Veneza: Michael Fassbender e Alicia Vikander vivem romance dentro e fora das telas
Os atores Michael Fassbender (“Steve Jobs”) e Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”) vivem um casal dentro e fora das telas, e foram a Veneza divulgar o filme que iniciou seu romance, “A Luz Entre Oceanos”. Trata-se de um melodrama que arranca lágrimas do público, mas foi recebido com cinismo pela crítica. A imprensa presente no festival, porém, estava pouco se importando com a ficção, já que a melhor história de amor do filme aconteceu fora das câmeras. Apesar da diferença de idade, Fassbender, de 39 anos, admitiu que se sentiu intimidado quando conheceu Vikander, de 27 anos, vencedora do Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante por “A Garota Dinamarquesa”. “Fiquei com medo quando Alicia chegou, ela era tão feroz e ávida. Lembrei de como eu era quando estava começando. Eu realmente senti que tinha que fazer melhor minha parte, ser tão presente quanto ela”, ele contou, sobre sua primeira impressão da “garota”, que na verdade é sueca. Vikander retribuiu o elogio, confidenciando que ficou muito nervosa quando soube que atuaria junto a um “ator tão brilhante”, demonstrando que a lua de mel continua. O romance entre os dois nasceu por sugestão do diretor. Indiretamente, é verdade, mas o processo os aproximou. Para captar o espírito de seus personagens, que moram sozinhos num farol distante, o diretor Derek Cianfrance (“O Lugar Onde Tudo Termina”) propôs que Vikander e Fassbender se isolassem em uma ilha deserta para que se conhecessem melhor. No fim do período, veio a notícia de que eles estavam namorando. A ternura nascida do relacionamento transparece na sinceridade com que os atores interpretam seus papeis no filme. Mas isso não torna o enredo menos manipulativo. Baseado no best-seller homônimo de M.L. Stedman, o filme acompanha um casal traumatizado, que sofre com a perda do filho recém-nascido, quando um bebê surge num barco à deriva. Mas depois de cuidar da criança por vários anos, os dois descobrem o sofrimento da verdadeira mãe (Rachel Weisz, de “Oz, Mágico e Poderoso”), que acredita ter pedido a filha no mar. O trailer ainda explora o embate entre Fassbender, que se sente moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. “Este filme é uma batalha entre a verdade e o amor”, definiu o diretor Derek Cianfrance, que disse ter assumido a missão de “contar histórias familiares, os segredos em nossas casas”. Por isso, ele afirma que o livro do escritor australiano M.L. Stedman “parecia um filme que eu nasci para fazer”. “Mais que uma história de amor, ‘A Luz entre Oceanos’ quer ser uma lição de vida na qual o perdão e a compreensão ajudam a seguir adiante”, completou Fassbender.
A Bela e a Fera: Veja as primeiras imagens dos personagens da versão “com atores”
A Disney divulgou as primeiras imagens de “A Bela e a Fera”, sua nova adaptação de fábula encantada. As fotos deixam claro que se trata de uma adaptação literal do desenho animado de 1991 e não uma reinvenção da história clássica, com direito a objetos inanimados que ganham vida. Por isso, a chamada “versão com atores” manterá vários elementos animados. Os personagens que aparecem são o charmoso maître Lumiere (dublado no filme por Ewan McGregor, de “Jack, o Caçador de Gigantes”) e o mordomo Horloge (voz de Ian McKellen, da franquia “O Hobbit”), o capanga Le Fou (Josh Gad, de “Jobs”) na taverna do vilão Gaston (Luke Evans, de “Drácula – A História Nunca Contada”), e a própria Fera em sua versão “Príncipe Encantado” (Dan Stevens, da série “Downton Abbey”, flagrado nos bastidores e de cabelo comprido). Além deles, o filme destaca Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela do título. A fidelidade à versão animada da própria Disney tende a diferenciar o longa de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa, com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). Se ainda tiver dúvida, basta comparar as imagens com os personagens do desenho (veja abaixo). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, o novo “A Bela e a Fera” também preservará a característica musical da animação. A estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
A United Kingdom: Trailer mostra David Oyelowo e Rosamund Pike no romance inter-racial que abalou o mundo
A Pathé divulgou as primeiras fotos e o trailer de “A United Kingdom”, drama britânico de época que combina política colonial, racismo e o nascimento de uma nação africana. A prévia mostra como o romance e o casamento inter-racial entre os personagens de David Oyelowo (“Selma: Uma Luta Pela Igualdade”) e Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) se torna mais que um choque social nos anos 1940, virando uma crise internacional. Escrito por Guy Hibbert (“Rastros de Justiça”), o roteiro foca a história real de Seretse Khama, membro da família real de Bechuanalândia, uma ex-colônia inglesa que viria a se tornar o nação africana de Botswana. Khama provocou indignação internacional quando se casou com uma mulher branca em 1948. Ele venceu uma tentativa de deposição, planejada por seu tio, apenas para enfrentar a oposição do governo racista da África do Sul, onde casamentos inter-raciais eram ilegais. A pressão do país aliado obrigou a Grã-Bretanha a bani-lo do seu próprio país de origem em 1951. Mas Seretse Khama voltou anos depois, justamente para liderar a independência do país, fundando um partido político em 1962 e se tornando o primeiro presidente de Botswana em 1966, precipitando o fim da era do colonialismo britânico. Ele permaneceu no poder até sua morte, em 1980, e durante seu governo se tornou um dos maiores críticos do regime racista do apartheid na vizinha África do Sul. Botswana realiza eleições regulares desde sua morte e é considerado um dos maiores exemplos de estabilidade política no continente africano. “A United Kingdom” tem direção de Amma Asante, que anteriormente já tinha lidado com tema similar em “Belle”, sobre a filha mulata de um aristocrata na Inglaterra do século 18. O próprio Oyelowo assina a produção, que marca seu reencontro com Rosamund Pike, após os dois coadjuvarem em “Jack Reacher: O Último Tiro” (2012). A estreia está marcada para 25 de novembro no Reino Unido.
Café Society é um filme apaixonante de Woody Allen
Interessante perceber a tendência mais amena e romântica que Woody Allen tem conferido a suas obras recentes, desta década em particular. De “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) ao novo “Café Society” (2016), apenas “Blue Jasmine” (2013) se destaca como uma obra essencialmente amarga em relação à vida, além de contar com um senso de humor menos presente do que os demais. Mesmo um filme como “Homem Irracional” (2015) traz a história de um homem que passa a ver sentido em sua vida depois de encontrar motivações não muito recomendáveis. “Café Society” tem sido recebido com muito mais entusiasmo pela crítica internacional do que os três trabalhos anteriores do diretor, mas não significa que seja uma das obras mestras do velho Woody. Claro que é muito bom ouvir a voz do próprio diretor contando a história, assim como é adorável ter um objeto de desejo como Vonnie, vivida por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Nem sempre uma unanimidade, Kristen se mostra como a razão de ser não apenas da vida do jovem Bobby (Jesse Eisenberg, de “Batman vs. Superman” e mais um a assimilar os trejeitos de Allen em outro de seus alter-egos), mas do próprio filme, embora mais à frente vejamos a Veronica de Blake Lively (também em cartaz em “Águas Rasas”) representando a estabilidade emocional necessária para o protagonista. Um dos problemas de “Café Society” é a tentativa de Allen em construir uma fauna generosa de tipos que acaba atropelando e atrapalhando a trama principal, ou seja, a ciranda de amores. Assim, todas as questões envolvendo a máfia nova-iorquina tornam o filme menos interessante, embora se destaquem alguns diálogos afiados, como o fato de o Judaísmo não ter a vida após a morte em seus dogmas, passando, assim, a perder pontos para o Catolicismo. Porém, mesmo com essa irregularidade, o novo trabalho de Allen conta com uma fotografia de Vittorio Storaro tão especial que vale a pena ser destacada como uma das mais importantes dos filmes de Allen dos últimos 20 anos, pelo menos. Conhecido por sua brilhante parceria com Bernardo Bertolucci (em especial, “O Último Imperador”), o veterano diretor de fotografia, vencedor de três Oscars, homenageia os filmes das décadas de 1930-40, especialmente nos close-ups de Kristen Stewart, trazendo uma espécie de véu sobre sua imagem, dando-lhe um ar de semideusa. O belo uso da luz no filme é percebido logo de cara, com tonalidades que variam de cores dessaturadas, em Nova York, para cores mais quentes, nas cenas passadas em Hollywood. “Café Society” é mais uma história sobre como as paixões acabam gerando memórias, ao mesmo tempo agradáveis e dolorosas, além de tornarem as pessoas mais fortes, como acontece com Bobby, depois de ter conhecido Vonnie. O reencontro dos dois em Nova York pode ser visto como o grande momento do filme, bem como as cenas que marcam sua conclusão. Na nova obra agridoce de Allen, não há espaço para um final exatamente feliz, como no adorável e subestimado “Magia ao Luar” (2014), mas um sorriso triste de quem pode se satisfazer com o rumo dos acontecimentos, trazidos por escolhas pessoais. Dependendo do estado do espectador, é possível sair do cinema suspirando e lembrando aquela paixão que marcou sua vida, e este é um feito e tanto para qualquer filme.
Poldark: Trailer da 2ª temporada destaca triângulo amoroso
Depois do teaser, a rede britânica BBC divulgou o trailer com mais detalhes da 2ª temporada de “Poldark”. Detalhes que são mais sensuais e novelescos, centrados no triângulo do personagem-título, vivido por Aidan Turner (“O Hobbit”), dividido entre seu antigo amor Elizabeth (a islandesa Heida Reed, de “Nação Vampira”) e a paixão tórrida de Demelza (Eleanor Tomlinson, de “Jack, o Caçador de Gigantes”). Adaptação da obra homônima de Winston Graham, passada no final do século 18, “Poldark” acompanha um militar veterano que, ao voltar dos EUA, após a guerra de independência, precisa reconstruir sua família, suas relações sociais e acaba fazendo novos inimigos. Winston Graham é o mesmo autor de “Marnie, Confissões de uma Ladra”, filmado por Alfred Hitchcock em 1964. Ele contou a história de Ross Poldark em doze romances, publicados entre 1945 e 2002. A mesma BBC já tinha adaptado os primeiros volumes numa série dos anos 1970, que durou apenas duas temporadas. A nova versão, que estreou no ano passado, virou um fenômeno de audiência, vista por mais de 9 milhões de telespectadores e até credenciou Turner a ser cogitado para o papel de próximo James Bond. A 2ª temporada estreia em 4 de setembro no Reino Unido, e a atração já se encontra renovada para seu terceiro ano.
Elke Maravilha (1945 – 2016)
Morreu Elke Maravilha, aos 71 anos, na madrugada de terça-feira (16/8) no Rio. A notícia foi compartilhada por seu perfil no Facebook. “Avisamos que nossa Elke já não está por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses que ela tanto amava estejam com ela nessa viagem. Eros anikate mahan (O amor é invencível nas batalhas). (Crianças, conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam)”, diz o texto. Elke estava internada havia quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no Rio, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. De acordo com o irmão de Elke, Frederico Grunnupp, a artista sofreu uma falência múltipla dos órgãos. Nascida na Rússia em 22 de fevereiro de 1945, Elke Georgievna Grunnupp mudou-se para o Brasil ainda criança, quando sua família fugiu do stalinismo, e naturalizou-se brasileira. Ela logo se tornou fluente em nove línguas: russo, português, alemão, italiano, espanhol, francês, inglês, grego e latim. Seu primeiro emprego foi como professora em uma escola de idiomas. No final dos anos 1960, aproveitou seu 1,80m para se lançar como modelo, tornando-se uma das profissionais preferidas da estilista Zuzu Angel. Foi com o papel de modelo, por sinal, que ela estreou no cinema, fazendo uma pequena participação no filme “Salário Mínimo” (1970), de Adhemar Gonzaga. Por causa da amizade com Zuzu, Elke acabou se envolvendo nos protestos contra o assassinato de Stuart Angel, o filho da estilista pelo regime militar. Na época, ela chegou a enfrentar a tortura da ditadura e ficar presa por seis dias em 1971. Conseguiu ser libertada por intermédio da própria Zuzu, que enviou um delegado para tirá-la da prisão. Esta história foi contada no filme “Zuzu Angel” (2006), no qual Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e também fez uma participação especial. Uma das consequências de sua rebeldia contra o regime foi a perda de sua cidadania brasileira. Ela nunca pediu anistia para recuperá-la, por considerar que seria uma admissão de culpa. Preferiu virar alemã como sua mãe e requisitar visto de trabalho e residência permanente. A prisão não a deixou estigmada. Alta, loira e elegante, ela já tinha conquistado certa notoriedade por preferir roupas mais ousadas como modelo, e isto lhe abriu as portas para “desfilar” na TV, convidada a virar jurada da “Buzina do Chacrinha”. Ela encantou o apresentador Chacrinha e o público com um visual colorido e exótico, encontrando popularidade instantânea ao ser apresentada pelo apelido Elke Maravilha, que Chacrinha lançou para o Brasil. A relação com Chacrinha, a quem chamava de “painho”, era muito íntima. Em entrevista ao programa “Altas Horas”, em 2014, Elke falou sobre o apresentador, de quem era grande amigo e confidente. “Painho era extremamente afetivo. Ficava horas com ele dentro do camarim. Era muito gostoso”. Ela também foi jurada do “Programa Sílvio Santos”, mas a relação com o dono do baú e do SBT não rende os mesmos elogios. Elke morreu brigada com Sílvio Santos. O sucesso do Chacrinha, líder de audiência na TV brasileira, tornou Elke requisitadíssima. Ela apareceu em nada menos que 13 filmes nos anos 1970, entre eles alguns clássicos como “Quando o Carnaval Chegar” (1972), de Cacá Diegues, “O Rei do Baralho” (1973), de Julio Bressane, “Xica da Silva” (1976), novamente de Diegues, e “Tenda dos Milagres” (1977), de Nelson Pereira dos Santos. Teve até um filme com seu nome, “Elke Maravilha Contra o Homem Atômico” (1978), de Gilvan Pereira, em que lutava contra seu arquirrival dos juris televisivos, Pedro de Lara. No cinema, apareceu ainda nos clássicos “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, e “Romance” (1988), de Sergio Bianchi, filmou com a Xuxa, em “Xuxa Requebra” (1999), participou de “A Suprema Felicidade” (2010), de Arnaldo Jabor, e foi redescoberta pela atual safra de comédias brasileiras, como “Mato Sem Cachorro” (2013), “Meu Passado Me Condena” (2013) e “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”, lançado neste ano. Na TV, roubou a cena na minissérie “Memórias de um Gigolô” (1986), da Globo, na qual viveu a inesquecível dona de bordel Madame Iara. A repercussão do papel foi tanta que Elke virou a “madrinha” da Associação das Prostitutas do Rio. Ela também participou das novelas “Pecado Capital” (1998), “Da Cor do Pecado” (2004) e “Caminho das Índias” (2009), entre outras, e teve seu próprio programa, o “Programa Elke Maravilha”, entre 1993 e 1996. Elke teve oito maridos, divertiu-se horrores e nunca quis ter filhos.
Amor & Amizade faz leitura avançada e pouco convencional de Jane Austen
No primeiro ato de “Metropolitan” (1990), Tom, personagem principal vivido por Edward Clements, tem uma discussão literária com Audrey (Carolyn Farina), no qual ele desdenha de “Mansfield Park”, considerando o livro de Jane Austen ridículo dentro de um contexto contemporâneo. Inconformada, Audrey retruca: “Já te ocorreu que o mundo contemporâneo, pela perspectiva de Austen, ficaria ainda pior?”. Com 26 anos de carreira, Whit Stillman continua fiel a um sentimento de deslocamento vivido por seus personagens nos ambientes em que transitam, como se estivessem despreparados para um novo rito de passagem. É um conflito que aproxima “Metropolitan” ou qualquer um dos seus três filmes seguintes de “Amor & Amizade”, este justamente inspirado em um romance de Jane Austen. Assumidamente comercial, o título pode fazer os fãs da escritora pensarem que “Amor & Amizade” é uma adaptação homônima do romance escrito em 1790, quando Austen ainda era uma adolescente. No entanto, o roteiro de Stillman tem como base “Lady Susan”, publicado postumamente em 1871. Kate Beckinsale (“Anjos da Noite”) é quem interpreta Lady Susan Vernon, uma quase quarentona que enviuvou sem uma herança generosa. Exatamente por isso, aproveita a ocasião do retorno de sua filha Frederica (Morfydd Clark, de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”) após a expulsão do colégio em que estudava para aproximá-la do afortunado Sir James Martin (o hilário Tom Bennett, mais conhecido por suas participações em seriados britânicos), que vive de cometer gafes durante as tentativas frustradas de conquistá-la. Sem muito sucesso na tentativa em sofisticar o seu nome por meio de sua própria filha, Lady Susan parece ter outras cartas na manga, como conquistar Reginald DeCourcy (Xavier Samuel, de “A Saga Crepúsculo: Eclipse”), jovem irmão de Catherine DeCourcy (Emma Greenwell, da série “Shameless”), esposa de seu ex-cunhado, Charles Vernon (Justin Edwards, de “A Duquesa”). Durante os flertes, surgem os boatos de que Lady Susan também estaria atraída por Lord Manwaring (Lochlann O’Mearáin, da série “Vikings”), este em um casamento aos frangalhos com Lady Lucy (Jenn Murray, de “Brooklyn”). Mais do que respeitar os elementos de uma boa comédia de costumes, Whit Stillman persegue uma aproximação entre os valores antiquados e modernos. Não à toa, ele traz Chloë Sevigny (série “Bloodline”) fazendo a melhor amiga americana de Beckinsale: as duas atrizes foram também protagonistas de “Os Últimos Embalos do Disco”, vivendo garotas que parecem as encarnações futuras de Lady Susan e sua confidente Alicia Johnson em plena era da conversão de hippies em yuppies. O resultado está longe de ser uma adaptação convencional de Austen, especialmente pela ênfase na ardilosidade que move Lady Susan. Os homens até pensam que estão resolvendo os seus assuntos amorosos com uma impunidade que não favorece as mulheres. Mal sabem que as razões contidas no coração de Lady Susan a fazem estar muito avançada no jogo de aparências que articula.
Two Lovers and a Bear: Atriz de Orphan Black vive romance e paranoia em trailer de drama canadense
A Entertainment One divulgou o pôster e o trailer de “Two Lovers and a Bear”, drama canadense estrelado por Tatiana Maslany (a estrela de “Orphan Black”) e Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) como um casal que vive em condições extremas no Ártico. A prévia é pouco clara a respeito do motivo de seu autoexílio, inserindo o urso do título original quase como uma metáfora das ameaças que os cercam. E embora gozem de conforto numa pequena comunidade, a paranoia os leva a uma fuga suicida pelas paisagens congeladas. Dirigido pelo canadense Kim Nguyen (do drama indicado ao Oscar “A Feiticeira da Guerra”), o filme recebeu críticas positivas durante sua première na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. A estreia acontece em 7 de outubro no Canadá, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Shailene Woodley vai estrelar comédia romântica do roteirista de Bridget Jones: No Limite da Razão
A atriz Shailene Woodley (“Divergente”) vai estrelar sua segunda comédia romântica. Segundo o site da Variety, trata-se de “No Baggage”, novo filme escrito por Adam Brooks, um especialista no gênero – roteirizou, entre outros, “Wimbledon: O Jogo do Amor” (2004), “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004) e “Três Vezes Amor” (2008). Baseado numa história real, “No Bagagge” vai contar como o primeiro encontro de um casal acabou se tornando uma viagem ao redor do mundo. A história foi contada num texto publicado no site Salon.com. A autora Clara Bensen começou a conversar online com o professor universitário Jeff e, na terceira mensagem, ele perguntou se ela estava interessada em fazer uma viagem experimental. A jornada durou 21 dias, durante os quais os dois conheceram oito países e se apaixonaram. Shailene tem marcado sua carreira com filmes de ação e dramas e indies. Antes de “No Baggage”, seu filme mais leve tinha sido “O Maravilhoso Agora” (2013), uma comédia indie juvenil, em que contracenou com Miles Teller, seu colega na franquia “Divergente” Ainda não há diretor nem data de lançamento definidos.
Ansel Elgort vai viver irmãos gêmeos em drama indie
O ator Ansel Elgort (“A Culpa É das Estrelas”) terá papel duplo no drama independente “Jonathan”. Segundo o site da revista Variety, ele viverá irmãos gêmeos na produção dirigida pelo estreante Bill Oliver. Na trama, os gêmeos Jonathan e John são completamente diferentes, mas entram num acordo para não ter namoradas, o que poderia causar confusões. O primeiro é um bem-sucedido arquiteto, enquanto o segundo passa os dias dormindo para viver as noites em baladas. E numa dessas noites, acaba se apaixonando. Jonathan, então, decide forçar o irmão a terminar o relacionamento. Mas logo em seguida também começa a se envolver com a mesma garota. As filmagens de “Jonathan” vão acontecer em setembro na cidade de Nova York, mas ainda não há previsão de lançamento.
The Handmaiden: Drama lésbico do diretor de Oldboy ganha 62 fotos e trailer americano
A Magnolia Pictures divulgou 62 fotos, o pôster e o primeiro trailer americano de “The Handmaiden” (Ah-ga-ssi), nova provocação do diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”). A prévia é repleta de momentos fetichistas, que evocam sua temática sexual, além de destacar a reprodução de época e um certo clima de suspense. O filme é uma adaptação do romance lésbico “Na Ponta dos Dedos” da escritora galesa Sarah Waters, mesma autora do livro que inspirou a minissérie britânica “Toque de Veludo” (Tipping the Velvet, 2002) e o filme “Afinidade” (Affinity, 2008), todos de temática lésbica e passados na Inglaterra vitoriana. Park manteve o enredo, mas avançou algumas décadas, mudou a locação e alterou a etnia das personagens. Passada na Coreia nos anos 1930, durante o período de domínio colonial japonês, a trama acompanha Sook-Hee, uma espécie de “Oliver Twist” lésbica, garota órfã de bom coração que mora num cortiço com ladrões e vigaristas, que se vê envolvida num elaborado golpe do baú planejado por um vigarista profissional. O trapaceiro consegue empregar a jovem órfã como criada na casa de uma família japonesa rica, esperando que ela convença Lady Hideko, herdeira de uma fortuna, a casar-se com ele. Seu plano, porém, não conta com o sentimento que surge entre as duas mulheres. Não por acaso, o título de duplo sentido do romance original alude tanto aos dedos leves dos larápios quanto ao prazer sexual provocado por massagens no clitóris. A belíssima Kim Tae-Ri faz sua estreia no cinema, após ser escolhida entre 1,5 mil candidatas, como Sook-Hee, enquanto Kim Min-hee (“Assassino Profissional”) interpreta Lady Hideko. O elenco também inclui Ha Jung-woo (“O Caçador”) e Jo Jin-woong (“O Almirante: Correntes Furiosas”). “The Handmaiden” teve sua première no Festival de Cannes e já estreou na Ásia. O lançamento nos EUA está marcado pra 4 de outubro e, por enquanto, não há previsão para sua chegada ao Brasil.
Entre Idas e Vindas coloca uma simpática comédia romântica na estrada
Quando “Alemão” (2014), o maior sucesso comercial de José Eduardo Belmonte, chegou aos cinemas, o diretor já estava filmando “Entre Idas e Vindas”, que na época tinha um outro nome menos genérico. Em comum, ambos os filmes se aproximam mais do grande público que a maioria dos trabalhos mais autorais do cineasta. A leveza e algumas escolhas frustrantes da trama de “Entre Idas e Vindas” podem até incomodar os fãs de suas obras mais complexas, como “A Concepção” (2005), “Se Nada Mais Der Certo” (2008) e “O Gorila” (2012), mas é difícil não simpatizar com a história. Claro que poderia ser um filme melhor se concentrasse seus esforços apenas na trajetória das quatro mulheres que trabalham com telemarketing, sem forçar a mão no relacionamento amoroso entre a personagem de Ingrid Guimarães (“Pernas pro Ar”) e Fábio Assunção (“País do Desejo”), que aparece em cena com seu filho João Assunção. É justamente aí que reside o principal problema do filme: querer ser quase uma comédia romântica hollywoodiana. Ao menos, o diretor brasiliense tem bom gosto, sabe filmar, e há um trio de mulheres de tirar o chapéu no motor home que pega a estrada apenas para aproximar o casal central: as amigas da protagonista, vividas por Alice Braga (série “Queen of the South”), Rosanne Mulholland (“Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”) e Caroline Abras (“Sangue Azul”). Além do mais, se a intenção é mesmo copiar o estilo do gênero americano, até que Belmonte não fez feio. Como se trata de um filme sobre personagens com dores de relacionamentos, o melhor da trama está justamente nas cenas em que os problemas são confrontados, como nos belos momentos entre pai e filho (o filho quer saber mais de sua mãe, uma mulher que os abandonou há seis anos, mas que o pai não consegue esquecer e por isso vive na fossa). Neste quesito, a melhor cena é a da roda de apostas sobre quem tem a história mais triste. É quando o público é convidado a se solidarizar com cada um dos personagens – embora seja muito difícil comprar a história de Rosanne. De todo modo, é neste momento que o filme se engrandece. A química dos atores funciona muito bem, e por mais que Caroline Abras seja mal aproveitada, cada vez que ela aparece na tela é como se um dia nublado virasse um dia de sol. E não só porque ela é muito bonita, mas por conseguir passar uma sensação radiante. Algumas cenas na praia, filmadas com outras lentes, também são belas e ajudam a tirar o filme do ordinário. No entanto, mesmo com tanta beleza natural (das meninas, do garoto inteligente que se apaixona por uma delas, da natureza, das locações etc.), o romance do casal principal continua sendo a pedra no meio do caminho, fazendo balançar um road movie que tinha potencial para passar mais longe do lugar comum.
Meu Namorado É um Zumbi pode ganhar continuação
A atriz Teresa Palmer (“Caçadores de Emoção: Além do Limite”) revelou, durante sua passagem pela San Diego Comic-Con, que existem planos para uma continuação de “Meu Namorado É um Zumbi”, filme que ela estrelou ao lado de Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”) em 2013. “Eu tenho ouvido esses rumores a pelo menos um ano e meio, e por enquanto eles não me abordaram sobre isso. Mas estou cautelosamente otimista, pois acho que eles estão trabalhando no roteiro. Eu adoraria voltar para uma continuação”, comentou. No filme original, Palmer interpretou Julie, uma garota pela qual o zumbi R (Nicholas Hoult) se apaixona. Os dois começam um relacionamento que acaba ajudando a recuperar a humanidade dos mortos-vivos. Por coincidência, o livro “Warm Bodies”, que inspirou o filme, deve ganhar continuação em breve pelas mãos do autor Isaac Marion. A sequência se chamará “The Burning World” e tem previsão de lançamento para fevereiro de 2017.












