Marvel transforma série “Guerras das Armaduras” em filme
A Marvel mudou de ideia sobre a vindoura série “Guerras das Armaduras” (Armor Wars). A produção agora será um filme, que trará Don Cheadle mais uma vez no papel de James Rhodes, o herói conhecido como Máquina de Combate. Durante sua participação na D23, convenção da Disney, o chefão do Marvel Studios, Kevin Feige, chegou a anunciar que “Guerras das Armaduras” seria uma sequência direta de outra série da Disney+, “Invasão Secreta”, que teve seu primeiro trailer divulgado no evento. Don Cheadle apareceu com destaque naquela prévia. O comediante e roteirista Yassir Lester, que trabalhou com Cheadle na série “Black Monday”, ficou com a missão de enxugar a trama, que ele concebeu para seis capítulos, de forma a render duas horas de exibição nos cinemas. Anunciada como série em dezembro passado, “Guerras das Armaduras” é baseada numa trama clássica da Marvel, publicada nos anos 1980, que examina o que acontece quando a tecnologia criada por Tony Stark vai parar nas mãos erradas. A Marvel planejava começar a produção da série em 2023, mas as poucas pessoas que estavam se preparando para isso foram notificadas nesta quinta-feira (29/9) sobre a mudança de abordagem. Em resumo, a produção vai demorar mais tempo para começar. Até o momento, nenhum diretor foi oficialmente contratado e não há previsão para o lançamento. Mas o contexto de “Guerras das Armaduras” fará parte das histórias do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) dedicadas ao legado de Tony Stark após sua morte em “Vingadores: Ultimato”. Outra produção relacionado a esse legado é a série “Coração de Ferro” (Ironheart), que trará Dominique Thorne (“Se a Rua Beale Falasse”) como a brilhante inventora Riri Williams e heroína conhecida como Coração de Ferro – a personagem será introduzida na continuação de “Pantera Negra”.
“American Horror Story” revela elenco, título, artes e data de estreia da 11ª temporada
O canal americano FX divulgou os pôsteres promocionais da 11ª edição de “American Horror Story”, que revelam o título da temporada e a data de estreia dos novos episódios. A 11ª temporada da série de antologia vai se chamar “American Horror Story: New York” – ou “AHS: NYC”, de forma abreviada – e teve a exibição de seus dois primeiros capítulos marcada para 19 de outubro na TV paga americana. A trama permanece em segredo, mas o título confirma a locação, após paparazzi flagrarem o começo da produção. Com base nos figurinos e cenários flagrados pelos fotógrafos, a produção deve ser ambientada na década de 1970, o que é confirmado por uma sinopse extraoficial sobre um serial killer que ataca a comunidade LBGTQIA+ da era das discotecas – quando a cidade também enfrentou um grande blecaute. O elenco também foi confirmado com Denis O’Hare (integrante série desde o primeiro episódio, de 2011, até a mais recente temporada, de 2021), Zachary Quinto (que participou entre 2011 e 2013), Billie Lourd (entre 2017 e 2021), Leslie Grossman (também de 2017 a 2021), Isaac Powell (em 2021) e Patti LuPone (em 2013). Além disso, trarão também outros colaboradores recorrentes do produtor Ryan Murphy, como Sandra Bernhard (“Pose”), Joe Mantello (“Hollywood” e “The Normal Heart”) e Charlie Carver (“Ratched”). Assim, a maior novidade é Russell Tovey (“Looking”), que trabalha com Murphy pela primeira vez. A série mais longeva da história do FX encontra-se renovada até o 13º ano de produção. Conheça o elenco de #AHSNYC! 🗽 pic.twitter.com/FflfAdDaPK — American Horror Story Brasil (@ahsfx_br) September 29, 2022
Alice Braga vai estrelar sci-fi da Apple TV+
A Apple TV+ anunciou Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”) no elenco da sci-fi “Dark Matter”, atualmente em desenvolvimento para o streaming. A atriz brasileira vai viver uma psiquiatra chamada Amanda na série. Além dela, o ator americano Jimmi Simpson (“Westworld”) também foi confirmado como um brilhante neurocientista chamado Ryan. Eles se juntam a um elenco formado ainda por Joel Edgerton (“Treze Vidas: O Resgate”) e Jennifer Connelly (“Expresso do Amanhã”), que vivem marido e mulher na trama, uma adaptação do livro homônimo de Blake Crouch (o autor de “Wayward Pines”), que está assinando o roteiro da série. “Dark Matter” gira em torno de Jason Dessen (Edgerton), um físico, professor e pai de família que, enquanto caminha para casa nas ruas de Chicago, é sequestrado por uma versão alternativa de si mesmo. Quando tenta retornar à sua vida, ele se vê jogado num multiverso de realidades alternativas. Perdido num labirinto de dimensões alucinantes, ele faz de tudo para encontrar sua verdadeira família e salvá-la do inimigo mais aterrorizante e imbatível que consegue imaginar: ele mesmo. Além desta série, a ocupadíssima Alice Braga poderá ser vista em breve no thriller de mistério “Retreat”, nova série de Zal Batmanglij e Brit Marling (os criadores de “The OA”), prevista ainda para este ano, e no suspense “Hypnotic”, de Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), sem previsão de estreia.
Telefilme do julgamento de Johnny Depp e Amber Heard ganha trailer
A plataforma americana Tubi divulgou o trailer de “Hot Take: The Depp/Heard Trial”, um telefilme baseado no processo travado entre o ex-casal Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) e Amber Heard (“Aquaman”). A prévia mostra a reconstituição do julgamento e algumas invenções de bastidores, interpretadas por atores nada parecidos com os personagens reais. O detalhe mais bizarro da adaptação é que o intérprete de Depp é 20 anos mais novo que o ator, enquanto a intérprete de Heard é 9 anos mais velha que a atriz verdadeira. A distorção faz com que Depp pareça mais jovem que Heard, embora na vida real seja o contrário: ela é 23 anos mais nova que ele. Mark Hapka (“Paixão Perigosa”) vive Depp, Megan Davis (“Famous”) é Heard, Melissa Marty (“Station 19”) interpreta Camille Vasquez (a advogada de Depp) e Mary Carrig (“Worst Birthday Ever”) dá vida à Elaine Bredehoft (advogada de Heard). Escrito por Guy Nicolucci (“Late Night with Conan O’Brien”), “Hot Take: The Depp/Heard Trial” vai mostrar o relacionamento tumultuado do casal, dentro e fora do tribunal, e contará com direção de Sara Lohman (“Off the Grid”). O julgamento real foi concluído em 1º de junho, com o júri considerando Heard culpada por difamar Depp em um editorial do Washington Post em 2018, enquanto o ator foi condenado por difamá-la por meio de seu ex-advogado. Entre o que os dois foram condenados a pagar, Heard ficou devendo cerca de US$ 10 milhões a Depp, mas recorreu da decisão. A estreia vai acontecer na sexta (30/9) de forma gratuita na Tubi, plataforma da rede americana Fox.
Kevin Bacon entra em “Um Tira da Pesada 4”
O ator Kevin Bacon se juntou ao elenco de “Um Tira da Pesada 4”. O quarto filme vai se chamar “Um Tira da Pesada: Axel Foley” (Beverly Hills Cop: Alex Foley) e trará Eddie Murphy de volta ao papel de Alex Foley, o policial de Detroit que, até aqui, viajou três vezes a Los Angeles para resolver casos ao longo da franquia. Quatro atores dos filmes originais também voltarão na continuação: Judge Reinhold e John Ashton, que viveram os detetives Billy Rosewood e o Sargento Taggart, ajudantes atrapalhados de Foley em Los Angeles; Paul Reiser, o parceiro original de Foley em Detroit, chamado Jeffrey Friedman; e Bronson Pinchot, que viveu Serge, um funcionário atrevido de galeria de arte. Eles se juntarão a novos personagens interpretados por Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”) e Taylour Paige (“Zola”), que, assim como Bacon, não tiveram seus papéis divulgados. “Um Tira da Pesada: Axel Foley” vai retomar uma franquia interrompida há 28 anos. Os três primeiros filmes foram lançados em 1984, 1987 e 1994, respectivamente, e faturaram um total de US$ 735,5 milhões em todo o mundo. A continuação foi escrita por Will Beall (“Aquaman”) e tem direção de Mark Molloy, que assina seu primeiro longa-metragem após ganhar vários prêmios por seu trabalho em publicidade. Já a produção continua a cargo de Jerry Bruckheimer, responsável pela trilogia original. O projeto foi acelerado após Eddie Murphy estrelar com sucesso outra sequência dos anos 1980, “Um Príncipe em Nova York 2”, que virou um dos filmes mais vistos da Amazon Prime Video. O lançamento vai acontecer na Netflix, mas ainda não há previsão de estreia.
Lisa Kudrow vai estrelar série baseada em “Os Bandidos do Tempo”
A atriz Lisa Kudrow (a Phoebe de “Friends”) vai estrelar a série baseada em “Os Bandidos do Tempo” (Time Bandits), filme de Terry Gilliam de 1981, que está sendo produzida pelo cineasta Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”) para a plataforma Apple TV+. Anunciado na quarta-feira (28/9), o elenco da atração também conta com Kal-El Tuck (“Andy and the Band”), Charlyne Yi (“House”), Tadhg Murphy (“Conversas entre Amigos”), Roger Jean Nsengiyumva (“Vocês Não Me Conhecem”), Rune Temte (“Voando Alto”), Rachel House (“Heartbreak High: Onde Tudo Acontece”) e a menina Kiera Thompson (“Os Envenenamentos de Salisbury”). Waititi será responsável pela direção do piloto e da produção da série. Na trama de “Os Bandidos do Tempo”, um menino é levado numa viagem pelo tempo por um grupo de anões, que aparece em seu quarto fugindo de uma ameaça misteriosa, e os acompanha enquanto eles passam a roubar grandes tesouros da História, ao mesmo tempo em que encontram figuras épicas e míticas, como Napoleão Bonaparte e Robin Hood, até precisarem se confrontar com o maligno Ser Supremo. O filme foi um grande sucesso nas bilheterias dos EUA e virou um clássico adorado por fãs de ficção científica e fantasia. Para se ter ideia, o elenco incluía Sean Connery (“007 Contra Goldfinger”), Shelly Duvall (“O Iluminado”), John Cleese (“Monty Pyton em Busca do Cálice Sagrado”) e Ian Holm (“O Senhor dos Anéis”). Ainda não há previsão para o lançamento da série.
Netflix revela elenco de spin-off de “La Casa de Papel”
A Netflix revelou nas redes sociais as primeiras fotos do elenco de “Berlín”, spin-off da série “La Casa de Papel” que será focada no personagem interpretado pelo ator Pedro Alonso. Além de Pedro Alonso, que interpreta o ladrão de joias hedonista Andrés de Fonollosa, também conhecido como Berlim, o elenco inclui Michelle Jenner (“Isabel”) como Keila, especialista em eletrônica, Tristán Ulloa (“Fariña”) como o confidente de Berlim e professor filantrópico Damián, Begoña Vargas (“Bem-vindos ao Éden”) como a instável Cameron, Julio Peña Fernández (“Através da Minha Janela”) como o dedicado Roi e o estreante Joel Sánchez como Bruce, um homem de ação implacável. A trama é um prólogo centrado numa gangue anterior de Andrés de Fonollosa, antes dele se tornar Berlim. A produção foi desenvolvida pelo criador de “La Casa de Papel”, Álex Pina, em parceria com Esther Martínez Lobato, roteirista-produtora da série original. As gravações vão começar em 3 de outubro em Paris, na França, mas ainda não há previsão para a estreia. O primeiro golpe do Berlin: roubar meu coração com esse elenco. A minha série spin-off de La Casa de Papel está acontecendo. pic.twitter.com/2H7LRPCYc5 — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 28, 2022
Bruno Gagliasso compartilha imagens de nova série da Netflix
“Santo” mal estreou e Bruno Gagliasso já está no elenco de outra atração da Netflix. Nesta quarta (28/9), ele compartilhou duas imagens dos bastidores de “Candelária”, que terá quatro episódios e retrata a Chacina da Candelária, no Rio de Janeiro. As imagens incluem o roteiro do segundo episódio e um registro de mãos unidas, com colares de miçangas usadas por devotos do candomblé. “Eu seguro minha mão na sua para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho. Orgulho de fazer parte desse projeto”, escreveu Gagliasso ao lado das imagens, adicionando o nome da produção. O crime conhecido como Chacina da Candelária aconteceu na noite de 23 de julho de 1993, pouco antes da meia-noite, quando um táxi e um Chevette com placas cobertas pararam em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, para seus ocupantes atirarem contra dezenas de pessoas, a maioria adolescentes, que estavam dormindo na região. Oito pessoas morreram, incluindo crianças, e as investigações descobriram que os autores dos disparos eram milicianos. A produção tem como showrunner o cineasta Luis Lomenha (“Luto como Mãe”), que também divide a direção dos episódios com Marcia Faria (“Me Chama de Bruna”), e vai acompanhar as 36 horas que antecedem a tragédia pelo ponto de vista de quatro crianças. Lomenha é uma das mãos retratadas na imagem divulgada por Gagliasso. As outras são da atriz e dançarina Valeria Monã e do ator Patrick Congo. O elenco da série ainda inclui o veterano Antônio Pitanga, o cantor Péricles, Leandro Firmino, Maria Bopp e Stepan Nercessian. “Candelária” ainda não tem previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso (@brunogagliasso)
Canal americano e plataforma de streaming Epix vira MGM+
O canal pago americano e serviço de streaming Epix vai se chamar MGM+. Anunciada nesta quarta (28/9), a mudança serve como forma de alinhar a marca à seu dono, MGM, depois que o estúdio comprou o Epix em 2017 pelo valor de US$ 1 bilhão, e segue a tendência – vislumbrada neste mesmo dia com a transformação da Starzplay em Lionsgate+ – de plataformas com nomes de estúdios seguidos pelo sinal de “plus”. Apesar da mudança, o streaming da nova MGM+ vai continuar a operar nos EUA por meio do serviço Prime Video (uma vez que a MGM foi comprada pela Amazon no ano passado). A Amazon já oferece a assinatura da MGM dentro de seu pacote de “canais” de streaming no Brasil. Esse canal deve passar a adotar a nova nomenclatura, MGM+, e incluir algumas novidades da programação do Epix. A mudança de nome passará a valer a partir de 15 de janeiro, mesmo dia da estreia da 3ª temporada da série “Godfather of Harlem”, produção original do Epix/MGM+. Outras séries exclusivas do serviço incluem “Billy the Kid”, “From”, “Rogue Heroes” e “Belgravia”. “A MGM é uma das marcas mais icônicas e amadas da era de ouro do entretenimento”, disse Michael Wright, chefe da MGM+. “Esta nova marca é uma promessa para os espectadores novos e existentes de que a MGM+ será o lugar para encontrar a televisão que reflete e celebra o legado da icônica marca MGM. Uma programação cinematográfica com narrativa sofisticada que diverte, encanta, surpreende e transporta. A MGM é a televisão para os amantes do cinema.” A mudança será acompanhada por novas produções do serviço, como a série “Hotel Cocaine”, criada por Chris Brancato (“Godfather of Harlem”), um thriller policial ambientado no início dos anos 1980, que deve estrear em 2023. Outra novidade foi o anúncio da 2ª temporada de “Belgravia”. Intitulada “Belgravia: The Next Chapter”, a temporada vai se passar em 1865, 25 anos após os eventos mostrados anteriormente, e vai acompanhar a história de Frederick Trenchard e seu novo interesse amoroso, Clara Dunn. Entre as produções de não-ficção, serão realizados um documentário sobre os assassinatos da casa mal-assombrada de Amityville, que inspiraram uma famosa franquia de terror, e outro sobre a cena musical psicodélica de São Francisco entre 1965 e 1975 – este último terá produção da Amblin, de Steven Spielberg. Além disso, a MGM+ contará com o catálogo da MGM, incluindo as franquias “James Bond” e “Rocky”, além de filmes elogiados como “O Silêncio dos Inocentes” (1991), “Casa Gucci” (2021) e “Licorice Pizza” (2021), entre muitos outros. Nos EUA, o canal Epix também opera uma rede de canais alternativos e streamings, que serão todos renomeados para refletir o foco na MGM. O Epix 2 se tornará MGM+ Hits, o Epix Hits se tornará MGM+ Marquee, e o Epix Drive-In vai se chamar MGM+ Drive-In.
Saiba porque “Blonde” virou o filme mais proibido da Netflix
O filme “Blonde”, cinebiografia da atriz Marilyn Monroe, chegou à Netflix nessa quarta (28/9) com a classificação indicativa “NC-17” nos EUA (equivalente à proibição para menores de 18 anos no Brasil), mais alta que qualquer outro conteúdo disponível no serviço de streaming. Para se ter ideia, “Blonde” foi considerado mais impróprio que o drama erótico “365 Dias” (2020), que recebeu “apenas” a classificação indicativa “R” (equivalente a 16 anos no Brasil), devido ao seu forte conteúdo sexual. Embora a Motion Picture Association (MPA), associação responsável pela classificação, não divulgue as cenas específicas que motivaram a censura etária, é possível supor que isso se deva à combinação de diferentes temáticas e imagens mostradas no filme. Um dos motivos considerados foi o excesso de cenas de nudez, incluindo nudez frontal masculina e feminina. Marilyn, interpretada pela atriz Ana de Armas (“Águas Profundas”), é vista nua durante boa parte do filme. “Blonde” também apresenta cenas de violência contra mulheres e até contra criança. E, se isso ainda não fosse suficiente, há ainda uma cena de aborto mostrada em close-up. Mas o diretor Andrew Dominik (“O Assassino de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”) acredita que uma cena em particular tenha impressionado mais os censores. Em determinado momento, a Marilyn de Ana de Armas aparece masturbando o presidente Kennedy (interpretado por Caspar Phillipson, de “Jackie”). Como não consegue atingir o clímax, o presidente então força a atriz a fazer sexo oral nele. A cena é filmada em close, mostrando o sofrimento e o desconforto da atriz. Em entrevista ao CinemaBlend, Dominik destacou que a cena “provavelmente” foi o fator determinante da classificação elevada. “Mas é difícil dizer, porque eles são um cofre. Eles não explicam, eles só dão dicas sobre o que pode ser problemático”, acrescentou. “Acho que tem muito a ver com quem está (na cena). Mas, por outro lado, as pessoas parecem estar chateadas com o filme ou sofrendo gatilhos com o filme. Então, talvez ele seja mais eficaz do que eu pensava.” “NC-17” foi uma classificação etária criada em 1990 para evitar que o lançamento de “Henry & June” recebesse a tarja “X”, mais elevada na época e usada para filmes pornográficos. Ela difere de “R” por proibir que menores vejam o filme mesmo se forem acompanhados dos pais e do hard “X” por ser mais que uma montagem de cenas explícitas. A partir de sua inclusão, o “NC-17” se tornou a censura máxima dos cinemas associados à MPA, entidade da indústria cinematográfica responsável pelo sistema de classificação dos EUA, empurrando o “X” para os vídeos adultos. Essa classificação é quase um certificado de óbito para um filme que precisa ser exibido nos cinemas, uma vez que limita demais o seu público. O filme “Showgirls” (1995) até tentou capitalizar em cima da curiosidade gerada por seu rótulo de “NC-17”, mas só arrecadou US$ 20 milhões nas bilheterias. Desde então, os realizadores normalmente optam por fazer cortes nas cenas polêmicas para conseguir uma classificação mais branda. Foi o que aconteceu com “Coração Valente” (1995), “Pânico” (1996), “American Pie — A Primeira Vez é Inesquecível” (1999), “Team America: Detonando o Mundo” (2004) e “King’s Man: A Origem” (2021), entre outros. Entre os filmes que receberam a classificação “NC-17” e ainda assim mantiveram a edição original, destacam-se “Crash – Estranhos Prazeres” (1996), de David Cronenberg, “Os Sonhadores” (2003), de Bernardo Bertolucci, e “Azul É a Cor Mais Quente” (2013), de Abdellatif Kechiche. Andrew Dominik chegou a revelar que a Netflix insistiu em contratar a montadora Jennifer Lame (“Tenet”) “para conter os excessos do filme”, mas se considera orgulhoso por manter tudo o que quis e por colocar seu filme na lista dos “proibidões”. “É um filme exigente. Se o público não gostar, isso é problema do público. O filme não está concorrendo a nenhum cargo público”, disse o cineasta, em entrevista ao site Screen Daily. “É um filme ‘NC-17’ sobre Marilyn Monroe, e é meio que o que se quer, certo? Eu quero ver a versão ‘NC-17’ da história de Marilyn Monroe.” Apesar disso, a atriz Ana de Armas não concordou com a classificação. “Eu posso listar várias séries ou filmes que são muito mais explícitos, com muito mais conteúdo sexual do que ‘Blonde’”, disse ela à revista francesa L’Officiel. “Mas para contar essa história era importante mostrar todos esses momentos da vida de Marilyn que a fizeram terminar daquele jeito. Precisava ser explicado. Todo mundo [no elenco] sabia que tínhamos que ir a lugares desconfortáveis. Eu não fui a única.” “Blonde” é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Joyce Carol Oates, que mistura realidade com o uso da imaginação (isto é, suposições de fatos) para contar a história da lendária estrela de cinema. Mas apesar dos elogios à interpretação corajosa da atriz cubana, longamente aplaudida durante a première do filme no Festival de Veneza, o longa dividiu a crítica e chegou à Netflix com apenas 50% de aprovação da crítica, conforme a média calculada pelo portal americano Rotten Tomatoes. Além de Ana de Armas, o elenco destaca Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o escritor Arthur Miller e Bobby Cannavale (“O Irlandês”) como o jogador de beisebol Joe DiMaggio, ex-maridos de Marilyn Monroe. Assista ao trailer.
Plataforma de streaming Starzplay vira Lionsgate+
O estúdio Lionsgate, dono do canal pago Starz e da plataforma Starzplay, anunciou nesta quarta (28/9) que seu serviço de streaming mudou de nome. A Starzplay passa a partir de agora a se chamar Lionsgate+, refletindo a tendência de Hollywood de batizar seus streamings com o nome do estúdio seguido pelo símbolo de “plus”. É o que acontece, por exemplo, com a Disney+. A ironia é que a Lionsgate chegou a travar uma briga jurídica com a Disney no Brasil para impedir que a empresa batizasse seu segundo serviço de Star+, alegando semelhança de nomes. Chegou a vencer na Justiça, travando a campanha de lançamento da Star+, o que forçou a Disney a fechar um acordo extrajudicial em agosto do ano passado, no valor de R$ 50 milhões, para estrear a plataforma no país. Agora, R$ 50 milhões mais rica, a Starzplay simplesmente decidiu mudar de nome. A iniciativa, porém, é mundial. Além do Brasil, a plataforma vai virar Lionsgate+ em 34 países da América Latina, Europa e Ásia. “Operar internacionalmente sob o Lionsgate+ traz uma identidade distinta e diferenciada em um mercado internacional cada vez mais concorrido e se baseia no valor da marca no nome Lionsgate, que nossa extensa pesquisa provou ser forte em todo o mundo. Mesmo com a separação da Starz e do negócio de estúdios da Lionsgate, a marca Lionsgate continuará sendo valiosa para o sucesso contínuo de nossa plataforma internacional”, disse Jeffrey Hirsch, presidente e CEO da Starz, em comunicado à imprensa. A menção à separação da Starz se deve à intenção da Lionsgate de vender o canal pago americano e até o próprio estúdio, mas separadamente. Por isso, o ato de rebatizar a plataforma sugere que o estúdio pretende manter o streaming, caso venda o canal. Por outro lado, isto também dificulta a venda do Starz e deixa indefinido, para possíveis interessados na aquisição, se a plataforma está atrelada ao estúdio ou ao canal, porque nos EUA a Starzplay não mudou de nome. O agora Lionsgate+ internacional tem diversas séries originais exclusivas, como a franquia “Power”, “The Great”, “The Girl From Plainville”, “Gangs of London” e “The Serpent Queen”, entre muitas outras. A assinatura do streaming custa R$ 14,90 por mês no Brasil e também pode ser adquirida em combos de TV por assinatura ou de outras plataformas de streaming, como o Prime Video, Globoplay e Star+. Confira abaixo o vídeo que anuncia a mudança de nome.
Tim Maia narra sua própria história em série da Globoplay
O serviço de streaming Globoplay lança nessa quarta (28/9) a série documental “Vale Tudo com Tim Maia”, no dia em que o cantor completaria 80 anos. Morto em 1998, aos 55 anos, Tim Maia é reconhecido até hoje como um dos maiores cantores do Brasil, e a série documental visa celebrar sua vida e carreira por meio de uma abordagem diferente. A história de Tim Maia já foi narrada em diferentes mídias, como no filme de ficção “Tim Maia” (2014), dirigido por Mauro Lima, e no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, de Nelson Motta. Em ambos os casos, porém, foi contada por outras pessoas. Na série da Globoplay, é ele quem conta a sua história. Dirigida pelo próprio Nelson Motta em parceria com o documentarista Renato Terra (“Narciso em Férias”), “Vale Tudo com Tim Maia” mostra a história do cantor por meio de seus próprios depoimentos, complementando sua trajetória por meio de imagens de arquivo, entrevistas e shows. A escolha por esse ponto de vista único, do próprio cantor, tem um motivo muito claro. “Ninguém conta melhor a sua história do que ele, com a sua linguagem, comédia e barbaridades”, explicou Motta à imprensa. “E Tim era um comediante nato, nós reforçamos isso nele como narrador.” “A série é um mergulho na originalidade e genialidade musical do Tim. Não há análises ou especialistas. O jeito que ele conta as histórias é de chorar de rir. A série é uma espécie de stand up comedy dançante. É aumentar o som e se preparar para rir, se emocionar e dançar”, completa Terra. Para compor o material da série, os realizadores contaram com o auxílio de Carmelo Maia, filho de Tim, que disponibilizou todo o seu acervo de fitas VHS e rolos de filme super-8, que mostram o cantor na sua intimidade. O resultado foram quase 30 minutos de cenas exclusivas, nunca vistas pelo público. O acesso a essas imagens, porém, não foi fácil. Carmelo Maia precisou vencer uma briga judicial com o irmão de criação, Leo Maia. Além destes registros de bastidores, a série também é composta por arquivos da TV Globo e de outras emissoras e rádios. “Vale Tudo com Tim Maia” contém três episódios. O primeiro narra a infância do cantor na Tijuca, a sua ida aos Estados Unidos e o começo do sucesso com os primeiros álbuns. O segundo episódio mostra o seu sucesso e as participações em programas de TV. Por fim, o terceiro episódio é dedicado aos seus momentos íntimos. Além disso, a série é embalada pelos maiores hits do cantor.
Netflix desiste de produzir série baseada nos quadrinhos de “Grendel”
A Netflix desistiu de produzir a série baseada em “Grendel”, quadrinhos cultuados da editora Dark Horse Comics. O projeto fazia parte de um contrato fechado há três anos com a editora, após o lançamento bem-sucedido da adaptação de “The Umbrella Academy”. A decisão foi tomada com a produção em andamento. “Grendel” chegou a gravar a maior parte de seus oito episódios iniciais sob comando de Andrew Dabb, que desenvolveu a recentemente cancelada “Resident Evil: A Série”. Mas não foi concluída. Com a decisão, os produtores vão levar o projeto para outros interessados. “Grendel” seria estrelada por Abubakr Ali (“Katy Keene”), o primeiro ator árabe muçulmano a interpretar um protagonista de uma série baseada em quadrinhos. O elenco também contava com Jaime Ray Newman (“Midnight, Texas”) como a paixão do protagonista, Jocasta Rose, e Julian Black Antelope (“Tribal”) como o antagonista Argent, um lobisomem nativo-americano que passa a caçar Grendel para impedir seus crimes brutais. Além deles, a menina Emma Ho (“Code 8: Renegados”) tem papel importante para o desfecho da trama, como a órfã Stacy Palumbo. Criado por Matt Wagner em 1982, o título reúne várias histórias sobre diferentes personagens que vivem Grendel, mas todas ligadas de uma forma ou outra a Hunter Rose, um escritor famoso, que se revela um habilidoso assassino após a morte da mulher que amava. Agindo à princípio como vigilante, ele logo muda de lado e se torna o chefão do crime de sua cidade. Mas sua história é curta. Outras pessoas assumem seu lugar e a trama prossegue até um futuro distópico, onde a história de Grendel se confunde com contos de terror sobre o diabo. Além de “The Umbrella Academy”, a Netflix tem apenas outra adaptação da Dark Horse em seu catálogo: uma série animada baseada em “Usagi Yojimbo”, o coelho samurai de Stan Sakai. Veja abaixo capas de diferentes fases da publicação de “Grendel”, inclusive da minissérie em que o vilão enfrenta Batman.












