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    Cinquenta Tons Mais Escuros: Ciúmes e brigas marcam primeiro trailer legendado da continuação

    13 de setembro de 2016 /

    A Universal Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, continuação de “Cinquenta Tons de Cinza” (2015). A prévia é bastante pudica, dividida entre cortejo, em busca de uma reconciliação, e uma relação de ciúmes e brigas. Uma sequência de baile de máscaras evoca fetiches de outras produções, mas, fora um momento de encontrões no chuveiro, o romance do casal Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) parece ter virado um comercial de perfume masculino, embalado por um cover de Beyoncé. Neste segundo filme da franquia, James Foley (série “House of Cards”) assumiu a direção no lugar de Sam Taylor-Johnson, que, durante a produção do longa inicial entrou em choque com a escritora E.L. James, autora dos livros. Como James também é produtora dos filmes, conseguiu empregar seu marido Niall Leonard (telefilme “Hornblower: Loyalty”) como roteirista do longa-metragem, garantindo maior controle sobre a adaptação. “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreia em 10 de fevereiro de 2017, às vésperas do Dia dos Namorados no hemisfério norte. No Brasil, o lançamento acontece seis dias depois, em 16 de fevereiro.

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    Robert Redford e Jane Fonda voltarão a viver casal após quase 40 anos

    11 de setembro de 2016 /

    Robert Redford e Jane Fonda vão voltar a namorar no cinema, quase 40 após viverem seu último romance nas telas. A dupla retomará a parceria em “Our Souls at Night”, do diretor indiano Ritesh Batra, responsável pelo romance “The Lunchbox”, fenômeno mundial de bilheterias em 2013. “Estava mesmo desejando me reunir com Jane e trabalhar com o talentoso Ritesh Batra”, disse Redford no comunicado da Netflix, que produzirá o filme, no qual ele ainda afirma estar feliz em compartilhar a história “adorável” com o público do serviço de streaming. “Our Souls at Night” é baseado no romance homônimo de Kent Haruf (“Histórias Divididas”), publicado postumamente no ano passado, e tem roteiro da dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber (“A Culpa É das Estrelas”). A trama começa com uma visita inesperada de Addie Moore (Jane Fonda) a seu vizinho, Louis Waters (Robert Redford), duas pessoas cujos respectivos conjuges morreram anos atrás, mas que nunca tiveram muito contato, apesar de viverem em um pequeno povoado. Pois a situação começa a mudar a partir da iniciativa da viúva, que faz ao vizinho uma proposta indecente. Redford e Fonda trabalharam juntos em três filmes, “Caçada Humana” (1966), “Descalços no Parque” (1967) e “O Cavaleiro Elétrico” (1979), mas embora seus personagens tivessem relacionamentos em todos, eles só tiveram vida de casados no segundo. “Our Souls at Night” estreará em 2017, 50 anos após a primeira lua de mel cinematográfica do casal.

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    Nós Duas Descendo a Escada registra paixão lésbica com olhar de cinéfilo

    10 de setembro de 2016 /

    O diretor Fabiano de Souza, que estreou com o interessante “A Última Estrada da Praia” (2010), estabeleceu uma dinâmica inusitada para as filmagens de seu segundo longa, “Nós Duas Descendo a Escada”. Durante quase um ano, as atrizes Miriã Possani (também de “A Última Estrada da Praia”) e Carina Dias (“13 Histórias Estranhas”) tiveram dois encontros mensais para rodarem as suas participações, estratégia para buscar uma autenticidade nos efeitos desgastantes de um relacionamento a princípio sem compromisso. De um lado, temos Adri (Miriã Possani), jovem de 24 anos recém-formada que trabalha em uma livraria enquanto ambiciona por uma carreira artística. Do outro, há Mona (Carina Dias), arquiteta bem-sucedida prestes a completar 30 anos que, ao contrário de Adri, lida com muita libertinagem quanto a sua sexualidade. A insegurança de uma e a confiança da outra são os principais elementos opostos que se atraem, mas logo as distinções entre essas duas mulheres dificultarão a relação, fazendo com que a narrativa (também da autoria de Fabiano de Souza) tente encontrar alguns pontos de fuga do padrão de algo que se oferece como uma comédia romântica. Mas o resultado pretendido é diferente do que se efetiva na tela. O lado cinéfilo do diretor e roteirista fica em evidência em inúmeras passagens de “Nós Duas Descendo a Escada”. Para ilustrar a passagem do tempo, recortes de jornais ganham a tela, geralmente destacando notícias sobre os lançamentos da época (as filmagens aconteceram entre 2011 e 2012) ou acontecimentos impactantes, como o falecimento de Carlos Reichenbach. Essa devoção pelo cinema também se manifesta nas interações entre personagens. Divertida, há uma cena em que Adri e Mona se comunicam em uma locadora a partir de títulos de alguns DVDs. No entanto, na maior parte do tempo, as referências geram diálogos deslocados, insípidos. Por exemplo: ao chegar a uma festa de Mona, Adri se apresenta para uma convidada que afirma ela é mágica por estar de vermelho. “A fraternidade é vermelha”, Adri responde. E assim como em “Azul É a Cor mais Quente”, o direcionamento das coisas leva a acreditar que um rompimento entre Adri e Mona seja muito mais crível do que a continuidade de seu namoro. Existe um esforço em tornar a troca de afetos o mais íntima possível. Ainda assim, são duas pessoas sem sintonia, que na realidade não passariam do sexo casual. Tanto que o único instante em que um choque de realidade despenca em “Nós Duas Descendo a Escada” é aquele em que Adri e Mona atacam uma a outra com um sem número de verdades, até que concluem que definitivamente pertencem a universos diferentes. O drama de “Nós Duas Descendo a Escada” é que não há nada pior do que um romance que oferece mais contras do que prós para (des)acreditar na união de um casal.

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    Namoro de Taylor Swift e Tom Hiddleston já acabou

    7 de setembro de 2016 /

    O namoro entre a cantora Taylor Swift e o ator Tom Hiddleston (“Thor”) já acabou, segundo a revista americana de celebridades Us Weekly. A separação aconteceu de forma “amigável”, após três meses de relacionamento. O motivo da separação teria sido a falta de acordo sobre como lidar com a relação. Hiddleston não queria esconder o namoro, enquanto Taylor preferia mantê-lo discreto. “A Taylor sabe quais são as repercussões das demonstrações públicas de afeto, mas Tom não ouviu suas preocupações”, comentou uma fonte próxima do casal à publicação, adiantando que os dois se dão “muito bem” e vão continuar amigos. Swift e Hiddleston conheceram-se na festa de gala do Museu Metropolitano de Nova York, em maio, e a sua relação teria engatado em junho, duas semanas depois do fim do namoro da cantora com o DJ Calvin Harris. Taylor Swift nunca confirmou publicamente a relação com o ator, mas um mês depois de terem sido fotografados aos beijos numa praia em Rhode Island, Hiddleston foi co-anfitrião da festa anual do 4 de julho, organizada pela cantora em sua casa. Nessa festa, Hiddleston vestiu uma comiseta as iniciais de Swift e, dias depois, falou sobre o namoro numa entrevista à revista The Hollywood Reporter. “A verdade é que Taylor Swift e eu estamos juntos e estamos muito felizes. Obrigado por perguntar. Essa é a verdade. Não é um golpe de publicidade”, comentou, referindo-se aos rumores que surgiram nas redes sociais, de que tudo não passava de promoção de um novo clipe. Durante os três meses de namoro, que se seguiram a uma relação de 15 meses da cantora com o DJ Calvin Harris, Swift e Hiddleston viajaram pela Europa e pelos Estados Unidos e chegaram a conhecer os respectivos pais de cada um.

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    Veneza: François Ozon visita o cinema europeu clássico com provocação à Hollywood

    5 de setembro de 2016 /

    Rodado em preto e branco e passado nos anos 1930, “Frantz”, do diretor francês François Ozon (“Dentro da Casa”), evoca uma produção clássica europeia. E, de fato, a história já foi filmada antes, pelo mestre alemão Ernst Lubitsch em “Não Matarás”, de 1932. Mas “Frantz” também é uma provocação a Hollywood. Por isso, o diretor não gosta que o chamem de remake. Na entrevista coletiva do Festival de Veneza, Ozon garantiu que “Frantz” não é uma refilmagem, pois, ao decidir rodar a história original, baseada numa peça do francês Maurice Rostand, não conhecia a obra de Lubitsch. Além disso, ele promoveu mudanças significativas na estrutura narrativa, mudando o foco para a personagem feminina e a situação da Alemanha do pós-guerra. Ele também explicou que a escolha do preto e branco não se deu apenas como homenagem ao cinema da época em que se passa a trama. “Nossas memórias da guerra estão vinculadas a essas duas cores, preto e branco, os arquivos, filmes e filmagens… esse é um período de mágoa e perda então eu pensei que o preto e branco fossem as melhores cores para a história”, disse para a imprensa. “Cores são muito mais emotivas e fornecem uma ideia sobre o sentimento de alguém”, completou. E, curiosamente, algumas cenas coloridas pontuam a narrativa, para enfatizar quando os personagens finalmente voltam à vida. O cineasta lembrou ainda que há poucos filmes sobre a 1ª Guerra Mundial, porque o nazismo que levou à 2ª Guerra Mundial capturou a imaginação mundial de tal forma que tudo o que o precedeu parece pouco importante. Um dos poucos foi um clássico do próprio cinema francês, “A Grande Ilusão” (1937), de Jean Renoir. “Frantz” tem uma cena de batalha, mas não é exatamente um filme de guerra e sim sobre suas consequências. A começar por seu título, nome de um soldado alemão morto em batalha. O filme acompanha sua jovem viúva Anna, interpretada por Paula Beer (“O Vale Sombrio”), que, numa visita ao cemitério, conhece o tenente francês Adrien (Pierre Niney, de “Yves Saint Laurent”), quando este deixa flores no túmulo de Frantz. O filme se constrói em torno de sentimentos de culpa e da paixão latente entre Anna e Adrien, estabelecendo-se quase como um melodrama, mas com as marcas do cinema de Ozon, em sua obsessão por contar histórias, esconder segredos e visitar a dor. Além disso, Ozon continua a provocar o público com armadilhas narrativas, num jogo de aparências derivado do suspense, que leva a ponderar o que é realmente verdade e que rumos terá sua trama. Pela primeira vez filmando em alemão, o cineasta defendeu em Veneza a decisão de escalar atores que falassem os idiomas originais de seus personagens, em vez de usar intérpretes falando a mesma língua com diferentes sotaques, como é comum nos filmes americanos. E aí provocou. “Em Hollywood, há essa convenção de que todo mundo fala inglês, mas o público não quer mais isso, porque eles querem ver a verdade”, disse Ozon. “Foi muito importante usar as línguas nativas porque elas são parte da cultura de ambos os países”, continuou, acrescentando que isso fez com que Niney precisasse aprender alemão durante as filmagens, para se comunicar com Beer.

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    Veneza: Michael Fassbender e Alicia Vikander vivem romance dentro e fora das telas

    2 de setembro de 2016 /

    Os atores Michael Fassbender (“Steve Jobs”) e Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”) vivem um casal dentro e fora das telas, e foram a Veneza divulgar o filme que iniciou seu romance, “A Luz Entre Oceanos”. Trata-se de um melodrama que arranca lágrimas do público, mas foi recebido com cinismo pela crítica. A imprensa presente no festival, porém, estava pouco se importando com a ficção, já que a melhor história de amor do filme aconteceu fora das câmeras. Apesar da diferença de idade, Fassbender, de 39 anos, admitiu que se sentiu intimidado quando conheceu Vikander, de 27 anos, vencedora do Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante por “A Garota Dinamarquesa”. “Fiquei com medo quando Alicia chegou, ela era tão feroz e ávida. Lembrei de como eu era quando estava começando. Eu realmente senti que tinha que fazer melhor minha parte, ser tão presente quanto ela”, ele contou, sobre sua primeira impressão da “garota”, que na verdade é sueca. Vikander retribuiu o elogio, confidenciando que ficou muito nervosa quando soube que atuaria junto a um “ator tão brilhante”, demonstrando que a lua de mel continua. O romance entre os dois nasceu por sugestão do diretor. Indiretamente, é verdade, mas o processo os aproximou. Para captar o espírito de seus personagens, que moram sozinhos num farol distante, o diretor Derek Cianfrance (“O Lugar Onde Tudo Termina”) propôs que Vikander e Fassbender se isolassem em uma ilha deserta para que se conhecessem melhor. No fim do período, veio a notícia de que eles estavam namorando. A ternura nascida do relacionamento transparece na sinceridade com que os atores interpretam seus papeis no filme. Mas isso não torna o enredo menos manipulativo. Baseado no best-seller homônimo de M.L. Stedman, o filme acompanha um casal traumatizado, que sofre com a perda do filho recém-nascido, quando um bebê surge num barco à deriva. Mas depois de cuidar da criança por vários anos, os dois descobrem o sofrimento da verdadeira mãe (Rachel Weisz, de “Oz, Mágico e Poderoso”), que acredita ter pedido a filha no mar. O trailer ainda explora o embate entre Fassbender, que se sente moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. “Este filme é uma batalha entre a verdade e o amor”, definiu o diretor Derek Cianfrance, que disse ter assumido a missão de “contar histórias familiares, os segredos em nossas casas”. Por isso, ele afirma que o livro do escritor australiano M.L. Stedman “parecia um filme que eu nasci para fazer”. “Mais que uma história de amor, ‘A Luz entre Oceanos’ quer ser uma lição de vida na qual o perdão e a compreensão ajudam a seguir adiante”, completou Fassbender.

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    A Bela e a Fera: Veja as primeiras imagens dos personagens da versão “com atores”

    28 de agosto de 2016 /

    A Disney divulgou as primeiras imagens de “A Bela e a Fera”, sua nova adaptação de fábula encantada. As fotos deixam claro que se trata de uma adaptação literal do desenho animado de 1991 e não uma reinvenção da história clássica, com direito a objetos inanimados que ganham vida. Por isso, a chamada “versão com atores” manterá vários elementos animados. Os personagens que aparecem são o charmoso maître Lumiere (dublado no filme por Ewan McGregor, de “Jack, o Caçador de Gigantes”) e o mordomo Horloge (voz de Ian McKellen, da franquia “O Hobbit”), o capanga Le Fou (Josh Gad, de “Jobs”) na taverna do vilão Gaston (Luke Evans, de “Drácula – A História Nunca Contada”), e a própria Fera em sua versão “Príncipe Encantado” (Dan Stevens, da série “Downton Abbey”, flagrado nos bastidores e de cabelo comprido). Além deles, o filme destaca Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela do título. A fidelidade à versão animada da própria Disney tende a diferenciar o longa de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa, com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). Se ainda tiver dúvida, basta comparar as imagens com os personagens do desenho (veja abaixo). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, o novo “A Bela e a Fera” também preservará a característica musical da animação. A estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.  

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    A United Kingdom: Trailer mostra David Oyelowo e Rosamund Pike no romance inter-racial que abalou o mundo

    27 de agosto de 2016 /

    A Pathé divulgou as primeiras fotos e o trailer de “A United Kingdom”, drama britânico de época que combina política colonial, racismo e o nascimento de uma nação africana. A prévia mostra como o romance e o casamento inter-racial entre os personagens de David Oyelowo (“Selma: Uma Luta Pela Igualdade”) e Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) se torna mais que um choque social nos anos 1940, virando uma crise internacional. Escrito por Guy Hibbert (“Rastros de Justiça”), o roteiro foca a história real de Seretse Khama, membro da família real de Bechuanalândia, uma ex-colônia inglesa que viria a se tornar o nação africana de Botswana. Khama provocou indignação internacional quando se casou com uma mulher branca em 1948. Ele venceu uma tentativa de deposição, planejada por seu tio, apenas para enfrentar a oposição do governo racista da África do Sul, onde casamentos inter-raciais eram ilegais. A pressão do país aliado obrigou a Grã-Bretanha a bani-lo do seu próprio país de origem em 1951. Mas Seretse Khama voltou anos depois, justamente para liderar a independência do país, fundando um partido político em 1962 e se tornando o primeiro presidente de Botswana em 1966, precipitando o fim da era do colonialismo britânico. Ele permaneceu no poder até sua morte, em 1980, e durante seu governo se tornou um dos maiores críticos do regime racista do apartheid na vizinha África do Sul. Botswana realiza eleições regulares desde sua morte e é considerado um dos maiores exemplos de estabilidade política no continente africano. “A United Kingdom” tem direção de Amma Asante, que anteriormente já tinha lidado com tema similar em “Belle”, sobre a filha mulata de um aristocrata na Inglaterra do século 18. O próprio Oyelowo assina a produção, que marca seu reencontro com Rosamund Pike, após os dois coadjuvarem em “Jack Reacher: O Último Tiro” (2012). A estreia está marcada para 25 de novembro no Reino Unido.

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    Café Society é um filme apaixonante de Woody Allen

    26 de agosto de 2016 /

    Interessante perceber a tendência mais amena e romântica que Woody Allen tem conferido a suas obras recentes, desta década em particular. De “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) ao novo “Café Society” (2016), apenas “Blue Jasmine” (2013) se destaca como uma obra essencialmente amarga em relação à vida, além de contar com um senso de humor menos presente do que os demais. Mesmo um filme como “Homem Irracional” (2015) traz a história de um homem que passa a ver sentido em sua vida depois de encontrar motivações não muito recomendáveis. “Café Society” tem sido recebido com muito mais entusiasmo pela crítica internacional do que os três trabalhos anteriores do diretor, mas não significa que seja uma das obras mestras do velho Woody. Claro que é muito bom ouvir a voz do próprio diretor contando a história, assim como é adorável ter um objeto de desejo como Vonnie, vivida por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Nem sempre uma unanimidade, Kristen se mostra como a razão de ser não apenas da vida do jovem Bobby (Jesse Eisenberg, de “Batman vs. Superman” e mais um a assimilar os trejeitos de Allen em outro de seus alter-egos), mas do próprio filme, embora mais à frente vejamos a Veronica de Blake Lively (também em cartaz em “Águas Rasas”) representando a estabilidade emocional necessária para o protagonista. Um dos problemas de “Café Society” é a tentativa de Allen em construir uma fauna generosa de tipos que acaba atropelando e atrapalhando a trama principal, ou seja, a ciranda de amores. Assim, todas as questões envolvendo a máfia nova-iorquina tornam o filme menos interessante, embora se destaquem alguns diálogos afiados, como o fato de o Judaísmo não ter a vida após a morte em seus dogmas, passando, assim, a perder pontos para o Catolicismo. Porém, mesmo com essa irregularidade, o novo trabalho de Allen conta com uma fotografia de Vittorio Storaro tão especial que vale a pena ser destacada como uma das mais importantes dos filmes de Allen dos últimos 20 anos, pelo menos. Conhecido por sua brilhante parceria com Bernardo Bertolucci (em especial, “O Último Imperador”), o veterano diretor de fotografia, vencedor de três Oscars, homenageia os filmes das décadas de 1930-40, especialmente nos close-ups de Kristen Stewart, trazendo uma espécie de véu sobre sua imagem, dando-lhe um ar de semideusa. O belo uso da luz no filme é percebido logo de cara, com tonalidades que variam de cores dessaturadas, em Nova York, para cores mais quentes, nas cenas passadas em Hollywood. “Café Society” é mais uma história sobre como as paixões acabam gerando memórias, ao mesmo tempo agradáveis e dolorosas, além de tornarem as pessoas mais fortes, como acontece com Bobby, depois de ter conhecido Vonnie. O reencontro dos dois em Nova York pode ser visto como o grande momento do filme, bem como as cenas que marcam sua conclusão. Na nova obra agridoce de Allen, não há espaço para um final exatamente feliz, como no adorável e subestimado “Magia ao Luar” (2014), mas um sorriso triste de quem pode se satisfazer com o rumo dos acontecimentos, trazidos por escolhas pessoais. Dependendo do estado do espectador, é possível sair do cinema suspirando e lembrando aquela paixão que marcou sua vida, e este é um feito e tanto para qualquer filme.

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    Poldark: Trailer da 2ª temporada destaca triângulo amoroso

    23 de agosto de 2016 /

    Depois do teaser, a rede britânica BBC divulgou o trailer com mais detalhes da 2ª temporada de “Poldark”. Detalhes que são mais sensuais e novelescos, centrados no triângulo do personagem-título, vivido por Aidan Turner (“O Hobbit”), dividido entre seu antigo amor Elizabeth (a islandesa Heida Reed, de “Nação Vampira”) e a paixão tórrida de Demelza (Eleanor Tomlinson, de “Jack, o Caçador de Gigantes”). Adaptação da obra homônima de Winston Graham, passada no final do século 18, “Poldark” acompanha um militar veterano que, ao voltar dos EUA, após a guerra de independência, precisa reconstruir sua família, suas relações sociais e acaba fazendo novos inimigos. Winston Graham é o mesmo autor de “Marnie, Confissões de uma Ladra”, filmado por Alfred Hitchcock em 1964. Ele contou a história de Ross Poldark em doze romances, publicados entre 1945 e 2002. A mesma BBC já tinha adaptado os primeiros volumes numa série dos anos 1970, que durou apenas duas temporadas. A nova versão, que estreou no ano passado, virou um fenômeno de audiência, vista por mais de 9 milhões de telespectadores e até credenciou Turner a ser cogitado para o papel de próximo James Bond. A 2ª temporada estreia em 4 de setembro no Reino Unido, e a atração já se encontra renovada para seu terceiro ano.

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    Elke Maravilha (1945 – 2016)

    16 de agosto de 2016 /

    Morreu Elke Maravilha, aos 71 anos, na madrugada de terça-feira (16/8) no Rio. A notícia foi compartilhada por seu perfil no Facebook. “Avisamos que nossa Elke já não está por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses que ela tanto amava estejam com ela nessa viagem. Eros anikate mahan (O amor é invencível nas batalhas). (Crianças, conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam)”, diz o texto. Elke estava internada havia quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no Rio, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. De acordo com o irmão de Elke, Frederico Grunnupp, a artista sofreu uma falência múltipla dos órgãos. Nascida na Rússia em 22 de fevereiro de 1945, Elke Georgievna Grunnupp mudou-se para o Brasil ainda criança, quando sua família fugiu do stalinismo, e naturalizou-se brasileira. Ela logo se tornou fluente em nove línguas: russo, português, alemão, italiano, espanhol, francês, inglês, grego e latim. Seu primeiro emprego foi como professora em uma escola de idiomas. No final dos anos 1960, aproveitou seu 1,80m para se lançar como modelo, tornando-se uma das profissionais preferidas da estilista Zuzu Angel. Foi com o papel de modelo, por sinal, que ela estreou no cinema, fazendo uma pequena participação no filme “Salário Mínimo” (1970), de Adhemar Gonzaga. Por causa da amizade com Zuzu, Elke acabou se envolvendo nos protestos contra o assassinato de Stuart Angel, o filho da estilista pelo regime militar. Na época, ela chegou a enfrentar a tortura da ditadura e ficar presa por seis dias em 1971. Conseguiu ser libertada por intermédio da própria Zuzu, que enviou um delegado para tirá-la da prisão. Esta história foi contada no filme “Zuzu Angel” (2006), no qual Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e também fez uma participação especial. Uma das consequências de sua rebeldia contra o regime foi a perda de sua cidadania brasileira. Ela nunca pediu anistia para recuperá-la, por considerar que seria uma admissão de culpa. Preferiu virar alemã como sua mãe e requisitar visto de trabalho e residência permanente. A prisão não a deixou estigmada. Alta, loira e elegante, ela já tinha conquistado certa notoriedade por preferir roupas mais ousadas como modelo, e isto lhe abriu as portas para “desfilar” na TV, convidada a virar jurada da “Buzina do Chacrinha”. Ela encantou o apresentador Chacrinha e o público com um visual colorido e exótico, encontrando popularidade instantânea ao ser apresentada pelo apelido Elke Maravilha, que Chacrinha lançou para o Brasil. A relação com Chacrinha, a quem chamava de “painho”, era muito íntima. Em entrevista ao programa “Altas Horas”, em 2014, Elke falou sobre o apresentador, de quem era grande amigo e confidente. “Painho era extremamente afetivo. Ficava horas com ele dentro do camarim. Era muito gostoso”. Ela também foi jurada do “Programa Sílvio Santos”, mas a relação com o dono do baú e do SBT não rende os mesmos elogios. Elke morreu brigada com Sílvio Santos. O sucesso do Chacrinha, líder de audiência na TV brasileira, tornou Elke requisitadíssima. Ela apareceu em nada menos que 13 filmes nos anos 1970, entre eles alguns clássicos como “Quando o Carnaval Chegar” (1972), de Cacá Diegues, “O Rei do Baralho” (1973), de Julio Bressane, “Xica da Silva” (1976), novamente de Diegues, e “Tenda dos Milagres” (1977), de Nelson Pereira dos Santos. Teve até um filme com seu nome, “Elke Maravilha Contra o Homem Atômico” (1978), de Gilvan Pereira, em que lutava contra seu arquirrival dos juris televisivos, Pedro de Lara. No cinema, apareceu ainda nos clássicos “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, e “Romance” (1988), de Sergio Bianchi, filmou com a Xuxa, em “Xuxa Requebra” (1999), participou de “A Suprema Felicidade” (2010), de Arnaldo Jabor, e foi redescoberta pela atual safra de comédias brasileiras, como “Mato Sem Cachorro” (2013), “Meu Passado Me Condena” (2013) e “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”, lançado neste ano. Na TV, roubou a cena na minissérie “Memórias de um Gigolô” (1986), da Globo, na qual viveu a inesquecível dona de bordel Madame Iara. A repercussão do papel foi tanta que Elke virou a “madrinha” da Associação das Prostitutas do Rio. Ela também participou das novelas “Pecado Capital” (1998), “Da Cor do Pecado” (2004) e “Caminho das Índias” (2009), entre outras, e teve seu próprio programa, o “Programa Elke Maravilha”, entre 1993 e 1996. Elke teve oito maridos, divertiu-se horrores e nunca quis ter filhos.

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    Amor & Amizade faz leitura avançada e pouco convencional de Jane Austen

    15 de agosto de 2016 /

    No primeiro ato de “Metropolitan” (1990), Tom, personagem principal vivido por Edward Clements, tem uma discussão literária com Audrey (Carolyn Farina), no qual ele desdenha de “Mansfield Park”, considerando o livro de Jane Austen ridículo dentro de um contexto contemporâneo. Inconformada, Audrey retruca: “Já te ocorreu que o mundo contemporâneo, pela perspectiva de Austen, ficaria ainda pior?”. Com 26 anos de carreira, Whit Stillman continua fiel a um sentimento de deslocamento vivido por seus personagens nos ambientes em que transitam, como se estivessem despreparados para um novo rito de passagem. É um conflito que aproxima “Metropolitan” ou qualquer um dos seus três filmes seguintes de “Amor & Amizade”, este justamente inspirado em um romance de Jane Austen. Assumidamente comercial, o título pode fazer os fãs da escritora pensarem que “Amor & Amizade” é uma adaptação homônima do romance escrito em 1790, quando Austen ainda era uma adolescente. No entanto, o roteiro de Stillman tem como base “Lady Susan”, publicado postumamente em 1871. Kate Beckinsale (“Anjos da Noite”) é quem interpreta Lady Susan Vernon, uma quase quarentona que enviuvou sem uma herança generosa. Exatamente por isso, aproveita a ocasião do retorno de sua filha Frederica (Morfydd Clark, de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”) após a expulsão do colégio em que estudava para aproximá-la do afortunado Sir James Martin (o hilário Tom Bennett, mais conhecido por suas participações em seriados britânicos), que vive de cometer gafes durante as tentativas frustradas de conquistá-la. Sem muito sucesso na tentativa em sofisticar o seu nome por meio de sua própria filha, Lady Susan parece ter outras cartas na manga, como conquistar Reginald DeCourcy (Xavier Samuel, de “A Saga Crepúsculo: Eclipse”), jovem irmão de Catherine DeCourcy (Emma Greenwell, da série “Shameless”), esposa de seu ex-cunhado, Charles Vernon (Justin Edwards, de “A Duquesa”). Durante os flertes, surgem os boatos de que Lady Susan também estaria atraída por Lord Manwaring (Lochlann O’Mearáin, da série “Vikings”), este em um casamento aos frangalhos com Lady Lucy (Jenn Murray, de “Brooklyn”). Mais do que respeitar os elementos de uma boa comédia de costumes, Whit Stillman persegue uma aproximação entre os valores antiquados e modernos. Não à toa, ele traz Chloë Sevigny (série “Bloodline”) fazendo a melhor amiga americana de Beckinsale: as duas atrizes foram também protagonistas de “Os Últimos Embalos do Disco”, vivendo garotas que parecem as encarnações futuras de Lady Susan e sua confidente Alicia Johnson em plena era da conversão de hippies em yuppies. O resultado está longe de ser uma adaptação convencional de Austen, especialmente pela ênfase na ardilosidade que move Lady Susan. Os homens até pensam que estão resolvendo os seus assuntos amorosos com uma impunidade que não favorece as mulheres. Mal sabem que as razões contidas no coração de Lady Susan a fazem estar muito avançada no jogo de aparências que articula.

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    Two Lovers and a Bear: Atriz de Orphan Black vive romance e paranoia em trailer de drama canadense

    7 de agosto de 2016 /

    A Entertainment One divulgou o pôster e o trailer de “Two Lovers and a Bear”, drama canadense estrelado por Tatiana Maslany (a estrela de “Orphan Black”) e Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) como um casal que vive em condições extremas no Ártico. A prévia é pouco clara a respeito do motivo de seu autoexílio, inserindo o urso do título original quase como uma metáfora das ameaças que os cercam. E embora gozem de conforto numa pequena comunidade, a paranoia os leva a uma fuga suicida pelas paisagens congeladas. Dirigido pelo canadense Kim Nguyen (do drama indicado ao Oscar “A Feiticeira da Guerra”), o filme recebeu críticas positivas durante sua première na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. A estreia acontece em 7 de outubro no Canadá, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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