Bilheterias: Sully mantém liderança faturando mais que Bruxa de Blair e O Bebê de Bridget Jones juntos
Novo drama estrelado por Tom Hanks, “Sully: O Herói do Rio Hudson” se manteve na liderança das bilheterias norte-americanas (EUA e Canadá) pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando mais que a soma da estreia de duas continuações de franquias famosas, que tiveram grande investimento em marketing para sua divulgação. O filme dirigido por Clint Eastwood, baseado na história real do piloto que evitou uma tragédia recente na aviação americana, fez US$ 21,8 milhões e já se aproximou dos US$ 100 milhões mundiais, um desempenho promissor para seu orçamento de US$ 60 milhões. “É uma história bem feita”, disse Jeff Goldstein, vice-presidente-executivo de distribuição da Warner Bros. em comunicado, ressaltando ainda que “o boca a boca é sensacional”. As continuações que decepcionaram foram “Bruxa de Blair” e “O Bebê de Bridget Jones”, sequências de filmes que chegaram ao cinema uma geração atrás. Nenhum dos dois longas rendeu grandes filas, arrecadando US$ 9,7 milhões e US$ 8,2 milhões, respectivamente. O valor só não representa um fracasso para “Bruxa de Blair”, porque foi filmado com câmeras portáteis e pouco investimento, com um orçamento de produção de US$ 5 milhões – menor, inclusive, que seus gastos de marketing. Já o “O Bebê de Bridget Jones” custou US$ 35 milhões e provavelmente o dobro disso em marketing, tamanha a presença do filme na mídia. A estreia no Brasil está marcada para 29 de setembro. O terceiro lançamento da semana, “Snowden”, de Oliver Stone, abriu em 4º lugar, mas não muito distante dos demais, com US$ 8 milhões. Cinebiografia do informante Edward Snowden, que denunciou o programa de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional) americana, responsável pela vigilância da internet e dos celulares de todos os cidadãos, a produção custou US$ 40 milhões, mas foi econômica em sua divulgação, apostando na repercussão de sua première no Festival de Toronto. O problema é que a crítica não se entusiasmou. O longa teve 58% de aprovação na média do Rotten Tomatoes, bem mais que os 37% de “Bruxa de Blair”, mas bem menos que os 78% do terceiro “Bridget Jones”. Para piorar sua perspectiva de rendimento internacional, “Snowden” não tem previsão de lançamento no Brasil. O terror “O Homem nas Trevas” fecha o Top 5, atingindo uma arrecadação doméstica de US$ 75,3 milhões, que o consolida como o segundo maior sucesso do gênero na América do Norte em 2016 – atrás somente de “Invocação do Mal 2”, com US$ 102,4 milhões nos EUA e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 22 milhões Total EUA: US$ 70,5 milhões Total Mundo: US$ 93,9 milhões 2. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 9,6 milhões Total EUA: US$ 9,6 milhões Total Mundo: US$ 14,5 milhões 3. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 8,2 milhões Total EUA: US$ 8,2 milhões Total Mundo: US$ 38,1 milhões 4. Snowden Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 8 milhões Total Mundo: US$ 8 milhões 5. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 5,6 milhões Total EUA: US$ 75,3 milhões Total Mundo: US$ 107 milhões 6. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 22,6 milhões Total Mundo: US$ 22,6 milhões 7. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 4,7 milhões Total EUA: US$ 313,7 milhões Total Mundo: US$ 718,8 milhões 8. As Aventuras de Robinson Crusoé Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 27,5 milhões 9. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 44,2 milhões Total Mundo: US$ 54,6 milhões 10. Meu Amigo, O Dragão Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 72,8 milhões Total Mundo: US$ 113 milhões
The Walking Dead: 25 cartazes revelam imagens das novas comunidades da 7ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou uma coleção com 25 banners da 7ª temporada de “The Walking Dead”, que destacam alguns detalhes das comunidades formadas pelos sobreviventes do holocausto zumbi. Há o conhecido muro de Alexandria e outras imagens características da fortificação que abriga o grupo de Rick (Andrew Lincoln), fotos de Hilltop, onde mora Jesus (Tom Payne), mas também de duas comunidades ainda não vistas. As cenas macabras identificam o Santuário, que é liderado por Negan (Jeffrey Dean Morgan), enquanto as fotos de lanças e o cetro pertencem ao Reino, comandado por Ezekiel (Khary Payton), que ainda não apareceu na série. As fotos também servem para alimentar o tom de mistério e suspense em torno do sétimo ano da série, que vai começar revelando quem foi a vítima de Negan, no instante final da temporada passada. A 7ª temporada de “The Walking Dead” estreia no dia 23 de outubro. No Brasil, a série tem estreia praticamente simultânea pelo canal pago Fox.
Terror de O Sono da Morte não dá pesadelos
O cineasta americano Mike Flanagan tem como uma das principais características da sua curta – e boa – filmografia de terror a criação de personagens extremamente inteligentes e racionais. E por mais que isso seja louvável, também traz uma consequência: falta emoção em seus filmes. Em “O Sono da Morte”, seu mais recente trabalho, esse embate entre razão e emoção se mostra mais claro que nos demais exemplares, e ainda que a razão acabe predominando – como de costume – , é justamente o “excesso” de emoção que acaba prejudicando o resultado. Escrito pelo própria diretor em parceria com Jeff Howard (com quem já havia trabalhado antes em “O Espelho”), o roteiro acompanha o casal Jessie (Kate Bosworth, de “Para Sempre Alice”) e Mark (Thomas Jane, de “O Nevoeiro”), que perdeu seu filho pequeno em um acidente doméstico. Lidando com o luto, eles resolvem adotar uma criança, o misterioso Cody (Jacob Tremblay, de “O Quarto de Jack”), que já passou por diversos pais adotivos. E não demora muito para que eles percebam o motivo: enquanto Cody está dormindo, seus sonhos se manifestam fisicamente. Ou seja, os sonhos do garoto se transformam em realidade… e os pesadelos também. A racionalidade dos personagens já é percebida na primeira aparição fantástica que eles presenciam. Ao contrário da grande maioria das produções de terror, o casal trata o evento sobrenatural de maneira lógica e nunca duvida daquilo que viu. E por mais que os psicólogos tentem relacionar as estranhas aparições ao trauma sofrido por eles, Jessie enxerga aquilo como uma oportunidade de rever seu filho morto. A frieza da protagonista é tanta que ela manipula Cody, chegando ao ponto de drogá-lo para que ele durma mais rápido, e mais profundamente. Já do lado da emoção, Flanagan investe pesado no desenvolvimento dos personagens e na situação na qual se encontram, e em grande parte do tempo ele é bem sucedido. Porém, o realizador peca ao não conseguir dosar o tom entre o suspense e o drama, o racional e o emocional. Assim, em alguns momentos do filme ele pesa para um lado – como no seu melodramático clímax – e em outros pesa demais para o outro – como a impassividade com que Jessie encara uma nova tragédia em sua vida –, sem nunca encontrar um equilíbrio. Além disso, a narrativa ainda é prejudicada por uma conclusão apressada e excessivamente expositiva. Mas, apesar dos problemas, o diretor estabelece um clima de constante tensão e consegue entregar alguns bons sustos – mas sem exagerar. Ao final, “O Sono da Morte” resulta apenas mediano, especialmente para os padrões de Mike Flanagan, o que pode ser quase um elogio.
American Horror Story: Mistério sobre o tema da temporada fez a série perder público
A série “American Horror Story” só revelou o tema de sua 6ª temporada ao estrear na noite de quarta (14/9) nos EUA – e madrugada de quinta no Brasil. Mas o mistério, que se estendeu por toda sua campanha publicitária, acabou se mostrando pouco efetivo para atiçar a curiosidade e atrair público. A estreia da nova temporada rendeu sintonia de 5,14 milhões de telespectadores ao vivo e 2.8 pontos no índice demográfico (que mede o público de 18 a 49 anos, alvo dos anunciantes), uma queda de 12% em relação ao debut da temporada passada. Com o fim do mistério, também foi divulgado o subtítulo oficial do novo arco, chamado de “American Horror Story: My Roanoke Nighmare”. Conforme o nome revela, a trama gira em torno, justamente, do maior mistério da história americana: o desaparecimento completo de um vilarejo no século 16, cujos habitantes sumiram sem deixar outro vestígio além do nome Croatoan entalhado numa árvore. Entretanto, a trama se passa nos dias de hoje, refletindo no presente os eventos da assombrosa história. Além disso, a narrativa é completamente diferente das temporadas anteriores, apresentada como um falso documentário, com depoimentos para a câmera e “reencenamento dos fatos reais”.
The Walking Dead: Novo comercial da 6ª temporada traz algumas cenas inéditas
A Fox International Channels divulgou um novo vídeo da 6ª temporada de “The Walking Dead”, centrado no vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan), mas que apresenta relances inéditos da situação em Alexandria. O vídeo, porém, insiste no cliffhanger do final da temporada passada, lembrando que os candidatos a morrer assim que a série voltar são Carl (Chandler Riggs), Rick (Andrew Lincoln), Michonne (Danai Gurira), Eugene (Josh McDermitt), Maggie (Lauren Cohan), Sasha (Sonequa Martin-Green), Daryl (Norman Reedus), Aaron (Ross Marquand), Rosita (Christian Serratos), Abraham (Michael Cudlitz) e Glenn (Steven Yeun). Na história em quadrinhos em que a série é baseada, a vítima é Glenn. Fotos do set já revelaram que três dessa lista continuam gravando cenas da série. “The Walking Dead” retorna no dia 23 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
Evangeline Lilly será a mãe do anticristo em comédia de terror da Netflix
A atriz Evangeline Lilly (“Homem-Formiga”) vai estrelar a comédia de terror “Little Evil”, que está sendo produzida pela Netflix. Segundo o site da revista Variety, ela viverá a mulher dos sonhos de Adam Scott (série “Parks and Recration”), que também pode ser a mãe do anticristo. O filme tem direção e roteiro de Eli Craig, especialista no gênero terrir, que antes fez “Tucker e Dale Contra o Mal” (2004), mas teve seu piloto de série baseada em “Zumbilândia” recusado pela Amazon. Em “Little Evil”, Gary (Scott) consegue se casar com a mulher dos seus sonhos (Lilly), mas descobre que o filho de seis anos da amada pode ser o anticristo. O elenco ainda conta com Donald Faison (“KickAss 2”), Chris D’Elia (série “Undateable”), Bridget Everett (“Descompensada”), Clancy Brown (“Cowboys & Aliens”) e Tyler Labine (“Tucker e Dale Contra o Mal”). As filmagens devem começar na próxima semana em Cleveland para uma estreia em 2017.
Annabelle 2: Boneca do mal retorna no primeiro teaser legendado da continuação
A Warner divulgou o primeiro teaser legendado de “Annabelle 2”, continuação do terror recordista de público de 2014. O vídeo traz a boneca macabra, introduzida no primeiro “Invocação do Mal” (2013), mas também uma menina sinistra. E é a criança quem apavora a personagem de Miranda Otto (“Flores Partidas”) na prévia, a ponto dela apelar para um crucifixo. Novamente escrito por Gary Dauberman, o filme traz novos personagens e sugere uma história de origem. Segundo a sinopse, para compensar a perda da filha, um fabricante de bonecas e sua mulher resolvem abrigar em sua casa uma freira e as crianças de um orfanato recém-fechado, apenas para ver um espírito maligno se apossar delas. A direção está a cargo de David F. Sandberg, que estreou em longas neste ano com o terror “Quando as Luzes se Apagam”, e o elenco ainda inclui duas atrizes daquele filme: Alicia Vela-Bailey e Lotta Losten. Também integram a produção os atores Anthony LaPaglia (série “Without a Trace”), Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”), Adam Bartley (série “Longmire”), Philippa Coulthard (série “Secrets and Lies”), Grace Fulton (série “Revenge”) e as meninas Talitha Bateman (“A 5ª Onda”), Lulu Wilson (que ainda estará no terror “Ouija: A Origem do Mal”). A estreia está marcado para 17 de agosto no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana
Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.
Supermax: Veja uma prévia de 17 minutos da série de terror da Globo
A rede Globo divulgou uma prévia de 17 minutos de “Supermax”, sua primeira série de terror. O vídeo revela a premissa da atração e introduz os personagens como se fosse um reality show, com apresentação de ninguém menos que Pedro Bial. Isto porque a trama gira justamente em torno de um reality show, no qual concorrentes de passado duvidoso são confinados numa prisão desativada em plena Amazônia, como num “Big Brother prisional”. Em pouco tempo, porém, o confinamento vira terror, com direito a manifestações sobrenaturais e aparições de demônios. Segunda minisserie de terror da Globo, após “Amorteamo” no ano passado, “Supermax” foi criada pelo escritor Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”), o roteirista Fernando Bonassi (“Lula, o Filho do Brasil”) e o diretor José Alvarenga Jr. (“Cilada.com”), e a direção dos episódios está a cargo de Alvarenga, do cineasta José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e de Rafael Miranda (diretor assistente da minissérie “O Caçador”). Vale lembrar que quem teve a ideia original de juntar “Big Brother” e terror pela primeira vez foi o produtor inglês Charlie Brooker, que em 2008 criou a minissérie britânica “Dead Set”, sobre como um grupo confinado na casa do “Big Brother” sobrevive a um surto zumbi na Grã-Bretanha. É sensacional. Já a série brasileira vai confinar Mariana Ximenes (“Os Penetras”), Erom Cordeiro (“Paraísos Artificiais”), Maria Clara Spinelli (“Quanto Dura o Amor?”), Rui Ricardo Diaz (“Lula, o Filho do Brasil”), Cleo Pires (“Qualquer Gato Vira-Lata”) e Ravel Andrade (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), entre outros. A atração foi gravada com apoio de técnicos e equipamento do “Big Brother Brasil”, mas também incorporou muita computação gráfica, o que fez com que seu cronograma de pós-produção se estendesse bastante. Por conta disso, a estreia, originalmente programada para o verão passado, só vai acontecer agora, em 20 de setembro. Mas os mais ansiosos poderão ver, antecipadamente, quase todos os episódios de uma vez, a partir desta sexta (16/9) na plataforma de streaming Globo Play. Detalhe importante: o último capítulo foi guardado para ser disponibilizado simultaneamente à transmissão televisiva. “Supermax” também terá uma versão internacional, falada em espanhol, com atores que representam, entre outros, os três países que coproduzem a minissérie: Espanha (Mediaset), México (TV Azteca) e Argentina (TV Pública e Oficinas Burman).
Grave: Terror canibal causa desmaios no Festival de Toronto
Fazer o público passar mal pode ser uma receita de desastre para qualquer filme. A menos que seja um terror. Pois o filme “Grave” (Raw), estreia em longas da francesa Julia Ducournau, está virando um dos mais aguardados do gênero pelo mal estar que vem causando no circuito de festivais. Após revirar estômagos no Festival de Cannes, onde venceu um prêmio da crítica, sua exibição no Festival de Toronto foi recebida não com aplausos, mas com desmaios. Projetado na popular sessão da meia-noite do festival, Midnight Madness, dedicada a filmes extremos, “Grave” fez com que alguns espectadores tivessem que receber atendimento médico após assisti-lo. Uma ambulância precisou ser chamada ao local após duas pessoas desmaiarem diante do forte conteúdo exibido na tela. Coprodução entre França e Bélgica, o filme acompanha uma jovem vegetariana que, depois de sofrer um trote em um curso de veterinária, desenvolve um “desejo incontrolável” por carne… humana, é claro. O filme ainda vai passar por outros festivais internacionais, entre eles o de Sitges, um dos mais tradicionais eventos do cinema de terror. “Grave” ainda não tem distribuição garantida no Brasil.
Diretor do terror O Espelho adaptará livro “infilmável” de Stephen King para a Netflix
O diretor de terror Mike Flanagan (“O Espelho”), que produziu nada menos que três filmes em 2016, vai adaptar o livro Jogo Perigoso (Gerald’s Game), de Stephen King, para a Netflix. Ele próprio contou a novidade, em entrevista para o site Rue Morgue. Publicada em 1992, a história acompanha uma mulher, algemada numa cama durante um jogo sexual, que se vê imobilizada e sozinha, numa cabana no meio da floresta, após seu amante morrer de ataque cardíaco. Por conta da premissa, passada parcialmente na imaginação da protagonista e difícil de ser retratada num longa-metragem, sem esquecer de suas terríveis cenas brutais, “Jogo Perigoso” era considerado infilmável, ao menos pelos investidores que sistematicamente recusavam produzir sua adaptação, apesar da popularidade dos filmes baseados em obras de King. Flanagan tem o roteiro pronto desde 2014, mas passou uma década imaginando como abordar o livro. Ninguém queria bancar sua filmagem. Até a Netflix concordar com a loucura. Será a segunda produção de Flanagan para a plataforma de streaming, que lançou em abril o terror “Hush – A Morte Ouve”. O filme deve ter feito bastante sucesso para a parceria comercial ganhar bis. “A Netflix não libera os números, mas eu sei que ele foi muito visto porque vi muita gente falando sobre ele e nos elogiando, o que é sempre maravilhoso”, explicou o diretor ao site, acreditando que isso deve ter levado a plataforma a se interessar por outro de seus projetos. “Hush”, inclusive, recebeu comentários positivos do próprio Stephen King no Twitter, o que também ajudou a impulsionar a adaptação. O cineasta ainda contou que a Netflix lhe deu carta branca para realizar o filme como quisesse, sem cortar as partes de revirar o estômago. Além de “Hush”, Flanagan está atualmente em cartaz nos cinemas com o terror “O Sono da Morte” e retornará ao circuito com “Ouija: Origem do Mal” em 20 de outubro.
Scream Queens: Kirstie Alley entra no elenco da 2ª temporada
A atriz Kirstie Alley (das séries clássicas “Cheers” e “Veronica’s Closet”) entrou na 2ª temporada de “Scream Queens”. De acordo com o site The Hollywood Reporter, ela irá interpretar a administradora do hospital que serve de cenário para o novo ano da série. Após um salto temporal, a série vai mostrar que a personagem Zayday Williams (Keke Palmer) se formou em Medicina e trabalha com sua antiga reitora, a Sra. Munsch (Jamie Lee Curtis), que comprou um hospital. Também voltarão o trio “Chanel” formado por Emma Roberts, Billie Lourd e Abigail Breslin, e a psicopata Hester Ulrich, vivida por Lea Michele. Elas vão encontrar duas grandes novidades do elenco, os atores John Stamos (série “Três É Demais”) e Taylor Lautner (“Crepúsculo”), que interpretam médicos. Originalmente concebida como uma série ao estilo das antologias de temporada fechada, que a cada ano contaria uma história diferente – como “American Horror Story” e “American Crime Story”, dos mesmos produtores – , a 2ª temporada de “Scream Queens” vai continuar a trama de seus episódios iniciais, retomando as personagens originais após alguns anos. A 2ª temporada estreia em 20 de setembro nos EUA e terá exibição quase simultânea no Brasil, às 0h30 do dia 21, no canal pago Fox.
Supernatural: Veja o novo pôster da 12ª temporada
Depois das fotos e do trailer, a rede americana CW divulgou um novo pôster 12ª temporada de “Supernatural”. Assim como o anterior – e como tem sido nos últimos anos – , a imagem destaca quatro personagens. Além dos irmãos Sam (Jared Padalecki) e Dean Winchester (Jensen Ackles), voltam a ter destaque o anjo Castiel (Misha Collins) e o demônio Crowley (Mark Sheppard). A nova temporada trará de volta a sociedade Thule, grupo de necromantes que planeja a dominação mundial, que será responsável por um confronto entre os irmãos Winchester e ninguém menos que Adolf Hitler, e apresentará um novo intérprete de Lucifer. O anjo caído encarnará desta vez num astro de rock, o cantor Rick Springfield. A 12ª temporada de “Supernatural” estreia no dia 13 de outubro na rede americana CW. No Brasil, a série é exibida no canal pago Warner.












