Joseph Campanella (1924 – 2017)
Morreu o ator Joseph Campanella, que teve uma longa carreira com mais de 200 participações em filmes e séries. Ele faleceu aos 93 anos em sua casa em Sherman Oaks, Califórnia, na quarta-feira (16/5). A carreira de Campanella começou ainda nos anos 1950, numa profusão de antologias de dramatização teatral, mas foi na década seguinte que deslanchou, levando-o a acumular diversas participações nas mesmas séries como personagens diferentes – foram quatro aparições só em “O Fugitivo” em papéis variados. O primeiro destaque de sua vida profissional aconteceu na série de detetive “Mannix”, desenvolvida em 1967 por Bruce Geller, o criador de “Missão Impossível” – onde Campanella aparecera duas vezes. Ele interpretava o chefe do detetive Harry Mannix (Mike Connors), Lew Wickersham, em eterno conflito com o subordinado que insistia em desobedecer as análises computadorizadas da agência (eram os antigos cartões perfurados da IBM), preferindo resolver os casos à moda antiga, isto é, via pancadaria. Campanella foi indicado ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pela série em 1968, mas acabou dispensado pela produção na 2ª temporada, quando Harry Mannix rompeu com a agência de detetives e passou a atender clientes por conta própria, com a ajuda de uma secretária (Gail Fisher). A decepção não o impediu de ser valorizado, levando-o a monopolizar as telas. Entre 1969 e 1979, ele apareceu numa média de oito séries diferentes por ano, ao mesmo tempo em que fez diversos filmes, inclusive alguns cultuados como “Ben, o Rato Assassino (1972), “Corrida Silenciosa” (1972) e “Meteoro” (1979). Ele teve outro papel importante, ainda que recorrente, na versão original do sitcom “One Day at a Time”, dando vida a Ed Cooper, o ex-marido de Ann Romano (Bonnie Franklin) e pai das crianças da atração, entre 1976 e 1982. Mas acabou trocando as séries pelas novelas no final dos anos 1980. Sua participação em “Days of Our Lives” acabou lhe rendendo sua segunda indicação ao Emmy, em 1989. Também integrou o elenco de “The Bold and the Beautiful”, atuando por nove anos, entre 1996 e 2005, na interminável novela, até hoje em exibição nos Estados Unidos. Na produção, Campanella deu vida a Harper Deveraux, um poderoso senador que era desmascarado como um assassino diabólico conhecido como o Esfaqueador de Riverfront. O ator ainda foi dirigido pelo brasileiro Bruno Barreto no filme “Assassinato Sob Duas Bandeiras” (1990), viveu um dos juízes recorrentes da série jurídica “The Practice” e dublou o Dr. Connors/Lagarto no desenho do “Homem-Aranha” durante os anos 1990. Ele só se aposentou ao atingir os 83 anos de idade, após mais de 50 anos de atividade como ator. Sua última aparição na TV foi num episódio da série “CSI” em 2008. Joseph Campanella era casado há 53 anos com Jill Campanella, sua primeira paixão, com quem teve sete filhos.
Criadores de Gotham desenvolvem série sobre Alfred, o mordomo de Batman
O canal pago americano Epix vai produzir sua primeira série derivada de quadrinhos. Intitulada “Pennyworth”, contará a história da juventude de Alfred Pennyworth, o futuro mordomo de Bruce Wayne e primeiro auxiliar de Batman. A série está sendo desenvolvida por Bruno Heller e Danny Cannon, respectivamente criador e produtor de “Gotham”, série sobre a juventude de Bruce Wayne e os primeiros anos de James Gordon na força policial de Gotham City. “Pennyworth” retrocederá ainda mais no tempo, para contar a história de Alfred na época em que ele vivia em Londres, recém-saído do exército britânico, e o começo de seu relacionamento com o pai de Bruce, Thomas Wayne. A série não será relacionada diretamente ao universo de “Gotham”, onde o personagem é vivido pelo ator Sean Pertwee. Em vez disso, lançará um novo olhar sobre Alfred e sua vida, com interpretação de um ator mais jovem. “Pennyworth” começará a ser produzida este ano para um lançamento em 2019.
11ª temporada de Doctor Who será disponibilizada no Brasil pela plataforma Crackle
A 11ª temporada de “Doctor Who”, que marcará a estreia de Jodie Whittaker no papel-título, já tem “canal” definido para sua exibição no Brasil. Ela será exibida pelo serviço de streaming Crackle, da Sony, que anunciou a novidade nesta quarta-feira (16/5). “Doctor Who” costumava ser exibido no Brasil pelo canal BBC HD, que encerrou operações na TV paga brasileira em 2015, transformando-se em BBC Earth. A partir daí, a série passou para o canal pago SyFy, que não conseguiu renovar os direitos de exibição após a 10ª temporada. Prevista para o segundo semestre, mas ainda sem data definida, a 11ª temporada contará com dez episódios, que introduzirão um marco importante na história de “Doctor Who”. Pela primeira vez, desde sua criação em 1963, o Senhor do Tempo será interpretado por uma mulher. Jodie Whittaker é conhecida dos espectadores de séries britânicas por sua participação na série “Broadchurch”, criada por Chris Chibnall, que justamente assume como showrunner de “Doctor Who” na nova temporada. Além de “Doctor Who”, a Crackle fechou a distribuição nacional de outras atrações da BBC, como “Born to Kill” e as duas temporadas de “Top of the Lake”.
Whiskey Cavalier: Nova série de Lauren Cohan ganha primeiro trailer
A rede americana ABC divulgou quatro imagens e o primeiro trailer de “Whiskey Cavalier”, série de espionagem estrelada por Lauren Cohan (a Maggie de “The Walking Dead”) e Scott Foley (o Jake de “Scandal”). A prévia é repleta de ação e também divertidíssima, explorando a química eletrizante do casal. Os dois encarnam uma espécie de Sr. e Sra. Smith, rivais de diferentes agências do governo, lutando entre si para resolver o mesmo caso. Na trama, o trabalho da dupla inspira a formação de uma equipe multi-agências, que junta os dois agentes para lidar com ameaças contra o mundo, mas a maior ameaça que precisarão enfrentar é a dificuldade de lidar um com o outro. A comédia de ação foi criada por Dave Hemingson – que não tinha nenhum piloto aprovado desde “Kitchen Confidential” em 2005, cancelada na 1ª temporada. E além do casal protagonista, tem um ótimo elenco de apoio, com destaque para Tyler James Williams (o Chris de “Todo Mundo Odeia o Chris”, que por sinal trabalhou com Cohan em “The Walking Dead”), Ana Ortiz (das séries “Ugly Betty” e “Devious Maids”) e Vir Das (“Goa Goa Gone”). A aprovação de “Whiskey Cavalier” significa que Lauren Cohan terá menos tempo para gravar “The Walking Dead”, o que deve diminuir sua participação na produção dos zumbis. “Whiskey Cavalier” tem estreia prevista para a midseason, no começo de 2019, nos Estados Unidos.
The Fix: Robin Tunney vive promotora em trailer de série inspirada no julgamento de O.J. Simpson
A rede americana ABC divulgou cinco imagens e o trailer de “The Fix”, nova série jurídica estrelada por Robin Tunney (da série “The Mentalist”). A prévia lembra o julgamento de O.J. Simpson, acompanhando um astro negro que é acusado de homicídio duplo em Los Angeles e, em meio à atenção midiática do processo criminal, recebe o veredito de “não culpado”. Mas há uma reviravolta. Ao perder o caso, a promotora Maya Travis (Tunney) considera sua carreira arruinada e resolve se afastar. Mas, oito anos depois, a mesma celebridade se torna o principal suspeito de outro assassinato, o que faz com que a procuradoria a procure para convencê-la a assumir o caso, com uma segunda chance de fazer justiça. Vale observar que estre os criadores da série está Marcia Clark, promotora encarregada do caso de O.J. Simpson (vivida por Sarah Paulson em “American Crime Story”), que desenvolveu “The Fix” com Sarah Fain e Elizabeth Craft (criadoras de “Women’s Murder Club”). Além de Robin Tunney, o elenco destaca Adewale Akinnuoye-Agbaje (séries “Lost” e “Ten Days in the Valley”) como o astro suspeito, além de Robin Givens (“Riverdale”), Adam Rayner (“Tyrant”), Merrin Dungey (“Big Little Lies”), Breckin Meyer (“Designated Survivor”), Marc Blucas (“Underground”) e Mouzam Makkar (“The Exorcist”). A série tem estreia prevista para a midseason, no começo de 2019, nos Estados Unidos.
Grand Hotel: Série novelesca de Eva Longoria ganha imagens e trailer
A rede americana ABC divulgou cinco imagens e o primeiro trailer de “Grand Hotel”, série novelesca produzida pela atriz Eva Longoria (de “Desperate Housewives”). Ela já produziu “Telenovela” e “Devious Maids”, sempre inspirada por novelas latinas, e a nova atração não é diferente. Criada por Brian Tanen (produtor-roteirista de “Devious Maids”), a série é adaptação de uma produção espanhola e destaca em seu elenco o astro mexicano Demián Bichir (série “The Bridge”) como o dono de um luxuoso hotel em Miami Beach. A locação em Miami ajuda a latinizar a trama, já que o local é repleto de imigrantes, além de permitir muitas cenas calientes de descamisados. Mas essa encenação também lembra a temporada inaugural de “Jane the Virgin”. O microcosmo do hotel ainda serve de palco para conflitos de classe entre funcionários e proprietários, o indefectível romance entre a filha do dono e um empregado, segredos de família, ligações perigosas e escândalos, como boa telenovela. Além de Bichir como o patriarca milionário, com segredos e dívidas, o elenco destaca Roselyn Sanchez (série “Devious Maids”), Chris Warren (série “The Fosters”), Wendy Raquel Robinson (série “The Game”), Shalim Ortiz (série “Heroes”), Denyse Tontz (também de “The Fosters”), Bryan Craig (novela “General Hospital”), Lincoln Younes (série “Home and Away”) e Justina Adorno (série “Seven Seconds”). A série tem estreia prevista para a midseason, no começo de 2019, nos Estados Unidos.
A Million Little Things: Protagonistas de Grimm e Psych se juntam em imagens e trailer de série depressiva
A rede ABC divulgou sete imagens e o trailer de “A Million Little Things”, produção dramática que junta os protagonistas de “Grimm” e “Psych” numa trama tão depressiva que sua premissa é um suicídio. A prévia mostra que o suicídio de um amigo aproxima os sobreviventes. E como se isso não fosse triste o suficiente, um dos três amigos que sobrram também é suicida e outro tem câncer. Em vez de pipoca, a produção parece pedir um balde de anti-depressivos. A série foi criada pelo roteirista-produtor DJ Nash, que após fracassar com comédias – “Growing Up Fisher” (2014) e “Truth Be Told” (2016) foram canceladas na 1ª temporada e o piloto de “Losing It” não foi aprovado no ano passado – , decidiu se arriscar numa narrativa dramática. A sinopse afirma que a série compartilha o tom do filme clássico “O Reencontro” (1983). A trama gira em torno de um grupo de amigos que, por diferentes razões, estão se sentindo presos em suas vidas. Quando um deles morre inesperadamente, percebem que precisavam mudar tudo e finalmente começar a viver. O bom elenco inclui James Roday (da série “Psych”), David Giuntoli (o “Grimm”), Romany Malco (séries “Weeds” e “Blunt Talk”), Allison Miller (“Terra Nova” e “Incorporated”), Christina Marie Moses (“The Originals”), Stephanie Szostak (“Satisfaction”), Christina Ochoa (de “Blood Drive” e também “Valor”), Anne Son (“My Generation”), Lizzy Greene (“Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) e Ron Livingston (“Search Party”) como o amigo suicida. O cineasta James Griffiths (“Ritmo Cubano”) assina o primeiro episódio, que estreia na temporada de outono, entre setembro e novembro, nos Estados Unidos.
The Rookie: Nova série estrelada por Nathan Fillion ganha trailer e imagens
A rede ABC divulgou sete imagens e o trailer de “The Rookie”, série que traz o ator Nathan Fillion de volta à emissora americana, após oito temporadas de “Castle” (2009-2016). A prévia revela uma diferença de tom de no novo trabalho, que não segue a fórmula de processo policial com leve toque do humor. Ao contrário, a trama se leva muito a sério, com direito a bullying contra o protagonista, chamado de “crise ambulante de meia idade” por seu superior. Por outro lado, o vídeo também aponta um romance nascente entre colegas. Na nova série, Fillion interpreta John Nolan, o novato mais velho da Delegacia de Polícia de Los Angeles. Numa idade em que outros atingem o auge das carreiras, ele resolveu recomeçar sua vida, deixando para trás a pequena cidade em que vivia para realizar seu sonho de ser um policial em Los Angeles. Agora, cercado por novatos de 20 anos, Nolan deve lidar com um mundo imprevisível, perigoso, mas também divertido, ao virar um policial novato com 48 anos. “The Rookie” é uma criação de Alexi Hawley, que foi roteirista-produtor, justamente, de “Castle”. E o elenco da atração também inclui Melissa O’Neil (série “Dark Matter”), Afton Williamson (série “The Night Of”), Richard T. Jones (série “Santa Clarita Diet”), Eric Winter (série “Secrets and Lies”), Titus Makin Jr. (série “The Path”), Alyssa Diaz (série “Zoo”) e Mercedes Mason (série “Fear the Walking Dead”). A série tem previsão de estreia para a temporada de outono, entre setembro e novembro, nos Estados Unidos.
Single Parents: Nova série de comédia da criadora de New Girl ganha imagens e trailer
A rede americana ABC divulgou cinco imagens e o primeiro trailer de “Single Parents”, nova série de comédia sobre famílias estrelada por Leighton Meester (a Blair de “Gossip Girl”). Criada pela dupla Elizabeth Meriwether e J.J. Philbin, respectivamente criadora e roteirista de “New Girl”, a série acompanha um grupo de pais solteiros que passam a conviver devido à escola dos filhos pequenos. Como pais solteiros, eles buscam se envolver o mínimo possível nas atividades escolares, até que surge um novo pai, superligado na filha. A série começa quando o grupo conhece o tal superpai, Will (Taran Killam, do humorístico “Saturday Night Live”), um cara de 30 e poucos anos que está tão focado em criar sua filha que perdeu de vista quem ele é como homem. Quando os outros pais solteiros percebem o quanto Will se afundou no papel de pai em tempo integral, eles se unem para tirá-lo do buraco e fazê-lo perceber que ser um ótimo pai não significa sacrificar tudo que envolve sua própria identidade. Leighton Meester vive a protagonista feminina, uma das poucas mulheres do grupo, que ainda destaca um deslocado Brad Garrett (da série “Everybody Loves Raymond”), bem mais velho que os demais e finalmente estrelando uma sitcom que não inclui auditório e claque. Os pai e a mãe que completam o grupo são Jake Choi (“Wolves”) e Kimrie Lewis (série “Scandal”). A série tem estreia prevista para a temporada de outono, entre setembro e novembro, nos Estados Unidos.
The Kids Are Alright: Série de comédia nostálgica com ator de The Walking Dead ganha primeiro trailer
A rede americana ABC divulgou quatro imagens e o primeiro trailer de “The Kids Are Alright”, sitcom passado nos anos 1970, que acompanha uma família numerosa, chefiada por Michael Cudlitz (da série “The Walking Dead”). A prévia explora a recriação de época e estabelece o universo conservador da família protagonista, que tem sua história narrada pelo filho do meio, como um longo flashback. A narrativa é reminiscente de “Anos Incríveis”, primeira sitcom de nostalgia narrada por uma criança (passada nos anos 1960). Mas o que era novidade há 30 anos agora virou lugar-comum, o que torna “The Kids Are Alright” similar a “The Goldbergs” (passada nos anos 1980), que vai ganhar um spin-off, “Schooled” (passado nos anos 1990), e “Young Sheldon” (também nos 1990). O maior diferencial é a trama acompanhar uma família católica irlandesa, como “The Real O’Neals” (cancelada nos dias atuais). Inspirada pela infância do criador da série, Tim Doyle (veterano roteirista-produtor de “Família Dinossauros”, “Roseanne” e “Last Man Standing”), “The Kids Are Alright” acompanha uma família tradicional católica irlandesa, os Clearys, enquanto eles passam por pequenas e grandes mudanças durante uma das décadas mais turbulentas da América. Diz a sinopse oficial: “Em um bairro de classe trabalhadora nos arredores de Los Angeles, Mike (Cudlitz) e Peggy (Mary McCormack, da série “In Plain Sight”) criam oito meninos barulhentos que vivem seus dias com pouca supervisão. O lar vira de cabeça para baixo quando o filho mais velho Lawrence volta para casa e anuncia que está deixando o seminário para sair e ‘salvar o mundo’. Os tempos estão mudando e essa família nunca mais será a mesma”. O elenco também inclui os jovens Sam Straley (visto em “Chicago P.D.”), Caleb Foote (série “American Horror Story”), Sawyer Barth (série “Public Morals”), Christopher Paul Richards (série “Billions”), Jack Gore (também de “Billions”), Andy Walken (“A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos”) e Santino Barnard (“The Matter of Life”), que vivem sete dos irmãos Cleary. O oitavo é um bebê. A série tem estreia prevista para a temporada de outono, entre setembro e novembro, nos Estados Unidos.
Guillermo Del Toro desenvolve antologia de terror para a Netflix
O cineasta mexicano Guillermo Del Toro, vencedor do Oscar 2018 por “A Forma da Água”, fechou com a Netflix a produção de uma série de terror, no formato de antologia. Intitulada “Cabinet of Curiosities”, mas divulgada com um apêndice em referência ao nome do diretor – “”Guillermo del Toro’s Cabinet of Curiosities”” – , a série é uma coleção de histórias de assombração selecionadas por Del Toro, descritas como sofisticadas e aterrorizantes. Além de ser responsável pela criação da série, Del Toro também vai dirigir alguns episódios e escolher a equipe de roteiristas e diretores que darão vida aos contos assustadores. Ainda não há definição sobre a quantidade de episódios da série ou previsão de estreia. A antologia estende a colaboração entre o cineasta e Netflix, que começou com a animação “Trollhunters”, também criada por Del Toro.
Damon Wayans faz acusações graves contra ex-colega demitido da série Máquina Mortífera
O ator Damon Wayans, que é mais conhecido no Brasil pelas muitas reprises da sitcom “Eu, a Patroa e as Crianças”, rompeu o silêncio sobre a demissão de Clayne Crawford, com quem protagonizava a série “Lethal Weapon”, baseada na franquia de filmes “Máquina Mortífera”, para fazer graves acusação numa série de posts no Twitter. A decisão de revelar os bastidores da produção foi tomada após a atração ter sido renovada para uma 3ª temporada, com a confirmação de um novo ator no elenco, Seann William Scott (o Stifler de “American Pie”), que interpretará um novo parceiro do personagem de Wayans na trama. “Agora que o destino do programa foi oficializado, eu gostaria de falar sobre a polêmica (a demissão de Crawford)”, postou o ator no Twitter, abrindo as denúncias com um vídeo que o mostra sendo atingido por estilhaços de uma explosão de efeitos especiais. Sua cabeça sangra. Crawford dirigia o episódio em que o incidente aconteceu e Wayans ressalta isso. Ele também aborda a má fama do ex-colega nos sets, mostrando adesivos criados por outros integrantes da equipe, que chamavam Crawford de “terrorista emocional”. Os posts tiveram grande repercussão e Wayans se viu pressionado a expor outras histórias, para deixar claro que ele não era o único incomodado e que nem tinha sido ele o responsável solitário pela demissão de Crawford. Haveria um arquivo de infrações cometidas por Crawford de posse da produtora Warner Bros. Television. Entre outros casos, citou uma agressão ao veterano ator Lance Henriksen (“Aliens: O Resgate”) com uma garrafa durante gravações, que teria arrancado seus dentes da frente. Também disse que ele fazia mulheres da equipe chorar e mantinha um clima de terror nos bastidores. Ao final, resolveu apagar sua conta no Twitter, avisando que já tinha suportado dois anos de abuso, em referência ao período de produção da série. Mas imagens do desabafo foram salvas e passaram a circular na internet. Veja abaixo. No mês passado, após a polêmica vir à tona, Clayne Crawford chegou a mencionar dois incidentes que protagonizou, numa postagem no Instagram, em que pedia desculpas pelos excessos. Ele admitiu ter se irritado em uma ocasião e culpou a falta de segurança no set por isso. E também citou um episódio que dirigiu, quando “outro ator” foi atingido por pedaços de estilhaços de um efeito especial. Esta história ganha novos contornos com o vídeo de Wayans. “Eu amo e respeito minha equipe e elenco, e nunca colocaria em risco tantos trabalhos. Me desculpo imensamente se minha paixão por fazer um bom trabalho tenha feito outros desconfortáveis no set ou menos celebrados por seus esforços”, afirmou Crawford na ocasião.
Peaky Blinders vence premiação da Academia Britânica como melhor série do Reino Unido
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) premiou os melhores produções da TV do Reino Unido durante o domingo (13/5) passado. E a grande surpresa foi o reconhecimento tardio a “Peaky Blinders”, que nunca tinha sido anteriormente indicada à premiação e acabou vencendo o principal prêmio, como Melhor Série Dramática, em sua 4ª temporada. A série da BBC, criada pelo cineasta Steven Knight (“Locke”) e estrelada pelo ator Cillian Murphy (“Dunkirk”), acompanha a violência das gangues britânicas do começo do século 20. O título se refere à gangue da família Shelby, conhecida por colocar lâminas nas abas de seus chapéus, que usavam como armas. A atração mais indicada do BAFTA TV era “The Crown”, que só venceu um troféu: Melhor Atriz Coadjuvante para Vanessa Kirby, intérprete da Princesa Margaret. Mesmo assim, saiu-se melhor que “Black Mirror”, outra produção badalada da Netflix, que ficou sem prêmios. Os demais destaques premiados foram a comédia “This Country” e a minissérie “Three Girls”. Já o prêmio para melhor série estrangeira foi para “The Handmaid’s Tale”, da plataforma Hulu. A premiação da BAFTA complementa uma premiação prévia, voltada às equipes técnicas das produções televisivas, que consagrou “Game of Thrones” – série gravada na Irlanda do Norte – com um prêmio especial e “Three Girls” com os troféus de Melhor Roteiro (Nicole Taylor) e Direção (Philippa Lowthrope). Confira aqui os prêmios do BAFTA TV Craft Awards e abaixo a lista dos vencedores dos prêmios principais. Melhor Série Dramática: “Peaky Blinders” Melhor Série Cômica: “This Country” Melhor Série Estrangeira: “The Handmaid’s Tale” Melhor Minissérie: “Three Girls” Melhor Novela: “Casualty” Melhor Reality Show: “Love Island” Melhor Programa de Variedades: “Britain’s Got Talent” Melhor Série Jornalística: “Ambulance” Melhor Ator em Drama: Sean Bean, por “Broken” Melhor Ator em Comédia: Toby Jones, por “The Detectorists” Melhor Atriz em Drama: Molly Windsor, por “Three Girls” Melhor Atriz em Comédia: Daisy May Cooper, por “This Country” Melhor Ator Coadjuvante: Brían F. O’Byrne, por “Little Boy Blue” Melhor Atriz Coadjuvante: Vanessa Kirby, por “The Crown” Melhor Apresentador: Graham Norton, por “The Graham Norton Show”












