The Walking Dead: Sinopse da 7ª temporada revela domínio completo de Negan sobre o grupo de Rick
O canal pago americano AMC divulgou a sinopse oficial da 7ª temporada de “The Walking Dead”. O texto adianta detalhes da trama, mas procura não revelar muito. O que fica claro é que Negan (Jeffrey Dean Morgan) terá o domínio completo sobre o grupo de Rick (Andrew Lincoln) e a comunidade de Alexandria. Pelo visto, a aguardada morte do primeiro episódio será apenas o aperitivo. Confira abaixo o texto integral da sinopse oficial: “Até aqui, os nossos personagens viveram em conflitos… Doenças, fome, dezenas de mortos-vivos, tragédia, traição e perdas impensáveis. Com isso, eles se tornaram formidáveis. Poderosos. Imbatíveis. Para começar a 7ª temporada, todo esse poder é tirado. Eles tinham encontrado a segurança e a estabilidade. Eles tinham construído um lar. Eles pensaram que o mundo era deles. Eles pensavam que conheciam o mundo. Eles estavam errados. A primeira metade da 7ª temporada mostrará nosso grupo fraturado, quebrado, de luto e tentando se reerguer, enquanto vivem sob a opressão. Negan terá sucesso ao submeter os sobreviventes ao seu controle, e brutalmente convencê-los a viver sob suas regras com um exemplo mortal e terrível do que acontece se não o fizerem. Outros personagens não têm conhecimento do que aconteceu, pois foram separados do grupo, por incidente ou escolha. Mas também vão descobrir que não podem escapar desse novo rumo de seu mundo. Esta meia temporada é sobre esses personagens recomeçando. O tema geral da temporada é começar novamente. O mundo não é o que eles pensavam que era. É maior e é ainda mais perigoso.” “The Walking Dead” retorna no dia 23 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
Final da franquia clássica de terror Fantasma ganha trailer
A Well Go Usa divulgou o pôster e o trailer de “Phantasm: Ravager”, final da saga de terror “Fantasma”, iniciada em 1979 pelo cineasta Don Coscarelli. Quinto longa da franquia, o filme registra o último trabalho de Angus Scrimm, falecido em janeiro, na pele do personagem que o consagrou, o misterioso agente funerário que comanda esferas voadoras mortais, conhecido apenas como “Tall Man”. “Phantasm: Ravager” também inclui outro integrante do elenco original, Reggie Bannister, que continua assombrado por visões de outro mundo e disposto a acertar as contas com o Tall Man, mesmo já tendo entrado na Terceira Idade. Coscarelli volta a assinar a trama, mas, pela primeira vez, deixa outro dirigir a franquia. A missão de encerrar a história ficou com o animador e técnico de efeitos visuais David Hartman, que trabalhou com Coscarelli em “John Morre no Final” (2012). A estreia está marcada para 7 de outubro nos EUA, em circuito limitado e VOD, e não há previsão de lançamento no Brasil.
The Eyes of My Mother: Veja o trailer de um dos terrores mais falados e premiados do ano
A Magnolia Pictures divulgou o pôster e o trailer de “The Eyes of My Mother”, o terror mais comentado do último Festival de Sundance e grande vencedor do Fantastic Cinema Festival. Filmado em preto e branco, o filme evoca temas de “Psicose” (1960) com uma bizarria toda própria. A prévia atmosférica introduz a protagonista, vivida pela portuguesa Kika Magalhães (“Patient: 23”), que conta para uma visita incauta, ao som de um fado triste, o que aprendeu na infância com sua mãe cirurgiã. Vivendo no isolamento de uma fazenda distante, ela foi ensinada desde cedo a entender a anatomia humana e não se impressionar com a morte. O filme foi escrito e dirigido por Nicolas Pesce, que estreia no cinema após realizar alguns clipes musicais – inclusive da argentina Tei Shi. O elenco também inclui Diana Agostini (“O Miado do Gato”), Clara Wong (série “Vinyl”) e Will Brill (“Not Fade Away”). A estreia está marcada para 2 de dezembro nos EUA e não há previsão de lançamento para o Brasil.
Trailer de terror traz Emile Hirsch apavorado com autópsia em vítima de ritual satânico
A IFC divulgou três fotos, o pôster e o primeiro trailer de “The Autopsy of Jane Doe”, terror que marca a estreia americana do diretor norueguês André Øvredal, de volta ao cinema seis anos após causar sensação com “O Caçador de Troll” (2010). A prévia misteriosa não explica a trama, mas demonstra o clima de tensão do longa, sobre pai e filho, vividos por Brian Cox (“Pixels”) e Emile Hirsch (“O Grande Herói”), que trabalham juntos num necrotério. Ao tentarem determinar a causa da morte de uma mulher não identificada (Olwen Kelly, de “Darkness on the Edge of Town”), encontrada no porão de uma casa onde aconteceu um massacre, eles descobrem mutilações estranhas, que podem estar ligados a um ritual satânico. Enquanto isso, uma tempestade terrível começa lá fora… A estreia está marcada para 21 de dezembro nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.
Salem: Retratos, pôster e comerciais da 3ª temporada trazem bruxas, o diabo e Marilyn Manson
O canal pago WGN America divulgou o pôster, os retratos dos personagens e seis novos comerciais da 3ª temporada de “Salem”. A prévia mostra uma situação apocalíptica, quando bruxas, o diabo e até o cantor Marilyn Manson se enfrentam. “É o fim do mundo”, diz um dos personagens. Criada pelos roteiristas-produtores Adam Simon (“Evocando Espíritos”) e Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”), “Salem” se passa no século 17, na cidade americana que ficou famosa pela execução de mulheres acusadas de bruxaria. Recém-chegado na trama, Manson, que é o intérprete da música de abertura da série, vai interpretar o “barbeiro/cirurgião” da cidade, chamado Thomas Dinley, com especial apreço por técnicas de tratamento com sanguessugas. Seus talentos estarão em alta demanda diante dos eventos anunciados para a temporada, quando a ressurreição de Mary Sibley (Janet Montgomery) lançar uma maldição sobre a cidade e uma vingança sangrenta contra seu próprio filho, possuído pelo diabo, e seus seguidores bruxos. A estreia dos novos episódios está marcada para 3 de novembro nos EUA, apropriadamente na semana do Halloween.
Bilheteria: Sete Homens e um Destino tem a melhor estreia de um western em todos os tempos
A combinação de Denzel Washington e Chris Pratt se provou imbatível. A estreia de “Sete Homens e um Destino” não só assumiu a liderança das bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) como teve um desempenho raro para o gênero do western. Os US$ 35 milhões apurados no final de semana podem até parecer pouco, diante das aberturas dos filmes de super-heróis, mas, entre os western assumidos, nem “Django Livre” (2012) fez tanto, abrindo com US$ 30 milhões. Remake de um clássico de 1960, “Sete Homens e um Destino” também superou o lançamento de outro remake bem-sucedido do gênero, “Bravura Indômita” (US$ 24 milhões em seu primeiro fim de semana em 2010). E se considerar que o outro western de sucesso desta década, “O Regresso” (2015), teve estreia limitada para se adequar ao calendário do Oscar, o filme dirigido por Anton Fuqua registrou os melhores primeiros três dias do gênero em todo o século e, sacrilégio supremo, de todos os tempos – desconsiderando, claro, a inflação e relevando os preços baixos dos ingressos do século passado. Outro detalhe interessante da liderança de “Sete Homens e um Destino” é que Denzel Washington está perto de completar uma década como chamariz de bilheterias. Desde 2007, quando lançou “O Grande Debate”, todos os filmes do ator tiveram estreias acima dos US$ 20 milhões. E neste filme ele se junta à estrela em ascensão Chris Pratt, cujos dois filmes anteriores somaram juntos quase US$ 2,5 bilhões mundialmente – “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Jurassic World” (2015). O 2º lugar ficou com outra estreia, a animação “Cegonhas”, com US$ 21,8 milhões. Curiosamente, os dois filmes também foram lançados no Brasil neste fim de semana, mas com uma diferença enorme de tratamento no país. Enquanto “Cegonhas” dominou o circuito, com distribuição em 807 salas, o western ficou com cerca de 40% disso, em 340 salas. O desempenho nas bilheterias nacionais deve refletir essa distribuição. Completa o pódio o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson”, de Clint Eastwood, que liderou a venda de ingressos na América do Norte pelos últimos dois fins de semana. A produção estrelada por Tom Hanks, arrecadou mais 13,8 milhões para a Warner Bros. Os Top 5 ainda inclui arrecadações modestas de “O Bebê de Bridget Jones” (US$ 4,5 milhões) e “Snowden” (US$ 4,1 milhões), que apesar do investimento em marketing do primeiro e da expectativa gerada pelo segundo não conseguiram engajar o grande público. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ 35 milhões Total Mundo: US$ 35 milhões 2. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 21,8 milhões Total EUA: US$ 21,8 milhões Total Mundo: US$ 40,1 milhões 3. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 92,3 milhões Total Mundo: US$ 126,8 milhões 4. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 16,4 milhões Total Mundo: US$ 83,5 milhões 5. Snowden Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 15,1 milhões Total Mundo: US$ 15,1 milhões 6. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 16,1 milhões Total Mundo: US$ 21 milhões 7. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 81,1 milhões Total Mundo: US$ 120,3 milhões 8. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 318,1 milhões Total Mundo: US$ 731,7 milhões 9. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 26,6 milhões Total Mundo: US$ 26,8 milhões 10. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 1,1 milhões Total EUA: US$ 45,9 milhões Total Mundo: US$ 58,5 milhões
The Walking Dead: Veja 45 retratos dos personagens da 7ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou 45 retratos dos personagens da 7ª temporada de “The Walking Dead”. As imagens reúnem todo o grupo de Rick (Andrew Lincoln), inclusive aquele(s) que será(ão) morto(s) imediatamente na volta da série, além de coadjuvantes da comunidade de Alexandria e, claro, o vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan). O canal pulverizou a distribuição das fotos por diferentes sites, por isso algumas trazem logotipos. Muitos desses sites, inclusive, ainda optaram por não disponibilizar o set completo de imagens, já que a terceira foto é uma justaposição das duas primeiras, de modo que nem todos os personagens são represetandos em três retratos (o padrão da maioria). “The Walking Dead” retorna no dia 23 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
Série The Exorcist impressiona a crítica, mas tem pior estreia da temporada
Enquanto “MacGyver” comemora o sucesso de sua missão de estreia, a série “The Exorcist” viveu um inferno na audiência de seu lançamento. Elogiado pela crítica (71% de aprovação no site Rotten Tomatoes), o primeiro episódio da atração também estreou na noite de sexta (24/9) nos EUA e, como “MacGyver”, foi assinado por um cineasta, Rupert Wyatt, o diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011). Entretanto, a estreia da série foi pouco vista, rendendo 2,90 milhões de telespectadores ao vivo e apenas 1 ponto no levantamento demográfico. São números de TV paga, que podem ser considerados um terror numa rede aberta como a Fox. Os produtores agora rezam pela audiência digital, torcendo para outras plataformas dobrarem esse desempenho. A rede Fox investiu no projeto mesmo diante do fracasso recente de iniciativa similar, a série “The Omen”, baseada em “A Profecia”, cancelada ao final da 1ª temporada pelo canal pago A&E. Ao contrário de “MacGyver”, que desagradou frontalmente a crítica (apenas 22% de aprovação”), “The Exorcist” é uma produção bastante caprichada e realmente lembra mais canais premium que programação de TV convencional. A narrativa acompanha a preocupação de uma mãe católica, vivida pela atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”), cuja filha teria voltado da faculdade possuída. Ao sentir outros sinais demoníacos em sua casa, ela pede ajuda ao padre de sua paróquia (o mexicano Alfonso Herrera, ex-“Rebelde” e atualmente na série “Sense8”), que, por sua vez, sente sinais do diabo e procura se consultar com um exorcista experiente (o inglês Ben Daniels, da série “House of Cards”). O elenco ainda inclui Alan Ruck (o eterno Cameron, de “Curtindo a Vida Adoidado”) como o marido de Davis e as jovens Hannah Kasulka (série “The Fosters”) e Camille Guaty (série “Scorpion”) como suas filhas. A série também estreou no Brasil. A diferença é que aqui está sendo exibida pelo canal pago FX.
The Exorcist: Série baseada no filme O Exorcista ganha vídeo em 360 graus
O canal pago brasileiro FX divulgou um vídeo em 360º para promover a série “The Exorcist”, inspirada no filme “O Exorcista”. A prévia mostra justamente um padre tentando exorcizar um demônio, proferindo versos em latim num quarto, enquanto portas se abrem, ventos sopram, luzem piscam e barulhos sinistros são ouvidos. A história da série será bem diferente daquela filmada em 1973. Trata-se de uma trama inédita e não uma recriação do longa original. A narrativa acompanha a preocupação de uma mãe católica, vivida pela atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”), cuja filha teria voltado da faculdade possuída. Ao sentir outros sinais demoníacos em sua casa, ela pede ajuda ao padre de sua paróquia (o mexicano Alfonso Herrera, ex-“Rebelde” e atualmente na série “Sense8”), que, por sua vez, sente sinais do diabo e procura se consultar com um exorcista experiente (o inglês Ben Daniels, da série “House of Cards”). O elenco ainda inclui Alan Ruck (o eterno Cameron, de “Curtindo a Vida Adoidado”) como o marido de Davis e as jovens Hannah Kasulka (série “The Fosters”) e Camille Guaty (série “Scorpion”) como suas filhas. Desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”), “The Exorcist” (o título original) estreia na virada da noite desta sexta (23/9) para o sábado no Brasil.
Bruxa de Blair volta à floresta com novas tecnologias, mas sem o mesmo impacto
Muitas vezes temos em tão alta estima a lembrança de ver no cinema certos filmes que até dá medo rever e constatar que eles envelheceram mal ou não eram tão bons quanto lembrávamos. Não que seja o caso de “A Bruxa de Blair” (1999), de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, mas é certamente um filme mais lembrado pelo impacto de seu momento do que por qualquer constatação de que se trata realmente de uma grande obra. O trabalho de Myrick e Sánchez trouxe a moda dos filmes found footage, que chegou a ser posteriormente experimentado por cineastas tão distintos quanto George A. Romero, Brian De Palma e M. Night Shyamalan, além de render a lucrativa franquia “Atividade Paranormal (2007-2015). De 1999 pra cá, muita coisa rolou e o uso da câmera na mão e a brincadeira de se ter encontrado filmagens supostamente verídicas já cansou um bocado, embora de vez em quando ainda possamos nos surpreender com algo de novo. E é neste momento de cansaço do estilo que surge o novo “Bruxa de Blair”, uma continuação do original – ou do segundo e pouco lembrado filme de 2000. Na trama, um dos papeis pertence ao irmão mais novo de Heather (Heather Donahue), personagem do primeiro filme e desaparecida na floresta por 15 anos. A intenção do rapaz é encontrar pistas da irmã, indo parar, junto com uma documentarista e turma de amigos, no mesmo local em Maryland. Entre as novidades tecnológicas estão o uso de câmeras de última geração. Há minicams com GPS grudadas no ouvido de cada um, uma câmera instalada em um drone, para dar uma dimensão de onde eles estão e evitarem se perder, uma webcam de vigilância, além de uma câmera convencional levada na mão por uma das moças. É câmera que não acaba mais, diminuindo bastante aquela velha pergunta que sempre fazem neste tipo de filme: por que os personagens não largam a câmera nunca, mesmo passando por momentos de altíssima aflição e perigo? Infelizmente, o filme de Adam Wingard (do ótimo “Você É o Próximo”) não oferece muito mais ao espectador, mesmo aqueles que compram com boa vontade a proposta de retornar a esse universo e encarar tudo de maneira descompromissada, como se assistisse a uma continuação qualquer de um filme de terror – e não do terror que estabeleceu as regras para esse estilo. Com a falta de ideias novas, acaba ficando óbvia a intenção puramente comercial e picareta de explorar a marca que já representou um fenômeno de bilheteria, sem dispor de nada diferente para oferecer, nem mesmo a capacidade de criar uma história tensa e envolvente.
O Homem nas Trevas é tenso do começo ao fim
O cineasta uruguaio Fede Alvarez chamou a atenção de Hollywood ao lançar no YouTube o curta-metragem “Ataque de Pânico” (2009). Feito pela bagatela de US$ 300 e com um clima de cinema catástrofe de primeira, a realização de apenas cinco minutos seduziu especialmente Sam Raimi, cuja produtora Ghost House Pictures é popular por assegurar o sucesso de filmes de terror feitos dentro de orçamentos enxutos. Ainda que o seu remake para “A Morte do Demônio” (2013) comprove um talento natural para os aspectos visuais de um filme, Fede Alvarez parecia preso aos limites de uma premissa sem a ressonância da versão original de Raimi. Felizmente, essa posição ingrata não se repete em “O Homem nas Trevas”, no qual Alvarez consegue exercer um domínio mais pleno a partir de um argumento original desenvolvida em parceria com Rodo Sayagues. Já se nota o frescor com a escolha de não facilitar as coisas para o espectador quando “O Homem nas Trevas” revela em seu prólogo a índole questionável dos personagens, sendo três jovens que vivem de roubar o que ainda há de riqueza em uma Detroit arruinada. Busca-se ao menos aliviar a barra de Rocky (Jane Levy, retomando a parceria de “A Morte do Demônio”), que estaria acumulando dinheiro para ter um recomeço com a sua pequena irmã Diddy (a estreante Emma Bercovici) em outra cidade. A realização desse sonho se torna ainda mais possível quando ela e os seus parceiros no crime Alex (Dylan Minnette, de “Goosebumps: Monstros e Arrepios”) e Money (Daniel Zovatto, da série “Revenge”) recebem a pista de que há um cego (Stephen Lang, de “Avatar”, um ator de forte presença aproveitada em seu esplendor) com US$ 300 mil em seu cofre, valor preservado desde o momento em que foi indenizado pela morte de sua filha única em um acidente de carro. Ao invadirem a residência do sujeito, o trio tem uma surpresa: a fortuna escondida seria de aproximadamente US$ 1 milhão. Claro que as coisas não serão fáceis. Ex-soldado ferido com os estilhaços de uma granada, o proprietário da residência nada tem de vítima. Trata-se de um psicopata que imagina com a situação um cenário perfeito para transformar a casa num campo de batalha, iniciando uma caça impiedosa a partir de sua audição apurada e do benefício de conhecer a anatomia do local em seus mínimos detalhes. A novidade de “O Homem nas Trevas” vai além da inversão do papel de vítima em algoz. Fede Alvarez tem em mãos o modelo do thriller de isolamento, buscando compreender todas as possibilidades de fazer o seu filme se desdobrar concentrando a ação em um único ambiente. A consequência é uma tensão gradativa capaz de nos lançar em um jogo em que experimentamos as mesmas sensações de perigo que ameaçam especialmente Rocky, papel que recebe dimensões graças a capacidade de Jane Levy em concentrar os seus medos em olhares de extrema vulnerabilidade. O melhor de tudo é “O Homem das Trevas” não tem um ritmo trôpego ou desdobramentos pouco críveis dentro do contexto que estabelece, algo comum em filmes similares. Vem a ser especialmente louvável a parceria com o diretor de fotografia Pedro Luque, que já havia provado em “A Casa” (2010) a execução exemplar da tarefa de sufocar a luz com a escuridão, preservando por vezes em “O Homem nas Trevas” uma atmosfera correspondente à penumbra permanente em que o vilão vive.
The Walking Dead: Novo trailer apresenta o Reino do Rei Ezekiel
Após divulgar uma coleção de pôsteres com pequenos detalhes do Reino, o canal pago americano AMC postou um novo trailer para finalmente apresentar a comunidade e seu Rei Ezekiel (Khary Payton), que ainda não apareceu na série. Além do contato feito por Morgan (Lennie James), a prévia também mostra Tara (Alanna Masterson) e Jesus (Tom Payne) em meio a zumbis. Além disso, foram divulgados novos banners, que destacam Negan (Jeffrey Dean Morgan). O vídeo demonstra que a 7ª temporada renderá muitos outros assuntos, além da revelação de quem foi a vítima de Negan, no instante final da temporada passada. “The Walking Dead” retorna no dia 23 de outubro. No Brasil, a série tem estreia praticamente simultânea pelo canal pago Fox.
Criador de Supermax desenvolve nova série de terror para a Globo
Se a série “Supermax”, que estreia nesta terça-feira (20/9) na Globo, for o sucesso que se imagina, o diretor José Alvarenga Jr. já tem na manga outro projeto de terror. Em entrevista à coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, ele contou que o novo projeto é uma “cosmogonia de todos os demônios”. A produção falará sobre diferentes criaturas sobrenaturais, de diversas religiões, que existem no Brasil e que acompanham a nossa mitologia desde a Idade Média. A trama começa com a vinda de bruxas da Europa, que teriam chegado aqui junto com as caravelas dos portugueses à época do descobrimento do Brasil. Alvarenga também contou que já existem sinopses para mais duas temporadas de “Supermax”, caso haja interesse da emissora. Mas ele próprio lembra já ter planejado uma série sobre um detetive com talentos paranormais, que foi engavetada pela Globo, indo para “o cemitério de elefantes” do canal. Curiosamente, antes dessa fase de terror, José Alvarenga Jr. era especialista em comédias, tendo dirigido até filmes de “Os Trapalhões” e “Os Normais”, além de séries como “O Divã” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, que, por sinal, ganhou remake americano chamado “No Tomorrow” – com estreia prevista para 4 de outubro na rede americana CW.












