio de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015). Com 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a animação imagina como é o cotidiano dos bichos de estimação, quando os donos os deixam sozinhos em casa, e extrapola a premissa para uma aventura nas ruas perigosas da cidade grande. Os personagens são fofos, a história envolvente e as piadas mais engraçadas que as comédias atuais. Apesar da concentração de telas pelo título de censura livre, os suspenses “Águas Rasas” e “Nerve – Um Jogo sem Regras” também chegam aos principais shoppings do país com boa distribuição – respectivamente, em 393 e 322 salas. Ambos investem na tensão, mas o primeiro, que gira em torno de uma surfista (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”) atacada por tubarão, é mais efetivo. A premissa simples esconde um thriller excepcional, que rendeu os mesmos 76% de “Pets” no Rotten Tomatoes. Mais complexo, “Nerve” busca inspiração no vício das redes sociais e games online para colocar sua protagonista (Emma Roberts, da série “Scream Queens”) num jogo movido a adrenalina, que tende a terminar de forma fatal. Mesmo com alguns furos no roteiro, alcançou 61% de aprovação. A nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, estreia em 112 salas. E é um dos bons filmes do velho mestre, que vem encantando desde sua première na abertura do Festival de Cannes. Aprovado por 70% da crítica americana, a produção também é um novo exercício de nostalgia do cineasta, que usa seu alter-ego, desta vez vivido por Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), para visitar o glamour da era de ouro de Hollywood e a época do Café Society nova-iorquino – nome dado tanto a um nightclub quanto à geração elegante que passou a se reunir com os amigos e realizar festas em lugares públicos no começo do século 20. Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e novamente Blake Lively representam as atrações exercidas por cada um desses estilos de vida. Único lançamento com distribuição limitada, a comédia francesa “Lolo – O Filho da Minha Namorada” alcança apenas 23 telas e a menor cotação entre a crítica nos EUA – 50%. Escrito, dirigido e estrelado por Julie Delpy (da trilogia “Antes do Amanhecer”) com boa dose de humor negro, mostra como um filho mimado (Vincent Lacoste, de “O Diário de Uma Camareira”) é capaz de sabotar o namoro de sua mãe. O resultado é uma comédia romântica pouco convencional e pouco verossível, mas perspicaz em sua perspectiva feminina.
Kidnap: Halle Berry atropela quem impedi-la de encontrar seu filho em trailer tenso e cheio de ação
A Relativity divulgou o trailer de “Kidnap”, novo suspense estrelado por Halle Berry. A prévia mostra como o rapto do filho da protagonista desencadeia uma perseguição alucinada. Vendo que a burocracia policial permitirá que os criminosos consigam escapar, ela toma para si própria a tarefa de acelerar atrás do carro dos raptores, gerando acidentes de trânsito cinematográficos, enquanto passa por cima de todos os obstáculos para recuperar seu filho. A premissa demonstra como o instinto maternal pode transformar uma mulher numa fera – ou ao menos em Sigourney Weaver ao final de “Aliens – O Resgate” (1986). É uma boa comparação. Mas também não deixa de evocar uma versão materna de “O Silêncio do Lago” (1988) e “Breakdown – Implacável Perseguição” (1997). O roteiro é de Knate Gwaltney (produtor dos filmes da trupe “Jackass”) e a direção do espanhol Luis Prieto (série “Z Nation”). A estreia está marcada para 2 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
American Assassin: Taylor Kitsch e Dylan O’Brien vão se enfrentar em thriller de ação
Os atores Taylor Kitsch (“John Carter”) e Dylan O’Brien (“Maze Runner”) vão se enfrentar em “American Assassin”. Segundo o site Variety, Kitsch foi escalado para viver o vilão da trama, que pretende iniciar uma nova franquia cinematográfica centrada no personagem de Dylan O’Brien. “American Assassin” gira em torno de Mitch Rapp (O’Brien), um jovem que, após uma tragédia pessoal, é recrutado pelo governo para se tornar um agente secreto impiedoso. O personagem protagonizou 14 livros de Vince Flynn, que faleceu em 2013. O elenco também inclui Michael Keaton (“Spotlight”), que viverá o agente responsável pelo treinamento de Rapp. Na trama, os dois participarão de uma missão secreta com um letal agente turco para evitar o início da 3ª Guerra Mundial no Oriente Médio. O roteiro da adaptação é de Stephen Schiff (roteirista de “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” e da série “The Americans”) e a direção está a cargo de Michael Cuesta (de “O Mensageiro” e da série “Homeland”).
A Garota no Trem: Emily Blunt é testemunha suspeita no novo trailer legendado do suspense
A Universal Pictures divulgou o pôster nacional e um novo trailer legendado do aguardado suspense “A Garota no Trem”, que adapta o best-seller homônimo de Paula Hawkins. Ainda sem legendas, a prévia mergulha no emaranhado da trama, a partir do depoimento da personagem-título, vivida por Emily Blunt (“Sicario”) como suposta testemunha do desaparecimento da personagem de Haley Bennett (“O Protetor”). A prévia também revela que nem tudo pode ser como parece, ampliando as suspeitas sobre o crime. O livro é um fenômeno editorial, que foi disputado por vários estúdios interessados em sua adaptação, o que levou a comparações com a expectativa gerada por “Garota Exemplar” (2014). A trama acompanha Rachel (Blunt), uma mulher alcoólatra, deprimida e divorciada que tem como única distração usar sua viagem de trem diária para fantasiar histórias sobre as vidas dos outros passageiros e das pessoas que vê do lado de fora, até essa obsessão virar testemunho para o desaparecimento de uma mulher. Porém, vários detalhes de seu relato a tornam suspeita. Entre eles, o fato de a mulher desaparecida trabalhar como babá para seu ex-marido. O ótimo elenco também inclui Justin Theroux (série “The Leftovers”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível – Nação Secreta”), Edgar Ramirez (“Livrai-nos do Mal”), Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”), Allison Janney (série “Mom”), Laura Prepon (série “Orange Is the New Black”) e Lisa Kudrow (série “The Comeback”). A adaptação foi escrita por Erin Cressida Wilson (“Homens, Mulheres e Filhos”) e dirigida por Tate Taylor (“História Cruzadas”), e a estreia acontece em 27 de outubro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
Diretor de Irmã Dulce vai filmar personagens de desenhista brasileiro da Marvel
O diretor Vicente Amorim (“Corações Sujos” e “Irmã Dulce”) está começando a filmar seu novo projeto, “Motorrad”, baseado em personagens criados por Danilo Beyruth, desenhista brasileiro da Marvel (“Gwenpool”, “Deadpool vs. Gambit” e a vindoura nova série do “Motoqueiro Fantasma”), que também assinou as graphic novels “Bando de Dois”, sobre cangaceiros, “Necronauta”, de terror, e “Astronauta – Magnetar”, dedicada ao personagem espacial de Mauricio de Sousa. Sem revelar qual obra será adaptada, o filme vai acompanhar um grupo de motoqueiros forçados a enfrentar a ameaça de algo que os caça numa trilha misteriosa. Vale observar que sinopse tem gancho para a estreia cinematográfica do Necronauta, o super-herói dos mortos (veja a imagem acima). Com produção da Filmland, as filmagens vão começar nesta semana na Serra da Canastra, com os atores Guilherme Prates (“Confissões de Adolescente”), Carla Salle (novela “Totalmente Demais”) e Emilio Dantas (“Em Nome da Lei”) no elenco.
Novo filme de ação de Tom Cruise é adiado e muda de nome
A Universal Pictures decidiu fazer duas alterações radicais no lançamento do novo filme de ação de Tom Cruise. Para começar, o thriller, que foi filmado como “Mena”, será lançado com outro título: “American Made”. Além disso, sua estreia, prevista para janeiro, sofreu um adiamento de oito meses, e agora só vai chegar aos cinemas daqui a mais de um ano, em setembro de 2017. Segunda parceria entre Tom Cruise e o diretor Doug Liman, após o bem-sucedido “No Limite do Amanhã” (2014), “American Made” conta a história de Barry Seal, um piloto norte-americano que, na década de 1980, trabalhou para o narcotraficante Pablo Escobar, chefe do cartel de Medellín, e que após ser preso aceitou virar informante da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos. O personagem apareceu brevemente na série “Narcos”, do Netflix, interpretado por Dylan Bruno (série “Numb3rs”). Cruise vive Seal na produção, que foi marcada por uma tragédia. Durante as filmagens, a queda de um avião usado pela produção na Colômbia, matou dois membros da equipe e deixou um terceiro em estado grave. As autoridades locais informaram que as más condições do tempo provocaram o acidente.
Ator-mirim de Onde Vive os Monstros reluta em virar serial killer em trailer de suspense
A IFC divulgou os pôsteres e o trailer de “I Am Not a Serial Killer”, suspense que combina tensão e humor negro, estrelado por dois atores mais conhecidos por seus papéis em filmes infanto-juvenis: Christopher Lloyd, o eterno Dr. Emmett Brown em “De Volta Para o Futuro” (1985), e Max Records, o jovem protagonista de “Onde Vivem os Monstros” (2009). Já crescido, o adolescente estrela a trama, demonstrando tendências sombrias. Propenso a virar um serial killer, ele luta contra seus impulsos, mas acaba testemunhando o trabalho de um verdadeiro assassino, e sua curiosidade o leva a investigar o caso por conta própria, levando-o à beira da insanidade. O elenco também inclui Laura Fraser (série “Breaking Bad”), Karl Geary (“Hamlet”) e Bruce Bohne (“Madrugada dos Mortos”). Escrito e dirigido pelo irlandês Billy O’Brien (“Quarentena”), o filme teve première no festival americana SXSW e estreia em 26 de agosto nos EUA – em circuito limitado e VOD.
Joel Edgerton negocia ser seduzido por Jennifer Lawrence em thriller de espionagem
O ator Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) está negociando com a Fox para coestrelar o thriller de espionagem “Red Sparrow”, ao lado de Jennifer Lawrence (“X-Men: Apocalipse”). A informação é do site da revista Variety. O filme é uma adaptação do best-seller “Roleta Russa”, escrito por Jason Matthews, ex-agente da CIA que se deu bem no ramo da espionagem fictícia. A trama conta a história de Dominika Egorova (vivida por Lawrence), uma jovem que, após ver o frustrado o sonho de entrar para o balé Bolshoi, decide ingressar no serviço secreto da Rússia. Especializando-se na técnica da sedução, ela recebe a missão de conquistar o agente da CIA Nathaniel Nash (papel cotado para Edgerton), responsável por coordenar o trabalho de um informante americano na Rússia. A produção vai voltar a reunir Jennifer Lawrence com o diretor Francis Lawrence, após os dois trabalharem juntos em três filmes da franquia “Jogos Vorazes”, e também com o roteirista Eric Warren Singer, que assinou “Trapaça” (2013). Antes de Francis Lawrence, David Fincher (“Garota Exemplar”) chegou a ser cogitado para assumir o projeto, mas não aceitou os termos do contrato. A estreia está prevista para o dia 10 de novembro de 2017 nos EUA.
Berlin Station: Comerciais apresentam nova série de espionagem com ator de O Hobbit
O canal pago Epix divulgou os comerciais de “Berlin Station”, sua primeira série dramática, que traz Richard Armitage (trilogia “O Hobbit”) no papel principal. Criada pelo estreante Olen Steinhauer e o veterano Bradford Winters (série “Boss”), a série é um thriller de espionagem que acompanha as atividades do agente da CIA Daniel Meyer (Armitage) numa missão secreta em Berlim, Alemanha. Com a ajuda de um espião veterano (Rhys Ifans, de “O Espetacular Homem-Aranha”), Daniel tenta identificar quem é Thomas Shaw, responsável por divulgar para o público informações secretas do governo. Durante suas investigações, ele se depara com uma conspiração que liga o caso a Washington. O elenco da produção também inclui Richard Jenkins (minissérie “Olive Kitteridge”), como o veterano da Guerra Fria que atua como chefe da CIA em Berlim, e Michelle Forbes (série “Powers”), como a chefe de um dos departamentos da agência em Berlim. A produção é uma parceria da Anonymous Content e da Paramount e a estreia está marcada para 16 de outubro nos EUA.
Jason Bourne: Personagem de Alicia Vikander faz parte dos planos de continuação da franquia
O diretor Paul Greengrass, que assina “Jason Bourne”, revelou seus planos para o futuro da franquia. Em conversa com o site Deadline, ele deixou claro que criou os personagens de Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”) e Riz Ahmed (“O Abutre”) para incluí-los em possíveis continuações. “Na medida do possível, tentei construir um futuro para a franquia nesse novo filme, e os personagens de Alicia Vikander e Riz Ahmed são parte integral disso”, disse Greengrass, que, além de dirigir, assina o roteiro da produção com o montador Christopher Rouse. “Eu queria personagens que fossem da nossa realidade contemporânea, porque se você olhar para ‘O Ultimato Bourne’, ele é um filme um pouco datado dos anos 2000, e estamos em um mundo diferente, com um tipo de público diferente, hoje em dia”, continuou. “Eu queria criar personagens que vivessem nesse mundo de mídia social e essas outras coisas, e adoraria que alguém na Universal percebesse isso e retomasse de alguma forma. Não estou dizendo que não farei mais Bourne, mas o plano está aí mesmo que não seja comigo”. Além dos personagens citados, também foram introduzidos dois novos personagens no filme em 2012, chamado de “O Legado Bourne” e estrelado por Jeremy Renner e Rachel Weisz. Até recentemente, a Universal pretendia realizar um filme centrado em Aaron Cross, o papel de Renner.
Ação eletrizante de Jason Bourne começa a ficar repetitiva
“Jason Bourne”, título preguiçoso da quarta aventura do agente interpretado por Matt Damon – aquele com Jeremy Renner não conta -, é um filme para deleite dos fãs da franquia, que resgata as lutas cruas, secas, suadas, assim como as perseguições empolgantes que deixam qualquer filme da série “Velozes e Furiosos” no chinelo – um mérito da montagem histérica de Christopher Rouse, premiada com o Oscar por “O Ultimato Bourne” (2007). Como pontos positivos, também contam o olhar documentarista de Paul Greengrass de volta à direção, e Damon retomando seu papel de protagonista, porque não dá para engolir qualquer outro ator num filme de Jason Bourne. Adicionam-se à equação novos intérpretes de peso e 100% competentes – destaque para Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”) e, principalmente, a gloriosa Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”), que quase transformam o herói da franquia em coadjuvante de seu próprio filme. E, claro, Bourne falando pouco, fazendo cara de “não me toque”, ora dando porrada, ora desaparecendo e andando/pilotando para lá e para cá. Tem até a trilha habitual e nervosa de John Powell (dividida aqui com David Buckley) e a musiquinha tradicional do Moby nos créditos finais. Ou seja, tudo em seu devido lugar. Faltou apenas um roteiro que justificasse tudo isso, uma trama tão ágil e eletrizante quanto as cenas de ação, capaz de transformar o filme num recomeço para a franquia, e não apenas uma versão similar do que já foi visto antes. A trama se resume a uma correria, porque é um fiapo de história, como aconteceu em “O Ultimato Bourne”, mas ali o que importava era o protagonista concluir a jornada recuperando de vez sua memória. O final da trilogia original, com Bourne nadando, sugeria uma vida em fuga, jamais em paz. Pois voltar para o fogo cruzado apenas conduz o protagonista para um ciclo infinito de mesmice. Só não dá para lamentar a ausência de Tony Gilroy como roteirista. Ele pode ter assinado a ex-trilogia, mas sem filtro de Greengrass e Damon mostrou do que realmente era capaz no infame “O Legado Bourne” (2012). O texto do novo filme foi construído pelo próprio Greengrass e o exímio montador Christopher Rouse com carinho pela série e uma preocupação sobre segurança e privacidade das informações numa era pós-Edward Snowden. Mesmo assim, o script é repleto de coincidências forçadas, reviravoltas pouco criativas e uma desnecessária intenção de emprestar ao retorno de Bourne uma motivação mais pessoal que a premissa contada em “A Identidade Bourne” (2002). Enfim, são clichês capazes de fazer a série continuar para sempre, ainda que esse novo filme já repita algumas ideias que deram certo nos filmes anteriores. Pelo menos serve para matar a saudade, após quase uma década sem ver o personagem. Mas uma provável continuação terá a obrigação de ousar mais.












