Diretor divulga fotos dos bastidores de Star Wars: Episódio VIII
O diretor e roteirista Rian Johnson (“Looper – Assassinos do Futuro”) divulgou fotos dos bastidores da produção de “Star Wars: Episódio VIII” em seu Tumblr. As imagens em preto e branco mostram parte de uma nave X-Wing e um misterioso personagem de armadura preta. Para completar, o cineasta comentou: “Não posso acreditar que estamos no meio das filmagens. (Estamos no meio das filmagens!)”. “Star Wars: Episódio VIII” ainda não teve muitos detalhes divulgados, nem sequer seu título oficial. Mas a trama dará sequência a “Star Wars: O Despertar da Força” e deve mostrar o treinamento de Rey (Daisy Ridley) por Luke Skywalker (Mark Hamill). A estreia está marcada para 15 de dezembro de 2017. Mas o universo de “Star Wars” estará de volta aos cinemas ainda este ano, representado pelo spin-off “Rogue One: Uma História Star Wars”, cujo lançamento acontecerá em dezembro.
Sense8 troca intérprete de protagonista na 2ª temporada
O ator Aml Ameen está fora da série “Sense8”. Intérprete de Capheus na 1ª temporada, ele foi substituído por Toby Onwumere (visto na série “The Book of Dallas”), que assumirá o personagem nos novos capítulos. As circunstâncias por trás da saída do ator ainda são obscuras, mas fontes do site Deadline indicam que houve algum tipo de conflito entre o ator e Lana Wachowski, criadora, produtora e diretora da série. O conflito teria começado na leitura do roteiro em Berlim e piorado com a progressão das filmagens na Índia. Isso ocasionou a saída de Aml Ameen depois de alguns episódios gravados e a reformulação do papel. A série terá, a seguir, gravações em São Paulo, durante a Parada Gay. Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras de “O Destino de Júpiter” e da trilogia “Matrix”) em parceria com o roteirista J. Michael Straczynski (“Thor” e série “Babylon 5”), a série acompanha oito pessoas aparentemente aleatórias ao redor do mundo, que passam a dividir consciência, habilidades e memórias repentinamente. A 1ª temporada mostrou o grupo reconhecendo sua nova realidade e se aproximando, enquanto lidam com os próprios problemas e com uma organização que os persegue. Já a 2ª temporada de “Sense8” começou sua produção em março e ainda não tem previsão de estreia. A série é exibida no serviço de streaming Netflix.
Netflix vai produzir nova série sci-fi do criador do universo Stargate na televisão
O serviço de streaming Netflix vai produzir, em parceria com o canal pago canadense Showcase, uma nova série sci-fi: “Travelers”, criada por Brad Wright, que desenvolveu o universo “Stargate” na televisão – as séries “Stargate SG-1”, “Stargate Atlantis” e “Stargate Universe”. A atração será estrelada por Eric McCormack (séries “Will & Grace” e “Perception”) e se passa centenas de anos no futuro, quando os últimos sobreviventes da humanidade descobrem como enviar suas consciências através do tempo para “possuírem” as mentes de pessoas no século 21. Estes “viajantes” assumem a vida de pessoas aparentemente aleatórias, enquanto secretamente trabalham em conjunto para salvar a humanidade de um futuro terrível. Armados apenas com seu conhecimento da História e um arquivo de perfis de mídia social, os viajantes descobrem que a vida e os relacionamentos no século 21 são tão desafiadores quantos suas arriscadas missões. Além de McCormack, o elenco inclui Mackenzie Porter (série “Hell on Wheels”), Patrick Gilmore (“O Segredo da Cabana”), Jared Paul Abrahamson (série “Awkward”), Nesta Marlee Cooper (série “Heroes Reborn”) e Reilly Dolman (“Percy Jackson e o Ladrão de Raios”). As gravações já estão acontecendo em Vancouver, no Canadá, visando uma estreia no final do ano.
Revelada a nova companheira de Doctor Who
A rede britânica BBC revelou quem irá acompanhar o Doutor nas viagens pelo tempo e o espaço da 10ª temporada de “Doctor Who”. A atriz Pearl Mackie foi contratada para interpretar a nova companheira de Peter Capaldi na produção. Ela aparece num vídeo da produção, correndo com Capaldi sob ataque dos indefectíveis daleks. Ela vai dar vida a uma nova personagem, chamada Billy, que irá substituir Clara Oswald, a simpática professorinha encarnada por Jenna Coleman, que teve um destino trágico no final da temporada passada. “Estou muito animada para virar parte da família de ‘Doctor Who'”, ela disse, no comunicado da rede de TV. “É uma instituição britânica tão extraordinária que eu não poderia estar mais orgulhoso de poder chamar a Tardis de minha casa!” A nova atriz tem um currículo bastante enxuto, tendo participado apenas do filme “Svengali” (2013) e de um episódio da longeva série britânica “Doctors” em 2014. Coleman, por sua vez, entrou na série em 2012 e chegou a contracenar com dois intérpretes do Doutor, Matt Smith e Capaldi, que virou o personagem do título em 2014. A decisão de sair da série partiu dela própria, com o objetivo de estrelar uma minissérie de época, no papel da rainha Victoria, para o canal ITV. Todas as ex-coadjuvantes da atual fase de “Doctor Who” continuam em evidência na TV e no cinema. Billie Piper (que viveu Rose Tyler) está na série “Penny Dreadful”, Karen Gillan (Amy Pond) participa da franquia cinematográfica “Guardiões da Galáxia”, Freema Agyeman (Martha Jones) integra o elenco de “Sense8” e até Arthur Darvill (Rory) pode ser visto atualmente em “Legends of Tomorrow”. Apenas a comediante Catherine Tate (Donna Noble), que não teve uma participação discreta na sci-fi britânica, encontra-se sem um papel fixo, mas já estrelou dois telefilmes este ano.
Atriz cubana de Bata Antes de Entrar vai estrelar continuação de Blade Runner
A atriz cubana Ana de Armas, uma das gatas sádicas de “Bata Antes de Entrar” (2015), entrou na continuação de “Blade Runner”, informou o site da revista Variety. Outras fontes sustentam que ela terá um dos principais papeis femininos da produção. Ela vai se juntar no elenco aos atores Harrison Ford, reprisando o papel do protagonista Rick Deckard, Ryan Gosling (“A Grande Aposta”), Robin Wright (série “House of Cards”) e Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). Com direção de Denis Villeneuve (“Sicario”), o novo “Blade Runner” será ambientado décadas após os eventos da trama original. A história foi desenvolvida por Ridley Scott e Hampton Fancher, respectivamente diretor e roteirista do filme de 1982. As filmagens vão começar em julho para uma estreia em outubro de 2017.
Ghost in the Shell: Após sofrer patrulha ideológica, Scarlett Johansson ganha defensores
A divulgação da primeira foto de Scarlett Johansson na sci-fi “Ghost in the Shell” virou tempestade em copo d’água, nesses tempos de patrulha ideológica politicamente correta nos EUA. Tudo porque ela não é japonesa como a personagem original do mangá em que o filme se baseia. Aliás, já não era japonesa antes da foto ser feita, mas a tentativa dos produtores de deixarem-na com o visual dos quadrinhos aumentou o ressentimento. O óbvio: o filme “Ghost in the Shell” é uma produção americana baseada no famoso mangá e anime. E quem protesta contra uma estrela americana numa adaptação de produto japonês parece ignorar que remakes de filmes americanos no exterior, como, por exemplo, as versões chinesas de clássicos de Martin Scorsese e dos irmãos Coen, não são estreladas por americanos. Mas nem sempre o óbvio é claro o suficiente para quem se alista na patrulha estelar. Diante da fumaça, Sam Yoshiba, diretor executivo da editora Kodansha, que publicou o mangá, deu uma entrevista ao site The Hollywood Reporter em que comemorou a escalação de Johansson. “Olhando para a carreira dela até agora, Scarlett Johnsson é uma escolha de elenco muito boa. Ela tem uma coisa meio cyberpunk, sabe. E, desde o começo, nós nunca imaginamos que seria uma atriz japonesa”, manifestou-se. Yoshiba também exaltou o fato de que o longa permitirá ao mundo conhecer algo culturalmente relevante que foi criado no Japão. E se isso não for suficiente para ajustar a perspectiva de quem acha que Hollywood deve ser um microcosmo do planeta e representar o mundo inteiro, o roteirista Max Landis (“Victor Frankenstein”) postou um vídeo no YouTube em que explica, de forma didática, como funciona a cultura americana, eximindo, inclusive, a indústria cinematográfica da escolha. Dizendo que os patrulheiros estão “bravos com a pessoa errada”, ele conclui que, sem Scarlett, o filme jamais seria feito. Vale a pena, para quem domina inglês, ouvir seus argumentos sensatos (veja abaixo). Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 pelo mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético, que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. A estreia está marcada para 13 de abril de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Independence Day: O Ressurgimento ganha novo trailer legendado, repleto de efeitos visuais
A Fox divulgou o segundo trailer de “Independence Day: O Ressurgimento”, em versões legendada e dublada. A prévia apresenta a volta ameaçadora dos alienígenas e destaca alguns rostos conhecidos do filme de 1996, além de estabelecer claramente o protagonismo do novo personagem vivido por Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”). Há muito mais efeitos visuais e destruição que a produção de 20 anos atrás, e um esforço de humor auto-referencial. O estúdio também produziu uma coleção de pôsteres que, embora pareçam similares, trazem diferentes continentes sob a sombra da nova força invasora, demonstrando o tamanho da nave espacial e a escala global do desafio. A continuação traz de volta Jeff Goldblum (“Jurassic Park”), Bill Pullman (“O Protetor”), Judd Hirsch (série “Forever”), Vivica A. Fox (“Kill Bill”) e Brent Spiner (“Star Trek: Primeiro Contato”), ao lado de uma nova geração de personagens, interpretados por Jessie Usher (série “Survivor’s Remorse”), Maika Monroe (“Corrente do Mal”), Sela Ward (“Garota Exemplar”), William Fichtner (“Tartarugas Ninja”), Joey King (“O Ataque ”) e Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”). O longa teve seu roteiro desenvolvido por Carter Blanchard (do vindouro “Near Death”), a partir de ideias dos produtores Roland Emmerich e Dean Devlin, respectivamente diretor e roteirista do filme original. Emmerich também dirige a continuação, que chegará aos cinemas em 24 de junho, quando o longa original completará duas décadas de seu lançamento original.
Série clássica Além da Imaginação vai ganhar nova versão interativa
A série “Além da Imaginação” (“The Twilight Zone”, no original em inglês) vai ganhar um novo remake. A diferença da nova versão é que ela será interativa, num esforço conjunto entre a rede americana CBS e a empresa Interlude. Segundo comunicado divulgado pelas companhias, o programa permitirá ao espectador “mudar e adaptar a história baseado no que ele sente”. O comunicado não explica como isso se dará na prática, mas a Interlude é conhecida por criar vídeos que permitem interação, como o comercial da Coca-Cola com o Hulk e o Homem-Formiga, que estreou no Super Bowl deste ano. Além disso, o responsável pela adaptação tem experiência com o universo dos videogames. Ken Levine, criador do game “BioShock”, irá escrever e dirigir o episódio piloto da série. Em entrevista à revista Wired, ele afirmou que o processo criativo da produção ainda está no início. “Nós fizemos um esboço do que queremos fazer e agora estamos dando início ao processo de escrita, pensando em como dosar o elemento interativo para fazer a narrativa se tornar mais pessoal para o espectador, e deixá-lo mais engajado”. Um das séries mais famosas da ficção científica, “Além da Imaginação” foi criada por Rod Serling e exibida entre 1959 a 1964 na própria CBS, tendo um total de 156 episódios. A CBS também desenvolveu dois revivals da série – o primeiro durou entre 1985 a 1989 (65 episódios) e o segundo entre 2002 a 2003 (44 episódios). A série já foi adaptada para o cinema, na antologia “No Limiar da Realidade (Twilight Zone: The Movie, 1983). O filme apresentava quatro histórias curtas, cada uma dirigida por um mestre do cinema fantástico: Steven Spielberg (“Guerra dos Mundos”), Joe Dante (“Gremlins”), John Landis (“Um Lobisomem Americano em Londres”) e George Miller (“Mad Max”). Há alguns anos, a Warner chegou a considerar um novo filme, que seria estrelado por Tom Cruise (“No Limite do Amanhã”), produzido por Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), mas, após a encomenda de três roteiros diferentes, o projeto jamais saiu do papel.
Ghost in the Shell: Veja Scarlett Johansson na primeira foto da adaptação do mangá futurista
A Paramount Pictures divulgou a primeira foto da produção de “Ghost in the Shell”, que traz a Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) de perfil. De cabelo escuro e cortado como a personagem dos quadrinhos, a atriz evoca o visual da Major Mokoto Kusanagi, heroína do mangá futurista em que a trama se baseia. Confira em versão maior abaixo deste texto (clique na imagem para ampliar). Além da foto, o estúdio divulgou um press release da produção, que contém uma sinopse. Nela, Motoko Kusanagi é referida apenas como a Major. O que não deixa de ser um artifício interessante para preservar a personagem sem se referir a sua etnia original. Afinal, Johansson pode pintar e cortar o cabelo, mas claramente não é japonesa. A sinopse diz: Baseado na obra de ficção científica internacionalmente aclamada, “Ghost in the Shell” acompanha a Major, uma híbrida de humano e ciborgue, que lidera uma força-tarefa de elite: a Seção 9. Dedicada a deter os mais perigosos criminosos e extremistas, a Seção 9 enfrenta um inimigo, cujo objetivo é exterminar os avanços da Hanka Robotic na tecnologia cibernética. Curiosamente, as filmagens não estão acontecendo no Japão, mas num país vizinho: em Wellington, na Nova Zelândia. O elenco também inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, parceiro de Kusanagi, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). Considerado uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 pelo mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história de Shirow também influenciou a animação mundial ao ser transformada em longa animado em 1995 – lançado no Brasil como “Fantasma do Futuro” – , surpreendendo a crítica com uma trama adulta de ficção científica, num período em que abundavam, no mercado americano, produções de desenhos infantis medíocres. A trama tem ritmo de thriller futurista. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético, que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. O lançamento está marcado para 13 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Rua Cloverfield, 10 surpreende com mistério e tensão
Há filmes que quanto menos você souber melhor. E a equipe por trás do marketing de “Rua Cloverfield, 10” faz desse detalhe um trunfo desde seu trailer, que pouco entrega da trama. Claro que é possível inferir um monte de coisas, especialmente se você já viu “Cloverfield – Monstro” (2008), de Matt Reeves, que utiliza a estética do found footage para contar uma história de criaturas alienígenas que infernizam uma metrópole. De maneira muito inteligente, o novo filme não usa o mesmo recurso do original, contando também uma história bem diferente e que privilegia o que acontece no bunker claustrofóbico de um sujeito estranho e suspeito chamado Howard, vivido brilhantemente por John Goodman (“Argo”). O ponto de vista, no entanto, é de Michelle, interpretada pela linda e talentosa Mary Elizabeth Winstead (“A Coisa”). Ela está numa espécie de cidade fantasma apocalíptica quando, depois de abastecer o carro, sofre um acidente na estrada que a deixa desacordada. A cena do baque é, desde já, um dos grandes momentos cinematográficos do ano, com um trabalho de edição lindo, junto com os pré-créditos. Quando Michelle acorda presa em um lugar desconhecido, e é recebida por aquele sujeito esquisito e com um papo meio maluco de que o mundo acabou e se tornou inabitável pela radioatividade, ela não acredita. Aos poucos, vamos sabendo que nem tudo que Howard diz é mentira, embora ele omita certas coisas, e a verdade vai sendo revelada aos poucos, às vezes até em cenas aparentemente inocentes, como a de um jogo de adivinhação. Na casa subterrânea de Howard também habita um jovem barbudo simpático, Emmett (John Gallager Jr., da série “The Newsroom”), que aos poucos vai se tornando amigo e confidente de Michelle, na mesma proporção em que Howard vai inspirando mais e mais desconfiança, ainda que pareça um tanto infantil às vezes. Sua obsessão por coisas infantis é impressionante, aliás – o que nos remete novamente à cena do jogo de adivinhação, que é, ao mesmo tempo, tensa e engraçada. E é desse jeito que o diretor Dan Trachtenberg, em sua estreia em longa-metragem, os roteiristas talentosos (entre eles, Damien Chazelle, de “Whiplash”) e o produtor J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”) decidem contar essa história: juntando momentos tensos, e às vezes de puro horror, com instantes mais leves e de muito bom humor. Até em seu final o filme insiste em trafegar por outros caminhos. E como a realização é de alto nível, pouco importa se algumas soluções parecem inverossímeis ou extremamente fantasiosas. Elas acabam se adequando perfeitamente à narrativa. Assim como também é perfeita a construção da heroína Michelle, mais uma representante desses tempos de heroínas fortes, estirpe iniciada pela Ripley, de “Alien, o 8º Passeiro” (1979). Com um orçamento modesto, estimado em apenas US$ 15 milhões (pouco para os padrões de uma produção sci-fi hollywoodiana), “Rua Cloverfield, 10” valoriza sua história, o clima e a atuação. E o que economiza em sensacionalismo, mantendo em mistério o que não se deve comentar sobre sua trama, vale mais que mil explosões jogadas na cara do público por uma superprodução de entretenimento genérico.
Kill Command: Trailer de sci-fi indie britânica mostra guerra robótica
A Vertigo Films divulgou dois pôsteres e o trailer da sci-fi “Kill Command”, primeiro filme escrito e dirigido por Steven Gomez, técnico de efeitos visuais que faz da prévia um cartão de visitas de sua capacidade para evocar o futuro. O filme evoca conhecidos clichês de gênero e vale mesmo pelo realismo dos robôs e a qualidade dos efeitos, materializados com baixo orçamento. A premissa, por sinal, evoca outra famosa produção indie britânica, o terror “Dog Soldiers” (2002). Só que, em vez de lobisomens, o inimigo agora é tecnológico, via influência de “O Exterminador do Futuro” (1984). Na trama, um exercício militar futurista acaba se transformando em uma batalha pela sobrevivência, quando os robôs de treinamento começam a matar os soldados. O elenco destaca Vanessa Kirby (“Evereste”), que o trailer não deixa claro se vive uma ciborgue ou androide, embora no final sua personagem se defina como humana. Além dela, também estrelam a produção o dinamarquês Thure Lindhardt (“Velozes & Furiosos 6”), David Ajala (“O Destino de Júpiter”) e Tom McKay (série “The White Queen”). A estreia está marcada para 13 de maio no Reino Unido e não há previsão de lançamento no Brasil.
Orphan Black: Veja os primeiros minutos da 4ª temporada
O canal pago canadense Space divulgou os primeiros quatro minutos da 4ª temporada de “Orphan Black”. A prévia é um flashback, que resgata a primeira clone vista na trama, Beth Childs, mas também introduz outra clone que ainda não tinha aparecido. Além de introduzir um novo mistério, o vídeo comprova que a clone com máscara de ovelha não era Sarah. Todas as clones são interpretadas por Tatiana Maslany, que dá show na série. A sinopse divulgada já tinha revelado que, nos próximos episódios, Sarah irá rastrear uma elusiva e misteriosa aliada, ligada à clone que começou toda a trama – Beth Childs. Na trama, Sarah vai seguir os passos de Beth em uma relação perigosa com um novo inimigo em potencial, caminhando para uma nova e assustadora direção. Enquanto suas irmãs são levadas para diferentes rumos, Sarah se distancia dos relacionamentos que a mudaram para melhor. Os novos episódios começam a ser exibidos em 14 de abril nos EUA e no Canadá. No Brasil, a série é exibida no canal pago A&E e no Netflix, onde as temporadas iniciais estão disponíveis.
Star Wars: Veja o trailer legendado de Rogue One, o primeiro spin-off da franquia espacial
A Disney divulgou o trailer legendado e um pôster com o logotipo do próximo “Star Wars”. Trata-se do primeiro spin-off da franquia, uma aventura independente da saga central, que introduz diversos personagens novos. A prévia confirma que a ação se passa entre as duas primeiras trilogias e envolve um missão das forças rebeldes contra a Estrela da Morte. O tom é bem mais sombrio que o material de divulgação de “Star Wars: O Despertar da Força”, destacando a atitude “rebelde” da nova heroína, Jyn Erso, vivida por Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”). Intitulado “Rogue One: Uma História de Star Wars”, o filme está sendo considerado o mais aguardado de 2016. Em seu elenco também estão Diego Luna (“Elysium”), Mads Mikkelsen (série “Hannibal”), Alan Tudyk (série “Firefly”), Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”), Ben Mendelsohn (“O Lugar Onde Tudo Termina”), Riz Ahmed (“O Abutre”), Donnie Yen (“O Grande Mestre”) e Jiang Wen (“Guerreiros do Céu e da Terra”). Além disso, circulam rumores sobre uma aparição de Darth Vader na trama. Com roteiro de Chris Weitz (“Cinderela”) e direção de Gareth Edwards (“Godzilla”), “Rogue One: Uma História de Star Wars” estreia em 16 de dezembro deste ano.











