Marlon Wayans fica Nu no trailer legendado de nova comédia da Netflix
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Nu”, comédia estrelada pelo ator Marlon Wayans (“As Branquelas”, “Cinquenta Tons de Preto”). A prévia revela nova exploração do tema do looping temporal, celebrizado na comédia “Feitiço do Tempo” (1993) e na sci-fi “No Limite do Amanhã” (2014). Desta vez, a trama sugere uma mistura do primeiro com “Se Beber Não Case” (2009), mas na verdade o filme é um remake de uma produção sueca do ano 2000. Em vez do loiro sueco de “Naken”, é Marlon quem acorda nu num elevador, poucas horas antes de seu casamento, sem saber o que realmente aconteceu. E este dia sempre se repete, até ele descobrir como impedir o looping. Dá para ver que não há nada de original na trama, que foi adaptada pelo próprio Marlon, seu parceiro produtor-roteirista Rick Alvarez e o diretor Michael Tiddes, todos responsáveis por “Inatividade Paranormal” e “Cinquenta Tons de Preto”. Detalhe: o filme sueco tinha nudez frontal. A estreia acontece em 11 de agosto na plataforma de streaming.
Atores de Bates Motel já definiram suas próximas séries
O elenco central da série “Bates Motel” vai sofrer um êxodo com o final da produção. A série se encerra na atual 5ª temporada, que tem seu último episódio marcado para ir ao ar em 24 de abril. Freddie Highmore, intérprete do psicopata Norman Bates, foi o primeiro a encaixar um novo trabalho. Ele viverá um jovem médico prodígio com autismo no piloto de “The Good Doctor”, projeto de série médica desenvolvido por David Shore, criador de “House”. A produção está em desenvolvimento para a rede ABC. Max Thieriot, que interpreta seu irmão em “Bates Motel”, vai estrelar um piloto, ainda sem título, sobre os Navy Seals, os soldados mais mortais dos EUA. Criado por Benjamin Cavell (roteirista de “Justified”), o projeto segue uma equipe de Navy Seals, que planejam e realizam missões perigosíssimas em todo o mundo. O projeto está na mira da rede CBS. Nestor Carbonell, que vive o xerife Romero, foi escalado no piloto de “Behind Enemy Lines”, adaptação do filme “Atrás das Linhas Inimigas”. A versão de Nikki Toscano (roteirista da série “Revenge”) terá uma narrativa multi-perspectiva, que seguirá de perto um grupo de soldados isolados em território inimigo, mas também os militares de um porta-aviões próximo e os oficiais de inteligência em Washington, que juntam seus esforços para trazer os soldados para casa com segurança. O piloto terá direção do cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e está sendo desenvolvido para a rede Fox. Kenny Johnson, intérprete do tio de Norman, entrou no piloto de “SWAT”, sobre a tropa de elite do combate ao crime de Los Angeles, desenvolvido por Aaron Rahsaan Thomas (roteirista de “CSI: New York” e “Sleepy Hollow”) com produção executiva de Shawn Ryan (criador da igualmente clássica série policial “The Shield”) e do cineasta Justin Lin (diretor da franquia “Velozes e Furiosos” e de “Star Trek: Sem Fronteiras”). Vera Farmiga, por sua vez, não pretende retornar à TV. A intérprete de Norma Bates vai estrelar o blockbuster “Godzilla: King of Monsters” em 2019, entre diversos projetos dramáticos. E influenciou a jovem Olivia Cooke, que pretende investir na carreira cinematográfica. Ela está na nova sci-fi de Steven Spielberg, “Ready Player One”, que estreia em marco de 2018.
Shemar Moore vai estrelar o remake da série clássica SWAT
O ator Shemar Moore, que saiu de “Criminal Minds” há um ano, depois de 11 temporadas, vai estrelar o piloto do remake da série “SWAT”. Ele terá o mesmo papel que foi vivido por Samuel L. Jackson no filme de 2003. Isto porque a nova versão será mais próxima do filme do que da série original de 1975, produzida por Aaron Spelling e Leonard Goldberg. A trama vai girar em torno de seu personagem, Daniel ‘Hondo’ Harrelson, dividido entre lealdade às ruas e o dever para com seus colegas da polícia, que é encarregado de comandar uma unidade altamente treinada, considerada a tropa de elite do combate ao crime em Los Angeles. O projeto está sendo desenvolvido por Aaron Rahsaan Thomas (roteirista de “CSI: New York” e “Sleepy Hollow”) e tem produção executiva de Shawn Ryan (criador da igualmente clássica série policial “The Shield”) e do cineasta Justin Lin (diretor da franquia “Velozes e Furiosos” e de “Star Trek: Sem Fronteiras”). Justin Lin vai dirigir o piloto, assim como ele fez com a primeira série de sucesso que produziu, “Scorpion”, em 2014. Os executivos da CBS terão que gostar do resultado para aprovar a produção da 1ª temporada. E, apesar dos nomes envolvidos, a concorrência é alta. “SWAT” foi o oitavo piloto encomendado pelo canal para a próxima temporada.
Série baseada em Máquina Mortífera é renovada para sua 2ª temporada
A série baseada no filme “Máquina Mortífera” foi renovada para a sua 2ª temporada pela rede americana Fox. Intitulada em inglês “Lethal Weapon”, como o título original da franquia cinematográfica, a série acompanha a improvável dupla policial formada pelo veterano sargento Roger Murtaugh (Damon Wayans Sr.) e o impulsivo detetive Martin Riggs (Clayne Crawford), que trabalham juntos no Departamento de Polícia de Los Angeles, e precisam aprender a conciliar seus estilos opostos de trabalho. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller (criador de “Forever”) e teve seu piloto dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”). O elenco também conta com Kevin Rahm (série “Desperate Housewives”) como o Capitão Avery, chefe da dupla, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) como Trish Murtaugh, esposa do personagem de Wayans, e Jordana Brewster (uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”) no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A 2ª temporada teve encomenda de mais 22 episódios, resultado da boa audiência conquistada em seus primeiros episódios – uma média de 6,6 milhões de telespectadores ao vivo. “Toda semana, a série entrega uma jornada divertida, mas também mantém uma ligação humana e genuinamente emocional, e isso é graças à química que foi desenvolvida não apenas entre Damon Wayans e Clayne Crawford, mas entre todo o elenco”, comentou o diretor de programação da Fox, David Madden. No Brasil, a atração é exibida no canal pago Warner.
Bloco de terror da TNT, com curadoria de M. Night Shyamalan, ganha primeiros vídeos
Surgiram dois vídeos sobre o novo bloco de terror do canal pago TNT, que terá curadoria do cineasta M. Night Shyamalan (“A Visita”). Um dos vídeos mostra uma cena inédita de terror, com direito a sangue e susto, enquanto o outro traz o diretor comentando o projeto. No material, Shyamalan dá maior destaque ao remake da série “Contos da Cripta”, sucesso dos anos 1990 no HBO. As imagens que acompanham a entrevista deste vídeo não são da série, mas de filmes de terror, inclusive alguns dirigidos por Shyamalan. O diretor confirma que a nova versão contará com o famoso Guardião da Cripta, a caveira falante que anuncia as histórias de cada episódio e que foi criada para a clássica revista em quadrinhos “Tales from the Crypt”, sucesso dos anos 1950 da EC Comics – que originou a série. A criatura voltará “reinventada”, segundo comunicado. “Tales from the Crypt” já escandalizou os EUA, quando os quadrinhos originais foram considerados impróprios para crianças, dando origem à campanha que culminou na criação do Selo de Ética, uma censura imposta à publicação dos gibis americanos. No auge do sucesso da série do HBO, exibida entre 1989 e 1996, a franquia também inspirou dois filmes. Os vídeos não trazem muitas informações, mas anteriormente foi revelado que, além de “Tales from the Crypt”, o bloco de terror da TNT incluiria duas sérias inéditas produzidas por Shyamalan, “Time of Death” e “Creatures”. “Time of Death” é uma série em tempo real, com cada episódio representando uma hora passada numa mesma noite de terror. A trama vai girar em torno da volta de um psicopata à sua cidade natal. A atração será uma homenagem às produções de terror dos anos 1980, no subgênero conhecido como “slasher”. Já “Creatures” é descrita como o conto perturbador de duas ex-melhores amigas que, aos 12 anos de idade, tentaram cortar o coração de um colega de classe como sacrifício para um bicho-papão da internet que elas inventaram, chamado Mr. Gorgi. Quinze anos depois, as duas jovens são libertados de um instituto psiquiátrico em sua pequena cidade no Alasca, e logo começam a sentir a presença aterrorizante de Gorgi novamente. A série é uma criação de Dominic Mitchell (criador da série de zumbis britânica “In the Flesh”) e terá episódios dirigidos por Tom Shankland (série “House of Cards”). A estreia das séries de terror deve acontecer no próximo outono americano, entre setembro e novembro. Shyamalan está novamente em alta, após o sucesso de seus dois últimos filmes, “A Visita” (2016) e o ainda inédito no Brasil “Fragmentado”.
Joe Carnahan vai dirigir remake de Operação Invasão
O já antigo projeto de refilmagem de “The Raid” (2011), o fodástico filme de ação indonésio lançado no Brasil como “Operação Invasão”, vai finalmente sair do papel. O diretor Joe Carnahan (“A Perseguição”) confirmou seu envolvimento com a produção ao postar um vídeo em seu Instagram, em que assiste e comenta o filme com o ator Frank Grillo (“12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição”). Grillo irá estrelar a produção. No vídeo – e posteriormente no Twitter – , Carnahan garante que não seu filme não será um remake, mas uma reimaginação da mesma situação. Detalhe: a mesma situação já foi reimaginada na trama de “Dredd” (2012). Na trama de “Operação Invasão”, uma equipe da SWAT indonésia invade um prédio de 30 andares que serve de esconderijo para um cruel mafioso. Mas o prédio se revela uma grande armadilha. Presos no edifício, eles precisam lutar contra uma multidão de capangas e assassinos, armados até os dentes, para sair com vida. A violência é impressionante. Escrito e dirigido pelo britânico Gareth Evans, o filme acabou se tornando um dos mais influentes exemplares do cinema de ação dos últimos anos. Inclusive, já ganhou sequência, que foi igualmente muito bem-sucedida. Ainda não há previsão para o lançamento da versão americana. #WarPartyFilms @xyzfilms @frankgrillo1 @ghuwevans. It's going down for real. #theraid Uma publicação compartilhada por Joe Carnahan (@carnojoe) em Fev 15, 2017 às 9:46 PST
Donald Glover será Simba na versão “live action” de Rei Leão
O diretor Jon Favreau (“Mogli, o Menino Lobo”) divulgou em seu Instagram quem fará as vozes de Simba e Mufasa, na versão “live action” de “O Rei Leão” (1994), seu próximo filme para a Disney. O comediante Donald Glover (série “Atlanta”) será a voz do jovem rei, enquanto James Earl Jones repetirá seu trabalho na animação clássica, como a voz insubstituível de Mufasa, o velho rei. A participação de Jones (que também é a voz de Darth Vader) marcará a primeira vez que um dublador de desenho clássico da Disney dará vida ao mesmo personagem na versão “live action” da fábula encantada. Não se sabe, porém, até que ponto a produção poderá ser chamada de “live action”, pois, ao contrário de “Mogli” (2016), em que os animais contracenavam com um ator mirim, desta vez não há personagens humanos na trama. Como chamar, afinal, um filme em que toda a interpretação pode se dar por meio de captura de performance e computação gráfica? É fácil. Com “As Aventuras de Tintim” (2011), que foi exatamente isso, a Sony e a Paramount chamaram de… “animação”! Claro que, se Favreau provou que é possível fazer uma animação de animais falantes hiper-realista com “Mogli”, “O Rei Leão” tem sido encenado por humanos reais há anos na Broadway. É aguardar para ver como o filme será considerado depois de pronto. Maior clássico moderno da Disney, “O Rei Leão” venceu dois Oscars e arrecadou US$ 968 milhões nas bilheterias mundiais. A nova versão ainda não tem previsão de estreia. I just can’t wait to be king. #Simba Uma publicação compartilhada por Jon Favreau (@jonfavreau) em Fev 17, 2017 às 4:24 PST Looking forward to working with this legend. #Mufasa Uma publicação compartilhada por Jon Favreau (@jonfavreau) em Fev 17, 2017 às 4:53 PST
Bill Murray era primeira opção do remake de Toni Erdmann que será estrelado por Jack Nicholson
A volta de Jack Nicholson ao cinema, após sete anos sem filmar, não foi comemorada por Bill Murray. Em entrevista ao canal de notícias CNBC, o ator revelou que foi trocado pelo astro de “O Iluminado” no remake de “Toni Erdmann”. “Kristen Wiig, a quem considero maravilhosa, me mandou algo dizendo: ‘você daria uma olhada nisso?’ E eu não sou muito organizado, por um tempo eu perdi, depois encontrei, mas eu não dediquei um tempo a assistir a essa coisa que ela queria que eu assistisse. E então ela disse: ‘bem, Jack Nicholson assumiu o papel’”, contou Murray, sobre a filmagem americana do longa alemão. Indicado ao Oscar 2017 de Melhor Filme de Língua Estrangeira,“Toni Erdmann”conta a história do piadista Winfried Conradi, que quase não vê sua filha Ines, que trabalha em Bucareste. Até que decide ir à Romênia sem avisar e descobre que ela se dedica demais ao trabalho. Decidido a fazê-la compreender que está desperdiçando a vida, ele passa a incorporar um personagem chamado Toni Erdmann e a realizar uma sucessão de pegadinhas. O remake será realizado pela Paramount Pictures com produção do cineasta Adam McKay (vencedor do Oscar 2016 de Melhor Roteiro por “A Grande Aposta”) e seus sócios, o comediante Will Ferrell e a produtora Jessica Elbaum, junto com diretora do longa original, Maren Ade.
Atriz de 007 Contra Spectre vai estrelar remake da série S.W.A.T.
A atriz mexicana Stephanie Sigman, que protagonizou com Daniel Craig a cena de abertura de “007 Contra Spectre”, é o primeiro nome do elenco do remake da série “S.W.A.T.”. Segundo o site da revista Variety, ela vai interpretar uma policial descrita como “ambiciosa” e que “não mede esforços para subir de patente dentro da polícia americana”. Embora tenha durado apenas duas temporadas, produzidas por Aaron Spelling e Leonard Goldberg entre 1975 e 1976, “S.W.A.T.” se tornou uma das séries policiais mais marcantes da década de 1970, ao apresentar para o grande público a tropa de elite da polícia de Los Angeles, que lidava especialmente com situações de risco envolvendo reféns. Mas a série também refletirá a adaptação cinematográfica de 2003, estrelada por Colin Farrell, Samuel L. Jackson e Michelle Rodriguez. O projeto está sendo desenvolvido por Aaron Rahsaan Thomas (roteirista de “CSI: New York” e “Sleepy Hollow”) e tem produção executiva de Shawn Ryan (criador da igualmente clássica série policial “The Shield”) e do cineasta Justin Lin (diretor da franquia “Velozes e Furiosos” e de “Star Trek: Sem Fronteiras”). Justin Lin vai dirigir o piloto, assim como ele fez com a primeira série de sucesso que produziu, “Scorpion”, em 2014.
Trailer de western de Sofia Coppola vira terror com Elle Fanning, Kirsten Dunst e Nicole Kidman
A Focus Features divulgou o primeiro trailer e fotos de “The Beguiled”, remake do western “O Estranho que Nós Amamos”, com direção de Sofia Coppola (“Bling Ring”). A prévia traz o ator Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Vivem”) no papel interpretado por Clint Eastwood em 1971, como um soldado ianque ferido, que é socorrido e tratado numa escola sulista para meninas. Sua presença desperta interesse tanto no corpo docente quanto no discente, e não demora a render relações indecentes. Mas a tensão sexual gera ciúmes e dá uma guinada na trama, com o final do trailer marcado por gritos desesperados de filme de terror. O remake registra a segunda parceria de Coppola com a atriz Elle Fanning (as duas trabalharam juntas em “Um Lugar Qualquer”) e a terceira com Kirsten Dunst (após “As Virgens Suicidas” e “Maria Antonieta”). Além delas, as atrizes Nicole Kidman (“Olhos da Justiça”) e Angourie Rice (“Dois Caras Legais”) também fazem parte da seleção de loiras da produção. O novo “O Estranho que Nós Amamos” estreia em 30 de junho nos EUA e apenas dois meses depois, em 24 de agosto, no Brasil.
Oprah Winfrey pode estrelar remake de Laços de Ternura
O cineasta Lee Daniels pode retomar sua parceria com a apresentadora Oprah Winfrey num remake de “Laços de Ternura”, segundo o site The Wrap. Oprah seria uma das estrelas do projeto, interpretando a personagem que rendeu o Oscar de Melhor Atriz para Shirley MacLaine no drama clássico de 1982. O filme original girava em torno de mãe protetora (MacLaine) e filha com câncer (Debra Winger), mas graças a Jack Nicholson, que também venceu um Oscar por seu papel de astronauta aposentado, não virava um melodrama de chorar sem parar. O mais impressionante é que “Laços de Ternura” superou a obra-prima “Os Eleitos” para ficar com o Oscar 1984 de Melhor Filme. Caso aconteça, o remake será a segunda parceria entre Lee Daniels e Oprah, após realizarem juntos “O Mordomo da Casa Branca” (2013), que, além de estrelar, ela também produziu. A Paramount, que detém os direitos de “Laços de Ternura”, não confirmou a produção.
Kevin Hart e Bryan Cranston aparecem na primeira foto do remake de Intocáveis
Hollywood foi mesmo adiante com o projeto do remake de “Intocáveis”. O ator Kevin Hart (“Policial em Apuros”) divulgou a primeira foto da produção em seu Instagram, em que aparece ao lado de Bryan Cranston (série “Breaking Bad”). Um dos maiores sucessos franceses desta década, “Os Intocáveis” arrecadou US$ 416 milhões mundialmente ao contar a história da amizade entre um tetraplégico rico (François Cluzet) e seu cuidador (Omar Sy), um imigrante negro pobre. Na versão americana, Cranston é o paralítico e Hart o responsável por lhe dar uma nova perspectiva de vida. O remake tem direção de Neil Burger (“Divergente”), roteiro de Paul Feig (“A Espiã que Sabia de Menos”) e ainda inclui em seu elenco Nicole Kidman (“Lion”), Julianna Margulies (série “The Good Wife”), Genevieve Angelson (série “House of Lies”) e Aja Naomi King (série “How to get away with Murder”). Obviamente, o filme original fez tanto sucesso que todo mundo interessado na história já a conhece de cor, o que deve ser um entrave nada desprezível para a distribuição internacional do remake. Mas o estúdio TWC (The Weinstein Company) não quis levar em consideração este detalhe, nem a onda de fracassos dos últimos remakes americanos. O mais recente, “Olhos da Justiça” (remake do argentino “O Segredo dos seus Olhos”) rendeu apenas US$ 20 milhões no mercado doméstico e foi praticamente ignorado no exterior, onde somou US$ 12 milhões. Antes disso, “Oldboy” (remake do thriller sul-coreano homônimo) fez fiasco ainda maior, com US$ 2 milhões nos EUA e a mesma quantia em todos os demais países do mundo. Ainda não há previsão de estreia.
Irmãos Coen vão escrever o remake de Scarface
Os estúdios Universal anunciaram que o remake de “Scarface” será escrito pelos irmãos Joel e Ethan Coen (de “Fargo” e “Onde os Fracos não Tem Vez”). O lançamento do filme nos Estados Unidos também ganhou data: 10 de agosto de 2018. O estabelecimento de uma data foi importante para ressaltar a seriedade da Universal em relação ao projeto. Afinal, a impressão passada, ao confirmar novos roteiristas a esta altura do campeonato, é de fatiga, comprovando que o estúdio ainda não encontrou a história que procura. Vale lembrar que os planos do remake têm uma década. Antes da entrada dos irmãos Coen no projeto, a Universal contratou David Ayer (“Esquadrão Suicida”) para escrever o primeiro roteiro, Paul Attanasio (“Donnie Brasco”) para revisá-lo, Jonathan Herman (“Straight Outta Compton: A História do NWA”) para refazê-lo e, há apenas cinco meses, Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”) para começar tudo novamente. A produção está a cargo de Martin Bregman, responsável pela versão lançada nos anos 1980, que foi dirigida por Brian de Palma e estrelada por Al Pacino. Mas ainda não há diretor confirmado, após David Yates (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) e Antoine Fuqua (“Sete Homens e um Destino”) desistirem, diante da demora da aprovação do roteiro. O protagonista, porém, já está definido. O filme será estrelado pelo mexicano Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”). Inspirada na ascensão de Al Capone, a história de “Scarface” já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centra-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto na versão dos anos 1980 era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. Nesse contexto, a escalação de Luna, um ator mexicano, deve ter repercussão direta na trama, ao ecoar a política de Donald Trump em relação às fronteiras dos Estados Unidos.












