Final de temporada de Doctor Who introduz David Bradley como o Doutor original
O último episódio da 10ª temporada de “Doctor Who”, exibido neste sábado (1/7) no Reino Unido, introduziu um novo intérprete do personagem-título. Mas ninguém poderia imaginar a surpresa preparada pelos produtores. Peter Capaldi, que vai se despedir do papel no especial de Natal deste ano, encontrou, na cena final, o primeiro Doctor Who. Ou algo parecido. Quem aparece, na verdade, é David Bradley, das séries “Games of Thrones” e “The Strain”, que se anuncia de forma triunfal para Capaldi, quando este se recusa a regenerar e ganhar um novo rosto, bradando que é o Doutor. “Você pode ser um Doutor, mas eu sou o Doutor, o original”, retruca Bradley, num cenário reminiscente de um episódio de 1966, que introduziu os cyberman na série original. Veja a cena no vídeo abaixo. A frase de Bradley é uma referência ao telefilme “An Adventure in Space and Time” (2013). Homenagem aos 50 anos da série, a produção da BBC trazia o ator no papel de William Hartnell (1908–1975), o primeiro intérprete de Doctor Who, para contar a história de bastidores da criação da atração. Assim, a afirmação de Bradley não é totalmente descabida, já que ele viveu o primeiro Doctor Who no telefilme. O ator também foi fotografado no set do especial de Natal, que está sendo gravado neste instante, mas não está claro se ele permanecerá na série na 11ª temporada. Capaldi, porém, não continuará. E há a expectativa de um terceiro Doutor no programa de 25 de dezembro, que deverá ser anunciado em breve pela BBC para protagonizar a série nos próximos capítulos. Mas as mudanças da 11ª temporada não vão se restringir ao protagonista. Chris Chibnall, criador da premiada série “Broadchurch” (que é estrelada pelo ex-“Doctor Who” David Tennant), assumirá o posto de showrunner da atração, substituindo Steven Moffat a partir de 2018. Ele irá repaginar totalmente a série, com novos atores e rumos.
Olivia Cooke vai estrelar minissérie baseada no clássico Feira das Vaidades
A atriz Olivia Cooke (série “Bates Motel”) vai estrelar uma nova minissérie baseada no clássico literário “Vanity Fair”. O romance do século 19, escrito por William Makepeace Thackeray e lançado no Brasil como “Feira das Vaidades”, tem sido fonte de inúmeras adaptações de cinema e TV, e o papel de Becky Sharp, que Olivia irá desempenhar, já foi interpretado por Myrna Loy e Reese Witherspoon, entre outras. A conhecida trama se passa na época das guerras napoleônicas, acompanhando a alpinista social Becky Sharp, que tenta sair da pobreza e entrar na alta sociedade inglesa. A nova adaptação é uma coprodução entre a Amazon e o canal britânico ITV com roteiros de Gwyneth Hughes (“A Garota”) e direção de James Strong (séries “Broadchurch” e “Doctor Who”). As gravações vão acontecer em Londres e Budapeste, a partir de setembro de 2017, visando uma estreia em 2018.
Série Downton Abbey vai virar filme
A série “Downton Abbey” vai ganhar um filme, informou um executivo da NBCUniversal durante uma exposição sobre a atração britânica em Cingapura. Uma das séries mais populares da TV do Reino Unido, “Downton Abbey” terminou em 2015 e, desde então, existem boatos sobre a produção de uma continuação para o cinema. Uma equipe trabalha atualmente no roteiro do longa, sob supervisão do criador da série, Julian Fellowes. Só depois de a história ser definida é que os produtores irão negociar o retorno dos integrantes do elenco. A ideia é que pelo menos 20 atores e atrizes participem do filme. “Estamos trabalhando para fazer o roteiro certo, e então teremos que ver como reunir o elenco”, explicou Michael Edelstein, presidente da NBCUniversal Internacional Studios, uma das produtoras da série, durante o evento. “Porque, como você sabe, os atores seguem em frente e vão fazer outras coisas. Mas nós estamos com a esperança de fazer um filme em algum momento do ano que vem”. Não por acaso, a notícia pegou os intérpretes da série desprevenidos, inclusive Laura Carmichael, que interpretou a Lady Edith na produção inglesa e pôde se manifestar, por estar presente durante o anúncio. “Bem, então avise meu agente”, ela brincou. “Porque nós ainda estamos esperando para saber. Esperamos que isso aconteça em breve”. Sophie McShera, que interpretou a cozinheira Daisy, também reagiu à notícia. “Vocês (o público) tiveram a confirmação antes de nós. Não tínhamos ideia de que isso estava acontecendo. Mas adoraríamos fazer parte do longa caso ele aconteça, claro”, ela disse, citada pela agência Associated Press.
Drácula vai virar série britânica dos criadores de Sherlock
Drácula vai voltar à TV. O clássico personagem do terror gótico ganhará uma nova série britânica, desenvolvida pela dupla responsável por “Sherlock”, a aclamada atração da BBC que atualizou as histórias de Sherlock Holmes. Os roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat vão escrever todos os episódios, que adotarão o mesmo formato de “Sherlock”. Ou seja, serão temporadas curtas de episódios de longa duração, como se cada história fosse um filme. Ainda não há informação sobre o elenco da produção. Vale lembrar que “Sherlock” foi o responsável por deslanchar a carreira do astro Benedict Cumberbatch mundialmente. A série de Drácula não será, necessariamente, uma produção da BBC. Gatiss e Moffat pretendem oferecer o projeto para outras emissoras e plataformas. Também não está claro se, como “Sherlock”, a série irá trazer o vampiro, criado por Bram Stoker na era vitoriana, para os dias atuais. A série mais recente de Drácula foi uma produção americana da rede NBC, que durou uma temporada de 13 episódios entre 2013 e 2014. Aclamada pela crítica, acabou cancelada devido à baixa audiência.
Lindsay Lohan entra em série de comédia inglesa estrelada por Ruper Grint
Lindsay Lohan vai voltar a ser atriz. Três anos após atuar pela última vez, num episódio da série “2 Broke Girls”, ela entrou na 2ª temporada da série britânica “Sick Note”, estrelada por Rupert Grint (da franquia “Harry Potter”) e Nick Frost (“Chumbo Grosso”). E já foi fotografada no set, entre os dois atores (imagem acima). Curiosamente, a série ainda não estreou sua 1ª temporada, mas já está em plena produção de seu segundo ciclo. A atração terá apenas seis episódios por ano. Criada por Nat Saunders (roteirista de “Troilled”) e James Serafinowicz (“Walliams & Friend”), “Sick Note” gira em torno do personagem de Grint, um mentiroso compulsivo que recebe o diagnóstico equivocado de que sofre de uma doença terminal. Quando todos passam a tratá-lo melhor, ele decide esconder que não está doente de verdade. Frost vive seu médico incompetente e Lohan interpretará a filha de seu patrão (Don Johnson, da série clássica “Miami Vice”). A 1ª temporada tem estreia prevista para o segundo semestre de 2017 no canal pago britânico Sky. Já a 2ª temporada só deverá ser exibida em 2018.
Idris Elba vai voltar a gravar a série Luther para uma 5ª temporada
Idris Elba vai retornar ao papel do detetive londrino John Luther na 5ª temporada da série “Luther”, que será produzida dois anos após o último episódio ter sido exibido no Reino Unido. Com quatro novos episódios, a atração da BBC também contará com produção de Neil Cross, criador da série. Em comunicado, Cross informou que a decisão de retomar a série aconteceu após uma conversa com Elba, em que eles perceberam que deixaram uma grande quantidade de “negócios inacabados” para o personagem abordar em um novo lote de episódios. “Como amamos o John, nos perguntamos o que ele estaria fazendo”, disse Cross. “No final, ligamos para alguns velhos amigos e perguntamos se eles gostariam de descobrir o que aconteceu depois do último capítulo. E eles queriam. Então, é isso que vamos fazer. Vamos descobrir o que acontece a seguir.” “Luther” foi lançado em 2010 e, desde então, conquistou sete indicações ao Emmy e rendeu um Globo de Ouro em 2012 para Idris Elba, como Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme – a produção é considerada minissérie pela baixa quantidade de episódios produzida por temporada. Ainda não há previsão para a estreia dos próximos capítulos.
Misfits: Série britânica de super-heróis delinquentes vai ganhar remake americano
O canal pago americano Freeform anunciou a produção do piloto de sua terceira série de super-heróis. Desta vez, não se trata de uma adaptação de quadrinhos da Marvel, como “Clock and Dagger” (Manto e Adaga) e “Runaways” (Fugitivos), mas o remake americano de “Misfits”. “Misfits” foi criada em 2009 por Howard Overman (“Atlantis”) e teve cinco temporadas produzidas pelo canal pago britânico E4, lançando uma nova geração de astros, como Joseph Gilgun (hoje em “Preacher”), Ruth Negga (também em “Preacher”), Iwan Rheon (série “Game of Thrones”), Karla Crome (série “Under the Dome”), Robert Sheehan (série “Fortitude”), Natasha O’Keeffe (série “Peaky Blinders”), Jessica Brown Findlay (série “Downton Abbey”) e Nathan Stewart-Jarrett (série “Famous in Love”). O curioso é que o projeto de remake americano vem desde 2010, quando a atração vivia o auge de sua popularidade. Os responsáveis por realizar a nova versão são a dupla Josh Schwartz e Stephanie Savage (criadores de Gossip Girl”) em parceria com Diane Ruggiero (co-criadora de “iZombie”). E o elenco central já foi escalado com Ashleigh LaThrop (“Cinquenta Tons Mais Escuros), Tre Hall (série “Rebel”), Allie MacDonald (série “Orphan Black”) e Jake Cannavale (série “Nurse Jackie”), filho do ator Bobby Cannavale (série “Vinyl”). A trama foi mantida. Assim como a versão original, o remake vai acompanhar um grupo de jovens infratores em um programa de serviço comunitário, que desenvolve poderes sobrenaturais ao ser atingido por uma misteriosa tempestade elétrica. Lathrop vai viver Alicia, uma menina festeira mimada, que parece ter três objetivos principais na vida: divertir-se, ficar gostosa e conquistar garotos. Hall interpreta Curtis, um talentoso e arrogante jogador de futebol com uma carreira promissora à sua frente, que está acostumado a conseguir tudo. MacDonald será a dura e trash Kelly, que tem um temperamento explosivo e a propensão de partir pra porrada por qualquer coisa. E Cannavale dará vida a Nathan, um ladrão e golpista de ego inflado. Schwartz, Savage e Ruggiero assinam a produção ao lado de Howard Overman, criador da série original. O piloto ainda precisará ser aprovado para o remake ganhar encomenda de temporada.
Série britânica de época Poldark é renovada para a 4ª temporada
A rede britânica BBC renovou “Poldark” para sua 4ª temporada, na véspera da estreia do terceiro ano da série de época estrelada por Aidan Turner (“O Hobbit”). A notícia foi divulgada pelo Twitter oficial da produção. Adaptação da obra de Winston Graham, passada no final do século 18, “Poldark” acompanha um veterano de guerra que, ao voltar dos EUA, onde lutou pelo Reino Unido contra o movimento de independência, precisa reconstruir sua família, suas relações sociais e acaba fazendo novos inimigos. Winston Graham é o mesmo autor de “Marnie, Confissões de uma Ladra”, filmado por Alfred Hitchcock em 1964. Ele contou a história de Ross Poldark em doze romances, publicados entre 1945 e 2002. A mesma BBC já tinha adaptado os primeiros volumes numa série dos anos 1970, que durou apenas duas temporadas. A nova adaptação é mais bem-sucedida, não apenas por ter ultrapassado a primeira versão em número de episódios, mas pelo impacto no Reino Unido. Vistos por mais de 9 milhões de telespectadores, os primeiros episódios da produção tiveram uma repercussão tão grande que até credenciaram Turner a ser cogitado para o papel de próximo James Bond. A 3ª temporada estreia no próximo domingo (11/6) e se passa em 1794, enquanto Poldark deve lidar com uma nova família, um novo amor e novos conflitos, ao mesmo tempo em que a Revolução Francesa lança uma sombra sobre a vida em Cornwall. JUST in case you think you've not had enough good news… We can confirm #Poldark is returning AGAIN for series 4! ??? pic.twitter.com/TccMhCLtXu — Official Poldark (@PoldarkTV) April 8, 2017
Peter Sallis (1921 – 2017)
Morreu o ator britânico Peter Sallis, conhecido por dublar Wallace na franquia de animação “Wallace & Gromit”. Ele faleceu na sexta (2/6), aos 96 anos de idade, num abrigo para artistas idosos. Sallis tem uma longa carreira no teatro britânico, onde chegou ser dirigido por Orson Welles e Peter Brook. Também apareceu em diversos filmes, com destaque para produções de terror da Hammer, como “Maldição de Lobisomem” (1961), “Grite, Grite Outra Vez!” (1970) e “O Sangue de Drácula” (1970). Mas é mais celebrado por seus trabalhos televisivos. Ele faz participações em episódios de séries clássicas como “Os Vingadores”, “Doctor Who” e “The Persuaders!” antes de estrelar “Last of the Summer Wine”, que marcou época na TV britânica. A atração cômica girava em torno de três amigos que se recusavam a aceitar a idade, lembrando das proezas da juventude e vivendo aventuras que idosos não costumavam experimentar. Curiosamente, a produção acabou se provando um fenômeno de longevidade, rendendo 31 temporadas, exibidas entre 1973 e 2010. E o personagem de Sallis, Norman Clegg, foi o único que apareceu em todos os 295 episódios. “Last of the Summer Wine” tornou Sallis muito conhecido no Reino Unido, mas seu reconhecimento internacional só veio com “Wallace & Gromit”. O ator aceitou participar do primeiro curta de Nick Park, então um estudante desconhecido na escola de cinema de Beaconsfield, sem imaginar que voltaria a dar voz ao inventor Wallace em inúmeros outros desenhos. O primeiro curta, “Wallace & Gromit: Um Grande Passeio” (1989), já foi logo indicado ao Oscar, prêmio que acabou sendo conquistado pelo segundo, “Wallace & Gromit: As Calças Erradas” (1993), e bisado pelo terceiro, “Wallace & Gromit: O Fio da Navalha” (1995). A partir daí, vieram videogames e o primeiro longa do personagem, “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais” (2005), que venceu o Oscar de Melhor Animação. Ele ainda dublou “Wallace & Gromit: Uma Questão de Pão ou Morte” (2008), o quarto e último curta da franquia. Peter Sallis foi “a primeira e única escolha” para dar voz a Wallace, lembrou Nick Park, no site oficial de seu estúdio, Aardman Animations. “Quando olho para trás, vejo que fui abençoado e afortunado por ele ter tido generosidade de espírito para ajudar um pobre estudante de cinema no começo dos anos 1980, quando gravamos pela primeira vez, e nenhum de nós fazia a menor ideia do que ‘Wallace & Gromit’ iria se tornar”, acrescentou Park.
Sitcom britânica de gamers milionários ganha seis vídeos e 37 fotos
A nova série de comédia britânica “Loaded” ganhou dois trailers, quatro cenas inéditas e 36 fotos. Coprodução entre o canal americano AMC e o Channel 4 britânico, a série é um remake de uma sitcom israelense, originalmente chamada “Mesudarim”, e gira em torno de quatro amigos gamers que inventam um game de aplicativo e ficam milionários. O problema é que os protagonistas, que fizeram tudo de brincadeira e jamais trabalharam na vida, descobrem que a fortuna também originou uma empresa de verdade e agora precisam lidar com negócios e funcionários. No meio deste ambiente de trabalho, excessos da ostentação e um complexo de “culpa de milionários”, “Loaded” pretende demonstrar como a ambição, o ódio do sucesso de outras pessoas e o dinheiro podem testar até mesmo as amizades mais duradouras. A adaptação foi desenvolvida por Jon Brown (“Ritmo Cubano” e série “Misfits”) e o elenco conta com Jim Howick (série “The Aliens”), Samuel Anderson (série “Doctor Who”), Jonny Sweet (série “Babylon”), Nick Helm (série “Uncle”) e Mary McCormack (série “In Plain Sight”). “Loaded” já está no ar no Reino Unido e estreia no dia 17 de julho pelo canal AMC nos Estados Unidos.
Tin Star: Série estrelada por Tim Roth e Christina Hendricks ganha trailer sangrento
A Sky Atlantic divulgou as primeiras fotos e o trailer da série “Tin Star”, estrelada por Tim Roth (“Os Oito Odiados”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). A prévia é bastante sangrenta e estabelece a importância de uma cena brutal na trama, quando um membro da família do protagonista é assassinado. “Tin Star” acompanha Jim Worth (Roth), um ex-detetive da polícia britânica, que se muda com a família para uma comunidade das Montanhas Rochosas, na América do Norte, onde assume o cargo de xerife local. Quando uma vasta instalação industrial é inaugurada nas proximidades e seu novo lar é inundado de trabalhadores à procura de drogas, jogos e prostituição, Jim tem que trabalhar arduamente para proteger sua cidade do crime organizado. E quando sua família sofre uma tragédia chocante, velhos segredos obscuros e perigosos emergem. Na verdade, Jim não é o homem que parece ser. Ele também é conhecido como Jack, um policial disfarçado com um passado violento e uma longa lista de inimigos, mas também um homem mais imprevisível e infinitamente mais ameaçador do que Jim. A série foi criada pelo cineasta Rowan Joffe, que escreveu e dirigiu “Pior dos Pecados” (2010) e “Antes de Dormir” (2014), e é descrita como um suspense sobre o engano, culpa, amor e raiva, que consomem inexoravelmente e levam a um fim desagradável. A 1ª temporada terá 10 episódios e ainda não teve sua data de estreia divulgada, mas a expectativa é para um lançamento até o final do ano.
Premiação da TV britânica repete tradição de consagrar produções da BBC
A Academia Britânica de Cinema e TV (BAFTA, na sigla em inglês) premiou os melhores programas e talentos de 2016 na televisão do Reino Unido, em cerimônia realizada em Londres na noite de domingo (14/5). E embora muitos esperassem uma vitória triunfal de “The Crown”, líder em indicações, a Netflix foi barrada da festa pela tradição de premiar atrações da BBC. O grande vencedor do BAFTA TV Awards foi o drama criminal “Happy Valley”, da BBC, que conquistou duas categorias importantes, com os troféus de Melhor Série de Drama e Melhor Atriz (Sarah Lancashire), numa disputa direta com “The Crown”. Apenas outra produção recebeu dois prêmios: “Damilola, Our Loved Boy”, que venceu como Melhor Telefilme e Melhor Atriz Coadjuvante (Wunmi Mosaku). Detalhe: também é uma produção da BBC. Assim como a Melhor Comédia, “People Just Do Nothing”. De fato, a BBC só não levou o troféu de Melhor Minissérie, conquistado por “National Treasure”, do Channel 4. Todas as demais atrações, inclusive a comédia “Fleabag”, exibida pela Amazon no resto do mundo, e a minissérie “Night Manager”, veiculada pelo canal pago AMC nos EUA, são produções ou coproduções da BBC. E adivinhem quem distribuiu na TV britânica o sucesso americano “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson”, vencedor do BAFTA TV de Melhor Série Internacional? Sim, a BBC. No modelo de negócios do Reino Unido, o estado não controla apenas a concessão, mas a própria programação da televisão, exercendo um monopólio com três canais diferentes para competir consigo mesmo. Não é à toa que suas produções vençam prêmios de seu próprio mercado. Especialmente quando quem vota são representantes deste mercado – atores, produtores e técnicos que trabalham, em sua esmagadora maioria, na BBC. Eis o “segredo” do sucesso da BBC no BAFTA TV. Confira abaixo a lista dos principais premiados. Vencedores do BAFTA TV Awards 2017 MELHOR SÉRIE – DRAMA “Happy Valley” MELHOR SÉRIE – COMÉDIA “People Just Do Nothing” MELHOR MINISSÉRIE “National Treasure” MELHOR TELEFILME “Damilola, Our Loved Boy” MELHOR ATRIZ – DRAMA Sarah Lancashire (“Happy Valley”) MELHOR ATOR – DRAMA Adeel Akhtar (“Murdered by My Father”) MELHOR ATRIZ – COMÉDIA Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) MELHOR ATOR – COMÉDIA Steve Coogan (“Alan Partridge’s Scissored Isle”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Wunmi Mosaku (“Damilola, Our Loved Boy”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Tom Hollander (“The Night Manager”) MELHOR SÉRIE INTERNACIONAL “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson” MELHOR NOVELA “Emmerdale” MELHOR PROGRAMA DE COMÉDIA OU VARIEDADES “Charlie Brooker’s 2016 Wipe”
Hayley Atwell aparece na primeira foto da minissérie de época do diretor de Manchester à Beira-Mar
O canal pago americano Starz divulgou a primeira foto de sua próxima minissérie de época, “Howards End”. A imagem traz Hayley Atwell (estrela da série “Agent Carter”) e Matthew Macfayden (série “Ripper Street”) numa cena gravada no histórico restaurante Simpson’s-in-the-Strand, inaugurado em 1828 em Londres. A minissérie, por sua vez, se passa por volta dos anos 1900. A trama é uma nova adaptação do romance clássico de E.M. Forster (1879–1970), escrita pelo cineasta Kenneth Lonergan, vencedor do Oscar 2017 de Melhor Roteiro por “Manchester À Beira-Mar”. A trama gira em torno das divisões sociais e de classe na Inglaterra do começo do século 20, vislumbradas pelo prisma de três famílias: os intelectuais e idealistas Schlegels, os ricos negociantes Wilcoxes e os proletários Basts. Atwell interpreta Margaret Schlegel, que, junto com sua irmã, tentará convencer os abastados Wilcoxes a ajudar os pobres Basts. Macfayden, por sua vez, vive o rico Henry Wilcox, que corteja Margaret após a morte súbita de sua esposa Ruth (Julia Ormond, da série “Incorporated”). O romance clássico foi adaptado para o cinema em 1992. Na ocasião, Emma Thompson, que tinha o mesmo papel agora vivido por Atwell, venceu o Oscar de Melhor Atriz. O elenco também inclui Tracey Ullman (“Nunca é Tarde Para Amar”), Philippa Coulthard (série “The Catch”) e Joe Bannister (“The Isle”). Com direção de Hettie Macdonald (série “Fortitude”), a minissérie terá quatro capítulos, que serão coproduzidos pelo Starz e a rede britânica BBC. Ainda não há previsão para a estreia.












