Love, Death & Robots: Série animada dos diretores de Deadpool e Clube da Luta ganha novo trailer para maiores
A Netflix divulgou o segundo trailer de “Love, Death & Robots”, uma série de animação com formato de antologia e temática sci-fi, desenvolvida pelos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”). A prévia tem os três itens do título: amor, morte e robôs. Mas também muito sangue, sexo, monstros e violência. Além disso, revela uma grande variedade de estilos, mantendo um visual refinadíssimo e uma classificação para maiores. Serão 18 histórias ao todo, incluindo tramas sobre “laticínios conscientes, soldados lobisomens e robôs enlouquecidos”, segundo a sinopse oficial. Em comunicado, Miller disse que “Love, Death & Robots” é o seu “projeto dos sonhos”. “Combina o meu amor pela animação e por histórias incríveis. Filmes da meia-noite, quadrinhos, livros e revistas de fantasia me inspiraram por décadas, mas eles foram relegados à cultura marginal dos geeks e nerds dos quais eu fazia parte. Estou muito contente que o panorama criativo finalmente tenha mudado o suficiente para que a animação com temas adultos se torne parte de uma conversa cultural mais ampla.” A estreia da série vai acontecer em 15 de março em streaming.
Quadrinhos de Resident Alien vão virar série no canal Syfy
O canal pago Syfy aprovou a produção de uma nova série baseada em quadrinhos. A produção de “Resident Alien”, adaptada da publicação homônima da Dark Horse Comics, ganhou sinal verde para gravar sua 1ª temporada. Criada por Chris Sheridan (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada”), a série trará o ator Alan Tudyk (que dublou o robô K-2SO em “Rogue One” e vive o vilão Sr. Ninguém na série da Patrulha do Destino) no papel-título, um extraterrestre que cai em uma pequena cidade do Colorado, onde assume o corpo de um médico recluso, que foi assassinado. Mas enquanto aguarda um resgate que nunca vem, ele passa a resolver pequenos mistérios, questionando se a raça humana merece ser salva ou destruída. Lançada em 2012 pelo escritor Peter Hogan e o desenhista Steve Parkhouse, “Resident Alien” já rendeu cinco minisséries completas, com a sexta, que conclui a história, atualmente em desenvolvimento. Ainda não há previsão para a estreia da série, que reforça a tendência de adaptações de quadrinhos no Syfy. Outras séries do gênero no canal incluem “Krypton”, “Happy!”, “Wynonna Earp”, “Van Helsing” e a novata “Deadly Class”.
Veja na íntegra todos os episódios da série Alien: Isolation, baseada na franquia sci-fi da Fox
O canal do site IGN no YouTube disponibilizou a série digital “Alien: Isolation” de forma integral. Com sete episódios, a produção animada se destina ao público adulto e foi criada sem alarde pela Axis Animation, produtora responsável pelo jogo homônimo, sendo lançada nesta semana na internet. Desenvolvida a partir do material do game, a atração reedita e expande cenas originalmente concebidas para introduzir a história e opções do jogo de 2013, mantendo o mesmo visual disponibilizado no lançamento para consoles PlayStation e Xbox há seis anos. O principal feito de “Alien: Isolation” foi introduzir Amanda, a filha adulta de Ellen Ripley (a personagem de Sigourney Weaver nos filmes). A personagem também é protagonista do novo game da franquia, “Alien: Blackout”, lançado para dispositivos móveis em janeiro. A direção é do curta-metragista Fabien Dubois e a atriz Andrea Deck (“7 Dias em Entebbe”) dubla a voz de Amanda.
Osmosis: Trailer de nova série francesa sobre aplicativo do amor lembra Black Mirror
A Netflix divulgou o pôster, seis fotos e o trailer legendado da série francesa “Osmosis”, sobre a busca do amor via tecnologia. Criada por Audrey Fouché (roteirista de “Les Revenants”), a série acompanha voluntários de uma experiência em Paris, que passam a usar um novo aplicativo que promete encontrar a alma gêmea, acessando dados no cérebro das pessoas. As consequências disso, porém, não são as previstas. O clima da prévia e seu foco em tecnologia lembra uma combinação de “Black Mirror” e “Maniac”, dois sucessos da própria Netflix. “Osmosis” estreia em 29 de março.
Continuação de No Limite do Amanhã define roteirista
A Warner lembrou que possui os direitos da sequência da sci-fi “No Limite do Amanhã” e contratou um roteirista para desenvolver o projeto, cinco anos após o filme original se tornar um dos mais elogiados da carreira de Tom Cruise. Além de Cruise, a atriz Emily Blunt e o diretor Doug Liman têm interesse em retornar na continuação, que, infelizmente, não poderá contar com o ator Bill Paxton, falecido em 2017. Os dois protagonistas e o cineasta só farão o filme se gostarem do roteiro, que será escrito por Matthew Robinson, autor da fracassada comédia “O Primeiro Mentiroso” (2009) e da fracassada fantasia “Monster Trucks” (2016). Curiosamente, há um ano e meio Doug Liman revelou que já havia um roteiro pronto. Foi escrito por Christopher McQuarrie, roteirista do longa original e diretor dos dois últimos filmes da franquia “Missão: Impossível”. Não está claro se o anúncio de Liman foi precipitado, se o roteiro de McQuarrie foi descartado e outro tomará o seu lugar ou se Robinson foi trazido a borda apenas para dar retoques finais na história. O filme original acompanhava o inexperiente Tenente Bill Cage (Cruise), enviado sem preparo para lutar contra uma invasão de alienígenas na Terra, e que por isso acabava morto em minutos. Mas o contato direto com a espécie extraterrestre cria um fenômeno, lançando-o de volta no tempo no momento de sua morte, de modo que ele passa a reviver os mesmos eventos outra vez. O efeito se repete cada vez que ele morre, o que o leva a lutar a mesma batalha várias vezes. Até descobrir que a personagem de Emily Blunt também enfrentou o mesmo paradoxo e pode treiná-lo e transformá-lo num militar experiente em “apenas um dia”.
Robert Pattinson canta “música espacial” em clipe de sci-fi francesa
A página da banda Tindersticks no YouTube publicou o clipe de “WIllow”, música da trilha sonora da ficção científica “High Life”, composta pelo cantor e guitarrista Stuart A. Staples. O vídeo minimalista mostra imagens do espaço e o interior escuro de uma nave, onde se encontram os atores Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Jessie Ross (“The Frankenstein Chronicles”). E é o ator quem canta a música. Willow é o nome da filha (Ross) de seu personagem, para quem ele entoa a melodia no longa. “High Life” é a primeira sci-fi da cineasta Claire Denis, mas a quinta trilha de sua filmografia criada pelo líder dos Tindersticks. Staples compõe as músicas dos filmes da diretora francesa há 15 anos, desde “O Intruso” (2004). Na trama, prisioneiros condenados à morte trocam suas sentenças por uma missão espacial suicida para colher energia perto de um buraco negro. Paralelamente, a médica da nave realiza uma experiência própria, testando obsessivamente a capacidade da tripulação para se reproduzir no espaço. Não demora e os prisioneiros confinados se rebelam diante de um destino sombrio que alimenta desentendimentos e descamba em violência. O elenco também destaca Mia Goth (“A Cura”), o rapper André Benjamin (“Jimi: Tudo a Meu Favor”), a polonesa Agata Buzek (“Agnus Dei”), o alemão Lars Eidinger (“Personal Shopper”) e a francesa Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”), que interpreta a médica sádica. “High Life” teve première no Festival de Toronto, onde atingiu 86% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. Premiado pela crítica no Festival de San Sebastian, o filme estreou em novembro na França e chega apenas em 5 de abril aos Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Star Trek: Discovery é renovada para a 3ª temporada
A plataforma CBS All Access renovou “Star Trek: Discovery” para sua 3ª temporada. O anúncio acompanha a chegada da série à metade de seu segundo ano, que se estenderá até o fim de abril. A estreia dos novos episódios, em janeiro, foi responsável pelo maior pico no número de assinantes do serviço de streaming da CBS. Mas, desde então, o voo da Discovery não tem sido dos mais tranquilos. A produção perdeu ritmo e entrou em rota crítica, culminando numa troca de capitães. Os showrunners responsáveis pela primeira metade da temporada foram afastados em meio à produção e o criador Alex Kurtman (diretor de “A Múmia” e roteirista de “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”) precisou assumir sozinho a série. Por isso, além do anúncio da renovação, o CBS All Access também confirmou que Michelle Paradise (roteirista-produtora de “The Originals”) vai dividir com Kurtzman as responsabilidades de showrunner da 3ª temporada. Ela começou a escrever “Star Trek: Discovery” durante a mudança de rota e os três episódios que assinou ainda não foram exibidos. “Ela tem um senso muito bom de personagem e história”, elogiou Kurtzman em comunicado oficial. “Seu ímpeto e seu foco criativo já se tornaram parte insubstituível da nossa equipe e do legado de ‘Star Trek'”. A renovação reflete o investimento do CBS All Access na franquia de ficção científica. Além de novos episódios para continuar a exploração da série principal, a plataforma vai produzir uma nova atração centrada no Capitão Picard, de “Star Trek: A Nova Geração” – que será novamente vivido por Patrick Stewart – , um spin-off de “Discovery” com a Capitã Georgiou, personagem de Michelle Yeoh, e uma série de animação de “Star Trek” desenvolvida por Mike McMahan (um dos roteiristas de “Rick and Morty”). No Brasil, “Star Trek: Discovery” é disponibilizada pela Netflix.
The OA: Série sci-fi da Netflix ganha trailer da 2ª temporada
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 2ª temporada de “The OA”, série sci-fi criada e estrelada por Brit Marling (“A Outra Terra”). A prévia aprofunda a mistura de suspense e ficção científica, ao mostrar a protagonista despertando em outra dimensão e um novo mistério em torno de uma adolescente desaparecida. A 2ª temporada vai estrear 27 meses após os episódios inaugurais – e Marling frisa isso, ao dizer que está em 2016 na prévia. A demora tem a ver com o preciosismo da produção, já que todos os episódios são dirigidos pelo cocriador, o cineasta Zal Batmanglij (irmão do ex-guitarrista da banda Vampire Weekend). Antes de fazer “The OA”, Marling e Batmanglij trabalharam juntos nos filmes “A Seita Misteriosa” (2011) e “O Sistema” (2013). O elenco também inclui a espanhola Paz Vega (“O Mensageiro”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Jason Isaacs (franquia “Harry Potter”), Phyllis Smith (série “The Office”), Will Brill (“Not Fade Away”), Patrick Gibson (minissérie “The Passing Bells”) e a cantora Sharon Van Etten, mas o ator Scott Wilson (série “The Walking Dead”) faleceu entre a produção das duas temporadas. Os novos oito episódios, chamados de “Parte 2”, serão disponibilizados na plataforma de streaming em 22 de março.
Altered Carbon: Vídeo revela que Anthony Mackie e Simone Missick vão estrelar 2ª temporada
A Netflix anunciou o elenco principal da 2ª temporada de “Altered Carbon”, por meio de um vídeo da produção. E além de confirmar o novo protagonista, antecipado em julho passado, o vídeo revela a participação de Simone Missick, a Misty Knight da série “Luke Cage”. Veja abaixo. Graças à premissa da sci-fi, os novos episódios não terão dificuldades em explicar a troca de intérprete do personagem principal. Vivido pelo ator sueco Joel Kinnaman (que entrou em “Hannah”) na 1ª temporada, Takeshi Kovacks será interpretado por Anthony Mackie, que vive o Falcão nos filmes dos Vingadores da Marvel. O personagem, por sinal, também já foi mostrado como um homem oriental, interpretado por Will Yun Lee (da série “Falling Water”) em flashbacks da temporada inaugural, que explicam como a mesma pessoa pode aparecer com aparências tão diferentes. “Altered Carbon” se passa num futuro distante, em que a mente humana foi digitalizada e quem tem dinheiro pode transferir todas as suas memórias e sua personalidade de um corpo para outro, conforme vai envelhecendo, para usufruir da vida eterna. A série foi criada pelos roteiristas Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) e David H. Goodman (série “Fringe”), e é baseada no romance cyberpunk homônimo de Richard K. Morgan. Apesar da troca do protagonista, os atores Renée Elise Goldsberry e Chris Conner vão voltar a seus personagens, respectivamente como a líder rebelde Quellcrist Falconer e a inteligência artificial Poe. Além de Simone Missick, as novidades incluem Dina Shihabi (“Jack Ryan”), Toren Liebrecht (“Operação Final”) e James Saito (“Eli Stone”). Ainda não há previsão de estreia para a 2ª temporada.
Pabllo Vittar vai parar num planeta cor-de-rosa em clipe inspirado por Barbarella
Pabllo Vittar lançou o clipe de “Buzina”, que transforma o cantor numa viajante espacial. Dirigido pela dupla João Monteiro e Fernando Moraes, conhecidos como Os Primos, o clipe traz Pabllo em clima de “Barbarella”, chegando num planeta cor-de-rosa, onde alienígenas dançam coreografias de boy band sul-coreana. Tudo funciona até o ponto em que entra o indefectível comercial desconectado de tudo, uma das piores características dos clipes do cantor. Afinal, apesar de futurista e de outro mundo, a nave de Pabllo processa junk food brasileira do século 21, com direito a close demorado na marca. “Buzina” é a quarta música do disco “Não Para Não” a ganhar clipe – após “Problema Seu”, “Disk Me” e “Seu Crime”. Cada vídeo anterior também foi um comercial.
Nova versão da série Além da Imaginação ganha primeiro trailer
O serviço de streaming CBS All Access divulgou o primeiro trailer da nova versão da série clássica “Além da Imaginação” (Twilight Zone). E com direito à versão atualizada de sua famosa trilha, que embala trechos nervosos dos vindouros episódios da antologia sci-fi. Entre os detalhe que chamam atenção, destacam-se elementos de um episódio de 1960, que deve ganhar remake – “Nick of Time”, estrelado por William Shatner antes do ator virar o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. A prévia também dá uma mostra do elenco envolvido no revival, com aparições de John Cho (“Star Trek”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”), Greg Kinnear (“Pequena Miss Sunshine”), Luke Kirby (“A Maravilhosa Sra. Maisel”), Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”), Adam Scott (“Big Little Lies”), Rhea Seehorn (“Better Call Saul”), Alison Tolman (“Fargo”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Jessica Williams (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Steven Yeun (“The Walking Dead”) e DeWanda Wise (“Ela Quer Tudo”), entre outros. Além, claro, de Jordan Peele (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Corra!”). A nova versão foi criada e será apresentada por Peele. O ator, roteirista, diretor e produtor aparecerá na introdução de cada capítulo para apresentar a história fantástica da semana, que os espectadores irão presenciar. Ele vai assumir a função exercida pelo criador da atração original, Rod Serling, que apareceu no começo de todos os episódios da série clássica, entre 1959 e 1964. Reverenciada como pioneira do formato das antologias sci-fi, sua estrutura de um história completa por episódio inspirou inúmeras outras séries, de “Quinta Dimensão” (The Outer Limits) nos anos 1960 a “Black Mirror” no século 21. A marca é tão forte que, além dos 156 episódios originais, a CBS já tinha feito dois revivals, ambos com sucesso – o primeiro durou entre 1985 a 1989 (65 episódios) e o segundo entre 2002 a 2003 (44 episódios). O programa também virou filme: a antologia “No Limiar da Realidade” (Twilight Zone: The Movie, 1983), que apresentava quatro histórias dirigidas simplesmente por Steven Spielberg (“Guerra dos Mundos”), Joe Dante (“Gremlins”), John Landis (“Um Lobisomem Americano em Londres”) e George Miller (“Mad Max”). Serling, que faleceu em 1975, apresentou apenas a versão original – e outra série clássica, “Galeria do Terror” (1969–1973), que também deve voltar em breve. E, por curiosidade, a versão de 2002 já era apresentada por um ator negro: Forest Whitaker (“Pantera Negra”). A quarta versão de “Além da Imaginação” vai estrear em 1 de abril no serviço de streaming da CBS All Access, que não é comercializado no Brasil – mas suas séries tem aparecido por aqui em outras plataformas, como a Amazon (“Good Fight”) e Netflix (“Star Trek: Discovery”).
John Krasinski e Emily Blunt vão voltar a trabalhar juntos em Um Lugar Silencioso 2
John Krasinski e sua esposa Emily Blunt vão bisar a parceria de “Um Lugar Silencioso”, voltando a trabalhar juntos no filme que dará sequência à produção premiada. Segundo apurou o site Deadline, ele não vai aparecer na história, já que seu personagem morreu no original, mas vai voltar a dirigir o longa, que contará novamente com Emily Blunt em seu elenco, além das crianças Millicent Simmonds e Noah Jupe. Terceiro longa dirigido por Krasinski, “Um Lugar Silencioso” marcou a primeira vez que ele trabalhou com sua esposa no cinema. O próprio Krasinski revelou, ainda, a data de estreia da continuação. Ele publicou uma mensagem no Instagram acompanhada por uma imagem do primeiro filme. “É hora de voltar. Parte II. 15/05/2020”, escreveu na legenda, adiantando quando o segundo longa-metragem deverá ser lançado nos Estados Unidos. Veja abaixo. Com um orçamento de US$ 17 milhões, “Um Lugar Silencioso” arrecadou US$ 341 milhões nos cinemas de todo o mundo e venceu vários prêmios, do troféu do Sindicato dos Atores (SAG Award) para Emily Blunt ao Critics Choice de Melhor Filme de Terror/Sci-Fi do ano passado. O longa ainda disputa o Oscar 2019 de Melhor Edição de Som, fato significativo, já que sua trama gira em torno da necessidade de se manter silêncio o tempo inteiro, para evitar o ataque de monstros desconhecidos responsáveis pelo apocalipse. O filme original acompanhou os esforços da família formada por Blunt, Krasinski e seus filhos para sobreviver a esse cenário. E Krasinski chegou a comentar que gostaria de expandir esse grupo no próximo lançamento. Visualizar esta foto no Instagram. …time to go back. #PartII 5-15-20 Uma publicação compartilhada por John Krasinski (@johnkrasinski) em 22 de Fev, 2019 às 10:02 PST
Alita – Anjo de Combate tem ambição demais para seu próprio bem
Após duas décadas existindo como filme apenas na cabeça de James Cameron, o mangá cyberpunk “Alita: Anjo de Combate”, de Yukito Kishiro, finalmente ganhou a adaptação hollywoodiana que o cineasta visionário tanto sonhou. Mas dirigido por Robert Rodriguez, porque Cameron anda mais preocupado com as sequências de “Avatar”. Mesmo assim, o resultado (ainda bem) tem muito mais a cara do cineasta de produções monumentais como “Titanic”, “Avatar” e “O Exterminador do Futuro 2” que a do diretor de filmes baratos como “El Mariachi”, “Machete”, “Planeta Terror” e “Sin City”. Rodriguez nunca escondeu que estava fazendo um filme de (escrito e produzido por) James Cameron, o que se pode vislumbrar na megalomania impressa da primeira à última cena, um espetáculo em escala gigantesca que mantém o espectador imerso na ação. A premissa é básica, a trama soa familiar, mas o mérito de Cameron e Rodriguez como contadores de histórias é nunca deixar de envolver o espectador. Não fazem isso por meio do roteiro, que jamais foi o forte de Cameron, que adora diálogos ralos e bregas (I’d give you my heart?), nem somente com os efeitos digitais da turma de Peter Jackson, que são realmente impressionantes (a parte do Motorball é um espanto), nem apenas com as cenas de ação. Mas com uma somatória de elementos. Inclusive, quando abraça uma brutalidade típica do começo da carreira de Cameron (e de Paul Verhoeven, vai), trazendo mais violência para a tela que se espera de um tradicional blockbuster para toda a família. A trama imersiva, os efeitos e a ação também ganham credibilidade devido ao carisma de Rosa Salazar (da franquia “Maze Runner”) como intérprete da personagem principal. Mesmo emprestando seus dotes físicos e artísticos para a captura de movimento dar vida à adorável ciborgue, é sua humanidade como atriz que faz com que o público se importe com Alita; que ria e se emocione com suas descobertas, ora alegres, ora dolorosas, de um mundo que ela esqueceu e no qual possui um papel definitivo que jamais imaginou. Isso desde o momento em que têm seus pedaços encontrados num ferro-velho e reconstruídos por um cientista (Christoph Waltz). Mesmo destruída e com olhos de dimensões irreais – uma homenagem ao mangá original – , ela consegue funcionar, porque Rosa Salazar faz acreditar que ela é real – a ponto de sua interpretação deixar as participações de Jennifer Connelly e Mahershala Ali em segundo plano. Infelizmente, porém, por mais que o esforço seja legítimo, o filme acaba não correspondendo. Resulta em apenas mais uma sci-fi/fantasia genérica feita para virar franquia, ao sucumbir ao impulso atual da indústria para gerar sequels e prequels, numa combinação letal com a megalomania de James Cameron. “Avatar” terá várias sequências, como sabemos, mas o diretor fez do original de 2009 um filme certinho, fechado, completo. É gigantesco tanto na ambição quanto na execução, mas vai direto ao ponto. Como arrebentou nas bilheterias, Cameron teve o sinal verde que queria para continuar a saga. Mas se tivesse naufragado, goste-se ou não, continuaria sendo um filme único. Já “Alita” foi pensada, desde o começo, para ter continuação. Entretanto, seria um filme melhor se Cameron e Rodriguez se concentrassem em desenvolver uma história fechada, focada num arco menor. Em vez disso, a trama, digamos assim, parece ainda estar na metade quando rolam os créditos finais. Com isso, o filme resulta equivocadamente incompleto e preocupado acima de tudo em preparar o público para as continuações. E isso é de uma irresponsabilidade absurda, já que a decisão criativa de explorar a franquia depende do sucesso financeiro, o que as bilheterias da estreia já colocaram em risco.












