Ator da série Defiance será o super-herói Brainiac 5 em Supergirl
O ator Jesse Rath, que interpretou Alak Tarr na série sci-fi “Defiance”, vai viver outro alienígena na TV. Ele foi escalado como o super-herói Brainiac 5 na série “Supergirl”. A confirmação de Brainiac 5 é uma informação importante, já que inclui um novo integrante da Legião dos Super-Heróis na trama, após a longa participação de Mon-El na 2ª temporada e da escalação de Amy Jackson (“Freaky Ali”) para viver Saturnia (antigamente conhecida como Moça de Saturno) nos próximos episódios da atração. Vale destacar que Brainiac 5 é um personagem completamente diferente de seu antepassado Brainiac, que vai aparecer na série “Krypton”. Querl Dox (seu nome civil) foi concebido pelo próprio criador de Superman, Jerry Siegel, e pelo principal desenhista de Supergirl, Jim Mooney, em 1961, três anos após a introdução do supervilão Brainiac. Nativo do planeta Colu, habitado pelos seres mais inteligentes do universo, ele se alistou na Legião dos Super-Heróis do século 30 como forma de expiação dos crimes de seu ancestral. Várias de suas invenções se tornaram importantes para a Legião, como o soro contra envenenamento de chumbo, que salva a vida de Mon-El nos quadrinhos. E este pode ser o ponto de introdução do personagem na série. Além disso, Brainiac 5 é o legionário que possui maior ligação com Supergirl. Após ela odiá-lo a primeira vista, por seu parentesco com um dos grandes inimigos de Superman, os dois viraram um dos casais mais improváveis dos quadrinhos pré-“Crises nas Infinitas Terras”. Outra relação do personagem com a série ainda inclui a participação da supervilã Indigo (vivida por Laura Vandervoort) na 1ª temporada. Indigo também é uma ancestral malvada de Brainiac 5. Com dois integrantes da Legião já confirmados, deve ser questão de tempo até novos personagens serem anunciados – Cósmico e Relâmpago, por exemplo. Por sinal, já houve rumores sobre um filme live action da Legião, mas o máximo que se viu até agora. além de uma série animada, foi uma pequena participação de personagens da equipe em dois episódios da antiga série “Smallville”.
Ator da série Da Vinci’s Demons será o supervilão Brainiac em Krypton
O ator inglês Blake Ritson, que viveu o sádico Girolamo Riario na série “Da Vinci’s Demons”, vai viver outro malvadão da TV. Ele ficou com o papel de Brainiac, supervilão dos quadrinhos da DC Comics, na série “Krypton”, passada no planeta natal do Superman. Além de Ritson, outra novidade anunciada na atração é a participação da atriz Paula Malcomson (da série “Ray Donovan”), que ficou com o papel de matriarca da família El, chamada Charys. A série foi criada por David S. Goyer (roteirista de “O Homem de Aço”) e Ian Goldberg (criador da série “Dead of Summer”), e acompanha Seg-El, o avô do Superman, que luta pelo destino de seu planeta. O personagem é apresentado ainda em sua juventude, na pele do ator Cameron Cuffe (“Florence: Quem É Esta Mulher”?), e fará par romântico com a personagem de Georgina Campbell (série “Broadchurch”), membro do clã do infame General Zod. A participação de Brainiac já tinha sido adiantada pelo chefe da DC Entertainment, Geoff Johns, durante a Comic-Con. Sua presença, décadas antes do nascimento do Superman, será justificada pelo velho truque da viagem do tempo. E ele não será o único integrante do universo contemporâneo da DC Comics a aparecer na série. “É uma série que, embora se passe há séculos atrás em Krypton e gire em torno do clã de El, origina-se de uma conspiração de alguém do presente que viajou no tempo para Krypton para evitar que o legado de Superman acontecesse”, Johns contou na Comic-Con. O motivo dessa mudança de foco se deve ao fato de os produtores terem percebido que firmar a série inteira no passado não teria tantos atrativos para o público, já que não permitiria a inclusão de nenhum personagem conhecido dos quadrinhos. Por isso, decidiram “conectá-la ao presente”. Isso significa que personagens icônicos da DC Comics aparecerão na trama, visando evitar o surgimento de Superman ou para tentar impedir os planos dos vilões. Além de Brainiac, Johns revelou dois heróis e mais um vilão que o público irá encontrar: Adam Strange, Mulher-Gavião e Doomsday. “Krypton” estreia em 2018, em data a ser anunciada pelo canal pago americano SyFy.
Série da Marvel sobre os Novos Guerreiros fica sem canal
O canal Freeform não vai mais exibir a série “New Warriors”, adaptação dos quadrinhos dos Novos Guerreiros, da Marvel. A emissora não conseguiu encontrar espaço em sua grade para o lançamento do programa em 2018, o que levou a Marvel Television a requisitar os direitos de volta, para oferecer a série para outros canais e serviços de streaming. Isto foi necessário após a Marvel ter se adiantado muito e vendido os direitos de exibição da atração para vários canais de outros países. Assim, há a obrigação de produzir a série, que no Brasil foi licenciada para o canal pago Sony. A favor da Marvel, contou o fato de o piloto ter – supostamente – impressionado os executivos da Disney, o que facilitou o aval para buscar outros interessados, em vez de correr riscos desnecessários – até os contratos do elenco poderiam vencer. Baseado no forte piloto, a Marvel espera conseguir um acordo inicial para a produção de duas temporadas, com uma encomenda mínima de dez episódios para cada uma delas. “New Warriors” seria a segunda série da Marvel exibida no Freeform, canal pago juvenil que pertence à Disney. A emissora já está produzindo “Cloak & Dagger”, adaptação dos quadrinhos de “Manto e Adaga”, para 2018. Os Novos Guerreiros são considerados uma versão júnior dos Vingadores. Mas a série teria um tom ainda mais cômico que os filmes dos super-heróis da editora. Criado pelo ex-editor da Marvel Tom DeFalco em 1989, o grupo surgiu da reunião de diversos heróis secundários juvenis da editora – mais ou menos como a Turma Titã, duas décadas antes na DC Comics. A formação da TV, desenvolvida por Kevin Biegel (criador da série “Cougar Town”) seria diferente da equipe dos quadrinhos, deixando de fora os membros mais poderosos, como Namorita, para destacar alguns dos personagens menos heroicos. A atriz Milana Vayntrub (série “This Is Us”) ficou com o papel da Garota Esquilo, a personagem mais popular, e o resto do elenco inclui Derek Theler (série “Baby Daddy”) como o Senhor Imortal, líder do grupo, Jeremy Tardy (série “Dear White People”) como Radical, Calum Worthy (série “Austin & Ally”) como Speedball, Matthew Moy (série “2 Broke Girls”) como Micróbio e Kate Comer (série “The Comeback”) como Escombro. Metade dos “jovens” escalados para viver os heróis adolescentes tem mais de 30 anos, inclusive a intérprete da Garota Esquilo. A outra metade tem mais de 20 anos, mas, na sinopse divulgada pela Marvel, todos interpretam adolescentes com superpoderes, que querem fazer a diferença no mundo, apesar de não estarem prontos para isso.
Fotos revelam novos personagens da série Agents of SHIELD
A revista Entertainment Weekly divulgou as fotos e as descrições de quatro novos personagens da 5ª temporada de “Agents of SHIELD”, que vai se passar no espaço. Como visto no final da temporada passada, Coulson (Clark Gregg) acorda a bordo de uma nave e descobre que alguns, mas não todos, de seus agentes foram levados junto com ele para o espaço. Ao entrarem em contato com outras pessoas à bordo da nave, eles descobrem que algo está terrivelmente errado. As fotos revelam quem são as pessoas que estão na nave: Deke (Jeff Ward, da série “Channel Zero”), um sobrevivente que ajuda as pessoas por um preço, muito útil, mas difícil de se confiar; Tess (Eve Harlow, de “The 100”), uma mulher autossuficiente e esperançosa, que lida com circunstâncias desesperadoras; Flint (Coy Stewart, de “Bella and the Bulldogs”), um inumano capaz de controlar pedras e que se vira sozinho desde muito cedo; e Grill (Pruitt Taylor Vince, de “Heroes: Reborn”), sujeito mal-humorado que não tem ilusões sobre o mundo em que vive e que não se deixa levar facilmente. A 5ª temporada de “Agents of SHIELD” estreia no dia 1º de dezembro pela rede ABC nos Estados Unidos, com a exibição de um episódio duplo de duas horas de duração. No Brasil, a série faz parte da programação do canal pago Sony.
Thor: Ragnarok fatura US$ 121 milhões em estreia arrasadora na América do Norte
“Thor: Ragnarok” se mostrou onipotente nas bilheterias norte-americanas. Saudado por críticas muito positivas (93% de aprovação no site Rotten Tomatoes), a produção lotou os cinemas, faturando impressionantes US$ 121M (milhões) em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá. O valor é quase o dobro da abertura de “Thor” (2011), o primeiro filme da franquia (US$ 65M), e também muito superior ao desempenho de “Thor: O Mundo Sombrio” (US$ 85M) em 2013. Até então considerado o personagem menos empolgante da Marvel, Thor deu a volta por cima e superou até o badalado “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (abriu com US$ 117M) em 2017. Lançado com uma semana de antecedência em outros países, inclusive no Brasil, o filme já soma US$ 306M no mercado internacional, contabilizando também uma ótima estreia na China, onde fez US$ 55M – recorde de arrecadação para o mês de novembro no mercado chinês. Em todo o mundo, a bilheteria acumulada do super-herói contabiliza US$ 427M, arrecadados em cerca de 10 dias. Um novo sucesso para a Marvel e um empurrão e tanto para a Disney atingir o faturamento mundial de US$ 5B (bilhões) em 2017. A competição se provou desigual para o lançamento de “Perfeita É a Mãe 2”, comédia que também chegou aos cinemas norte-americanos neste fim de semana. O estúdio STX tentou amaciar o golpe antecipando sua estreia em dois dias, para a quarta-feira (2/11). Mas nem com a soma de cinco dias a continuação conseguiu superar a arrecadação do primeiro filme. Enquanto o original faturou US$ 23,8M, a sequência ficou com US$ 21,5M. Se contar apenas os três dias do fim de semana, o valor não passa de US$ 17M. Para piorar, a avaliação da crítica foi negativa. Se o primeiro tinha dividido opiniões, com 58% de aprovação, o segundo virou unanimidade: podre, com 32%. Chega no Brasil em dezembro, para valorizar sua temática natalina. O Top 3 fecha com “Jogos Mortais: Jigsaw”, renascimento da franquia de terror, que tinha aberto em 1º lugar na semana passada. O longa rendeu apenas US$ 6,7 milhões em seu segundo fim de semana. Mas como foi rodado com um orçamento de US$ 10M, deverá cobrir seus custos de produção até o próximo domingo (11/11) apenas com a bilheteria doméstica. A estreia no Brasil esta marcada para o fim do mês. Confira, abaixo, os dez filmes de maior bilheteria no fim de semana na América do Norte, com atenção especial para um trio responsável por grandes prejuízos para os estúdios. O caso mais gritante é o fracasso de “Tempestade – Planeta em Fúria”, orçado em US$ 120M, que fez somente US$ 28,7M em três semanas em cartaz na América do Norte. Além dele, “Blade Runner 2049” e “Only the Brave” também desempenharam muito abaixo das expectativas. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Thor: Ragnarok Fim de semana: US$ 121M Total EUA: US$ 121M Total Mundo: US$ 427M 2. Perfeita É a Mãe 2 Fim de semana: US$ 17M Total EUA: US$ 21,5M Total Mundo: US$ 28,2M 3. Jogos Mortais: Jigsaw Fim de semana: US$ 6,7M Total EUA: US$ 28,8M Total Mundo: US$ 59,5M 4. Tyler Perry’s Boo 2! A Madea Halloween Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA: US$ 42,9M Total Mundo: US$ 43,3M 5. Tempestade – Planeta em Fúria Fim de semana: US$ 3M Total EUA: US$ 28,7M Total Mundo: US$ 182,3M 6. A Morte Te Dá Parabéns Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA: US$ 52,9M Total Mundo: US$ 78,3M 7. Thank You for Your Service Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA: US$ 7,3M Total Mundo: US$ 7,3M 8. Blade Runner 2049 Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA: US$ 85,4M Total Mundo: US$ 239,9M 9. Only the Brave Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA: US$ 15,2M Total Mundo: US$ 16,4M 10. Let There Be Light Fim de semana: US$ 1,6M Total EUA: US$ 4M Total Mundo: US$ 4M
Batman recruta Aquaman e Flash em vídeos de cenas inéditas da Liga da Justiça
A Warner divulgou (via site Comic Book Movie) duas cenas de “Liga da Justiça”, em que Bruce Wayne/Batman (Ben Affleck) recruta Barry Allen/Flash (Ezra Miller) e Arthur Curry/Aquaman (Jason Momoa) para a equipe de super-heróis. Partes dessas cenas já tinham sido vistas anteriormente nos trailers da produção. Além dos três, a Liga ainda inclui Mulher Maravilha (Gal Gadot), Ciborgue (Ray Fisher) e Superman (Henry Cavill) – apesar de ter supostamente “morrido” em “Batman vs. Superman”. Dirigido por Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) e refeito por Joss Whedon (“Os Vingadores”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Liga da Justiça ganha 65 fotos com super-heróis em ação
A Warner divulgou nada menos que 65 fotos de “Liga da Justiça”, com Batman (Ben Affleck), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller), Ciborgue (Ray Fisher) e inúmeros coadjuvantes, mas, novamente, sem lembrar de Superman (Henry Cavill) – porque supostamente “morreu” em “Batman vs. Superman”. Os coadjuvantes são J.K. Simmons como o Comissário Gordon, Amy Adams como Lois Lane, Amber Heard como Mera, Billy Crudup como Henry Allen, Connie Nielsen como a Rainha Hipólita, Diane Lane como Martha Kent e Joe Morton como Dr. Silas Stone. Dirigido por Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) e refeito por Joss Whedon (“Os Vingadores”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Surge a primeira imagem da participação de Constantine em Legends of Tomorrow
O produtor Marc Guggenheim divulgou em seu Twitter a primeira imagem da participação de John Constantine em “Legends of Tomorrow”. A imagem aparece num monitor de TV e mostra o ator Matt Ryan de volta ao papel que desempenhou na série “Constantine” – ao lado de Brandon Routh, intérprete de Ray Palmer/Elektron. Veja abaixo o post original. A participação está marcada para o 10º episódio de “Legends of Tomorrow”, intitulado “Daddy Darhkest”, e aparentemente se estenderá até o episódio seguinte, ainda sem título divulgado. “Constantine” foi a única série da DC Comics/Vertigo cancelada na 1ª temporada, mas os fãs nunca desistiram de voltar a ver o personagem na TV, especialmente depois de uma participação especial na 4ª temporada de “Arrow”. Na verdade, Matt Ryan nunca abandonou totalmente John Constantine, dublando-o na animação “Liga da Justiça Sombria” e também na vindoura série animada de “Constantine”, atualmente em produção para o serviço de streaming da rede CW. Como os produtores do desenho são os mesmos das séries de super-heróis do canal, foi fácil arranjar a aparição. A interpretação de Ryan, porém, é controversa. Há quem goste, há quem odeie. O personagem também já foi vivido por Keanu Reeves no cinema, num ótimo longa-metragem lançado em 2005. Just hanging in the editing room… @mattryanreal @BrandonJRouth pic.twitter.com/tLkTL3SpZn — Marc Guggenheim (@mguggenheim) November 3, 2017
Jaimie Alexander explica porque Sif não aparece em Thor: Ragnarok
A atriz Jaimie Alexander explicou porque sua personagem na franquia “Thor”, a deusa Sif, não aparece no novo filme, “Thor: Ragnarok”. Conversando com o Yahoo!, ela explicou que o motivo foi um conflito de agenda com a série “Blindspot”, mas também aproveitou para dar uma cutucada na desorganização da Marvel. “Eles me convidaram, mas as filmagens aconteceriam na mesma época em que ia gravar ‘Blindspot’, então houve um conflito. Esperava ter recebido o convite com mais antecedência para me programar, mas foi algo de última hora. Eles ligaram e disseram: ‘Ei, a propósito, você pode vir fazer isso?”. Respondi que não havia como fazer isso tão rápido, não tinha como. Eles estavam em um continente diferente. Então foi triste. Fiquei chateada”. Mas ela não perdeu muita coisa. Pelo visto, sua participação seria uma figuração, como aconteceu com o personagem Frandal, vivido por Zachary Levi. Ao menos, Sif pode aparecer em outros filmes do universo Marvel. Lançado em 26 de outubro, “Thor: Ragnarok” lidera atualmente as bilheterias do Brasil.
Thor Ragnarok é uma piada – no bom sentido
Elementos cômicos caracterizam os filmes da Marvel desde o primeiro “Homem de Ferro” (2008), mas após “Guardiões da Galáxia” (2014) vêm assumindo proporções cada vez maiores, a ponto de “Homem-Formiga” (2015) ser quase uma comédia. A evolução dessa linha narrativa rendeu “Thor: Ragnarok”, a primeira comédia assumida da Marvel. O filme é basicamente uma paródia de super-herói. Isto fica clara nas semelhanças em relação ao primeiro “Thor” (2011). Se o tom contrasta de forma radical com o clima de tragédia épica shakespeareana conjurado pelo diretor Kenneth Branagh há seis anos, a história parte exatamente da mesma premissa: Thor perde seu martelo místico, é exilado e precisava voltar a Asgard para salvar a cidade dos deuses de um inimigo mortal. Mas, como se trata de uma comédia, o caminho de volta é uma sucessão de piadas e não uma jornada de herói. Isto é, ele não precisa aprender humildade, como em “Thor”, apenas fazer gracejos, enquanto abre seu caminho à base de porradas. Ao mesmo tempo, “Thor: Ragnarok” é também o filme mais autoral de toda a linha industrial-cinematográfica da Marvel. Méritos do diretor neozelandês Taika Waititi, que tem comédias insanas e engraçadíssimas no currículo, entre elas o hilário documentário fake sobre vampiros “O Que Nós Fazemos Nas Sombras” (2014), que conseguiu a façanha de vencer a mostra Midnight do Festival de Toronto, dedicada a filmes extremos e assustadores. Se James Gunn abriu as portas com seus “Guardiões”, Taika Waititi derrubou as paredes. O novo “Thor” é um filme típico de Waititi, para rir do começo ao fim. E ele encontrou um aliado importante para realizar seu projeto: o próprio Thor. Ou melhor, o australiano Chris Hemsworth, que já tinha mostrado talento cômico anteriormente – em “Férias Frustradas” (2015) e “Caça-Fantasmas” (2016) – , e que entrega seu melhor desempenho como ator. Até Mark Ruffalo, que incorporava um Hulk atormentado, virou piadista. Pela primeira vez, o Hulk fala num filme da Marvel, apenas para contar piadas. O tom cômico agradou em cheio a maioria do público e até aos críticos de cinema, que consideravam os filmes de “Thor” como os mais fracos de todo o universo “cinemático” da Marvel. Mas irritou ferozmente os blogueiros nerds. Quem procurar por críticas de “Thor: Ragnarok” fora do Rotten Tomatoes pode se assustar com as notas baixas conquistadas pela produção na nerdosfera. Se a grande imprensa achou que o filme vale um 9, geeks irritados não dão nem 2. Isto porque o filme ridiculariza sem dó o gênero das adaptações de quadrinhos, e faz isso de forma consciente, com piadas sobre Tony Stark e outros personagens da Marvel. Mesmo assim, fãs dos quadrinhos não deveriam reclamar da paleta colorida e da extravagância visual dos novos personagens, pois remetem aos desenhos clássicos de Jack Kirby. E há inúmeras referências à tramas famosas da Marvel, de “Planeta Hulk” ao próprio “Ragnarok”. Por outro lado, a destruição de Asgard nas mãos de Hela, uma Cate Blanchett divina, causa tanto impacto quando a quarta explosão da Enterprise nos filmes de “Star Trek”. As piadinhas também fazem com que mortes de personagens conhecidos da franquia não sejam sentidas. E isto num filme intitulado “Ragnarok”, o apocalipse nórdico. A dramaticidade sucumbe sob o peso dos excessos. As nuances não funcionam. O destino dos personagens se torna irrelevante, já que o ritmo leva o público a esperar gags e não tragédias. E ironicamente, mesmo assim, as cenas de ação são muito bem realizadas. Mas o grande fato incontornável é que, sem as piadas, “Thor: Ragnarok” não valeria o ingresso de cinema. Isto porque a produção parte de um roteiro extremamente simplório, apesar de escrito por quatro roteiristas diferentes, e se resume a uma história de transição, criada para anunciar que vem outro filme da Marvel a seguir. Waititi conseguiu um milagre, ao tornar esse comercial gigante de “Vingadores: Guerra Infinita” num passatempo divertido. Para quem não espera nada de um terceiro filme do deus do trovão, “Thor: Ragnarok” pode se revelar uma boa surpresa. Já quem espera muito de qualquer filme da Marvel, a surpresa pode ser descobrir que o estúdio finalmente fez o filme que sempre ensaiou fazer: uma homenagem ao Batman da TV dos anos 1960.
Mark Strong negocia papel do vilão Dr. Silvana no filme Shazam!
O ator Mark Strong pode estrelar sua terceira franquia de quadrinhos. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele negocia interpretar o vilão Doutor Silvana no filme “Shazam!”, que definiu o ator Zachary Levi (série “Chuck”) como o herói do título. Strong já viveu um vilão tradicional da DC Comics: Sinestro, em “Lanterna Verde” (2011). Além disso, estrelou os dois filmes baseados em “Kingsman”, de Mark Millar. Como a Warner deixou passar a chance de escalá-lo como Lex Luthor, ele pode interpretar o segundo vilão careca mais famoso da Era de Ouro dos quadrinhos. A semelhança entre Silvana e Luthor é mais que evidente. Ambos são cientistas loucos carecas, que usam a obsessão por destruir os super-heróis voadores e invulneráveis de seus universos para criar invenções perigosas e colocar o mundo em risco. De fato, a própria DC usou essa similaridade em seu processo de plágio contra a Fawcett Comics, que lançou o então Capitão Marvel (hoje Shazam!) nos anos 1940. Recorrendo na justiça por mais de uma década, a DC se aproveitou do endividamento da Fawcett para adquirir seus personagens – e após relançar o Capitão Marvel como Shazam! nos anos 1970, até o incluiu na Liga da Justiça. O roteiro de “Shazam!” está sendo escrito por Darren Lemke (“Goosebumps: Monstros e Arrepios”), Henry Gayden (“Terra para Echo”) e Geoff Johns (cocriador da série “The Flash”), mas a direção é de um especialista em terror: David F. Sandberg (“Quandos as Luzes se Apagam” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”). O filme não deve trazer participação do astro Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 8”), escalado há vários anos para viver o vilão Adão Negro, o segundo principal antagonista de Shazam!. Johnson deve estrelar só o spin-off de seu personagem. “Shazam!” é o terceiro filme na fila de estreia dos heróis da DC, após “Liga da Justiça”, que chega aos cinemas já em novembro, e “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018. As filmagens vão começar em fevereiro em Toronto, no Canadá, com uma estimativa de lançamento para abril de 2019.
Atrizes da Marvel se juntam para pedir um filme só com super-heroínas
A atriz Tessa Thompson, que interpreta Valquíria em “Thor: Ragnarok”, revelou que um grupo de intérpretes de super-heroínas da Marvel abordou o presidente do estúdio, Kevin Feige, sugerindo um filme que reunisse todas as personagens femininas. Ela listou quem participou do “movimento” em uma entrevista ao site Comic Book Resources. “Eu acho que nesse grupo estava Brie Larson, eu mesma, Zoe Saldana, embora ela estivesse no banheiro, eu acho, então ela chegou no meio da conversa, mas ela estava na revolução, Scarlett Johansson. Pom [Klementieff] e Karen [Gillan], que estão nos filmes dos ‘Guardiões da Galáxia’. Sim, acho que foi esse grupo. Nós estávamos meio que em um semicírculo, falando, e acabou surgindo a ideia, porque nenhuma de nós realmente trabalhou juntas – bem, exceto Zoe, Karen e Pom – , e pensamos ‘Não seria bom se pudéssemos todas trabalhar juntas? E fomos especulando sobre como isso poderia acontecer em ‘Guerra Infinita’, ou não aconteceria. E concluímos: ‘Não, deveríamos ter um filme inteiro onde nós teríamos certeza que poderíamos trabalhar juntas.’ Então, nós acabamos correndo até Kevin Feige e começamos a falar sobre isso”. As personagens que as atrizes listadas interpretam são: Valquíria (Tessa Thompson), Capitã Marvel (Brie Larson), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gamora (Zoe Saldana), Mantis (Pom Lementieff) e Nebula (Karen Gillan). Mas o grupo poderia incluir ainda a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Vespa (Evangeline Lilly), Sif (Jaimie Alexander), Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) numa armadura de ferro e as guerreiras Dora Milaje do vindouro “Pantera Negra”. Já imaginaram? A Marvel ainda não anunciou nenhum filme para depois de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que deve iniciar a Fase 4 do estúdio. E mesmo este filme ainda não tem data de estreia definida.
Vídeos da série The Flash destacam a estreia do Homem-Elástico
A rede CW divulgou uma cena e um vídeo de bastidores de “Elongated Journey Into Night”, episódio da 4ª temporada de “The Flash”, que vai ao ar nesta terça (31/10) nos Estados Unidos. O episódio é importante por introduzir o Homem-Elástico, e a cena introduz o personagem em sua identidade civil. A decisão de incluir o Homem-Elástico na série é uma das melhores surpresas da temporada. Afinal, Ralf Dibny, o Homem-Elástico, é um dos aliados mais antigos de Barry Allen nos quadrinhos, tendo inclusive feito sua estreia numa história do Velocista Escarlate em 1960, criado por John Broome e Carmine Infantino, com grande input do editor Julius Schwartz, que queria um novo personagem coadjuvante para o Flash. Eventualmente, ele também entrou na Liga da Justiça. Ao longo dos anos, Ralf fez fortuna no showbusiness e casou com a namorada Sue Dearbon, formando um dos casais mais bacanas dos quadrinhos. Uma das características de suas histórias individuais é que Ralf e Sue investigavam pistas e mistérios ao estilo dos antigos romances de detetives, conseguindo resolver mais crimes dessa forma que o próprio Batman. Até tudo ruir na minissérie “Crise de Identidade” em 2004, quando Sue foi assassinada por Jean Loring, a esposa de Ray Palmer (o Elektron), levando o herói divertido a se tornar sombrio. Obcecado em trazer Sue de volta à vida, ele fez todo tipo de pactos sobrenaturais, mas só conseguiu reencontrá-la com sua própria morte no crossover “52”. Como mostra a cena, “The Flash” deve mostrar o Ralph Dibny divertido das primeiras aventuras do herói, com interpretação de Harley Sawyer (da novela “The Young and the Restless”). Entretanto, o vídeo de bastidores também mostra mudanças em relação aos quadrinhos, como a origem de seus poderes e uma personalidade arrogante. Além disso, ele já aparece como detetive, após ter sido expulso da polícia por suposta corrupção – e os vídeos, inclusive, sugerem que ele foi denunciado por Barry Allen. Mas há uma contradição forte nesta história, em relação a episódios anteriores. Quem está prestando atenção em “The Flash” pode lembrar que o nome de Ralph Dibny foi citado na 1ª temporada (no sétimo episódio, “Power Outage”) como uma das pessoas que morreram instantaneamente na explosão dos laboratórios Star. #Fail? “The Flash” é exibido pelo canal pago Warner com cerca de três semanas de atraso no Brasil.












