Geração do The Town fomenta nova Música Pop Brasileira
Mais elogiados que muitos artistas internacionais, os shows brasileiros do festival The Town serviram para sacramentar a nova MPB, agora chamada Música Pop Brasileira. Depois de anos de domínio do pagode e do sertanejo, o país tem um novo gênero comercial de sucesso, que nasceu derivado do funk e da própria MPB original. E que deixou bem clara sua potência ao reunir alguns dos seus principais representantes no recente evento paulista, encerrado no domingo (10/9). O Brasil já consumiu muita música pop. A fase áurea aconteceu nos anos 1980, quando a tendência era influenciada pelo rock new wave. Mas já na década seguinte rock e pop se distanciaram completamente, perdendo força e espaço para gêneros regionais. O resgate não aconteceu de uma hora para outra. A ascensão vem desde a época de “Bang”, o disco de Anitta de 2015, que embalou funk com um visual colorido e sonoridade mais acessível. Entretanto, só veio a se consolidar após 2018, com a chegada de mais artistas com capacidade de fazer crossovers dos bailes funk para o circuito comercial. “Onda Diferente”, que juntou Anitta, Ludmilla e o rapper americano Snoop Dogg em 2019, virou hit internacional. Ao mesmo tempo, a turma das baladas tristes de violão também percebeu o potencial de aderir à uma linguagem mais moderna, com eletricidade e eletrônica. E IZA buscou criar uma MPB com viés negro, marcada pelo reggae e o R&B. As diferentes vertentes conviveram paralelamente até que, em agosto passado, Luísa Sonza soltou “Escândalo Íntimo”, disco que chamou atenção por ter pouco funk, mas muitas baladas tristes e até pop rock, combinando tudo sem perder identidade, e quebrando o recorde de streams do Spotify Brasil. Conhecida por hits de funk, Luísa gravou no disco um dueto com Marina Sena, expoente de outra vertente. Finalmente, em seguida (menos de uma semana) veio o The Town, que colocou no palco Luísa Sonza, Marina Sena, IZA, Ludmilla, Jão, Pabllo Vittar e Gloria Groove, cada um buscando realizar uma apresentação mais marcante que o outro, e com isso eclipsando até o pop americano do evento. Em suas individualidades artísticas, eles são bastante diferentes entre si. Mas nenhum faz apenas um tipo de som, e nisso se convergem, na mistura de estilos que fomenta a nova MPB. O público percebeu, aplaudiu e cantou junto com todos, sem fazer muita distinção. Jão quebrou o recorde do Spotify, que foi quebrado na sequência por Luísa Sonza. Portanto, para a indústria da música, o pop brasileiro já é uma realidade comercial. Mas muitos “críticos” de rede social não perceberam a mudança de paradigma, pois continuam a tentar considerar os artistas como nichos separados. Só que nichos nunca serão mainstream como os trabalhos da atual geração conseguem ser. Toda a crítica costuma virar hate fomentado pelo X e o Facebook. E ao ver Marina Sena atacada após seu show no The Town, Luísa Sonza tomou o partido e sintetizou o momento. “Marina Sena é fod*, Jão é fod*, Pabllo Vittar é fod*, Iza é fod*, Ludmilla é fod*, Anitta é fod*, Gloria Groove fod*, eu sou fod*. Isso independe da opinião de vocês”, ela desabafou no X nesta segunda (11/9). “Estamos criando uma nova geração de novos grandes nomes da música brasileira”. “A música brasileira tá viva, tá diversificada, tá com referência. Vocês não admitirem isso, por enquanto, não vai impedir todos nós de fazermos história”, ela concluiu.
Organizador anuncia novos Rock in Rio e The Town
O empresário Roberto Medina, presidente da Rock World e fundador do Rock in Rio, anunciou que o festival volta ao Rio de Janeiro em 2024, e que The Town terá uma nova edição em 2025. A edição do Rock in Rio vai acontecer em setembro como o The Town, entre os dias 13 e 22, e marcará os 40 anos da festividade. Para celebrar o aniversário, Medina disse que haverá outros eventos, incluindo um musical no Rio e em São Paulo, além de um novo Rock in Rio Lisboa – entre os dias 15 e 23 de junho de 2024. The Town 2025 Já o The Town, que encerra sua primeira edição neste domingo (11/9) voltará em 2025 no mesmo local, mas com melhorias. Segundo a organização, cerca de 500 mil pessoas participaram do evento. Cerca de 237 mil utilizaram transporte público como metrô e trem, enquanto 210 mil optaram pelo serviço de ônibus expresso. “Entramos para a história ao fazer o maior festival de música e entretenimento de São Paulo. Exijam mais de mim, porque o próximo vai ser muito melhor e maior. Em serviço, em qualidade, em artistas”, afirmou Roberto Medina. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que The Town movimentou um total de R$ 1,7 bilhão na economia de São Paulo. A taxa de ocupação dos hotéis na capital aumentou 85% em relação à média de setembro nos anos anteriores. Por conta disso, o prefeito Ricardo Nunes indicou a intenção de realizar reformas no autódromo para aumentar a capacidade de público. “Nós temos um problema de espaço”, disse o prefeito. Apesar do sucesso, não faltaram críticas quanto à superlotação do evento, dificuldades no trânsito e demora para transitar entre palcos.
The Town: Festival pop se transforma com rock e tem seu melhor dia
Após uma quinta-feira (7/9) triste, marcada por apresentações protocolares de bandas de pop dançante como Maroon 5 e Chainsmokers, o dia dedicado ao rock foi um oásis no festival The Town. A programação apresentou-se como um espelho do próprio gênero: repleto de contrastes, nostalgia e experimentação. Numa demonstração poderosa do protagonismo feminino no cenário atual, cantoras como Pitty, Shirley Manson (do Garbage), Karen O (do Yeah Yeah Yeahs) e as jovens do Wet Leg chamaram atenção de forma positiva, ressaltando a diversidade do rock em suas múltiplas vertentes. E, cereja do bolo, Foo Fighters se provou o melhor headliner do evento. O melhor do rock brasileiro Pitty inaugurou o dia no palco Skyline com uma performance que homenageou os 20 anos de seu álbum de estreia, “Admirável Chip Novo”. A cantora surpreendeu o público ao colaborar com a Nova Orquestra, grupo sinfônico de jovens talentos, que enriqueceu o conjunto da obra, transformando o show em um evento multidimensional. O álbum “Admirável Chip Novo” não é apenas o primeiro capítulo na trajetória musical de Pitty, mas também um marco do rock brasileiro. Lançado em um período de declínio do gênero no país, o disco ajudou a revitalizá-lo, abrindo espaço para uma nova geração de artistas nos anos 2000 com hits como “Teto de Vidro”, “Máscara” e “Equalize”. Mesmo 20 anos após seu lançamento, o repertório demonstrou seu impacto duradouro, refletido no entusiasmo unânime dos presentes. Com uma presença carregada de nostalgia, mas também de muito significado, a cantora mostrou o valor do rock brasileiro num dia cheio de bandas americanas. O pior do rock brasileiro Por outro lado, o festival também teve maus exemplos do rock nacional. No palco The One, a aparição do Detonautas marcou principalmente pela falta de originalidade e pela participação questionável do convidado Vitor Kley. Terno Rei, com seu indie confortável, caiu no clichê com cover de Legião Urbana. Já o Barão Vermelho fez pior que isso. Agora com seu terceiro vocalista, Rodrigo Suricato, virou praticamente uma banda cover, tocando inclusive o repertório solo de seus antigos vocalistas, Cazuza e Roberto Frejat. Show da MTV dos anos 1990 A primeira atração internacional da noite, Garbage, fez uma apresentação marcante, com um setlist que privilegiou sucessos da MTV dos anos 1990. “Somos sobreviventes dos anos 1990, estamos honrados em estar aqui”, disse a cantora Shirley Manson, que cativou o público, especialmente ao tocar hits como “Only Happy When it Rains” e “Stupid Girl”. A banda mantém a mesma energia, sete anos desde sua última passagem pelo Brasil. Butch Vig, produtor de álbuns icônicos como “Nevermind” do Nirvana e “Siamese Dream” do Smashing Pumpkins, equilibra o som com sua bateria precisa. Shirley Manson, por sua vez, comanda o palco com sua voz multifacetada, capaz de mergulhar em lamentos etéreos ou proclamar uma revolta punk, com direito a cantar cover de “Cities in Dust”, clássico gótico de Siouxsie and the Banshees. Faixas mais recentes do álbum “No Gods No Masters” de 2021 também tiveram espaço, ainda que em menor quantidade. A cantora não poupou palavras durante a performance. “A vida é estranha, não sabemos se vamos voltar. Esperamos que sim, mas somos velhos e cansados”, expressou a cantora de 57 anos. A artista também fez questão de motivar a plateia: “Sejam corajosos e gentis. Amem a si mesmos, nós te amamos, São Paulo, obrigada por tudo”. Dissonância no festival O Yeah Yeah Yeahs subiu ao palco Skyline do festival The Town em uma posição delicada. Convocado para preencher o espaço deixado pelo Queens of the Stone Age, que cancelou por “orientações médicas”, o grupo nova-iorquino tinha a difícil tarefa de conquistar um público que esperava por algo completamente diferente. Formado nos anos 2000, o grupo liderado por Karen O fez sua primeira apresentação no Brasil em uma década, felizmente privilegiando as músicas mais antigas do que o repertório do álbum “Cool it Down”, lançado em 2022, que não agradou. O repertório incluiu “Zero”, “Heads Will Roll”, que trouxe uma chuva de papel picado, o rock de “Date with the Night” e a icônica “Maps”, que foi dedicada ao Queens of the Stone Age, Shirley Manson do Garbage e Dave Grohl do Foo Fighters, numa tentativa de engajar o público. Logo após “Maps” veio momento mais inusitado da noite, quando Karen O interrompeu o show perplexa com uma mulher presa na tirolesa, que cruzava o espaço à frente do palco. “Ela está bem. O socorro chegou”, informou. Foi um concerto em clima ambíguo, com um instrumental dissonante/atmosférico de arrepiar e uma performance energética da cantora, que emocionou os fãs. O problema é que quase não haviam fãs, já que a plateia indiferente apenas aguardava o Foo Fighters, a próxima atração. Fofura indie para poucos A emergente banda britânica Wet Leg, liderada pelas vocalistas e guitarristas Rhian Teasdale e Hester Chambers, trouxe frescor ao line-up do evento. Com um único álbum e apenas um quase hit, “Chaise Longue”, o grupo indie fechou o palco The One sem iluminação especial, convidados ou covers, mas com crise de choro e timidez, diante da plateia mais esvaziada do dia. Enquanto muitos se acomodavam para a chegada do Foo Fighters no palco principal, o Wet Leg fez uma grande entrega emocional do repertório de seu único disco. O horário não favoreceu o grupo, que fez o último show da turnê atual. A certa altura, Rhian se sentou no palco e começou a chorar, enquanto Hester repetia como estava impressionada por tocar no Brasil, falando para dentro, quase balbuciando. Elas são de uma cidadezinha pequena de uma ilha que só tem acesso à Inglaterra de barco, e a timidez foi tanta que Rhian tocou de costas quase todo o tempo, quando não se escondeu no fundo do palco. O som do Wet Leg combina elementos de pós-punk e influência de bandas dos anos 1990 como Breeders, com muitas letras irônicas e uma fofura que só bandas indie preservam. Mas tocou no festival errado. Seria um estouro no Primavera Sound. O fecho triunfal O encerramento ficou por conta da banda mais esperada da noite. Após o cancelamento do show do Foo Fighters em 2022 devido à morte do baterista Taylor Hawkins na véspera, a volta da banda americana ao Brasil levou o Autódromo de Interlagos a um estado de euforia coletiva. Liderada pelo vocalista Dave Grohl, a apresentação se transformou em um misto de tributo e celebração. Impactado pela quantidade de pessoas e o entusiasmo do público, Dave Grohl expressou sua surpresa diversas vezes, pedindo para as luzes se acenderem, de modo a ter a noção exata da plateia, que ele regeu com corais de refrões e gritos numa verdadeira catarse. “Amo tocar para vocês. A plateia brasileira é louca. Já tocamos em vários lugares, mas os brasileiros… É verdade. E vocês sabem disso, né?”, afirmou o músico, banhado pelo “mar de luzes” formado pelos celulares. O show também se tornou um momento para homenagear Taylor Hawkins. Em um dos pontos altos da noite, durante a execução de “Breakout”, Grohl agradeceu ao baterista Josh Freese, que assumiu as baquetas na ausência de Hawkins. “Por favor, dêem boas vindas calorosas e carinhosas para o cara que tornou possível estarmos aqui essa noite: Josh Freese”, proclamou Grohl. Posteriormente, a banda executou “Aurora”, descrita por Grohl como a canção favorita de Hawkins. “Vamos tocar essa música todos as noites até o fim de nossas vidas. Ela era a preferida do Taylor Hawkins”, ressaltou o vocalista. O Foo Fighters fez um espetáculo para agradar aos fãs, desfilando hits consagrados como “Learn to Fly” e “My Hero”, além de músicas do álbum mais recente, “But Here We Are”, lançado em julho deste ano. Todas as faixas foram recebidas com entusiasmo durante mais de duas horas, que foram encerradas, de forma apoteótica, com “Everlong”. Um showzaço de rock, que mostrou que as bandas não precisam fazer metal para tocar pesado, nem gravar música comercial para ter seu repertório cantado integralmente em coro pelo público. Com Grohl conversando com o público o tempo inteiro, foi como se, em vez de mais de 100 mil pessoas, ele tocasse num bar para amigos, numa noite emocional, em que demonstrou enorme prazer de tocar tudo o que o público queria ouvir. Tudo isso é rock, bebê Com as guitarras, baixos e baterias, The Town teve sua melhor noite, mostrando que o pop pode atrair gente, mas é o rock que dá a alma a eventos desse porte, com uma entrega total do público. Até a troca do Queens of Stone Age pelo Yeah Yeah Yeahs foi, de certa forma, interessante por ajudar a tornar o line-up mais abrangente, numa mostra da grande diversidade do rock contemporâneo. Reunindo artistas que marcaram os anos 1990 como Shirley Manson e Dave Grohl, os anos 2000 como Pity e Yeah Yeah Yeahs, e talentos emergentes como Wet Leg, o festival desfilou subgêneros num panorama pouco usual às produções de Roberto Medina, que no Rock in Rio demonstra acreditar que rock é só som pesado, tipo Guns ‘N Roses e Iron Maiden. Rock é muito mais, como o Primavera Sound chega em breve para reforçar.
Pitty faz show icônico de rock brasileiro no The Town
A baiana Pitty abriu o sábado (9/9) de rock no The Town com o único show de rock brasileiro no palco principal do festival. E foi um show icônico. Celebrando sua própria trajetória, a cantora trouxe uma releitura ousada de seu álbum de estreia, “Admirável Chip Novo”, complementada pela participação da Nova Orquestra. O show serviu como extensão da turnê “ACNXX”, que celebra as duas décadas do álbum seminal. A artista abandonou sua costumeira formação de power trio, optando por uma colaboração sinfônica com a Nova Orquestra. Este grupo, composto por jovens músicos, acrescentou uma nova dimensão ao repertório já consolidado de Pitty. O resultado foi uma experiência envolvente que superou as expectativas do público. Ícone do rock nacional O álbum “Admirável Chip Novo” não é apenas o primeiro capítulo na trajetória musical de Pitty, mas também um marco do rock brasileiro. Lançado em um período de declínio do gênero no país, o disco ajudou a revitalizá-lo, abrindo espaço para uma nova geração de artistas nos anos 2000. Antes de sua performance, Pitty reproduziu um áudio de um telefonema a cobrar para o produtor Rafael Ramos. O áudio serviu como um prelúdio nostálgico, remontando à época em que as demos do álbum foram enviadas pelo correio, numa era pré-internet. E emendou logo com os hits “Teto de Vidro” e “Máscara”, envolvendo imediatamente a plateia, com direito a rodinha de mosh. “A questão é: eu vim da Bahia para chegar devagar?”, questionou a cantora na gravação do telefonema histórico, reproduzido durante o show, aludindo à pressa em tornar o rock “Máscara” o primeiro single do álbum. Ela ainda fez uma performance especial em “Equalize”, interagindo com a câmera, que deu ao público a impressão de estar vendo um clipe ao vivo. A decisão de focar no álbum de estreia manteve a plateia engajada durante todo o evento. Mesmo 20 anos após seu lançamento, “Admirável Chip Novo” demonstrou seu impacto duradouro, refletido no entusiasmo unânime dos presentes. Enquanto o material mais novo serviu apenas como complemento, o repertório reforçou a continuidade da relevância de Pitty. Com uma performance carregada de nostalgia, mas também de muito significado, a cantora valorizou o rock brasileiro num dia cheio de bandas americanas. a MAIORAL! @Pitty quer o mundo? eu te dou 💙✨ #IssoÉTheTown #TheTown2023 — The Town (@thetownfestival) September 9, 2023 É O ROCK! Pitty cantando “Máscara” no The Town 💜pic.twitter.com/JuAMjeXiw2 — FC For Pitty (@fcforpitty_ofc) September 9, 2023 Melhor parte do show, pra não esquecer que é um show de rock — n i c a (@corleonica) September 9, 2023 Eu quando tô sentindo a música 🗣️ Day Limns curtindo o show da Pitty no The Town 🎥 | Day Limns via Instagram Stories pic.twitter.com/sGjUvUD2Hi — CLUBE LIMNS (@clubelimns) September 9, 2023 BATE-CABEÇA 👩🏻🎤 Pitty abriu roda de bate-cabeça durante seu show no The Town; veja A cantora mesclou elementos de uma 'orquestra desmistificada' com seus clássicos do rock nacional (Via @EstadaoCultura) https://t.co/ypErsubrd9 pic.twitter.com/3jsQAcj7R1 — Estadão 🗞️ (@Estadao) September 9, 2023 foi lindo demais 🫶 #TheTown2023 #IssoÉTheTown — The Town (@thetownfestival) September 9, 2023 Foi lindo por demais 😍😍😍😍 — Sa Marcele (@Jasha1418) September 9, 2023 Ela a verdadeira headliner do the town multy pic.twitter.com/75OhCdAsCb — erian (@ladxgaga) September 9, 2023 Icônica — Antonio Custódio (@antoniocustod1o) September 9, 2023 ela sendo a única atração que presta hoje — evelyn (@coldemibieber) September 9, 2023 Que momento lindo! Pitty e a Orquestra Nova sendo aplaudida pelo público do The Town. 👏👏 #TheTown #PittyNoMultiShow 🎵🎸 pic.twitter.com/lmocDLat0M — Portal Sucesso Pop (@Sucesso_Pop) September 9, 2023
Confira a programação do fim de semana do The Town
O festival The Town chega à sua reta final neste sábado (9/9) na Cidade da Música montada no autódromo de Interlagos. Sábado rock A primeira edição do evento organizado pelos mesmos produtores do Rock in Rio tem no sábado seu único dia de Rock, com shows de Foo Fighers, Yeah Yeah Yeahs, Garbage e Pitty no palco Skyline. Graças a um cancelamento de última hora, o Yeah Yeah Yeahs entrou no lugar do Queens of the Stone Age, originalmente previsto no festival. A programação de sábado também traz o represente mais indie do evento, a banda britânica Wet Leg, indicada ao Grammy e subestimada pela produção. Ela foi escalada como principal atração do palco The One, logo após Barão Vermelho (com Samuel Rosa no lugar de Cazuza), Detonautas e Terno Rei. Domingo pop O último dia do evento, no domingo (10/8), retoma o repertório pop com shows de Iza, Kim Petras, H.E.R. e, mais uma vez, Bruno Mars, que fecha o The Town com o equivalente a um bis de apresentação inteira. Até o momento, o show inicial do cantor havaiano, que aconteceu no sábado passado (1/9), segue sendo considerado o melhor do festival. Na despedida, o palco The One será 100% nacional, com shows de Marina Sena (cantando Gal Costa), Pabllo Vittar (com Liniker e Jup do Bairro), Gloria Groove e Jão. O festival terá transmissão ao vivo na TV e no streaming, pelo Multishow, Bis e Globoplay. Programação final Confira a programação do último fim de semana Dia 9 de setembro Palco Skyline 23h – Foo Fighters 20h25 – Yeah Yeah Yeahs 18h15 – Garbage 16h05 – Pitty Palco The One 21h45 – Wet Leg 19h20 – Barão Vermelho convida Samuel Rosa 17h10 – Detonautas 15h – Terno o Rei convida Mahmund e Fernanda Takai Palco Factory 22h – MC Don Juan 20h – Yunk Vino 18h – Mc Dricka 16h – Grag Queen Palco São Paulo Square 20h30 – Stanley Jordan 18h30 – Hamilton de Holanda 16h30 – São Paulo Big Band convida Vanessa Moreno e Ana Cañas 15h – São Paulo Big Band Palco New Dance Order 23h30 – Mamba Negra Showcase Feat Cashu + Paulete Lindacelva + Valentina Luz 21h25 – Badsista, Malka, Venus Aka Gueto Elegance Feat Marina Lima 19h50 – Inner City Live Bonus Set Kevin Saunderson 18h05 – Renato Cohen Live 16h35 – Aerea Live 15h05 – Kenya20hz Apresenta Chaos Sonora Dia 10 de setembro Palco Skyline 23h – Bruno Mars 20h25 – H.E.R. 18h15 – Kim Petras 16h05 – Iza Palco The One 21h45 – Jão 19h20 – Gloria Groove 17h10 – Pabllo Vittar convida Liniker e Jup do Bairro 15h – Marina Sena canta Gal Costa Palco Factory 22h – Xênia França 20h – Tassia Reis 18h – Cynthia Luz 16h – N.I.N.A Palco São Paulo Square 20h30 – Richard Bona 18h30 – Banda Mantiqueira & Mônica Salmaso 16h30 – São Paulo Big Band convida Luciana Melo e Jesuton 15h – São Paulo Big Band Palco New Dance Order 23h30 – Oddjs Aka Davis x Vermelho x Zopelar 21h25 – Darren Emerson & Gui Boratto Live 19h50 – Crazy P Soundsystem 18h05 – Lion Babe 16h35 – Paradise Guerrilla 15h05 – DJ Mau Mau B2b Etcetera
Rolling Stones anunciam novo álbum e revelam clipe com atriz de “Euphoria”
Em evento realizado no teatro Hackney Empire, em Londres, nesta quarta-feira (6/9), a banda britânica The Rolling Stones anunciou o lançamento de seu novo álbum “Hackney Diamonds”, o 25º disco de estúdio de sua longa carreira. Com lançamento marcado para 20 de outubro, “Hackney Diamonds” é o primeiro disco com canções originais da banda em quase duas décadas. O anúncio do álbum foi um evento minuciosamente planejado que começou a criar burburinho semanas antes. Um anúncio enigmático publicado em um jornal local no mês passado alimentou as especulações. O anúncio fazia alusões criptografadas a sucessos anteriores da banda e ao título do novo álbum, criando um ambiente de expectativa. Trechos da canção “Angry” foram estrategicamente postados em um site chamado “don’tgetangrywithme.com”, adicionando mais combustível às chamas da expectativa. Na data marcada, Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood chegaram ao teatro Hackney Empire em um táxi londrino, com Jagger pagando a corrida em dinheiro. “Estamos aqui para apresentar nosso novo single, que se chama ‘Angry’, e seu vídeo. ‘Angry’ é o primeiro single do nosso novo álbum, que se chama ‘Hackney Diamonds’, e será lançado em 20 de outubro”, anunciou Jagger. Clipe com atriz de “Euphoria” Participando de uma transmissão ao vivo com o apresentador Jimmy Fallon, a banda revelou o clipe de “Angry”, que conta com a participação da atriz Sydney Sweeney, conhecida por seus papéis em séries como “Euphoria” e “The White Lotus”. Ela aparece de couro preto, dançando num conversível vermelho, enquanto passa por outdoors dos Stones nas ruas de Los Angeles. Os outdoors registram a banda em suas mais diferentes fases, desde os anos 1960 até os dias de hoje, e ganham vida, via inteligência artificial, para mostrar os Stones tocando a nova música. A última imagem é de um cartaz com a banda reduzida a trio e com suas idades atuais. O legado de Charlie Watts O novo álbum também marca uma fase significativa para a banda, sendo o primeiro lançamento após a morte do baterista Charlie Watts em agosto de 2021. Duas faixas do álbum, “Live By The Sword” e “Mess It Up”, contam com gravações de bateria feitas por Watts em 2019. Nas demais faixas, a banda contou com a participação de Steve Jordan, que foi um membro temporário dos Stones durante a ausência de Watts em turnês anteriores. No anúncio do disco, Mick Jagger afirmou que “Steve era a escolha natural. Ele entende a alma e o ritmo desta banda.” Segundo Keith Richards, o substituto contou com a benção de Charlie Watts. “Teria sido incrivelmente mais difícil seguir em frente sem a bênção dele. Mas ele falou isso há muito tempo, que se algo acontecesse, Steve Jordan era o cara”. Participações especiais O disco ainda conta com algumas participações especiais, como do ex-Beatle Paul McCartney, do ex-Stones Bill Wyman e da cantora Lady Gaga. A produção ficou a cargo de Don Was e Andrew Watt, conhecidos por trabalhar com artistas como Bob Dylan e Post Malone. “Hackney Diamonds” será lançado em 20 de outubro, marcando a volta à ativa de uma das bandas mais influentes da história do rock.
Último disco do Nirvana vai ganhar edição de 30 anos com 53 faixas inéditas
O álbum “In Utero”, último disco com gravações inéditas de estúdio do Nirvana, vai ganhar uma edição especial em seu aniversário de 30 anos com 53 faixas inéditas. A edição comemorativa será lançada em 27 de outubro e vai reunir todas as músicas e outtakes do álbum (faixas que ficaram de fora), juntamente com dois shows completos da turnê de divulgação, somando 72 faixas ao todo – sendo 53 delas inéditas, segundo informações da revista Variety. Shows e faixas bônus As faixas inéditas são gravações ao vivo de shows completos de Los Angeles e Seattle, além de seis faixas bônus ao vivo de Springfield, Nova York e Roma (de um dos últimos shows da banda). O produtor e engenheiro Jack Endino, que comandou o álbum de estreia da banda em 1988, “Bleach”, reconstruiu as faixas ao vivo a partir de fitas de mesa de som estéreo, melhorando o som das performances. Além disso, as 12 faixas originais do álbum, mais cinco faixas bônus e lados B que acompanharam os singles da época, também foram remasterizadas para o lançamento especial. Kit para fãs Além da edição em CD, fãs também poderão comprar kits com vários materiais promocionais da época, incluindo painel removível de acrílico com o anjo presente na capa do álbum, um livro de capa dura de 48 páginas com fotos inéditas, um fanzine de 20 páginas, uma litografia de pôster da turnê de Los Angeles; réplicas da promoção da loja de discos de 1993, Angel Mobile, três folhetos de shows, dois canhotos de ingressos para Los Angeles e Seattle, um laminado de turnê All-Access e quatro passes de pano para os bastidores: imprensa, foto, pós-show e equipe local. O lançamento também vai acontecer em vinil, numa edição limitada com nada menos que 8 LPs. O terceiro e último álbum do Nirvana, “In Utero” não tem o mesmo impacto cultural de seu antecessor, “Nevermind”, que causou uma verdadeira mudança de paradigma, trazendo o rock alternativo para o mainstream. Mas inclui algumas das melhores canções de Kurt Cobain e marca a despedida da banda mais importante do final do século 20.
MPF arquiva procedimento que tentava impedir shows de Roger Waters no Brasil
A Procuradoria Regional do Rio de Janeiro arquivou um procedimento administrativo que pedia a proibição dos shows de Roger Waters no Brasil, e pedia que fosse escoltado por policiais se as apresentações ocorressem. As medidas cautelares foram pedidas após o cantar usar um uniforme que foi confundido com nazista durante show em Frankfurt, na Alemanha. O traje era do filme “Pink Floyd – The Wall” (1982), inspirado nas músicas de Waters no mesmo disco, lançado pela banda Pink Floyd em 1979. À época, ele foi às redes sociais dizer que suas performances eram um clara demonstração de oposição ao fascismo. Os procuradores Jaime Mitropoulos, Julio José Araujo Junior e Aline Caixeta entenderam que as medidas cautelares são desproporcionais para o caso concreto e promoveram o arquivamento. Decisão da Justiça Em um trecho da peça, os procuradores observam que “a forma escolhida para realizar a crítica aos regimes autoritários, à extrema-direita e ao Estado de Israel pode ser considerada chocante e de mau gosto, mas expressa o pensamento político do cantor na apresentação. A liberdade de expressão, como garantia que permite a pluralidade de ideias e de pensamentos, fornece mecanismos para que Waters possa ser criticado pelos métodos utilizados e pela escolha da manifestação artística veiculada em seu show, mas não censurado por sua forma de pensar – ainda que a expressão de suas ideias possa ter ocorrido por meio de ‘comportamentos expressivos’ inadequados ou deseducados.” A conclusão afirma: “Diante de todo o exposto, considerando que as manifestações proferidas por George Roger Waters estão protegidas pelo direito à liberdade de expressão, garantia que possui posição preferencial na Constituição Federal, e que as medidas cautelares requeridas pelos noticiantes são desproporcionais para o caso concreto, entendemos não subsistir motivos que justifiquem o prosseguimento da atuação desta PRDC na espécie, razão pela qual promovemos o arquivamento do presente feito.” A iniciativa de impedir as apresentações partiu do Instituto Memorial do Holocausto e a Confederação Israelita do Brasil (CONIB), por meio do advogado Ary Bergher, que solicitaram ao Ministério da Justiça, uma semana após o anúncio da turnê, que Waters fosse impedido de entrar no país e de se apresentar. Segundo Bergher, o músico pratica condutas e faz declarações nitidamente antissemitas, com uma série de episódios destacados pelo advogado como exemplos. O uniforme polêmico O figurino que está sendo citado como apologia ao nazismo lembra, de fato, os trajes que eram usados pelos oficiais da SS, que tinham a função de proteger o ditador Adolf Hitler e seu partido. Só que todos os fãs de Waters e do Pink Floyd sabem que se trata de uma crítica. É o mesmo traje usado por Bob Geldof no final do filme “The Wall” (1982), quando o cantor Pink (inspirado por Waters) se deixa levar pela influência do fascismo. Baseado no álbum “The Wall”, do Pink Floyd, o visual no filme serve, na verdade, como uma condenação forte do fascismo. O cantor é notoriamente conhecido por suas críticas a governos que considera totalitários, tendo inclusive prestado homenagem à vereadora brasileira Marielle Franco em um de seus shows anteriores no Brasil. Entretanto, tem sido criticado por políticos e associações ligadas a Israel por suas posições favoráveis à causa Palestina, que geraram acusações de antissemitismo. Em diversos momentos de sua carreira, e até em aspectos visuais de seus shows, o músico fez críticas às ações de Israel em relação à Palestina, incluindo a comparação da ocupação de terras palestinas com técnicas nazistas de guerra. Recentemente, ele também causou polêmica por se posicionar a favor da Rússia na guerra contra a Ucrânia. Turnê de despedida A turnê de despedida do cantor, “This is Not a Drill”, passará pelo Brasil entre 24 de outubro e 12 de novembro, com sete shows marcados para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre. Os shows marcam a despedida do artista de suas apresentações ao vivo e, apesar das polêmicas e contestações, muitos fãs brasileiros aguardam com expectativa as apresentações, uma vez que o músico pretende se afastar dos palcos após as apresentações na América Latina. O repertório inclui cerca de 20 clássicos de Roger Waters e do Pink Floyd, como “Us & Them”, “Comfortably Numb”, “Wish You Were Here”, e “Is This The Life We Really Want?”. Waters também apresenta uma nova composição, “The Bar”. A expectativa é tão grande que alguns shows da turnê estão sendo transmitidos ao vivo em cinemas ao redor do mundo. Veja abaixo a cena do filme “The Wall”, dirigido por Alan Parker, em que o uniforme polêmico foi introduzido pela primeira vez. A música que acompanha a cena, “In The Flesh”, deixa claro que se trata de uma crítica às imagens de fanatismo exibidas. E é a mesma música cantada por Roger Waters no uniforme polêmico durante a turnê. Confira.
SBT presta homenagem a Mingau, baixista do Ultraje a Rigor, baleado no fim de semana
O SBT manifestou seu apoio ao baixista Mingau, da banda Ultraje a Rigor, que foi baleado no fim de semana em Paraty. “Nós do ‘The Noite’ estamos ao lado de vocês, fãs do nosso querido Mingau, nessa corrente de orações e pensamentos positivos pela sua recuperação”, declarou o canal em publicação nas redes sociais. A banda Ultraje a Rigor tem presença fixa no programa “The Noite com Danilo Gentili”, e em respeito ao ocorrido, a emissora decidiu suspender as gravações da atração. Devido à suspensão das gravações, as entrevistas programadas para esta segunda-feira foram canceladas. Ainda não há informações sobre quando as gravações serão retomadas. Estado grave Rinaldo Oliveira Amaral, o Mingau, foi atingido por um disparo na cabeça em Paraty, no estado do Rio de Janeiro. O músico foi inicialmente atendido em um hospital local e, em seguida, transportado de helicóptero para São Paulo, onde foi internado no Hospital São Luiz, com a necessidade de realizar uma cirurgia de urgência. Seu estado de saúde é considerado grave, de acordo com o boletim médico mais recente, que informou: “O paciente seguirá aos cuidados da Unidade de Terapia Intensiva, sedado e mantido sob ventilação mecânica.” Prisão de suspeito A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso e prendeu um suspeito, flagrado com uma pistola calibre 40, drogas, dois carregadores e um kit rajada. Outras três pessoas teriam sido identificadas. O caso ocorreu num bairro perigoso, conhecido pelo tráfico de drogas. “Onde o tráfico de drogas atua, muitas vezes, armado no local”, explicou o delegado Marcello Russo. “Ao ver esse carro entrando, uma picape escura, [os atiradores] podem ter se confundido e efetuado algum disparo que acabou atingindo esse integrante da banda Ultraje a Rigor”. + Estamos confiantes que, em breve, traremos boas notícias para todos.#ForçaMingau — The Noite (@SBTTheNoite) September 4, 2023
Playlist Moderna: Veja 50 clipes com o melhor do rock alternativo atual
A Playlist Moderna é uma seleção mensal com os principais lançamentos recentes do lado B do YouTube. São 50 clipes de tendências alternativas, com ênfase em novidades das últimas semanas. A relação atual traz apenas bandas de rock alternativo, especialmente artistas influenciados por tendências dos anos 1990, como shoegazer, dreampop, Britpop e grunge. Mas também há uma boa dose de psicodelia sessentista e hard rock cabeludo na reta final. Começando com Speedy Ortiz, Bleach Lab, My Ugly Valentine e outras bandas com vocalistas femininas, que exploram uma evolução do shoegazer com influência da cena indie dissonante americana de 30 anos anos atrás, o rock de guitarras guinchantes logo desembarca no neogrunge, antes de fazer uma curva pelo dreampop e se aprofundar no revival Britpop atualmente em curso no Reino Unido, com mais de uma dezena de bandas, desde a já estabelecida The Institutes até a estreante Rosellas. Vale notar que a veterana Kula Shaker, da era Britpop original, pegou carona nessa onda nostálgica pelo som de bandas novecentistas e retorna com música inédita. Na lista de ressuscitados, também chama atenção o retorno do Drop Nineteen, uma das bandas da pequena cena shoegazer americana dos 1990. Como o Britpop já era considerado um revival da música britânica da era dos Beatles, a seleção aproveita a ponte para concluir com numa viagem lisérgica por novos artistas psicodélicos e bandas de hard rock, com clipes inspirados no visual retrô de 50 anos atrás. Nessa última etapa do mix estéreo, a maior curiosidade fica por conta de uma versão quase irreconhecível de “Love Buzz”, do Nirvana, tocada pela banda The Shivas. Como sempre, os vídeos são organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist – para ver na Smart TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge – , visando encaixar uma sequência que ressalte a impressão de videotecagem/mixtape. Experimente ouvir sem saltar as faixas na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). Speedy Ortiz | Bleach Lab | Seaside | My Ugly Clementine | Rodeo Boys | Coach Party | Площа Устриць | Truth Club | Sub Cultures | Virgins | Mother Tongues | Futureheaven | Skating Polly | Lime Garden | 7ebra | Softcult | Drop Nineteens | Beach Fossils | Kula Shaker | Pleasure Pill | Stanleys | Rosellas | Rolla | Guest Directors | The Institutes | Cressa | Nitefire | Noise | The Covasettes | Pet Fox | Daiistar | Jättedam | Shambolics | Wyld Gooms | Grandmas House | Taleen Kali | The Shivas | The Velveteers | Lucifer | Starbenders | Nobro | Birgit Jones | Vulvarine | Mannequin Pussy | Blood Ceremony | Night Beats | Bombay Bicycle Club | Mapache | Diamond Hands | The Kobras
Cachorro invade estádio para assistir a show do Metallica
O rock do Metallica é bom pra cachorro. E uma fã canina pode atestar. Um show recente da banda, realizado em 25 de agosto na Califórnia, contou com a presença especial de Storm, uma cachorrinha fujona, que invadiu o SoFi Stadium, na região de Los Angeles, e se acomodou na plateia, assistindo de poltrona a apresentação. O fato chamou ganhou a atenção da banda, que publicou uma foto da cachorrinha, sentada num assento do estádio durante o show, em suas redes sociais. Segundo a banda, Storm mora nas imediações e, sozinha, conseguiu entrar no local. Na ocasião, o estádio bateu recorde de público — foram cerca de 78 mil pessoas, registrou o jornal Los Angeles Times. Metallica brinca com situação Na publicação no Instagram, a banda brincou com o acontecimento e mudou os nomes de suas músicas para refletir o gosto canino. “Depois de uma noite inteira assistindo ao show com sua família Metallica, Storm se reuniu com sua família real no dia seguinte. Ela se divertiu muito ouvindo suas canções favoritas, incluindo ‘Barx Æterna’ [em alusão a ‘Lux Æterna’], ‘Master of Puppies’ [em referência a ‘Master of Puppets’] e ‘The Mailman That Never Comes’ [‘The Day That Never Comes’].” Cães não devem ir a shows A banda, porém, alertou que os fãs não devem levar cachorros a seus shows. “Mas essa cachorra com certeza teve o dia dela”, concluiu o texto. A observação é importante, porque cães têm audição aguçada e sofrem com barulho. Além disso, podem ficar desconfortáveis em meio à multidão, com risco de se tornarem agressivos, desorientados, trêmulos e até de se machucarem ao correr ou buscar abrigo. Storm, no entanto, parece não ter se incomodado com o rock pesado e a animação do público. O final feliz da cachorrinha Após a história vir à tona, um ONG de proteção animal publicou que a cadela teria sido abandonada no estádio e seria colocada para adoção, descrevendo-a como sociável e doce. Mas, no dia seguinte, os tutores identificaram Storm pelas fotos compartilhadas no estádio, contaram que ela havia escapado e conseguiram levá-la de volta para casa. Os tutores publicaram uma foto da cachorra já em casa, agradecendo seu resgate. “Nosso bebê está em casa e seguro. Obrigado, pessoal.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Metallica (@metallica)
Conheça quem são as roqueiras da banda de Demi Lovato
O show de Demi Lovato chamou atenção por apresentar uma banda feminina com visual e som de roqueiros. E o quarteto é composto por instrumentistas bem famosas. O show teve uma substituição na banda original. Rainha dos solos de guitarra, Nita Strauss, da banda de Alice Cooper, foi trocada por Constance Antoinette, integrante da banda Aesthetic Perfection, que também se apresenta com o cantor Adam Lambert, substituto de Freddie Mercury no Queen. Além de acompanhar Demi, a baixista Leanne Bowes toca na banda Big Time Rush e com a cantora/atriz Dove Cameron. Na banda de Demi, ela acumula as funções de diretora musical e de turnê, graças à sua formação universitária em marketing. Ela também tem um carreira solo, tendo lançado seu primeiro single no ano passado sob o pseudônimo Badways. Já a baterista Brittany Nicole Bowman ficou conhecida por vídeos de covers no YouTube e Instagram, antes de começar a tocar com Royal And The Serpent. Para completar, a tecladista Dani McGinley é uma das instrumentistas de estúdio mais requisitadas de Los Angeles, com 15 anos de experiência no setor. Ela também toca em turnês do ex-One Direction Niall Horan e Marina and the Diamonds. A primeira vez que o grupo original, com Nita Strauss, se apresentou ao vivo foi no programa de Jimmy Fallon em agosto do ano passado e, até o The Town, o maior público para o qual se apresentaram tinha sido o Rock in Rio.
Cantor americano Jimmy Buffett morre aos 76 anos
O cantor Jimmy Buffett, um dos nomes mais emblemáticos da música norte-americana, faleceu na noite de sexta-feira (1/9) aos 76 anos. A informação foi divulgada por meio de seu perfil em uma rede social. “Jimmy faleceu pacificamente na noite de 1º de setembro, cercado por sua família, amigos, música e cachorros”, informou o comunicado oficial, sem revelar a causa da morte. Nascido em 25 de dezembro de 1946, em Pascagoula, Mississippi, Buffett teve um começo de carreira modesto. Mudou-se para Nashville após concluir a faculdade e trabalhou inicialmente com uma banda cover. Embora seu álbum de estreia, “Down to Earth”, de 1970, não tenha conquistado grande público, o artista não desistiu. Praia, margaritas e sucesso Foi apenas após mudar-se para Key West, Flórida, que Buffett começou a criar a persona relaxada à beira-mar pela qual ficou conhecido. Em 1973, lançou “White Sport Coat and a Pink Crustacean”, álbum que iniciou sua ascensão. Mas o almejado estouro comercial só veio no sexto álbum, “Changes in Latitudes, Changes in Attitudes”, lançado em 1977. A faixa “Margaritaville”, inclusa no disco, passou 22 semanas no Billboard Hot 100 e entrou para o Hall da Fama do Grammy. Graças a “Margaritaville”, o cantor tornou-se também um empreendedor bem-sucedido. A canção originou uma cadeia de restaurantes e hotéis temáticos. Além disso, Buffett lançou várias linhas de roupas e livros ao longo de sua carreira. Buffett teve outros hits notáveis, como “It’s 5 O’Clock Somewhere” e “Cheeseburger in Paradise”, além de sucessos em colaborações com artistas renomados, entre eles Zac Brown Band em “Knee Deep” e um projeto conjunto com Clint Black, Kenny Chesney, Alan Jackson, Toby Keith e George Strait, que gerou a canção “Hey Good Lookin’”. Doença não especificada O artista havia revelado mais cedo este ano que havia sido hospitalizado devido a uma doença não especificada. “Envelhecer não é para os fracos, eu lhes garanto”, escreveu em uma postagem em rede social. Ele deixa esposa e três filhos.












