Gina Torres vai estrelar piloto de série sobre as Noivas de Drácula
A atriz Gina Torres (“Suits”) entrou no piloto de “The Brides”, projeto de série de Roberto Aguirre-Sacasa, criador de “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, inspirado na saga de Drácula – especialmente em “As Noivas de Drácula”. Torres interpretará Cleo Phillips, a líder das três noivas e que se comporta como uma rainha, porque era realmente uma rainha em sua vida anterior. Transformada por Drácula após a morte de seu marido, Cleo é agora um magnata imobiliário de Nova York que, segundo a sinopse, “é desafiada profissionalmente por um misterioso recém-chegado, quando seus laços com as irmãs começam a se desgastar perigosamente”. Em desenvolvimento para a rede ABC, “The Brides” está sendo anunciada como uma “reinvenção contemporânea e sexy” da icônica história de Drácula com “fortes elementos de horror”. O piloto foi encomendado em janeiro passado, mas o projeto na verdade é antigo. A premissa chegou a ser apresentada para a rede americana NBC em 2015, que na época não se interessou. Desde então, Roberto Aguirre-Sacasa se tornou um dos criadores mais bem-sucedidos da WBTV (Warner Bros. Television), com quem tem contrato para a criação de novas produções. O projeto também tem produção de Greg Berlanti, parceiro de Aguirre-Sacasa em todas as suas séries – a mais recente, “Katy Keene”, estreou há apenas um mês na rede The CW. As noivas do título da série foram criadas por Bram Stoker em seu clássico gótico “Drácula”. Eram originalmente três vampiras que viviam com Drácula em seu castelo na Transilvânia, onde usavam seu charme para seduzir e enfeitiçar os homens, antes de sugá-los, até serem exterminadas por Van Helsing. Além de aparecerem em inúmeros filmes sobre a origem de “Drácula”, elas também já tiveram um filme próprio em 1960, um clássico da Hammer lançado no Brasil como “As Noivas do Vampiro”. Na época em que estava sendo cogitado pela NBC, a premissa alegava que as três noivas de Drácula não só sobreviveram ao ataque de Van Helsing como vivem na Nova York dos dias atuais. A trama iria acompanhar “o que elas fazem para manter a riqueza, o prestígio e o legado de sua família não-tradicional”.
Siren: Trailer e pôster da 3ª temporada destaca nascimento de bebê sereia
O canal pago Freeform divulgou o pôster e o primeiro trailer da 3ª temporada de “Siren”, que destaca o nascimento da filha de Ryn (Eline Powell). Fãs brasileiros da série já legendaram a prévia, que pode ser vista abaixo. Além do bebê sereia, o vídeo ainda revela o surgimento de outra tribo marinha, liderada por uma mulher que se autodenomina “monstro do mar”, e muitos conflitos. “Siren” é baseada numa história dos produtores Dean White (série “The 100”) e Eric Wald (roteirista de “Voando Alto”), redesenvolvida por Emily Whitesell (roteirista da série “Finding Carter”). A trama se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Quando a chegada de uma garota misteriosa prova que este folclore tem fundo verdadeiro, fica claro que as sereias são predadores trazidas à tona pela pesca que ameaça seu meio-ambiente. O elenco destaca a citada Eline Powell, como a sereia principal, Alex Roe (“A 5ª Onda”), Fola Evans-Akingbola (“Death in Paradise”), Sibongile Mlambo (série “Black Sails”), Ian Verdun (visto na série “Lucifer”), Rena Owen (“O Último Caçador de Bruxas”), Gil Birmingham (“Terra Selvagem”), David Cubitt (“Medium”), Patrick Gallagher (“Uma Noite no Museu 3”) e Tammy Gillis (“Ghost Wars”). A 3ª temporada estreia em 2 de abril nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
The Walking Dead: World Beyond ganha teaser estendido
O canal pago americano AMC divulgou a versão estendida do vídeo promocional da vindoura série derivada do “universo” de “The Walking Dead”, intitulada “The Walking Dead: World Beyond”. A prévia apresenta rapidamente os personagens em meio à fumaça colorida. Os novos personagens são interpretados por Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), Aliyah Royale (de “The Red Line”) e o galã Nico Tortorella (da série “Younger”). Além deles, a série também conta com participação da atriz Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”) como líder de uma comunidade militarizada, que aparenta ser a mesma – ou ter relação com a – que resgatou Rick (Andrew Lincoln) de helicóptero em “The Walking Dead”. O destino do personagem será revelado num filme ainda sem previsão de estreia. O spin-off foi criado por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original, e foi projetado para durar apenas duas temporadas. A 1ª temporada terá 10 episódios e será lançada em 12 de abril, alternando-se na programação do AMC com “The Walking Dead” e o primeiro spin-off, “Fear the Walking Dead”. A atração será exibida no Brasil pelo canal pago AMC Brasil e também pode chegar pela Amazon, que fechou contrato de distribuição internacional.
The Walking Dead: Confronto com os Sussurradores ganha fotos e vídeos
O canal pago americano AMC divulgou 10 fotos, o trailer e 3 cenas do próximo episódio da série “The Walking Dead”, que vai mostrar o aguardado confronto entre os Sussuradores e uma das comunidades de sobreviventes. As prévias mostram o cerco de Hilltop por uma horda zumbi comandada por Alpha (Samantha Morton). Entre os Sussurradores, é possível ver Negan (Jeffrey Dean Morgan) com sua máscara de morto-vivo, enquanto os moradores de Hilltop contam com a chegada de Daryl (Norman Reedus) para liderar sua resistência. Intitulado “Morning Star”, o capítulo vai ao ar no domingo (8/3). No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
Os Novos Mutantes: Fotos e comercial investem em clima de terror
A 20th Century Studios (ex-Fox) divulgou 15 fotos dos personagens e um novo comercial de “Os Novos Mutantes”, destacando um clima de terror. Apesar desse marketing, a produção não será este terrorzão anunciado. Segundo informação da rede de cinemas AMC, o filme recebeu classificação PG-13, não aconselhável para menores de 13 anos nos EUA. Filmes com essa classificação costuma ser liberados no Brasil para público de 12 anos. Um dos motivos do enorme atraso nesse lançamento, que deveria ter chegado aos cinemas há dois anos, foi o resultado das sessões de teste, que revelaram que o público esperava um filme mais assustador, devido ao marketing inicial. A Fox decidiu, então, refilmar diversas cenas – segundo rumores, seria uma refilmagem bastante extensa. Mas a agenda do elenco, repleta de astros de séries, provou-se desafiadora. A dificuldade para reunir todos acabou atropelada pela compra da Fox pela Disney. E, aparentemente, a Disney decidiu lançar o filme como estava. Sem as refilmagens. Até agora, ninguém confirmou se a produção passou ou não por refilmagens. Mas a classificação PG-13 sugere que não, assim como a duração. Com 1h39 minutos, “Os Novos Mutantes” será o mais curto de todos os lançamentos mutantes da ex-Fox. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem, o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar e o elenco ainda inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. A direção é de Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) e a estreia está marcada para 2 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O Homem Invisível estreia em 1º lugar nos EUA
“O Homem Invisível” se tornou o primeiro filme de terror a liderar as bilheterias da América do Norte em 2020. A reimaginação do clássico da Universal faturou US$ 29 milhões em sua estréia, atraindo público com críticas elogiosas e 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se do melhor desempenho do gênero desde “It: Capítulo Dois” em setembro passado, e uma das melhores aberturas de uma coprodução da Blumhouse, a produtora especializada em terrores baratos de Jason Blum. Mantendo a característica econômica dos orçamentos da produtora, o filme foi rodado com apenas US$ 7 milhões (sem P&A, as despesas de marketing e divulgação) e já registra lucro em seu lançamento. Além dos US$ 29 milhões nos EUA e Canadá, “O Homem Invisível” faturou mais US$ 20,2 milhões no exterior e soma US$ 49,2 milhões mundiais. São números excelentes para um mercado enfraquecido, que não conta com os cinemas da China, devido ao coronavírus, e sofre diminuição de público em vários países pelo mesmo motivo. Também representa uma reação importante diante do quadro de filmes de terror que o antecederam, grandes fracassos de crítica e bilheteria, que criavam risco de generalização em relação a novos lançamentos. Campeão por duas semanas consecutivas, “Sonic: O Filme” caiu para o 2º lugar com US$ 16 milhões, mas ainda manteve sua liderança no exterior, onde somou outros US$ 26,8 milhões. Ao todo, a adaptação do videogame já faturou US$ 265,4 milhões em todo o mundo. O Top 3 se completa com “O Chamado da Floresta”, que fez mais US$ 13,2 milhões e totaliza US$ 79,3 milhões mundiais. Entretanto, por causa de seu pesado orçamento de US$ 150 milhões, deve terminar como mais um prejuízo na fatura da compra da Fox pela Disney. As bilheterias ainda registraram, em 4º lugar, a estreia do anime “My Hero Academy: Heroes Rising”, baseado na popular franquia animada japonesa, que fez US$ 6,3 milhões em 1,2 mil cinemas. Trata-se de um desempenho acima da média para um anime que, mesmo dublado em inglês, ocupa apenas um terço do circuito habitual dos blockbusters americanos. Outra curiosidade, “Impractical Jokers: The Movie”, versão de cinema de um reality show televisivo, atingiu o 7º lugar com U$ 3,5 milhões. Lançado na semana passada em circuito limitado, o longa já soma US$ 6,6 milhões no circuito doméstico. O fim de semana ainda registrou algumas marcas importantes para outros filmes em cartaz. “Bad Boys para Sempre” superou os US$ 400 milhões globais, confirmando seu potencial lucrativo. A produção da Sony foi orçada em US$ 90 milhões e, mesmo com despesas altas de marketing, já rendeu o suficiente para justificar os planos de uma nova sequência. A marca mais impressionante, porém, ficou com “Parasita”. O suspense sul-coreano vencedor do Oscar 2020 tornou-se o quarto filme não falado inglês a superar os US$ 50 milhões em ingressos vendidos no mercado norte-americano. Ao todo, faturou US$ 51,6 milhões nos EUA e Canadá e continua movimentando as bilheterias – foram US$ 1,5 milhão de arrecadação nos últimos três dias, em 12º lugar. Confira a seguir os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 29M Total EUA e Canadá: US$ 29M Total Mundo: US$ 49,2M 2. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 128,2M Total Mundo: US$ 265,4M 3. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA e Canadá: US$ 45,8M Total Mundo: US$ 79,3M 4. My Hero Academy: Heroes Rising Fim de semana: US$ 6,3M Total EUA e Canadá: US$ 8,4M Total Mundo: US$ 23,5M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 197,3M Total Mundo: US$ 405,3M 6. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 78,7M Total Mundo: US$ 188,3M 7. Impractical Jokers: The Movie Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 6,6M 8. 1917 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 155,8M Total Mundo: US$ 362,3M 9. Brahms: O Boneco do Mal 2 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 9,7M Total Mundo: US$ 16,1M 10. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 2,3M Total EUA e Canadá: US$ 24M Total Mundo: US$ 40,4M
Os Novos Mutantes será o filme mais curto de todo o universo X-Men
“Os Novos Mutantes”, último filme do universo dos X-Men produzido pelo estúdio antigamente conhecido como Fox, não será um terrorzão proibido para menores nem terá duração épica. Na verdade, será o mais curto de todos os lançamentos mutantes da ex-Fox. A informação foi revelada pela rede de cinemas AMC em seu site oficial. Na página dedicada ao filme, consta a duração de 1h39 minutos e a classificação PG-13, não aconselhável para menores de 13 anos nos EUA. Filmes com essa classificação costuma ser liberados no Brasil para público de 12 anos. Um dos motivos do enorme atraso nesse lançamento, que deveria ter chegado aos cinemas há dois anos, foi o resultado das sessões de teste, que revelaram que o público esperava um filme mais assustador, devido ao marketing inicial. A Fox decidiu, então, refilmar diversas cenas – segundo rumores, seria uma refilmagem bastante extensa. Mas a agenda do elenco, repleta de astros de séries, provou-se desafiadora. A dificuldade para reunir todos acabou atropelada pela compra da Fox pela Disney. E, aparentemente, a Disney decidiu lançar o filme como estava. Sem as refilmagens. Até agora, ninguém confirmou se a produção passou ou não por refilmagens. Mas a classificação PG-13 sugere que não. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem, o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar e o elenco ainda inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. A direção é de Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) e a estreia está marcada para 2 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Verdadeira maldição de O Grito é seu andamento tedioso
“O Grito” soma-se aos muitos filmes de terror recebidos sem entusiasmo pela crítica e pelo público no começo de 2020, pelo menos até “O Homem Invísivel” mudar o jogo. Na produção da Sony, o diretor Nicolas Pesce, que conseguiu algum destaque com “Os Olhos da Minha Mãe” (2016) e “Piercing” (2018), faz sua primeiro trabalho bancado por um grande estúdio e com orçamento maior, trabalhando sob encomenda para explorar a popularidade de uma antiga franquia derivada do cinema japonês. Apesar de o nome ser o mesmo, este novo “O Grito” não é um remake do remake de 2004, estrelado por Sarah Michelle Gellar, mas uma história diferente, ambientada no mesmo universo e no mesmo período. É ao mesmo tempo uma sequência e um reboot. Tem lá os seus acertos, como a não vulgarização dos sustos, a preferência por uma atmosfera de angústia e desconforto na condução da trama, e uma interessante teia de linhas temporais, que acompanha paralelamente a detetive policial vivida por Andrea Riseborough (“Oblivion”), que se interessa pela investigação de uma casa amaldiçoada, e histórias passadas em 2004 e em 2006. Outro ponto positivo está na presença de duas atrizes que funcionam muito bem no gênero horror: Jacki Weaver, presente em “Birdbox” e “A Face do Mal”, e Lin Shaye, rosto conhecido de quem viu a franquia “Sobrenatural”. Ambas têm faces muito expressivas para filmes de casas mal-assombradas. O mal-estar que a projeção cria explica sua rejeição. Não o mal gerado pela maldição da trama, mas o efeito causado pelo andamento tedioso da trama, que, com tantos personagens, entre os quais ainda se inclui um corretor vivido por John Cho (“Buscando…”), não consegue fazer o espectador se envolver ou se importar com o filme. Uma pena.
Os Orfãos não aterroriza, mas é terrível
Em uma entrevista disponível nos extras do DVD de “Invocação do Mal”, o cineasta James Wan conta que quando recebeu o roteiro do filme, escrito pelos irmãos Chad e Carey W. Hayes, o texto vinha repleto de cenas de sustos, com poucos intervalos para o desenvolvimento dos personagens. Na ocasião, os roteiristas justificaram sua escolha dizendo que, por se tratar de uma obra de terror, os sustos eram fundamentais. Wan contrapôs esse argumento, explicando a necessidade de construir a tensão que culminaria nos sustos. A visão do experiente diretor prevaleceu e, no final, o resultado foi extremamente bem-sucedido. Esta anedota comprova a necessidade de ter alguém que entenda do gênero na realização de um filme de terror. Infelizmente, este não é o caso de “Os Órfãos”, novo roteiro dos irmãos Hayes, que adaptam o romance gótico “A Volta do Parafuso”, com direção de Floria Sigismondi (“The Runaways: Garotas do Rock”). A trama acompanha a professora Kate (Mackenzie Davis, de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), recém-contratada como tutora de Flora (Brooklynn Prince, de “Projeto Flórida”), uma pequena órfã que vive em uma mansão isolada. Pouco tempo depois, o irmão mais velho dela, Miles (Finn Wolfhard, de “Stranger Things”), chega em casa e logo passa a questionar a autoridade da professora. Kate também não encontra auxílio na governanta Mrs. Grose (Barbara Marten, de “Sanctuary”), descontente com a sua presença naquela casa. E, para completar, estranhas aparições e vultos começam a assustá-la, fazendo-a questionar a sua própria sanidade. O livro de Henry James já foi adaptado inúmeras vezes. Sua versão mais conhecida é “Os Inocentes” (1961), escrita por Truman Capote. Naquele caso, o roteirista explorou a tensão sexual da sua protagonista, sugerindo a revolução sexual que ocorreria nos anos seguintes. Tudo isso se perde nessa nova adaptação. Os roteiristas utilizam apenas um fiapo da trama do livro, criando uma narrativa que não sabe para onde caminha e culmina em lugar algum. O texto sem pé nem cabeça aposta em situações inverossímeis e inexplicáveis, apoiando-se em soluções canhestras que em nada influenciam na narrativa. A ideia de ambientar o filme na década de 1990, por exemplo, não tem qualquer importância. Não é nem o presente nem a época original da história, publicada em 1898. A única justificativa para tal escolha é a necessidade de afastar os personagens de tecnologias modernas, como smartphones e internet. Porém, isso se mostra uma alternativa preguiçosa e uma oportunidade desperdiçada, por não dialogar com a época retratada. É visível também a inexperiência de Floria Sigismondi com o gênero. A diretora aposta em uma sucessão de (tentativas de) sustos que, apresentados em sequência e sem qualquer respiro, acaba anestesiando o público. Da mesma maneira, a falta de preocupação com o desenvolvimento dos personagens causa antipatia. Se por um lado a cineasta retrata Miles como um jovem rico e aborrecido, sua tentativa de estabelecer uma relação matriarcal entre Kate e Flora é igualmente problemática, pois o filme não parece se importar muito com as ramificações desta relação. Seu interesse maior é em tentar nos surpreender com uma reviravolta que nem sequer faz sentido para história. Aliás, essa reviravolta no terceiro ato foi determinante para o longa-metragem receber a classificação “F” (a pior possível) no CinemaScore, uma pesquisa de opinião entre o público americano. E, de fato, o final de “Os Órfãos” é terrível, mas é apenas um dos seus problemas, e certamente não é o único.
Reboot de Candyman ganha primeiro trailer sanguinário
A Universal divulgou o pôster e o primeiro trailer do remake/reboot do terror “Candyman”, que tem produção de Jordan Peele (“Corra!”). A prévia recria várias cenas do filme de 1992, com requintes sanguinários e algumas mudanças significativas. A principal diferença é que o ator Yahya Abdul-Mateen (“Aquaman”, “Watchmen”) interpreta o protagonista, numa mudança de sexo em relação ao filme original de 1992, estrelado por Virginia Madsen, vítima do monstro vivido por Tony Todd. Além disso, há diferenças sociais. O novo filme retorna à vizinhança de Chicago onde a lenda se originou, mas o local é outro após 26 anos. Se antes era cheio de residências populares, hoje é tomado por famílias de classe média alta, que se mudaram para o bairro. Para quem não lembra, a lenda do Candyman girava em torno de um filho de escravo que se tornou próspero depois de desenvolver um sistema para fabricar sapatos em massa durante a Guerra Civil. Ele também se tornou conhecido como artista por seu talento como pintor de retratos. Depois de se apaixonar e ser pai de uma criança com uma mulher branca em 1890, Candyman foi atacado por uma turba de linchamento contratada pelo pai de sua amada. Eles cortaram sua mão para que não pudesse mais pintar e a substituíram por um gancho. Depois, foi untado com mel roubado de um apiário, atraindo abelhas famintas que o picaram até a morte. Seu cadáver foi queimado e suas cinzas foram espalhadas pela área de Chicago onde sua aparição é mais forte. Seu espírito vingativo aparece quando seu nome é dito cinco vezes no espelho, com consequências mortais. A descrição do personagem, que lembra uma mistura da lenda urbana de Bloody Mary (ou da Loira do Banheiro) com a tortura sofrida pelo Negrinho do Pastoreio é, na verdade, baseada no conto “The Forbidden”, assinado pelo mestre do terror Clive Barker (“Hellraiser”). Com direção e roteiro de Nia DaCosta (“Little Woods”), o novo “Candyman” tem estreia está marcada para 11 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
A Caçada: Terror atacado por Donald Trump ganha primeiro trailer nacional
A Universal divulgou o primeiro trailer nacional de “A Caçada” (The Hunt), terror polêmico que quase teve seu lançamento cancelado nos EUA. Além do vídeo legendado, a atração também ganhou data de estreia no Brasil. Vai chegar aqui em 28 de maio. A estreia original do thriller satírico, que aconteceria no ano passado, chegou a ser suspensa nos EUA, em meio a uma onda de atentados violentos e um dia após sofrer um ataque virulento do presidente Donald Trump no Twitter. “A Hollywood liberal é racista no maior nível, com muita raiva e muito ódio”, escreveu Trump em agosto. “Eles gostam de se definir como ‘elite’, mas não são elite. Na verdade, são as pessoas às quais eles fazem oposição que são elite. O filme que está para sair foi feito para inflamar e causar o caos. Eles criam sua própria violência e tentam culpar os outros. Eles são os verdadeiros racistas, e muito ruins para o nosso país”, completou o presidente dos EUA. “A Caçada” mostra uma dúzia de militantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Os alvos se consideram “pessoas comuns”, vítimas da “elite” na trama, numa metáfora pouco sutil, que transforma o discurso de coitadismo dos heterossexuais brancos americanos em sátira de terror. Isto incomodou Trump que, vale lembrar, costuma usar o termo “racista” apenas para se referir a ataques contra pessoas brancas. Ele chamou Spike Lee de “racista” após o cineasta fazer um discurso político no Oscar 2019, e chegou a se referir à série “Black-ish”, sobre uma família negra, como “racismo no maior nível”. Por outro lado, quando precisou se manifestar a respeito do ataque de supremacistas brancos contra ativistas negros, que resultou numa morte, Trump preferiu dizer que havia pessoas de bem dos dois lados. Enquanto o mais recente trailer americano aproveita a polêmica criada por Trump como ferramenta de marketing, a prévia nacional optou por ignorar completamente o intertexto político. “A Caçada” foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). A produção é de Jason Blum, que ainda produziu o “racista” (no sentido trumpiano da palavra) “Corra!” (2017), indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos. Nos EUA, o filme será exibido em duas semanas, a partir de 13 de março.
Macaulay Culkin vai estrelar a 10ª temporada de American Horror Story
O ator Macaulay Culkin, até hoje lembrado como o menino Kevin de “Esqueceram de Mim” (1990), entrou no elenco da 10ª temporada de “American Horror Story”. A participação foi revelada pelo produtor Ryan Murphy, num vídeo postado no Instagram com todos os atores do 10º ano da série de terror antológico do canal pago FX. Além de Culkin, a temporada contará com o retorno de alguns habitués da série, como a dupla formada por Sarah Paulson e Evan Peters. Os dois atuaram em todas as temporadas da série, menos a mais recente, quando desfalcaram o elenco pela primeira vez. Outros frequentadores das histórias de terror de Murphy que retornam são Kathy Bates, Leslie Grossman, Billie Lourd, Adina Porter, Lily Rabe, Angelica Ross e Finn Wtitrock. Eles foram confirmados ao som da canção “Dead of Night”, de Orville Peck. Culkin chegou a se aposentar da carreira de ator, investindo numa transformação em artista plástico. Mas nos últimos tempos tem brincado de retornar à atuação. Após participar de vídeos e comerciais satirizando seu papel em “Esqueceram de Mim”, ele fez uma breve aparição no ano passado na série “Dollface”, da Hulu, estrelada por sua namorada Brenda Song. Ver essa foto no Instagram #AHSSeason10 Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em 26 de Fev, 2020 às 7:50 PST
Um Lugar Silencioso – Parte II ganha cinco vídeos e três pôsteres novos
A Paramount divulgou três pôsteres internacionais, um vídeo legendado de bastidores e quatro comerciais de “Um Lugar Silencioso – Parte II”. Um dos cartazes e a maioria dos vídeos foram desenvolvidos para o mercado brasileiro. As prévias mostram a ligação entre os dois filmes com cenas muito tensas. Entre elas, destaca-se um flashback do primeiro dia da invasão alienígena, que conta com a presença do personagem de John Krasinski, o pai da família da trama, que faleceu no primeiro filme. Assim, ele repete sua participação na frente e atrás das câmeras (como diretor). Mas a maior parte da história vai acompanhar o destino de sua mulher (Emily Blunt) e filhos, que agora incluem um bebê. Como mostra o featurette, a ação começa no minuto seguinte ao final do longa original. Além de Blunt, o bebê e os jovens Millicent Simmonds e Noah Jupe, as prévias mostram novos intérpretes, com destaque para o personagens vividos por Cillian Murphy (“Peaky Blinders”) e Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”), sobreviventes do mundo pós-apocalíptico dizimado pelas criaturas alienígenas que reagem com força extrema ao menor barulho. Com roteiro e direção de John Krasinski, o filme chegará aos cinemas brasileiros em 19 de março, um dia antes do lançamento nos EUA.












