Zack Snyder revela data de estreia de seu filme de zumbis na Netflix
O diretor Zack Snyder anunciou que seu filme de zumbis da Netflix, “Army of the Dead”, finalmente tem previsão de estreia. Em um post nas redes sociais, ele divulgou o lançamento 21 de maio e revelou que o primeiro teaser será revelado na próxima quinta (25/2). “Army of the Dead” foi filmado entre o verão e o outono de 2019 nos EUA, refilmado no verão de 2020 para substituir um ator devido à acusações de abuso sexual e até seu spin-off, um prólogo ainda sem título, encerrou sua produção ainda em 2020. O atraso no lançamento se deve, em parte, ao envolvimento de Snyder no relançamento de “Liga da Justiça”, que tomou todo o seu tempo nos últimos meses. Claro que não ajudou ter que voltar ao set para apagar Chris D’Elia (“Undateable”) do longa. Acusado de assediar sexualmente garotas menores de idade, ele teve sua participação substituída pela comediante Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”). Desenvolvido para a Netflix, “Army of the Dead” representa um retorno às origens para Snyder, que volta ao apocalipse zumbi 17 anos após o longa-metragem que inaugurou sua carreira, “Madrugada dos Mortos” (2004). A trama é uma espécie de “Onze Zumbis e um Segredo”. Um grupo de mercenários se reúne para realizar o maior assalto já tentado em Las Vegas. O detalhe é que, para chegar nos milhões, eles precisarão invadir uma zona de quarentena e se arriscar em meio a um surto de zumbis. O elenco do filme ainda inclui Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Omari Hardwick (“Power”), Hiroyuki Sanada (“Mortal Kombat”), Raul Castillo (“Atypical”), Nora Arnezeder (“Zoo”), Matthias Schweighöfer (“Viagem Sem Volta”), Ella Purnell (“Sweetbitter”), Garrett Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Ana de la Reguera (“Goliath”) e a dublê Samantha Win (“Mulher-Maravilha”). Survivors take all. #ArmyOfTheDead on @Netflix May 21.Teaser this Thursday. pic.twitter.com/sIgDoz6rmz — Zack Snyder (@ZackSnyder) February 21, 2021
Disney revela que O Show dos Muppets contém conteúdo impróprio
A Disney+ (Disney Plus) surpreendeu seus assinantes ao adicionar um aviso de conteúdo impróprio em alguns episódios da série clássica “O Show dos Muppets” (The Muppet Show), que foi disponibilizada na plataforma na sexta-feira (20/2) nos EUA. “Este programa inclui representações negativas e/ou maus-tratos de pessoas ou culturas. Esses estereótipos estavam errados na época e estão errados agora. Em vez de remover esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com ele e iniciar conversas para criarmos juntos um futuro mais inclusivo”, diz o aviso. O aviso foi adicionado a um total de 18 episódios das cinco temporadas do programa. Cada episódio recebeu a advertência por um motivo diferente, mas, por exemplo, durante o capítulo que tem participação de Johnny Cash, o cantor aparece diante de uma bandeira confederada, hoje considerada símbolo do racismo nos EUA. A imprensa americana procurou a Disney+ para saber outros detalhes sobre a decisão de incluir os avisos nos episódios, exibidos de 1976 a 1981 com classificação PG (o equivalente a 10 anos no Brasil) na TV, mas nenhum comentário adicional foi feito. Assim mesmo, a decisão reflete a iniciativa “Stories Matter” (histórias importam), que delineiam os diversos motivos que levam a plataforma a incluir alertas sobre seu conteúdo. “Como parte de nosso compromisso contínuo com a diversidade e inclusão, estamos revisando nossa biblioteca e adicionando recomendações ao conteúdo que inclui representações negativas ou maus-tratos a pessoas ou culturas”, diz o texto no site da Disney. “Em vez de remover esse conteúdo, vemos uma oportunidade de iniciar uma conversa e um diálogo aberto sobre a história que afeta a todos nós. Também queremos reconhecer que algumas comunidades foram apagadas ou totalmente esquecidas, e estamos empenhados em dar voz às suas histórias também. ”
Netflix renova Irmandade para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série brasileira “Irmandade” para sua 2ª temporada. Em post de suas redes sociais, a plataforma também informou que as gravações dos novos episódios vão acontecer “ainda em 2021”, sem dar maiores detalhes. O anúncio vem depois de nada menos que 16 meses de lançamento da série, que, a esta altura, já era tida como cancelada. Lançada em outubro de 2019, “Irmandade” se passa nos bastidores de uma facção criminosa. A narrativa é contada pelo ponto de vista de Edson, interpretado por Seu Jorge (“Cidade de Deus”), e Cristina, vivida por Naruna Costa (“Hoje eu Quero Voltar Sozinho”), dois irmãos que vivem em realidades muito diferentes e ao mesmo tempo bem próximas. Na série, a advogada Cristina (Naruna Costa) é pressionada a se reaproximar do irmão Edson (Seu Jorge), líder da Irmandade, para virar informante da polícia. Com as batidas e prisões que se seguem, outro líder da facção, Carniça (Pedro Wagner, de “Tungstênio”), passa a desconfiar que há um rato (traidor) na organização, e o cerco começa a se fechar. Ao mesmo tempo, conforme se infiltra na Irmandade, Cristina começa a questionar seus próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter. O elenco da 1ª temporada também incluiu Lee Taylor (“O Mecanismo”) e Hermila Guedes (“Céu de Suely”). A série tem produção da 02 e foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”), que dividiu a direção dos primeiros episódios com Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”) e Aly Muritiba (“Ferrugem”), e conta com Felipe Sant’Angelo (“Pedro e Bianca”) como roteirista-chefe. Eu gosto de começar o domingo assim: avisando que Irmandade foi oficialmente renovada para uma segunda temporada e começa a ser gravada ainda em 2021. pic.twitter.com/aa1L6ftP0J — netflixbrasil (@NetflixBrasil) February 21, 2021
Invincible: Série animada do criador de The Walking Dead ganha trailer ultraviolento
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer legendado de “Invincible”, série animada que adapta os quadrinhos homônimos de Robert Kirkman (o autor de “The Walking Dead”). A prévia abrange vários momentos distintos da trama, desde os primeiros passos do personagem-título como super-herói até a grande reviravolta, após a descoberta de um segredo que muda a perspectiva da história. Vale reparar que a evolução narrativa é acompanhada por uma mudança radical de tom, refletida pela troca do humor leve dos primeiros minutos por uma ultraviolência pesadíssima – que nos quadrinhos originais é muito pior. Lançada como “Invencível” no Brasil, a série aborda o universo dos super-heróis com um olhar sombrio, ao acompanhar Mark Grayson, um jovem aparentemente comum, exceto pelo fato de ser filho do super-herói mais poderoso do planeta, Omni-Man. Durante toda a vida, ele acreditou que seu pai era um alienígena benevolente, vindo do espaço para proteger a Terra, e que havia herdado seus poderes para continuar esse legado. Até o dia em que é convidado a se juntar ao pai em sua verdadeira missão: dominar o mundo. O elenco de dubladores reúne diversos intérpretes “clássicos” de “The Walking Dead”, a começar por Steven Yeun (o Glenn), que dubla o protagonista. Além dele, o elenco também inclui Lauren Cohan (a Maggie), Lennie James (Morgan), Khary Payton (Ezekiel), Ross Marquand (Aaron), Sonequa Martin-Green (Sasha), Michael Cudlitz (Abraham) e Chad Coleman (Tyreese). A produção também destaca as vozes de JK Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”) como Omni-Man e Sandra Oh (vencedora do Globo de Ouro por “Grey’s Anatomy” e “Killing Eve”) como a mãe de Mark, sem esquecer de Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Walton Goggins (“Tomb Raider”), Mark Hamill (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Gillian Jacobs (“Community”) e Seth Rogen (“Vizinhos”), entre outros. Um elenco impressionante. Os quadrinhos de “Invincible” foram publicados por 15 anos, encerrando-se em 2018 com a conclusão da história. Neste meio tempo, sua trama já tinha sido transformado em série animada – pela MTV em 2008 – sem maiores repercussões. Mas isso deve mudar com a nova série. Desta vez, a adaptação é do próprio Kirkman, com produção de sua empresa Skybound (que também produz “The Walking Dead” e seus derivados). A estreia está marcada para 26 de março.
Falcão e o Soldado Invernal: Comercial destaca escudo do Capitão América
A Disney+ (Disney Plus) divulgou novos pôster e comercial de “Falcão e o Soldado Invernal”, que destaca o escudo do Capitão América. Ele aparece em vários momentos da prévia, trocando de mãos entre os personagens do título. Segunda série do Marvel Studios a estrear em 2021, “Falcão e o Soldado Invernal” vai abordar o legado do Capitão América e o peso simbólico de seu escudo, que foi deixado por Steve Rogers para o Falcão, no final de “Vingadores: Ultimato”. Além dos dois Vingadores do título, interpretados por Anthony Mackie (Falcão) e Sebastian Stan (Soldado Invernal), “Falcão e o Soldado Invernal” também retoma personagens introduzidos nos filmes do Capitão América, trazendo de volta Emily Van Camp ao papel de Sharon Carter e Daniel Brühl como Barão Zemo, vilão responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. Desenvolvida pelo roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”), a série vai estrear em 19 de março com episódios assinados por Kari Skogland, diretora premiada de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”.
Vídeo de bastidores mostra que Raya e o Último Dragão teve produção “caseira”
A Disney divulgou um vídeo de bastidores de “Raya e o Último Dragão” (Raya and the Last Dragon), que destaca como o filme foi produzido à distância por sua equipe – entre cachorros, gatos e bebês nas casas dos profissionais, por conta da pandemia do novo coronavírus. A prévia também exibe novas cenas do desenho e conta com depoimentos de Kelly Marie Tran (a rebelde Rose Tico da franquia “Star Wars”), que dubla a Raya do título, e Awkwafina (“Jumanji: Próxima Fase”), voz do último dragão. Criada pelo roteirista vietnamita-americano Qui Nguyen (“The Society”) e a roteirista malaia Adele Lim (“Podres de Ricos”), Raya tem traços asiáticos e incorpora vários elementos da cultura – e das artes-marciais – do sudeste asiático. Apesar disso, a história é uma aventura fantasiosa sem laços com o folclore regional. A trama se passa em uma terra fictícia chamada Kumandra, que foi dividida em cinco regiões com diferentes clãs de pessoas, que antes viviam em harmonia com dragões, mas agora que as criaturas místicas se foram estão em conflito permanente. Raya, então, parte atrás do último dragão existente, acreditando que ele pode restaurar a paz. Mas só encontra um bicho tagarela que se transforma em uma mulher. A direção é comandada por Don Hall (“Moana”) e Carlos López Estrada (“Ponto Cego”), que trabalharam juntos com os estreantes na função Paul Briggs e John Rippa, veteranos da Disney que trabalharam em várias animações famosas do estúdio, de “A Princesa e o Sapo” (2009) a “Zootopia” (2016). Além das duas estrelas citadas, o elenco de dubladores incluiu outros astros asiáticos famosos de Hollywood, como Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Sandra Oh (“Killing Eve”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”) e Benedict Wong (“Doutor Estranho”). A animação deveria estrear nos cinemas em novembro, mas a pandemia de coronavírus adiou seu lançamento para 12 de março, quando também será disponibilizada na Disney+ (Disney Plus). O detalhe é que não basta ser assinante para assistir ao filme em streaming. A Disney decidiu cobrar uma sobrepreço (além do preço da assinatura) para quem quiser assistir “Raya e o Último Dragão” em casa, que batizou de Premier Access.
Livro infantil de Lupita Nyong’o vai virar animação da Netflix
A Netflix vai produzir uma animação musical baseada no livro infantil “Sulwe”, que é escrito por ninguém menos que a atriz Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”). O livro ilustrado conta a história da personagem-título, uma menina queniana que, segundo a descrição, “nasceu com a cor da meia-noite”. Um dia, ela recebe a visita de uma estrela cadente e parte em uma aventura mágica, que aborda temas como colorismo, autoestima e a lição de que a verdadeira beleza vem do interior. “A história de ‘Sulwe’ é algo que está muito perto do meu coração”, disse Nyong’o em comunicado. “Em minha infância, eu ficava desconfortável na minha pele escura. Raramente via alguém que se parecesse comigo nas páginas de livros e revistas, ou mesmo na TV. Foi uma longa jornada para eu chegar ao amor-próprio.” Ela continua: “‘Sulwe’ é um espelho para as crianças de pele escura se verem, uma janela para aqueles que podem não estar familiarizados com o colorismo, para ter compreensão e empatia, e um convite para todos que se sentem diferentes e invisíveis para reconhecer sua beleza inata e valor. Estou feliz que o livro seja adaptado em uma animação musical, que espero inspirar crianças de todo o mundo a celebrar sua singularidade.” Lupita Nyong’o será produtora da adaptação, mas ainda não há equipe ou maiores detalhes envolvendo o projeto. Em setembro passado, a atriz leu seu livro num vídeo divulgado pela Netflix, como parte de uma série educativa, chamada “Bookmarks”, em que artistas e celebridades leem livros infantis de autores negros sobre a experiência negra. O episódio com Nyong’o pode ser visto abaixo.
Produção de série de Bruna Marquezine e Manu Gavassi é interrompida pela pandemia
As gravações da série “Maldivas”, da Netflix, foram paralisadas pela segunda vez por causa da pandemia de covid-19. A produção da Netflix protagonizada por Bruna Marquezine e Manu Gavassi só voltará ao trabalho em abril. A comédia de mistério criada por Natalia Klein (roteirista de “Zorra Total”) já tinha dado uma pausa em dezembro passado, após um integrante da equipe testar positivo. O nome da pessoa infectada não foi divulgado, mas não faltaram especulações em torno de Manu Gavassi. Segundo a colunista Naiara Andrade, do jornal Extra, a nova paralisação não se deve a um novo caso na equipe e sim ao avanço generalizado da pandemia no Brasil. Com o atraso no cronograma, diminuem as chances de “Maldivas” estrear neste ano na plataforma de streaming. O título da produção refere-se ao nome de um condomínio no Rio de Janeiro, onde a goiana Liz (Bruna Marquezine) se infiltra para descobrir pistas da morte de sua mãe. Lá, ela se depara com personagens exóticas, como Milene (Manu Gavassi), a rainha do Maldivas, com uma vida aparentemente perfeita junto ao marido, o cirurgião plástico Victor Hugo (Klebber Toledo), e Rayssa (Sheron Menezzes), uma ex-cantora de axé convertida em empresária de sucesso, casada com o ex-vocalista de sua banda, Cauã (Samuel Melo). Há também Kat (Carol Castro), uma mãezona cujo marido, Gustavo (Guilherme Winter), cumpre prisão domiciliar. Ainda estão na trama Verônica (Natalia Klein), uma outsider que destoa das mulheres do Maldivas, Miguel (Danilo Mesquita), o noivo interiorano de Liz, e o detetive Denilson (Enzo Romani). Já o papel de mãe da protagonista será encarnado por Vanessa Gerbelli, que foi mãe de Bruna Marquezine quando ela era criança, na novela “Mulheres Apaixonadas”, de 2003.
Cidade Invisível é acusada de apropriação cultural
Elogiado pela crítica internacional e alvo de tuítes apaixonados em várias línguas, a série brasileira “Cidade Invisível” alterna seu sucesso atual com a acusação de cometer apropriação cultural. “Cidade Invisível” rendeu controvérsia pela falta de representatividade indígena em sua produção, na frente e atrás das câmeras. Como os personagens do folclore brasileiro apresentados na atração se baseiam em lendas e crenças nativas, chamou atenção a quantidade de intérpretes, produtores e roteiristas brancos envolvidos no projeto, entre eles o cineasta Carlos Saldanha (diretor das animações “Rio” e “O Touro Ferdinando”) em contraste com a completa ausência de representantes da cultura retratada. Até o Boto-Cor-de-Rosa, chamado de Manaus, é interpretado por um ator branco, enquanto Iara, a sereia de nome tupi, emerge quase Iemanjá com a pele negra em streaming. Entre vários outros, Fabrício Titiah, ativista da tribo Pataxó HãHãHãe, exaltou a qualidade da produção da Netflix, mas isso só teria tornado maior a oportunidade perdida. “É uma grande produção nacional, uma pena que erraram. Faltou estudar mais e ser respeitoso. Eu e outros parentes podemos contar a história que realmente representa as tradições originárias, a representatividade já começa aí”. “Há uma diferença muito grande entre exaltar uma produção nacional e colaborar para a venda da imagem de um Brasil onde a cultura sagrada de um povo é tratada como uma fantasia exótica. Reforçando pensamentos equivocados que os gringos tem sobre nossa cultura”, ele continuou, no Twitter. “Para nós que já vimos e sentimos a Mãe D’água e a Dona da Mata (Kaapora), ver como a série retratou nossos protetores foi agoniante. E ainda sem nenhum protagonismo indígena”, completou. A comunicadora Alice Pataxó também reclamou no Twitter que “é uma grande problemática tratar de ‘folclore’ Br, crenças e culturas indígenas sem protagonismo Indígena”. E exemplificou porque os equívocos são inevitáveis sem a participação nativa na construção de histórias de sua própria cultura. Porque os roteiristas brancos ao fazer “a apresentação dessas divindades, falam de seres e culturas que desconhecem, ou como em outras obras, se baseiam na Wikipedia”. “Até quando se trata de nós, somos os últimos a sermos lembrados e procurados, essa poderia ter sido uma oportunidade incrível de indígenas nas telinhas, mas a apropriação virou primeira opção”, ela refletiu. Apesar de manifestações mais radicais — como protestos por o Saci refletir o garoto negro eternizado pela literatura de Monteiro Lobato e não o mito indígena — , as reclamações apontam um problema recorrente nas produções brasileiras, que precisa ser escancarado e enfrentado, e nesse sentido é mais que válida, necessária mesmo, a pressão das redes sociais. Basta lembrar que a falta de representatividade chegou ao ponto de, no ano passado, uma roteirista branca ter ficado à frente de um especial em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Infelizmente, produtores e executivos de canais e plataformas não parecem dar importância para estes “detalhes” no país em que muitos dizem não existir racismo e sim militância de esquerda. Mas oportunidade, representatividade e correção cultural não são apenas slogans. São emprego, visibilidade e educação. Há uma diferença muito grande entre exaltar uma produção nacional e colaborar para a venda da imagem de um Brasil onde a cultura sagrada de um povo é tratada como uma fantasia exótica. Reforçando pensamentos equivocados que os gringos tem sobre nossa cultura. — Fabrício HãHãHãi VACINADO (@fabriciotitiah) February 15, 2021 #CidadeInvisivel Primeiro, não são fantasias, são nossos Encantados, nosso sagrado, nossos protetores. Para nós que já vimos e sentimos a Mãe D'água e a Dona da Mata (Kaapora), ver como a série retratou nossos protetores foi agoniante. E ainda sem nenhum protagonismo indígena. — Fabrício HãHãHãi VACINADO (@fabriciotitiah) February 14, 2021 Até quando se trata de nós, somos os últimos a sermos lembrados e procurados, essa poderia ter sido uma oportunidade incrível de indígenas nas telinhas, mas a apropriação virou primeira opção. — Alice Pataxó🏹 (@alice_pataxo) February 15, 2021 É importante entender que cobrar representatividade e posicionamento antirracista não é apenas quando esse movimento está em alta, todos os dias nossas culturas são usurpadas e incorporadas ao status brasileiro, enquanto nós somos excluídos. — Alice Pataxó🏹 (@alice_pataxo) February 15, 2021
Marvel recupera direitos de todos personagens das séries da Netflix
A Marvel já não tem justificativa para ignorar os heróis das séries exibidas na Netflix, que saíram do ar em 2018 após a plataforma reagir negativamente ao projeto da Disney+. Todos os direitos dos personagens já reverteram para o estúdio. O processo aconteceu em etapas, começando com Punho de Ferro e Luke Cage em outubro passado, seguido por Demolidor em novembro e por último, nesta semana, com Justiceiro e Jessica Jones. Além dos heróis que batizam as séries, todos os coadjuvantes, que incluem Elektra, Colleen Wing e Misty Knight, também estão liberados para aparecer nas produções da Marvel. Isso significa que todos podem ser utilizados em novos filmes e séries. Entretanto, até o momento, o Marvel Studios não anunciou nenhum plano para esses personagens vindos da Netflix. Apesar disso, fãs alimentam com esperança o rumor de que Charlie Cox retomará o papel de Matt Murdock, identidade secreta do Demolidor, no próximo filme do Homem-Aranha. Nada está confirmado.
James Gunn revela primeiras fotos dos bastidores da série do Pacificador
O diretor e roteirista James Gunn compartilhou as primeiras fotos dos bastidores da série “Peacemaker”, derivada de “O Esquadrão Suicida”. A imagem mostra o cineasta em meio ao elenco sorridente, em frente a uma casa-trailer pintada com as cores do uniforme trajado pelo ator John Cena (“Bumblebee”). Cena é o protagonista da série. A atração gira em torno do vilão Pacificador (Peacemaker, em inglês), personagem do ator no filme “O Esquadrão Suicida”, também escrito e dirigido por Gunn. A série irá explorar a origem do vilão, mas o cineasta alertou que isso não a torna automaticamente um prólogo de “O Esquadrão Suicida”. A trama também pode incluir aparições de outros membros da Força Tarefa X (mais conhecida como Esquadrão Suicida) e tem confirmada a presença do anti-herói Vigilante, que será vivido por Freddie Stroma (“Bridgerton”). O elenco ainda conta com Danielle Brooks (a Taystee de “Orange is the New Black”), Robert Patrick (até hoje lembrado como vilão T-1000 de “O Exterminador do Futuro 2”), Christopher Heyerdahl (“Van Helsing”), Chukwudi Iwuji (“Cidade Pássaro”), Lochlyn Munro (“Riverdale”), Annie Chang (“Shades of Blue”), Jennifer Holland (“Brightburn: Filho das Trevas”) e Steve Agee (também de “Brightburn”). Os dois últimos aparecerão em “O Esquadrão Suicida”, respectivamente como a agente da NSA Emilia Harcourt e o agente penitenciário John Economos. Com oito episódios, “Peacemaker” ainda não recebeu uma data de lançamento na HBO Max, mas só deve estrear após “O Esquadrão Suicida” chegar nos cinemas em agosto. Are you ready for what the #Peacemaker crew is cooking up? @DCPeacemaker @hbomax #teampeacemaker @thedanieb @JohnCena @jennlholland @steveagee @CConradTweets pic.twitter.com/Yo5hfHhHLJ — James Gunn (@JamesGunn) February 18, 2021
Novo episódio de WandaVision derruba a Disney+ nos EUA
Vários usuários americanos da Disney+ (Disney Plus) que tentaram assistir “WandaVision” no minuto em que a série foi disponibilizada nesta sexta (19/2) enfrentaram problemas de conexão. Quedas e interrupções afetaram a plataforma de streaming nos EUA, principalmente na Costa Oeste do pais, devido ao aumento de tráfego decorrente do grande interesse na série. A interrupção, porém, não foi longa. Durou aproximadamente 10 minutos, de acordo com a própria empresa. Entretanto, os relatórios sobre a duração da interrupção variaram no Twitter, com algumas pessoas tendo problemas por cerca de 30 minutos, levando ao surgimento de tópicos em torno da queda – como #Disney+Down. Também houve relatos de instabilidade entre assinantes da Costa Leste e até do Reino Unido. Vale lembrar que esse tipo de problema já tinha acontecido anteriormente com a HBO Go, que não conseguiu dar conta do tráfego originado pelo interesse nos capítulos finais de “Game of Thrones”.
JJ Abrams cria nova série de fantasia para a HBO Max
A HBO Max encomendou a produção de uma nova série baseada numa ideia original de JJ Abrams, criador de “Lost” e diretor de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Intitulado “Subject to Change” (sujeito à mudança, em tradução literal), a série é um thriller fantasioso. A trama segue um estudante universitário desesperado, que se inscreve para um teste médico e, segundo a sinopse adiantada, “inicia uma aventura radical e angustiante, de quebrar a cabeça e a realidade”. A última série criada por Abrams tinha sido a cultuada “Fringe” (às vezes chamada de “Fronteiras” no Brasil) em 2008. Mas ele também está desenvolvendo “Demimonde”, baseado em outra ideia original, igualmente para a HBO Max. Jennifer Yale atuará como roteirista principal, produtora e showrunner de “Subject to Change”. “Tem sido incrível e divertido tecer essa história um tanto insana com Jenn, e sou grato a ela e a todos na HBO Max pela oportunidade de dar vida à série”, disse Abrams em um comunicado. Yale acrescentou: “Eu me senti muito privilegiada por trabalhar com JJ e [a produtora] Bad Robot na expansão da história emocionante de JJ e criar um thriller sinuoso e instigante onde quase tudo é possível e ainda assim tudo está planejado. Tornar isso uma realidade em parceria com a HBO Max é um sonho. ” “Mal podemos esperar para trazer este thriller complexo e revelador para a HBO Max”, acrescentou a chefe de conteúdo original do streamer, Sarah Aubrey. “Vai levar os espectadores a uma jornada inesperada, mostrando todo o brilho criativo de JJ, Jennifer e a equipe da Bad Robot.” “Subject to Change” será produzido pela Bad Robot, dentro do contrato milionário de desenvolvimento da empresa com a Warner Bros. Television.












