Record desenvolve sua primeira série de terror, baseada em Lendas Urbanas
A rede Record anunciou que vai produzir uma série de terror, batizada de “Lendas Urbanas”. A novidade foi divulgada por Paulo Franco, supervisor artístico e de produção da emissora, durante o Rio Content Market, um dos maiores eventos do mercado de audiovisual da America Latina. A primeira incursão da Record no gênero do terror tratará de lendas urbanas famosas no Brasil, como a Loira do Banheiro, fantasma que costuma assustar estudantes nas escolas, e a Gangue do Palhaço, que circula em uma Kombi para raptar crianças nas periferias para o tráfico de órgãos. A produção será independente, a cargo da produtora Sentimental Filme. Segundo Paulo Franco, a Record continuará priorizando a produção de novelas, principalmente bíblicas, mas também investirá em séries curtas, exibidas em todos os dias de uma semana. Entre os projetos em andamento, também constam biografias da banda Mamonas Assassinas e do pujilista Maguila. Ele também confirmou a 3ª temporada de “Conselho Tutelar”.
Estreias: Pior filme da franquia Divergente chega a mais de mil cinemas
O penúltimo episódio da saga “Divergente” é a maior estreia da semana, alcançando 1.023 salas de cinema. A ocupação é a maior de toda a franquia, atingindo quase o dobro das salas que receberam “Divergente” (524) em 2014 e acima de “Insurgente” (837), de 2015. A má notícia é que “A Série Divergente: Convergente” também é o pior filme dos três. Repetindo o que vem sendo feito com as adaptações da literatura juvenil desde o final de “Harry Potter”, o último livro foi dividido em dois filmes, mas no caso de “Convergente” não daria meio longa-metragem. Tanto que os roteiristas se desviaram da história original. E o resultado é lamentável. A nota no Rotten Tomatoes resume tudo: 0% de avaliação na média da crítica americana. Como o filme vai ocupar um terço de todo o parque exibidor, que já se encontra sobrecarregado com “Kung Fu Panda 3”, “Deadpool” e “Os Dez Mandamentos”, todos os demais lançamentos da semana ficaram restritos ao circuito limitado. De fato, as condições de ocupação até criaram um paradoxo: o lançamento limitado de shopping center. Caso do filme “Little Boy – Além do Impossível”, produção mexicana, falada em inglês, que explora a fé alheia com uma fábula moralista sobre milagres, ridicularizada pela crítica americana – 21% no Rotten Tomatoes. Chega em 26 salas, todas na rede Cinépolis (por sinal, também de origem mexicana). Apesar dessa distribuição dirigida, “Little Boy” consegue ser um dos maiores lançamentos da semana, tão poucas foram as salas que sobraram. A falta de espaço prejudicou até um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos, “Boa Noite, Mamãe”, filme austríaco mais premiado de 2015, que chega em 48 cinemas. Talvez o fato de não ser falado inglês amedronte mais o circuito que sua trama. Releve, pois o longa venceu o famoso festival de cinema fantástico de Stiges, considerado o “Cannes do terror”. Sua história, sobre duas crianças gêmeas que não reconhecem mais a própria mãe, após ela passar por cirurgia plástica, ultrapassou até os limites de gênero, conquistando o “Oscar austríaco” como Melhor Filme do ano, além do troféu de Melhor Direção de Fotografia da Europa, respectivamente pelas Academias Austríaca e Europeia. Para completar, tem 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, a melhor cotação entre todas as estreias da semana. Outro destaque do circuito, “Tudo Vai Ficar Bem” marca o retorno do cineasta alemão Wim Wenders à ficção após dois documentários premiados, “Pina” (2011) e “O Sal da Terra” (2014). Mas não impressionou a crítica – 22% no Rotten Tomatoes. Traz James Franco como um escritor envolvido em uma tragédia. O que o distingue de um melodrama convencional é justamente a filmagem do diretor, que usa 3D para perscrutar os recônditos dos personagens. O detalhe é que será exibido no Brasil somente em 20 salas de projeção convencional. Incrível. Os demais lançamentos são praticamente invisíveis. O documentário “Glauco do Brasil”, sobre o pintor tropicalista Glauco Rodrigues, chega em quatro salas (duas no Rio, uma em Florianópolis e uma em Curitiba), assim como o drama francês “É o Amor”, em que o corso Paul Vecchiali (“Noites Brancas no Pier”) aborda a infidelidade (duas em São Paulo, uma em Porto Alegre e uma em Goiânia). Para completar, duas estreias chegam exclusivamente em São Paulo: o romance francês “Astrágalo” (Imovision), que a atriz Brigitte Sy (“Um Lugar na Terra”) filmou em preto e branco com ecos da nouvelle vague, e a dramédia “O Presidente”, do iraniano Mohsen Makhmalbaf (“A Caminho de Kandahar”), sobre um ditador deposto, que se disfarça de sem-teto para escapar do linchamento com seu pequeno príncipe desencantado. Cada um desses filmes chega em apenas uma sala. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
Geena Davis vai estrelar projeto de série baseada em O Exorcista
A produção do piloto da série baseada em “O Exorcista” definiu seu elenco central, com destaque para a participação da veterana atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”). Segundo o site Variety, ela viverá Angela Rance, a mãe das duas garotas protagonistas, indicando que a série será bem diferente do filme de 1973. Além dela, também foram confirmadas as participações de Brianne Howey (série “Scream Queens”) e Hannah Kasulka (“The Fosters”) como as filhas da sua personagem. A sinopse indica que Brianne será a jovem possuída da trama. Ela viverá Charlotte, uma ex-bailarina que já foi a filha de ouro, mas que não tem sido a mesma desde um terrível acidente. Agora deprimida, anti-social e experimentando mudanças de humor, seu comportamento leva sua mãe a acreditar que ela pode estar influenciada por um demônio, embora a ideia faça Charlotte dar risada. Encomendado pela rede americana Fox, o projeto foi desenvolvido pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”) como uma versão moderna da trama clássica, originalmente baseada num livro de William Peter Blatty. O que permanece igual é a participação de dois homens, que investigam um caso de possessão numa família e acabam confrontando a verdadeira face do mal. O mexicano Alfonso Herrera (ex-“Rebelde”, atualmente na série “Sense8”) e o inglês Ben Daniels (série “House of Cards”) viverão os padres. A direção do piloto está a cargo do cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”). Por enquanto, a rede Fox encomendou apenas o piloto, que precisará ser aprovado para “The Exorcist” (o título original) virar série. O projeto se junta a outras adaptações recentes de clássicos de terror para a TV, como “Bates Motel”, que serve de prólogo para “Psicose” (1960), e “Damien”, continuação de “A Profecia” (1976), cuja estreia aconteceu na segunda (7/3) nos EUA.
Remake de Suspiria será estrelado por Dakota Johnson e Tilda Swinton
Os rumores sobre o remake do clássico de terror “Suspiria” (1977), de Dario Argento, já tem mais de uma década, mas parece que agora vai. Com a confirmação que a refilmagem será conduzida por outro diretor italiano, Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), a produção começa a definir seu elenco. Segundo o site The Playlist, o cineasta vai voltar a trabalhar com sua atriz favorita, Tilda Swinton, que dirigiu em “Um Sonho de Amor” (2009) e “A Bigger Splash” (2015), e Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Além disso, Guadagnino revelou que a sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. “O filme de Argento foi um momento muito representativo do meu crescimento porque o vi quando tinha 14 anos e ele me mudou para sempre”, disse Guadagnino. “Meu filme será sobre o conceito da maternidade e sobre a sua poderosa força. O original era talvez um filho da sua época. É muito delicado, quase infantil. Tenho muito interesse na literatura e no cinema alemão, por isso a minha versão vai se focar bastante naquele momento de 1977, quando a Alemanha estava dividida e a nova geração pedia que a anterior reconhecesse o débito do pós-guerra, contrariando os pais que negavam a própria responsabilidade”. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007).
Ridley Scott vai produzir nova série de terror para o canal de The Walking Dead
O cineasta Ridley Scott vai produzir “The Terror”, nova série de terror do canal AMC, que lidera a audiência da TV paga americana graças a uma produção do gênero, “The Walking Dead”. Pela descrição do canal, cada temporada contará uma história diferente com um novo elenco, ao estilo de “American Horror Story” Entretanto, a 1ª temporada de 10 episódios será baseada no livro de mesmo nome do escritor Dan Simmons, que se passa em 1847 e acompanha uma expedição da Marinha Real britânica. Durante uma viagem malfada pelo Ártico, a expedição é atacada por um misterioso predador, que persegue o navio e sua tripulação. A partir disso, uma jornada em busca da sobrevivência tem início. O projeto está sendo escrito por David Kajganich (“Os Invasores”), que será co-showrunner da série, ao lado do roteirista-produtor Soo Hugh (criador de “The Whispers”). “Nós temos nos focado em desenvolver essa incrível história para a televisão com esses ótimos parceiros já por uns dois anos, e acreditamos que ela fornece um rico material dramático e também uma oportunidade para explorar o formato das antologias”, disse Joel Stillerman, executivo responsável pela programação original do AMC. A estreia de “The Terror” está prevista para 2018.
O Sono da Morte: Terror estrelado pelo menino de O Quarto de Jack ganha trailer legendado
A PlayArte divulgou o trailer legendado do terror “O Sono da Morte” (Before I Wake), que destaca o ator-mirim Jacob Tremblay, revelação de “O Quarto de Jack” (2015). A prévia resume bem a trama, que volta a desenvolver a temática favorita do diretor Mike Flanagan (“O Espelho”): os conflitos de uma família com o além. Além do vídeo, foram divulgados três pôsteres internacionais da produção. Na trama, um casal que perdeu seu filho resolve adotar outro da mesma idade, mas coisas estranhas começam a acontecer assim que o menino (Tremblay) dorme em sua nova casa. Os sonhos do pequeno Cody se tornam realidade, o que, a princípio, cria situações singelas, mas se transformam radicalmente quando viram pesadelos. O elenco inclui Kate Bosworth (“Para Sempre Alice”) e Thomas Jane (série “Hung”) como os pais do menino, além de Anabeth Gish (série “Sons of Anarchy”) como a funcionária responsável pela adoção. A estreia está marcada para 8 de abril nos EUA e apenas dois meses depois, em 16 de junho, no Brasil.
A Bruxa não vulgariza sustos para invocar seu impressionante clima macabro
Com seu longa-metragem de estreia, Robert Eggers encantou a crítica, assustou Stephen King e foi premiado como Melhor Diretor do Festival de Sundance do ano passado. E o que tem causado tanta comoção em torno de “A Bruxa”, além da condução intrigante e muitas vezes aterroridora, é sua proposta de não vulgarizar os sustos. O filme se passa na Nova Inglaterra, nos anos 1630, algumas décadas antes dos acontecimentos terríveis de Salem, quando a histeria coletiva, alimentada pela ignorância e o medo do desconhecido, fez com que 14 mulheres fossem condenadas à morte por bruxaria. Na trama, uma família de ingleses puritanos se muda para um lugar bonito e verdejante, à beira de uma floresta, devido a uma divergência de ordem dogmática, e passa a ser alvo dos ataques de uma força estranha que habita as redondezas. A tragédia começa a partir do desaparecimento de um bebê, enquanto a filha mais velha, Thomasin (a revelação Anya Taylor-Joy, excelente), brinca com a criança. Eggers não esconde o fato de que existe uma bruxa, de que a criança foi mesmo sequestrada por ela. E o pouco que é mostrado dessa misteriosa mulher basta para alimentar um clima macabro impressionante, que só cresce à medida que a história avança e os ataques à família aumentam. Há, por sinal, uma tradição do cinema de horror de usar crianças em cenas particularmente perturbadoras. E “A Bruxa” não foge à regra. As duas crianças gêmeas, que cantam e pulam alegremente, mesmo diante de uma tragédia familiar, costumam brincar com um bode preto. O bode, esse animal que costuma ser associado à figura do diabo em muitos filmes e livros. O jovem cineasta investe no macabro dessas associações satânicas para construir uma história sobre bruxaria e possessão, cheia de mistério e momentos sinistros, e potencializada pela sensação de paranoia, que explora a ideia de que a jovem Thomasin teria feito um pacto demoníaco. É possível ver a “Bruxa” como uma parábola sobre como o diabo se aproveita da dúvida e da fragilidade humana em geral. Mas o filme também pode ser taxado de satanista, pelo viés libertador que prega, ainda que de maneira relativamente sutil – o filme tem endosso do Templo Satânico. Isto porque “A Bruxa” segue na contramão da maioria dos filmes do gênero, que evidenciam conceitos cristãos, aproximando-se mais de filmes pagãos como o clássico “O Homem de Palha” (1973), de Robin Hardy. Além do excelente trabalho de condução dessa atmosfera, “A Bruxa” ainda se mostra transgressor em vários níveis, já que a simpatia inicial despertada pela família puritana vai diminuindo, à medida que a trama revela o modo como o patriarca (Ralph Ineson, da franquia “Harry Potter”) e sua esposa (Kate Dickie, de “Game of Thrones”) tornam pesado o fardo dos jovens. Eggers se utiliza de símbolos e superstição para fazer uma saudável crítica à ideia de que todos nascem com pecado, mostrando o quanto isso mexe com a cabeça das pessoas, deixando-as à mercê de um sentimento de culpa que lhes dilacera a alma. O fato é que a história é muito boa, mas a direção e o modo como o filme se desenvolve – lentamente, com planos curtos e minimalistas – é que fazem a diferença nessa obra, cuja beleza está definitivamente associada ao que de mais tétrico o cinema já invocou.
Lady Gaga confirma que participará da 6ª temporada de American Horror Story
A cantora e agora atriz Lady Gaga confirmou que participará da 6ª temporada de “American Horror Story”. Ela deu a notícia em entrevista à rádio Z100, de Nova York, mas não revelou qual será o tema do novo arco narrativo. Lady Gaga venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em janeiro por seu papel como a Condessa Elizabeth, dona do misterioso Hotel Cortez da 5ª temporada da série. Ainda não há muitas informações sobre a próxima temporada de “American Horror Story”, mas John Landgraf, executivo do canal FX, já adiantou que a nova leva de episódios, prevista para o final do ano, será situada no presente, porém com “ecos do passado”.
Clipe do Massive Attack com a atriz Rosamund Pike homenageia dois clássicos do terror
A atriz Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) é a estrela do clipe da nova música da banda inglesa Massive Attack, “Voodoo In My Blood”, que tem clima e nome de filme de terror. Ela aparece sozinha no vídeo sinistro, andando por um túnel do metrô, quando se depara com uma esfera flutuante. O encontro gera uma reação bizarra, levando-a a gargalhar, até que a esfera se abre e revela uma lâmina que perfura seu olho. O ataque tem efeito epilético, levando-a a se contorcer, arrastar-se pelo chão molhado, bater contra as paredes e entrar em desespero, enquanto perde o controle. Fãs do cinema de terror são capazes de reconhecer rapidamente as duas referências principais do vídeo: a esfera mortal do clássico “Fantasma” (1979) e a crise de Isabelle Adjani na célebre cena do metrô de “Possessão” (1981). Por coincidência, tanto o ator Angus Scrimm, intérprete do Homem Alto que lançava as esferas de “Fantasma”, quanto o diretor Andrzej Zulawski, de “Possessão”, morreram nos primeiros meses deste ano. O diretor do clipe é Ringan Ledwidge, que também já dirigiu um filme de terror, “A Face Oculta do Mal” (2006). A música faz parte do EP “Ritual Spirit”, lançado em fevereiro, e foi gravada em parceria com a banda escocesa de hip-hop Young Fathers.
Estreias: Kung Fu Panda 3 chega em mais de mil salas em semana com dez lançamentos
Maior estreia da semana, “Kung Fu Panda 3” chega em mais de mil salas de cinema (654 em 3D) após quebrar recorde de bilheteria na China, num circuito 47% maior que o do longa anterior, que estreou em 714 salas em 2011. A aposta, por sinal, mais que dobra em relação à estreia da franquia em 2008, quando o primeiro “Kung Fu Panda” foi lançado em 417 salas. A esta altura, os personagens são bem conhecidos, o que supõe maior interesse. Mas o filme é para crianças e chega tarde, um mês após o lançamento original nos EUA, numa “estratégia” que lhe custa o benefício do período das férias escolares. Embora os golpes do kung fu animado conquistem um terço de todos os cinemas do país, duas comédias que já fracassaram nos EUA tentam recuperar o investimento nos shoppings brasileiros, com distribuição maior que suas “qualidades”. Lançada em quase 300 salas, “Cinquenta Tons de Preto” exibe uma paródia de “Cinquenta Tons de Cinza”, realizada pelos responsáveis por “Inatividade Paranormal”, enquanto “Zoolander 2” ocupa metade desse espaço com a continuação de uma comédia antiga (2001) de Ben Stiller sobre o universo da moda. O primeiro ridiculariza o que já é ridículo, o segundo tenta bater o recorde de aparições de celebridades, e ambos entregam esquetes em vez de histórias. O drama “Um Homem entre Gigantes” também falhou em empolgar público e crítica americanos. Cinebiografia do médico imigrante que enfrentou a liga de futebol americano para denunciar as condições de saúde dos atletas deste esporte violento, tem como destaque a boa interpretação de Will Smith, que chegou a acreditar na possibilidade de uma indicação ao Oscar. Ela não veio porque o resto – roteiro, direção, etc – não acompanhou seu desempenho. Lançado há seis semanas e já quase fora de cartaz nos EUA, o filme deu prejuízo, o que leva o estúdio a buscar o mercado internacional. Infelizmente, com expectativas acima das possibilidades: 74 salas é muita ambição para um filme sobre um esporte não olímpico e pouco apreciado no Brasil. Ironicamente, o melhor “filme americano” da semana é um terror. Gênero subestimado, de vez em quando revela boas surpresas como esta “A Bruxa”, que rendeu ao estreante Robert Eggers o prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance 2015, além de revelar a atriz Anya Taylor-Joy, que deve aparecer em mais quatro filmes nos próximos 10 meses. Fãs de terror convencional podem ter dificuldades com sua abordagem, que explora a atmosfera, a locação e a presença assustadora de um bode, misturando sangue e delírio de forma perturbadora. A trama se passa numa fazenda isolada e distante do século 17, onde vive um casal temente a Deus e seus cinco filhos, até que o desaparecimento de um bebê recém-nascido gera suspeitas da existência de uma bruxa nas redondezas. Um detalhe interessante é que se trata de um coprodução brasileira, com participação da RT Features, do produtor Rodrigo Teixeira, o que justifica seu lançamento pouco “indie”, em 97 salas. Mais uma curiosidade nacional é oferecida ao público em “Meu Amigo Hindu”. A volta de Hector Babenco, após nove anos sem filmar, é estrelada por um americano, Willem Dafoe, e foi originalmente filmada em inglês. Mas o elenco de apoio e as locações são de novela brasileira. O que leva a uma ironia peculiar: o filme ganhou dublagem nacional para chegar a 44 cinemas. A trama evoca um drama particular do diretor, usando Dafoe como seu alter ego, e resulta num longo filme de doença. Escolhido para abrir a Mostra de São Paulo do ano passado, agradou apenas aos críticos mais velhos, que tendem a ser reverentes. O maior lançamento brasileiro, porém, é outro. Uma comédia, é claro. E, como de praxe, com o subtítulo “O Filme”. Trata-se de “Apaixonados – O Filme”, que, apesar de se passar no carnaval, também é hollywoodiana, seguindo a fórmula da comédia romântica como conto de fadas. A direção é de Paulo Fontenelle, que chega ao terceiro longa sem demonstrar muita evolução – continua confundindo atores da rede Globo com talentos e roteiros televisivos com cinema. Pelo tempero nacional, “Apaixonados” sai-se melhor que os péssimos “Se Puder… Dirija” (2013) e “Divã a 2” (2015), mas compartilha com eles a previsibilidade de sua história. Em 124 salas. Como costuma acontecer em toda semana, o circuito limitado destaca um lançamento francês. Desta vez, um drama romântico de características surreais, “Fique Comigo”, que traz a atriz Isabelle Huppert (“Amor”) numa de suas histórias paralelas. Estreia em 11 salas em apenas quatro cidades. A programação se completa com dois filmes japoneses lançados de forma restrita. “Black Butler – O Mordomo de Preto”, que chega em apenas três salas no Rio, é adaptação de um mangá sobre um mordomo do inferno, que serve a um mestre em troca de sua alma. No filme, o mestre é uma mestra, o que gera subtexto de dominação sadomasoquista. O visual neogótico completa o pré-requisito cult, mas a trama é boba – uma história de vingança – e filmada de forma exagerada, como se fosse uma animação – o anime derivado dos quadrinhos, por sinal, é mais conhecido pelo título “O Mordomo Sombrio”. Por fim, “Nossa Irmã Mais Nova” é a obra mais recente de Hirokazu Koreeda, um dos maiores mestres dedicados a dramas sobre crianças no cinema contemporâneo – diretor dos sensíveis “Ninguém Pode Saber” (2004), “Andando” (2008) e “Pais e Filhos” (2014). O longa acompanha três irmãs que descobrem, no funeral do pai que as abandonou pequenas, que têm uma quarta irmã mais nova e, num ato impulsivo, a convidam a viver com elas. A chegada da quarta irmã perturba o ambiente da família materna, mas, como a mãe das jovens também as abandonou quando eram adolescentes, elas se sentem acima das críticas. Terno, tocante e encantador, “Nossa Irmã Mais Nova” é um filme que faz bem. Infelizmente, fará bem a poucos, lançado em apenas duas salas em São Paulo. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
Fear the Walking Dead: Trailer da 2ª temporada mostra ataque zumbi no mar
O canal pago americano AMC divulgou o trailer da 2ª temporada de “Fear The Walking Dead”, passada no mesmo universo de “The Walking Dead”. A prévia mostra os sobreviventes num barco, tendo que lidar com mortos-vivos no mar e em suas tentativas de chegar à terra-firme. A série, que teve apenas seis episódios em sua temporada inaugural, voltará maior em seu segundo ano, com 15 capítulos, que começam a ser exibidos a partir de 10 de abril nos EUA. Entretanto, a temporada será dividida em duas partes, com os últimos oito episódios reservados para o segundo semestre, com exibição ainda sem data definida. O plano é intercalar o spin-off com a série principal, “The Walking Dead”, deixando o ano inteiro tomado por zumbis.
Penny Dreadful: Veja os comerciais legendados da 3ª temporada
O canal pago brasileiro HBO divulgou os comerciais legendados da 3ª temporada da série “Penny Dreadful”. As prévias têm clima macabro, acompanhando o destino trágico dos protagonistas, em especial o encarceramento de Vanessa Ives (Eva Green, em performance arrepiante) num hospício, a perda de controle do lobisomem Ethan (Josh Hartnett) e o baile sangrento promovido por Lily (Billie Piper) e Dorian Gray (Reeve Carney). A nova temporada deve incluir novos personagens da literatura gótica britânica, como o Dr. Jeckyll, de “O Médico e o Monstro”, vivido por Shazad Latif (“O Exótico Hotel Marigold 2”), e a Dra. Seward, versão feminina do psiquiatra visto em “Drácula”, interpretada por Patti LuPone – que fez participação especial na 2ª temporada como a bruxa Joan Clayton. Na trama, ela estará novamente envolvida com Vanessa Ives, buscando tratar seus distúrbios de uma forma não convencional. O elenco também terá Christian Camargo (série “Dexter”) como o Dr. Alexander Sweet, zoólogo que forma uma amizade improvável com Vanessa, Samuel Barnett (“O Destino de Júpite”) como o jovem e misterioso secretário da Dra. Seward, Wes Studi (série “The Read Road”) como Kaetenay, um intenso e enigmático nativo-americano com uma profunda ligação com Ethan (Josh Hartnett) e que se tornará um aliado de Sir. Malcolm (Timothy Dalton), e Jessica Barden (“Hanna”) como Justine, que se envolverá com Dorian Grey. “Penny Dreadful” só retorna à TV americana em 1 de maio, com nove episódios no canal pago Showtime. No Brasil, a nova temporada também será exibida em maio pelo HBO.
Penny Dreadful: Veja o pôster e novos comerciais macabros da 3ª temporada
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster novos comerciais da 3ª temporada da série “Penny Dreadful”. A prévia tem clima macabro, acompanhando o destino trágico dos protagonistas, em especial o encarceramento de Vanessa Ives (Eva Green, em performance arrepiante) num hospício, a perda de controle do lobisomem Ethan (Josh Hartnett) e o baile sangrento promovido por Lily (Billie Piper) e Dorian Gray (Reeve Carney). A nova temporada deve incluir novos personagens da literatura gótica britânica, como o Dr. Jeckyll, de “O Médico e o Monstro”, vivido por Shazad Latif (“O Exótico Hotel Marigold 2”), e a Dra. Seward, versão feminina do psiquiatra visto em “Drácula”, interpretada por Patti LuPone – que fez participação especial na 2ª temporada como a bruxa Joan Clayton. Na trama, ela estará novamente envolvida com Vanessa Ives, buscando tratar seus distúrbios de uma forma não convencional. O elenco também terá Christian Camargo (série “Dexter”) como o Dr. Alexander Sweet, zoólogo que forma uma amizade improvável com Vanessa, Samuel Barnett (“O Destino de Júpite”) como o jovem e misterioso secretário da Dra. Seward, Wes Studi (série “The Read Road”) como Kaetenay, um intenso e enigmático nativo-americano com uma profunda ligação com Ethan e que se tornará um aliado de Sir. Malcolm (Timothy Dalton), e Jessica Barden (“Hanna”) como Justine, que se envolverá com Dorian Grey. “Penny Dreadful” só retorna à TV americana em 1 de maio, com nove episódios no canal pago Showtime. No Brasil, a série é exibida pelo HBO.












